.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2015

Até quando homofóbico – II Parte

Homofóbico? Até quando?

Quando entrei no quarto Luís já estava acordado e lendo um revista das que normalmente existem na mesa-de-cabeceira. Fiquei descansado, seria difícil entrar a matar pois podia ser mal recebido e entrei da forma mais simples. Ele como estava em tronco nu mas ainda de calças vestidas fiz-me parvo e comentei:

 

- Sabes que faz mal-estar-se vestido em cima da cama?

- Ainda não tinha dado por isso. Desculpa…

 

Então enquanto me metia entre os lençóis tapando-o também a ele perguntei:

 

- Estás a curtir essas revistas?

- Tem umas gajas boas.

- E os gajos não são musculados como tu?

- Sim, são musculados como eu, se calhar também fazem ginásio, mas eu não faço o que eles fazem.

- E o que é que eles fazem que tu não fazes?

- Epá… Além de fuderem as gajas também se beijam.

- E tu não eras capaz de beijar um gajo?

- Mas eu não sou maricas.

- E estas fotos não te fazem tesão? Deixa lá ver como está isso.

 

Adivinhando que ele estava já cheio de rebarba, fui apalpar-lhe o pirilau, mesmo por cimas das calças, mas porra!.. Não era um pirilau qualquer. Era um caralhão digno de nota. Então para sentir melhor aquela coisa, meti a mão dentro das calças. Não era bem um caralho de preto mas era comprido de tal forma que encheu logo a minha mão ficando a cabeça de fora.

Luís estava tão entusiasmado com a leitura que nem Túcio nem mugiu, e continuei masturbando-o primeiro devagar, e como não obtive resposta de contrafeito, continuei com mais força e quando senti que ele se movimentava lentamente como a gozar, tirei-lhe as calças e os meu boxers e nossos corpos foram-se juntando. Continuando a masturba-lo e segurando numa das suas mãos levei-a a masturbar-me também.

A reacção dele foi espontânea e sem nada dizer fizemo-lo cada vez mais apressadamente até que nos viemos.

Luís arfava ao mesmo tempo que me abraçava comentando ao meu ouvido:

 

- E agora? O Carlos está lá fora…

- E que tem isso?

- Epá… ele não vai dar com a língua nos dentes?

- Achas? Ele está deserto de vir aqui para o meio.

- Quer dizer que o gajo também se entende contigo?

- Pelo menos há um ano. Não viste o à-vontade com que se movimentou aqui em casa logo que chegamos?

- De facto notei. Até parecia que estava em casa dele. Nunca pensei. Já nos temos encontrado em bares e na praia e nunca notei que ele alinhasse nestas coisas.

- E achas que por alinharmos nestas coisas como tu dizes que temos de ter algo na testa diferente dos outros?

- Já tenho visto tipos que de movimentam amaricadamente e dão logo nas vistas aquilo que são.

- Pois… Isso são mesmo os maricas que só gostam de homens, Nós, somos diferentes, gostamos de umas brincadeiras mas não temos necessidade de andar a dizer ao mundo que somos gays ou bissexuais. Também gostamos de mulheres.

- Nunca pensei que um dia viria a bater uma punheta a um gajo.

- E gosta-te ou não? Não tiveste prazer quando te vieste ao mesmo tempo que eu?

- Porra!.. Foi demais. Parecia-mos umas vacas a deitar leite.

 

Não acabamos aquele diálogo pois a porta abriu-se e entrava o Carlos e da entrada até à cama foi deixando cair o robe que ficou a meio do caminho, e veio-se deitar entre nós comentando:

 

- Já posso entrar? Ou é só para vocês dois?

- Não deves ter muita sorte, pois já nos viemos!... – respondi.

- E eras logo tu que não te vinhas duas vezes. Que tal é aqui o Luís?

- Mas só batemos uma punheta. Respondeu o Luís meio envergonhado.

- E bateram um ao outro. Claro!...

- Que queria mais? -Ainda mais envergonhado respondeu o Luís.

- O Nelson não te tirou os três?.

- Epá.. Tem maneiras… - Insurgi

 

Com isto tudo já o Carlos no meio dos dois tinha-se colocado de costas para o Luís e agarrando-lhe no instrumento começou a aponta-lo ao seu ânus ao mesmo tempo que me beijava e pedia:

 

- Vá.. Fode-me, vais ver que gostas. O meu cuzinho é melhor e mais apertadinho que uma rata das galinhas com quem andas. Ou não és capas de te vir novamente. Pergunta aqui ao Nelson se não é bom.

 O Luís que já estava novamente com aquele caralho hirto, agarrou-o pelos ombros e sem qualquer ajuda apontou-o e começou a penetra-lo primeiro lentamente e depois com mais força. Carlos ganiu ou pouco pois aquele instrumento era efectivamente grande. Então para lhe aliviar a dor coloquei-me na posição de sessenta e nove e foi a vez, dos nossos caralhos meterem-se das bocas de nós ambos.

Como já era normal entre nós sorvemos primeiro as gotas de sémen que iam sindo de nossas cabecitas loucas. De repente o Carlos começou a movimentar-se mais rapidamente e chupando mais vorazmente o meu pénis. Luís tinha acabado de enterrar todo o seu pau no seu cuzinho. Luís ganiu um pouco deu mais umas bombadas, até que se veio. Carlos ao sentir dentro de si toda aquela porra tentou que o meu trabalhador entrasse mais até às glândulas e foi a vez de ambos nos virmos. Dentro de nossas bocas.   

Havia esporra por todos os lados Por fora de nossas bocas e por fora do rabo do Carlos tal foi a profusão de todo aquele leite.

Extenuados e exaustos, acabamos por cair cada um para o seu lado e adormecer.

 

No dia seguinte.

 

O sol já entrava janela dentro como a avisar-nos que já era manhã.

Durante o resto daquela noite mesmo a dormir, já tínhamos dado todas as voltas.

Quem estava à minha frente e de costas para mim era o Luís e muito agarradinho de conchinha a mim estava o Carlos. Nem sabia como mas eu já estava no meio.

 

Fui o primeiro a acordar. Olhei para as horas e o relógio marcava as nove horas. Lembrando-me que o Carlos tinha dito que entrava de serviço às dez, mexi-me de forma a ele acordar. Com aquele movimento também acabei por acordar o Luís que sem quaisquer palavras ajeitou-se de maneira a que o meu instrumento de trabalho ficasse apontado à sua entrada e começasse a levantar-se.

Por experiência, sabia que aquilo não iria dar nada pois a tesão da manhã ao acordar nem sempre é caso para penetrações pois normalmente é a chamada tesão de mijo. O Carlos também já tinha acordado e começava a roçar-se na minha entrada, mas não teve sorte pois sabia que não iria dar em nada. E disse-lhe:

 

- Tem juízo, Já viste as horas? Não entras às dez?

- Epá e agora? Como é que eu vou? Viemos no teu carro e o luís também lá deixou o seu.

- Não te preocupes. Vai tomar o duche que combino com o Luís o que vamos fazer.

- Porque não o vais levar? Não tenho nada que fazer a não ser telefonar para os meus pais a dizer que está tudo bem e vou mais tarde. – respondeu o Luís.

 

Porra!... Aquilo era o que mais queria ouvir e disse que sim, iria levar o Carlos e voltaria rapidamente.

Quando voltei, já o Luís tinha tomado banho e andava na cozinha – como se estivesse em casa – de boxers e a preparar o pequeno-almoço.

 

- Desculpa mas se o Carlos já faz da tua casa a sua, também posso fazer o mesmo. Não ficas chateado, pois não?

- Mas de forma alguma. Não sei é se fazes o mesmo que o Carlos.

- E o que é que ele faz que não possa fazer? Queres que te limpe a casa?

- Não é isso!.. Onde está o teu conceito homofóbico?

- Fazes o favor de não falar nisso?

- Quer dizer que gostas-te do que fizemos.

- Por incrível que pareça gostei bastante. O Carlos volta logo à noite?

- Queres come-lo novamente?

- Não me importava! Ficas com ciúmes?

- Eu?... Com ciúmes? Se tivesse ciúmes com todos com quem vou para a cama em vez de uma casa tinha que ter um armazém para os meter todos lá dentro.

 

Entretanto o pequeno-almoço já estava feito. O gajo tinha jeito para a cozinha. Comemos mesmo ali na cozinha.

 

- Já falei para os meus pais a dizer que certamente nem iria hoje para casa.

- E já é hábito ficares fora uns dias?

- Já!.. Eles não se importam muito com o que faço ou deixo de fazer, desde que ao fim no ano apresente boas notas e ande com raparigas, tudo bem.

- Então é por isso que andas com lésbicas?

- Elas são umas gajas porreiras e foi por andar com elas que o meu pai me ofereceu o carro.

- Para poderes curtir à vontade com elas.

- Só fui com elas para acama uma vez e foi lá em casa.

- E os teus pais souberam, claro.

- Souberam e foi por isso que me deram o varro. Mas foi a única coisa que ganhei.

- Porra!... Mas também ganhaste umas fodas valentes.

- Nem por isso. Elas fuderam mais entre elas do que comigo.

- Quer dizer que gozaste mais ontem à noite do que com elas.

- Vocês foram espectaculares. Nunca pensei ir para a cama com um gajo e muito menos com dois.

- E ficaste apaixonado pelo Carlos? É por isso que perguntaste se ele voltava logo à noite.

- Com ele foi bom, mas tu dás-me mais carinho e simpatizo bastante contigo.

 

Esta conversa estava a ser dada sentados no sofá da sala e cada um com a sua chávena de café na mão e perante a sua última, quase declaração de amor, coloquei a minha chávena e a dele no chão, agarrei-lhe na cabeça puxei-a para mim e ele recebeu pela primeira vez o meu beijo. Nem vacilou, segurou-me na nuca e com mais força e nossas bocas mais se juntaram até nossas línguas se misturarem com alguma saliva.

Vários minutos estivemos nos beijando até ir ver como estava o seu pau. Já estava hirto e latejante. – queria dizer que estava a gostar do nosso carinho – e a prova foi feita quando foi a vez dele vir segurar no meu começando a masturbar-me.

Despimos as t-shirts e nossos corpos juntaram-se e roçaram-se como dois amantes antigos. Estava-mos louco de excitação e deitei-o no sofá despindo-lhe os boxers assim como os meu e assim deitados voltei a beijar aqueles lábios carnudos e sedentos de amor enquanto nossos pénis se digladiavam. Abri um pouco as pernas e deixei-o meter o seu cacete entre elas, apertei novamente e ele movimentava-se como estivesse a fuder o clitóris de uma gaja. Luís já estremecia todo o corpo e a ter espasmos. Foi quando lhe mordisquei um dos lóbulos e pedi:

- Não te venhas ainda…  - ao mesmo tempo abri as minha pernas e comecei descendo pelo seu corpo beijando-o e mordiscando aqui e ali, até encontrar aquele pau com a cabeça já cheia de pequenos sulcos de sémen que sorvi loucamente antes do orgasmo final. Foi a vez de o virar ficando de costas para mim e começar a fazer-lhe um unilingue salivar tentando lubrificar aquele cuzinho virgem. Ele gemia e quando se começou a masturbar foi a vez de me deitar totalmente em seu corpo e pouco e pouco ido penetrando-o. Primeiro a cabeça o mais devagar possível mas quando senti que ele estava a ter os espasmos, todo o resto do meu pau entrou por ali dentro. Todo o corpo do Luís estremeceu e elevou o rabo ajudando-me a penetra-lo totalmente. Fui até ao seu pau e mal o comecei a punhetar, ambos nos viemos abundantemente como não o tivéssemos feito horas antes.

Nossos corpos ficaram flácidos não tirando o meu pau de dentro dele.

Estava-mos exausto e arfante e antes que ele dissesse alguma coisa, ao ouvido perguntei:

 

- Fiz-te doer?.. Foi bom?..   

- Ao princípio doeu um bocadinho

- Mas agora estás bem? Posso tirar?

- Uiii… Agora fez impressão.

- Isso já passa…. – e continuei deitado sobre ele ao mesmo tempo que lhe ia fazendo carinhos naquele comprido cabelo louro dourado e mordiscando-lhe a nuca.

 

Passado algum tempo ele virou-se e ficamos de lado beijando-nos e acariciando-nos.

Tudo o que tinha acontecido tinha sido muito bom para mim e para ele também. Aquela ideia de ser homofóbico, tinha caído por terra. Tudo tinha sido feito com mútuo consentimento. A sala estava a começar a estar fria e os nossos corpos desnudos começavam a ressentir-se desse frio e então alvitrei:

 

- Não queres ir para a cama enquanto faço qualquer coisa para comermos?

- Já me comeste! O que queres comer agora?

- Deixa-te de coisas! Estou a falar de comida propriamente dita. Vou tomar um duche e depois vou arranjar qualquer coisa. Entretanto vai também tomar um duche quente.

 

Já estava na cozinha a começar a preparar qualquer coisa para comer e ele já deitado entre lençóis quando tocaram a campainha da porta. Era o Carlos com um saco do supermercado.

 

- Hoje larguei o serviço mais sedo e trago o jantar. O luís ainda cá está? O carro dele ainda está no mesmo sítio.

- Sim!.. Ainda cá está. Está deitado.

- Não me digas que passaram o dia todo na cama. Comeste o gajo? Ele gostou? Tá visto que me puseste os cornos.

- E tu!.. Não mo puseste ontem à noite com ele?

- Porra!... Foi demais, tu é que foste o culpado, andamos há um ano e não deixas comer-te e o gajo tem um caralho maior que o teu.

- Já estiveste a falar melhor. Sabes? Ele já perguntou se tu não vinhas e quanto ao dele ser maior que o meu não quer dizer nada pois o meu é muito trabalhador.

- Também é verdade. Posso ir ter com ele? Quero pô-lo a trabalhar.

- Não assuste mais o rapaz. O melhor é ir contigo.

 

Nunca tinha visto o Pedro tão radiante e com uns modos amaneirados.

 

- Olha quem trouxe o petisco. – disse eu ao entrar no quarto

- Não me digas que é esse o petisco que foste preparar.

- O Carlos troce o jantar, mas parece que é para mais logo.

- Sim… Pode ficar para mais logo. Estou cheio de frio e quero enroscar-me com vocês. Ou já se vieram e não têm forças para mais?

 

Enquanto o Luís ficava perplexo com aqueles bitaste, Carlos Cada vez mais apaneleirado como nunca o tinha visto já se tinha despido e todo nu deitado por baixo dos lençóis ficando com as costas encostadas ao Luís. Olhando para mim. Perguntou se não ia também.

Adivinhando o que iria acontecer, Acabei por despir-me e fui para o outro lado da cama, sendo a vez, do Luís ficar no meio. Mal me encostei ao seu rabo o meu trabalhador começou a levantar-se. Luís ficando como se costuma dizer “entre a espada e a parede” movimentou o rabo para cima e segurando nas ancas do Pedro começou a tentar encontrar o local próprio para satisfazer os seus desejos. Notando que ali havia uma falta de experiência com uma das mãos fui até ao seu grande instrumento e ajudei-o a penetrar o Pedro, ao mesmo tempo que com toda a minha sabedoria, lentamente, pois sabia que ainda devia estar dorido, fui-o penetrando.

Luís movimentava-se vorazmente com o seu belo caralho dentro do Carlos que gania de prazer enquanto era penetrado pelo meu trabalhador que já todo metido lá dentro bombava até os meus colhões baterem nas nuas nádega. Ele quase que fez o trabalho todo com tanta movimentação. A certa altura, parecia que todos tinham combinado e depois de muito vai e vem esporramo-nos ao mesmo tempo e quem se fudeu foram os lenções com a esporra do Carlos e do que sobrava de dentro dos maganos e da transpiração dos nossos corpos.

 

O Carlos ficou todo satisfeitinho da Silva porque tinha levado mais uma vez com aquele mangalho. Eu um pouco extenuado, pois em poucas horas já me tinha vindo algumas vezes mas com o meu ego no alto, pois mais uma vez tinha comido um homofóbico.

Quanto ao Luís, não deixava que os pirilaus saíssem dos seus lugares de prazer e acomodava-se o mais possível, dando e recebendo carinhos.

Completamente exaustos, acabamos por adormecer.

 

Quando acordámos, já era outro dia pois já passava da meia-noite e como nada tivesse acontecido, fomos tratar das nossas higienes e fomos para a cozinha comer o frango que o Carlos tinha trazido.

No fim, tomamos café e abri uma garrafa de champanhe e voltamos para a cama para comemorar.

 

Hoje!.. Bem digo o memento em que me apeteceu Naquele dia de chuva e temporal embora tanto na rádio como na televisão houvesse aviso permanente para se possível não se sair de casa derivado ao frio e temporal que tinha assolado todo o pais, deu-me na mona – normalmente não faço nada o que me aconselham – Resolvi vestir-me o mais agasalhado possível meter-me no carro e depois de ligar o aquecimento fui até às arribas cá da praia e aconteceu mais uma aventura na minha vida.

Para ver como tudo começou clique (aqui)

-------------------------------------FIM --------------------------------

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

                  Nelson Camacho D’Magoito

              “Contos ao sabor da imaginação” (H-096)

                         Para maiores de 18 anos

                           © Nelson Camacho
          2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 20:04
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

A Minha prenda de Natal – I Parte

O encontro

Estava um frio de rachar (12 º centígrados em casa). As mãos estavam engadanhadas e com o robe vestido por cima de um pijama de flanela, mesmo assim o frio entranhava-se corpo dentro. Acendi a lareira mas mesmo assim a casa estava fria. Por mais que andasse de um lado para o outro armado em tontinho em algumas arrumações a coia não abrandava. Já tinha tomado quatro cafés e comido meio bolo-rei que tinha sobrado do Natal mas mesmo assim a coisa não passava então agasalhei-me o melhor possível e fui ver o mar. – Pelo menos dentro do carro estaria quentinho. E estava –.

Quando cheguei à praia de São Julião o parque de estacionamento estava cheio de carros que se via ser de surfistas não só pelas pranchas em cima dos tejadilhos de alguns e outros de porta-bagagens abertos junto aos quais uns se despiam e outros se vestiam mesmo com aquele fio para irem surfar.

Encontrei um lugar frente ao mar e estacionei.

 

Já eram cinco da tarde e o Sol lá ao longe ia-se debruçando-se no horizonte como a dizer “Até amanhã”.

O espectáculo estava infinitamente e lindo. As nuvens abriam-se para deixar passar o vermelho do Sol-pôr.

Mais para cá, junto à praia, vários surfistas brincavam sobre as pequenas ondas que se iam espraiando na areia.

Na esplanada do café, pouca gente. Alguns agarrados aos computadores escrevendo ou lendo sabe-se lá o quê. Outros agarrados às tabletes. No passadiço, elas e eles de smartphones em punho, falando, falando, falando como não houvesse outra coisa para fazer. Não sai do carro. Liguei a minha pene com uma playlist para estas ocasiões. Liguei o aquecimento e deixei-me estar observando aqueles loucos do surfe com um ambiente a rondar os 10º Graus centígrados pareciam que não tinham frio.

Às tantas no carro que estava a meu lado entraram um casal de idade e dois putos jovens que deviam ser netos e lá foram de abalada. Mal saíram logo entrou outro carro desta vez de surfistas. Um ai para os seus cinquenta nos, pela sua compleição física e os cabelos brancos e outro que parecia, à primeira vista, ter aí os seus vinte anos - Deviam ser pai e filho.

Na altura tinha a janela do meu lado aberta por causa do fumo do cigarro. Na minha playlist estava a dar “Toda una vida” de António Machim portanto do exterior ouvia-se bem a música. Resultado o jovem surfista assomou-se à janela e perguntou:

 

- Desculpe!.. Mas é rádio ou CD?

- Não!.. É uma pene com uma playlist feita por mim.

- Você tem muito bom gosto musical

- E você deve ser louco ir para o mar com este frio e a esta hora.

- É a hora que meu pai sai do trabalho e me pode trazer e como somos ambos loucos por isto, antes do jantar quando possível vimos sempre dar uma voltinha nas ondas.

 

O moço enquanto se despia para vestir o fato próprio virou-se para o pai e comentou:

 

- Pai!... Já viste? Este amigo tem o disco que andamos há tempos à procura.

 

O dito pai, já vestido e pronto para as ondas aproximou-se e depois de me cumprimentar:

 

- Mas é CD?

- Não! É uma playlist 

- Fês um roubo na internet… não?

- Não meu amigo… Não faço cópias pois respeito muito os direitos de autor. Normalmente ou compro os discos ou oferecem-me. Depois faço as minhas próprias playlists ou CD MP3 para os amigos.

- Desculpe a intromissão mas andamos há tempos à procura deste CD e não encontramos.

- è natural, O António Machim é um cantor de boleros já bastante antigo e não deve haver no mercado. Legalmente, não o devo fazer, mas se têm assim tanto interesse, podemos arranjar maneira de lhe enviar uma cópia, se me der a morada.

- Se ainda estiver por aqui depois de irmos galgar umas ondas falamos nisso e obrigado pela sua gentileza,

 

Pai e filho lá foram de pranchas debaixo dos braços até à praia.

É preciso ter muita coragem para se meterem no mar com este frio e a esta hora em que o Sol já se foi e a escuridão já se aproxima - Pensei eu.

Lá ao longe sobre as ondas já pouco se via. Nem se delineava se eram corpos ou outra coisa qualquer, mas eles não desistiam, pelo menos creio que se viam uns aos outros.

Normalmente trago no carro uma máquina fotográfica mas desta vez, nem maquina nem binóculos. Não que julgasse obter alguma fotografias de jeito, mas ao ver algumas raparigas, que deviam ser namoradas de alguns daqueles malucos, do passadiço tirarem fotos, talvez tivesse sorte já que a minha é uma reflex com tele objectiva.

 

O tempo foi passando até que os tais chegaram. Ao que parecia não tiritavam de frio como seria normal, pelo menos para mim.

 

- Você tem de experimentar uma banhoca destas - Disse o pai

- Livra!... Creio que morria. Se fosse no verão e de dia era capaz de experimentar.

- Nunca experimentou surfar? – Retorqui-o o filho.

- O meu problema é não ter com quem.

- Temos de combinar um dia. Não precisa de comprar a prancha, nós temos umas suplentes.

- Tá bem… Quando chegar o verão logo de vê!...

 

Enquanto eles se despiam tocou um dos seus telefones que o pai atendeu.

 

- Então onde moram? – Perguntei com o intuito de lhes mandar o tal CD.

- Moramos em Sintra. O meu pai já lhe dá um cartão.

- Tem piada que também moro na zona,

 

Entretanto o pai voltou de atender o telefone e já vestido comentou:

 

- Estamos com uma chatice!...

- Então qual é o problema?

- A tua mãe como sempre, arranjou um problema com o carro e temos de a ir buscar a Lisboa.

 

 Ouvindo a conversa comentei:

 

- As mulheres para dar cabo cos carros estão ai para as curvas, Só dão chatices. Felizmente já me curei disso.

- Não me diga que a mandou bugiar? – comentou o pai.

- Não!.. Foi por ela própria e nem sabe o bem que me fez.

- Mas a minha não vai nem por meio da rolha. Se não fosse o meu filho andava sempre só.

- A minha avó dizia que “mais vale só que mal acompanhado” 

- Pois o problema são os filhos.

- Ó meu amigo. Também tenho filhos e criados. Cada um faz a vida como podem e somos todos felizes. Então vocês moram em Sintra? Se calhar podemos encontrar para lhes dar o CD prometido, moro perto.

 

Entretanto o pai entregou-me o seu cartão apresentando-se – Sou João Castro e o meu filho Jorge Castro.

- E eu, Nelson

 

Depois das apresentações o Jorge comentou virando-se para o Pai

 

- E se fosse o pai buscar a mãe e como aqui o Nelson mora perto de nós se não lhe desse muito trabalho levava-me e talvez me pudesse dar o CD.

- Não achas que já estás a abusar da gentileza do nosso amigo?

- Tu é que disseste que ele é simpático…

 

Perante tal conversa entre pai e filho. Com a minha observação clinica achei que havia qualquer coisa de entendimento entre os dois e depois de observar bem o olhar do Jorge resolvi jogar a sorte:

 

- Se permitem podemos resolver a situação. O João vai buscar e esposa e o Jorge a minha casa, fazemos a cópia do CD e depois levo-o a casa, já que moramos perto.

 

Foi assim, que mais tarde receberia “a minha prenda de natal”

 

As pranchas foram com o João e o Jorge foi comigo.

 

No caminho para minha casa o Jorge contou-me que havia um problema entre os pais. A mãe não queria entender que ele já era homem suficiente para fazer a vida que muito bem entendia e o pai dava-lhe o total apoio. A mãe era secretária de uma grande empresa e o pai era dono de uma empresa de consultoria na área de comunicação social e com uma mente muito mais aberta. O que ele queria era que o filho fosse feliz.

 

Com todas aquelas divulgações embora ele não tivesse quaisquer tiques fora do macho-latino apercebia-se que ali havia rato e eu seria o gato.

 

Falamos também dos nossos gostos musicais, teatrais e literários e todos coincidiam  

 

Chegados a casa

 

Depois de arrumar o carro na garagem que tem entrada directa para a casa Jorge comentou:

 

- Gostava de ter uma garagem assim.

- Então porquê?

- O meu pai de vez em quando empresta-me o carro e os cuscas lá do prédio vão contar a minha mãe a que horas cheguei e com quem e depois levo na cabeça, não só por o meu pai me emprestar o carro como se levo lá a casa algum amigo.

- Então é essa a guerra entre os teus pais.

- Ela quer que eu namore a filha de uma colega porque tem uma boa posição social, mas eu não gosto da rapariga. O meu pai entende-me e diz sempre que tenho tempo para me enforcar.

- E o teu pai concorda com os teus amigos?

- Ele só diz para eu não me meter em aventuras estranhas. Até me admira ter simpatizado contigo, Se calhar é por seres mais velho que eu. Normalmente só ando com malta da minha idade.

 

Entretanto já tínhamos entrado em casa propriamente dito. Passamos pela sala e perguntei-lhe se queria beber alguma coisa e tomar um duche para tirara água salgada enquanto eu iria para o computador passar as tais músicas para um CD. Ele aceitou o duche e levei-o para a suite que tem um chuveiro e entreguei-lhe um toalhão de banho.

Idealizando logo o que iria acontecer, em vez de ir para o computador fui para a cozinha e preparei umas sanduiches de fiambre com queijo e manteiga, um jarro de sumo de laranja e uma garrafa de vinho branco Reserva de Reguengos. Coloquei tudo num carrinho de apoio e levei-o para a sala junto a um dos maples. Enchi um dos copos e comecei bebendo, não sem antes ter colocado um CD com boleros de António Machim, (as musicas que eles tinha ouvido no carro).

 

Não sei quem estava com mais pressa que nossos corpos se juntassem pois mal começou a tocar o tal tema, entrou o Jorge com o toalhão enrolado à cintura.

Ai vinha “a minha prenda de Natal”

Já o tinha visto vestir-se na praia mas naquele momento o Jorge era uma assombração de bom gosto dos Olimpos. Qualquer estátua grega ficaria de inveja daquele corpo.

Ao mesmo tempo que ele ia entrando quase de propósito começava a ouvir-se “Dos Gardénias” na inconfundível voz do cantor que ambos admirávamos dando como interlúdio de uma cena de amor.

 

- Já preparas-te um petisco. Como adivinhaste que estava com fome? Comentou o Jorge ao entrar na sala.

- Com todos aqueles mergulhos e depois do duche certamente que comes qualquer coisa. Tens umas sanduiches e para beber, sumo de laranja natural ou vinho branco fresquinho do Alentejo.

- Desculpa estar assim, mas não me dava jeito vestir a mesma roupa.

- Acho que fizeste muito bem. Fica à vontade que também vou tomar um duche rápido.

 

Levantei-me e foi a minha vez de me ir reconfortar com uma duchada rápida. Quando voltei também vinha com um toalhão enrolado à cintura. – Tinha-lhe dado tempo para comer e beber e sentir-se mais à vontade pois adivinhava que alguma coisa sexual iria acontecer-.

 

- Já comeste? – Perguntei quando entrei-.

- Já e soube-me como ginjas. Para a tua idade não tens um corpo nada mau.

- Isso é a recompensa do petisco? Estares a chamar-me velho?

- Desculpa mas não foi com intenção. A malta mais velha que eu que conheço não tem o corpo que tu tens.

- Quer dizer que tens conhecido muitos cotas como eu?

- Por acaso conheci dois mais ou menos da tua idade mas jurei para nunca mais.

 

Perante mais esta declaração atirei-me de cabeça.

 

 - Porquê? Não te deram o que querias? As maltas da tua idade são mais confortáveis?

- Não esteja a pensar mal de mim. Parece que estás a enganar-te a meu respeito.

 

Para que não houvesse mais duvidas e porque estava no maple encostado a ele meti a mão debaixo do toalhão que cobria as partes íntimas fui direito ao seu pénis com uma mão e com a outra puxei-lhe a cabeça e beijei aqueles lábios carnudos.   

Nem ai nem ui. Aceitou e retorquiu abrindo a boca e nossas línguas se encontraram sofregamente.

Estivemos naquilo algum tempo. O tempo suficiente para sentir o pénis dele começar a inchar. Quanto ao meu nem se fala já estava pronto para umas estucadas.

Largamos nossos lábios e ele comentou:

 

- Nunca fui beijado assim…

- Nem os cotas que conheceste?

- Mas eles pouco me beijaram e só me bateram umas punhetas.

- E os teus colegas? Nunca foderam contigo?

- Também só batemos punhetas.

- Não me digas que nunca fodeste ou foste fodido.

- Epá!... Não sou nenhum paneleiro.

- Olha!.. Paneleiro é um homem ou mulher que faz panelas e ao que perece não é isso que estamos fazendo, mas adiante. Não queres ver se o meu pau está em condições?

 

Ele fez o mesmo que eu tinha feito e foi direito ao meu pau que estava mais rijo que uma barra de ferro e começou a masturbar-me ao mesmo tempo que nos voltamos a beijar sofregamente.

Afastei os toalhões e ficámos nus. Deitei-o de barriga para cima e fiquei em cima dele esfregando nossos corpos lentamente enquanto nosso pénis se iam entretendo a conversar.

Larguei-lhe os lábios e comecei a beijar aquele corpo de adónis até encontrar o mastro mais precioso que um rapas daquela idade pode ter. Meti-o na boca a mamei e mordisquei todo aquele pau saboroso. Ele já gemia e movimentava-se para que entrasse e saísse mais rapidamente.

 

- Não te venhas.

- Mais um bocadinho venho-me mesmo.

- Não me queres fazer o mesmo?

- Mas nunca fiz isto.

- Mas não está a gostar?

- Estou

- Pois eu também gostava de sentir os teus lábios no meu pirilau.

- Pirilau uma porra. É maior que o meu.

 

Enquanto estava na minha proposta já me tinha virado para a posição de sessenta e nove e ambos começamos chupando e mamando nosso paus atrasando o mais possível nossas ejaculações.

 

- És capaz de te aguentares?

- Vai ser difícil.

- Estás fodido. Se te vieres agora não me fodes.

- Mas queres que te foda?

 

Se aquela conversa dura-se mais tempo o gajo vinha-se então resolvi dar a volta e sentar-me em cima daquele mastro que não sendo muito grande entrou primeiro um pouco e depois cavalgando um pouco acabou por entrar todo em meu corpo. Então sim, senti dentro de mim toda aquela porra que há muito estava deserta de se expulsar. Leveis uma das suas mão ao meu mastro e enquanto ele se continuava a vir dentro de mim – Parecia que nunca mais acabava de quantidade – me masturbava sendo a minha vez de expulsar a minha porra, até ambos murcharem.

 Voltámos a nos sentar beijando-nos até que ele comentou:

 

- Porra!.. Se é isto que vocês fazem eu quero mais. Nunca pensei que fosse tão bom..

- E se fossemos para a cama? Ès capaz de te vir novamente?

- Contigo parece que faço tudo.

 

Era o que queria ouvir. Ajudei-o a levantar-se e segurando-o pelos ombros encaminhei-o para o quarto. Afastei os lençóis e deitamo-nos de conchinha ficando ele à minha frente. Tapámo-nos e sem mais conversas, acabámos por adormecer.

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Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

              Nelson Camacho D’Magoito

    “Contos ao sabor da imaginação” (H-095)

                Para maiores de 18 anos

                  © Nelson Camacho
2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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a música que estou a ouvir: Toda una vida
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A Minha prenda de Natal – II Parte

2.ª Ronda daquela noite

 

Das duas, uma. Ou estava a sonhar ou o telefone estava mesmo a tocar. Deixei tocar mais um pouco. Era um toque lá ao fundo que não conhecia. Abri os olhos e porra!.. Estava agarrado a um gajo e o som de um telefone continuava a tocar. Afinal não estava a sonhar!... Tinha mesmo um gajo à minha frente e a porra do telefone que não conhecia o toque não era o meu. Olhei para as horas do relógio digital que tinha na cabeceira e acordei mesmo. O gajo era real e em uma fracção de segundos lembrei-me do que se tinha passado na noite anterior.

- Veja você o que se passou clicando (aqui)-

 

Resolvi abana-lo um pouco pois o telefone era dele.

O Jorge atendeu e inadvertidamente ou de propósito este ficou em voz alta de forma que ouvi a conversa.

 

- Estou!..

- Quer dizer que já acordaste.

- Sim pai. Já acordei mesmo agora.

- A tua mãe está farta de me chatear porque não ficaste em casa.

- Arranja uma desculpa qualquer, mas olha que certamente, não vou tão sedo.

- E o que é que queres que eu diga? Já sabes como ele é. Ela sabe que foste surfar comigo e ficaste na praia.

- Diz-lhe que fiquei com uma namorada e se calhar fiquei em casa dela. Fica mais satisfeita.

- Quer dizer!..  Eu, é que tenho de te aparar os golpes. A propósito, já tens o CD?.

 - Não tivemos tempo para isso… Logo ele vai grava-lo. Tinhas rasão. Parece que acertei e estou apaixonado. Depois telefono, não te preocupes que estou bem.

 

Jorge desligou o telefone virou-se para mim e beijando-me comentou:

 

- Ouviste a conversa?

- Ouvi e vi, embora já tenha dado por isso que tens uma grande cumplicidade com o teu pai.

- O pior é a minha mãe que quer sempre saber com quem ando. Como não aceito o namoro com uma miúda que ela me quer impingir, tem medo que ande com homens.

- Mas já deste razões para isso?

- Nunca, O meu pai uma vês é que deu comigo com um colega a batermos uma punhetas.

- E ele?

- Só me disse se não passasse daquilo, não vinha nenhum mal ao mundo, Ele na sua juventude também tinha feito as suas asneiras e não deixou de ser homem e eu era aprova disso.

- Tens muita sorte em ter um pai assim.

- Ele só não gosta que eu ande em boates Gay e com malta da minha idade.

- E tu?.. Segues os seus conselhos?

- Lembras-te quando nos conhecemos na praia? Ele é muito sabido e disse-me na altura que tu tinhas um filing qualquer e que te achou muito simpático.

- Não me digas que tenho algo escrito na testa,

- Não pelo contrário, mas nutou a forma como me olhaste.

- E tu é que é que achaste? Tens-te sentindo bem?

- É a primeira vez que tenho sexo mais a sério com um tipo.

- E se fossemos fazer o pequeno-almoço?

- É para já!.. Estou com uma fome dos caraças.

 

Jorge ia afastando os lenções para se levantar, mas não deixei, segurei-lhe numa das mão e puxei-o para mim e ficámos destapados e agarrados.

 

Beijando aqueles lábios sensuais perguntei se não se queria vir antes do pequeno-almoço.

Continuando a beijar-me comentou

 

- É capaz de começar melhor o dia. – Ao mesmo tempo que se elevava na cama já com o pau em riste

 

Como estava deitado sobre ele, com a posição que estava a ter e ideia seria de lhe beijar o corpo descendo até aquele pau que pela experiência da noite anterior sabia ser bastante gostoso mas parei.

 

- Não queres tomar o meu leite da manhã? – Perguntou ao notar que eu tinha parado.

- Já provei ontem mas hoje quero outra coisa.

- Queres que te foda?

- Não!... Quero foder-te eu… Não queres?

- Mas nuca experimentei, mas gostava de me vir.

- Isso não é tesão de mijo?

- Não! É um prazer enorme de estar contigo.

 

Palavras não eram ditas e como não consegui o que queria nem consentiu ao meu pedido e estava com uma rebarba dos diabos baixou-se e ao mesmo tempo que se masturbava veio chupar o meu pénis que também estava em pé de guerra, Duas chupadelas e duas punhetadas foram o suficiente para a ejaculação mutua acontecer.

Enquanto vinha com a boca cheia misturar aquela minha porra com a minha saliva. Foi dizendo ser aquilo a única coisa que poderia fazer.

Beijámo-nos sofregamente durante algum tempo até que nos levantámos.

 

Nunca naquela tarde de fim de dia em que fui até ao mar, tinha pensado depois de ver tantos corpos belos surfarem naquelas ondas frias que um deles estivesse ali comigo.

Como tenho duas casas de banho, cada um foi para a sua tratar da sua higiene e preparar-nos para o pequeno-almoço que como mandam as regras naquelas situações foi bastante condimentado. Tínhamos de arranjar forças para o que desse e viesse.

Depois de lhe emprestar uns boxers como os meus lá fomos de tronco nu para a cozinha. Antes de ser eu a procurar condimentos Jorge perguntou.

- Quais os condimentos que tens?

- Em princípio tenho um pouco de tudo. Procura naquele armário e no frigorífico. Mas o que vais fazer?

- Vou fazer uns crepes com doce de leite e se tiveres todos os condimentos também faço umas Brusquetas com Creme de Brie. Tens ovos, manteiga farinha, leite, leite condensado, açúcar, morangos, azeite, ervas aromáticas, tomates, Nata em spray?      

- Procura nos armários e no frigorífico tudo o que precisas. Mas percebes alguma coisa de cozinha?

- De cozinha percebo já há alguns anos mas de cuzinho começaste tu a ensinar-me.

- Se essa resposta é referente ao que estou a pensar, ainda não viste tudo. Ma vamos lá ver o que preparas para o nosso pequeno-almoço.

 

Enquanto ele preparava com a minha admiração o tal soberbo pequeno-almoço, eu fui fazendo um sumo de laranja natura, duas chávenas de café com leite e um chá. Não sabia o que ele mais gostava para bebida. Depois fui por a mesa na salinha de estar. Se há coisas que não gosto é comer na cozinha e a casa de jantar só utilizo para as refeições principais. De vez em quando ia até ele colocava-me atras e encostado a ele e ia-lhe dando uns leves beijos na nuca ao mesmo tempo que debruçado pelos seus ombros ia vendo o que fazia. Por sua vez, não deixando o que estava a fazer ia movimentando o seu corpo para que ficasse mais colado a mim.

 

Se não estivéssemos na cozinha, seria ali mesmo e com a fome que tinha de o comer, seria mesmo ali que tentaria a penetração que há muito esperava e que certamente ele não diria que não, mas afastei-me pois não seria oportuno e continuei nas minhas lides domésticas.

 

Quando tudo estava pronto e empratado e a mesa posta fomos para o comedouro e perguntei:

- Que tipo de música gostas?

- Posso procurar nos CDs?

- Estás à vontade como se estivesses em tua casa.

- Vamos lá ver o que tens aqui sem ser o António Machim.

- Esse não tenho em CD mas em vinil mas já o passei para MP3.

- Mas espera ai!... Tens aqui um CD em que na capa pareces tu!... É verdade?

- Sim… É verdade! Sou eu.

- Mas tu és cantor?

- Efectivamente ainda não conversamos sobre isso.

- Que mais segredos tens para me contar?

- Tirando que vivo sozinho e que fiquei apaixonado assim que te vi, nada mais.

- Posso ouvir uma das tuas músicas? Tens aqui uma que diz ”Sei que é o fim” é dedicada a alguém? Espero que um dia não ma dediques a mim!..

- Foi uma história muito complicada que é para esquecer.

- Foi assim tão bom que lhe dedicaste uma canção?

- Já lá vão uns anos e quero esquecer-me.

- Afora vejo porque és tão amoroso.

- Poe lá uma musica e vem comer.

 

E foi assim que aquele pequeno-almoço misturado com algumas das minhas canções de dor de corno e alguma conversa pelo meio o tempo foi passando, um pouco mais do que é normal para uma refeição daquelas.

 

- Vamos dar uma volta? – perguntou o Jorge –

- Qual é a tua ideia?

- Vou telefonar ao meu pai para saber como é que ele se desenrascou com minha mãe e depois logo se vê.

 

Jorge assim fez, telefonou ao pai e combinou encontrar-se com ele na praia para lhe contar o que se tinha passado.

Eu fiquei de boca aberta, embora já em tempos ter tido um amigo colorido com a bênção do pai. A história iria repetir-se. Como já nada tinha a perder e era gente bem instalada na vida e sem preconceitos, resolvi aceitar o convite, não sem antes ter feito uma cópia do CD do António Machim.

 

Voltamos ao ponto de partida, onde nos conhecemos.

O Sr. João já lá estava na esplanada. Cumprimentamo-nos como velhos amigos, entreguei-lhe o tal CD e a primeira coisa que o Jorge disse:

- Sabes? O Nelson também é cantor e tem discos gravados.

- Não me digas? Mas não tem aspecto de ser cantor pimba.

- Deus me livre!... – Comentei – Se você pegar num copo e misturar o Tony de Matos, com o Francisco José e o Abílio Hernandes, saio eu.

- Quer dizer que é um romântico e cantas canções de corno.        

- Já que é amigo do meu filho gostava de ter um CD seu para mostrar à minha mulher, já que ela é admiradora de música portuguesa até pode ser que seja a oportunidades de o convidarmos a um jantar lá em casa.

- E pode ser mesmo hoje! Assim ela tira os macaquinhos da cabeça e verificar que os meus amigos são gente de bem. – comentou o Jorge –

- Também pode ser até porque eu não lhe disse que tinhas ficado com uma namorada mas que tinhas ido a um concerto fora de Lisboa.

 

Perante aquela conversa entre pai e filho, fez-me mais uma vez, lembrar-me como tinha começado o namoro com um moço que tinha tido nas mesmas condições há tempos atras e com quem fui muito feliz.  

 Aceitei o convite e depois de longas conversas sobre tudo e todos sem nunca tocarmos no relacionamento amoroso entre mim e o Jorge, o dia foi-se passando até à hora do jantar.

Ainda passamos por minha casa para ir buscar o CD para oferta a D. Eduarda e mostrar ao Sr. João a minha casa para ver que era pessoa de bem.

 

- Desculpe o desarrumo, mas o Jorge depois do pequeno-almoço alvitrou encontrarmo-nos consigo e ficou tudo um pouco desarrumado.

 

Então aconteceu algo de estranho. Quando passamos pelo quarto este também tinha a cama por fazer. João olhou atentamente e mesmo de forma que eu ouvisse virou-se para o filho e perguntou – Estás feliz?

 

- O Nelson é um tipo impecável – respondeu o Jorge.

 

João virando-se para mim. Comentou - Eu só quero que o meu filho seja feliz. Trate-o bem…

 

Se no meio disto tudo eu não tivesse experiência de vida para aceitar estas situações ficaria envergonhado e inveja de tanta cumplicidade entre pai e filho e um pouco de inveja.

 

Sem mais troca de palavras a não ser coisas de circunstância, lá fomos para casa do João.

Quando chegamos, fui apresentado a D. Eduarda como grande vedeta.

Na história que foi contada à senhora, também ajudei à festa

  1. Eduarda estava mais espantada e satisfeita por receber em sua casa uma vedeta da canção (eu) que nem se preocupou muito em saber onde o filhote tinha ficado a noite. O que ele queria saber era como era a minha vida e se tinha filhos.

Dentro do possível lá lhe contei as minhas andanças pela vida artística contando algumas histórias passadas e até lhe disse que tinha dois filhos. A mulher ficou delirante e nem no jantar nem depois nos cafés que foram servidos na sala nunca se falou em preferências sexuais do mundo artístico.

Quando acabou a noite o Sr. João inventou uma desculpa para o Jorge poder sair comigo com a promessa de voltar.

 

Chegados a minha casa, já eram quase duas da manhã. Abri uma garrafa de champanhe e com duas taças levei-as para o quarto. Quando lá cheguei, já o Jorge estava todo nu em sima da cama.

 

- Ainda tens vontade de beber?

- Sim mas não penses que vamos beber pelas taças.

- Pela garrafa por causa das borbulhas também não dá jeito.

 

Entretanto já me tinha despido e depois de abrir a garrafa despejei um pouco pelo seu corpo. Ele estremeceu um pouco e comecei a sorver aquele líquido que percorria todo aquele corpo musculado.

 

- Também quero experimentar. - e em vez de deitar um pouco daquele líquido borbulhento em meu corpo despejou quase todo no meu cacete que estava totalmente em pé. Depois foi a minha vez de estremecer com aquele líquido descer até aos meus tintins que automaticamente se encolhera Foi a vez dele se baixar e sorver tudo. Ao mesmo tempo rindo-se comentou:

- Esta é a minha maldade           

- Também tenho uma maldade para ti.

 

Então virei-o de forma a ficar de costas para mim e comecei a beijar-lhe as costas até à nádegas ao mesmo tempo que com as mãos elevava-o corpo. Ele notando qual a minha intenção vivou a cabeça para mim e perguntou.

 

- Queres comer-me?

- Posso? Não farei nada que não queiras.

- Podes faze-lo, mas com cuidado para não me fazeres doer.

 

 Era o que queria ouvir há muito tempo. Abri a gaveta da nessa de cabeceira e tirei um tubo de vaselina, deitei um pouco naquele cuzinho virgem e com o indicador de uma das mãos fui lubrificando-o e tentando alarga-lo enquanto com a outra procurei o seu pénis masturbando-o. Jorge movimentou o seu corpo elevando o rabo. Foi a vez de retirar o dedo do ânus e substitui-o pelo meu pau que estava rijo e satisfeitinho como há muito não se encontrava. Dali para a frente e com o maior cuidado, primeiro entrou a cabeça e depois o resto do corpo. Foi a vez de o Jorge afastar a minha mão do seu pénis e começar a masturbar-se a si próprio. Meu corpo caiu redondamente nas suas costas e segurando nos seus ombros comecei a bombar repetidamente. Foi um longo período de prazer de ambos, até acontecer o orgasmo. Estoirados e suados caímos para o lado como dois coelhos. E acabamos por adormecer.

 

Quando acordamos já era uma da tarde. Beijamo-nos e sem mais quaisquer palavras como de já fosse habito aquele relacionamento, levantamo-nos, cada um foi para a sua casa de banho.

Efectivamente tinha acontecido algo de estranho com aquele relacionamento. Nem falamos do que tinha acontecido, simplesmente combinamos ir almoçar fora. Depois fomos ao cinema e quando voltamos para casa o Jorge com o maior à-vontade telefonou para o pai e simplesmente informou-o que estava comigo e não se preocupasse que estava bem. Olhou para mim e só perguntou.

- Posso cá ficar uns dias?

- Por mim podes!..

- Então vamos fazer qualquer coisa para o jantar.

 

E foi assim que o meu relacionamento com o Jorge começou.

Sou visita da sua casa. O João apoia o nosso relacionamento às escondidas da mãe.

Hoje somos felizes – por enquanto – e até já comprei uma prancha e estou a aprender a fazer surf.

FIM desta aventura

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

             Nelson Camacho D’Magoito

    “Contos ao sabor da imaginação” (H-094)

              Para maiores de 18 anos

                © Nelson Camacho
   2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

O meu primo de Lisboa

Numas das vezes que estive em Lisboa, fiquei em casa de uns primos – embora um pouco afastados tiveram a gentileza de me aturar enquanto permaneci em Lisboa para frequentar um mini curso profissional – Os meus primos eram familiares de outros meus primos de Viana do Castelo que foram para Lisboa a fim de procurarem uma vida melhor como muitos que vem para a grande cidade. Eram pessoas simples, pai, mãe e dois filhos, Uma rapariga e um rapaz, ambos com idades compreendidas entre os vinte cinco e os trinta anos. Ela a mais velha já casada e o irmão, mais novo, ainda não se conhecia namorada. Era um bom vivam e foi com ele que conheci alguns Bares enquanto passei aqueles dias na Capital. Mário! É o seu nome é um moço bastante simpático e conversador. De cabelos normalmente desgrenhados, olhos castanhos e uma bela compleição física derivado ao praticar culturismo. Em alguns Bares que frequentámos tanto por raparigas como rapazes, era tratado por “Márito”.

Olhavam-no sempre com um certo apego e principalmente os rapazes faziam sempre questão de perguntarem quem era eu e olhavam-me de forma esquisita, que nunca percebi o porquê.

Aquelas interrogações foram mais pertinentes quando fomos a um Bar de temática GOy. (a).

Embora todos andassem sempre atracados a belas raparigas, quando se cumprimentavam estre eles os seus cumprimentos eram mais afectuosos do que com as raparigas e o Mário não fugia às normas que por ali via e ficava com um pouco de inveja de o não abraçar assim também, até que um dia lá em casa quando nos despedimos para nos deitar – cada um em seu quarto – perdi a vergonha e abracei-o afectuosamente. Ele consentiu e olhou-me insistentemente e deu um largo sorriso sacana. Estava em casa dos meus primos e nada podia fazer, embora o meu desejo fosse beija-lo ardentemente.

Naquela noite não consegui dormir. O Mário não me saia da cabeça e o mais que me custou foi no dia seguinte quando voltou para o jantar não me convidar para sair, No dia seguinte porque o curso tinha acabado, também eu acabei a minha estada em Lisboa. Arrumei as malas e ficou a promessa do Mário quando fosse ao Porto, mete telefonada a informar data e hora que chegaria.

Véspera do Fim de Ano

Estava mais nervoso como nunca tinha estado. Cheguei à Estação de Campanhã uma hora antes da hora em que chegaria o comboio que traria o Mário. Aproveitei para dar uma vista de olhos pelos belos painéis artísticos que forram as paredes daquela estação tão visitada por turistas. Antes disso já tinha arrumado o carro no parque subterrâneo e dado uma volta pela avenida dos Aliados com a ideia de comprar uma prenda para o Mário como prova de boas vindas, mas nada comprei pois achei no meu íntimo ser coisa impropria para dar a um homem. Mas que homem? Pensava eu!.. Será que ele enquanto estive em casa dele notou que fiquei apaixonado por ele? E ele? A vez que olhou para mim tão insistentemente quereria dizer alguma coisa?

Cada vez que me lembrava daquela troca de olhares, mais ficava suspenso nos meus pensamentos. Já não via a beleza da estação mas sim a beleza do Mário que um dia tentei beija-lo mas não consegui. Seria naquela tarde? Correria até ele quando descesse do comboio? Não!... Isso era demonstrar ao mundo a minha sexualidade.

O comboio chegou, Refreei os meus desejos e só pensava leva-lo a um hotel para dar largas ao meu desejo.

Lá ao fundo lá vinha ele com uma simples mala tipo trovei. Eu tremi e quando chegou junto a mim, deu-me um abraço como tinha visto ele dado a outros lá no tal Bar.

Eu sabia que ele vinha passar o Fim de Ano com o resto da família mas o meu objectivo era tentar que ele pudesse passar algum tempo também comigo mas ficou tudo furado. Quando o convidei ir tomar um copo no Bar do Hotel onde tinha reservado um quarto ele respondeu:

- Hoje não tenho tempo, mas pudemos combinar quando voltar de Viana do Castelo.

- Mas não tens tempo porquê?

- Tenho outro comboio para apanhar daqui a 10 minutos.

Porra!... Lá tinha eu de esperar mais uns dias para sentir aquele corpo junto com o meu e então perguntei e sugeri:

- Mas queres mesmo tomar um copo comigo quando vieres? Quanto tempo vais cá ficar depois?

- Para que saibas. Também quero tomar um copo ou algo mais contigo a sós desde que nos conhecemos.

Com esta reposta o meu sonho acabaria por se concretizar, mas como não sou tipo de perder tempo quando tenho uma ocasião sugeri:

- E se em vez de ires de comboio eu te levar de carro? Sempre podemos ir conversando pelo caminho e chegas lá a horas da passagem do ano.

- Também pode ser, e de carro sempre é mais confortável. A viagem de comboio foi uma seca.

Agora sim! Pelo caminho iria verificar finalmente se podia sentir os seus lábios nos meus.

Peguei-lhe na mala e encaminhamo-nos para o parque onde tinha o carro e abalámos. Antes de entrar olhei-o de baixo a cima e nutei que ele também olhava para mim com ar inquisidor.

Esperto, como primo em ser, em vez de enfiar pela A28 enfiei pelas estradas nacionais – Sempre levaria mais um pouco e daria aso a alguma cumplicidade –, mas ele nutou a alteração do percurso:

- Então não vamos pela auto-estrada?

- Vamos por dentro pois tenho de meter gasolina.

Assim fiz. Meti gasolina num parque já conhecido, que tem um café e um parque escondido onde podia meter o carro. Meti a gasolina e arrumei o carro no tal parque e disse-lhe:

- Agora vou pagar. Não queres tomar um café?

- Não!.. Fico aqui no carro à tua espera.

Quando voltei, entrei e olhando-lhe nos olhos segurei-lhe numa perna fazendo um pouco de pressão. Mário fixou-me bem e juntou os seus lábios aos meus.

Eu tremi e apertei-lhe mais a perna. Ele segurou na minha mão não largando os meus lábios e levou-a até ao chumaço que tinha entre pernas. Abri a boca para as nossas línguas se misturassem ao mesmo tempo que lhe ia abrindo a braguilha.

Qua pau!.. Meus Deus. Não era grande mas estava bastante inchado parecendo ser mais grosso que comprido. Foi a vez de ele segurar na minha cabeça e leva-la até aquele pau já pulsante. Nem seu para beija-lo. Naquela escuridão do carro, entrou de imediato na minha boca que suavemente, fui trincando como uma salsicha alemã – curta mas grossa -.

Mário continuando a segurar minha cabeça ia movimentando-a de forma que o seu pau entrasse e saísse rapidamente enquanto eu ia chupando.

Aquele gajo certamente já não se vinha há muito tempo, pois de repente todo, o seu corpo tremeu e veio-se com tal abundancia que a minha boca não foi suficiente para guardar aquela boca transbordando uma boa parte. Tal foi também o nosso prazer que até o meu pénis também sem lhe tocar cuspiu a sua porra.

Não era bem aquilo que queria, mas para nos entender já era um princípio para acabar com os tabus entre nós:

- Gostas-te? Vamos ter outra ocasião?

- Quando vier de Viana vamos tomar o tal café.

- E vais estar por cá quanto tempo?

- Pelo menos até aos Reis.

- Já não é mau… Sempre dá para visitares a cidade e outras coisas.

- E que outras coisas?

- A seu tempo verás!.. Creio ser coisas que há muito esperamos.

- Algumas já fizemos… Haverá mais?

- Achas que foi tudo?

 

 Mário riu-se, apertou-me a perna:

 

-Vamos mas é embora quando não chego a Viana já em 2015.  

 

O resto da viagem seguiu sem tocarmos mais no assunto.

 

O meu FIM de ANO foi uma merda.

 

O meu regresso de Viana do Castelo foi feito em metade do tempo e ainda cheguei a horas de comemorar o fim de ano com a família. Vinha de tal forma esfusiante que assim que entrei em casa alguém me perguntou o que tinha acontecido pois vinha com ar de quem tinha recebido passarinho novo.

Efectivamente contra o que era hábito beijei toda a gente e os meus olhos denunciavam algo de estranho pelo seu brilho. Faltavam poucos minutos para as doze badaladas, foram distribuídas as passas e abriram-se as garrafas de champanhe, os beijinhos da praxe e todos dançaram menos eu que me encostei a um canto e sem os outros darem por isso peguei no celular e telefonei ao Mário dando-lhe o Bom Ano, que ele agradeceu, retribuiu e disse que no dia seguinte estaria no Porto à noite para tomarmos o tal café.

Ia desmaiando com aquela informação e fui-me deitar.

Podia ter sido uma noite repousante, mas não. Não me saia da cabeça o meu primo afastado e aquilo que tinha feito no carro. Bem contei carneirinhos para tentar adormecer mas não. Quando pensava em carneirinhos, só via aquele pénis tão saboroso entrar novamente dentro de mim e acabei depois de bater uma punheta adormecer.

Dia de Ano Novo

 

As badaladas do meio-dia foram tocadas no carrilhão do relógio da sala, chegando aos meus ouvidos. Levantei-me de mansinho e fui até à cozinha para tomar um copo de leite – lembrei-me logo do Mário e mentalmente tentei comparar aquela bebida com o néctar que tinha bebido dele – Lá em casa toda a gente ainda dormia então para não acordar o pessoal até porque aquele dia ia ser bastante agitado, fui tomar banho e vestir-me casualmente. Deixei um papel para a família informando que iria para fora e só voltaria no dia seguinte.

   

Segui a rua de Santa Catrina e fui tomar o pequeno-almoço ao Magestic (um dos cafés mais emblemáticos da cidade) depois estando ali perto (são 10 minutos a pé) fui marcar o quarto no Hotel Vila Galé, é um hotel com alguma história pois remonta 1999 sendo restaurado em 2014. Tem a particularidade de estar instalado no Centro da Cidade e para quem não tem carro fica frente á estação do metro do Campo 24 de Agosto. Também para que viaja de carro para evitar os parqueamentos sempre complicados na cidade, possui garagem própria no mesmo edifício. Para quem quiser relaxar o corpo ainda tem a facilidade de o fazer no último piso onde está implantado, piscina interior, ginásio, sauna, banho turco e salas de massagem com uma vista espectacular sobre a cidade.

Poderia ter marcado o quarto num outro hotel um pouco mais barato mas preferi receber o meu primo num espaço com um certo requinte e onde no Check in ou no Check Out nunca fazem observações sobre os utentes do hotel, sendo todos os empregados bastante prestáveis, assim como um serviço no geral excelente.

Com restaurante e Bares onde se pode tomar um copo nada mais é preciso para caminharmos até ao quarto.

Como já estava na hora do almoço, depois da reserva resolvi ficar por ali e almoçar.

O empregado que me atendeu vendo a chaves do quarto em cima da mesa, perguntou se também jantava para guardar a mesa. Perante tal pergunta que eu não sabia se jantava ou não, lembrei-me de telefonar ao Mário mesmo com o empregado a ouvir a conversa:

 

- Tá? Boa tarde. Ainda estás ai ou já vens a caminho?

- Boa tarde também para ti! Não, ainda cá estou.

- Queres que te vá buscar?

- Não… pá!.. Vou de comboio e não é preciso ir buscar-me, pois já tenho o bilhete. Diz-me só onde te posso encontrar. Chego ao Porto por volta das dezanove e trinta.

- Podes encontrar-me no bar do Hotel Vila Galé. Já marquei o jantar.

- Tá bem!... E o quarto marcaste?

- Já tenho a chave mesmo aqui em cima da mesa. Vou almoçar.

- Ok… A gente logo vê-se.

 

Depois de desligar o telefone o empregado que tinha ouvido a conversa e notado que estava afalar com um homem com um sorriso nos lábios mas o mais correctamente possível comentou:

 

- Então sempre lhe marco o jantar para duas pessoas. Hoje tenho um intervalo da parte da tarde e depois volto para os jantares, ficando depois até Á três da manhã. E precisar de qualquer coisa para a ceia no quarto é só telefonar para a recepção que o andar do seu quarto está-me destinado.

 

Maior gentileza da parte de um empregado não podia haver ou então não era parvo e estava-se a fazer.

Depois do almoço, subi ao terraço e fui-me espreguiçar num dos cadeirões descansando e preparar-me psicologicamente para o Mário.

Tinha fechado os olhos e pensando como seria a próxima noite quando fui acordado pelo tal empregado com uma bandeja onde repousava uma garrafa de vinho do Porto, um copo e um pires com alguns aperitivos.

 

- Sr. Nelson… Já são seis horas e isto é o aperitivo para o jantar. Não quer depois descer até ao Bar?

- Quase me assustava! Estava à volta com os meus pensamentos.

- Desculpe!.. Não era minha intenção, mas tive medo que adormecesse e e o seu amigo não o encontrava.

- Obrigado amigo!.. Já desço mas vou primeiro ao quarto refrescar-me.

- Quer que lhe leve isto?

 

Cá para mim o que o gajo queria era outra coisa, mas ficaria para outro dia- - Não lhe perdoaria toda aquela gentileza pois o gajo era lindo – e respondi:

 

- Agora não é oportuno. Vou só refrescar-me. Mas logo à noite, você que vê tudo depois de ver eu e o meu amigo subir, pode levar-me uma garrafa de champanhe?

- Desculpe mas essa do “ver tudo” é a minha obrigação para os clientes ficarem confortáveis e mais á vontade.

- Pois sim… Agora se me dá licença vou subindo.

 

Agarrando na garrafa do Vinho do Porto lá fui eu.

 

Eram sete em ponto quando entrou o Mário com o seu troler-mala.

Senão fosse por vergonha tinha-o beijado mas demos um abraço. Mandei vir dois Portos para aperitivo do jantar e dirigimo-nos para o restaurante com os copos na mão como se fossemos estrangeiros.

Mal nos sentámos ocorreu logo o Jorge – era como se chamava o al empregado – muito solicito não tirando os olhos do Mário. Apresentou-nos o cardápio e passado pouco tempo serviu-nos.

Ao jantar a nossa conversa foi de circunstância. O Mário contou-me como tinha passado a noite de Fim de Ano e como tinha recusado a oferta de lá ficar mais uns dias. Depois do jantar o Jorge sugeriu tomarmos o café no bar pois nessa noite haveria música ao vivo. Assim fizemos.

Quando entramos, parecia de propósito. O cantor estava interpretando uma canção do Pedro Abrunhosa “Vamos fazer o que ainda não foi feito” Olhamos um para o outro e o Mário comentou:

 - Será esta noite que vamos fazer o que ainda não foi feito?

- Porra… Foi preciso vires ao Porto

- Tens que me aturar estes dias, mas parece que tenho de ter cuidado contigo.

- Então porquê?

- Desde que cheguei o empregado não tem tirado os olhos de ti.

- Não me digas que já está com ciúmes e ainda não começamos.

 

Rimo-nos e tocamos nas mãos um do outro por cima da mesa, independentemente do receio que alguém notasse a nossa atitude. Naquela altura já estafávamos por tudo e o mundo já não nos importava.

Bebemos mais uns conhaques e ouvimos o tal cantor que para chatear só interpretar canções de amor e dor de corno e resolvemos subir para o quarto.

Mal entramos o Mário agarrou-se a mim aos beijos encostando-me há parede e tremendo de sofreguidão.- Estava mais excitado que eu – e começou por despir o meu casaco. Fiz-lhe o mesmo e depois foi a vez de as nossas camisas voarem. Encontrando-me em tronco nu, desceu um pouco até aos meus mamilos mordiscando-os. Com a mesma sofreguidão começou a tirar-me o cinto. Fiz-lhe o mesmo e ao mesmo tempo que as calças iam caindo e espalhando-se pelo chão chagámos já nus à cama para onde nos atirámos quase sem nunca deixarmos nossas bocas.

- Tas a ver o que perdemos quando estive em tua casa em Lisboa?

- Se o tivemos feito e por azar fossemos apanhados lá ia para o lixo a minha masculinidade.

- E era só a tua?

- Não mas tu já está habituado a estas coisas

- Quais coisa? Por te feito um broxe ontem no carro? Não gostas-te?

- Há muito que andava esperando que um gajo mo fizesse.

- E tu não queres fazer?

 

Como a dizer que sim, foi a vez dele largando os meus lábios começou beijando todo o meu peito descendo um pouco periclitante a caminho do meu pau que já há muito estava hirto.

 

Bateram à porta e de fora ouviu-se “Serviço de quartos”. Porra… agora que estava a começar o melhor é que aquele gajo se lembrou de trazer o champanhe. Levantei-me e mesmo de pau feito todo nu fui abrir a porta.

Era o Jorge cumprindo o que lhe tinha pedido. Vinha com um carrinho de serviço com um balde de gelo com a respectiva garrafa e duas taças. Ao mesmo tempo que o empurrava para o meio do quarto olhava para mim de alto-a-baixo e à bagunça das calças e camisas espalhadas pelo chão. Depois moveu o olhar para o Mário que também estava todo nu e de pau feito e perguntou:

 

- Não querem mais nada?

- Eu só queria acabar o resto que comecei. – respondeu o Mário.

- Desculpem mas não quero incomodar.

 

Já que estávamos naquela com um penetra e já tinha pensado que um dia voltaria ao hotel para comer aquele puto, olhei para o Mário encolho os ombros e atirei:

 

- Se tiveres tempo podes ajudar-nos nesta tarefa.

 

O Jorge não esteve com meias e a sua camisa e calça rapidamente se foram juntar às nossas espalhadas pelo chão. Também como nós todo nu mas com pau ainda murcho atirou-se para a e foi abocanhar o pau do Mário. Foi a minha vez de me deitar de lado de forma a ser o Mário a abocanhar o meu.

Afinal de contas para a primeira vez segundo tinha dito, o Mário não se estava sair nada mal.

O Jorge parecia um martelo de pneumático tal era o vai e vem que fazia com a boca no pénis do Mário que gemia de prazer enquanto mamava no meu. Estávamos os três gozando o mais possível e resolvi dar uma ajudinha no coitado do Jorge que se mantinha murcho e agarrei-o masturbando-o começando a sentir aquela coisa que até não era má a inchar na minha mão.

 

Jorge rapaz sabidão daquelas andanças como uma boa parte dos grumetes de hotel adivinhou que se de nós dois os menos experientes daquelas coisas era o Mário e foi pouco e pouco preparando toda a cena começando a fazer unilingue no Mário, que se mantinha beliscando e redopiando com os lábios a cabeça do meu pénis. Sendo o mais velho e também bastante sabido adivinhei o que Jorge se preparava fazendo, então libertei a boca do Mário. Fiz toda a força mental para não me vir naquele momento e enquanto o Jorge continuava no seu unilingue coloquei o Mário no meio dos dois. Estava preparada a cena para a maior aventura do Mário. Com o Jorge de costa à sua frente, foi-lhe com uma das mãos apontando o pénis dele para o seu ânus enquanto eu fui com a maior delicadeza possível – se naquelas alturas é possível ter delicadeza - penetrando no ânus do Mário, já lubrificado pelo Jorge. Ao princípio ainda custou um pouco mas quando o Mária fez a penetração total no Jorge começou com espasmos constantes e deu de rabo e o meu coitado que estava finalmente contente por aquela orgia teve o espasmo total, aliás, aconteceu a todos ao mesmo tempo. Naquela noite os únicos fluidos que não foram aproveitados foram os do Jorge. Mas ficaria para outra altura 

 

Jorge com o maior desplante do mundo como deu mostras de ser assim mesmo levantou-se apertou as nádegas e enquanto procurava a sua roupa virou-se para mim:

 

- Porra que o seu amigo há muito tempo que não se vinha. Vou-me já embora. Já devem andar à minha procura. Se ficarem por cá uns dias posso na minha folga servir de cicerone e mostrar-lhe a cidade…- E ainda ajeitando as calças saiu porta fora -.

 

Olhamos um para o outro e rimo-nos.

 - Foi para isto que vim ao Porto? – comentou o Mário –

- E não gostas-te?

- Gostar é pouco! Adorei e quero mais.

- Também eu mas, não já não sou tão jovem como tu e já estou estafado.

 Voltamo-nos a rir… Beijamo-nos, abraçamo-nos e sem coragem para nos tapar, acabamos por adormecer.

 

Quando acordamos já o sol entrava janela dentro e qual não foi o nosso espanto. Não havia roupa espalhada pelo chão mas existia um carrinho de serviço ao lado do outro da noite anterior, mas este com o pequeno-almoço.

O Jorge tinha-nos apanhado a dormir e tinha feito tudo aquilo deixando um bilhetinho onde dizia:

“Espero que tenham passado bem a noite”

 Fim

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

                  Nelson Camacho D’Magoito

     “Contos ao sabor da imaginação” (H-093)

                Para maiores de 18 anos

                    © Nelson Camacho
    2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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a música que estou a ouvir: Vamos fazer o que ainda não foi feito
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Domingo, 28 de Dezembro de 2014

Não beijo!.. e você já beijou?

Não Beijo

 

Já num post anterior, veja (aqui) tinha contado que as prostitutas também gostam de pagar os favores que lhes pagam mas tendo os meus escritos temas temáticos sobre gays, não podia deixar de escrever o que se passa com jovens que na ânsia de conseguirem os seus desejos, também pagam os favores que lhes prestam.

 

“Não beijo” é a das muitas histórias que existem e que nem você adivinha.

 

Sinopse da história

 

Pedro rapaz provinciano vem para Lisboa com o sonho de ser actor. Começa por trabalhar na industria hoteleira entretanto entra num curso de actores e vai fazendo umas intervenções como figurante em algumas telenovelas mas não mais que isso, entretanto, conhece um empresário que com a promessa de o levar ao estrelado consegue leva-lo a sua casa

 

- Então vamos lá até à sauna para relaxar, sempre deve ser melhor que o duche.

 

 Fernando abriu a porta da dita sauna e entrou. Atrás dele foi o Pedro que mais uma vez ficou espantado e mais ficou quando o Fernando tirou a T-shirt e os boxers e se sentou num dos dois bancos. Ele como não queria ficar mal visto fez o mesmo sentando-se a seu lado. Deu uma olhadela e de facto aquele espaço era efectivamente uma sauna, mas em ponto pequeno. Toda forrada em madeira com uma lâmpada muito ténue e de cor vermelha. O espaço era bastante pequeno e quente. Só lá cabiam pelo menos quatro pessoas e muito juntas, de tal forma que quando se sentou ao lado dele, ficaram mesmo juntos.

 Se quer ver como tudo se passou, clique (Não Beijo)

 

NOTA: Não perca este conto. Quando o acabei fui bater uma punheta e você, que vai fazer?

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

                   Nelson Camacho D’Magoito

         “Contos ao sabor da imaginação” (H-092)

                   Para maiores de 18 anos

                     © Nelson Camacho
    2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

Os Motas – II Capitulo

Depois de ter levado com a nega de sua mulher desculpando-se com dores de cabeça - como é habitual nas mulheres quando não estão dispostas a fazer sexo com os maridos -, este continuou a dar voltas até adormecer, mas um dormir salpicado de recordações da sua juventude.

 

Antes de continuar veja como tudo começou clicando aqui (I Capitulo)

 O Mota era o chamado “O filho da mamã” - estamos nos fins dos anos 50 – Filho de médicos, portanto de gente endinheirada pertencendo assim a uma sociedade acima da média de então. Tinham criados e chauffeure. O Mota foi criado com amas até à sua ida para o Infantário, depois sempre acompanhado do chauffeure. A sua vida passava-se da escola - casa - casa escola. Tirando as festas de aniversário, pouco convívio tinha com outros rapazes ou raparigas fora do ceio familiar até que chegou a altura de entrar no liceu onde a sua vida foi mais aberta e começou a conviver com outros colegas. O liceu, derivado ao seu estatuto social, foi para um privado.

Aquele liceu em termos de educação tinha de tudo. Para além dos estudos normais, também tinha canto-coral, religião e mural e educação física que era praticada num ginásio bastante completo para a época, pois até tinha balneários e sauna.

Foi neste colégio que o Mota começou a ter mais amigos. - A maioria frequentadores das disciplinas de Religião e Moral -. Foi nas aulas desta disciplina que se tornou mais amigo do Zeca, rapaz mais atrevidote para a sua idade e frequentador da disciplina de Educação Física para onde o aliciou a frequentar.

O Mota depois de informar em casa as intenções de frequentar a Educação Física, tanto os Pais como os avós acharam muito bem e de imediato se prontificaram a comprar-lhe roupa adequada.

Só o avô – velho sabido - fez questão de o alertar para ter cuidado nas relações que iria ter nessa disciplina pois nos balneários aquilo era tudo um pouco pecaminoso.

O Zeca que também pertencia ao mesmo extracto social, foi autorizado a frequentar a casa do Mota onde se juntavam para estudar. Com o andar dos anos foram arranjando cada um a suas namoradas até ao ponto de uma certa altura namorarem duas irmãs.

No período em que namoraram as irmãs começaram a frequentar as casas uns dos outros e todos se davam bem em sã convívio e camaradagem, até que um dia as irmãs que tinham uma casa num monte Alentejano convidaram os rapazes a irem lá passar um fim-de-semana.

 Assim que chegaram foram distribuídos os quartos que só sendo dois, As manas ficaram num e os rapazes noutro.

 Desde o convite das manas para o fim-de-semana e porque iriam sós, o Zeca não deixava de síncronar os ouvidos do amigo dizendo que desta vez é que ia comer a namorada.

Depois de arrumarem as malas, foram todos para a cozinha fazer o jantar. Uns de volta com os tachos e outros a por a mesa. Como não havia televisão a companhia musical foram uns CDs que havia até chegar a noite serrada. Foram para o alpendre tomar uns copos e admirar o céu estrelado, único no Alentejo - Ainda mais estando a casa implantada num monte não se viam luzes de outras casas por ali perto e o céu estrelado dava um ambiente de sonho e o amor andava no ar -.

Beijinhos daqui beijinhos dali entre os namorados mas nada mais. As raparigas mesmo com os atentados principalmente do Zeca, para ir por ai fora, escusavam-se sempre, até que antes que a coisa fosse mais longe resolveram ir-se deitar.

Os rapazes ficaram ainda no alpendre continuando a tomar uns copos. – Misturaram Whisky com vinho alentejano e cerveja. – Resultado… ficaram um pouco tontos –

Enquanto O Mota apreciava aquela noite escura e salpicada de estrelas sem nada mais em redor, Zeca não parava de se queixar que tinha aceitado aquele fim-de-semana com a ideia de foder com a namorada ou com a namorada do amigo não só porque eram irmãs como estava-se nas tintas para o amigo já que ele era um pouco TóTó introvertido e nunca mostrou o mesmo desejo que ele pela namorada. O seu amor era um pouco tipo amor platónico. - Talvez pela forma diferente como ambos foram educados – O Zeca embora pertencesse à mesma condição social tinha sido criado mais liberto das garras dos pais. Tratava do corpo e já frequentava discotecas e fora do liceu, ginásios e saunas. Era bastante extrovertido e namoradeiro.

 Já um pouco bebidos resolveram também irem-se deitar. A Cama era só uma – embora larga – e o Zeca comentou:

 - Já viste que temos uma cama só para nós?

- Felizmente que é grande e cada um pode dormir para seu lado. – comentou o Mota -.

- Não sei se será!.. Com a tesão que tenho por ter sigo gorado o desejo que comer uma das garinas, ainda vai calhar a ti – e riu-se –

- Porra!... Não me digas que és paneleiro!.. Vou dormir para o chão…. – Respondeu o Mota.. 

- Vá lá!.. Não sejas parvo e vem deitar-te.

 Ambos se riram, despiram-se e ficaram de Shorts e lá se deitaram na cama. Depois de darem algumas voltas o Mota acabou por adormecer.

O Zeca estava ressabiado e com o calor daqueles corpos o pau começou a levantar-se. Deu mais umas voltas. Colocou-se de barriga para baixo e o pénis começou a ficar inchado e rijo. Deu mais uma volta e encostou-se ao Mota, ficando de conchinha.

Zeca que estava já aflito e verificando que o amigo estava mesmo a dormir, com os maiores cuidados foi afastando os shorts do amigo e começou a apontar o seu pénis no ânus do amigo. Estava com tanta fúria que em vez de começar a roçar as pregas do mesmo, tentou enterra-lo com alguma ganancia.

Mota acordou ao sentir o princípio daquela penetração e gritou meio estremunhado:

 - Porra!.. Que estás a fazer!..

- Zeca com o susto, em vez de tirar o seu pau daquela posição ainda fez mais força e acabou por penetrar um pouco o seu pénis naquele cuzinho virgem com um grito do Mota.

Foi sol de pouca dura. Já lá estava… E começou a bombar ao mesmo tempo que segurando pela anca do amigo ainda o puxava mais para si. Mota deixou de gritar e começou a gemer quando o Zeca com uma das mãos foi ao seu pénis e começou a masturba-lo. Foi a vez do pénis do Mota começar a inchar. Passados alguns minutos ambos se movimentaram para que a penetração se tornasse mais gostosa.

Assim que o pénis do Zeca embora fino era um pouco comprido tocou na próstata do Mota, toda a dor que estava a sentir até aquele momento passou a sentir prazer. Tirou a mão do Zeca do seu pénis e freneticamente masturbou-se a si próprio movimentado ao mesmo tempo o seu corpo de forma a ser mais penetrado. Zeca estava doido de prazer e até se esqueceu que poderia estar a aleijar o amigo e começou a bombara cada vez com mais força até que ambos com estremeções de seus corpos se vieram ao mesmo tempo. Mota sentindo aquele líquido abundante dentro de si, encostou-se mais ainda ao amigo com uma das mãos veio a traz e puxou seu corpo ainda mais para si de forma que aquele membro rijo como pau não saísse dentro de si. Estavam ambos estafados e deixaram.se ficar até ambos o pau se tornassem flácidos. Quando o pénis do Zeca ficou totalmente murcho, normalmente saiu daquele lugar tão confortável e ambos acabaram por adormecer.

No dia seguinte

 De manhã quando acordaram, pouco se falaram. Tomaram um duche restabelecedor e dirigiram-se para o alpendre onde existia uma churrasqueira para fazerem pequeno-almoço. Depois, todos se dirigiram para piscina menos o Mota que pouco falou e quase sempre esteve andando de um lado para o outro e sem companhia.

As miúdas ainda observaram o seu alheamento mas nunca obtiveram resposta.

Mota estava desejoso que acabasse aquele sábado e que viesse o Domingo para abalarem para lisboa.

Quando lhe perguntavam o que é que ele tinha, dizia que estava com dores de cabeça – mas era mentira… O que efectivamente ainda lhe doía era o ânus, e o que mais o preocupava era o que lhe tinha acontecido na noite anterior e o que se iria passar na próxima pois sabia que iria ter que voltar a dormir com o Zeca -.

Todos resolveram ir almoçar à Vila mas o Mota mais uma vez se escusou com as tais dores de cabeça. Dizendo que ficava em casa e que iria adiantar o jantar.

- Mas tu sabes cozinhar? - Perguntou a namorada.

- Nem calculas o que ele é capas de fazer!... - Comentou o Zeca virando-se para o Mota com um sorriso sacana.

Da parte da tarde o Mota só pensava o que iria acontecer na próxima noite e estava com um certo receio.

O amigo tentaria novamente abusar de si? Como católico e temente a coisas menos próprias conforme lhe tinham ensinado os Pais estava com um certo receio. Em casa sempre tinha ouvido que relações daquelas eram anti natura. - Pode ser que não seja nada!... Pensou… e resolveu começar a tratar do jantar -.

Quando chegaram todos traziam uvas e garrafas de vinho da região.

- Então estás melhor? - Perguntaram as raparigas. 

- Estou melhor graças a Deus.

- Logo à noite depois de uns copos vai ficar melhor. – Comentou o Zeca.

Mota estremeceu e logo pensou no que iria acontecer.

O jantar estava uma delícia… - O Mota tinha-se esmerado e tinha feito uns bifes com natas, ovos estrelados e batatas fritas –

Mais uma vez depois do jantar foram para o alpendre continuar a beber o tal vinho que tinham trazido da Vila, e fazer uma conversa de circunstância até à hora de se irem deitar.

Mota e Zeca quando entraram no quarto, este último fechou a porta à chave, despiu-se e todo nu deitou-se em cima da cama comentando:

- Não vens deliciar-te com esta beleza?

- Mas o que é que tens de belo para admirar?

- Já viste a diferença entre o meu corpo todo perfeito e bíceps delineados e o teu? Falta-te trabalhar esses músculos e trabalho de ginásio.

 

Efectivamente o corpo do Mota não tinha nada a ver com o seu. Até o pirilau era mais perfeito. De cabeça descoberta enquanto o seu, era de fava coberta. E o seu corpo parecia uma tábua de engomar. E respondeu:

 

- Mas poucas vezes tenho feito ginástica.

- Mas não é só ginástica. Tens de fazer ginásio com preparação física. Queres ver alguns movimentos? – E conforme estava todo nu deitou-se na carpete e estendeu os braços pedindo ao amigo que se colocasse a seu lado.

 

Mota um pouco confuso, ainda de shorts colocou-se a seu lado.

 

- Queres ver as nossas primeiras diferenças? – Ao mesmo tempo que se punha de lado e retirava os Shorts do amigo. Apontou para os dois pirilaus. Estando o seu já a começar a levantar-se e encostou-se ao coitado do outro que estava murcho e sem graça.

 

Mota estremeceu um pouco e balbuciou:

 

- Levantas isso com muita facilidade!...

- O teu também se levanta se fizeres como eu… - E comecei a beija-lo desde o peito até aquele pirilau murcho – Arregaçou-lhe a pele da glande, meteu na boca e começou a chupa-lo.

 

Então sim!... O Mota deixou de tremer e a sentir uma certa sensação de prazer. E o seu pirilau a transformar-se num pau hirto e firme dentro da boca do amigo.

 

- Agora é a tua vez: - pediu o Zeca. – Ao fim de longos minutos -

- Mas nunca fiz isto! Afinal o que queres de mim?

- Quero comer-te como ontem à noite.

- Mas doeu-me bastante. E andei todo o dia com dores no cu.

- Vais ver que há segunda vez já não custa nada e vou ter mais cuidado. Para já vamos aos preliminares e mamar os nossos gostosos.              

 

Zeca saiu da posição que estava e colocou-se na de sessenta e nove.Com a ajuda de uma das mãos meteu o seu pénis na boca do amigo enquanto com a outra procurava o dele metendo-o novamente em sua boca.

 Mota não reclamou. A sensação que estava a ter do seu pénis ser chupado pelo amigo, fê-lo fazer o mesmo.

O Zeca quando sentiu que estava quase a vir-se agarrou no amigo que era um pouco mais fraco de corpo e colocou-o de bruços na beira da cama de costas para ele, abriu-lhe as pernas e começou a linguajar-lhe as pregas do ânus num unilingues perfeito e saboroso principalmente para o Mota, pois era uma sensação nova aquela língua massajar a entrada do seu ânus. Não lhe estava a doer como na noite anterior com a gaita do amigo. Quanto ao Zeca nada mais era que os preliminares que utilizava, para os eus intentos. Com a língua e um pouco de saliva ia lubrificando aquele ânus já sedento de prazer. Depois meteu o mais possível a língua. Mota gemia de prazer ao mesmo tempo que se masturbava. Zeca, moço sabido nestas andanças, e tendo a percepção que o amigo se estaria a vir proximamente, antes que isso acontecesse, começou lentamente a meter a sua cabecita do seu pénis. Depois mais um pouco, e mais ainda até que entrou todo e perguntou:

 

- Estou a magoar-te?

- Não!... Fode-me e deixa-te de conversas.

 

Era isto que o Zeca queria ouvir. – E enterrou tudo naquele cuzinho apertadinho até ao fim continuando ritmicamente a bombar.

Mota quando sentiu toda aquela porra dentro de si acompanhada pelo líquido abundante, gemeu um pouco e veio-se também.

 

Mota veio com as mãos atrás, segurou na ilharga do Zeca puxando mais para si e ao mesmo tempo que ia subindo cama acima e pedia para não tirar. Ficaram atravessados na cama. Mota começou a movimentar-se como quem está a foder o lençol e pediu.

 

- Quero vir-me novamente. Continua a foder-me.

 

Zeca já tinha fodido com alguns gajos mas aquele era demais e comentou:

 

- Para a primeira vez, és pior que eu…. Não sei se me consigo vir novamente.

- Não foste tu que quiseste? Agora aguenta!.. Quero vir-me novamente.

 

Sem mais objecções. Um continuou a foder o lençol e o outro fodendo aquele cu que afinal estava sedento de levar com um bom caralho que por sorte era o seu, continuou a bombar – Com tantos preliminares, estava a começar a ficar semi-murcho, mas logo começou a inchar – Eras os dezassete anos daqueles jovens a trabalhar.

Estiveram naquilo, algum tempo até que ambos se vieram novamente.

O lençol estava cheio de esporra e o cu do Mota transbordando de milhões de espermatozóides.

 

Naquela noite, em pouco tempo já tinham tido a segunda ejaculação, colocaram-se de lado e adormeceram exaustos.

 

No dia seguinte juntaram-se todos para o pequeno-almoço. Arrumaram as malas e zarparam direitos a Lisboa cada um para suas casas. Tinha ficado naquele Monte Alentejano o que o Mota pensava ser o seu grande segredo.

 

Dª Isabel mexeu-se com os tremores do marido verificando que este estava mais uma vez a ter os seus sonhos tentou acorda-lo com algumas caricias. O Mota acordou. Quis dar uma foda na mulher mas não conseguiu. Já se tinha vindo a dormir. Acabaram por adormecer. Para ela foi a paga de quando ele quis, ela se queixou que estava com dores de cabeça.  

 Não perca o (III Capitulo), pode ser que encontre aqui a sua história.

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Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

       Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação”(H-090)

          Para maiores de 18 anos

            © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014

Um favor paga-se sempre?....

Lado a lado com as suas regras de prostituição, apenas por um preço elevado e marcação, Alice tinha princípios muito rígidos de pagar sempre um favor que lhe fizessem. E quanto mais de pressa melhor. Eliminava assim todas as possibilidades de que alguém pudesse querer coisa que ela não estivesse preparada para dar ou de o querer num momento pouco conveniente.

Mário recostou-se num maple do seu moderno apartamento e comtemplou o corpo maravilhoso daquela mulher através das suas roupas transparentes. Alice agradecia-lhe por a ter apresentado a um cliente muito lucrativo, ao mesmo tempo que ele tentava dissimulada e inutilmente meter o seu pénis rijo entre as pernas para que a erecção não se notasse demasiado na frente do roupão de banho.

Mário entregava-se a este esforço desde que Alice lhe telefonara ao princípio da tarde a dizer que o tencionava visitar a fim de lhe pagar um favor. Sabia que a Alice o compensaria com um banquete de delícias sensuais devido à aquisição de novos clientes que lhe proporcionava. Embora tivesse trabalhado o resto do dia, nem por um momento deixara de pensar em Alice.    

Tinha decorrido três horas desde esse momento. E à excepção de breves períodos em que lhe desaparecera a reacção – no caminho para casa e no restaurante perto do apartamento onde jantara – O problema mantinha-se. Contudo a solução estava a gora ali bem perto e galardoava-se com um sorriso.

Alice começou a desabotoar a blusa lenta e provocadoramente. E os olhos de Mário acompanhavam os movimentos dedos à medida que iam descendo de botão em botão. Alice gostava de Mário, fazia-lhe lembrar um jogador de futebol. Era muito alto. Magro e elegante de cabelos e olhos muito negros.

Alice baixou-se para desapertar as sandálias sem que Mário desfitasse o olhar dos seios firmes que se lhe deparavam. Com os mesmos movimentos lentos e pensados tirou as cuecas permitindo-lhe a visão dos pêlos do sexo, um triângulo escuro desenhado na pele bronzeada. Levantou primeiro uma perna em seguida a outra com uma graciosidade muito especial, fazendo-o para que o Mário não perdesse lampejos de loucura dados pelos lábios genitais.

Avançou ao seu encontro com um andar coleante até ficar de pé ao seu lado, olhando-o convidativamente. Tomada pelo desejo de cada milímetro do corpo provocante, Mário pôs-lhe a mão nos seios, sentindo os mamilos endurecer sob o toque dos dedos.

Percorreu-lhe em seguida as ancas e Alice arqueando o corpo ofereceu-lhe o sexo que ele beijou. Passou-lhe as mãos pelos cabelos e colocou-lhe um joelho com suavidade no colo, encostando o pénis rijo no estâmago. Mário acariciava-lhe o traseiro com uma das mãos, ao mesmo tempo que com a outra lhe ia explorando a perna estendida até chegar ao sexo convidativo e molhado. Meteu os dedos entre o lábio genital acariciou-lhe o clitóris.

Ela agarrou-lhe a cabeça com mais força e inclinou-se para a frente, enquanto ele metia um dos mamilos na boca, chupando-o com a ponta da língua. Mário encontrando a abertura da vagina com o dedo indicador penetrando-a lentamente, iniciando um movimento de rotação e de gozo dentro dela.     

- Vamos lá para cima - sussurrou Alice sentindo o sexo ainda mais rijo de encontro ao joelho.

Ele fez um aceno afirmativo e preparava-se para subir as escadas levando-a ao colo.

- Não, não quero estragar-te o espectáculo – respondeu, afastando-lhe a mão.

- Sim, o espectáculo, pensou.

Recordava-o de todas as vezes que subia as escadas em espiral alcatifadas a branco que conduziam ao quarto situado no primeiro andar. Alice conduzi-o pela mão até junto as escadas. Depois largava-o e tomava a dianteira, quatro degraus à sua frente e com o corpo de formas idílicas movendo-se sensualmente perto do seu rosto. Observava-lhe as nádegas firmes e o rego do ânus que deixou divisar alguns pêlos macios da região púbica. E Mário ficava fascinado. Desejando de todas as vezes que as escadas fossem mais altas. Costumava sempre beijá-la atrás durante a subida, e a cena repetiu-se como de costume permitindo-lhe que saboreasse todo o odor do corpo perfumado. E como sempre decidiu que da próxima vez faria amor com ela nas escadas à maneira de cão. De todas as vezes, porém, cedia à necessidade de lhe sentir a boca no corpo e de a penetrar quando o sexo dela avançava ao seu encontro.

     Alice dirigiu-se directamente à cama enorme e estendeu-se enquanto ele acendia as luzes e tirava o roupão. A cama estava tapada com um édredon de penas muito leves que Alice gostava de sentir no corpo nu. Abriu-lhe as pernas esperando o momento seguinte.

Quando se aproximou da cama Alice deixou-se deslizar lentamente até à alcatifa e enterrando-lhe as mãos no corpo metendo-lhe o pénis rijo na boca.

Começou a passar-lhe a língua pela cabeça molhada até ser ele a tomar a direcção, movimentando-se na boca quente. Ela acariciou-lhe os testículos e Mário foi aumentando o ritmo até sentir o orgasmo eminente. Nesse instante tirou-lhe o pénis da boca.

- Não pares! – pediu Alice agarrando-o com mais força.

- Tenho de parar. Estou quase a vir-me.

- Vem-te na minha boca – disse-lhe, sem parar de lhe acariciar os testículos.

- Deseja-o.

- Mas quero estar contigo.

- Mais tarde. Podemos fazê-lo depois. A noite é nossa. Primeiro quero que te venhas na minha boca.

Mário ficou paralisado, electrificado. Esperava estar com ela por pouco tempo e afinal oferecia-lhe a noite. Durante o tempo em que as palavras se demoravam a registar no cérebro, o jovem voltou a puxá-la e apoiou a cabeça na beira da cama ao mesmo tempo que ele se inclinava de novo sobre ela. Pegou-lhe no pénis com a mão, guiando-o na direcção dos lábios, mantendo-os firmemente cerrados a fim de o obrigar a aumentar a pressão para poder entrar. Os lábios foram cedendo gradualmente, apertando-lhe a cabeça do pénis que foi deslizando por fazes para dentro da boca. Mário sentia o calor delicioso dos lábios que lhe percorriam o pénis. Ficou cada vez mais rijo e agarrou-lhe a cabeça para a conseguir penetrar agora fundo, cada vez mais fundo. Alice chupava-o com força e a cabeça do pénis que ia ficando cada vez maior. Começou a meter e a tirar, a meter e atirar, acabando por entrar num tempo rítmico

     A rapidez de movimentos transformou-se em violência e depois em loucura, até que finalmente se veio em espasmos que lhe contorceram o corpo.

Ela não perdeu uma única gota do esperma até o deixar seco.

Quando lhe tirou o pénis da boca Mário estava a tremer e apoiou-se à cama, onde se deixou cais prostrado.

Meia hora mais tarde Mário subiu os degraus da escada a dois e entrou no quarto com duas garrafas de champanhe.

Alice recostada nas almofadas observou-lhe os testículos e o sexo pendente quando se aproximou. Estendeu-lhe uma taça. Sem dar tempo a que e sentasse a seu lado, ela deu uma risada e pegando-lhe no pénis agora flácido, mergulhou-o no champanhe. – Céus! – Exclamou Mário – Está frio!

Sem lhe tirar o pénis da taça Alice foi bebendo o champanhe como se o sugasse e ao notar a erecção, parou e voltou a recostar-se rindo.

- Acho que hera capaz de manter esta coisa de pé vinte e quatro horas por dia se quisesses – retorquiu Mário surpreendido, olhando o seu próprio sexo a meia haste já.

- É uma ideia interessante. Talvez o tente um destes dias.

- Acho melhor não. Ficaria tão fraco que me terias de levar ao colo para o emprego.

- Já que falamos de vinte e quatro horas, não me recordo de me teres convidado a passar a noite contigo.

Mário deitou-se na cama ao lado dela, apoiando-se num cotovelo e sorvendo o champanhe em pequenos goles. Estudava Alice que se mantinha de costas, com a cabeça recostada na almofada e a taça em equilíbrio na barriga. Contraia os músculos e observava o líquido que revolteava lá dentro.

 

- Dá-me a ideia que tens um misturador de cocktails dentro de ti – acabou por dizer.

- Isso, nada tem de semelhante com um convite.

- Acho que não tenho o suficiente para te pagar.

- Já te disse que estou a pagar um favor e não cobro favores

- Nesse caso estás convidada. Ouve, se te conseguir outros clientes tencionas sempre compensar-me assim? – perguntou depois de pensar uns momentos.

- Claro

- Com os diabos! Sou capaz de conseguir um por semana. Basta vasculhar os arquivos da companhia e fazer umas chamadas. Podia dizer – Luís? Daqui fala Mário & Filhos Ldª. Que me diz a uma boa jovem para ir para a cama consigo.?

-Tenho a impressão de que não seria assim tão fácil – disse,

- Talvez tenha rasão. Além disso a não ser pela recompensa que obtive, lamento ter-te apresentado àquele filho da puta com dinheiro. Preferia conservar-te só para mim.

- Não tenhas sentimentos de posse. Vamos foder – acrescentou com um sorriso malicioso.

- Bom, já percebi – acrescentou Alice – Não estás de acordo em que as senhoras usem esse vocabulário – comentou ao ver-lhe a expressão de surpresa. O.K. Vamos ter relações! Não achas palavras grotescas?

 

- Podias dizer; vamos fazer amor.

- Não. Para mim fazer significa fabricar. No que diz respeito prefiro foder.

- Porque não metes o teu pénis dentro de mim e decidimos depois o que fizemos mais tarde? – Acrescentou.

 

Mário entornou a taça em cima do corpo.

 

- Está a tentar que te lambo o corpo todo?

 

Mário, riu e colocou as duas taças em cima da mesa-de-cabeceira.- O.K. – concordou, - Deixemos as brincadeiras e passemos ao sexo.

Beijou-a, metendo-lhe a língua na boca e apalpando-lhe um dos seios.

Enchia-lhe a mão. Beijou-lhe depois o rosto e o pescoço e pousou os lábios no outro seio, chupando o mamilo e roçando-o com a ponta da língua. Foi-lhe acariciando o corpo lentamente e quando as pontas dos dedos chegaram ao sexo macio que começaram a massajar, ela abriu as pernas e a exploração continuou pelo clitóris e rego do ânus.

Alice gemeu e arqueou o corpo ao encontro da mão. Colocando-o na posição de sessenta e nove, Mário enterrou o rosto no seu sexo quente que começou a lamber.

    A jovem sentiu a língua deslizar entre os lábios genitais e quando chegou ao clitóris, estremeceu como se tivesse recebido um choque eléctrico. Cheia de um prazer enlouquecedor meteu-lhe o pénis na boca e percorreu-o com a língua, ao mesmo tempo que acariciava os testículos com a ponta dos dedos.

Mário chupou suavemente o clitóris, meteu a língua na abertura da vagina e passou ao ânus, ficando a observar o abrir e fechar das pregas anais à medida que as massajava. Penetrou-lhe depois a vagina com a língua até ao mais fundo que lhe foi possível. Começou depois a tirar e a meter a língua ao mesmo tempo que lhe continuava a massajar o rego do ânus com o indicador.

 

Ai sentir os inícios da aproximação do orgasmo. Mário tirou-lhe o pénis da boca e pôs Alice na posição desejada para a penetrar. Ela abriu as pernas e apoiou-se nos cotovelos para que o peito dele lhe roçasse os seios. O pénis ainda molhado da boca penetrou facilmente nos lábios genitais e fez pressão contra o clitóris.

Alice sentia-se cada vez mais excitada com a fricção e sabia que o pénis em breve, tocaria no nervo central, provocando a descarga completa.

Sentia uma tensão que lhe era impossível aguentar e de súbito veio-se; Por segundos tudo ficou negro à sua volta e quando voltou a si, rodeou fortemente corpo de Mário com as pernas e sentiu necessidade de preencher toda a consciência de vazio.

 

- Agora – pediu, - Fode-me agora. Dá-me tudo!

Mário enfiou a cabeça do pénis por entre os lábios genitais que recebiam e penetrou-se bem fundo. As paredes do sexo abriram-se mais e mais e ele foi enterrando o pénis até sentir que os pêlos do sexo tocavam nos dela.

Alice sentia-o pulsar dentro de si e apertou mais as pernas em redor do corpo, sentindo-o nas entranhas – Fode-me – disse,- Fode-me com força.

Ele foi metendo e tirando o pénis.

Os corpos rolaram-se e os movimentos adquiriram um ritmo. O calor da fricção tornou-se mais intenso. A explosão e contracções das paredes do sexo agiram como sucção na cabeça do pénis. Mário sentia os testículos cheios e o orgasmo surgiu e violentamente. A jovem ficou inundada de esperma do sexo rijo que ejaculava uma e outra vez.

Mário rolou-se para o lado esgotado, mas Alice acompanhou-lhe o movimento sem o deixar sair de dentro dela,

Tivera una séria de orgasmos mais pequenos desde o primeiro e ficaram os dois nessa posição a gozar os momentos finais.

     Quando era impossível manter mais tempo o pénis dentro de si e ele mal se conseguia mexer de cansaço, reuniram forças suficientes para se meterem de- baixo dos cobertores, Ele enroscou-se nela fazendo pressão com o pénis de encontro às nádegas e colocando a mão no seio direito. Demasiado cansados para apagarem as luzes ou mesmo conversarem, adormeceram profundamente.

         =======================FIM===========================

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

           Nelson Camacho D’Magoito

        “Contos ao sabor da imaginação”

             Para maiores de 18 anos

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

Um Estranho a meio da noite

Um estranho a meio da noite

Não é um conto. É um relato

 Quando me mudei para esta casa a ideia primária ara encontrar um local calmo onde estria sem preocupações de espécie alguma, tal como vizinhos e longe de tudo e de todos podendo fazer a minha vidinha de escritor e Playboy. Não conhecia ninguém. Dei uma pipa de massa pela casa, mas era bastante confortável. Até tem o mar à vista. Tem garagem, um quintal, que junto a outro fazia com que as duas residências – A minha e a o vizinho – estivessem separadas suficientemente para não nos incomodarmos tanto visualmente como as músicas que durante a noite coloco um pouco mais alta, - principalmente enquanto escrevo os meus contos e histórias e nos entretantos um romance que vai nascendo pouco e pouco -. A música sempre foi para mim um balsamos para a minha vidinha. O meu canto de escrita era e continua a ser o meu espaço onde sonho, recordo o passado e por vezes até faço umas festinhas com amigos. Umas vezes com vários, outras com um só. – Também se pode fazer uma festa a dois -.

Sempre segui os conselhos sábios da minha saudosa avó “Santos ao pé da porta não fazem milagres”. Resultado… Não falo com vizinhos, não os conheço nem quero conhecer. O Bom dia ou Boa tarde chegam, como pessoa educada que sou.

Quando quero curtir uma noite ou tentar conhecer alguém de novo… Vou até Lisboa. – São meia dúzia de quilómetros e a IC19 fora das horas de ponta fazem-se num instantinho.

Foi numa dessas noitadas que em um Bar da Capital quando sentado ao balcão tomando o meu copo alguém a meu lado me perguntava com ar intrigante:

 

- Não nos conhecemos já de algum lado?

 

Primeiro olhei pelo canto do olho, depois, mais atentamente e vir ser um rapaz aí para os seus dezanove anos de olhos brilhantes – inquisidores – cabelo cortado à moda – como costumo dizer à tijela – de t-shirt preta de alças revelando seus braços musculados, depilados e queimados pelo sol. – Das duas, uma. Morava ao pé da praia como eu ou era surfista, e certamente fazia ginásio -. Depois de o olhar mais atentamente e recorrendo à minha memória, Não o conhecia mesmo.

Derivado ao tipo de Bar onde estava, - de temática gay - os meus neurónios logo me levaram aquela pergunta: Será um engate? Não é que tenha escrito na testa os meus gostos sexuais, mas ele tinha!.. Era um pouco amaneirado não só pela forma como pegava no copo da sua bebida como da forma como me olhava. - Quase que me comia com os olhos - e voltou a tentar conversa:

 

- Desculpe mas parece-me que o conheço de algum lado!.. Eu não lhe lembro ninguém?

 

Como não estava naquela noite virado para o engate. Respondi delicadamente:

 

- Amigo!... Só se foi noutra vida!... E não me costumo esquecer das minhas amizades, mesmo que tenham sido curtas.

- Essa das “amizades curtas” dá-me a entender que você descarta os amigos com muita facilidade. Ou é exigente nos relacionamentos?

- Não amigo!... Já lá vai o tempo em que praticava “uma rapidinha”. Actualmente, quero mais!.. Já não tenho pachorra para as rapidinhas.

 

O moço acusando o toque que não estava para ali virado, pediu desculta. Pegou no copo da bebida e lá foi para o meio da pista de dança onde começou aos saltos como todos os outros… - É assim que actualmente a malta dança nas boates e discotecas -.

 

Ia começar o show de travesti mas estava sem pachorra depois daquele contacto a assistir, levantei-me e caminhei para a porta sem antes voltar a olhar para a pista onde estava o tal moço que por coincidência estava na borda da mesma sem andar aos saltos mas mirando-me permanentemente acompanhando-me com o olhar até que sai daquele bar.

 

Quinze dia depois

 

Tinha-se-me acabado o tabaco e as cápsulas de café e fui até ao café cá do sítio para comprar o maldito tabaco e tomar o meu cafezinho a segui ao almoço.

O café estava vazio com excepção de uma mesa com um grupo de pessoas e reparei ser os meus vizinhos do lado. De costa estava um moço que me despertou a atenção pelo corte de cabelo – O tal tipo tijela -. Quando me dirigi à máquina do tabaco tive de passar pela mesa dos convivas. Dei as Boas Tardes e o tal moço virou-se e demos olhos nos olhos. – Era o tal do Bar quinze dias antes -. Notei um certo mal-estar na sua atitude. Eu por mim, não liguei pois já estou habituado ao longo da vida a situações destas e continuando os conselhos da minha avó “Quem está, está quem vai, vai”, segui meu caminho e deixei ao que me pareceu o puto à rasca.

Como o local que escolhi para minha residência é bastante pacato e não ligo nem muito nem nada a quem lá vive ainda não tinha notado que no seio familiar dos meus vizinhos do lado existia aquele rapaz que a partir daquele momento o fui encontrando, nos cafés ou na esplanada da praia.

Diz-se que “quem não deve não teme” por conseguinte sendo eu um tipo que não deve seja o que for aos outros e muito menos à sociedade, encontrando aquele tipo no meio da sociedade habitacional do meu lugar, nunca me fiz por achado o que já não acontecia com ele. Cada vez que se cruzava comigo baixava os lhos e afastava-se o mais possível.

Esta situação durou vários meses. Cheguei a voltar ao tal bar mas também nunca mais o encontrei.

 

Seis meses depois

 

Tinha ido até à praia apanhar os últimos raios de sol e calor da época quando cheguei a casa, só a porta da minha garagem não estava ocupada, de resto era tudo carros estacionados e do quintal do vizinho vinha um grande borborinho de conversas e música alta, ao que parecia de um conjunto. Entrei, fui tomar o meu duche da praxe e quando fui estender as toalhas e calções de banho no quintal, já estava a escurecer e viam-se no quintal ao lado luzes de festança e fumo que saia da churrasqueira e pensei – Hoje vamos ter festa até às tantas -.

Tinha ficado em robe e assim fiquei. Fiz uma refeição rápida daquelas que se compram já pré cozinhadas e que se guardam no congelador e se fazem no micro-ondas.

Como hábito coloquei um CD de música clássica e fui para o meu canto de escrita.

Lá fora já não se ouvia nada da festa e já passava da meia-noite quando ouvi um suave bater na minha porta do quintal. Não liguei, pois julguei ser qualquer outro ruido estranho pois por ali ninguém estrava.

Voltei a colocar o ouvido à escuta quando me apercebi que efectivamente estava alguém a bater.

Fui espreitar e através dos vidos embaciados, qual o meu espanto, estava o tal puto que tinha saltado o muro condizente com o meu, com uma garrafa de champanhe na mão e dizendo qualquer coisa que não entendi. Ainda estupefacto, abri a porta e lá estava ele, com para além da garrafa de champanhe, duas taças e dizendo:

 

- Hoje faço anos!... Ganhei coragem e quero festejar contigo…

 

Sem que tivesse tempo para lhe responder dando-lhe permissão para entrar, entrou porta fora continuando:

 

- Onde podemos tomar um copo juntos? - Ao mesmo tempo que ias seguindo pela casa até ao salão acabando por deitar-se num sofá e seguiu:

- Não tenhas medo!... Quem tem tido medo de te falar desde que te vi no Bar em Lisboa tenho sido eu. Hoje ganhei coragem depois de nestes meses ter visto que tu és um tipo porreiro e diferente dos outros. Até que ganhei coragem para saltar o muro.

 

Aquela explicação em catadupa de palavas não só me deixava atónito como admirado com tanta desfaçatez e respondi:

 

- Ao que parece não só ganhaste coragem para saltar o muro propriamente dito como para saltares do armário. Sendo assim, vamos lá festejar.

 

Ele abriu a garrafa encheu as duas taças e deu-me uma a mim que já estava sentado a seu lado. De propósito ou sem querer ao entregar-me a taça entornou-a sobre mim que estando de robe ao sentir aquele líquido ultrapassar o mesmo, acto contínuo, abriu.

 

- Sabes que este champanhe é um dos mais caros? Não se pode perder uma gota. – Olhou-me nos olhos fixamente e foi degustar aquele néctar que tinha molhado o meu peito.

- Já agora entorna o resto!... - Disse eu.

 

Ele assim fez ele. Com a taça que ainda tinha na mão verteu todo o resto nos meus Boxers. Depois afastou-os e colocou cá para fora o meu instrumento de trabalho molhado e a começar a palpitar independentemente do frio que tinha apanhado e começou a lambe-lo.

Não estive com mais aquelas, segurei-lhe na cabeça e movimentei-a de forma em que o meu instrumento entrasse na sua boca que começou a sorver todo o seu suco.

Eu estava doido de gozo e de prazer e até já gemia com aquele vai e vem dos dois. Cada um estava tentando entrar mais.

 

Já estava eu com convulsões de quem se está a vir quando ele apertou o meu pénis tirou da boca e sugeriu:

 

- Não te venhas já…. Não gosto que se venham na boca… Não me queres foder?

 

Mas que porra de pergunta!... Fiz um esforço desgraçado para não me vir afastei-lhe os calções – não tinha boxers – virei-o e mesmo ali no sofá apontei-lhe primeiro a cabecita dos instrumento e tentei meter. Ele gemeu um pouco. Afastei-me e com um pouco de cuspo lubrifiquei aquele cú que já palpitava e voltei ao ataque. Primeiro a cabeça nas pregas e depois a pouco-e-pouco fui-o penetrando com o maior cuidado. Depois de estar todo lá dentro, foi uma vez que te avio, ritmadamente ao mesmo tempo que ele apertava as nádegas e se punhetava começando a vir-se indo a sua esporra debitar-se nos seus calções que tinham ficado no chão. Apertou mais um pouco e foi a vez de me vir como já não o fazia há muito tempo.

Os dois nus como nossas mães nos deitaram ao mundo e na mesma posição ele voltou a cabeça para traz e comentou:

 

- Foi a melhor prenda de anos que podia receber.

- E quantos fizestes?

-  20.. Mas valeu a pena esperar estes últimos seis meses por ti.

- De que tiveste medo para durar tanto tempo para te abrires comigo?

- Normalmente não me meto com tipos da tua idade e sendo vizinhos tive que ganhar coragem.

- Quer dizer que tens brincado só com tipos da tua idade.

- Nunca pensei que fosses tão carinhoso!.. Sabes a malta nova quer é vir-se e pronto. Em ti sempre vi um tipo de afectos e não me iria criar problemas.

- E então atua festa já acabou?

- Já se foram todos embora e disse aos meus pais que ia ter com uns amigos.

- E agora vais para casa pé ante pé?

- Não!... Agora quero acabar o champanhe contigo. Posso cá ficar?

 

Perante aquela situação, embora os Santos ao pé da porta não façam milagres, fiquei com um certo qualquer coisa por aquele gajo. Inspirou-me confiança e acabei por anuir acabarmos a bebida. Fui buscar um balde de gelo onde depositei a garrafa, taças lavadas e encaminhei-o para a cama onde nos deitamos.

Fizemos uma conversa de conveniência onde me contou toda a sua vida e acabamos por adormecer.

 No dia seguinte

 O despertador tocou. Já o sol entrava janela dentro vindo acoitar-se nos nossos corpos que tínhamos adormecido de conchinha ficando ele à minha frente e destapados.

- Porra está friu!.... – deisse eu, sentindo o frio da noite –

João que tinha acordado também naquele momento comentou – Eu aqueço-te!-. Ao mesmo tempo que trocava de posição ficando ele atrás de mim e envolvendo-me com seus braços.

Já há muito que ninguém me abraçava assim e senti-me aconchegado e quente, pronto a adormecer novamente. Mas não consegui, pois comecei a sentir conjuntamente com aquele abraço o trabalhador do João junto ao meu rabo e a começar a inchar e a movimentar-se.

Puxei suas mãos até aos meus mamilos que me começaram a manusear os bicos que por sua vez se começaram a arrebitar.

 

 - Está confortável? - Perguntou o João

 

Perante tal atitude e da forma como estávamos pensei que talvez ele quisesse que me senta-se na sua verga e perguntei:

 

- Gostas-te do que fizemos ontem?       

- Adorei e quero repetir. Hoje amanhã e depois.

 

Ao mesmo tempo que ia respondendo já com o seu pau hirto movimentava-se tentando apontar para o meu cú. Deu um jeito para que ele apontasse mesmo e perguntei:

 

- Também gostas que te cavalguem?

- Isso era a cereja em cima do bolo…

- Sabes como me preparares para isso?

- Não sei mas vais-me ensinar…

 

Foi a vez de ser eu a dar a volta colocando-o de barriga para cima e nos começarmos a beijar enquanto nossos pénis hirto se manuseavam entre nossas pernas até ele começar a descer por meu corpo a baixo indo chupar o meu que estava a ficar cada vez mais louco. Segurei-lhe na cabeça elevei-o até mim sorvi dos seus lábios réstias do meu desaforado néctar que já estava começando a sair e então num acto de loucura foi a minha vez de descer pelo seu corpo e ir chupar a sua verga. Quando senti os seus espasmos, levantei-me e sentei-me naquela verga que estava quase a explodir. Doeu-me um pouco mas a loucura era tanta que com um pouco de jeito acabou por entrar. Fodemos os dois loucos de guinchos e espasmos.

Aqueles seis meses de espera tinham valido a pena.- Afinal queríamos os dois a mesma coisa -.

Exausto, caímos para o lado não sem antes ir limpar seu corpo com a minha língua onde os meus espermas tinham ido cair a quando nos viemos ao mesmo tempo.

 Que mais querem saber?

 A partir daquela noite de aniversário do João nunca mais fomos dois desconhecidos naquela terra.

Porque somos pessoas normais como quaisquer outras, perante a sociedade falamo-nos como os demais, Bom Dia ou Boa Tarde conforme for a altura. Em minha casa quando isso acontece, somos o que somos.

Actualmente não temos necessidade de voltar aos Bares de Lisboa. Nós bastamo-nos e é quanto chega.

Fim

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

       Nelson Camacho D’Magoito

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          Para maiores de 18 anos

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2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Um sonho maroto

Um sonho maroto

     São seis e trinta desta manhã de terça-feira. Tinha acordado sobressaltado de um sonho que parecia a realidade.     Talvez tenha sido por na noite de Domingo ter mudado para a hora de inverno, ou seja passei a estar na cama mais uma horita. Coisa complicada para quem como eu não está habituado a dormir sozinho mas “por razões que a razão desconhece “de há uma semana a esta parte a minha companhia tem sido a almofada. Tem sido complicado pois ainda não mudei a roupa da cama, ou seja, ainda tenho os lençóis de seda de verão. Resultado: Dou volta e mais voltas mas não encontro ninguém e das duas, uma! - Ou ponho-me a arquitectar uma sinopse para os meus contos ou os meus Santos maldosos colocam-me a sonhar… Uns daqueles em que a gente voa, voa e não vai parar a lado algum, ou daqueles chatos – chatos porque contínuo só naquela cama larga envolto nos lençóis de seda onde me vou movimentando e como durmo todo nu, por vezes fico com um tesão dos diabos.

      Foi o que aconteceu esta noite.

     “Quando voltei do duche mais fresco aquele rapaz lindo e que já me tinha dado tanto prazer estava deitado de barriga para cima e mais uma vez olhei aquele corpo com uns bíceps bem trabalhados e um pénis murcho e deitado sobre a barriga. – Tinha uma cabecita rosada e deu-me vontade de a beijar.

     Deu-me o amoque e fui pé ante pé até à beira da cama, ajoelhei-me e com a ponta da língua comecei por voltear-lhe a glande.

     Aquele rapaz lindo continuou com os olhos fechados e sem se movimentar, mas o pénis começou a levantar-se. Abri os lábios e meti-o na boca e comecei a chupa-lo e começou a inchar. Já tinha a boca cheia. Durante uns minutos fiz um pouco de vai e vem até que ele perguntou:

         - Não queres que te foda?

     Perante tal pergunta, saltei-lhe para cima e sentei-me na sua piroca.

     Meti-a toda no meu cuzinho que estava sedento de prazer. Cavalguei alguns minutos e vi-me em grande excitação indo toda aquela porra parar nos lençóis de seda”.

 

     Acordei assarapantado e de facto os meus lençóis de seda estavam todos molhados e comentei para mim mesmo: - Porra! Desta vez é que tenho mesmo de mudar a roupa da cama -.

     Depois pensei: - Por que razão tive este sonho? E cheguei à conclusão que antes de me deitar tinha estado a escrever a história passada com o meu amigo Carlos.

 

     Quer saber qual é a história? Vá a “Um puto Gourmet” – (clique aqui) seja feliz e não deixe de comentar aqui ou na história indicada.

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Terça-feira, 4 de Novembro de 2014

O Dilema de um abusado sexual

Antes de começas esta história e não querendo escrever um tratado sobre pedofilia mas porque o que vai ler a seguir é o resultado de um acto pedófilo quero escrever algo sobre o assunto não deixando antes de deixar Uma advertência: Não sou médico nem psicólogo, Escrevo simplesmente histórias de vidas e não têm carácter de aconselhamento. Se necessitar de ajuda, consulte um profissional de saúde antes que seja tarde.

A Criança abusada:

Devido ao facto da criança muito nova não ser preparada psicologicamente para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética, religiosa e moral da actividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendo problemas emocionais depois da violência sexual, exactamente por não ter habilidade diante esse tipo de estimulação. A maioria desses casos não é reportada, tendo em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que se passou com elas. E o dano emocional e psicológico, em longo prazo, decorrente dessas experiências pode ser devastador. O abuso às crianças pode ocorrer na família, através do pai, do padrasto, do irmão ou outro parente qualquer. Outras vezes ocorre fora de casa, como por exemplo, na casa de um amigo da família, na casa da pessoa que toma conta da criança, na casa do vizinho, de um professor ou mesmo por um desconhecido. A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a pessoa que o abusa, se sente profundamente conflituante entre a lealdade para com essa pessoa e a percepção de que essas actividades sexuais estão sendo terrivelmente más. Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da vergonha dos outros membros da família ou pode temer que a família se desintegre ao descobrir seu segredo. A criança que é vítima de abuso prolongado, usualmente desenvolve uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e adquire uma representação anormal da sexualidade alguns em adultos chegam a manter relações com o sexo oposto, a casar e ter filhos mas no seu subconsciente se a violação se prolongou por vários anos podem também um dia (se a oportunidade estiver ali à mão) começar também a abusar de outras crianças, ou podem inclinar-se para a prostituição ou podem ter outos problemas (agora chegou a vez de fazer aos outros o que me fizeram)    

Definição da pedofilia

Pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade e também um desvio sexual "caracterizado pela atracção por crianças, com os quais os portadores dão vazão ao erotismo pela prática de obscenidades ou de actos libidinosos" os actos sexuais entre adultos e crianças (resultantes em coito ou não) são um crime publico na legislação de inúmeros países assim como o assédio sexual a tais crianças, por meio da Internet.

Alguns sexólogos, acreditam que não somente adultos, mas também adolescentes, podem ser qualificados como pedófilos.

Diagnóstico sobre “O pedófilo”:

O Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders  (DSM-IV) , da Associação de Psiquiatras Americanos, define uma pessoa como pedófila caso ela cumpra os três requisitos abaixo:

  1. Por um período de ao menos seis meses, a pessoa possui intensa atracção sexual, fantasias sexuais ou outros comportamentos de carácter sexual por pessoas com 13 anos de idade ou menos ou que ainda não tenham entrado na puberdade.
  2. A pessoa decide por realizar seus desejos, seu comportamento é afectado por seus desejos, e/ou tais desejos causam estresse ou dificuldades intra e/ou interpessoais.
  3. A pessoa possui mais do que 16 anos de idade e é no mínimo 5 anos mais velha do que a criança.

Este critério não se aplica a indivíduos com 12-13 anos de idade ou mais, envolvidos em um relacionamento amoroso (namoro) com um indivíduo entre 17 e 20 anos de idade ou mais. Haja em vista que nesta faixa etária sempre aconteceram e geralmente acontecem diversos relacionamentos entre adolescentes e adultos de idades diferentes. Namoro entre adolescentes e adultos não é considerado pedofilia por especialistas no assunto. (Exemplo: O namoro entre uma adolescente de 14 anos e um jovem de 18 anos)

Vamos à história

O Dilema de um abusado sexualmente

I Capitulo

A vida do Fernando tinha tudo para dar certo até se casou por amor, teve filhos e até netos. Casou-se aos dezanove anos não propriamente por imposições familiares mas porque a sociedade assim o obrigava. Naquele tempo não haviam as aberturas que existem hoje e quando um menino junto de sua mãe se queixava do seu mau estar físico logo a resposta era “o menino anda é com alguma birra”. Felizmente que a situação actualmente não é a mesma. Há normalmente um certo cuidado quando uma criança se queixa, logo os seus progenitores correm para o médico e se encontram um técnico de saúde mais atento logo descobrem o que se passa. Actualmente e derivado um pouco ao 25 de Abril que nos veio dar mais liberdade de expressão e comunicação social tem-se vindo pouco a pouco a divulgar crimes públicos que antes ficavam escondidos no seio familiar e é o caso da pedofilia. Não prescrevendo este tipo de crime assim sem mais nem menos, têm vindo a lume casos passados há anos por toda a sociedade inclusive a igreja católica.

A pedofilia é uma doença não tratável para o abusador mas que traz sequelas por vezes graves para os abusados. Mais cedo ou mais tarde essas sequelas alteram o estado psíquico do abusado principalmente se se trata de um rapaz. Algo incompreendido fica no seu subconsciente. Foi o que aconteceu ao nosso amigo Fernando.

Os Fernandes eram uma família de província dos anos sessenta que como muitos vieram para a grande cidade procurando largos horizontes mas sem grandes possibilidades económicas então aterraram de armas e bagagens em casa de uns primos que por cá já se encontravam e eram constituídos por um casal com dois filhos um rapaz e uma rapariga ambos na volta dos quinze e desaseis anos. Não sendo a casa muito grande os Fernandes ficaram num quarto e o nosso amigo Fernando no quarto do Luís com este na cama. O Luís era um moço travesso e sabido para a sua idade e já com as hormonas sexuais a expandirem-se. Naquelas famílias tudo estava a correr bem. A miúda já andava namoriscando um colega lá da escola. O Luís com os seus dezasseis anos já ajudava o pai lá no café de que era proprietário. Os Fernandes mais preocupados em encontrar uma boa estabilidade financeira depressa arranjaram empregos, ele nas obras e ela nas limpezas não lhes deixando grande tempo livre para se preocuparem com a criança (o Fernando).

 

Uma noite o Luís depois de fechar o café com o pai foi dar uma volta com os amigos e amigas pelas discotecas de Lisboa. Tudo jovens com as hormonas saltando para o que seria óbvio e lá se beijavam e tentavam algo natural, rapazes com raparigas. Uns tiveram mais sorte mas o nosso amigo Luís não teve sorte alguma e a moça que lhe calhou pois não esteve para aí virada (para o sexo) e o nosso amigo ficou ressabiado. A noite acabou e cada um foi para sua casa. Já eram três da manhã quando o Luís pé ante pé para não acordar o resto da família lá entrou. Contra o que era normal nem vestiu o pijama deitando-se totalmente nu.

Aquele nega de uma das raparigas tinha-o deixado mesmo ressabiado e ou porque pensava nela ou porque estava nu e o pirilau roçando no quente dos lenções foi-se levantando. Deu voltas e mais voltas na cama até que ficou encostado ao cuzinho do nosso amigo Fernando que se mexeu com aquele encosto e ainda voando pelos sonhos dos Deuses - que naquela noite também estavam dormindo não zelando por quele jovem - acordou somente quando sentiu as mãos do Luís a descer-lhe a calças do pijama e pouco a pouco penetrando-o com um dedo húmido tentando alargar o seu ânus. Fernando mexeu-se um pouco desconfortável e só ouvia o Luís dizer – vais ver que vais gostar. Ressabiado como estava o Luís não esteve com mais contemplações. Retirou o dedo do ânus do primo e não pouco a pouco mas de repente penetrou-o com o seu pénis. A fúria era tão grande que nem se preocupou se estava a aleijar o primo e logo se veio.

 - Não digas nada a ninguém do que se passou se não estás tramado.

 O Fernando naquela noite nada mais disse mas também não conseguia dormir o resto da noite. Não só por não entender o que se tinha passado mas também pela dor no ânus que se manteve até de manhã.

Aquele dia foi uma confusão para o Fernando.

Quando a mãe o veio acordar (já o Luís se tinha levantado para o emprego não se preocupando como tinha deixado o primo) queixou-se que não estava bem-disposto – a mãe só disse:

- Se queres ficar mais tempo na cama… Fica. - Não ligou mais e saiu para os seus afazeres-.

 

Fernando mais tarde lá foi à casa de banho fazer as necessidades que naquele dia foi mais complicado pois tinha mais algo de estranho a sair de si assim como algumas dores no acto da evacuação.

Foi um dia para esquecer. Pouco brincou e passou mais tempo na cama levantando-se somente para o almoço e mais tarde para o jantar.

Quando o Luís chegou a casa – veio mais tarde – dirigiu-se logo para o quarto e voltou a deitar-se novamente todo nu. Agarrou-se ao primo e segredou-lhe:

 

- Não contaste nada a ninguém?

- Não! Mas passei o dia na cama e tem-me doído o cú.

- Não te preocupes que isso vai passando com o tempo.

- Sim! Mas não me faças mais isso.

- Da próxima vez vais ver que vais gostar queres ver?

 

Então na posição de conchinha o Luís depois de lhe despir as calças de pijama e já com o seu pau hirto levou uma das mãos ao pirilau do puto e começou manuseando-o. Naturalmente o pequeno pirilau lá se foi levantando murchando de imediato quando voltou a sentir a verga do primo a penetra-lo novamente.

Com as ameaças normais de um pedófilo os dias e os anos foram passando. Não eram todas as noites mas a situação lá e foi prolongando até aos dez anos do Fernando que embora com medo nunca contasse aos pais o que se passava lá ia dando uma dicas à mãe, mas esta nem mesmo quando verificava uma certa sujidade nas cuecas do filho inclusive alguns laivos de sangue nunca entendeu ou não quis entender as dicas que o filho lhe ia dando pois o Luís para a família era o menino bem comportado, trabalhador e até tinha uma namorada.

 

II Capitulo

 

A família dos Fernandes durante aqueles cinco anos tinham conseguido alcandorar uma certa estabilidade económica, então arranjaram casa própria e para lá foram viver.

 Anos depois

 Tudo o que se tinha passado ente o Luís e o Fernando, para este, tinha ficado num baú de tristes recordações. Foi para uma escola nova. Conheceu novos amigos e amigas começando a namorar uma delas com quem acabou por casar aos dezanove anos.

Quanto ao Luís ao que consta… meteu-se por maus caminhos mas também acabou por casar e ninguém mais lhe pôs a vista em cima.

O nosso amigo Fernando lá foi fazendo a sua vida normal de heterossexual. Teve dois filhos e uma vida bastante confortável de tal forma que era hábito haverem grandes festas em sua casa.

Por volta dos seus trinta anos numa das festas que deu em sua casa quando todos saíram inclusive a mulher que foi levar os sogros a casa e os filhos que desceram para o andar debaixo onde moravam outros amigos para experimentarem novos jogos no computador, Fernando ficou sozinho com o João. Moço de vinte e tal anos e aparentemente grande garanhão pois andava sempre rodeado de mulheres bonitas.

Cada um com seu copo de whisky sentaram-se num sofá frente à televisão vendo um filme daqueles de bolinha. Quando o protagonista leva sua dama para a cama já quase desnudos, eis que Fernando sente uma das mãos do João apertar-lhe a perna ao mesmo tempo que com a outra vai-lhe abrindo a braguilha e retirando-lhe o pénis cá para fora. Fernando ficou estático e sem saber o que fazer. Pior ainda ficou quando o amigo João se ajoelhou e abocanhou-lhe o pénis num tremendo broxe vindo-se na boca daquele garanhão.

 

- Gostas-te?.. - Perguntou João.

Fernando ainda mal refeito de tudo o que se tinha passado e um pouco confrangedor, respondeu.

 

- Nunca me tinham feito isto.

- Nem a tua mulher?

- Não! Com a minha mulher tudo o que se passa é normal.

- Não me digas que nunca lhe comeste o cú? Queres comer o meu?

 

Foi naquele momento que lhe veio à lembrança o que se tinha passado na sua meninice e respondeu:

 

- Se o quiseres.

- Podemos combinar para outro dia. Hoje já nos viemos e seria difícil.

 

Foi com esta situação que João e Fernando mais tarde se tornaram amigos íntimos.

Durante a semana seguinte àquele acontecimento as coisas entre o Fernando e a mulher passaram a não serem normais sexualmente. Fernando quando se deitava vinha-lhe à lembrança não só o que lhe tinha acontecido durante cinco anos como mais tarde com o João. Chegou por duas vezes tentar praticar sexo com a mulher de outras formas que não as habituais, mas ela desculpava-se sempre estar com dores de cabeça – O que é normal nas mulheres quando não estão para ai viradas.

Em uma sexta-feira João telefonou ao Fernando dizendo que tinha de ir ao Algarve tratar de um assunto urgente profissionalmente e tinha o carro avariado e se ele não se importava de o levar lá.

Fernando depois de falar com a mulher, esta aceitou que ele fosse sozinho pois aproveitava passar o fim-de-semana com a mãe.

Quando chegaram ao hotel Fernando achou estranho o quarto já estar marcado e ser somente um, mas não ligou. Como chegaram já tarde e tinham jantado pelo caminho depois de depositarem as malas, foram até ao bar tomar uns copos e foi a oportunidade de Fernando interpelar João sobre a razão específica daquele fim-de-semana.

 

- Afinal ainda não me disseste qual a urgência de trabalho que não podes-te esperar pela reparação do teu carro.

- Das duas, uma! Ou és parvo ou já te esqueceste da minha promessa.

- Mas qual promessa?

- Naquele fim de tarde em tua casa perguntei-te se me queria comer o cú e disseste que sim.

- Se bem me lembro, ofereci-me porque te predispuseste.

- Pois sim! E não ficaste aguardando a oportunidade?

- Já homem nunca o fiz.

- Quer dizer que já experimentaste quando eras puto?

- Não foi bem assim. Fui abusado sexualmente por um primo quando tinha cinco anos e essa situação durou até aos dez anos.

- E nesse período nunca o comeste a ele? Só tu é que eras comido?

- Sempre fui comido e sempre de doeu. Ele nunca me deixou fazer ao contrário.

- Com a tua mulher já disseste que também não.

- Depois da nossa relação tentei mas ela desculpava-se sempre com as dores de cabeça e nunca deixou.

- Mas tu gostavas?

- Creio que sim.

- Não achas que chegou a altura?

- E vai ser contigo?

- Tenho por lema “na cama não há programa” e desde que te conheci que esse momento nunca deixou de sair do meu pensamento.

- Foi por isso que inventaste este fim-de-semana?

- Não estás a gostar?

- Essa coisa de dizeres que “na cama não há programa” é que me deixa um pouco preocupado. Quando me lembro da minha juventude parece que ainda me dói o cú.

- Não tenhas receio que já somos homens conscientes e sabemos o que fazemos.

 

Foi com esta deixa que tomaram mais um copo e seguiram para o quarto.

 

Creio que o João já era habitué naquele hotel, não só porque o quarto já estava marcado como era um quarto de casal, ou seja, com uma só cama. Foi um pouco confuso e mais ainda quando bateram à porta. João foi abrir: Era um empregado com um carrinho se serviço com uns aperitivos e um balde de gelo com uma garrafa de champanha. Afinal estava tudo previsto.

 

- Não vais tomar um duche? – perguntou o João.

- Já agora! Para refrescar as memórias. – Fernando entrou no chuveiro.

 

João despiu-se, agarrou na garrafa de champanhe e entrou também no chuveiro.

Fernando com os seus trinta anos nunca jamais tinha pensado que algo assim lhe iria acontecer. A água morna do chuveiro já corria pelo seu corpo quando João entrou desligou a água e despejou o champanhe pela cabeça abaixo do Fernando ao mesmo tempo que se juntava a ele de corpo a corpo. Roçaram-se e seus paus começaram a levantar-se gladiando-se. Foi a vez de João começar a beija-lo começando na boca, depois os bíceps e mais a baixo metendo na boca o pénis do Fernando que gania baixinho de prazer. O champanhe acabou por secar já misturados com os espermatozóides que saiam em catadupa de ambos os pirilaus. Foi a vez de um deles abrir a torneira do chuveiro de onde jurou fortemente a água morna que os lavou. Sem quaisquer palavas ali ficaram durante alguns minutos desta vez cheios de gel de banho.

 

Estava a resposta ao dito do João “na cama não há programa”. Por enquanto não tinha sido na cama mas tinham sido os preliminares para um resto de noite, cheia de felicidade.

 

Adormeceram na cama envoltos nos toalhões onde se tinham envolvido a quando da saída do duche.

De repente o sol entrou janelão dentro com a força da manhã, acordando-os. Miraram-se. Os toalhões já tinham resvalado de seus corpos que se apresentavam nus. Beijaram-se e o pirilau do João foi o primeiro a levantar-se. Num acto de habilidade João fez com que Fernando ficasse com o traseiro na sua frente e tentou penetra-lo. NÃO! Gritou baixinho ao mesmo tempo que colocava uma mão entre a cabeça do pirilau do João e a entrada do seu cuzinho, lembrando-se da dor que lhe iria causar.

 

- Não queres? – perguntou João.

- Não é que não queira mas creio que ainda estou traumatizado. Podemos fazer ao contrário?

 

João não teve outro remédio senão parar com o seu intento e colocou-o deitado de barriga para cima, manuseando freneticamente o pénis do amigo que de imediato começou a levantar-se. Então abrindo as pernas sentou-se naquele pau já hirto e firme. Não sendo novidade para ele foi fácil ser penetrado cavalgando como corcel num sobe e desse.

Fernando estava doido de prazer. Afinal tinha descoberto que era aquilo que lhe dava mais prazer. Ambos se movimentaram até que com a ajuda da masturbação que Fernando lhe ia fazendo ambos se vieram convulsivamente.

Acabaram novamente por adormecer agarrados de conchinha ficando as costas do Fernando de concha com o peito de João.

João jovem de vinte e poucos anos, cheio de testosterona pouco dormiu pois só pensava na forma de comer o cú ao amigo. “Tem de ser comum certo carinho e com alguma paciência” pensava ele.

 

Naquela noite nada mais se passou. O pequeno-almoço passou para outro dia e só desceram para a refeição do almoço. Da parte da tarde fizeram um pouco de piscina do hotel e mais tarde antes de subirem para o quarto solicitaram na recepção para serem servidos do jantar no quarto.

 

Uma noite perfeita

 

Tudo para o Fernando estava a ser novidade e pensava “Como será possível que até aos trinta anos não tenha encontrado o prazer da cama e da boa vida?”. Foi até à varanda e desfrutando da bela paisagem e do mar lá ao fundo voltava aos seus dilemas “Encontrar-se naqueles aposentos rodeado de requintes de bom gosto e de um carinho de um jovem como nunca tinha sentido, nem da sua mulher, pensava ter a obrigação de dar ao João também aquilo que ele queria. Sabia que lhe iria custar mas ele era tão carinhoso consigo que talvez não doesse tanto”

Estava nestes pensamentos quando João aproximou-se dele pelas costas o abraçou, beijou-lhe um lóbulo da relha e segredou-lhe.

 

- E se fossemos para a cama antes de vir o jantar?

Fernando deixou-se levar e como ainda estavam com os calções de praia, foi fácil tirá-los e abraçaram-se com a maior das ternuras.

 

- Era teu grande desejo comeres-me o cú? – perguntou Fernando.

- Se não quiseres não o fazemos. Mas seria bom já que nada mais é do que me fizeste.

- Se o fizeres com calma posso tentar. Era muito jovem quando isso me aconteceu e sempre me doeu e fiquei traumatizado.

- Isso aconteceu porque foste forçado e o pénis do gajo devia ser grande o que não acontece com o meu que é mais trabalhador do que grande.

 

Esta conversa estava a dar-se misturada com alguns carinhos recebidos pelo João que apear de novo sabia toda e era um expert na matéria sabendo levar a água ao moinho.

Nos entretantos já João tinha aberto as pernas ao Fernando e colocado por trás dele. Sendo um rapas já habituado a estas coisas e sempre prevenido pegou num gele de lubrificação. Que tinha levado às escondidas próprio para estas ocasiões e lubrificou-lhe o ânus e o seu próprio pénis. Depois, ao mesmo tempo que lhe beijava as costas e o punhetava, lá ia lentamente tentando penetrá-lo. Primeiro a cabecita e depois todo o resto do tronco. Fernando movimentou-se “grunhi-o” um pouco e João perguntou:

 

- Estou a fazer-te doer?

- Não!

- Então não é bom?  

- Por enquanto não estou a sentir nada.

 

Então João resolveu a situação. Ao mesmo tempo que se movimentava num vai e vem constante com o mesmo ritmo foi masturbando o Fernando até que ambos se vieram ao mesmo tempo com grande alarido de prazer.

 

“Diz-se que os coelhos quando do acto sexual quando satisfeitos grunhem e caiem para o lado”.

Foi o que aconteceu aos dois e não adormeceram, pois bateram à porta com a informação que vinham servir o jantar.

 

Na noite e no dia seguinte tudo se repetiu até à hora de voltarem para Lisboa.

A relação entre ambos não voltou a ser a mesma do antes daquele fim-de-semana. Fernando passava mais tempo em casa do João do que na sua própria casa até que um dia sem mais explicações à família, Fernando mudou-se de “armas e bagagens” para casa do amante, pedindo o divórcio à mulher.

 

Aquela relação durou cinco anos até que João encontrou outro parceiro da sua idade e Fernando já divorciado foi viver sozinho. Hoje já entrando na casa dos “cotas” é-lhe difícil encontrar outro João carinhoso e com posses económicas para lhe dar o bem-estar com que se habituou naqueles cinco anos.

O tempo foi passando e como hoje já nada é do que antigamente, vai gozando a vida o melhor possível, pois um cú não aparece ali ao virar da esquina e ele sente-se mais confortável como activo embora diga que não, mesmo traumatizado quando calha não diz que não a um bom caralho.

Fim

História escrita com base em factos reais

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

         Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação”

         Para maiores de 18 anos

           © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 23:19
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