.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Sábado, 14 de Abril de 2012

Encontro virtual

Um jovem gay na internet

Tínhamo-nos encontrado na Internet

 

   A minha alcunha de “O Caçador” das noites de lisboa foi posta por uma amiga em tempos que Deus aja, por ter sabido que era um indivíduo que passava as noites e por vezes os dias procurando rapazes na facha etária entre os 19 e vinte cinco anos para uma relação sexual.

   De facto a partir dos meus quinze anos que sempre me interessou conviver com rapazes da minha facha etária e assim há medida que fui crescendo também essa facha etária foi crescendo só que as minhas atrações pararam nos vinte cinco. Tive vários amantes, alguns duraram anos até como se diz agora, numa união de facto.

   Sempre tive profissões liberais e por essa razão bastante conhecido. Nos primeiros contactos, às vezes até diziam!

   : - “mas a sua cara não me é estranha!”

   Enquanto não nos conhecíamos bem, lá ia dizendo.

   : - “Ah dever ser pelo meu irmão que é bastante conhecido de facto!”.

   Também no outro mundo da sociedade que nada tinha a ver com “O Caçador” mantinha uma duplicação de status perante a sociedade. A chamada vida dupla.

 

   Pelo menos dois amantes que se prolongaram no tempo da minha vida um dia, resolveram por imposições familiares mudar de vida e casaram. Qualquer dos casos não deu muito resultado.

   Um, uma tarde, a mulher foi para casa mais sedo e foi apanhado na cama com um homem. O divórcio foi declarado um mês depois.

   O outro, enamorou-se de um primo da mulher dando um escândalo na família dos diabos quando mulher descobriu, pôs-lhe os tarecos à porta e pediu o divórcio.

   Tudo o que aconteceu com estes tipos foi simplesmente porque não conseguiram fazer uma vida dupla igual a um milhar de homens da nossa sociedade a que se chama de Heterossexuais.

   Eu sei que é difícil manter esta dualidade, mas desde que não se andem a pavonear como bichas tontas e não tenham tiques, leva-se a água ao moinho com uma certa facilidade. O homem, independentemente das suas tendências sexuais, porque é sempre homem, nunca o deixará de ser junto da sociedade em que está inserido.

   Quando sente necessidade de um encontro ou se quer pavonear existem tocais próprios, tal como bares Gays onde é improvável encontrar pessoas que não queremos encontrar. O mais interessante, é que às vezes se encontra nessas casas um amigo que lá fora, até púnhamos as mãos no lume e afinal são como sós, pessoas solitárias.

 

   O caçador, derivado à sua literacia, sempre soube escolher os parceiros certos olhando-os olhos nos olhos. Diz-se que os olhos são o espelho da alma. É com um olhar mais atento que se descobre a razão do estar alí, o que quer ou porque nos dá troco numa conversa da treta.

   Ninguém entra na nossa vida para nos destruir! Só se o deixarmos.

   Ninguém é dono de ninguém e logo nos primeiros diálogos devemos ter o livre arbítrio de aceitar o outro tal como é. Se é para ficar, vamos ficar! Mas se tiver de ficar por ali pois que fique e cada um que vá para seu lado.

 

   Ser-se bissexual não é ser-se gay, bicha, tricha, viado ou paneleiro, é ter-se o livre arbítrio de fazer do seu corpo aquilo que quiser nas escolhas de sexualidade.

   Gostar de ter relações sexuais com um homem ou mulher, desde que não ofenda terceiros com atitudes, gestos e formas de relacionamento tudo não passa de experiencias sexuais. Por vezes começa na puberdade e se continua ou não. Para se escolher uma das formas depende de vários fatores que não vem a propósito.

   O propósito desta lenga, lenga é para justificar a rasão porque um dia experimentei um encontro as cegas, pela Internet.

   Faltava-me esta experiência e rodeando-me de todos os cuidados conheci o João (nome fictício).

   Já tínhamos tomado o duche da praxe e dirigíamo-nos para a sala de jantar quando o João entrou na cozinha e encheu dois copos de vinho branco deu-me um e disse.

   :- Afinal ainda não vi o resto da casa.

   :- É verdade! Não há muito para ver a não ser o escritório a que eu chamo “O meu canto de escrita” e o quarto.

   Passámos de relanço pelo escritório e entramos no quarto que logo se acendeu uma luz negra e começou a tocar uma canção francesa “Feelings”.

   :- Táse memo a ver que já tens isto preparado para o amor!

   :- É!!! É o que faz andar nesta vida há um bom par de anos.

   Olhámo-nos olhos nos olhos, colocamos os copos numa mesa-de-cabeceira e deixamos cair as toalhas que trazíamos enroladas à cintura. Encostamos nossos corpos e nos beijamos. Abraçámo-nos e caímos em cima da cama beijando-nos desta vez sofregamente.

   Rolámos nossos corpos e nossos paus começaram e endireitar-se.

   No momento em que estava por cima do João beijando-o efusivamente e roçando nossas pilas que já se encontravam levantadas, aquele afastou a cabeça e começou o diálogo:

   - Nunca tinha sentido tanto prazer em beijar um homem. Disse João.

   - Quantas vezes Experimentaste? Lembras-te?

   - Não! Sou o chamado um tipo normal e nunca estive com um homem embora tenha sentido sempre uma certa atração.

   - Mas então como chegaste até aqui?

   - Foi a minha curiosidade de experimentar a sensação e como sou um pouco tímido de vez em quanto vou até aos sítios de contactos e procuro em tipo que se coadune com a minha forma de ser. Divertido e principalmente amigo e não stressado, mas nunca tinha encontrado ninguém como tu.

   - Então o que encontra-te em mim de especial para nos encontrarmos aqui?

   - Foi a forma como escreves e dizes as coisas, não seres mais novo que eu e teres uma cara que merece respeito.

   - E agora? Estás a sentir-te bem?

   - Desde que nos encontramos e a forma como nos temos relacionado que tenho sentido uma certa curiosidade em ver o final.

   - Mas achas que o final é isto? Beijarmo-nos e nossos corpos se roçarem?

   - Não! Também não sou assim tão ingénuo já tenho trinta anos e para já nunca ninguém me tinha beijado assim.

   Enquanto ia havendo este diálogo, e estando deitados de lado frente a frente fui calmamente punhetando o seu pinto que não era um pintinho mas também não era um pintão. Ainda não o tinha visto bem mas com as pontas dos meus dedos dava a perceber-se que era de fava descoberta o ideal para mamar um pouco.

   A conversa parou e mais uma vez nossos lábios se juntaram ao mesmo tempo que ia segurando em uma das suas mãos e a encaminhei para o meu pito que latejava com as suas veias palpitantes.

   Desci pouco a pouco meus lábios por aquele corpo um pouco musculado e parei em seus mamilos mordiscando suavemente um a um.

   João já se começava a retorcer como algo de novo estivesse a acontecer.

   Desci mais um pouco, levantei a roupa e verifiquei ter razão. Era um pito ideal para chupar e assim o fiz, percorrendo todo o seu prepúcio com a minha língua. João então começou movimentado aquele pito gostoso num vai e vem suave ao mesmo tempo que me ia segurando na cabeça tentando que ele entrasse cada vez mais.

   Meu dedo indicador da mão direita foi até meus lábios e meti-o na boca para o lubrificar bastante e lá foi direito ao ânus dele começando por o massajar e lentamente penetrá-lo.

   João estremecia como varas verdes, deixou de me segurar na cabeça e deitou-se de lado movimentando seu corpo de forma a meu dedo mais penetrasse naquele cú apertadinho.

   Senti que ele estava quase a vir-se e antes que isso começasse a acontecer deixei o pito e aquele cuzinho em paz e comecei a percorrer seu corpo atlético até o beijar novamente.

   Ele retribuiu sofregamente aquele beijo e assim ficamos alguns minutos. Poucos!

   Nossos pitos lá se foram manuseando por si só até que nossos corpos sem conversa alguma se foram virando para a posição dos sessenta e nove e começamos a mamar nossos pitos num vai e vem permanente.

   Gememos ambos de prazer e nossos espermatozoides lá saíram em golfadas abundantes enchendo nossas bocas.

   Diga-se a verdade que os dele não pareciam ter trinta anos mas sim dezoito ou vinte, saborosas e consistentes! Engoliu todo.

   Ficamos assim fazendo algumas caricias, até que nos voltamos para a posição de colher, ficando ele pela frente. Acabamos por adormecer um pouco.

Corpos abraçando-se depois da keka
 

Não sei quanto tempo passou mas sei que fomos acordando pouco a pouco e comecei a sentir o João mexendo-se um pouco. Como estava agarrado a ele com todo o meu corpo quase como metido no dele e abraçando-o e meu pito encaixado no rego daquelas nádegas que senti começarem a vibrar, meu pito começou a levantar-se. Estando eu com um braço debaixo da cabeça dele e o outro livre, fui-o percorrendo até o pito dele que já esta como pau rijo começando a masturbá-lo. Todo o seu corpo foi-se aninhando com movimentos e procura de algo e o meu que já estava pronto para uma penetração, lentamente assim o foi fazendo. Quanto mais o punhetava mais ele ia empurrando meu pau para dentro daquele cuzinho até que ficou todoooo lá dentro.

- Estou quase a vir-me! Disse ele.

- Não! Espera um pouco! Quero que também te venha dentro de mim.

Parei de o punhetar e em grande estremeção vi-me eu dentro daquele cuzinho maroto.

Coloquei-o deitado de barriga para cima, ri-me e disse:

- Agora é a tua vez.

Mamei um pouco o pitão dele para o lubrificar e na posição de “sentado na piloca” com a mão fui encaminhando-o para o meu ânus que lentamente e num vai e vem lento lá foi entrando todoooo. Quando puxei a cabeça dele para o beijar, mal nosso lábios se juntaram ele todo estremeceu e senti todo aquele leite que já conhecia, entrar por mim a dentro.

Caímos para o dado como dois coelhos após uma foda gostosa e ali ficámos até às tantas, sem ele dizer:

- Porra! Esta foi a maior surpresa que jamais tive na vida! Não te vou deixar mais.

Ficamos, Cansados, gozados, cheios e felizes.

Até nos esquecemos que ainda não tínhamos jantado. Mas valeu a pena ter conhecido um trintão.

 

Gays adormecidos no finalmente

    Aos putos, tenho de ensinar tudo, este já a sabe toda e não acredito que tenha sido a primeira vez.

    Adormecemos finalmente como anjos.

    E o futuro? Logo se vê!

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

     Nelson Camacho D’Magoito

             (O Caçador)

 
sinto-me:
a música que estou a ouvir: Feelings
publicado por nelson camacho às 20:45
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2 comentários:
De Nuno a 21 de Dezembro de 2012 às 02:43
Nelson.
Adorei este conto. Sinto que a personagem do trintão poderia ser eu.
Abraço


De nelson camacho a 26 de Dezembro de 2012 às 13:13
Amigo Nuno. Amigo porque a partir do momento que me lê, passa a ser meu amigo. De facto esta história é a história de muitos trintões que conheço. Obrigado por me ler assim como as minhas histórias que são todas com base nas realidades um pouco romanceadas , pois é a minha forma de escrita. Sempre que lhe aprouver deixe um comentários na outras. Para um cantor, diz-se que o seu maior pagamento são os aplausos do publico. Aqui, para mim o maior pagamento é saber as vossas opiniões. Aproveito para lhe desejar um bom Natal e um próximo ano com as maiores felicidades do mundo. Nelson Camacho (O Caçador)


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