.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Terça-feira, 7 de Janeiro de 2014

A Última Noite de 2013

Fim de ano 2013

Desde o dia a seguir ao Natal que o telefone foi um corrupio de chamadas. Uns, dando o Bom Ano via sms outras vezes telefonicamente não só com o mesmo intuito mas também perguntando onde iria fazer a Passagem de Ano. A Todos respondi que este ano queria estar sozinho com as minhas recordações e assim fiz.

Fui comprar um Bolo-rei, um pacote de passas e mais umas guloseimas e coloquei tudo na mesa como preparada para uma grande farra entre amigos sabendo de ante mão que nada iria acontecer pois o que queria na realidade era estar só com os meus botões.

Já eram vinte e duas horas, liguei a televisão e era tudo uma pasmaceira. Como a casa estava aquecida andava como no verão todo nu (é um habito meu) Fui até ao quarto e quando passei pelo espelho que tenho junto à cama mirei-me casualmente e pensei. “ Então vais desperdiçar este corpinho numa noite de farra?” Olhei de soslaio para umas fotos de alguns amigos que me fizeram felizes durante anos e perguntei a mim mesmo. “ Onde andarão eles? Com seus novos amantes e eu por aqui armado em parvo!...”

Voltei à casa de jantar olhei para o repasto que tinha preparado não sabendo porque o tinha feito. Abri uma garrafa de champanhe que estava a um canto da mesa metida num balde de gelo. Enchi um flûte e bebi de um trago. Enchi novamente e emborquei de um sorvo.

 

Lá fora já se ouviam tachos e panelas batendo umas nas outras e algumas estrelinhas já se vislumbravam no céu.

 

Deu-me um vaip fui até ao quintal e verifiquei que a noite até estava amena. Sem chuva e de céu estrelado e lá bem no fundo a Lua brilhante como a rir-se de mim.

 

Voltei ao quarto e vesti-me casualmente sem saber bem o que fazia. Peguei na chave do carro, desci as escadas e entrei na rua. Deserta sem gente ou carros mas ouvia grande alvoroço nas outras casas querente dizer que por ali havia gente feliz e contente, Só eu! Estava por ali só e armado em parvo tentando com algumas recordações que o tempo voltasse para traz.

 

Meti-me no carro dei a volta à chave e este sem ele ou eu saber o destino pôs-se em movimento.

 

Andamos somente meia dúzia de quilómetros quando fui obrigado a parar frente a uma sociedade de recreio cá do sitio pois a estrada estava cheia de carros e havia um outro que estava atravessado tentando arrumar. Lá de dentro saiu uma rapariga toda esfusiante dando indicações ao condutor. Olhou-me fixamente e perguntou. Também quer arrumar?

 

Eu não disse nada mas ela atirou:

    - Há sempre lugar para mais um.

A moça continuou a dar as instruções necessárias para o seu amigo arrumar o carro de forma a ficar um espaço para o meu dando as indicações necessária como um sinaleiro ou arrumador de carros e obrigou-me a arrumar o dito no lugar deixado vago.

Entretanto já do outro carro tinham saído dois jovens rapazes que se metiam com ela:

- Tá visto que já arranjaste um namorado.

 

Um deles aproximou-se de mim, abriu-me a porta do carro:

 

- Anda embora!.. Mais um é sempre bem-vindo para o maralhal.

 

Na altura não sabia se já estavam bêbedos ou se era só alegria da festividade, mas como era tudo malta nova sem saber bem porquê alinhei na coboiada. Meteram-me um papel na mão que depois de olhar mais atentamente vi que era um bilhete de ingresso na sociedade e lá entramos todos.

 

No grande salão dançava-se uma modinha brasileira e os confétis já pairavam no ar.

 

Um dos rapazes procurou uma mesa onde tinha um letreiro RESERVADO PARA O JORGE CAPELO. E sentámo-nos.

 

Vamos às apresentações:

O Jorge Capelo era o mais velho (aí para os 20 anos)

O João (era outro jovem aí para os 19)

O Mário (era outro jovem também para os 19)

A Luísa (era a tal jovem toda desinibida e que tinha dado azo à minha entrada naquele trupe.

 

Perante aquela situação eu era o Kota da malta. Entretanto lá veio um empregado com os chouriços numa assadeira já a arder. Quatro tigelas de caldo verde umas pernas de frango embebidas num molho que dava a entender ser de cebola, a acompanhar vinham dois jarros de vinho um tinto e um branco. Estava-se mesmo a ver que era a Seia para quatro o que quer dizer que naquele grupo tinha faltado um e eu o “penetra” era o substituto.

 

A Noite correi hás mil maravilhas comemos demos alguns dixotes, cotamos anedotas, dançamos e finalmente nos apresentamos.

Eram todos emigrantes de França que tinham vindo passar o Natal com a família. O que faltou foi um Tio deles que teve de ir para o Algarve com o resto da família.

 

As doze badaladas lá vieram todos demos abraços e beijinhos e depois de toda aquela euforia o conjunto começou a tocar musicas mais calmas e todos nós acalmamos.

 

Tudo estava a acontecer como se já nos conhecêssemos de longa data.

 

Já era uma três da manhã quando o Jorge que entretanto se tinha ausentado voltou e com o ar mais triste deste mundo:

- Tenho uma triste notícia para vos dar.

- Então qual é?

- Não há mais champanhe.

- Épá!.. Isso é que não pode ser. Nos em França curtimos até de manhã com champanhe e agora?

 

Perante tal tristeza e da forma como tinha sido recebido por aquela rapaziada lembrei-me que tinha em casa uma caixa de espumante e disse:

 

Lá por causa disso não há problemas. Eu tenho em casa uma caixa com seis, deve dar para o resto da noite. É só ir busca-la.

 

- Pois e ficávamos todos aqui a morrer de sede. Moras longe?

- Não! Á aqui quase ao fim da estrada.

Luísa sentou-se ao meu colo beijou-me e perguntou:

- Podemos ir lá a casa acabar a noite?

 Até parecia que todos tinham uma mola no cú. Deram um salto e em uníssono vamos nessa.

 

Quatro da manhã

 

   Perante tal situação todos nos calámos, saímos meti-me no carro com a Luísa abrindo caminho até minha casa.

 

Mal entramos via-se logo que aquela rapaziada não vivia neste país à beira mar plantado e cheio de preconceitos.

A primeira coisa que fizeram foi porem-se literalmente à vontade ou seja eles se shorts e a Luísa de cuequinha de fio dental e sutiã.

 Abriu-se garrafas de champanhe. A guloseima que tinha colocado antecipadamente sobre a mesa foi devorada rapidamente.

 

De repente dei comigo sentado num sofá com o Jorge a meu lado e de cabeça pendente sobre o meu ombro segredando-me ao ouvido:

-Sabem nós em França, fazemos muitas festas destas e que chamamos Noites de “Ménage a Tróis”...

 

- Pois!.. só que neste momento só estamos dois.

- Vamos espreitar os outros.

 

 
menage

 

Subimos as escadas e a porta do meu quarto estava escancarada. Lá de dentro vislumbravam-se os corpos dos outros amigos.    

Luísa no meio e João e Mário fodendo-a desabridamente.

Ao que parecia não havia espaço para nós.

Descemos novamente até à sala bebericamos mais um pouco de champanhe

E perguntei ao Jorge:

Então é assim que vocês se divertem em França? Fodendo uns com os outros?

 

As Noites de “ménage à trois” é uma expressão francesa que significa “mistura a três”  

E que é usada normalmente para designar uma relação sexual envolvendo três pessoas, tanto faz se forem dois homens e uma mulher, duas mulheres e um homem ou todas do mesmo sexo.

 

 Quando são mais que três alguém fica de fora – Comentei.

 

 - Não é bem assim. Quando os casais são pares há sempre a possibilidades de um sair do grupo temporariamente enquanto o outro entra na festa.

Um pouco baralhados com as ideias comentei:

-Então se a rapariga for a que sai do grupo ficam só os rapazes.

- E há alguma coisa melhor para sair da rotina e entrar em novas aventuras? Desde que as pessoas se sintam totalmente à vontade é sempre bom experimentar novas formas de prazer.

 

 - E quem não quer experimentar novas formas de fantasias sexuais?

 

 

Dizia alto e bom som o João que descia as escadas que vêm lá dos quartos ao mesmo tempo que acrescentava o pedido de tomar uma duchada pois estava todo lambuzado e ainda não se tinha vindo.

 Indiquei-lhe o banheiro e continuei no sofá comentando com o Jorge o que estava a acontecer.

Foi neste momento que o Jorge perguntou se estava disponível para umas brincadeiras a três.

Não é que tudo aquilo fosse estranho para mim mas assim de repente e num Fim de Ano de pois de uma oportunidades assim de mão beijada não podia continuar armado em parvo. Lá do fundo entrava o João todo lavadinho e de chorts somente vestidos. Até àquele momento o único que estava a destoar era eu pois ainda estava calças e camisa.

Talvez para ficar mais a vontade o Jorge ajudou-me a tirar a camisa ao mesmo tempo que me beijava enquanto o João se ajoelhou frente a mim e me foi tirando as calças ao mesmo tempo que roçava seus lábios no meu cacete que já teimava e sair do seu conforto.

 

menage à trois homo

Estava a acontecer a verdadeira “ménage à trois”. Entre machos.

Não sou nem nunca fui nenhum santinho nestas coisas de sexo mas logo no princípio da noite tinha-me dado uma de macho, tentando o mais possível passar por “artolas” até porque era conhecido lá na sociedade e aqueles gajos nunca os tinham visto pois era emigrantes.

   

Ma passemos a diante….

Desde os beijinhos recíprocos em nossos corpos até às lambuzadelas dos pirilaus foi um pequeno passo até experimentarmos sofregamente os espermas de cada um.

 

     Lá do fundo da escada ouviu-se:

- Então não sobra nada para nós?

Era a Isabel e o Mário, nus e debruçados no corrimão fazendo gestos bastantes sexuais e convidando-nos a subir.

 

Do Salão até ao quarto já nus como viemos ao mundo, com a diferença em que nossos paus estavam hirtos esperando mais qualquer coisa que efectivamente aconteceu naquela madrugada e primeiro dia do ano de 2014.

 

Não se coíba de praticar qualquer fantasia sexual simples o mais aprimorada com ao seu ou a sua companheira e porque não a três?


Estas fantasias são muito frequentes entre os homens, muitos sonham em fazer sexo com duas mulheres ao mesmo tempo.

menage à trois no fim de ano 2013

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

       Nelson Camacho D’Magoito

                  (O Caçador)

      “Contos ao sabor da imaginação”

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 07:23
link do post | comentar | favorito
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2 comentários:
De Fernando a 8 de Janeiro de 2014 às 11:05
Palavras para que...
Mais um conto, excelente...
É um escritor Portugues com certeza...
Abraço


De nelson camacho a 8 de Janeiro de 2014 às 13:50
Amigo Fernando, Desta vez acertaste: Foi mesmo um conto mas se não tivesse estado com uma gripe dos caraças, até podia ter sido verdade.


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