.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Segunda-feira, 31 de Dezembro de 2012

O Menino do Kamasutra - parte II

kamasutra homo

    O dia tinha sido melhor que normalmente, não só porque o casting correu na melhor como o resultado foi ter conseguido uma participação em um filme estrangeiro que iriam filmar aqui em Portugal.

    Durante todo o dia passei-o eufórico. Decorei o texto pedido em três tempos, o meu visual brilhou como não acontecia há muito de tal forma que o meu agente até ficou admirado perguntando-me a certa altura:

      - Epá! O se passa contigo? Hoje sim! Estás o verdadeiro actor.

      - Nada de especial. Disse eu.

      - Não! Não me enganas. Algo se passa contigo hoje de diferente.

      - Hoje não se passou nada, mas ontem sim! Conheci um novo amor por quem passei uma noite espectacular e fiquei apaixonado.

      - Sim! Eu sei o que isso é! Passarinho novo, danos sempre força para o trabalho.

      - E para a vida! Retorqui eu.

    Já tínhamos acabado o dia, já tinha assinado o contrato, bebemos uns copos e pirei-me dali para fora pois o que queria era chegar a casa do Jorge o mais depressa possível.

O meu Honda - Nelson Camacho

    Montei-me no carrito e lá fui estrada fora.

    Para sair de Lisboa foi um problema até conseguir entrar na IC19 como sempre àquela hora mesmo com um carrito mais potente que os restantes que por ali circulavam foi difícil chegar a casa, mas cheguei.

    Tomei um duche apressadamente, perfumei-me todos, vesti-me tipo casual, peguei numa garrafa de vinho de Reguengos reserva e lá fui até casa do Jorge.

    As luzes da vivenda estavam acesas o que queria dizer que os pais dele já estavam em casa mas como ele me tinha recomendado se isso acontecesse não ligasse e fosse direito ao anexo onde ele vivia, deixei o carro no passeio. Como o portão era automático e estava fechado liguei-lhe para o telemóvel. Ele atendeu:

      - Sim! Quem é?

      - Sou eu o João! Já aqui estou!

      - Ok! A porta vai-se abrir e podes entrar. Entra com o carro. Não o deixes ai na rua.

      - E teus pais?

      - Não faz mal, arrua-o à minha porta mesmo que eles queiram sair, têm bastante espaço

    Ouvi ou estalido forte no portão e este automaticamente foi-se abrindo e eu lá entrei.

 

Um amigo

    A porta do anexo abriu-se na totalidade e de dentro saiu aquela coisa com quem todo o dia tinha sonhado voltar a estar.

      - Então como foi o teu dia?

      - Se queres que seja sincero, em questão a trabalho, há muito que não corria tão bem. Não tive lapsos de memória, fiz um casting espectacular e assinei um contrato para participação num filme francês que estão a filmar aqui em Portugal mais propriamente dito em Alfama ao que parece a zona é ideal para algumas cenas mas se queres saber a verdade estava desejoso de acabar o dia para voltar a estar junto a ti.

      - Mentira!

      - A sério! O meu agente até notou que estava diferente. E tu! O que fizeste?

      - Estive a ouvir musica, a acabar de ler um livro “À Espera de um milagre”.de Stephen King. Para o fim, fui para a cozinha e fiz o nosso jantar.

      -Também já li esse livro e vi o filme que é espectacular. Mas tu sabes cozinhar?

      - Alem de outras coisas, e também pus a mesa.

    Enquanto se estava a passar esta conversa íamo-nos encaminhando para dentro de casa.

    Jorge pegou na garrafa que eu tinha levado, foi coloca-la na mesa que estava decorada com duas velas e no centro uma jarra com duas rosas vermelhas.

    Ajudou-me a despir o blusão, beijamo-nos e sem largarmos nossas bocas encaminhamo-nos para um grande sofá.

 

 

Sexo Gay no sofá

    Estava a dar-se a continuação do que ficou a meio naquela manhã.

    Nem a fome nem o jantar pronto à nossa espera fez com que mesmo ali no sofá ternamente nos acariciássemos com beijos e outras carícias próprias da altura.

    Nossas mãos percorreram nossos corpos até aos paus hirtos e quase expulsando aquela treta lânguida branca e saborosa que já tínhamos provado mas que voltamos a beijar cada um por sua vez e voltamos a chupar.

    O Jorge de repente ajoelha-se mete meu pau em sua boca manuseando-o num vai e vem frenético até que retirando e olhando para mim solicita:

      - Deixa-me sentar em tua gaita.

    Mesmo ali no sofá peguei nele ao colo e sentei-o na forma mais suave possível para que o meu pau começasse a penetrar naquele cuzinho apertadinho.

    Gemeu um pouco e então para aliviar a pressão para além de movimentar-me suavemente ajudei o mais possível segurando suas ancas movimentando-as até meu pénis penetrar todo até às bolas.

      - Nunca tinha feito isto! – Disse o Jorge.

      - Há sempre uma primeira vez, eu já o faço há muito tempo e gosto.

      - Mas como estas a fazer ou como eu estou a levar com ele?

      - As duas coisas. Esta é uma boa iniciação, mas há outras.

      - Estou a gostar desta. Como é a outra.

   Com esta conversa da treta o Jorge ia movimentando-se para cima e para baixo, movimento que o meu pénis ia sentindo ser apertado cada vez mais. Estava quase a vir-me, mas fui aguentando, estava louco e de repente disse:

      - Vamos experimentar outra posição.

    Sem saber bem como, ele levantou-se da piroca e colocou-se na posição canina no método do Kamasutra.- Creio que ele já tinha visto esta posição em qualquer livro.

    Porque o ânus dele já estava lubrificado e aberto pela posição anterior não foi difícil penetra-lo até os meus tintins começarem a bater em sua nádegas ao mesmo tempo que ele se punhetava. Fui ajuda-lo com uma das minhas mãos e de repente senti o seu fluido em minha mão ao mesmo tempo que o meu percorria aquele canal virgem e apertadinho.

    Caímos cada um para seu lado no sofá cansados e livres daquelas porras cheias de espermatozóides.

    Ficamos por ali durante algum tempo até refazermos o que tínhamos perdido. Tinha sido uma loucura.

      - Ao que parece o jantar tem de ficar para mais logo. Disse o Jorge.

      - Pois, falta a sobremesa! Disse eu.

      - E qual é?

      - Se te aguentares à bombada, eu também quero! Disse eu ao mesmo tempo que começava a punhetá-lo de tal forma que sua piroca se começava a levantar e a inchar.

    Ele começou a fazer-me o mesmo e nos recomeçámos a beijar. Parecia que estávamos prontos para uma segunda ronda e sem darmos por isso estávamos deitados na carpete onde nossos corpos se começaram a envolver como se fosse a primeira vez.

 

copula entre gays

    Como o prometido é devido lá me coloquei em posição de elephant para lhe dar a sobremesa ou seja, como ele não tinha experiencia com uma das mãos agarrei no seu pirilau e apontei-o para o buraquito do meu cu que ele à ganância tentou penetrar rapidamente. Apertei um pouco e depois de ter entrado a cabecita fui-me movimentado para que a penetração fosse o mais suave possível. A pouco e pouco a penetração foi-se concretizando ao mesmo tempo que ia sentindo aquele pau gostoso em todo o meu reto e seu peito junto as minhas costas, virei-me um pouco e nos beijamos. Estávamos ambos loucos de prazer. Ele movimentando-se permanentemente num vai e vem constante ajudado também pelo meu movimento. Mal ele começou punhetanto meu pénis com uma das mãos senti seu esperma fluir dentro de mim ao mesmo tempo que o meu esguichava contra a carpete. Ambos estremecemos de prazer e senti seu coração junto as minhas costas palpitando vorazmente. Não era só a sua tensão arterial que subira desalmadamente como a minha de tanto prazer sexual que tínhamos tido naquele momento inesquecível. E assim ficamos durante algum tempo até que a sua pila começou a murchar e com mais facilidade movimentei-me para que ela saísse dentro de mim. Voltamo-nos ficando frente a frente e nos beijando.

    Adormecemos um pouco. Quando acordamos já era mais de meia-noite. Abri os olhos e ele estava de olhos abertos olhando-me. Reparando que eu tinha acordado perguntou:

      - E agora? Nunca pensei que o sexo fosse tão bom! Achas que deixei de ser homem?

      - Que disparate! Pelo facto de termos relações não quer dizer que deixamos de ser o que sempre fomos.

      - Mas tu já és experiente nestas coisas!

      - Sim é verdade! Caso contrário nunca tinha feito o que fizemos. Gostas-te?

      - Adorei e fiquei com uma fome dos diabos.

      - É verdade! Esquecemo-nos do jantar, mas ainda vamos a tempo. Depois de um duche até nos vai saber melhor.

      - E depois?

      - Depois vamos para a cama e se tiveres forças, vamos repetir a dose.

    Foi o que aconteceu. Depois do duche, o jantar e uns copos fomo-nos deitar mas nas nossas cabeças a ideia de voltarmos ao mesmo estava patente.

    Há muito que não tinha um puto como aquele de dezanove anos e sedento de se vir constantemente.

    Naquela noite foi tudo repetido. Ambos nos penetramos, chupamos nossos pirilaus gostosos e nos beijamos. Fizemos promessas de amor e de continuarmos a ser amigos, até porque morávamos perto.

    Naquelas quarenta e oito horas tinha acontecido poesia sexual e o inicio de uma amizade por longos tempos. Não podia perder aquele puto já que tinha sido eu a primeiro na vida dele.

    Ele era de tal força que quando sai de manhã ainda perguntou:

      - Voltas logo à noite?

      - Sim! Mas não faças o jantar. Encomendamos uma pizza.

    E assim foi o que aconteceu e voltou a acontecer durante vários dias. Agora já não tanto porque também não somos de ferro e revezamo-nos, uns dias em casa dele, outras em minha casa e já lá vão seis meses.

     Esta passagem de ano vamos ao Casino de Lisboa, depois, vamos para casa fazer amor para começar bem o ano de 2013.

 

Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

 

sinto-me:
a música que estou a ouvir: Conserto para piano
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Domingo, 30 de Dezembro de 2012

O Menino do Kamasutra - parte I

kamasutra homo - nelson camacho

    Tinha acabado de jantar e preparava-me para me debruçar sobre o teclado para continuar mais um capítulo do livro que tenho entre mãos ou seja entre dedos no teclado quando tocaram à porta. Deixei tocar pois não estava virado para receber visitas pois tinha em mente a saga daquele capitulo que nunca mais saia da mona.

    Passado meia hora a campainha voltou a tocar. Como tinha a luz de presença na entrada de casa acesa e para que não dissessem quem quer que fosse que não queria atender, lá fui.

    Estava vestido com um robe branco que quem me conhece quer dizer que tinha algum amigo em casa, mas não, estava sozinho e pronto a atacar a escrita. Desci as escadas e fui abrir a porta. Era um amigo com uma garrafa de champanhe na mão e vinha com a ideia de passar umas horas de desaforo comigo. Olhou-me de alto a baixo e vendo como estava vestido atirou:

      - Estás acompanhado!

    Eu podia dizer que não, ele entrava, bebíamos uns copos e íamos praticar cenas de Kamasutra, mas não, não me apetecia e confirmei o estar acompanhado e o coitado lá se foi embora. Momentos de Kamasutra ficaram para outra altura.

    Ao mesmo tempo tive pena mas este meu amigo tem a mania de vir sem telefonar e ontem não me estava mesmo a apetecer brincadeiras. Tinha na mona a sequencia do tal capítulo de meu novo livro e não queria perder.

Voltei para o meu canto de escrita, liguei a máquina de café e atirei-me ao teclado.

 

    Quando dei por mim, já tinha bebido uns quatro cafés, completado o tal capítulo e o sol timidamente começava a entrar pela janela, mas eram sete da manhã e o tabaco já tinha acabado. Comecei a reler o que tinha escrito mas não estava com mais paciência para a escrita e faltava-me o tabaquinho. Desliguei o computador e quando passei pelo corredor olhei para o quarto que estava vazio e lembrei-me que tinha dado o nega ao Mário.

    Deu-me um arrepio espinha acima, vesti-me de forma casual, e fui até ao café que já estava aberto aquela hora para comprar tabaco e tomar o pequeno-almoço.

    Quando transportei a porta do café dei de caras com um moço de cor que com o ar mais sorridente deste mundo mostrando uns dentes brancos alvos que contratavam com a cor da pele me deus os bons dias. Ele não era bem preto mas sim um pouco amulatado.

    Como é terça-feira, dia de jogar o euro milhões pedi uns cupões e fui tomar a refeição para a esplanada que é coberta e onde se pode fumar.

    Estava debruçado sobre o meu afazer e convicto que hoje iria ter sorte quando o tal jovem se me dirigiu e perguntou se lhe emprestava depois a minha caneta para também ele preencher os cupões do euro milhões.

      - É para já! Tenho aqui outra! Podes-te sentar aqui! Disse eu.

      - Posso?

      - Certo! Assim até podemos trocar ideias sobre este tipo de jogo que está aberto a todos mas não é para todos.

      - De facto nem tudo o que está aberto a todos nem a todos calha.

      - Pois! É a vida! Por vezes olhamos para alguém que em princípio seria de todos mas que não temos acesso.

      - Está a falar de quê! Já agora.

    Naquela altura nem eu mesmo estava a compreender o que tinha dito. Certamente a minha mente estava a virar-se para o meu amigo Mário que horas antes o tinha mandado dar uma volta. Os meus neurónios começaram a fervilhar e atirei.

      - Estou a falar dos relacionamentos entre pessoas. Por vezes a nossa mente manda ter uma atitude mas o decoro e a sociedade, priva-nos de nos abrirmos completamente com essa pessoa.

      - Não me diga que hoje encontrou essa pessoa?

      - Se tens um espírito aberto para aceitar tudo o que te possam dizer, talvez!

      - Já vi que você é que tem um espírito aberto e quando lhe convém, vai logo a fundo com a questão. Parece ser uma pessoa letrada. O que faz?

      - Eu?... Sou escritor nas horas vagas e nas outras, trabalho no meio artístico.

      - Não posso! Sabe! Eu também me dedico à música, faço umas músicas e letras.

      - Já agora gostava de lhe mostrar as minhas coisas. Se quiser dar-se ao trabalho pode ir a minha casa e mostro-lhe. Já agora, chamo-me Jorge e você?

      - Eu chamo-me João

 

    O raio do mulatinho além de ser giro e sempre sorridente mostrando aqueles dentes alvos e beiços carnudos com vontade de serem beijados fez-me estremecer de alto a baixo e comecei a pensar não só com a cabeça de cima como a de baixo que já estava a dar estremeções como a dizer – válá caçador, tens aqui um frango – Para não ser enganado perguntei.

      - Não me digas que também tens um canto em tua casa onde escreves e tocas. Que idade tens?

      - Tenho dezanove anos, onde escrevo e toco é no meu quarto que é um anexo á vivenda dos meus pais para não chatear o resto da família.  Quem lá vai pode estar à vontade que ninguém me chateia.

      - E teus pais que fazem? Para terem uma vivenda a coisa não deve correr mal.

      - Felizmente somos pessoas de bem. O meu pai é adido numa embaixada e minha mão é tradutora e não tenho irmãos. Que queres saber mais?

      - Não! Nada! é que nesta terrinha é difícil conhecer tipo como tu.

      - Pois, cada um é como cada qual e não tenho a culpa de ter nascido preto.

      - Epá! Desculpa lá mas não foi à cor que me estava a referir. Alias não és preto.

      - Pois normalmente a malta de cor ou anda nas obras ou outras profissões. Eu sou o que vocês chamam “O menino da mamã”.

      - Pois Menino da mamã ou não, és bastante simpático e digno de fazeres parte do meu núcleo de amigos.

      - Bem! Sempre vais a minha casa para ver os meus gatafunhos e musicas que faço?

      - Mas agora?

      - Sim porque não? Não é de manhã que se começa o dia? Hoje não vou à escola e podemos curtir.

    Afinal de contas com aquela conversa toda o caçador estava a ser ele. Ainda não tinha adivinhado o que iria acontecer, mas sinceramente embora não tenho dormido naquela noite estava-me a apetecer brincadeira.

    Entregamos os cupões do euro milhões, pagamos as despesas que o Jorge se prontificou a pagar e fomos de abalada.

    Como eu tinha ido a pé até ao café e o Jorge tinha levado o carro, fui à boleia.

    Só pelo carro via-se logo que era gente de posses pois o carrito nada mais era que um Chevrotet. Quando chegamos a casa confirmei ser um menino da mamã, não só pelo tipo de carro como o estadão da vivenda de dois andares, com jardim, piscina, casa de apoio e um anexo que nada mais era que uma pequena vivenda térrea, para onde nos dirigimos, depois de ter guardado o carro numa garagem onde estacionava mais um e com espaço para outros dois ou três.

    O anexo era um espaço composto de um salão ai com uns cem metros quadrados onde existiam um bar, um canto de escrita com o computador, uma zona de música com um piano, uma bateria, uma guitarra eléctrica uma de fado e respectiva aparelhagem de gravação.

      - É aqui onde me entretenho a fazer as minhas musicas e a gravar. Não é propriamente um estúdio, mas serve.

    O resto do salão era dividido por sofás, mesinhas de apoio e uma cama redonda onde ao lado numa parede existia uma porta que condizia para a casa de banho, segundo depois vim a saber. Ao lado do bar também existia uma porta de vai e vem que condizia com o resto da casa e a cozinha.

    Com tudo isto poderia dizer-se que tinha entrado na casa de sonho de qualquer solteirão pronta para receber seus amigos e eu estava a ter esse privilégio.

       - O que queres tomar? - Disse o Jorge.

       - Não sei bem! A esta hora da manhã, talvez algo para acordar bem.

       - Talvez, um Licor Beirão com uma pedra de gelo! É o que está na moda.

       - Tá bem!

 

Kiss Gay O Caçador

    Ele fez dois copos, foi até à zona do estúdio e colocou um CD com um tema de Chopin. O som começou a sair de duas colonas estrategicamente colocadas dos lados na parede sobreposta à cama, ao mesmo tempo que um pequeno projector incidia sobre a mesma apagando-se todas as restantes luzes do espaço. A luz projectada ia incidir sobre a cama com uma tonalidade fosca dando ao ambiente uma zona semi-escura convidando a praticar-se experiencia do Kamasutra.

    Ao mesmo tempo que me entregava o copo com o licor foi dizendo:

      - Parece-me que por ali estamos mais à vontade e encaminhou-se para a zona onde se faz amor.

   Eu não só estava perplexo com tudo aquilo como começava a sentir algo estranho pelo meu corpo, mais propriamente dito no pau que estava a começar a inchar.

    O Jorge enquanto se encaminhava para aquela zona, ia-se despindo até ficar somente com uns boxers. Como não sou parvo e já estava a ver no que aquilo iria acabar, também me fui despindo, acabando por ficar somente com uma torce.

 

Gaye em movimento sexual

    Quando chegamos à cama, acto contínuo nos abraça nos beijamos e nos atiramos como para uma piscina. Porra! O colchão era de água e ficamos envolvidos por um turbilhão que nos apertava ainda mais.

    Fiquei por baixo e ele começou me beijando o peito ao mesmo tempo que uma das mãos se dirigia ao meu pénis que já se encontrava em sentido. Manuseou-o um pouco e retirou-o cá para fora ao mesmo tempo que fazia o mesmo ao seu. Ficamos totalmente em pelota e roçando um no outro. Subiu mais um pouco e veio até minha boca beijando-me sofregamente num beijo de troca de salivas.

    A minha cueca e o boxer dele já estavam no chão e nossos corpos se gladiavam como a tentar cada um entrar no outro como se fora um só.

    Jorge, novamente desceu com beijos pelo meu corpo até ao pau metendo-o em sua boca e apertando suavemente com seus lábios e num movimento constante dando-me a sensação de estar a penetrar numa vagina virgem.

    Durou algum tempo até me estar avir. Quando ele notou o que iria acontecer pelos meus movimentos, retirou daquela posição, subiu novamente pelo meu corpo e seu pénis longo foi parar à minha entre pernas que eu apertei ao mesmo tempo que o meu roçava em sua barriga.

     A loucura estava a acontecer e num acto irreflectido ou não criando o centro da cama como o fulcro dos nossos corpos, nos virámos e ficamos na posição de sessenta e nove abocanhando mutuamente nossos pénis num sôfrego tão grande que passados alguns instantes sentimos jactos de fluido carregados de espermatozóides que desta vês não iriam fazer nada para a procriação da espécie.

     Derrotados e cansados, voltamos à posição normal e adormecemos um pouco.

    Já era meio-dia quando acordámos.

      - Bom dia

      - Bom dia também para ti.

      - E agora! Que vamos fazer?

      - Vamos tomar um duche, o pequeno-almoço e como tenho hoje uma entrevista na TV para um novo trabalho encontramo-nos logo à noite se quiseres.

      - Fico à tua espera para continuarmos o que ficou a meio. Estás de acordo.

      - Completamente! Onde nos encontramos?

      - Aqui em minha casa como é óbvio! Vais ter um jantar de gourmet à tua espera.

    Foi com este diálogo e depois de tomar o tal duche, que nos beijamos com promessas de eu voltar para reiniciarmos o que tinha ficado a meio e iniciarmos em novo amor.

                                                                                                        CONTINUA»

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

 

Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

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a música que estou a ouvir: Fantasia de Chopin
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2012

Olhando o sexo do outro no banheiro

 

 

Todos nós na escola, sem qualquer maldade temos tendência a olhar para os pirilaus dos outros. Em principio é para ver qual é o maior e nada mais.

 

Um dia estava na esplanada da Suissa (no tempo em que não se pagava para ir ao WC) e deu-me vontade de lá ir.

Mal entrei, deparei-me com quatro tipos ao que me pareceu estarem mais interessados nas pilas dos outros que nas suas próprias pois naquele local de micção é sempre bom olhar para o seu a fim de não mijar por fora.

Em face ao que se me deparava, fui mijar para o fim da linha onde ao lado não tinha ninguém. Não tenho nada a ver com a vida dos outros, de qualquer das formas, fui dando uma olhadela pelo canto do olho para o que se passava. Então era assim:

Dois estavam-se punhetando.

Os outros dois. Um estava sacudindo o pirilau e com o ar mais machão disse para o que estava o lado:

-Tenho mas não é para ti minha bicha! E desalvorou porta fora.

-Também não tens nada que se veja!!!  Disse o outro.

Enquanto os ouros dois se masturbavam mutuamente não ligando ao que se passava o que tinha levado com o piropo, afastou-se do mictório e veio-se colocar ao meu lado.

Olhou, olhou e com o ar mais disciplinante perguntou:

- Posso tocar-lhe?

Normalmente não sou muito destas coisas e até me vieram as cores às faces, ficando vermelho como pimentão.

- Não é preciso ficares aflito! Ou deixas. O não. Se não gostares não gostas, mas sem experimentares não sabes o que é bom!

- E o que te propões fazer?

- Aqui só te posso fazer uma punheta mas se se proporcionar lambo-te todo.

Não sou muito atreito a estas coisas nem tenho um pirilau que seja algo que chame tanta atenção, pois não sou um tipo que me define como super dotado. Também não tenho a mania de ser moralista ou envergonhado. Já vi o mesmo acontecer em bares de temática gay, também já tenho notado que há muitos heterossexuais que não resistem em olhar de soslaio para o pau do outro ao lado, acreditando não serem os mesmos motivos do meu parceiro do lado, que enquanto os meus pensamentos iam vogando já o tipo que tinha pedido licença, me apertava o meu pirilau que ficava cada vez mais hirto.

Dei uma olhada para os parceiros lá do fundo que ambos se masturbavam convulsivamente dando-me ainda mais tesão. Também estava a delirar com a situação e de repente, peguei no pénis do outro masturbando-o também. Ele não esteve com meias medidas e beijou-me. Fiquei louco! Se aquilo era a minha primeira experiencia sexual com um rapaz, estava a delirar.

Não era o prazer que tudo aquilo me estava a dar mas o medo que alguém entrasse de repente que me fez afastar-me.

- Estás com medo?

- Pois não! E se alguém entra de repente?

- Vamos entrar ali no particular. Não tenhas medo.

Entramos.

 

O tal parceiro empurrou-me para o particular, baixou a tampa da sanita e sentou-se. Baixou-me as calças, empurrou-me um pouco até ficar de costas encostadas à porta, baixou-me as cuecas e meu pau saltou cá para fora com toda a sua pujança. Segurou-me delicadamente em meus tintis massajando-os ao mesmo tempo que meteu em sua boca humedecida todo o meu pénis hirto e sôfrego.

Com um vai e vem de entra e tira acompanhado de mordidelas e pressão com seus lábios na minha glande, o meu pénis acompanhou também esse movimento tentando penetrar naquela boca gostosa cada vez mais fundo. Já estava louco com tudo aquilo e segurei-lhe na cabeça ajudando aquele vai e vem constante. Ele apertou de tal forma seus lábios que me deu a sensação que estava a ser apertado por uns lábios de uma vagina sedenta mas bom muito mais prazer. Acabei por guinchar de gozo pois estava a vir-me abundantemente dentro daquela boca gostosa que absorveu toda a minha porra que saia convulsivamente de meu corpo.

Não foi preciso limpar meu pénis pois ele sorveu e com a língua e tudo limpou.

Com toda aquela situação ainda tremia de medo mas não de vergonha pois tinha gostado.

Ele endireitou-se e tirou um cartão-de-visita da algibeira e entregou-me dizendo:

- Se te quiseres encontrar novamente comigo, telefona-me. Tenho mais prazer para te dar! Agora sai de aqui a um pouco para não dar nas vistas.

E saiu porta fora.

 

Ainda estive ali sentado mais um pouco com a minha cabeça fervilhando de pensamentos sobre o que me tinha acontecido

Sai e vi que os outros dois parceiros já lá não estavam e então espreitei para debaixo das portas e vi que estavam a fazer o mesmo que me tinha acontecido.

Situações destas podem acontecer em qualquer casa de banho pública, no cinema, no teatro, ou em qualquer café.  Já vi o mesmo acontecer em bares, boites, aeroportos e em outros locais.

Há quem goste desse tipo de comportamento! Eu, gostei da experiencia! Há muitos outros que se incomodam. Quando isso acontece o melhor é sair calmamente, porque cada um não é igual ao outro e todos têm o direito de fazer do seu corpo o que muito bem entendem. A minha avó dizia “Quem não gosta, não mexe” além do mais, nunca se sabe do que o outro é capaz. Imagine encontrar uma pessoa homofóbica num destes locais.

O comportamento de olhar o pito do outro não é exclusivo dos gays. Há muitos heterossexuais que não resistem a uma olhadela para o pito alheio.

Nas casas de banho públicas, já vi de tudo: Um tipo levar um tabefe do outro. Haver uma tremenda discussão. Já vi um exigir dinheiro para continuar no acto e também já vi tipos a anotarem números de telefone afixados nos urinóis com mensagens de tipos que se prontificam a fazer um broche.

O que me levou a entrar nesta situação foi o facto de um colega meu, casado, contar-me que havia estas situações em alguns WCs e era lá que se satisfazia.

Quando calhou a mim! Experimentei e gostei!

Embora seja uma situação a que devemos ter um certo cuidado como não sou tão moralista, posso confirmar que um bico feito por um homem é muito melhor que feito por uma mulher.

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2012

O Rapaz da Pizzaria também era gay

O rapaz da pizzaria

     São 22:00 horas e cheguei a casa um pouco estoirado pois acabei de fazer quatrocentos e tal quilómetros.

     Entrei e nem recolhi as malas da viagem. Vinha só e com fome, pois não parei pelo caminho. Tinha deixado a mulher e o filhote no Porto pois ela ia ficar o fim-de-semana por lá com os meus sogros e como eu tinha uma reunião de trabalho na segunda-feira logo de manhã, resolvemos assim.

     A primeira coisa que fiz quando entrei em casa, foi fazer um café e servir-me de um conhaque. Depois dirigi-me ao frigorífico para ver o que por lá havia para fazer algo de comida, mas nada, as mulheres são sempre assim quando se perspectiva uma viagem limpam logo o frigorífico. Dizem que é por causa dos cheiros e quando a gente precisa estamos lixados.

     Como estava com fome resolvi ligar para a pizzaria:

        - Está sim! É da pizzaria?

        - É sim senhor! Mas se é para encomendar, a esta hora já não nos é possível. Só cá estou eu e o rapaz das entregas já se está vestir para se ir embora.

        - Quer dizer! Estou tramado! È assim, acabei de chegar de uma viagem grande não tenho nada em casa para comer e estou cheio de fome. Não conseguem dar um jeitinho? Eu dou uma boa gorjeta ao rapaz.

        - Mas quem fala? Já é nosso cliente?

        - Sim! Amigo, sou o Nelson aqui do Magoito. Fale com o rapaz, pode ser que ele tenha pena de mim.

        - Já sei quem é! Um momento! O rapaz é novo cá na casa. Vou ver o que se arranja.

     Enquanto esperava lá fui tomando o meu conhaque e começando a despir-me para ir tomar duche deixando ao telefone em alta voz.

        - Está sim!

        - Sou! Estou atento.

        - Olhe amigo o rapaz é novo cá na casa o Sr. não o conhece é um moço simpático e ele concordou. Vai levar um pouco de mais tempo, pois ele também ainda não jantou e tem de levar a namorada a casa.

        - Meu amigo não se preocupe com o jantar dele e mande-me as pizzas para dois. Ele janta cá comigo e esteja à vontade, leve a namorada a casa e depois traga-me o petisco.

        - Ainda vai levar pelo menos uma hora.

        - Tá bem. Eu espero. Já tem ai a minha morada e telefone se houver algo em contrário.

        - Está bem, Sr. Nelson. Estive a ver aqui a sua ficha e já sabemos quem é. O Pedro dentro de uma hora estará a bater-lhe à porta. É só acabar mais uma pizza e ele levar a namorada a casa.

 

     Não conhecia o novo empregado da Pizzaria mas como conhecia o proprietário fiquei descansado. Só esperava que não me aparecesse algum estafermo sem ideias abertas, já que namorava e o tinha convidado para jantar comigo. Atirei as más ideias para traz das costas e fui tomar um duche.

 

Entraga de uma Pizza a um gay

     Já era quase meia-noite quando a campainha da porta tocou.

     Não tive tempo de me vestir e ainda molhado do duche vesti um roupão vermelho, desci as escadas e abri a porta.

 

     Meus Deus! Não era aquilo que estava à espera. A minha imaginação não estava virada para um rapaz tão jovem e tão apetitoso. Era mais ou menos como na foto do inicio deste texto. Mas era somente imaginação pois ninguém se apresenta assim para entregar uma pizza.

     Este era a realidade, pronto a ser comido e a comer-me.

 

        - Veio de mota ou de carro?

        - Vim de carro pois ainda fui levar a minha namorada a casa.

        - É uma namorada somente ou como se chama agora uma namorada colorida?

        - Não! É mesmo colorida pois já vivemos juntos há um ano. Ela trabalha também lá na Pizzaria.

        - Vamos entrando e contar-me como foi este seu gesto de agradabilidade em trazer-me a pizza a esta hora.

        - Sabe! Estou neste serviço há pouco tempo e com a dificuldade que há em empregos, temos de agradar aos patrões e clientes o mais possível.

        - Também concordo e o seu patrão é um tipo porreiro, já sou seu cliente há bastante tempo. De vez em quando dou umas festas cá em casa e é sempre de lá que ver o serviço de karting.

        - O Ser. João contou-me que é um bom cliente e de confiança e quando me disse que podia jantar cá com a sua família aceitei.

        - E a sua namorada? Já tinha jantado?

        - Sim! Ela trabalha da cozinha e é a primeira do resto do pessoal a comer.

        - Ainda bem pois assim temos mais tempo para nos e se achares bem até podemos ver um filme ou ouvir uma musiquinha pois a minha família ficou no Porto e assim, estamos sós os dois.

 

     Entretanto com este diálogo, fomo-nos encaminhando para a cozinha onde lhe disse para estar à vontade, e enquanto preparava a refeição, eu ia por a mesa.

     Assim fiz depois de lhe dizer onde estavam as coisas e que estivesse à vontade como em sua casa.

     Fui até ao salão que também é casa de jantar, coloquei uma música relaxante de Beethoven “Appassionata” e preparei a mesa para o jantar que demorou ai um quarto de hora.

 

O rapaz da Pizza foi para a cozinha

     Quando voltei à cozinha, lá estava o Pedro de volta do fogão pois estava preparar a Pizza com outros acompanhamentos culinários que tinha trazido.

     Abri uma garrafa de vinho Branco de Reserva de Reguengos, enchi dois copos, um para mim e outro para ele e fui dizendo:

        - Sabes! É a primeira vez que alguém me prepara uma refeição a esta hora e que já sei ir-me saber bem e em boa companhia.

        - Então a sua mulher não é boa cozinheira?

        - Sim! Só que andamos sempre a correr e essa coisa de petiscos se não sou eu a fazer, é sempre o trivial. É como o sexo. É sempre a mesma coisa. É o-tira-e-mete e acabou! Cada um volta-se para o seu lado e adormecemos.

        - Amigo! Uma vida assim, deve ser um pouco triste. Se esse é o exemplo de uma vida de casado estou a ficar um pouco preocupado. Por enquanto eu e a minha namorada não entendemos que o nosso futuro possa vir a ser assim. Ter relações por ter e no final só para procriar.

        - Não é bem assim com todos os casais desde que entendam que a parte sexual seja uma permanente descoberta de afectos e namoro, mas com o stress da vida e com a habituação esses valores vão-se perdendo. É o trabalho, é a economia financeira é o status social, a certa altura, deitamo-nos com preocupações e de manhã quando acordamos a companheira que temos ao lado não é a mesma com quem nos enamorámos e se ela não se cuidar quando olhamos para o lado vimos uma mulher toda desgrenhada, sem as pinturas que nos habituou e às vezes começa logo a falar do que vai ser o dia seguinte. Nós precisamos de motivações psicológicas para levantar-mos o pau, mas elas basta abrir as pernas.

        - Para um jovem como eu, estou a ficar um pouco preocupado com essa coisa do casamento.

        - Não há que ter medo, mas já pensaste porque razão a maioria dos homens tem amante?

        - Essa é boa! Será para mudar de receita?

        - Não! É para mudar de prazeres e de hábitos. O homem é um animal de vícios e por vezes basta algo de diferente do habitual e se encontrarmos alguém que consiga através de um carinho diferente e de um tempo de viver sexualmente uni partido o pau levanta-se e então passamos a pensar não com a cabeça de cima mas com a debaixo. Entendes?

         - Nunca tinha pensado nisso. Também nunca tive outras experiencias.

 

     No meio de toda esta conversa, o Pedro já tinha pronto o petisco e os dois, despejado a garrafa de vinho.

     Pegamos nas travessas, abri outra garrafa de vinho e encaminhamo-nos para a zona das refeições.

     Pelo corredor passamos pelo meu quarto que tinha a parta aberta por onde se vislumbrava um pequeno bar aceso e uma cama larga de casal iluminada por uma luz negra onde se vislumbrava todos os pontos claros-negros próprios daquele tipo de iluminação.

     O Pedro olhou por instantes e eu disse:

        - Porque não tiras o casaco para ficares mais à vontade? Podes coloca-lo em cima da cama.

     Ele assim fez, despiu o blusão e ficou com uma t-shirt de meia cava mostrando o quanto era reluzente o seu corpo.

        - Aquela luz é gira! Nunca tinha visto o seu efeito.

        - Usa-se principalmente em bares e dá aos corpos quando nus uma sensação de céu cristalino em que nos apetece lançar.

        - Pois nunca experimentei, mas parece-me que hoje estou predestinado e experimentar novas iguarias.

 

     Já estávamos sentados à mesa quando ele disse:

     Tens muito bom gosto para a música. Não conhecia este estilo mas é agradável.

        - É um clássico de Beethoven que gosto para me fazer companhia com amigos especiais.

        - E eu sou especial?

        - Por enquanto estamo-nos a sentir bem e é quanto basta.

        - Sabes, nunca tinha estado em casa de um homem assim e a sentir-me bem. Já estive em casa de malta de minha idade mas aquilo é só cerveja e filmes pornográficos.

         - Então gostas de filmes pornográficos?

         - Não. Não gosto muito. É sempre a mesma coisa. Um gajo a foder uma gaja e uma gaja a fazer um broche ao gajo. Aquilo é uma ganda tanga.

         - Então não é o que fazes com a tua namorada?

         - Não! Ela só leva na rata e é quando está disposta.

         - E quando tu está com tesão, como é?

        - Queres saber um segredo? Uma vez estava tão aflito que tive de ir para a casa de banho bater uma punheta porque era estava menstruada.

         - E filmes de gays? Lá a rapaziada tua amiga onde passas algumas noites não passam desses filmes?

         - Não! Aquilo é malta séria!

         - Mas gostava de ver um?

         - Talvez!

         - Se quiseres podemos ver um! Não é bem pornográfico. È uma historia de um Bar em que os empregados andam nus e pelo meio dos serviço há outros serviços que se fazem, chama-se “Refeição Nua”

         - A seguir ao jantar era capaz de não saber mal que dizes?

     Fiquei um pouco admirado com aquela resposta, mas o Pedro naquela altura já estava com uns copos bem bebidos.

     Aquela refeição e conversa da treta já ia longa e já era uma hora da madrugada.

         - Sabes o que ia agora?

         - Não!

         - Um cafezinho.

         - E talvez uma soneca não?

         - Não. Não estou com os copos. Até me estou a sentir muito bem. Nunca pensei estar em casa de um gajo que me apaparica como nunca ninguém o fez.

         - Juro que quando pedi uma Pizza era mesmo só uma Pizza. Quando disse ao teu patrão que podias jantar cá também nunca pensei que fosses um rapaz tão atraente e simpático.

          - Sabes Nelson, começo a ter alguma simpatia por ti. Não sei bem o que é, mas sinto-me bem contigo.

          - Como tenho a máquina de café no bar do quarto o melhor é irmos para lá!

          - Tá bem! Eu quero é um café forte. Como amanhã estou de folga, posso prolongar mais a noite, se não te importas.

          - Estás à vontade e vamos lá tomar o café, entretanto queres ver o tal filme que te falei?

          - Já agora vamos lá ver os tais gajos nus a servir à mesa.

Com esta conversa toda, fomos a caminho do quarto

O rapaz da pizza naquela noite foi gay

    Foi nessa altura que despi o robe e fiquei nuzinho como minha mãe me trouxe ao mundo.

    O Pedro não esteve com meias medidas e começou a despir-se.

    Porra, foi quando reparei bem que aquilo que estava ali era para ser comido todo dos pés até aqueles olhos marotos, tal pizza esborratando-se de queijo lânguido e saboroso..

    Nem cheguei a colocar o filme no vídeo, atirei-me para a cama, segurei-lhe uma das mãos, puxei-o para cima de mim enquanto com a outra ia tirando-lhe a cueca.

    Saiu de lá uma verga grossa e de cabeça lustrosa com vontade de a abocanhar toda até não puder mais.

    Não quis abusar de imediato e ficámos peito a peito e procurei seus lábios que fui mordiscando pouco a pouco. Ele fez o mesmo até que nossas línguas se cruzaram e se enroscaram trocando nossas salivas gostosas.

    Entretanto nossos pénis também se roçavam mutuamente até que abrindo um pouco as pernas o Pedro compreendendo foi colocando o seu pau entre minhas pernas que as apertava para lhe dar a sensação que era uma rata.   

Ambos, estávamos loucos de prazer. Ao mesmo tempo que nos beijávamos virámo-nos e passei eu para cima, utilizando o mesmo estratagema, desta vez era eu que gozava nas virilhas dele.

    Enquanto ele segurava minha cabeça eu fui percorrendo sua face fazendo festas como um gato.

Esta roca de carinhos que se adivinhava como preliminares para outra situação mais acalorada, fui descendo pelo seu corpo mordiscando seus seios e lambendo por ali abaixo até encontrar seu pau que hirto solicitava que o abocanhasse. Assim fiz, meti-o todo em minha boca até aquela cabecita encarapuçado tocou em minhas campainhas.

Pedro segurando minha cabeça fazia com que aquele pénis saboroso entra-se num vai e vem constante em minha boca. Resolvi num estado de loucura humedecer com aquele estrato o meu dedo indicador e com um pouco de habilidade a pouco e pouco ele foi penetrando no ânus do Pedro. Ele começou a gemer ao mesmo tempo que todo o seu corpo estremecia de prazer.

De repente, senti em minha boca uma golfada daquele esperma jovem e certamente com milhões de espermatozóides com seus rabitos a dar a dar como um rabo-de-cão todo satisfeito.

Ao sentir toda aquela porra em minha boca o meu pénis que estava hirto e com suas veias quase rebentando, esguichou com toda a força indo-se alojando nos lençóis.

Pedro, jovem e estando a ter uma experiencia inaudita, seu pénis não murchou. Estava hirto como a querer qualquer coisa mais.

Pela minha parte, parecia que tinha voltado meia dúzia de anos a traz e resolvi continuarmos com as nossas veleidades. Recompusemo-nos, beijamo-nos e qual o meu espanto Pedro rodopiou e ficámos na posição de 69.

 

O Rapaz da Pizza em acto sexual gay com o nelson

      Quase que adormecemos naquela posição depois de nos virmos novamente e convulsivamente.

      Voltamos à posição e concha ficando ele à minha frente. Ele com uma mão voltada para a minha cintura e eu agarrando seu pau já flácido mas que não parava de se convulsar.

O acordar com uma das minhas músicas preferidas

 

 

     Já eram seis da manhã, quando acordei!

     Ele lá estava ainda dormindo como criança solta nos seus sonhos.

     Fui colocar na vídeo uma cópia do FF naquela extraordinária imitação Fredy Mercury em “Boheminan Rapsody”.

 

 
Gays ao acordarem

     Era uma rapsódia de canções de amor para que ele acorda-se com a calma dos anjos lembrando-se que tudo o que tinha acontecido naquela noite tinha sido um tempo, um espaço em que duas pessoas crescidas se tinham envolvido reciprocamente num ato de amor e felicidade.

     Ele acordou! Semi abriu os olhos e vendo-me ali de pé olhando para ele perguntou:

         - Como sabias que esta era uma canção e uma voz que me fez algumas vezes sonhar?

         - Não sabia mas calculava! É que eu algumas vezes também quando oiço canções deste tipo sonho ter alguém a meu lado que me transporta para a felicidade e esta noite aconteceu poesia.

         - Nunca pensei que a realidade fosse tão diferente dos filmes porno gays que vi algumas vezes com a malta.

         - Onde achaste a diferença?

         - Nos filmes via aquilo como coisa sem nexo e que nunca viria a fazer o mesmo!

         - E agora?

         - Agora! Não quero ir mais para a minha namorada e ficar o resto do tempo aqui contigo.

         - Tem calma! Uma coisa não invalida a outra. Eles servem para procriarmos, darmos continuidade à nossa espécie e o que fizemos serve para gozarmos o sexo em toda a sua plenitude.

         - Pois! Mas creio que faltou qualquer coisa!

         - Achas????

         - Sim! Gostava de experimentar a penetração.

         - Qual? A Tua ou a minha?

         - Creio que só experimentando ambas ficarei totalmente realizado.

         - Pois! Para já vamos dormir mais um pouco e quando acordarmos novamente depois de um duche relaxante vamos acabar o que iniciámos.

 

     Assim aconteceu por volta do meio-dia depois do tal duche a dois e do pequeno-almoço.

 

     O Rapaz da Pizzaria, naquela noite e naquele dia, ficou a saber o que é na realidade o prazer do sexo e eu fiquei com mais uma amigo para a prosperidade.

 

     Não gosto muito de Pizzas mas gostei do Rapaz da Pizzaria que vai passar a ser o meu amigo predilecto.

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção. As fotografias aqui apresentadas são de livre acesso na internet, sem quaisquer restrições, apenas escolhidas para ilustrar todo o texto.

 

Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

sinto-me:
a música que estou a ouvir: Appassionata
publicado por nelson camacho às 02:30
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