.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2014

A primeira vez do Jorge - II Parte

Valeu a pena ter ido até ao mar recolher energias.


Para ver como tudo começou clic (aqui)

O céu e o mar

 

     Aquela tarde tinha sido bastante proveitosa. Tinha ido até ao mar buscar energias para a minha escrita e no final tinha encontrado o Jorge, moço desinibido amante de leituras e desimpedido de qualquer compromisso sexual.

     Andava um pouco confundido com as ideias. A namorada tinha-lhe dado com os pés, sexualmente ia batendo uma de vez em quando portanto estava no seu subconsciente pronto segundo a minha análise psicológica a aceitar uma amizade como a minha que não perco uma boa oportunidade de levar para a cama alguém que me agrade à partida e não seja tipo bichana.

     Se for um que nunca tenha provado ainda me dá mais pica para levar água ao moinho como é hábito dizer-se.

 

     Já estávamos no fim do jantar e conversando ao som de uma música de  André Riau baixinho. Já ia-mo na segunda garrafa de champanhe e a entrar na sobremesa que era uma mousse de chocolate regada com vinho do Porto.

     Durante todo o jantar lá fui ouvindo as suas aventuras de macho, nunca tocando na área da homossexualidade.

 

     Acabamos de jantar e fomos até ao escritório onde tinha o bar e perguntei:

 

- Queres café?

- Sim pode ser. Nunca tinha visto uma máquina de café assim.

- É toda automática. Queres experimentar? Vem para dentro do balcão. Eu ensino-te enquanto preparo uns conhaques.

 

     Estava dada a ocasião com que há tantas horas desejava.

     Coloquei-o de barriga frente ao balcão na direcção da máquina e por traz dele em jeito de abraço levei suas mãos até à cápsulas de café que inseri na máquina. Com este gesto fiquei bastante encostado a ele. Meu robe de seda deslizou e fiquei de peito e Shorts há mostra de onde senti minha verga levantar-se rapidamente apertei mais um pouco e fiquei mesmo colado às cotas dele e meu pau na direcção daquele cú mesmo por baixo das calças. Por momentos não aconteceu nada nas de repente talvez por ele sentir minha verga em seu corpo. Virou-se de repente e e vi seu olhar espantado em meus olhos. Não aguentei mais e dei-lhe um tremendo beijo que durou alguns segundos. De repente segurou-me nos ombros como a afastar-me coloquei as mãos no balcão como a segurar-me e não deixar espaço para ele fugir e voltei a beija-lo mas desta vez não um simples beijo de lábios mas de língua e tudo.

     Desta fez ele foi recíproco e nossas línguas envolveram-se numa batalha constante quase a sufocar que durou não segundos mas minutos.     Afastei-o e perguntei:

 

- Gostas-te.

- Nunca tinha recebido um beijo desta maneira.

- Também gostei bastante. É muito saboroso.

 

     Desta vez foi ele que me beijou fervorosamente. Não perdi mais tempo e abri-lhe o cinto das calças que caíram e ficou só de cuecas, Fui até ao seu pau agarrei-o e senti que se estava a levantar. Entretanto o meu já tinha saltado cá para fora dos shorts e encontraram-se os dois.

 

- Sempre queres ver como é os “Cinco a dois”

 

     Não obtive resposta pois nossas bocas voltaram a colar-se. Levei uma das suas mãos até aos nossos pénis que estavam hirtos e juntinhos e fiz com que ele os masturbasse.

 

     Podíamos ter ficado por ali mas não. Mentalmente fiz tudo e alguma coisa para não me vir e então despi-lhe a camisa e comecei beijando aquele corpo atlético mordiscando um e outro mamilo à vez até ir parar nos seus genitais, baixei-lhe as cuecas. Não era ainda hora de gozar seu mastro que pela aparência de momento era bastante gostoso, não muito grande nem grosso portanto o ideal para levar com ele. Peguei-o ao colo e levei-o até ao sofá.

 

Kiss Gay

     O gajo já se estava esquecendo do que era foder com uma mulher pois estava a dar-lhe maior prazer que jamais alguma vez tenha tido. No sofá comecei por beija-lo desde a boca até ao pirilau.

 

        - Mete na boca.

        - Se fizeres o mesmo. Mete-o até as campainhas.

 

     Palavra não eram ditas e é ele mesmo que se coloca na posição de 69 e começámos nos amá-mos mutuamente.

KamasutraHomo em posição de 69

 

     Aquele pau gostoso estava cada vez mais hirto. Aquela cabeça lustrosa que com a ponta da língua rodopiava começou a latejar e a sair um pouco de leite agridoce e muito branquinho tal iogurte natural. Ele por sua vez, também lá ia chupando e apertando os lábios. Derivado há inexperiência já sentia seus dentes no meu caralho que se começava a queixar.

     Então parei e perguntei:

 

        - Estás a gostar

 

     Em resposta a única coisa que ouvi foi um huuuuuuuu e continuou.

 

        NOTA: “A quem me ler neste momento e tenha a intenção de comer um macho da primeira vez não seja mais “papista que o Papa” e para o relaxar na totalidade deixe-se comer primeiro e depois então tente. Com alguma experiência vai ver que consegue”.

  
Kamasutra copula gay

 

     Antes que houvesse alguma desgraça o não pudesse aproveitar aquele iogurte que teimava em sair sentei-o no sofá e sentei-me na sua piroca como montado em corcel apontei em meu cú que já fervilhava de gozo, fiz pressão a ali vai aquele pau fazendo algo que não esperava. Comer-me com toda a ganância.

     Eu cavalgava e ele movimentava seu corpo, gania de prazer ao mesmo tempo que me masturbava. Foram uns longos minutos até que ambos gememos de gozo, prazer e raiva e nossos espermas saíram do seu local permanente até sentir o dele caminhar meu corpo dentro e o meu ir-se depositar na carpete.

 

      Ficamos ofegantes e acabamos abraçados e nos beijando.

 

         - Gostas-te? Perguntei.

         - Quando comecei a olhar para ti pela primeira vez algo me dizia que um dia iria acontecer isto mas nunca como foi.

         - Já tinhas tido relações com homens?

         - Nunca assim. Uma vês na escola e já lá vão uns anos, com um colega batemos umas punhetas mas não passamos disso. Não tínhamos experiência. Já tive com umas namoradas mas elas são mais estúpidas que eu. Só dão beijinhos e batem uma punhetas. Só uma vez tine uma que me deixou comer-lhe a rata.

          - E gostas-te?

          - Não é mau mas tu deste-me muito mais prazer.

          - E ainda vamos no primeiro ronde. Agora vou tomar um duche e se quiseres também podes tomar um.

          - Também acho, sempre ficamos mais fresquinhos para o segundo ronde como tu dizes. 

          - Quer dizer que não te importas de ir a outra? Tens força para tanto?

          - Creio que contigo era capaz de foder toda a noite.

          - Vamos ver…  Para já vamos Há higiene, Primeiro vou eu e depois vais tu enquanto faço um petisco que esta cena de foder dá-me uma fome do caraças. Na casa de banho tens um robe para vestires.

          - Ok

2 Ronde

 

     Quando o Jorge saiu do banheiro vinha com o robe vermelho que lhe tinha deixado no banheiro. Quando passou pelo corredor ao passar pela porta do quarto chamei-o e entrou.

     Tinha à sua espera junto à cama um carrinho de serviço com o petisco prometido.

 

         - E pá!.. Isto assim é outra coisa!.. Disse ele olhando para tudo e muito admirado.

         - Dá-me um isqueiro ai de cima da cómoda.

         - Não me digas que vais fumar na cama.

         - Não,,..   Na cama vai fazer outras coisas ma para já vamos ao petisco. Espero que gostes.

 

     Peguei o isqueiro a acendi a vodka que envolvia a Omeleta com champiñóns ao Flambê . Esta ardeu de imediato e antes que ele dissesse alguma coisa enchi dois copos de pé alto com vinho branco de reguengos e entreguei-lhe um e puxei-o para o meu lado na beira da cama. Então sim, ele comentou.

 

          - Não há dúvida que sabes receber um gajo. Em tua casa tudo o que acontece parecem cenas tiradas de um filme.

          - Não te estás a sentir bem?

          - Queres que te diga um segredo?

          - Diz…

          - Até aqui tudo me parece um sonho. Nunca julguei que o ter sexo com um homem me desse tanto prazer. Era isto que dizias irmos ao segundo ronde?

          - Tens que concordar que na cama será muito melhor que aquele sofá no escritório. E depois deste petisco que até afrodisíaco ficas pronto para outra aventura

          - Com o tratamento que me está a dar, nada te vou recusar.

 

      Eram aquelas palavras que queria ouvir. Dali para afrente a coisa iria ser muito mais fácil.

      Comemos e bebemos e acabamos por mos deitar lado a lado conversando de coisas banais até que lhe afastei o robe para que ficasse totalmente nu.

      Ele não ó ajudou como também ajudou a retirar o meu.

      O quarto não só estava quente no seu ambiente como os nossos corpos também então começámos nos beijando. Beijamos tudo o que havia para beijar até que ele fez menção de me voltar para ele começando a beijar-me desde o pescoço até ao rego do cú começando por fazer anilingus como se estivesse a faze-lo no clítoris de uma gaja. (talvez já o tivesse feito) mas embora aquilo me estivesse a dar grande prazer não era aquilo que queria. Depois de gemer um pouco e já pronto a receber novamente naquela noite o seu mangalho perguntei se não seria a minha vez de o fazer gozar assim.

     Sem palavras porque o memento não era propicio para qualquer diálogo saiu daquela posição e voltamos frente a frente então perguntei:

 

         - Posso beijar tuas costas?

         - Virou-se e ficámos numa das posições mais confortáveis para a primeira vez.

Kamasutra gay copula de conchinha

      Primeiro manuseei a entrada daquele cuzinho virgem com um pouco de saliva até entrar o dedo que volteei calmamente.

      Depois agarrei no mastro dele masturbando-o levantei-lhe uma perna e de vagar devagarinho fui metendo o meu pénis que há horas não pensava noutra coisa e fui penetrando-o. Ele gemeu um pouco mas masturbando-o com mai força ele movimentou-se para mim, descontraiu-se e passados segundos o meu pau entrou todo até aos tintins. Ambos nos movimentamos freneticamente até gozarmos os dois ao mesmo tempo.   quele gajo já não ia sair dali com os três. Relaxamos ambos até nossos paus passarem a ser coisa sem importância. Enroscamo-nos puxamos os lençóis para cima de nós e adormecemos.

 

O Resto da história fica para outro dia assim como nós ficamos amigos para sempre.

 

           As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

           Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

                  Nelson Camacho D’Magoito

                         (O Caçador)

              “Contos ao sabor da imaginação”

                      © Nelson Camacho
     2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

 

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Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

Um encontro saboroso

     Tinha acabado de receber mais uma notificação das finanças para pagar uma coima sobre um selo de carro que já tinha pago de 2011 referente a um carro que vendi há uns anos e que o actual dono não tinha pago. É o que acontece o que vende carros a n altura o comprador não põe o dito em seu nome.

     Estava furioso. Ainda não tinha feito a barba nem tomado banho. O tempo estava também furioso. Ventania e chuva continuavam como há pelo menos quinze dias.

     Uma calças velhas (velhas para mim porque estão rotas nos joelhos mas agora dizem que é moda e visto-as para parecer um tipo mais novo) e um blusão quentinho um boné vermelho a condizer com o carro as chaves do mesmo e lá fui até ao meu canto de meditação frente ao mar.

Praia de São Julião - Sintra

 

 

Praia de São Julião - Sintra em tempo de temporal.

 

     O mar estava uma merda. Ondas pequenas mas vinham lá do horizonte espraiando-se praia dentro deixando à descoberta os calhaus que normalmente a areia encobre.

 

     Assim que entrei na explanada o Carlos (empregado do estabelecimento e meu amigo intimo em algumas ocasiões) veio todo solicito cumprimentar-me e perguntar se queria o mesmo. É obvio que não se referia a outra coisa que não fosse a bebida pois não era hora, local ou ocasião pata outra coisa. Outras coisas que vocês estão pensando fazem-se no recato de minha casa, Então disse que sim!.. e lá veio o café com um pastel de nata.

 

     Entretive-me a olhar o mar e a ler o jornal que ainda não lhe tinha posto a vista de cima e está à disposição dos clientes.

 

     De repente comecei a ouvir o relato de um jogo de futebol qualquer que estava dar na TV. Olhei e vi todo o mundo virado para o ecrã. 

     Continuei a olhar o mar e a ler o jornal, pois o futebol é desporto que não me interessa. Digo por graça que são vinte e dois tipos a correr atrás de uma bola mais salvo erro cinco árbitros a ver se está tudo bem e no fim de tantos pontapés da desgraçada bola que não teve culpa alguma vão-se todos embora e deixam-na ficar no campo esquecida e desamparada.

 

     Ora bem. Aquele barulho já me estava a incomodar quando na mesa ao lado se sentou um moço também com um café e um pastel de nata ao mesmo tempo que falava ao telemóvel e aparentemente também não estava ligando ao que se passava no ecrã.

Eu estava de costas para o dito ecrã, ou seja de frente para tal moço. Olhamo-nos nos olhos e qual não é o meu espanto quando o vejo olhar-me com mais insistência ao mesmo tempo que em vez de comer normalmente o pastel de nata metia a língua do creme do mesmo e rodopiava a parte do folhado ao mesmo tempo que esgava um sorriso maroto.

 

     Fiquei aflito com aquela situação mas como não perco uma oportunidade tentei entabular conversa.

 

- Estes pastéis de nata até parecem os de Belém.

- É verdade!.. Quando cá venho é o que como.

- Mas você é de cá? Nunca o tinha visto.

- Sou de Sintra mas às vezes quando quero ver o mar é nesta explanada que me sinto bem,

- De facto é bastante agradável até por estar totalmente coberta e envidraçada.

- Pois!.. Mesmo com vento e frio aqui não entra. E você é de cá?

- Não!.. Sou do Magoito.

- Mas o Magoito também tem uma boa praia e um bom café restaurante.

- De facto é verdade mas aqui é tudo mais agradável.

- Está isto que você não gosta de futebol. Está de costas voltada.

- Não é o meu deporto favorito. Gosto mais de surf mas agora está mau tempo para o praticar.

- Que dizer você gosta mais de desportos mais radicais.

- Sim!.. Goto de tudo o que seja radical e de outras coisas menos habituais.

- E quais são essas coisas menos habituais?

 

      Não cheguei e responder pois já estava junto a nó o Carlos que me perguntava:

- Não queres mais nada?

- Nesta altura até queria mas não sei se vou ter sorte.

- És danado!.. Não perdes uma ocasião. – ao mesmo tempo que se virava para o moço e comentava.

- Olhe que ele é bom rapaz mas não é de fiar.

 

O moço com ar intrigante perguntou:

 

- Mas não é de fiar como?

- Somos amigos e sei o que a casa gasta. Nunca perde uma boa ocasião.

 

Posto esta deixa o Carlos dando um pequeno sorriso foi-se afastando e recomeçámos a nossa conversa perguntando o moço.

 

- O que é que ele queria dizer que você não é de fiar?

- Ele tem destas coisas. É um pouco ciumento e não me pode ver em convívio. Se você fosse um velhote ele não ligava.

- Quer dizer que vocês são amigos íntimos?

- Não sei o que quer dizer com “amigos íntimos” mas se é o que estou pensando, é verdade. Curtimos uma certa amizade mas ninguém sabe.

- Eu também tenho alguns amigos de curtição mas são poucos.

- E será que me posso juntar a esses amigos?

- É natural que sim. Ao que parece estamos a falar das mesmas coisas.

 

     De facto estávamos a falar das mesmas coisas restavam saber o que é que cada um queria do outro. Então levantei-me, pedi licença dizendo que ia o WC e lá fui.

 

Boys olhando o pénis do outro

     Já estava naquela altura de sacudir o pirilau quando senti a porta abrir-se.

     Era o tal moço que se colocou a meu lado tirou de fora o seu pénis e olhando para o que estava a fazer, comentou:

        - Mais de três sacudidelas é considerado punheta.

        - Eu sei pá!.. Mas não bato a mim mesmo.

        - E se for eu a bater-te uma?

        - Por mim estás à vontade.

        - Isto aqui é um pouco perigoso.

        - Não tenhas receio. Primeiro estão todos entusiasmados com a bola e depois o Carlos viu-nos entrar e não há outra chave.

         - Então estamos há vontade.

        - Completamente.

     Posto isto, começámos a nos punhetar ao mesmo tempo que nos beijávamos ardentemente trocando salivam como se não fosse a primeira vez.

     Olhamos nossos pénis e ambos se enrolavam por fora das calças até que não podendo mais desci as minhas

 

Gays em sexo oral no WC

        - Posso? – Perguntou ele.

        - O que quiseres e te dê mais prazer.

 

     João. Pois era o nome do moço afastou-me as cuecas e foi direito ao meu pau que estava hirto e firme como diz o outro e meteu em sua boca que húmida de saliva me estava dando um prazer imenso.

 

     Aquele local não era o mais apropriado para outra qualquer relação mas mesmo assim foi a minha vez de lhe baixar as calças e as cuecas indo também eu provar aquele delicioso néctar que já começava sair do seu pirilau.

 

     Estávamos loucos e fazendo felação à vez até que nos endireitamos nos beijamos e masturbamos. Viemo-nos ao mesmo tempo em grandes golfadas de esperma branco e leitoso.

 

     Saímos um da cada vez do WC. Entreguei a chaves ao Carlos que ao recebe-la fez um rasgo sorriso e comentou.

 

        - É s um tretas do caraças não perdes uma oportunidade mesmo Há minha frente.

        - Estás com ciúmes? A que horas sais?

        - Por volta das vinte e uma. Podes ir ver a telenovela a minha casa?

        - Vou lá estar e levo uma garrafa de vinho branco de Reguengos.

        - Fico esperando.

 

     O que mais tarde aconteceu em casa do Carlos não vale a pena contar pois é sempre a mesma coisa. Fodemos até de manhã e esperamos por outra noite em minha casa ou na dele.

 

     Quanto ao meu novo amigo João encontramo-nos novamente na mesa, agora numa só. Pouco falámos a não ser coisas de ocasião. Trocamos números de telefone com a promessa de juntarmos novamente nossos corpos mas para uma relação que não tinha sido possível no WC.

 

Fim deste encontro saboroso.

oralgay saboroso

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

                  Nelson Camacho D’Magoito

                           (O Caçador)

                “Contos ao sabor da imaginação”

                       © Nelson Camacho
      2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Uma Tarde no Magoito

praia do magoito sintra portugal

Esta é a Praia do Magoito na zona de Sintra em Portugal em dia de nevoeiro.

 

     Ainda não estava lá muito bom da puta da gripe que em tem atormentado desde o Natal. Desde então para cá só no fim de ano é que consegui dar uma fodas. Como foi? Bem se ainda não leu tem a oportunidade de ler agora clicando (aqui).

Ma vamos ao que interessa.

     Estava um frio dos caraças, não chovia e então resolvi ir dar uma volta às praias cá do sitio. Se uma estava uma merda, a outra quase na mesma mas pelo menos a malta que lá estava não era a habitual da primeira.

     Encostei o carro junto ao varandim e sai de máquina fotográfica em punho. Tirei algumas fotos, uma dela é a que dá inicio a este meu conto (Conto? Ou aconteceu mesmo?) vai ver.

     Voltei para o carro e como estava chuviscando e já tinha montado o Chuvento abri um pouco os vidros das portas de frente para não embaciar tudo. Peguei numa pen onde estão algumas músicas de meu gosto para viagens ou quando estou parado, como era o caso pois nem sempre o que é debitado nas rádios não são do eu gosto e liguei-a ao rádio.

     Estava nas calmas olhando o mar à espera das ondas grandes anunciadas mas elas não vinham.

     O som que estava a sair nos altifalantes era um tema de Roberto Carlos “Detalhes” Estava tão absorto na paisagem que nem dei que o som estava demasiadamente alto. Conclusão! Ouvia-se lá fora.

     O meu alheamento era tal que nem dei por um moço de chapéu-de-chuva aberto junto vidro do meu lado fazer gestos para baixar o vidro. Só depois de ter batido é que dei por isso. Então baixei o vidro.

 

        - Desculpe mas o que está a tocar é da rádio ou mp3?

 

     Abanei a cabeça surpreendido. Parei uns segundos mirei-o e o que estava a ver não era uma figura fantasmagórica do temporal, mas um jovem louro de olhos azuis e aí para os seus vinte anos, sem barba, sem piercings ou tatuagens inspirando-me confiança. Foram uns segundos suficientes para os meus neurónios me alertarem para algo que iria acontecer e respondi.

 

        - Não! Não é do rádio! É de uma pen que trago sempre comigo.

 

        - Desculpe mas ando há imenso tempo para adquirir este tema e não sei de que álbum faz parte. Copiou da Net?

 

        - Não! Eu não tenho o hábito de copiar músicas ou filmes da Net. Compro sempre os originais e depois copio-os para as penes.

 

        - Então você é contra os downloads?

        - Sim! Acho que é um atentado aos direitos de autor?

        - Eu por acaso também sou contra. Gosto mais de comprar os CDs. Às vezes também aceito cópias de amigos quando não consigo os originais.

 

     O moço, cada vez estava a apanhar mais chuva e como me despertou confiança convidei-o a entrar.

 

        - Já que podemos falar de música e coce está apanhando uma carga de água, porque não entra?

 

     O Jorge, como soube mais tarde o seu nome. Entrou!

     Depois já dentro do carro puxou do comando e fechou o seu carro que estava mesmo ali ao lado.

 

        - Está um frio das caraças.

        - Pois, Não só está frio como uma chuva miudinha e chata. Disseram que ia haver ondas de seis metros e vim até cá para as ver mas não temos sorte.

        - Pois! Eu também, mas afinal está um nevoeiro que não se vê um palmo à frente do nariz. Vi-me à rasca para chegar cá a estrada tem muitas curvas e é perigosa.

        - Quer dizer que você não é cá do sítio. - Perguntei.

        - Não! Sou de Sintra mas também vim cá para ver as ondas. E você é de cá?

        - Sim, moro aqui no Magoito mas mais lá para cima. Passo por aqui algum tempo e ali no café mas como estava só não me apeteceu ir.

        - Por acaso até era uma boa ideia irmos tomar um cafezinho. Eu pago.

        - É pá ainda agora nos conhecemos e já me queres pagar um café?

        - A sua gentileza merece. Não me conhecendo de parte alguma convidou-me para o seu carro quando sé queria uma informação.

        - Olha meu amigo como já reparas-te ou um pouco mais velho e tenho sempre defesas para quem se portar mal, mas você inspirou-me confiança.

        - Sendo assim vamos aquecer com o tal café?

        - Vamos nessa.

 

restaurante nas arribas da praia do magoito sintra portugal

     A Praia do Magoito mesmo no inverno é bastante agradável não só pelo panorama que nos dá como um restaurante-Café que fica na encosta junto ao caminho para a praia. Fica um pouco escondido mas é fácil de encontrar e de onde se é bem acolhido tanto na parte de restauração como na esplanada para o verão.

     Foi para ali que fomos tomar o tal café, falar de música e conhecer-nos melhor.

 

     Eu por mim não tinha muito a dizer pois a minha vida privada só a mim me diz respeito e senti da parte dele vontade de contar a sua então pulo à vontade e entre um café e um conhaque lá foi contando.

 

     O Jorge é um moço que resolveu a sua vida saindo do conforto da casa dos pais para fazer a sua própria vida. É empregado numa agência de viagens tendo assim a possibilidades de correr mundo e dar azo aos seus desejos em cidades que as gentes são livres de preconceitos, principalmente Paris e Madrid. 

     Foi um choque para os pais quando um dia apareceu em casa com um amigo e disse ser o seu namorado.  Os pais, retrógrados e muito temente a Deus puseram-lhe um dilema – Ou arranjava uma rapariga para namoro ou saia de casa – Jorge como a maioria dos rapazes perante estas situações e porque já não dependia monetariamente dos pais, resolveu arranjar um apartamento e sair de casa. Levou o namorado consigo mas como este era da sua idade a coisa não deu certo e durou pouco tempo. Hoje encontra-se só não se assume e dá azo aos seus desejos noutras paragens.

 

     Naquele dia tinha ido ver o mar e deparou-se comigo. Entre ambos houve um clic de confiança e ali estivemos durante algum tempo. As luzes acenderam-se e foi a altura de regressarmos ao carro.

 

        - Despedimo-nos aqui? Como sabes tenho o meu carro juntinho ao teu.

        - Já que estamos numa de ver a paisagem não queres ir mais acima junto ao farol que ai sim tem uma paisagem fabulosa e podemos estar à vontade. – Disse eu.

 

     Metemo-nos no meu carro que é maior, liguei o aquecimento e partimos ao local do farol. Quando lá chegámos já o carro estava quentinho. Não havia mais carro algum. Debrucei-me sobre ele para fechar o sistema de segurança da sua porta e ficamo-nos a olhar olhos nos olhos. Ambos demos um sorriso malicioso e nos beijamos. Um beijo longo de língua enquanto acariciávamos nossas faces.

 

        - Está confortável? – Perguntei.

        - Podes baixar o meu banco? – Foi a resposta.

 

     Baixei ambos os bancos e tal como se estivéssemos na cama nossas mãos em uníssono dirigiram-se às braguilhas que desabotoa-mos.

Nossos paus já estavam hirtos e prontos a serem aquecidos com nossas bocas o que fizemos em grande sofreguidão não deixando chegar aos finalmentes.

     Não demorou muito até nos despirmos como se estivesse-mos em casa

 

 

sexo gay no carro à beira mar

 

Os bancos deitados para traz em forma de cama. Os vidros embaciados pelo calor dos nossos corpos e o granizo que vinha do céu batendo no tejadilho do carro como uma bênção dos céus, estava a acontecer amor entre dois homens num acontecimento inesperado.

 

       Quem comeu quem? Isso não interessa, Interessa simplesmente que naquele carro aconteceu poesia sexual.

       O que aconteceu naquela tarde nada mais foi que a prova provada que a relação entre dois homens só é proveitosa quando um é mais velho. Não só pela sua experiência como o saber entender as incertezas que lhes pairam nas suas mentes.

       Por incrível que pareça mesmo no carro acabaram por adormecer.

       A bateria do carro é que ia pifando pelo gasto do aquecimento. Aquela manta vermelha que existe no banco de traz serviu de manta para aqueles corpos desnudos até de madrugada.

 

       O sol começou a despontar lá no horizonte. O granizo e a chuva tinham acabado. O sol vinha com força e o carro começou a aquecer normalmente.

       Vestimo-nos, beijamo-nos, trocamos moradas e telefones.

       Descemos novamente até ao café que já estava a abrir. Eram sete da manhã.

       Tomamos o pequeno-almoço cada um foi para o seu carro e seguimos caminhos diferentes com promessas de voltarmos até à praia do Magoito até porque lhe tinha prometido oferecer-lhe uma cópia do álbum do Roberto onde consta a canção de dor de corno “retalhos”.

 

Voltei a ligar a pen e quase por mágica o tema voltou a ouvir-se.

As fotos aqui apresentadas com excepção das da praia do Magoito que são minhas as outras são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

       Nelson Camacho D’Magoito

                  (O Caçador)

      “Contos ao sabor da imaginação”

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
a música que estou a ouvir: Retalhos de Roberto Carlos
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