.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2015

Até quando homofóbico – II Parte

Homofóbico? Até quando?

Quando entrei no quarto Luís já estava acordado e lendo um revista das que normalmente existem na mesa-de-cabeceira. Fiquei descansado, seria difícil entrar a matar pois podia ser mal recebido e entrei da forma mais simples. Ele como estava em tronco nu mas ainda de calças vestidas fiz-me parvo e comentei:

 

- Sabes que faz mal-estar-se vestido em cima da cama?

- Ainda não tinha dado por isso. Desculpa…

 

Então enquanto me metia entre os lençóis tapando-o também a ele perguntei:

 

- Estás a curtir essas revistas?

- Tem umas gajas boas.

- E os gajos não são musculados como tu?

- Sim, são musculados como eu, se calhar também fazem ginásio, mas eu não faço o que eles fazem.

- E o que é que eles fazem que tu não fazes?

- Epá… Além de fuderem as gajas também se beijam.

- E tu não eras capaz de beijar um gajo?

- Mas eu não sou maricas.

- E estas fotos não te fazem tesão? Deixa lá ver como está isso.

 

Adivinhando que ele estava já cheio de rebarba, fui apalpar-lhe o pirilau, mesmo por cimas das calças, mas porra!.. Não era um pirilau qualquer. Era um caralhão digno de nota. Então para sentir melhor aquela coisa, meti a mão dentro das calças. Não era bem um caralho de preto mas era comprido de tal forma que encheu logo a minha mão ficando a cabeça de fora.

Luís estava tão entusiasmado com a leitura que nem Túcio nem mugiu, e continuei masturbando-o primeiro devagar, e como não obtive resposta de contrafeito, continuei com mais força e quando senti que ele se movimentava lentamente como a gozar, tirei-lhe as calças e os meu boxers e nossos corpos foram-se juntando. Continuando a masturba-lo e segurando numa das suas mãos levei-a a masturbar-me também.

A reacção dele foi espontânea e sem nada dizer fizemo-lo cada vez mais apressadamente até que nos viemos.

Luís arfava ao mesmo tempo que me abraçava comentando ao meu ouvido:

 

- E agora? O Carlos está lá fora…

- E que tem isso?

- Epá… ele não vai dar com a língua nos dentes?

- Achas? Ele está deserto de vir aqui para o meio.

- Quer dizer que o gajo também se entende contigo?

- Pelo menos há um ano. Não viste o à-vontade com que se movimentou aqui em casa logo que chegamos?

- De facto notei. Até parecia que estava em casa dele. Nunca pensei. Já nos temos encontrado em bares e na praia e nunca notei que ele alinhasse nestas coisas.

- E achas que por alinharmos nestas coisas como tu dizes que temos de ter algo na testa diferente dos outros?

- Já tenho visto tipos que de movimentam amaricadamente e dão logo nas vistas aquilo que são.

- Pois… Isso são mesmo os maricas que só gostam de homens, Nós, somos diferentes, gostamos de umas brincadeiras mas não temos necessidade de andar a dizer ao mundo que somos gays ou bissexuais. Também gostamos de mulheres.

- Nunca pensei que um dia viria a bater uma punheta a um gajo.

- E gosta-te ou não? Não tiveste prazer quando te vieste ao mesmo tempo que eu?

- Porra!.. Foi demais. Parecia-mos umas vacas a deitar leite.

 

Não acabamos aquele diálogo pois a porta abriu-se e entrava o Carlos e da entrada até à cama foi deixando cair o robe que ficou a meio do caminho, e veio-se deitar entre nós comentando:

 

- Já posso entrar? Ou é só para vocês dois?

- Não deves ter muita sorte, pois já nos viemos!... – respondi.

- E eras logo tu que não te vinhas duas vezes. Que tal é aqui o Luís?

- Mas só batemos uma punheta. Respondeu o Luís meio envergonhado.

- E bateram um ao outro. Claro!...

- Que queria mais? -Ainda mais envergonhado respondeu o Luís.

- O Nelson não te tirou os três?.

- Epá.. Tem maneiras… - Insurgi

 

Com isto tudo já o Carlos no meio dos dois tinha-se colocado de costas para o Luís e agarrando-lhe no instrumento começou a aponta-lo ao seu ânus ao mesmo tempo que me beijava e pedia:

 

- Vá.. Fode-me, vais ver que gostas. O meu cuzinho é melhor e mais apertadinho que uma rata das galinhas com quem andas. Ou não és capas de te vir novamente. Pergunta aqui ao Nelson se não é bom.

 O Luís que já estava novamente com aquele caralho hirto, agarrou-o pelos ombros e sem qualquer ajuda apontou-o e começou a penetra-lo primeiro lentamente e depois com mais força. Carlos ganiu ou pouco pois aquele instrumento era efectivamente grande. Então para lhe aliviar a dor coloquei-me na posição de sessenta e nove e foi a vez, dos nossos caralhos meterem-se das bocas de nós ambos.

Como já era normal entre nós sorvemos primeiro as gotas de sémen que iam sindo de nossas cabecitas loucas. De repente o Carlos começou a movimentar-se mais rapidamente e chupando mais vorazmente o meu pénis. Luís tinha acabado de enterrar todo o seu pau no seu cuzinho. Luís ganiu um pouco deu mais umas bombadas, até que se veio. Carlos ao sentir dentro de si toda aquela porra tentou que o meu trabalhador entrasse mais até às glândulas e foi a vez de ambos nos virmos. Dentro de nossas bocas.   

Havia esporra por todos os lados Por fora de nossas bocas e por fora do rabo do Carlos tal foi a profusão de todo aquele leite.

Extenuados e exaustos, acabamos por cair cada um para o seu lado e adormecer.

 

No dia seguinte.

 

O sol já entrava janela dentro como a avisar-nos que já era manhã.

Durante o resto daquela noite mesmo a dormir, já tínhamos dado todas as voltas.

Quem estava à minha frente e de costas para mim era o Luís e muito agarradinho de conchinha a mim estava o Carlos. Nem sabia como mas eu já estava no meio.

 

Fui o primeiro a acordar. Olhei para as horas e o relógio marcava as nove horas. Lembrando-me que o Carlos tinha dito que entrava de serviço às dez, mexi-me de forma a ele acordar. Com aquele movimento também acabei por acordar o Luís que sem quaisquer palavras ajeitou-se de maneira a que o meu instrumento de trabalho ficasse apontado à sua entrada e começasse a levantar-se.

Por experiência, sabia que aquilo não iria dar nada pois a tesão da manhã ao acordar nem sempre é caso para penetrações pois normalmente é a chamada tesão de mijo. O Carlos também já tinha acordado e começava a roçar-se na minha entrada, mas não teve sorte pois sabia que não iria dar em nada. E disse-lhe:

 

- Tem juízo, Já viste as horas? Não entras às dez?

- Epá e agora? Como é que eu vou? Viemos no teu carro e o luís também lá deixou o seu.

- Não te preocupes. Vai tomar o duche que combino com o Luís o que vamos fazer.

- Porque não o vais levar? Não tenho nada que fazer a não ser telefonar para os meus pais a dizer que está tudo bem e vou mais tarde. – respondeu o Luís.

 

Porra!... Aquilo era o que mais queria ouvir e disse que sim, iria levar o Carlos e voltaria rapidamente.

Quando voltei, já o Luís tinha tomado banho e andava na cozinha – como se estivesse em casa – de boxers e a preparar o pequeno-almoço.

 

- Desculpa mas se o Carlos já faz da tua casa a sua, também posso fazer o mesmo. Não ficas chateado, pois não?

- Mas de forma alguma. Não sei é se fazes o mesmo que o Carlos.

- E o que é que ele faz que não possa fazer? Queres que te limpe a casa?

- Não é isso!.. Onde está o teu conceito homofóbico?

- Fazes o favor de não falar nisso?

- Quer dizer que gostas-te do que fizemos.

- Por incrível que pareça gostei bastante. O Carlos volta logo à noite?

- Queres come-lo novamente?

- Não me importava! Ficas com ciúmes?

- Eu?... Com ciúmes? Se tivesse ciúmes com todos com quem vou para a cama em vez de uma casa tinha que ter um armazém para os meter todos lá dentro.

 

Entretanto o pequeno-almoço já estava feito. O gajo tinha jeito para a cozinha. Comemos mesmo ali na cozinha.

 

- Já falei para os meus pais a dizer que certamente nem iria hoje para casa.

- E já é hábito ficares fora uns dias?

- Já!.. Eles não se importam muito com o que faço ou deixo de fazer, desde que ao fim no ano apresente boas notas e ande com raparigas, tudo bem.

- Então é por isso que andas com lésbicas?

- Elas são umas gajas porreiras e foi por andar com elas que o meu pai me ofereceu o carro.

- Para poderes curtir à vontade com elas.

- Só fui com elas para acama uma vez e foi lá em casa.

- E os teus pais souberam, claro.

- Souberam e foi por isso que me deram o varro. Mas foi a única coisa que ganhei.

- Porra!... Mas também ganhaste umas fodas valentes.

- Nem por isso. Elas fuderam mais entre elas do que comigo.

- Quer dizer que gozaste mais ontem à noite do que com elas.

- Vocês foram espectaculares. Nunca pensei ir para a cama com um gajo e muito menos com dois.

- E ficaste apaixonado pelo Carlos? É por isso que perguntaste se ele voltava logo à noite.

- Com ele foi bom, mas tu dás-me mais carinho e simpatizo bastante contigo.

 

Esta conversa estava a ser dada sentados no sofá da sala e cada um com a sua chávena de café na mão e perante a sua última, quase declaração de amor, coloquei a minha chávena e a dele no chão, agarrei-lhe na cabeça puxei-a para mim e ele recebeu pela primeira vez o meu beijo. Nem vacilou, segurou-me na nuca e com mais força e nossas bocas mais se juntaram até nossas línguas se misturarem com alguma saliva.

Vários minutos estivemos nos beijando até ir ver como estava o seu pau. Já estava hirto e latejante. – queria dizer que estava a gostar do nosso carinho – e a prova foi feita quando foi a vez dele vir segurar no meu começando a masturbar-me.

Despimos as t-shirts e nossos corpos juntaram-se e roçaram-se como dois amantes antigos. Estava-mos louco de excitação e deitei-o no sofá despindo-lhe os boxers assim como os meu e assim deitados voltei a beijar aqueles lábios carnudos e sedentos de amor enquanto nossos pénis se digladiavam. Abri um pouco as pernas e deixei-o meter o seu cacete entre elas, apertei novamente e ele movimentava-se como estivesse a fuder o clitóris de uma gaja. Luís já estremecia todo o corpo e a ter espasmos. Foi quando lhe mordisquei um dos lóbulos e pedi:

- Não te venhas ainda…  - ao mesmo tempo abri as minha pernas e comecei descendo pelo seu corpo beijando-o e mordiscando aqui e ali, até encontrar aquele pau com a cabeça já cheia de pequenos sulcos de sémen que sorvi loucamente antes do orgasmo final. Foi a vez de o virar ficando de costas para mim e começar a fazer-lhe um unilingue salivar tentando lubrificar aquele cuzinho virgem. Ele gemia e quando se começou a masturbar foi a vez de me deitar totalmente em seu corpo e pouco e pouco ido penetrando-o. Primeiro a cabeça o mais devagar possível mas quando senti que ele estava a ter os espasmos, todo o resto do meu pau entrou por ali dentro. Todo o corpo do Luís estremeceu e elevou o rabo ajudando-me a penetra-lo totalmente. Fui até ao seu pau e mal o comecei a punhetar, ambos nos viemos abundantemente como não o tivéssemos feito horas antes.

Nossos corpos ficaram flácidos não tirando o meu pau de dentro dele.

Estava-mos exausto e arfante e antes que ele dissesse alguma coisa, ao ouvido perguntei:

 

- Fiz-te doer?.. Foi bom?..   

- Ao princípio doeu um bocadinho

- Mas agora estás bem? Posso tirar?

- Uiii… Agora fez impressão.

- Isso já passa…. – e continuei deitado sobre ele ao mesmo tempo que lhe ia fazendo carinhos naquele comprido cabelo louro dourado e mordiscando-lhe a nuca.

 

Passado algum tempo ele virou-se e ficamos de lado beijando-nos e acariciando-nos.

Tudo o que tinha acontecido tinha sido muito bom para mim e para ele também. Aquela ideia de ser homofóbico, tinha caído por terra. Tudo tinha sido feito com mútuo consentimento. A sala estava a começar a estar fria e os nossos corpos desnudos começavam a ressentir-se desse frio e então alvitrei:

 

- Não queres ir para a cama enquanto faço qualquer coisa para comermos?

- Já me comeste! O que queres comer agora?

- Deixa-te de coisas! Estou a falar de comida propriamente dita. Vou tomar um duche e depois vou arranjar qualquer coisa. Entretanto vai também tomar um duche quente.

 

Já estava na cozinha a começar a preparar qualquer coisa para comer e ele já deitado entre lençóis quando tocaram a campainha da porta. Era o Carlos com um saco do supermercado.

 

- Hoje larguei o serviço mais sedo e trago o jantar. O luís ainda cá está? O carro dele ainda está no mesmo sítio.

- Sim!.. Ainda cá está. Está deitado.

- Não me digas que passaram o dia todo na cama. Comeste o gajo? Ele gostou? Tá visto que me puseste os cornos.

- E tu!.. Não mo puseste ontem à noite com ele?

- Porra!... Foi demais, tu é que foste o culpado, andamos há um ano e não deixas comer-te e o gajo tem um caralho maior que o teu.

- Já estiveste a falar melhor. Sabes? Ele já perguntou se tu não vinhas e quanto ao dele ser maior que o meu não quer dizer nada pois o meu é muito trabalhador.

- Também é verdade. Posso ir ter com ele? Quero pô-lo a trabalhar.

- Não assuste mais o rapaz. O melhor é ir contigo.

 

Nunca tinha visto o Pedro tão radiante e com uns modos amaneirados.

 

- Olha quem trouxe o petisco. – disse eu ao entrar no quarto

- Não me digas que é esse o petisco que foste preparar.

- O Carlos troce o jantar, mas parece que é para mais logo.

- Sim… Pode ficar para mais logo. Estou cheio de frio e quero enroscar-me com vocês. Ou já se vieram e não têm forças para mais?

 

Enquanto o Luís ficava perplexo com aqueles bitaste, Carlos Cada vez mais apaneleirado como nunca o tinha visto já se tinha despido e todo nu deitado por baixo dos lençóis ficando com as costas encostadas ao Luís. Olhando para mim. Perguntou se não ia também.

Adivinhando o que iria acontecer, Acabei por despir-me e fui para o outro lado da cama, sendo a vez, do Luís ficar no meio. Mal me encostei ao seu rabo o meu trabalhador começou a levantar-se. Luís ficando como se costuma dizer “entre a espada e a parede” movimentou o rabo para cima e segurando nas ancas do Pedro começou a tentar encontrar o local próprio para satisfazer os seus desejos. Notando que ali havia uma falta de experiência com uma das mãos fui até ao seu grande instrumento e ajudei-o a penetrar o Pedro, ao mesmo tempo que com toda a minha sabedoria, lentamente, pois sabia que ainda devia estar dorido, fui-o penetrando.

Luís movimentava-se vorazmente com o seu belo caralho dentro do Carlos que gania de prazer enquanto era penetrado pelo meu trabalhador que já todo metido lá dentro bombava até os meus colhões baterem nas nuas nádega. Ele quase que fez o trabalho todo com tanta movimentação. A certa altura, parecia que todos tinham combinado e depois de muito vai e vem esporramo-nos ao mesmo tempo e quem se fudeu foram os lenções com a esporra do Carlos e do que sobrava de dentro dos maganos e da transpiração dos nossos corpos.

 

O Carlos ficou todo satisfeitinho da Silva porque tinha levado mais uma vez com aquele mangalho. Eu um pouco extenuado, pois em poucas horas já me tinha vindo algumas vezes mas com o meu ego no alto, pois mais uma vez tinha comido um homofóbico.

Quanto ao Luís, não deixava que os pirilaus saíssem dos seus lugares de prazer e acomodava-se o mais possível, dando e recebendo carinhos.

Completamente exaustos, acabamos por adormecer.

 

Quando acordámos, já era outro dia pois já passava da meia-noite e como nada tivesse acontecido, fomos tratar das nossas higienes e fomos para a cozinha comer o frango que o Carlos tinha trazido.

No fim, tomamos café e abri uma garrafa de champanhe e voltamos para a cama para comemorar.

 

Hoje!.. Bem digo o memento em que me apeteceu Naquele dia de chuva e temporal embora tanto na rádio como na televisão houvesse aviso permanente para se possível não se sair de casa derivado ao frio e temporal que tinha assolado todo o pais, deu-me na mona – normalmente não faço nada o que me aconselham – Resolvi vestir-me o mais agasalhado possível meter-me no carro e depois de ligar o aquecimento fui até às arribas cá da praia e aconteceu mais uma aventura na minha vida.

Para ver como tudo começou clique (aqui)

-------------------------------------FIM --------------------------------

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

                  Nelson Camacho D’Magoito

              “Contos ao sabor da imaginação” (H-096)

                         Para maiores de 18 anos

                           © Nelson Camacho
          2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 20:04
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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

A Minha prenda de Natal – I Parte

O encontro

Estava um frio de rachar (12 º centígrados em casa). As mãos estavam engadanhadas e com o robe vestido por cima de um pijama de flanela, mesmo assim o frio entranhava-se corpo dentro. Acendi a lareira mas mesmo assim a casa estava fria. Por mais que andasse de um lado para o outro armado em tontinho em algumas arrumações a coia não abrandava. Já tinha tomado quatro cafés e comido meio bolo-rei que tinha sobrado do Natal mas mesmo assim a coisa não passava então agasalhei-me o melhor possível e fui ver o mar. – Pelo menos dentro do carro estaria quentinho. E estava –.

Quando cheguei à praia de São Julião o parque de estacionamento estava cheio de carros que se via ser de surfistas não só pelas pranchas em cima dos tejadilhos de alguns e outros de porta-bagagens abertos junto aos quais uns se despiam e outros se vestiam mesmo com aquele fio para irem surfar.

Encontrei um lugar frente ao mar e estacionei.

 

Já eram cinco da tarde e o Sol lá ao longe ia-se debruçando-se no horizonte como a dizer “Até amanhã”.

O espectáculo estava infinitamente e lindo. As nuvens abriam-se para deixar passar o vermelho do Sol-pôr.

Mais para cá, junto à praia, vários surfistas brincavam sobre as pequenas ondas que se iam espraiando na areia.

Na esplanada do café, pouca gente. Alguns agarrados aos computadores escrevendo ou lendo sabe-se lá o quê. Outros agarrados às tabletes. No passadiço, elas e eles de smartphones em punho, falando, falando, falando como não houvesse outra coisa para fazer. Não sai do carro. Liguei a minha pene com uma playlist para estas ocasiões. Liguei o aquecimento e deixei-me estar observando aqueles loucos do surfe com um ambiente a rondar os 10º Graus centígrados pareciam que não tinham frio.

Às tantas no carro que estava a meu lado entraram um casal de idade e dois putos jovens que deviam ser netos e lá foram de abalada. Mal saíram logo entrou outro carro desta vez de surfistas. Um ai para os seus cinquenta nos, pela sua compleição física e os cabelos brancos e outro que parecia, à primeira vista, ter aí os seus vinte anos - Deviam ser pai e filho.

Na altura tinha a janela do meu lado aberta por causa do fumo do cigarro. Na minha playlist estava a dar “Toda una vida” de António Machim portanto do exterior ouvia-se bem a música. Resultado o jovem surfista assomou-se à janela e perguntou:

 

- Desculpe!.. Mas é rádio ou CD?

- Não!.. É uma pene com uma playlist feita por mim.

- Você tem muito bom gosto musical

- E você deve ser louco ir para o mar com este frio e a esta hora.

- É a hora que meu pai sai do trabalho e me pode trazer e como somos ambos loucos por isto, antes do jantar quando possível vimos sempre dar uma voltinha nas ondas.

 

O moço enquanto se despia para vestir o fato próprio virou-se para o pai e comentou:

 

- Pai!... Já viste? Este amigo tem o disco que andamos há tempos à procura.

 

O dito pai, já vestido e pronto para as ondas aproximou-se e depois de me cumprimentar:

 

- Mas é CD?

- Não! É uma playlist 

- Fês um roubo na internet… não?

- Não meu amigo… Não faço cópias pois respeito muito os direitos de autor. Normalmente ou compro os discos ou oferecem-me. Depois faço as minhas próprias playlists ou CD MP3 para os amigos.

- Desculpe a intromissão mas andamos há tempos à procura deste CD e não encontramos.

- è natural, O António Machim é um cantor de boleros já bastante antigo e não deve haver no mercado. Legalmente, não o devo fazer, mas se têm assim tanto interesse, podemos arranjar maneira de lhe enviar uma cópia, se me der a morada.

- Se ainda estiver por aqui depois de irmos galgar umas ondas falamos nisso e obrigado pela sua gentileza,

 

Pai e filho lá foram de pranchas debaixo dos braços até à praia.

É preciso ter muita coragem para se meterem no mar com este frio e a esta hora em que o Sol já se foi e a escuridão já se aproxima - Pensei eu.

Lá ao longe sobre as ondas já pouco se via. Nem se delineava se eram corpos ou outra coisa qualquer, mas eles não desistiam, pelo menos creio que se viam uns aos outros.

Normalmente trago no carro uma máquina fotográfica mas desta vez, nem maquina nem binóculos. Não que julgasse obter alguma fotografias de jeito, mas ao ver algumas raparigas, que deviam ser namoradas de alguns daqueles malucos, do passadiço tirarem fotos, talvez tivesse sorte já que a minha é uma reflex com tele objectiva.

 

O tempo foi passando até que os tais chegaram. Ao que parecia não tiritavam de frio como seria normal, pelo menos para mim.

 

- Você tem de experimentar uma banhoca destas - Disse o pai

- Livra!... Creio que morria. Se fosse no verão e de dia era capaz de experimentar.

- Nunca experimentou surfar? – Retorqui-o o filho.

- O meu problema é não ter com quem.

- Temos de combinar um dia. Não precisa de comprar a prancha, nós temos umas suplentes.

- Tá bem… Quando chegar o verão logo de vê!...

 

Enquanto eles se despiam tocou um dos seus telefones que o pai atendeu.

 

- Então onde moram? – Perguntei com o intuito de lhes mandar o tal CD.

- Moramos em Sintra. O meu pai já lhe dá um cartão.

- Tem piada que também moro na zona,

 

Entretanto o pai voltou de atender o telefone e já vestido comentou:

 

- Estamos com uma chatice!...

- Então qual é o problema?

- A tua mãe como sempre, arranjou um problema com o carro e temos de a ir buscar a Lisboa.

 

 Ouvindo a conversa comentei:

 

- As mulheres para dar cabo cos carros estão ai para as curvas, Só dão chatices. Felizmente já me curei disso.

- Não me diga que a mandou bugiar? – comentou o pai.

- Não!.. Foi por ela própria e nem sabe o bem que me fez.

- Mas a minha não vai nem por meio da rolha. Se não fosse o meu filho andava sempre só.

- A minha avó dizia que “mais vale só que mal acompanhado” 

- Pois o problema são os filhos.

- Ó meu amigo. Também tenho filhos e criados. Cada um faz a vida como podem e somos todos felizes. Então vocês moram em Sintra? Se calhar podemos encontrar para lhes dar o CD prometido, moro perto.

 

Entretanto o pai entregou-me o seu cartão apresentando-se – Sou João Castro e o meu filho Jorge Castro.

- E eu, Nelson

 

Depois das apresentações o Jorge comentou virando-se para o Pai

 

- E se fosse o pai buscar a mãe e como aqui o Nelson mora perto de nós se não lhe desse muito trabalho levava-me e talvez me pudesse dar o CD.

- Não achas que já estás a abusar da gentileza do nosso amigo?

- Tu é que disseste que ele é simpático…

 

Perante tal conversa entre pai e filho. Com a minha observação clinica achei que havia qualquer coisa de entendimento entre os dois e depois de observar bem o olhar do Jorge resolvi jogar a sorte:

 

- Se permitem podemos resolver a situação. O João vai buscar e esposa e o Jorge a minha casa, fazemos a cópia do CD e depois levo-o a casa, já que moramos perto.

 

Foi assim, que mais tarde receberia “a minha prenda de natal”

 

As pranchas foram com o João e o Jorge foi comigo.

 

No caminho para minha casa o Jorge contou-me que havia um problema entre os pais. A mãe não queria entender que ele já era homem suficiente para fazer a vida que muito bem entendia e o pai dava-lhe o total apoio. A mãe era secretária de uma grande empresa e o pai era dono de uma empresa de consultoria na área de comunicação social e com uma mente muito mais aberta. O que ele queria era que o filho fosse feliz.

 

Com todas aquelas divulgações embora ele não tivesse quaisquer tiques fora do macho-latino apercebia-se que ali havia rato e eu seria o gato.

 

Falamos também dos nossos gostos musicais, teatrais e literários e todos coincidiam  

 

Chegados a casa

 

Depois de arrumar o carro na garagem que tem entrada directa para a casa Jorge comentou:

 

- Gostava de ter uma garagem assim.

- Então porquê?

- O meu pai de vez em quando empresta-me o carro e os cuscas lá do prédio vão contar a minha mãe a que horas cheguei e com quem e depois levo na cabeça, não só por o meu pai me emprestar o carro como se levo lá a casa algum amigo.

- Então é essa a guerra entre os teus pais.

- Ela quer que eu namore a filha de uma colega porque tem uma boa posição social, mas eu não gosto da rapariga. O meu pai entende-me e diz sempre que tenho tempo para me enforcar.

- E o teu pai concorda com os teus amigos?

- Ele só diz para eu não me meter em aventuras estranhas. Até me admira ter simpatizado contigo, Se calhar é por seres mais velho que eu. Normalmente só ando com malta da minha idade.

 

Entretanto já tínhamos entrado em casa propriamente dito. Passamos pela sala e perguntei-lhe se queria beber alguma coisa e tomar um duche para tirara água salgada enquanto eu iria para o computador passar as tais músicas para um CD. Ele aceitou o duche e levei-o para a suite que tem um chuveiro e entreguei-lhe um toalhão de banho.

Idealizando logo o que iria acontecer, em vez de ir para o computador fui para a cozinha e preparei umas sanduiches de fiambre com queijo e manteiga, um jarro de sumo de laranja e uma garrafa de vinho branco Reserva de Reguengos. Coloquei tudo num carrinho de apoio e levei-o para a sala junto a um dos maples. Enchi um dos copos e comecei bebendo, não sem antes ter colocado um CD com boleros de António Machim, (as musicas que eles tinha ouvido no carro).

 

Não sei quem estava com mais pressa que nossos corpos se juntassem pois mal começou a tocar o tal tema, entrou o Jorge com o toalhão enrolado à cintura.

Ai vinha “a minha prenda de Natal”

Já o tinha visto vestir-se na praia mas naquele momento o Jorge era uma assombração de bom gosto dos Olimpos. Qualquer estátua grega ficaria de inveja daquele corpo.

Ao mesmo tempo que ele ia entrando quase de propósito começava a ouvir-se “Dos Gardénias” na inconfundível voz do cantor que ambos admirávamos dando como interlúdio de uma cena de amor.

 

- Já preparas-te um petisco. Como adivinhaste que estava com fome? Comentou o Jorge ao entrar na sala.

- Com todos aqueles mergulhos e depois do duche certamente que comes qualquer coisa. Tens umas sanduiches e para beber, sumo de laranja natural ou vinho branco fresquinho do Alentejo.

- Desculpa estar assim, mas não me dava jeito vestir a mesma roupa.

- Acho que fizeste muito bem. Fica à vontade que também vou tomar um duche rápido.

 

Levantei-me e foi a minha vez de me ir reconfortar com uma duchada rápida. Quando voltei também vinha com um toalhão enrolado à cintura. – Tinha-lhe dado tempo para comer e beber e sentir-se mais à vontade pois adivinhava que alguma coisa sexual iria acontecer-.

 

- Já comeste? – Perguntei quando entrei-.

- Já e soube-me como ginjas. Para a tua idade não tens um corpo nada mau.

- Isso é a recompensa do petisco? Estares a chamar-me velho?

- Desculpa mas não foi com intenção. A malta mais velha que eu que conheço não tem o corpo que tu tens.

- Quer dizer que tens conhecido muitos cotas como eu?

- Por acaso conheci dois mais ou menos da tua idade mas jurei para nunca mais.

 

Perante mais esta declaração atirei-me de cabeça.

 

 - Porquê? Não te deram o que querias? As maltas da tua idade são mais confortáveis?

- Não esteja a pensar mal de mim. Parece que estás a enganar-te a meu respeito.

 

Para que não houvesse mais duvidas e porque estava no maple encostado a ele meti a mão debaixo do toalhão que cobria as partes íntimas fui direito ao seu pénis com uma mão e com a outra puxei-lhe a cabeça e beijei aqueles lábios carnudos.   

Nem ai nem ui. Aceitou e retorquiu abrindo a boca e nossas línguas se encontraram sofregamente.

Estivemos naquilo algum tempo. O tempo suficiente para sentir o pénis dele começar a inchar. Quanto ao meu nem se fala já estava pronto para umas estucadas.

Largamos nossos lábios e ele comentou:

 

- Nunca fui beijado assim…

- Nem os cotas que conheceste?

- Mas eles pouco me beijaram e só me bateram umas punhetas.

- E os teus colegas? Nunca foderam contigo?

- Também só batemos punhetas.

- Não me digas que nunca fodeste ou foste fodido.

- Epá!... Não sou nenhum paneleiro.

- Olha!.. Paneleiro é um homem ou mulher que faz panelas e ao que perece não é isso que estamos fazendo, mas adiante. Não queres ver se o meu pau está em condições?

 

Ele fez o mesmo que eu tinha feito e foi direito ao meu pau que estava mais rijo que uma barra de ferro e começou a masturbar-me ao mesmo tempo que nos voltamos a beijar sofregamente.

Afastei os toalhões e ficámos nus. Deitei-o de barriga para cima e fiquei em cima dele esfregando nossos corpos lentamente enquanto nosso pénis se iam entretendo a conversar.

Larguei-lhe os lábios e comecei a beijar aquele corpo de adónis até encontrar o mastro mais precioso que um rapas daquela idade pode ter. Meti-o na boca a mamei e mordisquei todo aquele pau saboroso. Ele já gemia e movimentava-se para que entrasse e saísse mais rapidamente.

 

- Não te venhas.

- Mais um bocadinho venho-me mesmo.

- Não me queres fazer o mesmo?

- Mas nunca fiz isto.

- Mas não está a gostar?

- Estou

- Pois eu também gostava de sentir os teus lábios no meu pirilau.

- Pirilau uma porra. É maior que o meu.

 

Enquanto estava na minha proposta já me tinha virado para a posição de sessenta e nove e ambos começamos chupando e mamando nosso paus atrasando o mais possível nossas ejaculações.

 

- És capaz de te aguentares?

- Vai ser difícil.

- Estás fodido. Se te vieres agora não me fodes.

- Mas queres que te foda?

 

Se aquela conversa dura-se mais tempo o gajo vinha-se então resolvi dar a volta e sentar-me em cima daquele mastro que não sendo muito grande entrou primeiro um pouco e depois cavalgando um pouco acabou por entrar todo em meu corpo. Então sim, senti dentro de mim toda aquela porra que há muito estava deserta de se expulsar. Leveis uma das suas mão ao meu mastro e enquanto ele se continuava a vir dentro de mim – Parecia que nunca mais acabava de quantidade – me masturbava sendo a minha vez de expulsar a minha porra, até ambos murcharem.

 Voltámos a nos sentar beijando-nos até que ele comentou:

 

- Porra!.. Se é isto que vocês fazem eu quero mais. Nunca pensei que fosse tão bom..

- E se fossemos para a cama? Ès capaz de te vir novamente?

- Contigo parece que faço tudo.

 

Era o que queria ouvir. Ajudei-o a levantar-se e segurando-o pelos ombros encaminhei-o para o quarto. Afastei os lençóis e deitamo-nos de conchinha ficando ele à minha frente. Tapámo-nos e sem mais conversas, acabámos por adormecer.

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Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

              Nelson Camacho D’Magoito

    “Contos ao sabor da imaginação” (H-095)

                Para maiores de 18 anos

                  © Nelson Camacho
2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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a música que estou a ouvir: Toda una vida
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A Minha prenda de Natal – II Parte

2.ª Ronda daquela noite

 

Das duas, uma. Ou estava a sonhar ou o telefone estava mesmo a tocar. Deixei tocar mais um pouco. Era um toque lá ao fundo que não conhecia. Abri os olhos e porra!.. Estava agarrado a um gajo e o som de um telefone continuava a tocar. Afinal não estava a sonhar!... Tinha mesmo um gajo à minha frente e a porra do telefone que não conhecia o toque não era o meu. Olhei para as horas do relógio digital que tinha na cabeceira e acordei mesmo. O gajo era real e em uma fracção de segundos lembrei-me do que se tinha passado na noite anterior.

- Veja você o que se passou clicando (aqui)-

 

Resolvi abana-lo um pouco pois o telefone era dele.

O Jorge atendeu e inadvertidamente ou de propósito este ficou em voz alta de forma que ouvi a conversa.

 

- Estou!..

- Quer dizer que já acordaste.

- Sim pai. Já acordei mesmo agora.

- A tua mãe está farta de me chatear porque não ficaste em casa.

- Arranja uma desculpa qualquer, mas olha que certamente, não vou tão sedo.

- E o que é que queres que eu diga? Já sabes como ele é. Ela sabe que foste surfar comigo e ficaste na praia.

- Diz-lhe que fiquei com uma namorada e se calhar fiquei em casa dela. Fica mais satisfeita.

- Quer dizer!..  Eu, é que tenho de te aparar os golpes. A propósito, já tens o CD?.

 - Não tivemos tempo para isso… Logo ele vai grava-lo. Tinhas rasão. Parece que acertei e estou apaixonado. Depois telefono, não te preocupes que estou bem.

 

Jorge desligou o telefone virou-se para mim e beijando-me comentou:

 

- Ouviste a conversa?

- Ouvi e vi, embora já tenha dado por isso que tens uma grande cumplicidade com o teu pai.

- O pior é a minha mãe que quer sempre saber com quem ando. Como não aceito o namoro com uma miúda que ela me quer impingir, tem medo que ande com homens.

- Mas já deste razões para isso?

- Nunca, O meu pai uma vês é que deu comigo com um colega a batermos uma punhetas.

- E ele?

- Só me disse se não passasse daquilo, não vinha nenhum mal ao mundo, Ele na sua juventude também tinha feito as suas asneiras e não deixou de ser homem e eu era aprova disso.

- Tens muita sorte em ter um pai assim.

- Ele só não gosta que eu ande em boates Gay e com malta da minha idade.

- E tu?.. Segues os seus conselhos?

- Lembras-te quando nos conhecemos na praia? Ele é muito sabido e disse-me na altura que tu tinhas um filing qualquer e que te achou muito simpático.

- Não me digas que tenho algo escrito na testa,

- Não pelo contrário, mas nutou a forma como me olhaste.

- E tu é que é que achaste? Tens-te sentindo bem?

- É a primeira vez que tenho sexo mais a sério com um tipo.

- E se fossemos fazer o pequeno-almoço?

- É para já!.. Estou com uma fome dos caraças.

 

Jorge ia afastando os lenções para se levantar, mas não deixei, segurei-lhe numa das mão e puxei-o para mim e ficámos destapados e agarrados.

 

Beijando aqueles lábios sensuais perguntei se não se queria vir antes do pequeno-almoço.

Continuando a beijar-me comentou

 

- É capaz de começar melhor o dia. – Ao mesmo tempo que se elevava na cama já com o pau em riste

 

Como estava deitado sobre ele, com a posição que estava a ter e ideia seria de lhe beijar o corpo descendo até aquele pau que pela experiência da noite anterior sabia ser bastante gostoso mas parei.

 

- Não queres tomar o meu leite da manhã? – Perguntou ao notar que eu tinha parado.

- Já provei ontem mas hoje quero outra coisa.

- Queres que te foda?

- Não!... Quero foder-te eu… Não queres?

- Mas nuca experimentei, mas gostava de me vir.

- Isso não é tesão de mijo?

- Não! É um prazer enorme de estar contigo.

 

Palavras não eram ditas e como não consegui o que queria nem consentiu ao meu pedido e estava com uma rebarba dos diabos baixou-se e ao mesmo tempo que se masturbava veio chupar o meu pénis que também estava em pé de guerra, Duas chupadelas e duas punhetadas foram o suficiente para a ejaculação mutua acontecer.

Enquanto vinha com a boca cheia misturar aquela minha porra com a minha saliva. Foi dizendo ser aquilo a única coisa que poderia fazer.

Beijámo-nos sofregamente durante algum tempo até que nos levantámos.

 

Nunca naquela tarde de fim de dia em que fui até ao mar, tinha pensado depois de ver tantos corpos belos surfarem naquelas ondas frias que um deles estivesse ali comigo.

Como tenho duas casas de banho, cada um foi para a sua tratar da sua higiene e preparar-nos para o pequeno-almoço que como mandam as regras naquelas situações foi bastante condimentado. Tínhamos de arranjar forças para o que desse e viesse.

Depois de lhe emprestar uns boxers como os meus lá fomos de tronco nu para a cozinha. Antes de ser eu a procurar condimentos Jorge perguntou.

- Quais os condimentos que tens?

- Em princípio tenho um pouco de tudo. Procura naquele armário e no frigorífico. Mas o que vais fazer?

- Vou fazer uns crepes com doce de leite e se tiveres todos os condimentos também faço umas Brusquetas com Creme de Brie. Tens ovos, manteiga farinha, leite, leite condensado, açúcar, morangos, azeite, ervas aromáticas, tomates, Nata em spray?      

- Procura nos armários e no frigorífico tudo o que precisas. Mas percebes alguma coisa de cozinha?

- De cozinha percebo já há alguns anos mas de cuzinho começaste tu a ensinar-me.

- Se essa resposta é referente ao que estou a pensar, ainda não viste tudo. Ma vamos lá ver o que preparas para o nosso pequeno-almoço.

 

Enquanto ele preparava com a minha admiração o tal soberbo pequeno-almoço, eu fui fazendo um sumo de laranja natura, duas chávenas de café com leite e um chá. Não sabia o que ele mais gostava para bebida. Depois fui por a mesa na salinha de estar. Se há coisas que não gosto é comer na cozinha e a casa de jantar só utilizo para as refeições principais. De vez em quando ia até ele colocava-me atras e encostado a ele e ia-lhe dando uns leves beijos na nuca ao mesmo tempo que debruçado pelos seus ombros ia vendo o que fazia. Por sua vez, não deixando o que estava a fazer ia movimentando o seu corpo para que ficasse mais colado a mim.

 

Se não estivéssemos na cozinha, seria ali mesmo e com a fome que tinha de o comer, seria mesmo ali que tentaria a penetração que há muito esperava e que certamente ele não diria que não, mas afastei-me pois não seria oportuno e continuei nas minhas lides domésticas.

 

Quando tudo estava pronto e empratado e a mesa posta fomos para o comedouro e perguntei:

- Que tipo de música gostas?

- Posso procurar nos CDs?

- Estás à vontade como se estivesses em tua casa.

- Vamos lá ver o que tens aqui sem ser o António Machim.

- Esse não tenho em CD mas em vinil mas já o passei para MP3.

- Mas espera ai!... Tens aqui um CD em que na capa pareces tu!... É verdade?

- Sim… É verdade! Sou eu.

- Mas tu és cantor?

- Efectivamente ainda não conversamos sobre isso.

- Que mais segredos tens para me contar?

- Tirando que vivo sozinho e que fiquei apaixonado assim que te vi, nada mais.

- Posso ouvir uma das tuas músicas? Tens aqui uma que diz ”Sei que é o fim” é dedicada a alguém? Espero que um dia não ma dediques a mim!..

- Foi uma história muito complicada que é para esquecer.

- Foi assim tão bom que lhe dedicaste uma canção?

- Já lá vão uns anos e quero esquecer-me.

- Afora vejo porque és tão amoroso.

- Poe lá uma musica e vem comer.

 

E foi assim que aquele pequeno-almoço misturado com algumas das minhas canções de dor de corno e alguma conversa pelo meio o tempo foi passando, um pouco mais do que é normal para uma refeição daquelas.

 

- Vamos dar uma volta? – perguntou o Jorge –

- Qual é a tua ideia?

- Vou telefonar ao meu pai para saber como é que ele se desenrascou com minha mãe e depois logo se vê.

 

Jorge assim fez, telefonou ao pai e combinou encontrar-se com ele na praia para lhe contar o que se tinha passado.

Eu fiquei de boca aberta, embora já em tempos ter tido um amigo colorido com a bênção do pai. A história iria repetir-se. Como já nada tinha a perder e era gente bem instalada na vida e sem preconceitos, resolvi aceitar o convite, não sem antes ter feito uma cópia do CD do António Machim.

 

Voltamos ao ponto de partida, onde nos conhecemos.

O Sr. João já lá estava na esplanada. Cumprimentamo-nos como velhos amigos, entreguei-lhe o tal CD e a primeira coisa que o Jorge disse:

- Sabes? O Nelson também é cantor e tem discos gravados.

- Não me digas? Mas não tem aspecto de ser cantor pimba.

- Deus me livre!... – Comentei – Se você pegar num copo e misturar o Tony de Matos, com o Francisco José e o Abílio Hernandes, saio eu.

- Quer dizer que é um romântico e cantas canções de corno.        

- Já que é amigo do meu filho gostava de ter um CD seu para mostrar à minha mulher, já que ela é admiradora de música portuguesa até pode ser que seja a oportunidades de o convidarmos a um jantar lá em casa.

- E pode ser mesmo hoje! Assim ela tira os macaquinhos da cabeça e verificar que os meus amigos são gente de bem. – comentou o Jorge –

- Também pode ser até porque eu não lhe disse que tinhas ficado com uma namorada mas que tinhas ido a um concerto fora de Lisboa.

 

Perante aquela conversa entre pai e filho, fez-me mais uma vez, lembrar-me como tinha começado o namoro com um moço que tinha tido nas mesmas condições há tempos atras e com quem fui muito feliz.  

 Aceitei o convite e depois de longas conversas sobre tudo e todos sem nunca tocarmos no relacionamento amoroso entre mim e o Jorge, o dia foi-se passando até à hora do jantar.

Ainda passamos por minha casa para ir buscar o CD para oferta a D. Eduarda e mostrar ao Sr. João a minha casa para ver que era pessoa de bem.

 

- Desculpe o desarrumo, mas o Jorge depois do pequeno-almoço alvitrou encontrarmo-nos consigo e ficou tudo um pouco desarrumado.

 

Então aconteceu algo de estranho. Quando passamos pelo quarto este também tinha a cama por fazer. João olhou atentamente e mesmo de forma que eu ouvisse virou-se para o filho e perguntou – Estás feliz?

 

- O Nelson é um tipo impecável – respondeu o Jorge.

 

João virando-se para mim. Comentou - Eu só quero que o meu filho seja feliz. Trate-o bem…

 

Se no meio disto tudo eu não tivesse experiência de vida para aceitar estas situações ficaria envergonhado e inveja de tanta cumplicidade entre pai e filho e um pouco de inveja.

 

Sem mais troca de palavras a não ser coisas de circunstância, lá fomos para casa do João.

Quando chegamos, fui apresentado a D. Eduarda como grande vedeta.

Na história que foi contada à senhora, também ajudei à festa

  1. Eduarda estava mais espantada e satisfeita por receber em sua casa uma vedeta da canção (eu) que nem se preocupou muito em saber onde o filhote tinha ficado a noite. O que ele queria saber era como era a minha vida e se tinha filhos.

Dentro do possível lá lhe contei as minhas andanças pela vida artística contando algumas histórias passadas e até lhe disse que tinha dois filhos. A mulher ficou delirante e nem no jantar nem depois nos cafés que foram servidos na sala nunca se falou em preferências sexuais do mundo artístico.

Quando acabou a noite o Sr. João inventou uma desculpa para o Jorge poder sair comigo com a promessa de voltar.

 

Chegados a minha casa, já eram quase duas da manhã. Abri uma garrafa de champanhe e com duas taças levei-as para o quarto. Quando lá cheguei, já o Jorge estava todo nu em sima da cama.

 

- Ainda tens vontade de beber?

- Sim mas não penses que vamos beber pelas taças.

- Pela garrafa por causa das borbulhas também não dá jeito.

 

Entretanto já me tinha despido e depois de abrir a garrafa despejei um pouco pelo seu corpo. Ele estremeceu um pouco e comecei a sorver aquele líquido que percorria todo aquele corpo musculado.

 

- Também quero experimentar. - e em vez de deitar um pouco daquele líquido borbulhento em meu corpo despejou quase todo no meu cacete que estava totalmente em pé. Depois foi a minha vez de estremecer com aquele líquido descer até aos meus tintins que automaticamente se encolhera Foi a vez dele se baixar e sorver tudo. Ao mesmo tempo rindo-se comentou:

- Esta é a minha maldade           

- Também tenho uma maldade para ti.

 

Então virei-o de forma a ficar de costas para mim e comecei a beijar-lhe as costas até à nádegas ao mesmo tempo que com as mãos elevava-o corpo. Ele notando qual a minha intenção vivou a cabeça para mim e perguntou.

 

- Queres comer-me?

- Posso? Não farei nada que não queiras.

- Podes faze-lo, mas com cuidado para não me fazeres doer.

 

 Era o que queria ouvir há muito tempo. Abri a gaveta da nessa de cabeceira e tirei um tubo de vaselina, deitei um pouco naquele cuzinho virgem e com o indicador de uma das mãos fui lubrificando-o e tentando alarga-lo enquanto com a outra procurei o seu pénis masturbando-o. Jorge movimentou o seu corpo elevando o rabo. Foi a vez de retirar o dedo do ânus e substitui-o pelo meu pau que estava rijo e satisfeitinho como há muito não se encontrava. Dali para a frente e com o maior cuidado, primeiro entrou a cabeça e depois o resto do corpo. Foi a vez de o Jorge afastar a minha mão do seu pénis e começar a masturbar-se a si próprio. Meu corpo caiu redondamente nas suas costas e segurando nos seus ombros comecei a bombar repetidamente. Foi um longo período de prazer de ambos, até acontecer o orgasmo. Estoirados e suados caímos para o lado como dois coelhos. E acabamos por adormecer.

 

Quando acordamos já era uma da tarde. Beijamo-nos e sem mais quaisquer palavras como de já fosse habito aquele relacionamento, levantamo-nos, cada um foi para a sua casa de banho.

Efectivamente tinha acontecido algo de estranho com aquele relacionamento. Nem falamos do que tinha acontecido, simplesmente combinamos ir almoçar fora. Depois fomos ao cinema e quando voltamos para casa o Jorge com o maior à-vontade telefonou para o pai e simplesmente informou-o que estava comigo e não se preocupasse que estava bem. Olhou para mim e só perguntou.

- Posso cá ficar uns dias?

- Por mim podes!..

- Então vamos fazer qualquer coisa para o jantar.

 

E foi assim que o meu relacionamento com o Jorge começou.

Sou visita da sua casa. O João apoia o nosso relacionamento às escondidas da mãe.

Hoje somos felizes – por enquanto – e até já comprei uma prancha e estou a aprender a fazer surf.

FIM desta aventura

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

             Nelson Camacho D’Magoito

    “Contos ao sabor da imaginação” (H-094)

              Para maiores de 18 anos

                © Nelson Camacho
   2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

O meu primo de Lisboa

Numas das vezes que estive em Lisboa, fiquei em casa de uns primos – embora um pouco afastados tiveram a gentileza de me aturar enquanto permaneci em Lisboa para frequentar um mini curso profissional – Os meus primos eram familiares de outros meus primos de Viana do Castelo que foram para Lisboa a fim de procurarem uma vida melhor como muitos que vem para a grande cidade. Eram pessoas simples, pai, mãe e dois filhos, Uma rapariga e um rapaz, ambos com idades compreendidas entre os vinte cinco e os trinta anos. Ela a mais velha já casada e o irmão, mais novo, ainda não se conhecia namorada. Era um bom vivam e foi com ele que conheci alguns Bares enquanto passei aqueles dias na Capital. Mário! É o seu nome é um moço bastante simpático e conversador. De cabelos normalmente desgrenhados, olhos castanhos e uma bela compleição física derivado ao praticar culturismo. Em alguns Bares que frequentámos tanto por raparigas como rapazes, era tratado por “Márito”.

Olhavam-no sempre com um certo apego e principalmente os rapazes faziam sempre questão de perguntarem quem era eu e olhavam-me de forma esquisita, que nunca percebi o porquê.

Aquelas interrogações foram mais pertinentes quando fomos a um Bar de temática GOy. (a).

Embora todos andassem sempre atracados a belas raparigas, quando se cumprimentavam estre eles os seus cumprimentos eram mais afectuosos do que com as raparigas e o Mário não fugia às normas que por ali via e ficava com um pouco de inveja de o não abraçar assim também, até que um dia lá em casa quando nos despedimos para nos deitar – cada um em seu quarto – perdi a vergonha e abracei-o afectuosamente. Ele consentiu e olhou-me insistentemente e deu um largo sorriso sacana. Estava em casa dos meus primos e nada podia fazer, embora o meu desejo fosse beija-lo ardentemente.

Naquela noite não consegui dormir. O Mário não me saia da cabeça e o mais que me custou foi no dia seguinte quando voltou para o jantar não me convidar para sair, No dia seguinte porque o curso tinha acabado, também eu acabei a minha estada em Lisboa. Arrumei as malas e ficou a promessa do Mário quando fosse ao Porto, mete telefonada a informar data e hora que chegaria.

Véspera do Fim de Ano

Estava mais nervoso como nunca tinha estado. Cheguei à Estação de Campanhã uma hora antes da hora em que chegaria o comboio que traria o Mário. Aproveitei para dar uma vista de olhos pelos belos painéis artísticos que forram as paredes daquela estação tão visitada por turistas. Antes disso já tinha arrumado o carro no parque subterrâneo e dado uma volta pela avenida dos Aliados com a ideia de comprar uma prenda para o Mário como prova de boas vindas, mas nada comprei pois achei no meu íntimo ser coisa impropria para dar a um homem. Mas que homem? Pensava eu!.. Será que ele enquanto estive em casa dele notou que fiquei apaixonado por ele? E ele? A vez que olhou para mim tão insistentemente quereria dizer alguma coisa?

Cada vez que me lembrava daquela troca de olhares, mais ficava suspenso nos meus pensamentos. Já não via a beleza da estação mas sim a beleza do Mário que um dia tentei beija-lo mas não consegui. Seria naquela tarde? Correria até ele quando descesse do comboio? Não!... Isso era demonstrar ao mundo a minha sexualidade.

O comboio chegou, Refreei os meus desejos e só pensava leva-lo a um hotel para dar largas ao meu desejo.

Lá ao fundo lá vinha ele com uma simples mala tipo trovei. Eu tremi e quando chegou junto a mim, deu-me um abraço como tinha visto ele dado a outros lá no tal Bar.

Eu sabia que ele vinha passar o Fim de Ano com o resto da família mas o meu objectivo era tentar que ele pudesse passar algum tempo também comigo mas ficou tudo furado. Quando o convidei ir tomar um copo no Bar do Hotel onde tinha reservado um quarto ele respondeu:

- Hoje não tenho tempo, mas pudemos combinar quando voltar de Viana do Castelo.

- Mas não tens tempo porquê?

- Tenho outro comboio para apanhar daqui a 10 minutos.

Porra!... Lá tinha eu de esperar mais uns dias para sentir aquele corpo junto com o meu e então perguntei e sugeri:

- Mas queres mesmo tomar um copo comigo quando vieres? Quanto tempo vais cá ficar depois?

- Para que saibas. Também quero tomar um copo ou algo mais contigo a sós desde que nos conhecemos.

Com esta reposta o meu sonho acabaria por se concretizar, mas como não sou tipo de perder tempo quando tenho uma ocasião sugeri:

- E se em vez de ires de comboio eu te levar de carro? Sempre podemos ir conversando pelo caminho e chegas lá a horas da passagem do ano.

- Também pode ser, e de carro sempre é mais confortável. A viagem de comboio foi uma seca.

Agora sim! Pelo caminho iria verificar finalmente se podia sentir os seus lábios nos meus.

Peguei-lhe na mala e encaminhamo-nos para o parque onde tinha o carro e abalámos. Antes de entrar olhei-o de baixo a cima e nutei que ele também olhava para mim com ar inquisidor.

Esperto, como primo em ser, em vez de enfiar pela A28 enfiei pelas estradas nacionais – Sempre levaria mais um pouco e daria aso a alguma cumplicidade –, mas ele nutou a alteração do percurso:

- Então não vamos pela auto-estrada?

- Vamos por dentro pois tenho de meter gasolina.

Assim fiz. Meti gasolina num parque já conhecido, que tem um café e um parque escondido onde podia meter o carro. Meti a gasolina e arrumei o carro no tal parque e disse-lhe:

- Agora vou pagar. Não queres tomar um café?

- Não!.. Fico aqui no carro à tua espera.

Quando voltei, entrei e olhando-lhe nos olhos segurei-lhe numa perna fazendo um pouco de pressão. Mário fixou-me bem e juntou os seus lábios aos meus.

Eu tremi e apertei-lhe mais a perna. Ele segurou na minha mão não largando os meus lábios e levou-a até ao chumaço que tinha entre pernas. Abri a boca para as nossas línguas se misturassem ao mesmo tempo que lhe ia abrindo a braguilha.

Qua pau!.. Meus Deus. Não era grande mas estava bastante inchado parecendo ser mais grosso que comprido. Foi a vez de ele segurar na minha cabeça e leva-la até aquele pau já pulsante. Nem seu para beija-lo. Naquela escuridão do carro, entrou de imediato na minha boca que suavemente, fui trincando como uma salsicha alemã – curta mas grossa -.

Mário continuando a segurar minha cabeça ia movimentando-a de forma que o seu pau entrasse e saísse rapidamente enquanto eu ia chupando.

Aquele gajo certamente já não se vinha há muito tempo, pois de repente todo, o seu corpo tremeu e veio-se com tal abundancia que a minha boca não foi suficiente para guardar aquela boca transbordando uma boa parte. Tal foi também o nosso prazer que até o meu pénis também sem lhe tocar cuspiu a sua porra.

Não era bem aquilo que queria, mas para nos entender já era um princípio para acabar com os tabus entre nós:

- Gostas-te? Vamos ter outra ocasião?

- Quando vier de Viana vamos tomar o tal café.

- E vais estar por cá quanto tempo?

- Pelo menos até aos Reis.

- Já não é mau… Sempre dá para visitares a cidade e outras coisas.

- E que outras coisas?

- A seu tempo verás!.. Creio ser coisas que há muito esperamos.

- Algumas já fizemos… Haverá mais?

- Achas que foi tudo?

 

 Mário riu-se, apertou-me a perna:

 

-Vamos mas é embora quando não chego a Viana já em 2015.  

 

O resto da viagem seguiu sem tocarmos mais no assunto.

 

O meu FIM de ANO foi uma merda.

 

O meu regresso de Viana do Castelo foi feito em metade do tempo e ainda cheguei a horas de comemorar o fim de ano com a família. Vinha de tal forma esfusiante que assim que entrei em casa alguém me perguntou o que tinha acontecido pois vinha com ar de quem tinha recebido passarinho novo.

Efectivamente contra o que era hábito beijei toda a gente e os meus olhos denunciavam algo de estranho pelo seu brilho. Faltavam poucos minutos para as doze badaladas, foram distribuídas as passas e abriram-se as garrafas de champanhe, os beijinhos da praxe e todos dançaram menos eu que me encostei a um canto e sem os outros darem por isso peguei no celular e telefonei ao Mário dando-lhe o Bom Ano, que ele agradeceu, retribuiu e disse que no dia seguinte estaria no Porto à noite para tomarmos o tal café.

Ia desmaiando com aquela informação e fui-me deitar.

Podia ter sido uma noite repousante, mas não. Não me saia da cabeça o meu primo afastado e aquilo que tinha feito no carro. Bem contei carneirinhos para tentar adormecer mas não. Quando pensava em carneirinhos, só via aquele pénis tão saboroso entrar novamente dentro de mim e acabei depois de bater uma punheta adormecer.

Dia de Ano Novo

 

As badaladas do meio-dia foram tocadas no carrilhão do relógio da sala, chegando aos meus ouvidos. Levantei-me de mansinho e fui até à cozinha para tomar um copo de leite – lembrei-me logo do Mário e mentalmente tentei comparar aquela bebida com o néctar que tinha bebido dele – Lá em casa toda a gente ainda dormia então para não acordar o pessoal até porque aquele dia ia ser bastante agitado, fui tomar banho e vestir-me casualmente. Deixei um papel para a família informando que iria para fora e só voltaria no dia seguinte.

   

Segui a rua de Santa Catrina e fui tomar o pequeno-almoço ao Magestic (um dos cafés mais emblemáticos da cidade) depois estando ali perto (são 10 minutos a pé) fui marcar o quarto no Hotel Vila Galé, é um hotel com alguma história pois remonta 1999 sendo restaurado em 2014. Tem a particularidade de estar instalado no Centro da Cidade e para quem não tem carro fica frente á estação do metro do Campo 24 de Agosto. Também para que viaja de carro para evitar os parqueamentos sempre complicados na cidade, possui garagem própria no mesmo edifício. Para quem quiser relaxar o corpo ainda tem a facilidade de o fazer no último piso onde está implantado, piscina interior, ginásio, sauna, banho turco e salas de massagem com uma vista espectacular sobre a cidade.

Poderia ter marcado o quarto num outro hotel um pouco mais barato mas preferi receber o meu primo num espaço com um certo requinte e onde no Check in ou no Check Out nunca fazem observações sobre os utentes do hotel, sendo todos os empregados bastante prestáveis, assim como um serviço no geral excelente.

Com restaurante e Bares onde se pode tomar um copo nada mais é preciso para caminharmos até ao quarto.

Como já estava na hora do almoço, depois da reserva resolvi ficar por ali e almoçar.

O empregado que me atendeu vendo a chaves do quarto em cima da mesa, perguntou se também jantava para guardar a mesa. Perante tal pergunta que eu não sabia se jantava ou não, lembrei-me de telefonar ao Mário mesmo com o empregado a ouvir a conversa:

 

- Tá? Boa tarde. Ainda estás ai ou já vens a caminho?

- Boa tarde também para ti! Não, ainda cá estou.

- Queres que te vá buscar?

- Não… pá!.. Vou de comboio e não é preciso ir buscar-me, pois já tenho o bilhete. Diz-me só onde te posso encontrar. Chego ao Porto por volta das dezanove e trinta.

- Podes encontrar-me no bar do Hotel Vila Galé. Já marquei o jantar.

- Tá bem!... E o quarto marcaste?

- Já tenho a chave mesmo aqui em cima da mesa. Vou almoçar.

- Ok… A gente logo vê-se.

 

Depois de desligar o telefone o empregado que tinha ouvido a conversa e notado que estava afalar com um homem com um sorriso nos lábios mas o mais correctamente possível comentou:

 

- Então sempre lhe marco o jantar para duas pessoas. Hoje tenho um intervalo da parte da tarde e depois volto para os jantares, ficando depois até Á três da manhã. E precisar de qualquer coisa para a ceia no quarto é só telefonar para a recepção que o andar do seu quarto está-me destinado.

 

Maior gentileza da parte de um empregado não podia haver ou então não era parvo e estava-se a fazer.

Depois do almoço, subi ao terraço e fui-me espreguiçar num dos cadeirões descansando e preparar-me psicologicamente para o Mário.

Tinha fechado os olhos e pensando como seria a próxima noite quando fui acordado pelo tal empregado com uma bandeja onde repousava uma garrafa de vinho do Porto, um copo e um pires com alguns aperitivos.

 

- Sr. Nelson… Já são seis horas e isto é o aperitivo para o jantar. Não quer depois descer até ao Bar?

- Quase me assustava! Estava à volta com os meus pensamentos.

- Desculpe!.. Não era minha intenção, mas tive medo que adormecesse e e o seu amigo não o encontrava.

- Obrigado amigo!.. Já desço mas vou primeiro ao quarto refrescar-me.

- Quer que lhe leve isto?

 

Cá para mim o que o gajo queria era outra coisa, mas ficaria para outro dia- - Não lhe perdoaria toda aquela gentileza pois o gajo era lindo – e respondi:

 

- Agora não é oportuno. Vou só refrescar-me. Mas logo à noite, você que vê tudo depois de ver eu e o meu amigo subir, pode levar-me uma garrafa de champanhe?

- Desculpe mas essa do “ver tudo” é a minha obrigação para os clientes ficarem confortáveis e mais á vontade.

- Pois sim… Agora se me dá licença vou subindo.

 

Agarrando na garrafa do Vinho do Porto lá fui eu.

 

Eram sete em ponto quando entrou o Mário com o seu troler-mala.

Senão fosse por vergonha tinha-o beijado mas demos um abraço. Mandei vir dois Portos para aperitivo do jantar e dirigimo-nos para o restaurante com os copos na mão como se fossemos estrangeiros.

Mal nos sentámos ocorreu logo o Jorge – era como se chamava o al empregado – muito solicito não tirando os olhos do Mário. Apresentou-nos o cardápio e passado pouco tempo serviu-nos.

Ao jantar a nossa conversa foi de circunstância. O Mário contou-me como tinha passado a noite de Fim de Ano e como tinha recusado a oferta de lá ficar mais uns dias. Depois do jantar o Jorge sugeriu tomarmos o café no bar pois nessa noite haveria música ao vivo. Assim fizemos.

Quando entramos, parecia de propósito. O cantor estava interpretando uma canção do Pedro Abrunhosa “Vamos fazer o que ainda não foi feito” Olhamos um para o outro e o Mário comentou:

 - Será esta noite que vamos fazer o que ainda não foi feito?

- Porra… Foi preciso vires ao Porto

- Tens que me aturar estes dias, mas parece que tenho de ter cuidado contigo.

- Então porquê?

- Desde que cheguei o empregado não tem tirado os olhos de ti.

- Não me digas que já está com ciúmes e ainda não começamos.

 

Rimo-nos e tocamos nas mãos um do outro por cima da mesa, independentemente do receio que alguém notasse a nossa atitude. Naquela altura já estafávamos por tudo e o mundo já não nos importava.

Bebemos mais uns conhaques e ouvimos o tal cantor que para chatear só interpretar canções de amor e dor de corno e resolvemos subir para o quarto.

Mal entramos o Mário agarrou-se a mim aos beijos encostando-me há parede e tremendo de sofreguidão.- Estava mais excitado que eu – e começou por despir o meu casaco. Fiz-lhe o mesmo e depois foi a vez de as nossas camisas voarem. Encontrando-me em tronco nu, desceu um pouco até aos meus mamilos mordiscando-os. Com a mesma sofreguidão começou a tirar-me o cinto. Fiz-lhe o mesmo e ao mesmo tempo que as calças iam caindo e espalhando-se pelo chão chagámos já nus à cama para onde nos atirámos quase sem nunca deixarmos nossas bocas.

- Tas a ver o que perdemos quando estive em tua casa em Lisboa?

- Se o tivemos feito e por azar fossemos apanhados lá ia para o lixo a minha masculinidade.

- E era só a tua?

- Não mas tu já está habituado a estas coisas

- Quais coisa? Por te feito um broxe ontem no carro? Não gostas-te?

- Há muito que andava esperando que um gajo mo fizesse.

- E tu não queres fazer?

 

Como a dizer que sim, foi a vez dele largando os meus lábios começou beijando todo o meu peito descendo um pouco periclitante a caminho do meu pau que já há muito estava hirto.

 

Bateram à porta e de fora ouviu-se “Serviço de quartos”. Porra… agora que estava a começar o melhor é que aquele gajo se lembrou de trazer o champanhe. Levantei-me e mesmo de pau feito todo nu fui abrir a porta.

Era o Jorge cumprindo o que lhe tinha pedido. Vinha com um carrinho de serviço com um balde de gelo com a respectiva garrafa e duas taças. Ao mesmo tempo que o empurrava para o meio do quarto olhava para mim de alto-a-baixo e à bagunça das calças e camisas espalhadas pelo chão. Depois moveu o olhar para o Mário que também estava todo nu e de pau feito e perguntou:

 

- Não querem mais nada?

- Eu só queria acabar o resto que comecei. – respondeu o Mário.

- Desculpem mas não quero incomodar.

 

Já que estávamos naquela com um penetra e já tinha pensado que um dia voltaria ao hotel para comer aquele puto, olhei para o Mário encolho os ombros e atirei:

 

- Se tiveres tempo podes ajudar-nos nesta tarefa.

 

O Jorge não esteve com meias e a sua camisa e calça rapidamente se foram juntar às nossas espalhadas pelo chão. Também como nós todo nu mas com pau ainda murcho atirou-se para a e foi abocanhar o pau do Mário. Foi a minha vez de me deitar de lado de forma a ser o Mário a abocanhar o meu.

Afinal de contas para a primeira vez segundo tinha dito, o Mário não se estava sair nada mal.

O Jorge parecia um martelo de pneumático tal era o vai e vem que fazia com a boca no pénis do Mário que gemia de prazer enquanto mamava no meu. Estávamos os três gozando o mais possível e resolvi dar uma ajudinha no coitado do Jorge que se mantinha murcho e agarrei-o masturbando-o começando a sentir aquela coisa que até não era má a inchar na minha mão.

 

Jorge rapaz sabidão daquelas andanças como uma boa parte dos grumetes de hotel adivinhou que se de nós dois os menos experientes daquelas coisas era o Mário e foi pouco e pouco preparando toda a cena começando a fazer unilingue no Mário, que se mantinha beliscando e redopiando com os lábios a cabeça do meu pénis. Sendo o mais velho e também bastante sabido adivinhei o que Jorge se preparava fazendo, então libertei a boca do Mário. Fiz toda a força mental para não me vir naquele momento e enquanto o Jorge continuava no seu unilingue coloquei o Mário no meio dos dois. Estava preparada a cena para a maior aventura do Mário. Com o Jorge de costa à sua frente, foi-lhe com uma das mãos apontando o pénis dele para o seu ânus enquanto eu fui com a maior delicadeza possível – se naquelas alturas é possível ter delicadeza - penetrando no ânus do Mário, já lubrificado pelo Jorge. Ao princípio ainda custou um pouco mas quando o Mária fez a penetração total no Jorge começou com espasmos constantes e deu de rabo e o meu coitado que estava finalmente contente por aquela orgia teve o espasmo total, aliás, aconteceu a todos ao mesmo tempo. Naquela noite os únicos fluidos que não foram aproveitados foram os do Jorge. Mas ficaria para outra altura 

 

Jorge com o maior desplante do mundo como deu mostras de ser assim mesmo levantou-se apertou as nádegas e enquanto procurava a sua roupa virou-se para mim:

 

- Porra que o seu amigo há muito tempo que não se vinha. Vou-me já embora. Já devem andar à minha procura. Se ficarem por cá uns dias posso na minha folga servir de cicerone e mostrar-lhe a cidade…- E ainda ajeitando as calças saiu porta fora -.

 

Olhamos um para o outro e rimo-nos.

 - Foi para isto que vim ao Porto? – comentou o Mário –

- E não gostas-te?

- Gostar é pouco! Adorei e quero mais.

- Também eu mas, não já não sou tão jovem como tu e já estou estafado.

 Voltamo-nos a rir… Beijamo-nos, abraçamo-nos e sem coragem para nos tapar, acabamos por adormecer.

 

Quando acordamos já o sol entrava janela dentro e qual não foi o nosso espanto. Não havia roupa espalhada pelo chão mas existia um carrinho de serviço ao lado do outro da noite anterior, mas este com o pequeno-almoço.

O Jorge tinha-nos apanhado a dormir e tinha feito tudo aquilo deixando um bilhetinho onde dizia:

“Espero que tenham passado bem a noite”

 Fim

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

                  Nelson Camacho D’Magoito

     “Contos ao sabor da imaginação” (H-093)

                Para maiores de 18 anos

                    © Nelson Camacho
    2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
a música que estou a ouvir: Vamos fazer o que ainda não foi feito
publicado por nelson camacho às 18:13
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