.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Sexta-feira, 4 de Abril de 2014

Aconteceu um dia – II Parte

 

missal romano

Conto Longo e excitante

Ver a I Parte (Aqui)

 

     Lá em casa até no escritório do casal Mota havia um missal romano.

     Em dias de frustrações era habito ajoelharem-se junto ao missal rezarem e dizerem algumas passagens da Bíblia.

     Mas isto não era tudo. Na hora das refeições todos tinham que estar à mesa e de mãos dadas rezarem um pouco dando graça a Deus pela refeição recebida.

     Este casal era composto pelo próprio casal e dois filhos rapazes que eram criados à imagem da Santa e Madre Igreja.

     Desde pequenos que os rapazes foram habituados para além de frequentares a catequese todos os Domingos era ponto assente vestirem-se de fatos domingueiros e irem à missa lá da paróquia.

 

     Os anos foram passando assim como os estudos dos rapazes até que atingiram a puberdade e foram para um ginásio para tratarem do físico.

     O João começou a namorar uma colega lá da paróquia que estava inserida no coro da igreja e um dia foi apresentada aos pais que como seria de esperar ficaram todos satisfeitos até por a rapariga ser também apesar das suas cantorias ser uma moça temente a Deus.

     Já o Pedro dedicava-se mais ao cultivo do seu corpo e pelo menos três vezes por semana o seu poiso era no ginásio e nada de apresentar aos pais, uma namorada.

     Em um jantar onde foi convidada a Isabel – namorada do João – A conversa foi descambar na falta de outra menina lá em casa ou seja. Os Motas andavam preocupados com a vida do Pedro que só se interessava pelo ginásio e ainda não tinha falado se tinha ou não uma namorada.

     Pedro respondia sempre da mesma maneira:

 

        - Tenho tempo para me enforcar. Primeiro quero gozar a vida e quando aparecer a eleita logo se vê.

 

     O pai retorquia sempre

 

        - Mas nem uma namorada colorida?

        - Mas afinal andas muito à frente do tempo. Já sabes o que é uma namorada colorida?

 

     O irmão meteu-se na conversa.

 

        - Mas lá porque andamos na igreja o pai não sabe o que é uma namorada colorida?

        - Pois!... Já agora a Isabel é colorida? Ou é p’ra casar?

        - Não me digas que andas deserto que me case para ficares sozinho com as mariquices dos pais.

        - Que sabes tu da minha vida? Não preciso das mariquices dos pais, tenho-as lá fora.

        - Com que então as nossas papariquices e mariquices já não te bastam? – Atalhou o pai Mota.

        - Ó pai não vê que o gajo não há meio de arranjar namorada? Deve andar e receber mariquices dos colegas lá do ginásio.

       - Não sei porque mas já estivemos a falar melhor. Comentou o Pedro já irritado.

 

     Aquela conversa acabou por ali depois da intervenção da Isabel.

 

        - Vá lá!.. Não estejam a mandar farpas uns aos outros. Para que saibam eu e o João não somos namorados coloridos pois resguardamo-nos para quando casarmos.

     Todos se riram e a conversa ficou por ali.

 

A vida daquela gente continuou sem alarmismos.

 

     Aos domingos todos à missa sem o Pedro que a pouco e pouco foi-se afastando daquela prática com a desculpa que aos domingos de manhã tina natação.

 

     Um dia o pai Mota chegou a casa e informou que tinha aceitado irem numa excursão ao Senhor de Matosinhos e ficariam por lá. A informação foi bem recebida menos o Pedro que desculpando-se estar à porta dos exames precisava de estudar e não iria.

 

Nos entre tantos.

 

     Enquanto os últimos meses se iam passando o Pedro não só se tinha afastado da Igreja como dedicava todo o seu tempo a cuidar do físico praticando ginásio e natação. Nos balneários era natural andarem todos nus e o Pedro começou a olhar melhor para os corpos de alguns colegas de princípio para comparar o seu físico com os dos outros e mais tarde com maior atenção não sabendo bem porquê. Quando isso acontecia lembrava-se da educação que os pais lhe tinham dado e de acordo com a sua religião.

     Chegou a pensar que algo de estranho se estava a passar consigo pois admirar um corpo de homem seria uma blasfémia e quando isso acontecia rapidamente olhava para o lado.

     Ao que parecia ninguém ainda tinha notado a sua confusão a não ser o Luís um rapaz um pouco mais velho que quando notava os olhares do Pedro com a maior desfaçatez começava a masturbar-se olhando mais fixamente o que viria a ser seu amigo.   

     Um dia encontraram-se no bar do ginásio e começaram de conversa.

     O Luís já vivido nos meandros do sexo a sua conversa durante os quinze dias seguintes foi sempre no sentido de tirar nabos da púcara querendo saber que era na realidade o Pedro, como vivia e com quem e se tinha namorada e por fim a questão principal se ele tinha alguma coisa contra os gays. Quais a músicas e filmes que gostava enfim, a verdadeira conversa da treta para um engate cuidadoso.

     O Pedro lá foi contando a sua vidinha desgraçada que tinha começado numa igreja que os pais eram betos, Te tinha um irmão que já namorava e por vias disso os pais andavam a chateá-lo por ainda não ter apresentado nenhuma namorada.

     Luís logo durante aqueles quinze dias logo viu que havia ali algo para desbravar.

     Luís era um moço mais aberto para a vida e descomplexado não tendo problemas em casa. Fazia o que lhe apetecesse. Os pais deixavam-no à vontade desde os quinze anos que frequentava alguns bares e discotecas. Dizia ele que a mãe quando o pai punha alguns obstáculos com as suas saídas, ela dizia. (Oh homem deixa lá que ele não é nenhuma menina e não aparece em casa pranho).

 

     Naquele dia combinaram depois dos alongamentos feitos no ginásio não tomarem lá o banho habitual e iriam até uma sauna que o Luís frequentava que o Pedro aceitou o convite.

 

     Tudo aquilo era estranho para o Pedro. Havia gabinetes uns de porta aberta outros de porta fechada. Nada se vislumbrava lá para dentro pois estava escuro como breu até que viu dois homens saírem de um deles todos nus direitos a um local que depois viu ser um balneário com vários duches mas sem separadores, contrariamente aos do ginásio que tinha duches privados. Ali era tudo ao molho e fé em Deus.

     Havia também um bar com acentos forrados e algumas mesinhas baixas. Lá para o canto estavam dois rapazes em amena cavaqueira de tronco nu e só uma toalha cobrindo o sexo.

     Dirigiram-se para o vestiário e também ali a situação era diferente da do ginásio a que estava habituado. Luís despiu-se totalmente ficando como outros que se estavam também a vestir ou a despir. Pedro olhava para tudo aquilo com ar incrédulo e foi dizendo que não tinha levado calções.

     Luís atendendo à sua atrapalhação comentou:

 

        - É pá aqui não se usa roupa. O toalhão é o suficiente. Queres ver?

 

     Ao mesmo tempo que todo nu enrolou o toalhão que é fornecido pela sauna à cintura.

 

        - E ficamos com o pirilau a dar que dar?

        - Deixa estar que ainda vais precisar dele.

        - Como assim?

        - Não me digas que tens vergonha de mostrar o instrumento? Já o vi lá no ginásio e não é nada para deitar fora.

        - Porra não me digas que agora andas a olhar para o pirilau da malta!,,

        - Não me digas que nunca te despertou a atenção se o teu era maior ou mais pequeno que o dos outros.

        - Tás a gozar não?

        - Não estou nada a gozar, já te vi a observares os corpos da malta lá na natação e julguei que tinhas algum interesse.

        - Não me digas que julgavas que eu era bicha?

        - Longe de mim tal ideia mas que podemos bater uma punheta, julguei. Não me digas que estás incomodado e te queres ir embora!..

        - Não!.. Já que aqui estou. Vamos lá para a sauna.

 

sauna gay

     Por acaso o gabinete da sauna estava vazio e na penumbra como é hábito e sentaram-se lado a lado no primeiro degrau lá para o fundo.

                       

        - Que achas deste local?

        - Efectivamente nunca tinha frequentado uma sauna. O que me mete mais impressão é só haver homens.

       - Não é bem assim. Este pelo menos tem vários horários. Este por exemplo é só para homens mas há outros horários que são mistos e outros que são só para gajas.

        - Podíamos ter vindo nesse que é misto.

        - Não me digas que para engatar uma gaja é preciso vires a uma sauna com gajas.

 

     No entretanto desta conversa o Luís foi colocando uma mão na perna desnuda do Pedro que olhou para ele um pouco admirado.

 

        - Nunca te puseram a mão na perna lá no balneário?

        - Nem nunca estive assim todo nu encostado a um gajo.

        - Pois o meu pau com este calor já se começou a levantar e o teu?

 

     Luís ao mesmo tempo que fazia a pergunta retirou as toalhas que tapavam o sexo ficando o seu todo hirto à mostra e pegou no do Pedro que à medida que o ia manuseando também se ia levantando.

     Pedro olhou-o nos olhos com ar interrogatório. Luís aproximou-se mais e começou por beija-lo na boca. Não um beijo de cinema em que só se tocam nos lábios mas introduzindo sua língua na boca do outro. Alguns minutos daquele linguajar e masturbação recíproca foi o suficiente para Pedro nesta sua nova e primeira experiência começar a sentir-se bem e sem qualquer rejeição. Estavam sós o calor apertava cada vez mais e seus corpos foram-se juntando.

     De repente entra um casal, um pouco amaricados e um comenta:

 

        - Afinal o Luís já arranjou um novo namorado.

 

     Pedro Assustou-se e acabou por verificar que o amigo Luís já era habitué daquelas paragens e afastou-se.

 

        - Não queres hoje que te faça um bico? – Perguntou o que tinha comentado.

        - Eu por mim fazia um ao novato que parece ter grande. – Comentou o outro.

 

menage à tróis homo

     Não estiveram com mais meias-medidas ajoelharam-se frente a cada um deles e pela primeira vez o Pedro verificou o que era um bico. O seu pénis já estava a ser manuseado e a entrar na boca de um deles, enquanto o outro se entretinha com a felação ao Luís.

     Aquela novidade para o Pedro foi algo saborosa. Sem saber bem porque lá no ginásio e na piscina ao olhar para os colegas todos nus quando tomavam duche aquela lembrança em algumas noites na solidão do seu quarto vinha-lhe à memória e seu pénis começava a levantar-se e sem causa aparente batia uma punheta e ficava aliviado passando a dormir mais confortável. O que lhe estava a acontecer não era sonho mas a realidade e sentia-se bastante confortável.

     As felações acabaram e os ocupas daquele espaço depois de algumas risadas acabaram por sair ficando novamente os dois amigos sozinhos na escuridão da sauna e Luís perguntou:

 

        - Então gostas-te?

        - Se gostei?... foda-se!.. Parecia uma vaca a deitar leite. 

        - Sempre valeu a pena vires comigo à sauna! Queres ficar para outra sessão ou queres ir-te embora?

        - É melhor irmos

 

     Luís aproveitou a oportunidade para o acariciar e beija-lo e levantaram-se para se irem embora. Encaminharam-se para o duche. Não estava lá mais ninguém e também não disseram mais palavras.

 

     Já no carro do Luís este começou com algumas perguntas e convites a ficarem amigos:

 

        - Nunca esperaste por uma cena destas?

        - Quando me convidaste a esta cena estava longe que tudo isto acontecesse mas gostei.

        - Quer dizer que ficámos mais amigos e com um segredo entre nos?

        - É claro que sim! Olha o que seria se fosse contar o que se passou.

        - Então agora como vai ser?

        - O que vai acontecer daqui para afrente não sei mas que gostava de estar contigo novamente isso sim.

        - Nas nossas actividades desportivas as coisas vão continuar como se nada tivesse acontecido mas um dia podes ir a minha casa para curtirmos sem outros intervenientes.

        - É uma questão de combinarmos.

 

     E assim aconteceu por várias vezes mas nunca aconteceu mais nada que umas punhetas e umas felações sempre tudo um pouco à pressa pois os pais não tinham horário e podiam chegar de repente embora aquelas cenas se passassem no quarto do Luís e já tinha apresentado o Pedro como colega de escola e por vezes vinha até lá para estudarem (Diziam eles)

Segue a ( III Parte)

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As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

       Nelson Camacho D’Magoito

                (O Caçador)

    Contos ao sabor da imaginação”

           Para maiores de 18 anos

               © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 21:35
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