.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Meus sonhos

os sonhos de nelson camacho

Já lá vão uns anos e ainda sonho contigo

Será doença?

 

    Já eram quatro da manhã quando acordei assarampantado. Roleime na cama procurando teu corpo que não estava lá. Ainda me agarrei a uma almofada mas tu efectivamente não estavas lá.

    Tinhas estado em meu sonho.

    Sonho alegre como foram os tempos que passamos juntos.

    Sonhos eróticos como tantos tivemos

    Foi mesmo um sonho como muitos de há uns tempos a esta parte.

    Levanteime, fui beber um copo de água liguei  a máquina de café, fiz um e vim para o meu canto de escrita procurando na minha caixa de memórias algo para te dizer, mas os neurónios não quiseram trabalhar e então lembreime de um texto de “Kurt Vonnegut Jr” que aqui fica esperando que um dia o leias meu amor.

    Esquisito?

    Podem acreditar que sou!...

As nuvens de um sonho

 

“Nos meus sonhos sou pintor, você sabe, ou talvez não saiba.

E também escultor, Tempo demais sem visão.

Um pontapé para mim é o interjogo de materiais com estas minhas mãos.

Muito do que posso fazer com você enquanto você deitado lê esta poema:

 

Eu lhe pediria para tirar a roupa da barriga

Para que eu podesse, com a unha do polegar esquerdo,

Traçar uma linha reta de dez centímetros

Acima dos pelos de seu púbis.

E depois com o dedo indicador da minha mão direita

Passaria pela margem direita

Do seu umbigo famoso,

Deixando-o ali, imóvel, durante meia hora.

Esquisito?

Podeacreditar que sim.”

 

Nelson Camacho D’Magoito

        (O Caçador)

       

sinto-me: por agora acordei
a música que estou a ouvir: Smooth Operator
publicado por nelson camacho às 00:43
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Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Arrependido NUNCA (parte I)

 

Há dias que não se pode sair de casa

 

Diz-se que há dias em que não se pode sair de casa.

Foi num desses dias fatídicos que encontrei o que julgava ser o meu amigo para toda a vida.

Sim! Amigo porque até à data ainda não sabia o que era a homossexualidade.

Sou um jovem do Porto e o chamado “filho da Mamã” , pai um pouco austero e por isso não vai muito à bola quando eu digo que tenho um corpo lindo e gostava de ser modelo. Minha Mãe como todas as mães até gostava de ideia e dizia com base no que via nas revistas do jet7, que talvez não fosse má ideia inscrever-me numa dessas escolas. Até às escondidas de meu pai me aumentava a mesada para o curso e ir a festas onde parava toda essa gente.

Talvez por ser um pouco tímido e introvertido nunca procurei os tais cursos de modelos nem frequentava bares por onde todos os modelos frequentavam, até porque aqui no Porto não há grande coisa.

No meu quarto à tantas da noite e no meu recato ia tirando a mim mesmo fotografias como se fosse um modelo, depôs publicava-as num saite social com outro nome e procurava saber a opinião de quem me visitava. Resumindo e concluindo: Eu até tinha razão era um rapaz bem apresentado e apessoado, ou seja, era lindo. Bem! Ainda sou, com a graça de Deus.

Um dia ou seja numa noite, no recanto do meu quarto encontrei no meu facebook um convite de um rapaz mais velho que eu para ser seu amigo, dizendo entre outras coisas que era um desperdício estar escondido com tanta beleza. Que devia sair e procurar as oportunidades de uma vida de amor.

Achei estranho tal convite e procurei saber de onde vinha o Pedro, era o nome que dava mas não apresentava a cara, só o corpo, que me despertou atenção pela sua musculatura bem delineada. Ao fim e ao cabo tal como eu. Mais tarde disse-me que ia estar numa festa só de rapazes e que não tinha nada de mal pois seria depois de uma parada contra a homofobia que se iria realizar nas avenidas do Porto.

Este filho da mamã nunca tinha ouvido tal mas procurei saber mais concretamente do que se passava e no dia aprazado lá me desloquei à avenida dos Aliados.

A festa foi linda, afinal não eram só rapazes, havia raparigas também. Novos e cotas, todo o mundo se abraçavam e beijavam. Alguns, talvez um pouco despidos, outros com mascaras empunhando bandeiras contra o racismo e a homofobia. Havia muita música cantos e bandeiras. Ouvi piropos e até alguns me tentaram beijar mas do tal Pedro, nem vê-lo.

A festa foi progredindo e a certa altura vi meia dúzia de intervenientes dirigirem-se para um bar. Curioso também lá fui. Entrei e gostei do ambiente. Gente gira e despreocupada com os outros que os rodeava dançando e alguns até beijando-se. Do tal Pedro nem vê-lo. Bebi umas cervejas e também dancei, ou seja, pulei!

A noite já ia alta e resolvi dar de “frosque”. Na rua ainda havia festa. Uns bebiam outros abraçavam-se outros beijava-se e eu ali parado a olhar para esta novidade toda que era para mim. Às tantas estava encostado a um carro e rirei um cigarro para fumar mas o sacana do isqueiro não acendia. Tentei várias vezes até que um rapaz se me dirigiu e disse: Taz com azar pá, o isqueiro já deu o que tinha a dar! Não tens um no carro? – Pela primeira vez alguém me dirigia a palavra dentro de um contexto verbal que gostei -:

- Epá tem razão! Mas o meu carro está longe e não dá jeito ir lá buscar lume.

- Desculpa! Como estavas encostado a este pensava que era teu.

- Não! Estava só encostado e se por acaso é teu, desculpa.

- Não! Não é meu. Para estas coisas mais vale andar a pé! Sempre queres lume?

- Claro! Já agora!

 

Foi assim, por causa de um isqueiro que teimava em não acender começou a conversa com o João que mais tarde viria a ser meu amigo.

 

Ambos já tínhamos os nossos cigarros acesos quando resolvemos sair daquela barafunda e caminhamos rua fora contando um ao outro o que fazíamos na vida e porque tínhamos vindo aquela manifestação.

Até à entrada do metro mantivemos uma conversa da treta sem entrarmos em grandes pormenores só achámos curioso morarmos ambos na rua da Cedofeita e sem nunca nos cruzarmos. Ele morava do lado esquerdo e eu do lado direito da rua. Acompanhei o João até à sua porta que ele abriu e entramos. O João procurou um cartão-de-visita e deu-mo procurando se no dia seguinte lhe telefonava. Entretanto a luz apagou-se, o João perguntou-me novamente se lhe telefonava no dia seguinte ao mesmo tempo que me segurava nos ombros e delicadamente juntou seus lábios aos meus. Fiquei atrapalhado. Era uma novidade para mim, mas gostei e ficámos assim um pouco trocando sabores linguísticos. A luz voltou a acender-se. Separamo-nos. Olhamos um para o outro alguns segundos, até que eu disse: Amanhã eu telefono. Sai porta fora e corri rua acima direito a casa.

Naquela noite não consegui dormir

Quando cheguei a casa nem banho tomei, despi-me pura e simplesmente e assim como Deus me deitou ao mundo atirei-me para cima da cama e tentei adormecer pensando em tudo o que me tinha acontecido.

Tudo o que me tinham ensinado na juventude ruiu como um baralho de cartas ao ser beijado por aquele tipo não tendo coragem de reagir de outra maneira a não ser o aceitar toda aquela envolvência de carinho que nunca tinha tido. Diz-se que o arrependimento mata, mas eu estava vivo e bem vivo não conseguindo retirar da minha mente aquele beijo sôfrego. Estava numa de indecisão! Arrepender-me por ter consentido que um homem me beija-se ou ter retribuído ainda com mais força aquele gesto que era uma novidade.

Já em tempos tinha tido uma pequena experiencia no género em que um primo mais novo que eu me tentou beijar na face ao mesmo tempo que dizia gostar de mim mas o que se passou naquela noite foi totalmente diferente. Foi na boca onde enrolámos nossas línguas e feito por um homem mais velho ao que vim a saber mais tarde com grande experiencia dos actos sexuais entre pares do mesmo sexo. No pouco tempo em que adormeci, aquele beijo entrou nos meus sonhos e meu pénis hirto saltou para fora das boxes e cuspiu abundantemente milhões de espermatozóides como nunca tinha acontecido e adormeci finalmente como São Sebastião.

Quando minha mãe bateu à porta do quarto para me acordar, já era uma da tarde, e lá foi dizendo: Então ontem tiveste finalmente uma grande farra! Chegaste à seis da manhã o que não é habitual! Pelo menos gozaste a noite?

- Sim mãe! Esta noite foi a minha primeira experiencia de liberdade mas não é para contar. Olha! Vai à tua vida que eu faço a cama e arrumo o quarto.

O que eu não queria era que ela descobrisse o estado em que estavam os lençóis.

Ela saiu toda satisfeita e eu fui tomar um banho depois de arrumar o quarto e fui almoçar. Meu pai como saiu cedo nem deu por nada.

Como não queria que alguém ouvisse o meu telefonema, sai por volta das três da tarde e no café mesmo em frente à casa do João e telefonei-lhe.

- Olá! - Disse ele do outro lado da linha – Já estava à espera do teu telefonema, onde estás?

- Estou mesmo aqui em frente no café.

- Ainda bem que estás perto! Eu estou sozinho em casa. Não te cheguei a contar que vivo sozinho. Não queres dar um salto até aqui? Para ouvir um pouco de musica e conversarmos?

Todo o meu corpo tremeu perante aquele convite lembrando-me do que tinha acontecido na noite anterior.

- Sim eu subo! É só acabar de tomar o café.

 

Quando sai do café olhei para o terceiro andar e lá estava ele por dentro da janela espreitando, não dando tempo a que carregasse no botão da campainha pois a porta já estava aberta.

Também quando sai do elevador a porta da casa também estava aberta e entre ela lá estava o João vestindo um robe de seda vermelho.

Mais uma vez todo o meu corpo tremeu mas desta vez de arrependimento do que estava a fazer, mas continuei e entrei.

- Este é para te descontraíres! - e novamente como na noite anterior colocando suas mãos nos meus ombros puxou minha cabeça e novamente me beijou com seus lábios macios.

João baixou sua mãos e segurando nas minhas perguntou.

- Então que tal! Dormiste bem? Sabes! Eu quase não dormi a pensar em ti.

- Sim! - Disse eu - Mas aconteceram-me coisas estranhas.

- Então puto! Não me digas que te vieste a pensar em mim!

Um pouco ainda envergonhado perguntei - Achas isso normal?

- Opá quantas vezes essa situação me tem acontecido quando conheço alguém giro assim como tu pensando em tudo o que podemos fazer.

- E o que achas que podemos fazer? Perguntei logo de rompante.

- Nada de especial que dois seres adultos não possam fazer. Para já vamos até ao meu bar, tomar qualquer coisa e ouvir um pouco de música ou ver um filme. É como quiseres.

Eu naquela altura já não sabia bem o que queria. Tanto queria sair a correr daquela alhada como seguir para uma experiência que nunca tinha tido, até porque era virgem. Nunca tinha tido qualquer relação sexual e qualquer natureza.

O João perguntou se queria ouvir música ou ver um filme e de que género.

Como naquela altura tudo o que viesse seria bem-vindo disse que deixava ao seu critério.

- Então aqui vamos ver um filme e lá dentro, vamos ouvir música.

Refastelamo-nos no sofá e o João colocou no DVD o filme “ Antes que anoiteça” é um filme biográfico de Reynaldo Arenas um escritor cubano que na sua cruzada contra Fidel de Castro conhece Pepe com quem mantém uma relação gay de amor/ódio durante anos.

Aceitei a proposta e ali ficamos vendo aquele extraordinário filme.

Durante a sessão que durou uma hora e pouco e porque estávamos embrenhados naquela história, pouco falámos íamos sim tomando uns whiskys e entrelaçando nossas mãos.

Por fim o filme acabou.

 

João levantou-se e disse: - Vou tomar um duche a correr e já venho.

 

Foi o momento do meu estar só não sabendo ainda se estava arrependido ou não por estar ali. A curiosidade era tão grande que algo dentro de mim me dizia – deixa-te estar palerma… aproveita este bem-estar que sentes.

Poucos minutos bastaram para o João aparecer novamente já sem o robe vermelho mas de boxes pretos e uns chinelos com cabeças de cão (muito giros por acaso).

Trazia numa mão dois flutes e na outra uma garrafa de champanhe.

- Agora vamos ouvir música.

Entregou-me a garrafa de champanhe perguntando-me se a sabia abrir, segurou-me numa das mãos e encaminhou-me para a sala de desenho como ele chama ao quarto.

Mal entramos naquele aposento as luzes apagaram-se e ficou somente uma luz negra ao mesmo tempo que se começava a ouvir um “nocturno” de Chopin.

Já na sala e durante o filme tinha tirado o blazer e os sapatos ficando somente com a camisa aberta fora das calças que ainda por lá estavam.

João deitou-se e perguntou: - então não abres a garrafa? É melhor tirares a camisa pois ainda se vai sujar com os espirros do champanhe.

Tirei a camisa e abri a garrafa que efectivamente espumou por cima de mim e do João.

Rimos a bandeiras despregadas e nossos corpos se enlamearam daquele suco que ia brotando da garrafa quase não dando para encher os ftutes que entretanto o João não largava.

- Agora tens de tirar as calças dizendo o João num galho fada sem términos à vista.

Calmamente coloquei a garrafa na mesa-de-cabeceira assim como os copos e comecei a tirar as calças que agarradas e estas vinham os boxes ficando todo nu. O João entretanto assim que largou os flutes também começou a tirar os seus boxes.

 

Nus, como Deus nos trouxe ao mundo ficamos ali durante momentos olhando-nos mutuamente.

Salpicados do champanhe e ainda rindo de tudo o que tinha acontecidos, juntamos nossos corpos que os começamos a lamber.

João com uma perícia incalculável foi percorrendo meu corpo dando uma suave trincadela aqui e ali até chegar quase ao meu pénis. Depois subia e vinha entrelaçar sua língua na minha ao mesmo tempo que nossos pénis se entretinham a entrelaçarem-se um no outro pois ainda não estavam tão rijos que não o pudessem fazer. Retribui todo o carinho começando também a mordiscar aquele corpo já sem pingos de champanhe mas seco esperando que minha língua despertasse seus e meus desejos mais obscuros. Quando estava junto ao pénis do João reparei que já se encontrava hirto e experimentei sugá-lo até onde mais pude.

João segurando-me na cabeça foi dizendo: - Tem calma se não venho-me.

Subi por ele acima e com algum suco do seu pénis na minha boca fui depositá-lo na boca dele.

Nossas bocas fervilhavam de paixão enquanto nossas línguas se entendiam como gente crescida e nossos pénis se metiam entre pernas um do outro procurando algo mais apertado que naquela posição não existia. Bem apertávamos as pernas, mas não passava disso.

De repente, João como um caranguejo rodopiou por cima de mim e ficamos na posição do 69 sugando freneticamente nossos pénis ao mesmo tempo que dávamos pequenas mordiscadas nos tin tins. Chegou a altura em que algo iria acontecer e aconteceu mesmo. Tentámos meter em nossas bocas o mais possível nossos pénis pois pelos seus dorsos já percorriam milhões de espermatozóides desertos de se expandirem em jacto contínuo.

Aqueles milhões endiabrados saltando uns por cima dos outros lá se foram alojando em nossas bocas uns percorrendo a sua via própria outros transbordando por nossas face que se vieram a juntar quando nos viramos para uma posição mais confortável e nos beijamos longamente até nossos corpos se reconfortarem de tanto prazer e adormecermos um pouco ainda ao som de “nocturno” de Chopin .

 

 

Nota: Como esta história é um pouco grande e não acaba aqui Vejam o próximo capítulo “Arrependido Nunca II”

 

Esta é dedicada ao meu amigo André Filipe que encontrei no Facebook

 

Nelson Camacho D’Magoito

         (O Caçador)

 

sinto-me: e com saudades daquelas noites
a música que estou a ouvir: "nocturno" de Chopin
publicado por nelson camacho às 18:42
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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Aventuras na sauna ( II )

Aventuras na sauna II

 

    Conforme prometido no final da história anterior " Aventuras na sauna ( I ) aqui fica o resto da aventura passada anaquele dia (esta é uma das histórias que estava na gaveta à espera de ser publicada). Para os interessados não tenham inveja pois isto é tudo literatura do cordel do mundo gay. Para os outros, que me leem e teem inveja de não estar lá e que acham que isto não acontece, principalmente para os "Bruxos" da nossa terra, então digam como é, e saiam mas é do armário.

Um abraço a todos e aqui vai o resto da história.

     

      Quando recompostos, demos um passeio pelo espaço a fim de ver o restante das instalações.

     Ao fim de um pequeno corredor deparámo-nos com uma sala de hidromassagem que até tinha três televisões onde passavam filmes pornográficos. Numa, um filme gay, noutra com lésbicas e outro hard cor que os puritanos chamam de normal (homens e mulheres), Em termos de filmes, havia para todos os gostos.

 

     Aquela pequena sala tinha de tudo. Filmes ao gosto de cada um, grandes fotografias de homens nus, uma piscina redonda de hidromassagens saindo das suas paredes grandes jactos de água aquecida. Toda a água ali existente fervilhava como se estivéssemos na lagoa das Sete Cidades em São Miguel, chamando-nos para ali nos atirarmos e deleitar-mos na sua quentura fervilhante.

     O chamamento era grande e assim fizemos, retirámos as toalhas e lá fomos nós água dentro.

 

     Naquela água fervilhante e de fortes jactos direccionados para os nossos corpos nus e já recompostos da aventura anterior e os filmes porno que nos rodeavam, rapidamente estávamos os três a acariciar nosso corpos e nossos paus que já se encontravam em riste tal espada de qualquer combatente da idade média.

 

     Nossos paus, derivados às carícias que íamos fazendo mutuamente, tomavam proporções gigantescas, já nada os fazia tomar outra medida. Não era só as carícias mútuas, também aqueles benditos jactos de água morna nos deleitavam todos os corpos e até os “tin tins” já estavam rijos.

 

     Ali estivemos durante algum tempo, enquanto outros rapazes passavam pela sala em redor daquela pequena piscina e iam observando, com olhares de inveja. Por baixo das toalhas iam batendo umas punhetas à nossa conta mas lá se iam embora sem coragem de se meterem na confusão, graças a Deus. Aquele momento era só nosso, não queríamos penetras.


     Quando deixaram de passar, um dos rapazes agarrou-me pela cintura, sentou-me no rebordo da banheira e começou a mamar-me o pau.

 

     Rapidamente o outro rapaz meteu a cabeça dentro de água e começou a mamar o pau deste, iniciamo-nos assim a segunda ronda de sexo, mas desta vez em estilo diferente. Tínhamos a água a envolver-nos como se estivéssemos nos úteros de nossas mães.

 

     Mantivemo-nos nesta mamada, até que o rapaz que me mamava sofregamente saiu de dentro de água e decidiu que queria ser comido. Correu para aporta, fechou-a, voltou para mim, deitou-me de costa e resolveu sentar-se no meu pau. Lentamente foi descendo. Fui sentindo meu pau a penetrar aquele buraquinho que era apertadinho até que ficou todo dentro dele. Ele parou e começou a contrair o cuzinho, apertando o meu pau e pondo-me maluco.


     Quando se apercebeu da minha loucura começou então num sobe e desce lento e moroso, de forma a sentir o meu pau a roçar-lhe o buraquinho todo, sentindo-o a entrar lentamente. Começou também a ficar maluco com aquilo e começou a aumentar a velocidade de montagem a gemer ao mesmo tempo. A velocidade do vai e vem era de tal forma controlada que o meu pau nunca chegou a sair daquele buraquinho tremendo. Era um delírio total de prazer mútuo.

 

     Enquanto isto, o outro rapaz que já não conseguia fazer mais nada dentro de água, foi-se colocar frente a ele e pôs-lhe o pau mesmo frente à boca a ver no que dava, ele não perdeu a oportunidade de começar a mamar. E quanto mais mamava e me montava, mais todos nós gemia-mos de prazer infinito.

 

     De repente abriu-se a porta da sala e nenhum de nós se incomodou, pois a loucura era tanta... entrou naquele instante um outro rapaz, louro, de cabelos compridos, corpo bem definido tal modelo de passerelles, alto, olhos azuis lindos, com tudo no sítio, rapidamente tirou a toalha se sentou dentro da banheira a observar aquilo tudo.


     Continuamos assim a foder, até que o rapaz que era mamado se inclina levemente para ajudar o novo participante a acariciar o pau. Inclino a cabeça para trás de tanto prazer e quando a volto a levantar, estava o louro em pé a roçar o pau dele no cu do outro e sem muitas demoras, mete-lhe o pau todo dentro do cu, começando a fode-lo como um cavalo selvagem.


     Cansados da posição, ambos os montados se desencaixaram e resolveram mudar de posição. Puseram-se então os dois, como que combinados, inclinados para o lado de fora da banheira, oferecendo os cuzinhos para nós comermos. Assim fizemos. Rapidamente nos pusemos detrás deles e começamos a foder ao mesmo ritmo.


     Alguns minutos mais tarde, trocamos, pois eu também queria comer o outro cuzinho que era redondinho e arrebitado. Bastou fazer um sinal com a cabeça, que o louro logo entendeu e aceitou, claro.

Trocamos e reiniciamos a foda. Fodemos feitos loucos, ao som dos nossos tomates a bater nos cuzinhos deles, dos seus gemidos, que de vez em quando se beijavam misturados com os gemidos que vinham dos filmes que entretanto ninguém ligava.

 

     Depois de todo este mete e tira, chupa, agarra e acaricia disse: “vou-me vir” para o outro dizer de imediato: “eu também”. Os rapazes que estavam a ser fodidos de imediato despenetraram (é uma palavra nova) viraram-se rapidamente para que nos viéssemos nos seus peitos. Viemo-nos para as caras deles, que esfomeadamente receberam os nossos leites.

     Mergulhamos novamente na hidromassagem, demos uns saltos tal corsas desabridos de contentes pelo campo fora.

 

     Acabamos por ficar mais algum tempo a conversar, fomos até à sala de café, conversamos mais um pouco. Nunca dissemos os nossos nomes nem trocamos de números de telefone. Tinha sido um bocado de noite bem passado entre três que passaram a quatro seres sabe-se lá com que vida na sociedade, o que faziam ou quem eram.

Só eu sabia quem era!

 

O Caçadorr 1999

 

Nota: Nunca mais os voltei a encontrar infelizmente.

sinto-me: com uma pica
a música que estou a ouvir: Sonhos de amor
publicado por nelson camacho às 01:08
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

O Caçador - À espera de um milagre

Primeiro encontro

O Caçador - à espera de um milagre

 

A fim de alguns anos de sexo com pessoas interessantes, num jantar entre amigos onde pela primeira vez tive uma conversa cheia de desabafos de ambas as partes e depois de ter assumido as minhas tendências sexuais e ter contado algumas peripécias passadas ao longo destes anos todos, chamaram-me de “ O caçador”.

 Achei piada, já tinha dado por isso mas nunca me tinham chamado de tal, “ O Caçador”. Vim para casa, e ao som do bater das ondas do mar na minha “barraca”de praia, conde normalmente acontecem os meus escritos, aqui estou tentando fazer uma reflexão de todo o tempo passado e tentar justificar o nome de “O Caçador”.

Como estes escritos são para mim um desabafo que quero compartilhar contigo que me lês aqui vai um percurso de vida de “O Caçador”.

 

Ainda não entendi bem porquê. Desde muito novo, aí por volta das quinze anos de idade quando em lutas ocasionais de corpo a corpo entre rapazes, que comecei a sentir uma certa atracção por eles, principalmente quando eram bonitos, (o bonito para mim é um rapaz de corpo e porte perfeito que tenha algo de feminino sem ser afeminado). A certa altura já provocava essas lutas (de brincadeira) para os poder sentir. Foi um método que engendrei para os ter mais próximos, sentir seus corpos aliciantes e iniciarmos-nos numas “brincadeiras sexuais”.

Não me lembro de ter levado uma nega, sempre que me atirava e sempre rodeado de uma certa perspicácia levava a á gua ao moinho, como se diz na gíria corrente:- Acabava sempre com o coiso na mão e a mão na coisa, (ao principio era só assim).

 

Com o andar dos tempos, fui sentindo a obrigação de ter contactos sexuais com muitas mulheres o que era difícil, pois tinha mais facilidades com rapazes da minha idade. Fui descobrindo também que tinha permanentemente um desejo compulsivo denominado de "satíriase”. (Sátiro é uma figura da mitologia grega, meio homem, meio animal, descrita como um ser preguiçoso e sensual). Nessa variante de comportamento sexual, o homem não desenvolve uma relação duradoura sentindo-se sempre compelido a mudar de parceiro ou parceira. O que motiva a sua relação sexual é apenas um acto de conquista. Efectivamente era a conquista que me seduzia.

À tarde, acontecia no trabalho (mas sem nunca dar nas vistas), à noite era outro engate no café e às vezes acontecia outro ainda no caminho para casa (umas vezes para passar a noite outras , só pelo prazer do momento). Porque tinha um comportamento normal, não tendo tiques ou qualquer comportamento que desse nas vistas as minhas opções sexuais (ainda hoje!) sempre tive e tenho possibilidades de grandes engates.

Percorri todas as pensões de Lisboa, criei amizades fortes em algumas dessas casas chegando a ter as chaves dos quartos independentes (o que era bom, pois algumas pessoas nem davam conta que estavam a entrar numa pensão "outros tempos").

Cheguei a ter de sociedade com colegas de trabalho, apartamentos alugados para os nossos “cabritos”. Eram outros tempos em que se podia encontrar um novo amigo e levá-lo para casa sem qualquer problema, “não havia drogas nem prostitutos ou sida” havia sim, sempre um pouco de amor para trocar.

  

Buscando explicações para estes factos, procurei ler muitos livros sobre estas situações e cheguei à conclusão que há psiquiatras e outros especialistas que dizem: - O homem que actua como D.Juan busca alguém perfeito no seu imaginário com quem fazer sexo, depois da conquista sexual acabam por esquece-los: - Ai está o Caçador

 

Talvez porque sempre fui um tipo de amor-perfeito, apaixonavam-se por mim com facilidade. Eu no entanto, com é normal nos bissexuais, sempre tive dificuldade em manter esses relacionamentos por muito tempo.

 

Percorri um tempo interessante de conquistas de homens e mulheres. Estive apaixonado três vezes, uma delas foi com a mulher de quem tenho um filho, mas como um verdadeiro metrossexual, as relações não duraram muito, o máximo foi vinte anos, e já foi muito!

Depois deste escrito, fico á tua espera.

Comenta-me ou contacta-me se achares que sim! - A vida é para ser vivida no tempo que por cá andamos.

 

Se conhecerem alguém que sirva a este perfil, estou pronto a ser apresentado. O resto é com o Caçador que continua à espera de um milagre.

Este escrito é dedicado ao casal Bicho, sem tabús e sem preconceitos.

 

O Caçador

publicado por nelson camacho às 09:00
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Impressão Digital de Nelson Camacho

                       Impressão digital de

                 Nelson Camacho d’Magoito

(D'Magoito para não ser confundido com outros Nelsons que andam por ai) 

     Esta é a minha impressão digital, ou seja, quem sou, o que fui e para onde quero ir.(pode ver-me também em outro Blog)

Talvez seja melhor começar por dizer quem sou:

- Actualmente sou o Batman da vida. Vivo só e à beira mar, (ou quase) num sítio lindo e calmo. Tenho a praia do Magoito quase à porta e do quintal vejo o mar. Olho para ele, oiço as ondas e nos dias de bom tempo faço os meus churrascos para os amigos, quando me dá na gana, pego no computador portátil e é nele que vou debitando a minha raiva e os meus sonhos.

     Certamente sou diferente de algumas pessoas mas também sou igual a outras. Sou assim mesmo e ninguém tem nada com isso! Na verdade, há uns que são, outros que gostariam de ser e outros que sonham em sê-lo.

     Sou feliz! Não digo com quem durmo (quando temos tempo para dormir) ou o que faço sexualmente. Uma situação é certa: Em minha casa ninguém toma o pequeno-almoço. (É que quando isso acontece, depois querem lá ficar e já me habituei a viver sozinho, saber onde tenho as coisas e andar nu pela casa fora, até no quintal, a trabalhar para o bronze) Na casa de banho já existem escovas e pastas de dentes que não são minhas. (e esta! em….).

     Em princípio esta casa seria uma casa de verão, mas num café que frequento, conheci uma pessoa por quem me apaixonei e contrariamente ao que tenho sido ao longo da vida, desta vez senti-me “cota” e o “engate” levou mais tempo. Também acabei por fazer alguns amigos que preencheram um pouco da solidão que já se estava a agarrar e acabei por ficar por cá, praticamente como residência fixa.

 

                                                      O que fui!

     - Bem o que fui, é um pouco complicado. Fiz tudo na vida, trabalhei em várias áreas inclusive, estive ligado ao meio artístico onde conheci pessoas muito lindas por dentro e por fora. Fui radialista, actor e cantor (cheguei a gravar discos e a trabalhar no estrangeiro) Deixei este modo de vida quando me casei (ela era muito ciumenta e não me podia ver abraçado ou em companhia das minhas colegas). Tenho um filhote que já é engenheiro informático, é um belo rapaz mas já tem a sua vida organizada.

     Um dia contarei a minha história para não dizerem que só conto a dos outros.

 

                                         Para onde quero ir?

     Para lado algum! Reviver o passado, talvez. Sonhar com dias melhores, também.

     Conhecer novos amigos, sim. Mas principalmente, passar umas boas noites de amor e carinho. Há uns que dizem que não o fazem, há outros que sonham em fazê-lo, há outros ainda que o fazem às escondidas e há ainda os que por medo, complexo ou negação não o fazem simplesmente.

     “Amar e ser amado é a coisa mais bela que existe. É fazer poesia! (ainda por cima, faz bem ao coração)”

                                              Como dizia Florbela Espanca

 

“ Ser poeta é amar perdidamente

   É ser alma sangue e vida

   E dizê-lo cantando a toda a gente!”

 

     Para impressão digital ou seja para me apresentar, creio que já chega. Ao longo dos textos que vou escrevendo neste blog, você tirará as conclusões que muito bem entender, não se esqueça no entanto que nem tudo o que luz é ouro e nem sempre o que parece é!

     Os textos aqui inclusos são livres. Fico à espera dos vosso comentários, solicitando desde já a cortesia de se os utilizarem para algum efeito, de citarem a fonte.

   O Caçador

sinto-me: Com Deus e com os Santos
publicado por nelson camacho às 13:09
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FINALMENTE AQUI ESTOU....

Finalmente aqui estou!

     Não, não sou um destes, mas gostava de ser!

     Finalmente depois de andar de blog em blog com leituras parvas, anedotas e contos eróticos sem qualquer conceito literários (principalmente os brasileiros) alguns até pornográficos sobre gays, resolvi divulgar algumas histórias eróticas que estão prontas na gaveta para ir para o prelo.

     Sendo esta forma (os blogs) de divulgação do que nos vai na alma assim como outros escritos, resolvi entrar na onda dos bloguistas .

     Não tenho a veleidade de ser escritor, mas faço o melhor que sei " Quem dá o que tem. a mais não é obrigado".

     Neste blog que ainda ando a aprender como se faz (não está a sair nada do que pretendia mas a seu tempo vai melhorando) não vão estar incertos textos pornográficos mas sim eróticos e histórias do dia a dia que se passaram tanto entre gays como entre heterossexuais e bissexuais , na maioria dos casos a forma de praticar sexo é comum entre estas opções sexuais.

     Todos os textos são elaborados de forma literária, e são pura ficção. As fotografias são consideradas de arte fotográfica . Não existirão fotos pornográficas.

     Abordarei também temas sobre a saúde e conselhos para o mundo gay.

     Todo este e outros blogues de minha autoria são de minha inteira responsabilidade .

     Mais soubre quem sou, leia o post seguinte " Impressão Digital"

     Também a maioria das fotos que publicarei são retiradas da net por serem livres. Se entretanto alguém achar qua abusei é só dizerem pois de imediato a retirarei ou alterarei.

     Vão existir outra fotos minhas ou de minha autoria a essas só as têm que gramar.

      Portem-se bem se puderem e não tenham medo de serem diferentes.

      Um ganda Beijo para uns e um ganda abraço para outros. - Vou tentar dar que falar -.

 

Nelson Camacho (O Caçador)

 

 

sinto-me: com sorte
a música que estou a ouvir: Myster Gay do Alex
publicado por nelson camacho às 12:08
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