.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Terça-feira, 14 de Abril de 2015

Eles eram dois – I Capítulo

Eles eram dois

Dos dois, o Diabo escolheu um.

 Minha avó tinha dois ditos muito engraçados mas com alguma sabedoria:

“Santos ao pé da porta não fazem milagres” e,

“Dos dois vai o Diabo e escolhe”

Mesmo com estas máximas, há situações que “Não se deve guardar para amanhã o que podemos fazer hoje”. Foi o que aconteceu naquela manhã.

Tomando à letra esta último máxima, vou contar o que aconteceu naquele dia – inicio da hora de verão -:

 

A hora tinha mudado e nem dei por isso e assim que acordei, e somente com um robe vestido pois por norma durmo todo nu, foi até ao computador com a ideia de cuscar o que que passava no Mundo através da internet. Saiu tudo gorado. O software que utilizo tinha pifado e não consegui ligar-me à net. Fiquei danado e depois de dar voltas e mais voltas não consegui resolver o problema. – Certamente tenho de me deslocar a um técnico na segunda-feira.

 

Fiquei pior que estragado e contra os meus princípios, vesti umas calças um blusão e sem desfazer a barba sai sem destino. Passei pelas bombas de gasolina, meti 10 Euros, comprei o jornal e dois maços de tabaco e lá fui sem destino marcado.

 Com tudo isto já eram 3 horas (das novas). Como estava sem pachorra para ouvir rádio, liguei uma das PenDisk que trago no carro para estas ocasiões.

Quando dei por mim, estava a arrumar o carro a porta do café “Ateliê do Café” no Magoito.

 

Em sentido contrário vinham dois moços aí para os seus dezoito anos. Um sem qualquer aparência de nota e outro com muito bom aspecto que cruzou insistentemente o olhar com o meu. Tomando à letra a máxima da minha avó “Dos dois vai o Diabo e escolhe” e parece que o Diabo estava mesmo ali e com aquele olhar reciproco ele escolheu o mais bem-apessoado, mas com um tic qualquer especial.

 

A esplanada estava cheia, só havendo duas mesas vagas dirigindo-se a uma delas os tais moços. Como levava já o jornal, apressei-me a colocar o dito e o maço de tabaco na outra mesa ao lado e fui lá dentro pedir o café.

 

Quando voltei com o café, lá estavam eles falando com o empregado – devem gostar de ser servidos, pensei – Sentei-me e os nossos olhares voltaram a encontrar-se. O colega nutou a nossa troca de olhares e disse-lhe qualquer coisa baixinho e trocou de cadeira para ficar entre nós, mas o tal bem-apessoado pereceu-me não gostar e afastou a cadeira de forma a ficar frente a mim e olhando-me novamente encolheu os ombros como quem diz “O que é que posso fazer?”.

 

Há dias assim… Mas eu estava a meu ver, numa figura nada recomendável, com a barba já com uma semana e mal vestido. E óbvio que não com os aspecto de um pedinte, mas com a minha idade não estava com um aspecto de engate.

 

Por causa do Sol estava de óculos escuros e assim fiquei não deixando transparecer quaisquer sinais de aprovação perante tal moço mas de vez em quando os nossos olhares trocavam-se.

 

Para ler o jornal no seu todo já preciso de óculos de ver ao perto portanto só me dediquei a ler as gordas, deixando os textos para mais tarde.

O tempo foi passando mirando-nos mutuamente.

Estivemos naquilo ai uma meia hora, até que o menos apessoado disse qualquer coisa ao ouvido do outro e ambos se levantaram e se foram embora.

 No espaço que dista a mesa onde estavam e a saída da esplanada, por duas vezes o mais apessoado virou a cabeça olhando para mim e novamente encolheu os ombros.

Fiquei por ali pensando no que tinha acontecido. Pedi outro café, enrolei o jornal e fumei mais um cigarro.

Os meus neurónios já estavam fervendo de ideias e a imagem daquele moço não me saia da cabeça até que de repente, atrás de mim ouvi uma voz dizendo – Dois cafés de seguida não lhe fará mal? –

Olhei de soslaio e fiquei petrificado. Era o tal moço apessoado mas sozinho.

 

- Posso ler uma coisa ai no seu jornal? – Perguntou ele -.

- Mas certamente que sim!... Porque não se senta? – Respondi -.

 

Algo de estranho estava a acontecer. Não que não estivesse habituado a situações destas mas derivado ao meu aspecto, um pouco desleixado, que achava muito mau, achei estranho aquela abordagem. O tal moço sentou-se e apresentou-se.

 

- Chamo-me Jorge, estou a passar o fim-de-semana em casa daquele meu amigo. Venho cá às vezes e nunca o vi por aqui.

- Moro por aqui mas raramente venho a esta café. Faço a minha vida fora aqui do Magoito pois minha avó dizia que “Santos ao pé da porta não fazem milagres”

- Quer dizer que posso ser algum desses Santos?

- Não sei, mas que alguma coisa nos atraiu isso é verdade!..

- Não foi o carro nem a sua barba crescida, mas um filing qualquer que não deixei de notar entre nós.

- Efectivamente ouve qualquer coisa que nos atraiu embora a diferença de idades.

- Mas tenho muito mais interesse em conviver com pessoas mais velhas. Os mais novos ou da minha idade não me trazem nada de novo.

- Então esse seu amigo com quem passa os fins-de-semana não lhe dá nada de novo?

- Ele não é só um amigo mas meu primo com quem temos um relacionamento, mas é muito chato e ciumento.

 

Estava tudo dito. O tal primo devia ser o seu primeiro amor, mas não iam muito “às filhoses” como é hábito dizer-se. Então não escondendo reconhecer os seus propósitos continuei com a conversa.

 

- Quer dizer que vocês os dois têm uma história!..

- Sim!... Temos uma história um pouco complicada.

- E não me vai contar?

- Não sei!... Devo estar a fazer um tremendo disparate com esta minha abordagem.

- Disparate? Não sei porquê? No final de contas tivemos o mesmo filing e já somos pessoas adultas para encarar as realidades. Você simpatizou comigo e eu consigo. Podemos falar de tudo e de todas as coisas, tal como as nossas preferências.

- Está a falar de quê? Filmes, futebol, livros ou outros entretenimentos?

 

Saltou-me a tampa e porque já não tenho muita pachorra para aturar meninos indecisos, respondi à letra:

 

- Talvez de entretenimentos se chamarmos de sexo um entretenimento.

 

O rapaz não esperando esta minha resposta, mexeu-se na cadeira e comentou:

 

- Mas é assim tão óbvio?

- Não disseste – já o começava a tratar por tu – que gostavas de conviver com pessoas mais velhas? A idade tem destas coisas. Embora não tenhamos nada na testa como tu que identifique os nossos gostos, sabemos o que queremos e onde procurar.

- E achas que encontrei?

- Não!... Não encontraste!.. Encontrámos!.. Embora seja um pouco estranho para mim derivado ao aspecto que tenho hoje. Mas normalmente quando menos espero encontro sempre a pessoa indicada para um bom relacionamento e hoje foi um dia desses.

- Mas não estás assim com tão mau aspecto. Só não desfizeste a barba mas agora também se usa, embora não goste muito de pêlos.

- O teu primo não tem pêlos?

- Se não te importares não falamos dele. É uma história muito complicada.

- Se não queres contar, não contes. Vamos ter oportunidade de o contares.

- Achas? Enão o que te fês vir até aqui hoje? Como já disse ainda não te tinha visto por cá.

- Hoje foi uma história chata para mim. Quando me levantei fui para o computador para cuscar as notícias e não consegui ligar-me à Internet. Dava um erro 720, liguei para o assistente do servidor e disseram que o problema era do PC. Dei voltas e mais voltas e não consegui resolver o problema então danado vim para a rua tal como estava. Como estava não foi bem assim, porque estava nu e só com um robe vestido.

- Então andas nu em casa? E o resto da família?

- Não tenho família. Vivo só. Vim para esta casa Há seis anos para estar sossegado e fora do bulício da cidade e dos andares que parecem gaiolas, para ouvir as minha músicas e escrever sossegadamente.

- Quer dizer que és escritor, ou musico.

- Praticamente, sou as duas coisas. Escrevo umas coisas e quanto à música é outra história.

- E uma grande experiência de vida, está-se mesmo a ver. Menos de computadores.

- É verdade. O computador para mim veio substituir a máquina de escrever e os jornais.

- Estás com sorte pois eu não escrevo mas percebo de computadores e se quiseres posso dar-te uma ajuda.

- Epá isso era o ideal!.. Como vamos fazer?

- É fácil, como tens carro podemos fazer assim. Vou a casa dizer ao meu primo que tenho de ir para Lisboa hoje. Esperas por mim, vamos a tua casa, resolvemos o problema do computador e depois levas-me a Lisboa.

- E o teu primo não desconfia?

- O gajo come tudo o que lhe digo.

- Então está bem. Espero no carro…

 

Assim foi. Fui pagar a despesa e meti-me no carro com a sensação que tinha sido uma grande golpada ou o início de uma nova amizade. O Jorge não demorou muito. Do mesmo local de onde tinha vindo com o primo, desta vês, vinha de mochila às costas e só.

 Mal chegou ao carro abriu a porta atirou com a mochila para o banco de traz e comentou:

 

- Vamos embora antes que apareça algum conhecido

 

No caminho até minha casa

 

No caminho fizemos uma conversa da treta pois praticamente já tínhamos dito tudo, directamente e entrelinhas. Eu pelo menos sabia como tudo aquilo iria acabar. Da parte dele também já sabia o que queria.

 

Assim que chegámos entramos e dirigi-o ao escritório onde tenho para além do computador um Bar com bebidas e um mini-frigorífico com algumas bebidas.

 

- Queres tomar alguma coisa? Tens aí a máquina de café, é de capsulas e algumas bebidas. Também tens nesse mini-frigorífico cervejas e sumos. Como não me sinto bem vou num instante desfazer a barba e tomar um duche a correr. O computador está também à tua disposição. Vê se te desenrascas.

 

Quando voltei vinha como é meu habito andar em casa com um robe vestido e sem mais nada.

O Jorge estava com um copo de sumo na secretária e sentado num banco frente ao computador tentando dar-lhe a volta.

Sentei-me no meu cadeirão por trás dele

 

- Então já deste com alguma coisa?

- Sem querer abri a tua página “O Canto do Nelson” e vi que és mais sabido que a encomenda. Afinal não te escondes com aquilo que escrevas na internet.

- Sim!.. Quem quiser saber algo de mim está à vontade. Só é difícil é saberem algo sobre a minha vida privada. E quanto ao computador? Descobriste alguma coisa.

- Está difícil!.. O problema é do teu software que usas que é o Windows XP que já acabou. Creio que só um técnico abalizado te pode resolver o problema. Podes trabalhar com ele à vontade, só não podes é ligar a net.

- É como eu digo, o gajo só me serve para substituir a máquina de escrever. Queres cuscar o que escrevo e as minhas fotos?

- Vou abrir esta pasta que tens qui escondida e que diz KissGay. Posso?

- Estás à vontade.

- Tens aqui fotos muito bonitas.

 

Sem querer ou talvez não encostei-me a ele e o meu pau começou a levantar-se e ele notou:

 

- Já estás entusiasmado?

- Desde o momento que te conheci que estou entusiasmado. Nota-se muito?

- Eu também!

 

Então o Jorge virou-se e ficamos frente a frente, meteu as pernas entre as minhas afastando-as de forma a ficarmos mais pertos um do outro e nos beijamos ardentemente.

 

- Sempre é verdade andar nu em casa.

- Não queres ver o resto?

- Foi por isso que foste desafazer a barba e tomar duche?

- Sabes aquela história de quem se ajoelha pede desculpa?

- Queres que peça desculpa?

- Se te ajoelhares não é preciso pedires desculpa.

 

Então Jorge afastou-me o robe e começou por me beijar desde os lábios até ao meu pénis que começou a sorver algum esperma que já começava a brotar.

 

- E se fossemos para a cama? – disse eu –

 

Jorge levantou-se e comentou:

 

- És muito sabido.

- Não dizes que gostas de tipos mais velhos?

- Mais velho só estive com um e não me dei nada bem, mas contigo está a ser diferente.

 

Voltámo-nos a beijar e já em pé, encaminhei-o para o quarto. A roupa dele e o meu robe foi ficando espalhado pelo caminho até chagarmos à cama para onde nos atirámos.

Fiquei deitado de costas e ele continuou com o que tinha começado de joelhos.

 

Delicia das delicias o Jorge tinha aprendido bem com o primo. Faltava saber se lhe tinha ensinado tudo e tirando o meu instrumento de prazer daquela boca que não parava do vai e vem perguntei:

 

- Não queres que te foda?

- Só uma vez experimentei com o tal velho mas ele foi tão bruto que jurei nunca mais experimentar.

- E com o teu primo?

- Só batemos umas punhetas e chupamos os nossos pirilaus.

- Pirilaus uma porra!.. Tens um instrumento muito bom.

- Achas? O teu também é gostoso. Nunca comi um cu.

 

Entretanto já nos estávamos punhetando mutuamente e eu fazendo um esforço dos diabos para não me vir, comentei:

 

- Daqui a pouco estou a vir-me

- Não aguentas mais um pouco?

- Aguento se te sentares nela. Juro que não te faço doer e depois podes fazer o mesmo. Queres?

- Como fazemos?

- É fácil. Descontrai-te e deixa-te ir.

 

Foi a vez de abrir a gaveta da mesa-de-cabeceira e tirar um tubo de vaselina com que besuntei abundantemente o meu pau.

 

Então primeiro sentei-o na minha barriga e de perna abertas e de joelhos fui subindo e agarrando-lhe as pernas fui encaminhando o seu corpo até o ânus ficar na direcção do meu pau totalmente hirto e besuntado fis com que o Jorge fosse cavalgando entrando o meu pau dentro dele. Com aquela posição o ânus ficou mais relaxado e lá foi entrando pouco a pouco enquanto lhe dava prazer masturbando-o. Já estávamos ambos aflitos e a explosão foi rápida. Ao mesmo tempo que ele se vinha sentou-se com mais força e todo o meu membro entrou rapidamente naquele cuzinho quase virem e também me vim.

Todo o meu peito ficou cheio daquela porra não largando o seu pau com toda a força.

Passados minutos saímos daquela posição e nos agarramos como dois amantes antigos.

 

- Foi bom? Não te fiz doer?

- Nunca pensei que fosse tão bom. Agora cumpres com a promessa?

- Mas és capas de te vir novamente já a seguir?

- Acho que não!.. Mas fica para outra altura.

- E o teu primo? Em que lugar fica?

- Nunca ouviste dizer que um amor antigo apaga-se com um novo?

- Sim já ouvi e esse dito é o que nós mais velhos costumam-mos dizer.  

- Parece que já somos adultos suficientes para fazermos o que bem entendemos.

- Ao que parece, afinal o mais velho pareces tu!..

- Desde que te vi deu-me um clique que me pareceu que algo iria mudar a minha vida.

- Então sempre és capaz de te vir novamente para me fuderes?

-Tu é que sabes. As habilidades para fazeres de mim o que quiseres é tua.

- O melhor é descansarmos um pouco e depois logo se vê. Já não tenho a tua idade... E se fosse preparar algo para comer. Já são horas da janta e ainda tenho de te levar a casa.

- Não posso cá ficar? Amanhã íamos até à praia.

- Então não avisas os teus familiares?

- Se puder cá ficar telefono-lhes a dizer que fico em casa de um amigo e que já não estou em casa do meu primo para eles não lhe telefonarem.

   - Cá para mim podes ficar, comemos e arranjamos mais forças para continuar, entretanto contas-me essa história com o teu primo.

- Tá bem. Só queria era tomar um duche, mas tens de me emprestar qualquer coisa para vestir pois a minha mochila ficou no teu carro e é lá que tenho uma muda de roupa.

- Estás à vontade. Primeiro vou eu tomar o duche e depois vais tu enquanto arranjo algo para comer. Quanto ao vestires empresto-te um robe e assim andamos os dois à vontade.

- O.k… Fico à espera.

 

Depois de tudo combinado lá fui tomar o meu duche. Quando acabei fui até ao quarto e o Jorge tinha adormecido.

 

Fui até à cozinha e preparei um bacalhau com natas – daqueles que se compram congelados e é ó meter no micro ondas e umas batatas fritas também de pacote.

 

Depois de tudo pronto coloquei num carrinho de serviço e levei para o quarto e acordei-o beijando-lhe um ombro que estava descoberto:

Ele levantou a cabeça olhou para o repasto e comentou:

 

- Nunca me tinham tratado assim!...

- O que queres beber? Cerveja, vinho branco, tinto ou sumo?

- Pode ser vinho branco.

- Tenho aqui uma reserva fresca de Reguengos que até parece champanhe. Não queres ir tomar o duche? – ao mesmo tempo que lhe entregava um robe branco -.

 

Jorge levantou-se e foi quando vi bem toda a sua compleição física. Era um verdadeiro Adónis com todo o corpo delineado certamente por alguma ginástica que fazia e aquele pénis murcho mas de cabecita luzidia entre os dois tintins que até não eram grandes e de poucos pêlos.

A quando do nosso elevo foi de tal fúria que nem tinha reparado bem no seu corpo e deu-me vontade de o agarrar novamente mas não o fiz. Deixei-o ir tratar-se da sua higiene, mas sem antes lhe entregar um copo com um pouco daquele delicioso vinho branco de Reguengos como de um brinde se tratasse ao tocarmos em ambos os copos e nos beijamos novamente.

Gorge não largando o copo comentou:

 

- Nunca me tinham beijado assim nem tratado com tanto carinho.

- É a sabedoria de um cota.

- Sim tá bem!.. Chama-lhe cota….

 

Depois daquele comentário saboroso, Jorge seguiu para o chuveiro e eu fiquei preparando o quarto para o que viria a seguir.

Fim do I Capitulo

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   Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

        Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação” (H-100)

          Para maiores de 18 anos

            © Nelson Camacho
2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 08:49
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Eles eram dois – II Capitulo

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 Uma semana de amor

 

Aquele maldito computador que tantas ralações me andava a dar, finalmente, derivado aos seus queixumes naquele dia, concretizou-se a profecia “há azares que vem por bem”. Tinha conhecido o Jorge que contrariamente ao que normalmente acontece. Fui eu o engatado.

 

Agora só tinha que cumprir o que lhe tinha prometido. Teve sorte porque normalmente não costumo cumprir com aquelas promessas. Também normalmente não ficam em minha casa, é sempre a chamada “rapidinha” com não mais de duas ou três horas e depois vão-se embora não dando espaço para mais aventuras mas o caso do Jorge foi diferente.

Aconteceu em relação às idades, estava-mos de acordo. Eu gosto dos mais novos e ele dos mais velhos. Ele com pouca experiência e eu já entrado na idade dos cotas, como é óbvio, com a experiência e lata toda.

Quando ele apareceu vindo do duche, vinha todo nu e somente com o robe branco um pouco aberto que lhe tinha emprestado, já eu tinha colocado o carrinho de serviço no meio do quarto com dois pafes, um de cada lado. A garrafa do vinho dentro de um balde de gelo para não aquecer. Tinha também colocado um CD com uma música clássica de piano e baixados as luzes dando um ambiente mais íntimo acrescentei no carrinho duas velas acesas.

     

- Tás a ver porque julgo que os mais velhos sabem receber bem? Está tudo muito romântico.

- Uma forma delicada de me chamares velho.

- Velho uma porra!.. Depois do que fizemos nunca te poderia chamar velho na acepção da palavra. Foi com carinho. Sabes?.. Estou a ficar apaixonado por ti.

- E o teu primo?

- Não me fales desse gajo.

 

Entretanto começámos a comer, Também há luz de velas que estavam no meio de nós.

 

- Então conta lá o que se passa com o teu primo…

- Já lá vão uns anos a primeira vez que fiquei em casa dele para irmos à praia, ficamos na mesma cama e durante a noite o gajo começou por tentar abusar de mim sexualmente, mas não deixei e ficamos por batermos uma punheta um ao outro.

- E não passaram disso?

- Um mês depois voltei a lá ficar com os meus pais e voltamos a ficar na mesma cama. A meio da noite o gajo fechou a porta e colocou um DVD de filmes pornográfico só de homens, onde se masturbavam, faziam sessenta e nove mamando os pénis uns dos outros. Tás a ver como é que se faz?, perguntava-me ele ao mesmo tempo que mamava o meu pau que estava murcho. Foi-se levantando pouco e pouco e sem saber porquê começamos a fazer aquilo os dois. Eu vinha-me dentro da boca dele e ele vinha-se dentro da minha.

- E não passaram disso?

- Nunca fizemos mais nada, mas o gajo é muito ciumento e quando cá venho nunca me deixa falar com mais ninguém. Eu também só cá venho alguns fins-de-semana para ir à praia.

 

Entretanto já tínhamos acabado de comer e depois de tomar o café, voltamos para a cama para conversar e voltei ao tema.

 

- Então e como foi essa experiência com o tal tipo de que nem te queres lembrar?

- Um dia o verão passado vinha da praia sozinho e um tipo ai para os seus cinquenta anos parou o carro e perguntou-me se queria boleia. Como era um grande esticão e sempre a subir aceitei. Durante o caminho contou-me que era professor e gostava de música e que lhe tinham dado uma colecção de Hip Hope e como não gostava do género tinha-os dado ao filho que por acaso também não gostava, então tinha-os lá a um canto para oferecer a quem gostasse. Eu disse na altura que gostava do género mas não tinha nenhum CD, só ouvias esse tipo de musica no Youtube.

O tipo que até ali se tinha mostrado bem simpático e ainda por cima professor quando eu disse que gostava de ter esses CDs, prontificou-se logo a oferecermos, bastava para tanto ir a casa dele. Aceitei e quando dei por mim estava em casa do tipo, Entramos na sala e ele foi buscar os tais CDs. Eu estava sentado num sofá e quando ele chegou entregou-me alguns colocando-os em sima da minha perna ao mesmo tempo que me apalpou o pau. Fiquei sem saber o que fazer ou dizer até que ele perguntou se podia ver. Ao mesmo tempo que me abria a braguilha pondo cá para fora o coitado do meu pénis e começou a mama-lo. Como é lógico o tipo começou a levantar-se então o tipo baixou-me as calças e mesmo ali no sofá tentou violar-me. Ainda entrou um pouco e como gritei de dor e me afastei o tipo ficou muito atrapalhado, Vesti as calças e sai porta fora.

Como vês foi uma experiência nada agradável.

 

- Também digo… Isso nunca me aconteceu nem fiz isso a alguém. Ficou-te de emenda nunca mais pedires boleia ou entrares no carro de um desconhecido.

- Porra!.. Jurei para nunca mais, mas contigo foi diferente. És um gajo porreiro e no final fui eu que te engatei e não tu.

- Pois. Estava sossegadinho da vida, Só olhei para ti e encontrei algo de especial e estamos aqui felizes e contentes, Acho eu… Estás bem?

- Soube-me bem desabafar. Nunca contei esta cena ao meu primo nem a ninguém por vergonha.

- Acho que fizeste bem. Assim como deves deixar de ir a casa dele. Agora podes vir cá quando quiseres e passar não só os fins-de-semana como outros dias.

- Achas? Achas que podemos ser amigos? – e beijou-me -.

 

Aquele beijo e outros carinhos foi a continuação de muitos naquela noite, até começarmos a alisar os nossos paus. Dali até começarmos a beijar e lamber nossos corpos até aos sessenta e nove foram momentos de prazer. Foram preliminares que duraram longo tempo, até que ele se virou ficando de costas para mim como a pedir que o fudesse novamente.

 Ainda meti a cabecita mas lembrei-me da promessa e antes de continuar deu-me na gana e porque há muito tempo não levava com um caralhito sem experiência perguntei-lhe ao ouvido:

 

- Não queres tirar os três no teu pau?

- Deixas?

- Deixo, mas com calma.

 

Então deitei-me de bruços e ele em cima de mim senti o seu peito musculado nas minhas costas ao mesmo tempo que procurava o sítio próprio para me penetrar. Não tinha mesmo experiência. Então não fui de modas. Com uma das mãos procurei o seu pau e fui eu que o apontei direito ao meu ânus. Primeiro a cabecita e depois movimentando-me ao mesmo tempo e ele lá entrou o resto. Ele bombou, ganiu de prazer e eu gemi um pouco também de prazer pois já há algum tempo que não arcava com tal coisa.

Ambos nos movimentamos para que a penetração fosse constante até que os meus lençóis ficaram cheios daquela minha porra e a minha próstata sentisse o fluxo do esperma dele, com tal abundancia que até saiu um pouco para fora.

Fiquei esparramado na cama com ele em sima de mim e ainda com o seu membro no mesmo local durante algum tempo. Aquela porra de pau nunca mais murchava e perguntei:

 

- Foi bom?... Queres te vir novamente.

- Foi óptimo… Parece que o gajo quer mais, não dá sinais de murchar.

- Continua a bombar e vais ver que te vens novamente. Deixa ver uma das tuas mãos.

 

Então encaminhei sua mão ao meu pau e começou a masturbar-me ao mesmo tempo que continuava a bombar sem tirar fora. Continuamos naquilo durante algum tempo à mistura de alguns gemidos de prazer até que novamente nos viemos.

Estoirados acabamos por nos colocar abraçados e sem mais forças para o que quer que fosse a não ser beijarmo-nos ficamos assim durante algum tempo, Duas vezes seguidas e mais uma outra horas antes, já era demais para mim. Para ele que é jovem talvez ainda pudesse aguentar com mais uma, mas não, acabamos por adormecer.

Se mais acontecesse, Ficava para de manhã.

 

No dia seguinte

 

O Sol entrando pela janela já lambuzava nossos corpos nus conforme tínhamos adormecido.

Não fora o Jorge ter adormecido agarrado a mim de conchinha teria sentido durante o resto daquela noite o frio da madrugada mas foi aquele Sol quente que batendo nas costas dele que o fez acordar e envolvendo-me com seus braços depois de mordiscar os meus globos me disse baixinho:

 

- Sabes que já sinto ciúmes do teu namorado?

 

Fiquei parvo com aquele dito. Há muito que não acordava assim. Virei-me para ficarmos frente a frente, retribui a mordicadela com outra nos seus lábios. Ele misturou sua língua com a minha e durante algum tempo nos beijamos ardentemente, até que comentei:

 

- Mas eu não tenho namorado.

- Não acredito!...

- Podes acreditar. Como tu já tive alguns que inclusive viveram comigo mas actualmente só tenho umas coisas coloridas.

- Como assim?

- São situações que fazem parte da minha vida privada.

- Já te disse que estou apaixonado por ti?

- Não será porque te sentiste bem esta noite?

- Não! É que nunca pensei que outro homem me desse tanto carinho, me ouvisse e me entendesse.

- Primeiro sou um bom ouvinte, segundo já há muito que também não me sentia tão feliz com alguém e tu saíste-me na rifa.

- Vives só neste casarão. Não tens família?

- Sim, tenho dois filhos mas cada um tem a sua vida e eu faço o mesmo.

- Quer dizer que és casado?

- Não… Sou divorciado mas isso é uma história que um dia te posso contar se o mereceres.

- Mas eu contei-te a minha história!...

- E se nos levantássemos para ir tomar o pequeno-almoço? Que a esta hora já é mais almoço que outra coisa? Não querias ir à praia? – Atalhei eu para não continuar com a conversa sobre a minha vida privada -.

- Tá bem!... Vou tomar um duche. Não queres vir também?

 

Afinal de contas o gajo estava a aprender depressa. Aquela coisa de tomarmos duches juntos, cheirava-me a outra coisa qualquer mas alinhei. Afinal das contas estava a retroceder no tempo e estava a lembrar-me de alguém com que tinha vivido seis anos.

Levantamo-nos e como dois enamorados fomos para o duche de mãos dadas e entramos. Abrimos as torneiras começaram a jugar água fria em nossos corpos que estremeceram agarrando-nos um ao outro até começar a jugar a água quente. Deixamos de tremer mas continuámos a abraçarmo-nos e novamente nossos lábios se encontraram. A água continuava correndo por nossas cabeças e nossos ombros, saltando alguns salpicos em nossos membros sexuais que cada vez mais se levantavam, então tal como da primeira vez Jorge foi descendo até ficar de joelhos introduzindo em sua boca o meu membro que cada vez estava mais excitado. Estava mais uma vez quase a vir-me então não aguentei mais e segurando-o pelos ombros levantei-o virei todo o seu corpo e empurrando-o contra a parede fora da queda de água dobrei-o e com toda a calma comecei a enfiar-lhe o meu membro naquele cozinho que já palpitava. Ele encolheu-se com uma das minhas mãos fiz-lhe a masturbação necessária para ambos nos virmos ao mesmo tempo.

A água quente continuava a escorrer pelos nossos corpos acabando por lavar toda aquela porra que era expelida pelos nossos trabalhadores de prazer.

 

- Agora já podemos ir até à praia. Já tenho a certeza que não me vais deixar ou criar mais um namorado colorido.

 

Aquelas palavras do Jorge soou-me aos ouvidos tão fundo que me lembrei novamente do grande amor da minha vida que já tinha sido.

 

Sai do duche… Ele ainda ficou para tratar da sua higiene. Vesti-me apressadamente e desci até ao carro para ir buscar a mochila dele. Quando voltei, já estava na cozinha somente com o robe vestido, preparando tuas tijelas de flocos com leite.

 

- Já fui buscar a tua mochila.

- Vamos tomar o pequeno-almoço na-cama?

- Mas não queres ir até à praia? Não podemos guardar essa cisa da cama para mais logo?

- Tá bem!.. Mas prometes que continuo a ficar cá em casa!..

- Posso levar-te quando quiseres. Mas os teus pais deixam-te ficar fora mais tempo?

- Estou de férias e volto a telefonar-lhes dizendo que estou bem. Ou não me queres cá?

- Não sejas parvo!.. Só não quero é arranjar-te complicações.

- Já sou crescido suficiente para arcar com as minhas responsabilidades e vais ver que os meus pais são uns tipos porreiros.

- Vou ver? Não me digas que me queres apresentar aos teus pais.

- E porque não! Assim ficam a saber que os meus amigos não só putos como o meu primo

- Está bem… Logo se vê.

 

Enquanto estávamos nesta conversa, fomos tomando os flocos mesmo na cozinha e vestindo-nos de calções de banho, bermudas e t-shirts. Se tivéssemos tomado o pequeno-almoço na cama como ele sugeriu já não tínhamos saído de lá.

 

Descemos e fomos até à Foz do Lizandro onde nos banhamos e almoçamos numa das esplanadas.

Ao fim da tarde ainda fomos até à Ericeira como um casal em Lua-de-mel onde demos umas voltas e acabamos por jantar na “Marisqueira” mesmo frente a mar sapateira regada com Vinho Verde Gatão.

 

Certamente vão saber o que aconteceu a seguir.

Como é lógico voltamos para casa e tivemos outra noite de amor e durante três dias não voltamos a sair.

Combinámos o que seria a nossa vida para o futuro e só o levei a Lisboa ao sétimo dia.

 

Fiquei de tal forma apaixonado que nunca mais atendei os telefonemas dos meus “amigos coloridos” com a desculpa de estar adoentado.

 

Aguardo ferozmente o próximo fim-de-semana para o ir buscar, conforme ficou combinado.

 --------------------------------------------- Fim ----------------------------------

   Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

       Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação” (H-099)

          Para maiores de 18 anos

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2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2015

Menino rico e menino pobre

João, filho de gente rica e bem abastada foi sempre criado por uma ama duas criadas e um chaufer. Até aos seis anos, praticamente só era acarinhado pela ama. Até no seu primeiro ano de vida, a sua alimentação em leite, era dado pela ama através de um biberão.

A mãe, advogada de profissão e fazendo parte de um escritório bastante reconhecido nunca tinha tempo sequer para dar ao filho aquele carinho maternal próprio de uma mãe. O Pai, pessoa austera e director de uma grande empresa, também raramente se chegava junto do filho para o acompanhar nas refeições ou dar-lhe o carinho de pai.

Se o João até à idade de ir para infantário nunca soube o que era o carinho dos pais, dali para a frente a coisa ainda piorou mais.

Nessa altura os pais do João compraram uma vivenda tipo palacete com piscina e um anexo para os empregados que até ali, cada um ficava em sua casa assim, as empregadas da casa e o chaufer que era casado e tinha um filho da mesma idade do João mudaram-se todos para o tal anexo que era uma mini vivenda. Só a ama continuou a morar em casa dos senhores para continuar a tratar as vinte e quatro horas do dia pelo João.

 

Como o filho do chaufer era da mesma idade do João e de combinação com os patrões, este também foi para o mesmo colégio do ‘menino’ assim, passaram a ser levados os dois pela mulher do chaufer, que entretanto os patrões lhe mandaram tirar a carta de condução e compraram uma carrinha para o efeito. (gente rica é outra coisa).

 

Foi nesta altura e derivado ao novo modo de vida que o João teve um amiguinho, o Carlos. É óbvio que na escolinha arranjou novos amigos e amigas, mas só na escolinha pois a sua casa ninguém ia por imposição dos pais.

 

Durante os anos que se seguiram o olhar o mundo do João com outros olhos, era difícil pois as suas amizades verdadeiras resumiam-se ao Carlos com quem brincava e se iam entretendo nos entendimentos da própria idade.

 

Quando chegou a altura do quinto ano de escolaridade, separaram-se. O João foi para uma escola privada e o Carlos para uma pública.

 

O Carlos teve a oportunidade de enfrentar a vida escolar como é hábito dizer-se ‘pelos cornos’. Conheceu todo o tipo de colegas: de várias etnias religiosas e raças e oriundos de vários extractos sociais. Ali havia de tudo, remediados, pobres, gatunos, ganzados, filhos de pais solteiros, divorciados e homossexuais, enfim a nata da sociedade.

Quanto ao João, numa escola privada e com acesso muito restrito só tinha por companheiros os ‘betinhos’ filhos de gente com muitas posses. Tudo rapaziada filhos e filhas dos senhores militares, advogados, juízes, empresários de alto gabarito e alguns políticos. Era uma escola fechada dentro de si mesma e com regras muito austeras. Andavam todos de farda igual. Cada um tinha o seu cacifo próprio mas que o director vez a vez lá ia espreitar para verificar se algo, para o seu entender, de estanho existia. Era proibido, ter telemóveis, as ligações à internet eram vigiadas pelos professores, tinham um cartão digital de acesso às entradas nas aulas, ao refeitório e havia câmaras por tudo o que era sítio, até nos lavabos, menos nos Wcs (ao menos valhamos isso). O tal cartão digital também servia para entrar ou sair da escola, no entanto, esta atitude tinha de ser feita pela pessoa que os ia buscar e era ver grandes carros de manhã e à tarde á porta do colégio para os ir levar e buscar.

No exterior daquela escola nunca se via rapazes ou raparigas e nem uma paragem de autocarros existia. Só um carro da polícia que por ali permanecia durante todo o dia.

O João continuava a não ver o mundo com os olhos de ver. Os amigos da escola em nada o ajudava pois as histórias eram praticamente as mesmas. Aquela escola era uma prisão autêntica, mas ele ainda não tinha dado por isso.

Quando chegava a casa, era o lanche na casa de jantar e a ida para o escritório da casa onde tinha uma secretária para fazer os trabalhos de casa. Entretanto chegava a hora do jantar, sempre às vinte horas e estivessem os pais ou não o jantar era servido. Até à hora do deitar, vinte e três, lá se entretinha na leitura de um livro, do pai, a ver televisão ou uma visita à internet, mas estas tinham um dispositivo que se desligava automaticamente às vinte e três horas.

No quarto não havia computador ou televisão e depois de deitado, raramente levava um carinho do pai ou da mãe pois as suas vidas eram preenchidas pelo trabalho que para eles estava acima de tudo e todos. Tinham empregados para tratar do resto.

O João assim foi criado até aos quinze anos sem amigos e sem ver o mundo. O único amigo que tinha era o Carlos, mas este andava noutra onda e raramente se cruzava com ele.

 

Quando o João chegou aos quinze anos começou a verificar que aquela vida não era nada, não só se sentia preso em casa como na escola e quanto ao carinho dos pais não sabia o que isso era.

 

O único contacto de amizade que o João teve até aos quinze anos foi o do Pedro. Juntavam-se na piscina e às vezes em casa de um ou do outro à noite para fazerem os trabalhos de casa. Quando fizeram os quinze anos, por vezes o Carlos que já a sabia toda, pirava-se de casa e começou a curtir a noite.

 Uma manhã o João foi ao anexo chamar o Carlos para uns saltos na piscina, mas este ainda estava deitado. Como era hábito o João entrou no quarto e viu o amigo todo torcido e masturbando-se.

- É pá! Que tas a fazer?

- Olha! Tou a bater uma punheta. Queres ajudar-me?

- Tás parvo?

- Não me digas que nunca bateste uma?

- Eu?????

- Anda cá! Eu bato a ti e tu bastes a mim!

- Épá! Isso é coisa de panascas.

- Não sejas parvo! Eu faço isto com colegas meus lá na escola.

 

O Carlos já tinha, além do computador um leitor de DVS no quarto e numa gaveta fechada há chaves vários vídeos da treta para os pais não descobrirem e então alvitrou ao João ver alguns que ele nunca tinha visto.

 

- Queres ver uns filmes que tenho aqui?

- Pode ser.

- Fecha a porta com a chave para não sermos apanhados, e deita-te aqui ao meu lado.

 

João nunca se tinha visto numa situação daquelas. Estar deitado ao lado do seu amigo de infância e ver um filme porno. Aceitou e deitou-se ao lado do Pedro por cima da coberta. Como estava de calções de banho pois já estava preparado para a piscina assim ficou de t-shirt de alças e calções.

Pedro que se tinha levantado para colocar o filme assim que este começou a rodar e porque estava também de t-shirt e boxers, tirou a camisola e deitou-se ao lado do João que notou que o pénis dele ainda se mantinha de pé pois ainda não tinha acabado a masturbação que estava a fazer ”

 

- Épá! Tens isso assim sempre em pé?

- Não é sempre mas não me deixaste acabar. Queres ver o gajo? – respondeu o Pedro.

- Para quê? O meu não se levanta assim sem mais nem menos.

- Vê o filme e vais ver como é.

 

“O Filme, nada mais era que um daqueles em que um amigo visita outro, e depois de tomarem uns sumos resolvem envolver-se sexualmente tomando rumo ao quarto.

 

Efectivamente o filme estava de início e a primeira cena era quando um cara entrava no quarto do outro se beijavam ao mesmo tempo que se iam despindo.

 Já nus atiravam-se para a cama e começavam beijando-se, ao mesmo tempo que encostavam seus corpos e seus pénis em esfregação, que a pouco e pouco se iam levantando.

Um deles ficando por cima, ia percorrendo o corpo do outro depois de o beijar na boca até encontrar a pila do parceiro que a metia na boca.

O resto do filme iria parar no habitual 69 passando pela cópula. Cenas que os nossos rapazes já não viram pois começaram eles próprios a fazer as suas descobertas. Já que antes de entrarem nessas cenas começaram eles em vias de facto.

 

Pedro olhando para os calções do João e viu que estava saliente naquela zona de prazer e perguntou:

 

- Tás a gostar! Tás a ver como é? O teu mano está como o meu, já levantado.

 

João um pouco atrapalhado. Ainda não tinha dado por isso pois o que estava a funcionar era o seu subconsciente ao ver aquelas cenas que nunca tinha visto, e foi verificar se era verdade. Efectivamente o seu pau estava hirto e com vontade de saltar cá para fora.

 

Pedro continuou;

 

- Tá a ver? São dois gajos como nós que se estão descobrindo sexualmente. Vou agarrar na tua e tu na minha, vais ver que vais gostar.

 

“Foi assim que o menino rico e o menino pobre aos quinze anos se descobriram sexualmente. Começou tudo por uma masturbação conjunta. Naquela altura porque o sexo ao natural é mais forte que qualquer filme começaram por se embrenharem em eles mesmo.”

 

João enquanto masturbava o amigo, este gentilmente segurou-lhe na cabeça e encaminhou-a até ao seu pau, que meteu na boca que sorvo com prazer.

 

“Pedro já tinha feito estas coisas com outros amigos, portanto já sabia como encaminhar este virgem nestas andanças.”

 

-Agora é a minha vez! Dizia o Pedro ao mesmo tempo que despia os boxers e os calções ao João, ficando finalmente nus.

Daquele momento até ao 69 foi um só momento.

Pedro esperto, enquanto ia felando o amigo, com um dedo e algum cuspo ia lubrificando o ânus do dito.

 

 

 

 João ao sentir os dedos do Pedro redopiarem a entrada do seu ânus ao mesmo tempo que seu pénis ia sentindo o apertar dos lábios do Pedro e sua língua tentando penetrara do buraquinho da cabeça do seu pénis, aquilo foi uma explosão de prazer. Ambos curtiam sofregamente cada um dos seus pénis até que Pedro pediu:

 

- Não te venhas. Quero fuder-te

 

E num movimento acrobático Pedro colocou-se atras do João e estando já o seu ânus devidamente lubrificado e porque o seu pau também não era muito grande, começou por entrar a cabeça e depois de vários movimentos de ambos, todo aquele corpo hirto acabou por penetrar dentro do João. Um pequeno gemido que foi abafado pelos lábios do Pedro que ao mesmo tempo lhe virava a cabeça e o beijava.

 

Aqueles dois jovens tinham finalmente encontrado o que era,  - para eles – a iniciação sexual.

Ali não havia rico ou pobre havia simplesmente o afastar das responsabilidades de uns pais que durante quinze anos se tinham preocupado somente com o seu stato social, esquecendo-se que aqueles dois jovens poderiam ter tido outro caminho sexual.

Tiveram prazer ao descobrirem-se e foi quanto bastou.

João ainda exausto e ainda com a verga hirta pediu ao amigo que também queria.

Dois jovens com a força da idade e das descobertas. Pedro, nem respondeu. Virou-se e encaminhou o pirilau do amigo para o seu ânus fez força e ambos voltaram a gemer de dor e de prazer. Estava tudo consumado.

 

O Menino Rico e o Menino Pobre tornaram-se amantes.

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

           Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação” (H-098)

               Para maiores de 18 anos

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Domingo, 1 de Fevereiro de 2015

A Masturbação

Será que faz mal masturbarem-se?

 Agora que o tempo está com um frio dos caraças não há jovem que no conforto dos seus lençóis, lendo um livro (O que é raro actualmente) ou com os olhos vidrados no Facebook ou outro qualquer sitio da internet cuscando uma gajas boas ou eventualmente cuscando uns rapazes que fazem ginásio invejando seus corpos delineados. Por vezes, até caem em sitos de pornografia e aí á que a porca troce o rabo e quando dão por isso, lá estão alisando o seu pau que até nem ainda tinham dado por isso, é maior e mais grosso que alguns que está mirando e continua a alisá-lo. Sente-se bem e até as vezes aquela porra toda sai de dentro de si e molha os lençóis. Fica aliviado, mas segundos depois faz a pergunta a i mesmo:

 - Será que isto é natural? Continuarei a fazer isto todos os dias? Não me fará mal?

 

Pois bem…  A masturbação é, com certeza, a mais comum e universal prática do homem, embora haja inúmeros tabus relacionados a esta prática. Uns, dizem que faz crescer cabelo nas mãos, outros proclamam o surgimento de espinhas e há os que crêem que causa impotência... Pura ignorância e superstição, que andam de mãos dadas atrapalhando a felicidade alheia e impedindo de as pessoas se realizarem.

A opinião e esclarecimento que se segue, nada mais tem que elucidar do que se passa na generalidade e resolver uma vez por todas os tabus sobre o assunto em questão.

 

A masturbação causa ou não tudo o que diz?

 

NÃO – A masturbação não dá espinhas e nem faz crescer cabelos nas mãos, mas para não ser surpreendido por alguém é bom tomar alguns cuidados.

- Primeiro verifique se o local está apropriado, ou seja, um local no qual você possa se trancar e permanecer isolado caso alguém chegue.

- Segundo, não deixe provas do que você estava fazendo. Trate logo de limpar o local e livre-se de qualquer tipo de papel ou lenço que resulte da sua satisfação.

 A masturbação serve apenas para a satisfação humana.

 

Mas... Precisa de ser sempre sozinho?

 

- Há os que curtem sozinhos há os que curtem com companhia.

- A prática da masturbação a dois é uma prática muito comum, inclusive entre os declarados heterossexuais. Uma vez que não envolve penetração anal e nem sexo oral, os heterossexuais - até os mais machões - aceitam na boa, esta prática, principalmente se eles entrarem com o pénis e você com a mão. - Espertos são eles! – Os adolescentes que se estão descobrindo sexualmente são os principais personagens deste acto, uma vez que a inexperiência e a ansiedade pela primeira relação sexual tomam conta da mente destes jovens e a masturbação a dois funciona como um ensaio para um futuro relacionamento sexual heterossexual ou homossexual.

 

- Outra prática saudável comum entre pares de masturbação é o Circle Jerk. Originalmente, era uma competição entre rapazes heterossexuais: Eles sentavam-se num círculo, colocavam um biscoito ou um donut bem no centro e começavam a masturbar-se tentando atingir o tal donut. O último a gozar e a tingir o mais longe do bolo, teria que comer o biscoito - que nessa altura, já ganhara toda uma nova "cobertura"...-.

- A partir de uma certa idade deixou-se de lado o lado competitivo e a coisa desenvolveu para um grupo de amigos reunindo-se para a estimulação manual apenas. Sem envolvimento amoroso, financeiro e sem penetração.

- Existem grupos de jovens mais velhos heterossexuais, bissexuais e homossexuais, nos quais todos são aceites sem qualquer distinção, mas com regras bem definidas pois o que importa é a regra número um: apenas a masturbação. Para as reuniões destas práticas, existe sempre um líder, e que nem sempre sabem como o fazer e as coisas acontecem sem graça. Vou explicar como devem fazer os preparativos.

 

Preparativos

 - Antes de mais nada, você que vai organizar este convívio, necessita de arranjar um lugar tranquilo onde terá a certeza que você e os seus amigos não vão ser incomodados e não incomodam ninguém. Se possível esse lugar será melhor se tiver música, uns vídeos eróticos assim como revistas do mesmo teor. Colocados em sítios estratégicos deverá ter lenços de papel em grande quantidade e porque não uns preservativos? – Não use papel higiénico pois dá a ideia que você e os seus amigos são uns pobretanas ou gente das barracas -. Poderá ter também sempre à mão uns salgados, bolinhos ou os tais donuts e umas bebidas frescas mas não alcoólicas, é que normalmente depois de … dá uma fome dos diabos. – Evite as cervejas, bebidas alcoólicas e não autorize qualquer tipo de droga -. Para a iluminação, se possível utilize luzes fracas e tendencialmente vermelhas, mas sem a escuridão total. - Grande parte da graça está em se verem uns aos outros também -. Não utilize velas como se vê nos filmes, pois são bastante perigosas e essas iluminações só acontecem no cinema. Velas só no seu quarto e quando a dois. Se utilizar luz negra, vai ver como os corpos ficam diferentes, brilhantes e com vontade de os lamber todos. É como eu faço.

Ainda quanto ao local, tanto pode ser na sala de sua casa como na de um outro amigo ou na garagem transformada. Tenha sempre atenção que ninguém não convidado aparece de repente, tais como pais, vizinhos ou outros familiares. Quanto às bebidas e outros aperitivos já que não vai haver envolvimento financeiro, para que não seja só você a arcar com as despesas a quando do convite a seus amigos, convide-os também a levarem algo para beber e comer. – Nos EUA ninguém vai a uma festa sem levar qualquer coisa -.

- Uma vez escolhido o local e preparado o ambiente formalize os seus convites. Se tiver jeito para o marketing faça uns cartões de convite para uma “festa temática” não dizendo concretamente ao que vão mas no subentende sim, constando apenas a audição de um novo CD de um novo cantor que todos gostem ou a passagem de um filme, por exemplo: “Sleepers”, “O Cowboy da Meia-noite”, “ O segredo de Brokeeback Mountain” ou “Refeição nua”.

 

Quem convidar?

- Apesar de todos os cuidados iniciais para uma nova relação mesmo tendo uma mente aberta, é de extrema importância saber quem convidar para uma curtição a dois ou um circle. - Amigos já concretizados é uma boa ideia - desde que você confie neles o bastante para não ter inibições ou ter certeza que isso não vai virar a fofoca da escola ou no trabalho depois.

- Há rapaziada que em princípio se sente muito envergonhado na presença de amigos habituais e prefere fazer curtições ou entrar no Circle com conhecidos fora do seu local de habitação, emprego ou escola. A minha avó sempre disse que “vizinhos ao pé da porta não fazem milagres”. Por vezes procuram-se novas amizades na net. Cada um é como cada qual e o ser humano nem sempre reage da mesma forma. Há sempre um pouco de desconfiança na prática de novas experiências independentemente de se ter uma mente mais aberta para as novas realidades. Procure pessoas desinibidas e que não levem um acompanhante que você não conhece pois pode aparecer um maníaco para estragar a tal “festa temática”.

 

Mas não conheço ninguém! - E agora o que é que eu faço?

Nos tempos que já lá vão era bem mais fácil encontrar parceiros para curtir a dois ou para os Circle Jerk .

 Hoje com a proliferação dos drogados e da prostituição masculina está bem mais difícil, no entanto ainda vão existindo alguns bares bem credenciados e direccionados aos Gays, onde, principalmente os heterossexuais dizem não conhecerem, mas se por lá passar uma noite, eles estão lá todos: - solteiros, casados, divorciados, viúvos, gran-finos, políticos, desempregados, e de profissões muito credíveis.

Se você for desinibido certamente vai encontrar novos amigos. De qualquer das formas nas primeiras apresentações não conte quem é ou o que faz mas tente tirar do outro tudo o que quer e deve saber.

Depois,.. Há a Internet que tem os blogues e as salas de conversa, por onde pode encontrar novos amigos.

Seleccione entre as pessoas que teclam com você as que mais lhe agrade e que mais se identifiquem consigo.

Se o bate-papo não for uma simples brincadeira mas tenha um fito final, não tenha pena de perder uns dias nessas conversações, falando de hábitos e gostos – nunca a sua ocupação profissional onde a tem ou a sua morada -passando para uma conversa mais apimentada evitando sempre os termos activo, passivo pois na masturbação não há disso, ou homossexualidade.

Quando souber que tem ali um amigo que pode convidar para a sua “festa temática” deve facilitar-lhe o sua número de telemóvel – não o de casa ou emprego -.

Assim, depois pelo telefone pode ser um pouco mais aberto nas conversas e quando achar que já existe uma amizade mais reconfortante, pode falar sobre o tema sendo bastante claro sobre as “festas temáticas” que realiza, deixando bem claro e evidente que são encontros para estimulações manuais e nada mais.

Se entender que sim, copie este post. e mande-o via e-mail.

 

Vamos á festa

E agora? Como vai ser?

Certamente na altura dos convites, embora já saibam do que se trata a tal “festa temática” querem saber o que na realidade vai acontecer.

Você como anfitrião só tem que dizer, haver regras.

Ainda lhe vão perguntar: mas quais?

- Vou só olhar os outros?

- Só me vão masturbar a mim?

- Tenho que masturbar os outros?

- Vamo-nos masturbar mutuamente?

- Tenho que estar todo nu?

- Vão fazer-me sexo oral?

- Tenho que ser eu afazê-lo?

- E o sexo anal? Vai haver?

 

Você só tem que responder que as regras são simples:

 

- Durante umas horas vão tentar conhecerem-se nas suas intimidades sendo proibido manipularem-se mutuamente para qualquer finalidade a que não estejam preparados. A ideia é criar um ambiente em que todos estejam em festa e rindo-se de uma ou outra anedota ou uma situação caricata que se tenha passado. Não achar estranho se alguém porque está a passar um filme ou ver uma revista que lhe dá para isso, começar a masturbar-se. E como uma coisa vai levar a outra é natural que comece a masturba-lo a si. Ou você a ele. Quanto ao resto, cada um sabe de si. Até pode ser que passem para o bacanal.

Depois destas regras bem explicitadas para não haver mal-entendidos, podem entrar na festa….

Let's Circle!!!

 Cada um vai entrar na festa vestido à sua maneira, tendo sido recomendado “nada de formalismos” (convêm irem lavadinhos). Depois da entrega dos presentes, serão feitas as apresentações acompanhadas de um copo vazio para que cada um escolha a bebida que muito bem entender.

É um bom início para cada um começar na amena cavaqueira começando talvez, no primeiro dialogo ir dizendo quais são as suas bebidas preferidas e seus gostos. Entretanto você vai colocar uma música suave e no plasma um filme erótico (este sem som). Quanto à música, talvez uns solos de piano ou trompete, ao mesmo tempo que vai baixando as luzes e convidando os convivas a sentarem-se.

A partir desse momento!

Cada um vai concentrar-se na sua conversa da treta e a coisa vai acontecendo normalmente.

Se demorar a que tudo comece a acontecer, você como anfitrião não se iniba de tomar a iniciativa começando por tirar o seu “pirilau” de fora e do seu companheiro se o tiver e iniciarem vocês a masturbação. Normalmente basta esta sua atitude para quebrar o gelo inicial.

Quanto ao resto… cada um vai-se concentrar à sua maneira e uma coisa vai levar à outra se assim tiver de ser e isso é da responsabilidade de cada um.

Nestes convívios acontece surgirem grandes amizades até para uma vida.

Estas duas modalidades de masturbação acompanhadas (a dois e circle), além de uma experiência preparatória ao ato sexual em si no futuro, é uma forma muito segura de alcançar o prazer sem ter o risco  de se contrair doenças sexualmente transmissíveis. Não se deve esquecer que para que se concretize uma relação sexual intensa e satisfatória é importante as preliminares e justamente neste contexto, em conjunto com as carícias, que a masturbação encontra o seu lugar.

Por vezes acontece alguém mais atrevido ir mais além da masturbação. Se for por livre consentimento dos pares, ninguém tem nada com isso. O que importa é serem felizes e sentirem-se realizados sexualmente

 

Está feito o convite!.. É só contactarem-me

com a discrição mútua necessária.

 --------------- Fim ---------------

            Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação” (H-097)

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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2015

Até quando homofóbico – II Parte

Homofóbico? Até quando?

Quando entrei no quarto Luís já estava acordado e lendo um revista das que normalmente existem na mesa-de-cabeceira. Fiquei descansado, seria difícil entrar a matar pois podia ser mal recebido e entrei da forma mais simples. Ele como estava em tronco nu mas ainda de calças vestidas fiz-me parvo e comentei:

 

- Sabes que faz mal-estar-se vestido em cima da cama?

- Ainda não tinha dado por isso. Desculpa…

 

Então enquanto me metia entre os lençóis tapando-o também a ele perguntei:

 

- Estás a curtir essas revistas?

- Tem umas gajas boas.

- E os gajos não são musculados como tu?

- Sim, são musculados como eu, se calhar também fazem ginásio, mas eu não faço o que eles fazem.

- E o que é que eles fazem que tu não fazes?

- Epá… Além de fuderem as gajas também se beijam.

- E tu não eras capaz de beijar um gajo?

- Mas eu não sou maricas.

- E estas fotos não te fazem tesão? Deixa lá ver como está isso.

 

Adivinhando que ele estava já cheio de rebarba, fui apalpar-lhe o pirilau, mesmo por cimas das calças, mas porra!.. Não era um pirilau qualquer. Era um caralhão digno de nota. Então para sentir melhor aquela coisa, meti a mão dentro das calças. Não era bem um caralho de preto mas era comprido de tal forma que encheu logo a minha mão ficando a cabeça de fora.

Luís estava tão entusiasmado com a leitura que nem Túcio nem mugiu, e continuei masturbando-o primeiro devagar, e como não obtive resposta de contrafeito, continuei com mais força e quando senti que ele se movimentava lentamente como a gozar, tirei-lhe as calças e os meu boxers e nossos corpos foram-se juntando. Continuando a masturba-lo e segurando numa das suas mãos levei-a a masturbar-me também.

A reacção dele foi espontânea e sem nada dizer fizemo-lo cada vez mais apressadamente até que nos viemos.

Luís arfava ao mesmo tempo que me abraçava comentando ao meu ouvido:

 

- E agora? O Carlos está lá fora…

- E que tem isso?

- Epá… ele não vai dar com a língua nos dentes?

- Achas? Ele está deserto de vir aqui para o meio.

- Quer dizer que o gajo também se entende contigo?

- Pelo menos há um ano. Não viste o à-vontade com que se movimentou aqui em casa logo que chegamos?

- De facto notei. Até parecia que estava em casa dele. Nunca pensei. Já nos temos encontrado em bares e na praia e nunca notei que ele alinhasse nestas coisas.

- E achas que por alinharmos nestas coisas como tu dizes que temos de ter algo na testa diferente dos outros?

- Já tenho visto tipos que de movimentam amaricadamente e dão logo nas vistas aquilo que são.

- Pois… Isso são mesmo os maricas que só gostam de homens, Nós, somos diferentes, gostamos de umas brincadeiras mas não temos necessidade de andar a dizer ao mundo que somos gays ou bissexuais. Também gostamos de mulheres.

- Nunca pensei que um dia viria a bater uma punheta a um gajo.

- E gosta-te ou não? Não tiveste prazer quando te vieste ao mesmo tempo que eu?

- Porra!.. Foi demais. Parecia-mos umas vacas a deitar leite.

 

Não acabamos aquele diálogo pois a porta abriu-se e entrava o Carlos e da entrada até à cama foi deixando cair o robe que ficou a meio do caminho, e veio-se deitar entre nós comentando:

 

- Já posso entrar? Ou é só para vocês dois?

- Não deves ter muita sorte, pois já nos viemos!... – respondi.

- E eras logo tu que não te vinhas duas vezes. Que tal é aqui o Luís?

- Mas só batemos uma punheta. Respondeu o Luís meio envergonhado.

- E bateram um ao outro. Claro!...

- Que queria mais? -Ainda mais envergonhado respondeu o Luís.

- O Nelson não te tirou os três?.

- Epá.. Tem maneiras… - Insurgi

 

Com isto tudo já o Carlos no meio dos dois tinha-se colocado de costas para o Luís e agarrando-lhe no instrumento começou a aponta-lo ao seu ânus ao mesmo tempo que me beijava e pedia:

 

- Vá.. Fode-me, vais ver que gostas. O meu cuzinho é melhor e mais apertadinho que uma rata das galinhas com quem andas. Ou não és capas de te vir novamente. Pergunta aqui ao Nelson se não é bom.

 O Luís que já estava novamente com aquele caralho hirto, agarrou-o pelos ombros e sem qualquer ajuda apontou-o e começou a penetra-lo primeiro lentamente e depois com mais força. Carlos ganiu ou pouco pois aquele instrumento era efectivamente grande. Então para lhe aliviar a dor coloquei-me na posição de sessenta e nove e foi a vez, dos nossos caralhos meterem-se das bocas de nós ambos.

Como já era normal entre nós sorvemos primeiro as gotas de sémen que iam sindo de nossas cabecitas loucas. De repente o Carlos começou a movimentar-se mais rapidamente e chupando mais vorazmente o meu pénis. Luís tinha acabado de enterrar todo o seu pau no seu cuzinho. Luís ganiu um pouco deu mais umas bombadas, até que se veio. Carlos ao sentir dentro de si toda aquela porra tentou que o meu trabalhador entrasse mais até às glândulas e foi a vez de ambos nos virmos. Dentro de nossas bocas.   

Havia esporra por todos os lados Por fora de nossas bocas e por fora do rabo do Carlos tal foi a profusão de todo aquele leite.

Extenuados e exaustos, acabamos por cair cada um para o seu lado e adormecer.

 

No dia seguinte.

 

O sol já entrava janela dentro como a avisar-nos que já era manhã.

Durante o resto daquela noite mesmo a dormir, já tínhamos dado todas as voltas.

Quem estava à minha frente e de costas para mim era o Luís e muito agarradinho de conchinha a mim estava o Carlos. Nem sabia como mas eu já estava no meio.

 

Fui o primeiro a acordar. Olhei para as horas e o relógio marcava as nove horas. Lembrando-me que o Carlos tinha dito que entrava de serviço às dez, mexi-me de forma a ele acordar. Com aquele movimento também acabei por acordar o Luís que sem quaisquer palavras ajeitou-se de maneira a que o meu instrumento de trabalho ficasse apontado à sua entrada e começasse a levantar-se.

Por experiência, sabia que aquilo não iria dar nada pois a tesão da manhã ao acordar nem sempre é caso para penetrações pois normalmente é a chamada tesão de mijo. O Carlos também já tinha acordado e começava a roçar-se na minha entrada, mas não teve sorte pois sabia que não iria dar em nada. E disse-lhe:

 

- Tem juízo, Já viste as horas? Não entras às dez?

- Epá e agora? Como é que eu vou? Viemos no teu carro e o luís também lá deixou o seu.

- Não te preocupes. Vai tomar o duche que combino com o Luís o que vamos fazer.

- Porque não o vais levar? Não tenho nada que fazer a não ser telefonar para os meus pais a dizer que está tudo bem e vou mais tarde. – respondeu o Luís.

 

Porra!... Aquilo era o que mais queria ouvir e disse que sim, iria levar o Carlos e voltaria rapidamente.

Quando voltei, já o Luís tinha tomado banho e andava na cozinha – como se estivesse em casa – de boxers e a preparar o pequeno-almoço.

 

- Desculpa mas se o Carlos já faz da tua casa a sua, também posso fazer o mesmo. Não ficas chateado, pois não?

- Mas de forma alguma. Não sei é se fazes o mesmo que o Carlos.

- E o que é que ele faz que não possa fazer? Queres que te limpe a casa?

- Não é isso!.. Onde está o teu conceito homofóbico?

- Fazes o favor de não falar nisso?

- Quer dizer que gostas-te do que fizemos.

- Por incrível que pareça gostei bastante. O Carlos volta logo à noite?

- Queres come-lo novamente?

- Não me importava! Ficas com ciúmes?

- Eu?... Com ciúmes? Se tivesse ciúmes com todos com quem vou para a cama em vez de uma casa tinha que ter um armazém para os meter todos lá dentro.

 

Entretanto o pequeno-almoço já estava feito. O gajo tinha jeito para a cozinha. Comemos mesmo ali na cozinha.

 

- Já falei para os meus pais a dizer que certamente nem iria hoje para casa.

- E já é hábito ficares fora uns dias?

- Já!.. Eles não se importam muito com o que faço ou deixo de fazer, desde que ao fim no ano apresente boas notas e ande com raparigas, tudo bem.

- Então é por isso que andas com lésbicas?

- Elas são umas gajas porreiras e foi por andar com elas que o meu pai me ofereceu o carro.

- Para poderes curtir à vontade com elas.

- Só fui com elas para acama uma vez e foi lá em casa.

- E os teus pais souberam, claro.

- Souberam e foi por isso que me deram o varro. Mas foi a única coisa que ganhei.

- Porra!... Mas também ganhaste umas fodas valentes.

- Nem por isso. Elas fuderam mais entre elas do que comigo.

- Quer dizer que gozaste mais ontem à noite do que com elas.

- Vocês foram espectaculares. Nunca pensei ir para a cama com um gajo e muito menos com dois.

- E ficaste apaixonado pelo Carlos? É por isso que perguntaste se ele voltava logo à noite.

- Com ele foi bom, mas tu dás-me mais carinho e simpatizo bastante contigo.

 

Esta conversa estava a ser dada sentados no sofá da sala e cada um com a sua chávena de café na mão e perante a sua última, quase declaração de amor, coloquei a minha chávena e a dele no chão, agarrei-lhe na cabeça puxei-a para mim e ele recebeu pela primeira vez o meu beijo. Nem vacilou, segurou-me na nuca e com mais força e nossas bocas mais se juntaram até nossas línguas se misturarem com alguma saliva.

Vários minutos estivemos nos beijando até ir ver como estava o seu pau. Já estava hirto e latejante. – queria dizer que estava a gostar do nosso carinho – e a prova foi feita quando foi a vez dele vir segurar no meu começando a masturbar-me.

Despimos as t-shirts e nossos corpos juntaram-se e roçaram-se como dois amantes antigos. Estava-mos louco de excitação e deitei-o no sofá despindo-lhe os boxers assim como os meu e assim deitados voltei a beijar aqueles lábios carnudos e sedentos de amor enquanto nossos pénis se digladiavam. Abri um pouco as pernas e deixei-o meter o seu cacete entre elas, apertei novamente e ele movimentava-se como estivesse a fuder o clitóris de uma gaja. Luís já estremecia todo o corpo e a ter espasmos. Foi quando lhe mordisquei um dos lóbulos e pedi:

- Não te venhas ainda…  - ao mesmo tempo abri as minha pernas e comecei descendo pelo seu corpo beijando-o e mordiscando aqui e ali, até encontrar aquele pau com a cabeça já cheia de pequenos sulcos de sémen que sorvi loucamente antes do orgasmo final. Foi a vez de o virar ficando de costas para mim e começar a fazer-lhe um unilingue salivar tentando lubrificar aquele cuzinho virgem. Ele gemia e quando se começou a masturbar foi a vez de me deitar totalmente em seu corpo e pouco e pouco ido penetrando-o. Primeiro a cabeça o mais devagar possível mas quando senti que ele estava a ter os espasmos, todo o resto do meu pau entrou por ali dentro. Todo o corpo do Luís estremeceu e elevou o rabo ajudando-me a penetra-lo totalmente. Fui até ao seu pau e mal o comecei a punhetar, ambos nos viemos abundantemente como não o tivéssemos feito horas antes.

Nossos corpos ficaram flácidos não tirando o meu pau de dentro dele.

Estava-mos exausto e arfante e antes que ele dissesse alguma coisa, ao ouvido perguntei:

 

- Fiz-te doer?.. Foi bom?..   

- Ao princípio doeu um bocadinho

- Mas agora estás bem? Posso tirar?

- Uiii… Agora fez impressão.

- Isso já passa…. – e continuei deitado sobre ele ao mesmo tempo que lhe ia fazendo carinhos naquele comprido cabelo louro dourado e mordiscando-lhe a nuca.

 

Passado algum tempo ele virou-se e ficamos de lado beijando-nos e acariciando-nos.

Tudo o que tinha acontecido tinha sido muito bom para mim e para ele também. Aquela ideia de ser homofóbico, tinha caído por terra. Tudo tinha sido feito com mútuo consentimento. A sala estava a começar a estar fria e os nossos corpos desnudos começavam a ressentir-se desse frio e então alvitrei:

 

- Não queres ir para a cama enquanto faço qualquer coisa para comermos?

- Já me comeste! O que queres comer agora?

- Deixa-te de coisas! Estou a falar de comida propriamente dita. Vou tomar um duche e depois vou arranjar qualquer coisa. Entretanto vai também tomar um duche quente.

 

Já estava na cozinha a começar a preparar qualquer coisa para comer e ele já deitado entre lençóis quando tocaram a campainha da porta. Era o Carlos com um saco do supermercado.

 

- Hoje larguei o serviço mais sedo e trago o jantar. O luís ainda cá está? O carro dele ainda está no mesmo sítio.

- Sim!.. Ainda cá está. Está deitado.

- Não me digas que passaram o dia todo na cama. Comeste o gajo? Ele gostou? Tá visto que me puseste os cornos.

- E tu!.. Não mo puseste ontem à noite com ele?

- Porra!... Foi demais, tu é que foste o culpado, andamos há um ano e não deixas comer-te e o gajo tem um caralho maior que o teu.

- Já estiveste a falar melhor. Sabes? Ele já perguntou se tu não vinhas e quanto ao dele ser maior que o meu não quer dizer nada pois o meu é muito trabalhador.

- Também é verdade. Posso ir ter com ele? Quero pô-lo a trabalhar.

- Não assuste mais o rapaz. O melhor é ir contigo.

 

Nunca tinha visto o Pedro tão radiante e com uns modos amaneirados.

 

- Olha quem trouxe o petisco. – disse eu ao entrar no quarto

- Não me digas que é esse o petisco que foste preparar.

- O Carlos troce o jantar, mas parece que é para mais logo.

- Sim… Pode ficar para mais logo. Estou cheio de frio e quero enroscar-me com vocês. Ou já se vieram e não têm forças para mais?

 

Enquanto o Luís ficava perplexo com aqueles bitaste, Carlos Cada vez mais apaneleirado como nunca o tinha visto já se tinha despido e todo nu deitado por baixo dos lençóis ficando com as costas encostadas ao Luís. Olhando para mim. Perguntou se não ia também.

Adivinhando o que iria acontecer, Acabei por despir-me e fui para o outro lado da cama, sendo a vez, do Luís ficar no meio. Mal me encostei ao seu rabo o meu trabalhador começou a levantar-se. Luís ficando como se costuma dizer “entre a espada e a parede” movimentou o rabo para cima e segurando nas ancas do Pedro começou a tentar encontrar o local próprio para satisfazer os seus desejos. Notando que ali havia uma falta de experiência com uma das mãos fui até ao seu grande instrumento e ajudei-o a penetrar o Pedro, ao mesmo tempo que com toda a minha sabedoria, lentamente, pois sabia que ainda devia estar dorido, fui-o penetrando.

Luís movimentava-se vorazmente com o seu belo caralho dentro do Carlos que gania de prazer enquanto era penetrado pelo meu trabalhador que já todo metido lá dentro bombava até os meus colhões baterem nas nuas nádega. Ele quase que fez o trabalho todo com tanta movimentação. A certa altura, parecia que todos tinham combinado e depois de muito vai e vem esporramo-nos ao mesmo tempo e quem se fudeu foram os lenções com a esporra do Carlos e do que sobrava de dentro dos maganos e da transpiração dos nossos corpos.

 

O Carlos ficou todo satisfeitinho da Silva porque tinha levado mais uma vez com aquele mangalho. Eu um pouco extenuado, pois em poucas horas já me tinha vindo algumas vezes mas com o meu ego no alto, pois mais uma vez tinha comido um homofóbico.

Quanto ao Luís, não deixava que os pirilaus saíssem dos seus lugares de prazer e acomodava-se o mais possível, dando e recebendo carinhos.

Completamente exaustos, acabamos por adormecer.

 

Quando acordámos, já era outro dia pois já passava da meia-noite e como nada tivesse acontecido, fomos tratar das nossas higienes e fomos para a cozinha comer o frango que o Carlos tinha trazido.

No fim, tomamos café e abri uma garrafa de champanhe e voltamos para a cama para comemorar.

 

Hoje!.. Bem digo o memento em que me apeteceu Naquele dia de chuva e temporal embora tanto na rádio como na televisão houvesse aviso permanente para se possível não se sair de casa derivado ao frio e temporal que tinha assolado todo o pais, deu-me na mona – normalmente não faço nada o que me aconselham – Resolvi vestir-me o mais agasalhado possível meter-me no carro e depois de ligar o aquecimento fui até às arribas cá da praia e aconteceu mais uma aventura na minha vida.

Para ver como tudo começou clique (aqui)

-------------------------------------FIM --------------------------------

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

                  Nelson Camacho D’Magoito

              “Contos ao sabor da imaginação” (H-096)

                         Para maiores de 18 anos

                           © Nelson Camacho
          2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

A Minha prenda de Natal – I Parte

O encontro

Estava um frio de rachar (12 º centígrados em casa). As mãos estavam engadanhadas e com o robe vestido por cima de um pijama de flanela, mesmo assim o frio entranhava-se corpo dentro. Acendi a lareira mas mesmo assim a casa estava fria. Por mais que andasse de um lado para o outro armado em tontinho em algumas arrumações a coia não abrandava. Já tinha tomado quatro cafés e comido meio bolo-rei que tinha sobrado do Natal mas mesmo assim a coisa não passava então agasalhei-me o melhor possível e fui ver o mar. – Pelo menos dentro do carro estaria quentinho. E estava –.

Quando cheguei à praia de São Julião o parque de estacionamento estava cheio de carros que se via ser de surfistas não só pelas pranchas em cima dos tejadilhos de alguns e outros de porta-bagagens abertos junto aos quais uns se despiam e outros se vestiam mesmo com aquele fio para irem surfar.

Encontrei um lugar frente ao mar e estacionei.

 

Já eram cinco da tarde e o Sol lá ao longe ia-se debruçando-se no horizonte como a dizer “Até amanhã”.

O espectáculo estava infinitamente e lindo. As nuvens abriam-se para deixar passar o vermelho do Sol-pôr.

Mais para cá, junto à praia, vários surfistas brincavam sobre as pequenas ondas que se iam espraiando na areia.

Na esplanada do café, pouca gente. Alguns agarrados aos computadores escrevendo ou lendo sabe-se lá o quê. Outros agarrados às tabletes. No passadiço, elas e eles de smartphones em punho, falando, falando, falando como não houvesse outra coisa para fazer. Não sai do carro. Liguei a minha pene com uma playlist para estas ocasiões. Liguei o aquecimento e deixei-me estar observando aqueles loucos do surfe com um ambiente a rondar os 10º Graus centígrados pareciam que não tinham frio.

Às tantas no carro que estava a meu lado entraram um casal de idade e dois putos jovens que deviam ser netos e lá foram de abalada. Mal saíram logo entrou outro carro desta vez de surfistas. Um ai para os seus cinquenta nos, pela sua compleição física e os cabelos brancos e outro que parecia, à primeira vista, ter aí os seus vinte anos - Deviam ser pai e filho.

Na altura tinha a janela do meu lado aberta por causa do fumo do cigarro. Na minha playlist estava a dar “Toda una vida” de António Machim portanto do exterior ouvia-se bem a música. Resultado o jovem surfista assomou-se à janela e perguntou:

 

- Desculpe!.. Mas é rádio ou CD?

- Não!.. É uma pene com uma playlist feita por mim.

- Você tem muito bom gosto musical

- E você deve ser louco ir para o mar com este frio e a esta hora.

- É a hora que meu pai sai do trabalho e me pode trazer e como somos ambos loucos por isto, antes do jantar quando possível vimos sempre dar uma voltinha nas ondas.

 

O moço enquanto se despia para vestir o fato próprio virou-se para o pai e comentou:

 

- Pai!... Já viste? Este amigo tem o disco que andamos há tempos à procura.

 

O dito pai, já vestido e pronto para as ondas aproximou-se e depois de me cumprimentar:

 

- Mas é CD?

- Não! É uma playlist 

- Fês um roubo na internet… não?

- Não meu amigo… Não faço cópias pois respeito muito os direitos de autor. Normalmente ou compro os discos ou oferecem-me. Depois faço as minhas próprias playlists ou CD MP3 para os amigos.

- Desculpe a intromissão mas andamos há tempos à procura deste CD e não encontramos.

- è natural, O António Machim é um cantor de boleros já bastante antigo e não deve haver no mercado. Legalmente, não o devo fazer, mas se têm assim tanto interesse, podemos arranjar maneira de lhe enviar uma cópia, se me der a morada.

- Se ainda estiver por aqui depois de irmos galgar umas ondas falamos nisso e obrigado pela sua gentileza,

 

Pai e filho lá foram de pranchas debaixo dos braços até à praia.

É preciso ter muita coragem para se meterem no mar com este frio e a esta hora em que o Sol já se foi e a escuridão já se aproxima - Pensei eu.

Lá ao longe sobre as ondas já pouco se via. Nem se delineava se eram corpos ou outra coisa qualquer, mas eles não desistiam, pelo menos creio que se viam uns aos outros.

Normalmente trago no carro uma máquina fotográfica mas desta vez, nem maquina nem binóculos. Não que julgasse obter alguma fotografias de jeito, mas ao ver algumas raparigas, que deviam ser namoradas de alguns daqueles malucos, do passadiço tirarem fotos, talvez tivesse sorte já que a minha é uma reflex com tele objectiva.

 

O tempo foi passando até que os tais chegaram. Ao que parecia não tiritavam de frio como seria normal, pelo menos para mim.

 

- Você tem de experimentar uma banhoca destas - Disse o pai

- Livra!... Creio que morria. Se fosse no verão e de dia era capaz de experimentar.

- Nunca experimentou surfar? – Retorqui-o o filho.

- O meu problema é não ter com quem.

- Temos de combinar um dia. Não precisa de comprar a prancha, nós temos umas suplentes.

- Tá bem… Quando chegar o verão logo de vê!...

 

Enquanto eles se despiam tocou um dos seus telefones que o pai atendeu.

 

- Então onde moram? – Perguntei com o intuito de lhes mandar o tal CD.

- Moramos em Sintra. O meu pai já lhe dá um cartão.

- Tem piada que também moro na zona,

 

Entretanto o pai voltou de atender o telefone e já vestido comentou:

 

- Estamos com uma chatice!...

- Então qual é o problema?

- A tua mãe como sempre, arranjou um problema com o carro e temos de a ir buscar a Lisboa.

 

 Ouvindo a conversa comentei:

 

- As mulheres para dar cabo cos carros estão ai para as curvas, Só dão chatices. Felizmente já me curei disso.

- Não me diga que a mandou bugiar? – comentou o pai.

- Não!.. Foi por ela própria e nem sabe o bem que me fez.

- Mas a minha não vai nem por meio da rolha. Se não fosse o meu filho andava sempre só.

- A minha avó dizia que “mais vale só que mal acompanhado” 

- Pois o problema são os filhos.

- Ó meu amigo. Também tenho filhos e criados. Cada um faz a vida como podem e somos todos felizes. Então vocês moram em Sintra? Se calhar podemos encontrar para lhes dar o CD prometido, moro perto.

 

Entretanto o pai entregou-me o seu cartão apresentando-se – Sou João Castro e o meu filho Jorge Castro.

- E eu, Nelson

 

Depois das apresentações o Jorge comentou virando-se para o Pai

 

- E se fosse o pai buscar a mãe e como aqui o Nelson mora perto de nós se não lhe desse muito trabalho levava-me e talvez me pudesse dar o CD.

- Não achas que já estás a abusar da gentileza do nosso amigo?

- Tu é que disseste que ele é simpático…

 

Perante tal conversa entre pai e filho. Com a minha observação clinica achei que havia qualquer coisa de entendimento entre os dois e depois de observar bem o olhar do Jorge resolvi jogar a sorte:

 

- Se permitem podemos resolver a situação. O João vai buscar e esposa e o Jorge a minha casa, fazemos a cópia do CD e depois levo-o a casa, já que moramos perto.

 

Foi assim, que mais tarde receberia “a minha prenda de natal”

 

As pranchas foram com o João e o Jorge foi comigo.

 

No caminho para minha casa o Jorge contou-me que havia um problema entre os pais. A mãe não queria entender que ele já era homem suficiente para fazer a vida que muito bem entendia e o pai dava-lhe o total apoio. A mãe era secretária de uma grande empresa e o pai era dono de uma empresa de consultoria na área de comunicação social e com uma mente muito mais aberta. O que ele queria era que o filho fosse feliz.

 

Com todas aquelas divulgações embora ele não tivesse quaisquer tiques fora do macho-latino apercebia-se que ali havia rato e eu seria o gato.

 

Falamos também dos nossos gostos musicais, teatrais e literários e todos coincidiam  

 

Chegados a casa

 

Depois de arrumar o carro na garagem que tem entrada directa para a casa Jorge comentou:

 

- Gostava de ter uma garagem assim.

- Então porquê?

- O meu pai de vez em quando empresta-me o carro e os cuscas lá do prédio vão contar a minha mãe a que horas cheguei e com quem e depois levo na cabeça, não só por o meu pai me emprestar o carro como se levo lá a casa algum amigo.

- Então é essa a guerra entre os teus pais.

- Ela quer que eu namore a filha de uma colega porque tem uma boa posição social, mas eu não gosto da rapariga. O meu pai entende-me e diz sempre que tenho tempo para me enforcar.

- E o teu pai concorda com os teus amigos?

- Ele só diz para eu não me meter em aventuras estranhas. Até me admira ter simpatizado contigo, Se calhar é por seres mais velho que eu. Normalmente só ando com malta da minha idade.

 

Entretanto já tínhamos entrado em casa propriamente dito. Passamos pela sala e perguntei-lhe se queria beber alguma coisa e tomar um duche para tirara água salgada enquanto eu iria para o computador passar as tais músicas para um CD. Ele aceitou o duche e levei-o para a suite que tem um chuveiro e entreguei-lhe um toalhão de banho.

Idealizando logo o que iria acontecer, em vez de ir para o computador fui para a cozinha e preparei umas sanduiches de fiambre com queijo e manteiga, um jarro de sumo de laranja e uma garrafa de vinho branco Reserva de Reguengos. Coloquei tudo num carrinho de apoio e levei-o para a sala junto a um dos maples. Enchi um dos copos e comecei bebendo, não sem antes ter colocado um CD com boleros de António Machim, (as musicas que eles tinha ouvido no carro).

 

Não sei quem estava com mais pressa que nossos corpos se juntassem pois mal começou a tocar o tal tema, entrou o Jorge com o toalhão enrolado à cintura.

Ai vinha “a minha prenda de Natal”

Já o tinha visto vestir-se na praia mas naquele momento o Jorge era uma assombração de bom gosto dos Olimpos. Qualquer estátua grega ficaria de inveja daquele corpo.

Ao mesmo tempo que ele ia entrando quase de propósito começava a ouvir-se “Dos Gardénias” na inconfundível voz do cantor que ambos admirávamos dando como interlúdio de uma cena de amor.

 

- Já preparas-te um petisco. Como adivinhaste que estava com fome? Comentou o Jorge ao entrar na sala.

- Com todos aqueles mergulhos e depois do duche certamente que comes qualquer coisa. Tens umas sanduiches e para beber, sumo de laranja natural ou vinho branco fresquinho do Alentejo.

- Desculpa estar assim, mas não me dava jeito vestir a mesma roupa.

- Acho que fizeste muito bem. Fica à vontade que também vou tomar um duche rápido.

 

Levantei-me e foi a minha vez de me ir reconfortar com uma duchada rápida. Quando voltei também vinha com um toalhão enrolado à cintura. – Tinha-lhe dado tempo para comer e beber e sentir-se mais à vontade pois adivinhava que alguma coisa sexual iria acontecer-.

 

- Já comeste? – Perguntei quando entrei-.

- Já e soube-me como ginjas. Para a tua idade não tens um corpo nada mau.

- Isso é a recompensa do petisco? Estares a chamar-me velho?

- Desculpa mas não foi com intenção. A malta mais velha que eu que conheço não tem o corpo que tu tens.

- Quer dizer que tens conhecido muitos cotas como eu?

- Por acaso conheci dois mais ou menos da tua idade mas jurei para nunca mais.

 

Perante mais esta declaração atirei-me de cabeça.

 

 - Porquê? Não te deram o que querias? As maltas da tua idade são mais confortáveis?

- Não esteja a pensar mal de mim. Parece que estás a enganar-te a meu respeito.

 

Para que não houvesse mais duvidas e porque estava no maple encostado a ele meti a mão debaixo do toalhão que cobria as partes íntimas fui direito ao seu pénis com uma mão e com a outra puxei-lhe a cabeça e beijei aqueles lábios carnudos.   

Nem ai nem ui. Aceitou e retorquiu abrindo a boca e nossas línguas se encontraram sofregamente.

Estivemos naquilo algum tempo. O tempo suficiente para sentir o pénis dele começar a inchar. Quanto ao meu nem se fala já estava pronto para umas estucadas.

Largamos nossos lábios e ele comentou:

 

- Nunca fui beijado assim…

- Nem os cotas que conheceste?

- Mas eles pouco me beijaram e só me bateram umas punhetas.

- E os teus colegas? Nunca foderam contigo?

- Também só batemos punhetas.

- Não me digas que nunca fodeste ou foste fodido.

- Epá!... Não sou nenhum paneleiro.

- Olha!.. Paneleiro é um homem ou mulher que faz panelas e ao que perece não é isso que estamos fazendo, mas adiante. Não queres ver se o meu pau está em condições?

 

Ele fez o mesmo que eu tinha feito e foi direito ao meu pau que estava mais rijo que uma barra de ferro e começou a masturbar-me ao mesmo tempo que nos voltamos a beijar sofregamente.

Afastei os toalhões e ficámos nus. Deitei-o de barriga para cima e fiquei em cima dele esfregando nossos corpos lentamente enquanto nosso pénis se iam entretendo a conversar.

Larguei-lhe os lábios e comecei a beijar aquele corpo de adónis até encontrar o mastro mais precioso que um rapas daquela idade pode ter. Meti-o na boca a mamei e mordisquei todo aquele pau saboroso. Ele já gemia e movimentava-se para que entrasse e saísse mais rapidamente.

 

- Não te venhas.

- Mais um bocadinho venho-me mesmo.

- Não me queres fazer o mesmo?

- Mas nunca fiz isto.

- Mas não está a gostar?

- Estou

- Pois eu também gostava de sentir os teus lábios no meu pirilau.

- Pirilau uma porra. É maior que o meu.

 

Enquanto estava na minha proposta já me tinha virado para a posição de sessenta e nove e ambos começamos chupando e mamando nosso paus atrasando o mais possível nossas ejaculações.

 

- És capaz de te aguentares?

- Vai ser difícil.

- Estás fodido. Se te vieres agora não me fodes.

- Mas queres que te foda?

 

Se aquela conversa dura-se mais tempo o gajo vinha-se então resolvi dar a volta e sentar-me em cima daquele mastro que não sendo muito grande entrou primeiro um pouco e depois cavalgando um pouco acabou por entrar todo em meu corpo. Então sim, senti dentro de mim toda aquela porra que há muito estava deserta de se expulsar. Leveis uma das suas mão ao meu mastro e enquanto ele se continuava a vir dentro de mim – Parecia que nunca mais acabava de quantidade – me masturbava sendo a minha vez de expulsar a minha porra, até ambos murcharem.

 Voltámos a nos sentar beijando-nos até que ele comentou:

 

- Porra!.. Se é isto que vocês fazem eu quero mais. Nunca pensei que fosse tão bom..

- E se fossemos para a cama? Ès capaz de te vir novamente?

- Contigo parece que faço tudo.

 

Era o que queria ouvir. Ajudei-o a levantar-se e segurando-o pelos ombros encaminhei-o para o quarto. Afastei os lençóis e deitamo-nos de conchinha ficando ele à minha frente. Tapámo-nos e sem mais conversas, acabámos por adormecer.

Siga para a II Parte

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

              Nelson Camacho D’Magoito

    “Contos ao sabor da imaginação” (H-095)

                Para maiores de 18 anos

                  © Nelson Camacho
2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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A Minha prenda de Natal – II Parte

2.ª Ronda daquela noite

 

Das duas, uma. Ou estava a sonhar ou o telefone estava mesmo a tocar. Deixei tocar mais um pouco. Era um toque lá ao fundo que não conhecia. Abri os olhos e porra!.. Estava agarrado a um gajo e o som de um telefone continuava a tocar. Afinal não estava a sonhar!... Tinha mesmo um gajo à minha frente e a porra do telefone que não conhecia o toque não era o meu. Olhei para as horas do relógio digital que tinha na cabeceira e acordei mesmo. O gajo era real e em uma fracção de segundos lembrei-me do que se tinha passado na noite anterior.

- Veja você o que se passou clicando (aqui)-

 

Resolvi abana-lo um pouco pois o telefone era dele.

O Jorge atendeu e inadvertidamente ou de propósito este ficou em voz alta de forma que ouvi a conversa.

 

- Estou!..

- Quer dizer que já acordaste.

- Sim pai. Já acordei mesmo agora.

- A tua mãe está farta de me chatear porque não ficaste em casa.

- Arranja uma desculpa qualquer, mas olha que certamente, não vou tão sedo.

- E o que é que queres que eu diga? Já sabes como ele é. Ela sabe que foste surfar comigo e ficaste na praia.

- Diz-lhe que fiquei com uma namorada e se calhar fiquei em casa dela. Fica mais satisfeita.

- Quer dizer!..  Eu, é que tenho de te aparar os golpes. A propósito, já tens o CD?.

 - Não tivemos tempo para isso… Logo ele vai grava-lo. Tinhas rasão. Parece que acertei e estou apaixonado. Depois telefono, não te preocupes que estou bem.

 

Jorge desligou o telefone virou-se para mim e beijando-me comentou:

 

- Ouviste a conversa?

- Ouvi e vi, embora já tenha dado por isso que tens uma grande cumplicidade com o teu pai.

- O pior é a minha mãe que quer sempre saber com quem ando. Como não aceito o namoro com uma miúda que ela me quer impingir, tem medo que ande com homens.

- Mas já deste razões para isso?

- Nunca, O meu pai uma vês é que deu comigo com um colega a batermos uma punhetas.

- E ele?

- Só me disse se não passasse daquilo, não vinha nenhum mal ao mundo, Ele na sua juventude também tinha feito as suas asneiras e não deixou de ser homem e eu era aprova disso.

- Tens muita sorte em ter um pai assim.

- Ele só não gosta que eu ande em boates Gay e com malta da minha idade.

- E tu?.. Segues os seus conselhos?

- Lembras-te quando nos conhecemos na praia? Ele é muito sabido e disse-me na altura que tu tinhas um filing qualquer e que te achou muito simpático.

- Não me digas que tenho algo escrito na testa,

- Não pelo contrário, mas nutou a forma como me olhaste.

- E tu é que é que achaste? Tens-te sentindo bem?

- É a primeira vez que tenho sexo mais a sério com um tipo.

- E se fossemos fazer o pequeno-almoço?

- É para já!.. Estou com uma fome dos caraças.

 

Jorge ia afastando os lenções para se levantar, mas não deixei, segurei-lhe numa das mão e puxei-o para mim e ficámos destapados e agarrados.

 

Beijando aqueles lábios sensuais perguntei se não se queria vir antes do pequeno-almoço.

Continuando a beijar-me comentou

 

- É capaz de começar melhor o dia. – Ao mesmo tempo que se elevava na cama já com o pau em riste

 

Como estava deitado sobre ele, com a posição que estava a ter e ideia seria de lhe beijar o corpo descendo até aquele pau que pela experiência da noite anterior sabia ser bastante gostoso mas parei.

 

- Não queres tomar o meu leite da manhã? – Perguntou ao notar que eu tinha parado.

- Já provei ontem mas hoje quero outra coisa.

- Queres que te foda?

- Não!... Quero foder-te eu… Não queres?

- Mas nuca experimentei, mas gostava de me vir.

- Isso não é tesão de mijo?

- Não! É um prazer enorme de estar contigo.

 

Palavras não eram ditas e como não consegui o que queria nem consentiu ao meu pedido e estava com uma rebarba dos diabos baixou-se e ao mesmo tempo que se masturbava veio chupar o meu pénis que também estava em pé de guerra, Duas chupadelas e duas punhetadas foram o suficiente para a ejaculação mutua acontecer.

Enquanto vinha com a boca cheia misturar aquela minha porra com a minha saliva. Foi dizendo ser aquilo a única coisa que poderia fazer.

Beijámo-nos sofregamente durante algum tempo até que nos levantámos.

 

Nunca naquela tarde de fim de dia em que fui até ao mar, tinha pensado depois de ver tantos corpos belos surfarem naquelas ondas frias que um deles estivesse ali comigo.

Como tenho duas casas de banho, cada um foi para a sua tratar da sua higiene e preparar-nos para o pequeno-almoço que como mandam as regras naquelas situações foi bastante condimentado. Tínhamos de arranjar forças para o que desse e viesse.

Depois de lhe emprestar uns boxers como os meus lá fomos de tronco nu para a cozinha. Antes de ser eu a procurar condimentos Jorge perguntou.

- Quais os condimentos que tens?

- Em princípio tenho um pouco de tudo. Procura naquele armário e no frigorífico. Mas o que vais fazer?

- Vou fazer uns crepes com doce de leite e se tiveres todos os condimentos também faço umas Brusquetas com Creme de Brie. Tens ovos, manteiga farinha, leite, leite condensado, açúcar, morangos, azeite, ervas aromáticas, tomates, Nata em spray?      

- Procura nos armários e no frigorífico tudo o que precisas. Mas percebes alguma coisa de cozinha?

- De cozinha percebo já há alguns anos mas de cuzinho começaste tu a ensinar-me.

- Se essa resposta é referente ao que estou a pensar, ainda não viste tudo. Ma vamos lá ver o que preparas para o nosso pequeno-almoço.

 

Enquanto ele preparava com a minha admiração o tal soberbo pequeno-almoço, eu fui fazendo um sumo de laranja natura, duas chávenas de café com leite e um chá. Não sabia o que ele mais gostava para bebida. Depois fui por a mesa na salinha de estar. Se há coisas que não gosto é comer na cozinha e a casa de jantar só utilizo para as refeições principais. De vez em quando ia até ele colocava-me atras e encostado a ele e ia-lhe dando uns leves beijos na nuca ao mesmo tempo que debruçado pelos seus ombros ia vendo o que fazia. Por sua vez, não deixando o que estava a fazer ia movimentando o seu corpo para que ficasse mais colado a mim.

 

Se não estivéssemos na cozinha, seria ali mesmo e com a fome que tinha de o comer, seria mesmo ali que tentaria a penetração que há muito esperava e que certamente ele não diria que não, mas afastei-me pois não seria oportuno e continuei nas minhas lides domésticas.

 

Quando tudo estava pronto e empratado e a mesa posta fomos para o comedouro e perguntei:

- Que tipo de música gostas?

- Posso procurar nos CDs?

- Estás à vontade como se estivesses em tua casa.

- Vamos lá ver o que tens aqui sem ser o António Machim.

- Esse não tenho em CD mas em vinil mas já o passei para MP3.

- Mas espera ai!... Tens aqui um CD em que na capa pareces tu!... É verdade?

- Sim… É verdade! Sou eu.

- Mas tu és cantor?

- Efectivamente ainda não conversamos sobre isso.

- Que mais segredos tens para me contar?

- Tirando que vivo sozinho e que fiquei apaixonado assim que te vi, nada mais.

- Posso ouvir uma das tuas músicas? Tens aqui uma que diz ”Sei que é o fim” é dedicada a alguém? Espero que um dia não ma dediques a mim!..

- Foi uma história muito complicada que é para esquecer.

- Foi assim tão bom que lhe dedicaste uma canção?

- Já lá vão uns anos e quero esquecer-me.

- Afora vejo porque és tão amoroso.

- Poe lá uma musica e vem comer.

 

E foi assim que aquele pequeno-almoço misturado com algumas das minhas canções de dor de corno e alguma conversa pelo meio o tempo foi passando, um pouco mais do que é normal para uma refeição daquelas.

 

- Vamos dar uma volta? – perguntou o Jorge –

- Qual é a tua ideia?

- Vou telefonar ao meu pai para saber como é que ele se desenrascou com minha mãe e depois logo se vê.

 

Jorge assim fez, telefonou ao pai e combinou encontrar-se com ele na praia para lhe contar o que se tinha passado.

Eu fiquei de boca aberta, embora já em tempos ter tido um amigo colorido com a bênção do pai. A história iria repetir-se. Como já nada tinha a perder e era gente bem instalada na vida e sem preconceitos, resolvi aceitar o convite, não sem antes ter feito uma cópia do CD do António Machim.

 

Voltamos ao ponto de partida, onde nos conhecemos.

O Sr. João já lá estava na esplanada. Cumprimentamo-nos como velhos amigos, entreguei-lhe o tal CD e a primeira coisa que o Jorge disse:

- Sabes? O Nelson também é cantor e tem discos gravados.

- Não me digas? Mas não tem aspecto de ser cantor pimba.

- Deus me livre!... – Comentei – Se você pegar num copo e misturar o Tony de Matos, com o Francisco José e o Abílio Hernandes, saio eu.

- Quer dizer que é um romântico e cantas canções de corno.        

- Já que é amigo do meu filho gostava de ter um CD seu para mostrar à minha mulher, já que ela é admiradora de música portuguesa até pode ser que seja a oportunidades de o convidarmos a um jantar lá em casa.

- E pode ser mesmo hoje! Assim ela tira os macaquinhos da cabeça e verificar que os meus amigos são gente de bem. – comentou o Jorge –

- Também pode ser até porque eu não lhe disse que tinhas ficado com uma namorada mas que tinhas ido a um concerto fora de Lisboa.

 

Perante aquela conversa entre pai e filho, fez-me mais uma vez, lembrar-me como tinha começado o namoro com um moço que tinha tido nas mesmas condições há tempos atras e com quem fui muito feliz.  

 Aceitei o convite e depois de longas conversas sobre tudo e todos sem nunca tocarmos no relacionamento amoroso entre mim e o Jorge, o dia foi-se passando até à hora do jantar.

Ainda passamos por minha casa para ir buscar o CD para oferta a D. Eduarda e mostrar ao Sr. João a minha casa para ver que era pessoa de bem.

 

- Desculpe o desarrumo, mas o Jorge depois do pequeno-almoço alvitrou encontrarmo-nos consigo e ficou tudo um pouco desarrumado.

 

Então aconteceu algo de estranho. Quando passamos pelo quarto este também tinha a cama por fazer. João olhou atentamente e mesmo de forma que eu ouvisse virou-se para o filho e perguntou – Estás feliz?

 

- O Nelson é um tipo impecável – respondeu o Jorge.

 

João virando-se para mim. Comentou - Eu só quero que o meu filho seja feliz. Trate-o bem…

 

Se no meio disto tudo eu não tivesse experiência de vida para aceitar estas situações ficaria envergonhado e inveja de tanta cumplicidade entre pai e filho e um pouco de inveja.

 

Sem mais troca de palavras a não ser coisas de circunstância, lá fomos para casa do João.

Quando chegamos, fui apresentado a D. Eduarda como grande vedeta.

Na história que foi contada à senhora, também ajudei à festa

  1. Eduarda estava mais espantada e satisfeita por receber em sua casa uma vedeta da canção (eu) que nem se preocupou muito em saber onde o filhote tinha ficado a noite. O que ele queria saber era como era a minha vida e se tinha filhos.

Dentro do possível lá lhe contei as minhas andanças pela vida artística contando algumas histórias passadas e até lhe disse que tinha dois filhos. A mulher ficou delirante e nem no jantar nem depois nos cafés que foram servidos na sala nunca se falou em preferências sexuais do mundo artístico.

Quando acabou a noite o Sr. João inventou uma desculpa para o Jorge poder sair comigo com a promessa de voltar.

 

Chegados a minha casa, já eram quase duas da manhã. Abri uma garrafa de champanhe e com duas taças levei-as para o quarto. Quando lá cheguei, já o Jorge estava todo nu em sima da cama.

 

- Ainda tens vontade de beber?

- Sim mas não penses que vamos beber pelas taças.

- Pela garrafa por causa das borbulhas também não dá jeito.

 

Entretanto já me tinha despido e depois de abrir a garrafa despejei um pouco pelo seu corpo. Ele estremeceu um pouco e comecei a sorver aquele líquido que percorria todo aquele corpo musculado.

 

- Também quero experimentar. - e em vez de deitar um pouco daquele líquido borbulhento em meu corpo despejou quase todo no meu cacete que estava totalmente em pé. Depois foi a minha vez de estremecer com aquele líquido descer até aos meus tintins que automaticamente se encolhera Foi a vez dele se baixar e sorver tudo. Ao mesmo tempo rindo-se comentou:

- Esta é a minha maldade           

- Também tenho uma maldade para ti.

 

Então virei-o de forma a ficar de costas para mim e comecei a beijar-lhe as costas até à nádegas ao mesmo tempo que com as mãos elevava-o corpo. Ele notando qual a minha intenção vivou a cabeça para mim e perguntou.

 

- Queres comer-me?

- Posso? Não farei nada que não queiras.

- Podes faze-lo, mas com cuidado para não me fazeres doer.

 

 Era o que queria ouvir há muito tempo. Abri a gaveta da nessa de cabeceira e tirei um tubo de vaselina, deitei um pouco naquele cuzinho virgem e com o indicador de uma das mãos fui lubrificando-o e tentando alarga-lo enquanto com a outra procurei o seu pénis masturbando-o. Jorge movimentou o seu corpo elevando o rabo. Foi a vez de retirar o dedo do ânus e substitui-o pelo meu pau que estava rijo e satisfeitinho como há muito não se encontrava. Dali para a frente e com o maior cuidado, primeiro entrou a cabeça e depois o resto do corpo. Foi a vez de o Jorge afastar a minha mão do seu pénis e começar a masturbar-se a si próprio. Meu corpo caiu redondamente nas suas costas e segurando nos seus ombros comecei a bombar repetidamente. Foi um longo período de prazer de ambos, até acontecer o orgasmo. Estoirados e suados caímos para o lado como dois coelhos. E acabamos por adormecer.

 

Quando acordamos já era uma da tarde. Beijamo-nos e sem mais quaisquer palavras como de já fosse habito aquele relacionamento, levantamo-nos, cada um foi para a sua casa de banho.

Efectivamente tinha acontecido algo de estranho com aquele relacionamento. Nem falamos do que tinha acontecido, simplesmente combinamos ir almoçar fora. Depois fomos ao cinema e quando voltamos para casa o Jorge com o maior à-vontade telefonou para o pai e simplesmente informou-o que estava comigo e não se preocupasse que estava bem. Olhou para mim e só perguntou.

- Posso cá ficar uns dias?

- Por mim podes!..

- Então vamos fazer qualquer coisa para o jantar.

 

E foi assim que o meu relacionamento com o Jorge começou.

Sou visita da sua casa. O João apoia o nosso relacionamento às escondidas da mãe.

Hoje somos felizes – por enquanto – e até já comprei uma prancha e estou a aprender a fazer surf.

FIM desta aventura

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

             Nelson Camacho D’Magoito

    “Contos ao sabor da imaginação” (H-094)

              Para maiores de 18 anos

                © Nelson Camacho
   2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
a música que estou a ouvir: Dos gardénias
publicado por nelson camacho às 22:43
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

O meu primo de Lisboa

Numas das vezes que estive em Lisboa, fiquei em casa de uns primos – embora um pouco afastados tiveram a gentileza de me aturar enquanto permaneci em Lisboa para frequentar um mini curso profissional – Os meus primos eram familiares de outros meus primos de Viana do Castelo que foram para Lisboa a fim de procurarem uma vida melhor como muitos que vem para a grande cidade. Eram pessoas simples, pai, mãe e dois filhos, Uma rapariga e um rapaz, ambos com idades compreendidas entre os vinte cinco e os trinta anos. Ela a mais velha já casada e o irmão, mais novo, ainda não se conhecia namorada. Era um bom vivam e foi com ele que conheci alguns Bares enquanto passei aqueles dias na Capital. Mário! É o seu nome é um moço bastante simpático e conversador. De cabelos normalmente desgrenhados, olhos castanhos e uma bela compleição física derivado ao praticar culturismo. Em alguns Bares que frequentámos tanto por raparigas como rapazes, era tratado por “Márito”.

Olhavam-no sempre com um certo apego e principalmente os rapazes faziam sempre questão de perguntarem quem era eu e olhavam-me de forma esquisita, que nunca percebi o porquê.

Aquelas interrogações foram mais pertinentes quando fomos a um Bar de temática GOy. (a).

Embora todos andassem sempre atracados a belas raparigas, quando se cumprimentavam estre eles os seus cumprimentos eram mais afectuosos do que com as raparigas e o Mário não fugia às normas que por ali via e ficava com um pouco de inveja de o não abraçar assim também, até que um dia lá em casa quando nos despedimos para nos deitar – cada um em seu quarto – perdi a vergonha e abracei-o afectuosamente. Ele consentiu e olhou-me insistentemente e deu um largo sorriso sacana. Estava em casa dos meus primos e nada podia fazer, embora o meu desejo fosse beija-lo ardentemente.

Naquela noite não consegui dormir. O Mário não me saia da cabeça e o mais que me custou foi no dia seguinte quando voltou para o jantar não me convidar para sair, No dia seguinte porque o curso tinha acabado, também eu acabei a minha estada em Lisboa. Arrumei as malas e ficou a promessa do Mário quando fosse ao Porto, mete telefonada a informar data e hora que chegaria.

Véspera do Fim de Ano

Estava mais nervoso como nunca tinha estado. Cheguei à Estação de Campanhã uma hora antes da hora em que chegaria o comboio que traria o Mário. Aproveitei para dar uma vista de olhos pelos belos painéis artísticos que forram as paredes daquela estação tão visitada por turistas. Antes disso já tinha arrumado o carro no parque subterrâneo e dado uma volta pela avenida dos Aliados com a ideia de comprar uma prenda para o Mário como prova de boas vindas, mas nada comprei pois achei no meu íntimo ser coisa impropria para dar a um homem. Mas que homem? Pensava eu!.. Será que ele enquanto estive em casa dele notou que fiquei apaixonado por ele? E ele? A vez que olhou para mim tão insistentemente quereria dizer alguma coisa?

Cada vez que me lembrava daquela troca de olhares, mais ficava suspenso nos meus pensamentos. Já não via a beleza da estação mas sim a beleza do Mário que um dia tentei beija-lo mas não consegui. Seria naquela tarde? Correria até ele quando descesse do comboio? Não!... Isso era demonstrar ao mundo a minha sexualidade.

O comboio chegou, Refreei os meus desejos e só pensava leva-lo a um hotel para dar largas ao meu desejo.

Lá ao fundo lá vinha ele com uma simples mala tipo trovei. Eu tremi e quando chegou junto a mim, deu-me um abraço como tinha visto ele dado a outros lá no tal Bar.

Eu sabia que ele vinha passar o Fim de Ano com o resto da família mas o meu objectivo era tentar que ele pudesse passar algum tempo também comigo mas ficou tudo furado. Quando o convidei ir tomar um copo no Bar do Hotel onde tinha reservado um quarto ele respondeu:

- Hoje não tenho tempo, mas pudemos combinar quando voltar de Viana do Castelo.

- Mas não tens tempo porquê?

- Tenho outro comboio para apanhar daqui a 10 minutos.

Porra!... Lá tinha eu de esperar mais uns dias para sentir aquele corpo junto com o meu e então perguntei e sugeri:

- Mas queres mesmo tomar um copo comigo quando vieres? Quanto tempo vais cá ficar depois?

- Para que saibas. Também quero tomar um copo ou algo mais contigo a sós desde que nos conhecemos.

Com esta reposta o meu sonho acabaria por se concretizar, mas como não sou tipo de perder tempo quando tenho uma ocasião sugeri:

- E se em vez de ires de comboio eu te levar de carro? Sempre podemos ir conversando pelo caminho e chegas lá a horas da passagem do ano.

- Também pode ser, e de carro sempre é mais confortável. A viagem de comboio foi uma seca.

Agora sim! Pelo caminho iria verificar finalmente se podia sentir os seus lábios nos meus.

Peguei-lhe na mala e encaminhamo-nos para o parque onde tinha o carro e abalámos. Antes de entrar olhei-o de baixo a cima e nutei que ele também olhava para mim com ar inquisidor.

Esperto, como primo em ser, em vez de enfiar pela A28 enfiei pelas estradas nacionais – Sempre levaria mais um pouco e daria aso a alguma cumplicidade –, mas ele nutou a alteração do percurso:

- Então não vamos pela auto-estrada?

- Vamos por dentro pois tenho de meter gasolina.

Assim fiz. Meti gasolina num parque já conhecido, que tem um café e um parque escondido onde podia meter o carro. Meti a gasolina e arrumei o carro no tal parque e disse-lhe:

- Agora vou pagar. Não queres tomar um café?

- Não!.. Fico aqui no carro à tua espera.

Quando voltei, entrei e olhando-lhe nos olhos segurei-lhe numa perna fazendo um pouco de pressão. Mário fixou-me bem e juntou os seus lábios aos meus.

Eu tremi e apertei-lhe mais a perna. Ele segurou na minha mão não largando os meus lábios e levou-a até ao chumaço que tinha entre pernas. Abri a boca para as nossas línguas se misturassem ao mesmo tempo que lhe ia abrindo a braguilha.

Qua pau!.. Meus Deus. Não era grande mas estava bastante inchado parecendo ser mais grosso que comprido. Foi a vez de ele segurar na minha cabeça e leva-la até aquele pau já pulsante. Nem seu para beija-lo. Naquela escuridão do carro, entrou de imediato na minha boca que suavemente, fui trincando como uma salsicha alemã – curta mas grossa -.

Mário continuando a segurar minha cabeça ia movimentando-a de forma que o seu pau entrasse e saísse rapidamente enquanto eu ia chupando.

Aquele gajo certamente já não se vinha há muito tempo, pois de repente todo, o seu corpo tremeu e veio-se com tal abundancia que a minha boca não foi suficiente para guardar aquela boca transbordando uma boa parte. Tal foi também o nosso prazer que até o meu pénis também sem lhe tocar cuspiu a sua porra.

Não era bem aquilo que queria, mas para nos entender já era um princípio para acabar com os tabus entre nós:

- Gostas-te? Vamos ter outra ocasião?

- Quando vier de Viana vamos tomar o tal café.

- E vais estar por cá quanto tempo?

- Pelo menos até aos Reis.

- Já não é mau… Sempre dá para visitares a cidade e outras coisas.

- E que outras coisas?

- A seu tempo verás!.. Creio ser coisas que há muito esperamos.

- Algumas já fizemos… Haverá mais?

- Achas que foi tudo?

 

 Mário riu-se, apertou-me a perna:

 

-Vamos mas é embora quando não chego a Viana já em 2015.  

 

O resto da viagem seguiu sem tocarmos mais no assunto.

 

O meu FIM de ANO foi uma merda.

 

O meu regresso de Viana do Castelo foi feito em metade do tempo e ainda cheguei a horas de comemorar o fim de ano com a família. Vinha de tal forma esfusiante que assim que entrei em casa alguém me perguntou o que tinha acontecido pois vinha com ar de quem tinha recebido passarinho novo.

Efectivamente contra o que era hábito beijei toda a gente e os meus olhos denunciavam algo de estranho pelo seu brilho. Faltavam poucos minutos para as doze badaladas, foram distribuídas as passas e abriram-se as garrafas de champanhe, os beijinhos da praxe e todos dançaram menos eu que me encostei a um canto e sem os outros darem por isso peguei no celular e telefonei ao Mário dando-lhe o Bom Ano, que ele agradeceu, retribuiu e disse que no dia seguinte estaria no Porto à noite para tomarmos o tal café.

Ia desmaiando com aquela informação e fui-me deitar.

Podia ter sido uma noite repousante, mas não. Não me saia da cabeça o meu primo afastado e aquilo que tinha feito no carro. Bem contei carneirinhos para tentar adormecer mas não. Quando pensava em carneirinhos, só via aquele pénis tão saboroso entrar novamente dentro de mim e acabei depois de bater uma punheta adormecer.

Dia de Ano Novo

 

As badaladas do meio-dia foram tocadas no carrilhão do relógio da sala, chegando aos meus ouvidos. Levantei-me de mansinho e fui até à cozinha para tomar um copo de leite – lembrei-me logo do Mário e mentalmente tentei comparar aquela bebida com o néctar que tinha bebido dele – Lá em casa toda a gente ainda dormia então para não acordar o pessoal até porque aquele dia ia ser bastante agitado, fui tomar banho e vestir-me casualmente. Deixei um papel para a família informando que iria para fora e só voltaria no dia seguinte.

   

Segui a rua de Santa Catrina e fui tomar o pequeno-almoço ao Magestic (um dos cafés mais emblemáticos da cidade) depois estando ali perto (são 10 minutos a pé) fui marcar o quarto no Hotel Vila Galé, é um hotel com alguma história pois remonta 1999 sendo restaurado em 2014. Tem a particularidade de estar instalado no Centro da Cidade e para quem não tem carro fica frente á estação do metro do Campo 24 de Agosto. Também para que viaja de carro para evitar os parqueamentos sempre complicados na cidade, possui garagem própria no mesmo edifício. Para quem quiser relaxar o corpo ainda tem a facilidade de o fazer no último piso onde está implantado, piscina interior, ginásio, sauna, banho turco e salas de massagem com uma vista espectacular sobre a cidade.

Poderia ter marcado o quarto num outro hotel um pouco mais barato mas preferi receber o meu primo num espaço com um certo requinte e onde no Check in ou no Check Out nunca fazem observações sobre os utentes do hotel, sendo todos os empregados bastante prestáveis, assim como um serviço no geral excelente.

Com restaurante e Bares onde se pode tomar um copo nada mais é preciso para caminharmos até ao quarto.

Como já estava na hora do almoço, depois da reserva resolvi ficar por ali e almoçar.

O empregado que me atendeu vendo a chaves do quarto em cima da mesa, perguntou se também jantava para guardar a mesa. Perante tal pergunta que eu não sabia se jantava ou não, lembrei-me de telefonar ao Mário mesmo com o empregado a ouvir a conversa:

 

- Tá? Boa tarde. Ainda estás ai ou já vens a caminho?

- Boa tarde também para ti! Não, ainda cá estou.

- Queres que te vá buscar?

- Não… pá!.. Vou de comboio e não é preciso ir buscar-me, pois já tenho o bilhete. Diz-me só onde te posso encontrar. Chego ao Porto por volta das dezanove e trinta.

- Podes encontrar-me no bar do Hotel Vila Galé. Já marquei o jantar.

- Tá bem!... E o quarto marcaste?

- Já tenho a chave mesmo aqui em cima da mesa. Vou almoçar.

- Ok… A gente logo vê-se.

 

Depois de desligar o telefone o empregado que tinha ouvido a conversa e notado que estava afalar com um homem com um sorriso nos lábios mas o mais correctamente possível comentou:

 

- Então sempre lhe marco o jantar para duas pessoas. Hoje tenho um intervalo da parte da tarde e depois volto para os jantares, ficando depois até Á três da manhã. E precisar de qualquer coisa para a ceia no quarto é só telefonar para a recepção que o andar do seu quarto está-me destinado.

 

Maior gentileza da parte de um empregado não podia haver ou então não era parvo e estava-se a fazer.

Depois do almoço, subi ao terraço e fui-me espreguiçar num dos cadeirões descansando e preparar-me psicologicamente para o Mário.

Tinha fechado os olhos e pensando como seria a próxima noite quando fui acordado pelo tal empregado com uma bandeja onde repousava uma garrafa de vinho do Porto, um copo e um pires com alguns aperitivos.

 

- Sr. Nelson… Já são seis horas e isto é o aperitivo para o jantar. Não quer depois descer até ao Bar?

- Quase me assustava! Estava à volta com os meus pensamentos.

- Desculpe!.. Não era minha intenção, mas tive medo que adormecesse e e o seu amigo não o encontrava.

- Obrigado amigo!.. Já desço mas vou primeiro ao quarto refrescar-me.

- Quer que lhe leve isto?

 

Cá para mim o que o gajo queria era outra coisa, mas ficaria para outro dia- - Não lhe perdoaria toda aquela gentileza pois o gajo era lindo – e respondi:

 

- Agora não é oportuno. Vou só refrescar-me. Mas logo à noite, você que vê tudo depois de ver eu e o meu amigo subir, pode levar-me uma garrafa de champanhe?

- Desculpe mas essa do “ver tudo” é a minha obrigação para os clientes ficarem confortáveis e mais á vontade.

- Pois sim… Agora se me dá licença vou subindo.

 

Agarrando na garrafa do Vinho do Porto lá fui eu.

 

Eram sete em ponto quando entrou o Mário com o seu troler-mala.

Senão fosse por vergonha tinha-o beijado mas demos um abraço. Mandei vir dois Portos para aperitivo do jantar e dirigimo-nos para o restaurante com os copos na mão como se fossemos estrangeiros.

Mal nos sentámos ocorreu logo o Jorge – era como se chamava o al empregado – muito solicito não tirando os olhos do Mário. Apresentou-nos o cardápio e passado pouco tempo serviu-nos.

Ao jantar a nossa conversa foi de circunstância. O Mário contou-me como tinha passado a noite de Fim de Ano e como tinha recusado a oferta de lá ficar mais uns dias. Depois do jantar o Jorge sugeriu tomarmos o café no bar pois nessa noite haveria música ao vivo. Assim fizemos.

Quando entramos, parecia de propósito. O cantor estava interpretando uma canção do Pedro Abrunhosa “Vamos fazer o que ainda não foi feito” Olhamos um para o outro e o Mário comentou:

 - Será esta noite que vamos fazer o que ainda não foi feito?

- Porra… Foi preciso vires ao Porto

- Tens que me aturar estes dias, mas parece que tenho de ter cuidado contigo.

- Então porquê?

- Desde que cheguei o empregado não tem tirado os olhos de ti.

- Não me digas que já está com ciúmes e ainda não começamos.

 

Rimo-nos e tocamos nas mãos um do outro por cima da mesa, independentemente do receio que alguém notasse a nossa atitude. Naquela altura já estafávamos por tudo e o mundo já não nos importava.

Bebemos mais uns conhaques e ouvimos o tal cantor que para chatear só interpretar canções de amor e dor de corno e resolvemos subir para o quarto.

Mal entramos o Mário agarrou-se a mim aos beijos encostando-me há parede e tremendo de sofreguidão.- Estava mais excitado que eu – e começou por despir o meu casaco. Fiz-lhe o mesmo e depois foi a vez de as nossas camisas voarem. Encontrando-me em tronco nu, desceu um pouco até aos meus mamilos mordiscando-os. Com a mesma sofreguidão começou a tirar-me o cinto. Fiz-lhe o mesmo e ao mesmo tempo que as calças iam caindo e espalhando-se pelo chão chagámos já nus à cama para onde nos atirámos quase sem nunca deixarmos nossas bocas.

- Tas a ver o que perdemos quando estive em tua casa em Lisboa?

- Se o tivemos feito e por azar fossemos apanhados lá ia para o lixo a minha masculinidade.

- E era só a tua?

- Não mas tu já está habituado a estas coisas

- Quais coisa? Por te feito um broxe ontem no carro? Não gostas-te?

- Há muito que andava esperando que um gajo mo fizesse.

- E tu não queres fazer?

 

Como a dizer que sim, foi a vez dele largando os meus lábios começou beijando todo o meu peito descendo um pouco periclitante a caminho do meu pau que já há muito estava hirto.

 

Bateram à porta e de fora ouviu-se “Serviço de quartos”. Porra… agora que estava a começar o melhor é que aquele gajo se lembrou de trazer o champanhe. Levantei-me e mesmo de pau feito todo nu fui abrir a porta.

Era o Jorge cumprindo o que lhe tinha pedido. Vinha com um carrinho de serviço com um balde de gelo com a respectiva garrafa e duas taças. Ao mesmo tempo que o empurrava para o meio do quarto olhava para mim de alto-a-baixo e à bagunça das calças e camisas espalhadas pelo chão. Depois moveu o olhar para o Mário que também estava todo nu e de pau feito e perguntou:

 

- Não querem mais nada?

- Eu só queria acabar o resto que comecei. – respondeu o Mário.

- Desculpem mas não quero incomodar.

 

Já que estávamos naquela com um penetra e já tinha pensado que um dia voltaria ao hotel para comer aquele puto, olhei para o Mário encolho os ombros e atirei:

 

- Se tiveres tempo podes ajudar-nos nesta tarefa.

 

O Jorge não esteve com meias e a sua camisa e calça rapidamente se foram juntar às nossas espalhadas pelo chão. Também como nós todo nu mas com pau ainda murcho atirou-se para a e foi abocanhar o pau do Mário. Foi a minha vez de me deitar de lado de forma a ser o Mário a abocanhar o meu.

Afinal de contas para a primeira vez segundo tinha dito, o Mário não se estava sair nada mal.

O Jorge parecia um martelo de pneumático tal era o vai e vem que fazia com a boca no pénis do Mário que gemia de prazer enquanto mamava no meu. Estávamos os três gozando o mais possível e resolvi dar uma ajudinha no coitado do Jorge que se mantinha murcho e agarrei-o masturbando-o começando a sentir aquela coisa que até não era má a inchar na minha mão.

 

Jorge rapaz sabidão daquelas andanças como uma boa parte dos grumetes de hotel adivinhou que se de nós dois os menos experientes daquelas coisas era o Mário e foi pouco e pouco preparando toda a cena começando a fazer unilingue no Mário, que se mantinha beliscando e redopiando com os lábios a cabeça do meu pénis. Sendo o mais velho e também bastante sabido adivinhei o que Jorge se preparava fazendo, então libertei a boca do Mário. Fiz toda a força mental para não me vir naquele momento e enquanto o Jorge continuava no seu unilingue coloquei o Mário no meio dos dois. Estava preparada a cena para a maior aventura do Mário. Com o Jorge de costa à sua frente, foi-lhe com uma das mãos apontando o pénis dele para o seu ânus enquanto eu fui com a maior delicadeza possível – se naquelas alturas é possível ter delicadeza - penetrando no ânus do Mário, já lubrificado pelo Jorge. Ao princípio ainda custou um pouco mas quando o Mária fez a penetração total no Jorge começou com espasmos constantes e deu de rabo e o meu coitado que estava finalmente contente por aquela orgia teve o espasmo total, aliás, aconteceu a todos ao mesmo tempo. Naquela noite os únicos fluidos que não foram aproveitados foram os do Jorge. Mas ficaria para outra altura 

 

Jorge com o maior desplante do mundo como deu mostras de ser assim mesmo levantou-se apertou as nádegas e enquanto procurava a sua roupa virou-se para mim:

 

- Porra que o seu amigo há muito tempo que não se vinha. Vou-me já embora. Já devem andar à minha procura. Se ficarem por cá uns dias posso na minha folga servir de cicerone e mostrar-lhe a cidade…- E ainda ajeitando as calças saiu porta fora -.

 

Olhamos um para o outro e rimo-nos.

 - Foi para isto que vim ao Porto? – comentou o Mário –

- E não gostas-te?

- Gostar é pouco! Adorei e quero mais.

- Também eu mas, não já não sou tão jovem como tu e já estou estafado.

 Voltamo-nos a rir… Beijamo-nos, abraçamo-nos e sem coragem para nos tapar, acabamos por adormecer.

 

Quando acordamos já o sol entrava janela dentro e qual não foi o nosso espanto. Não havia roupa espalhada pelo chão mas existia um carrinho de serviço ao lado do outro da noite anterior, mas este com o pequeno-almoço.

O Jorge tinha-nos apanhado a dormir e tinha feito tudo aquilo deixando um bilhetinho onde dizia:

“Espero que tenham passado bem a noite”

 Fim

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

                  Nelson Camacho D’Magoito

     “Contos ao sabor da imaginação” (H-093)

                Para maiores de 18 anos

                    © Nelson Camacho
    2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

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a música que estou a ouvir: Vamos fazer o que ainda não foi feito
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Domingo, 28 de Dezembro de 2014

Não beijo!.. e você já beijou?

Não Beijo

 

Já num post anterior, veja (aqui) tinha contado que as prostitutas também gostam de pagar os favores que lhes pagam mas tendo os meus escritos temas temáticos sobre gays, não podia deixar de escrever o que se passa com jovens que na ânsia de conseguirem os seus desejos, também pagam os favores que lhes prestam.

 

“Não beijo” é a das muitas histórias que existem e que nem você adivinha.

 

Sinopse da história

 

Pedro rapaz provinciano vem para Lisboa com o sonho de ser actor. Começa por trabalhar na industria hoteleira entretanto entra num curso de actores e vai fazendo umas intervenções como figurante em algumas telenovelas mas não mais que isso, entretanto, conhece um empresário que com a promessa de o levar ao estrelado consegue leva-lo a sua casa

 

- Então vamos lá até à sauna para relaxar, sempre deve ser melhor que o duche.

 

 Fernando abriu a porta da dita sauna e entrou. Atrás dele foi o Pedro que mais uma vez ficou espantado e mais ficou quando o Fernando tirou a T-shirt e os boxers e se sentou num dos dois bancos. Ele como não queria ficar mal visto fez o mesmo sentando-se a seu lado. Deu uma olhadela e de facto aquele espaço era efectivamente uma sauna, mas em ponto pequeno. Toda forrada em madeira com uma lâmpada muito ténue e de cor vermelha. O espaço era bastante pequeno e quente. Só lá cabiam pelo menos quatro pessoas e muito juntas, de tal forma que quando se sentou ao lado dele, ficaram mesmo juntos.

 Se quer ver como tudo se passou, clique (Não Beijo)

 

NOTA: Não perca este conto. Quando o acabei fui bater uma punheta e você, que vai fazer?

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

                   Nelson Camacho D’Magoito

         “Contos ao sabor da imaginação” (H-092)

                   Para maiores de 18 anos

                     © Nelson Camacho
    2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

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publicado por nelson camacho às 08:45
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2014

Os Motas – II Capitulo

Depois de ter levado com a nega de sua mulher desculpando-se com dores de cabeça - como é habitual nas mulheres quando não estão dispostas a fazer sexo com os maridos -, este continuou a dar voltas até adormecer, mas um dormir salpicado de recordações da sua juventude.

 

Antes de continuar veja como tudo começou clicando aqui (I Capitulo)

 O Mota era o chamado “O filho da mamã” - estamos nos fins dos anos 50 – Filho de médicos, portanto de gente endinheirada pertencendo assim a uma sociedade acima da média de então. Tinham criados e chauffeure. O Mota foi criado com amas até à sua ida para o Infantário, depois sempre acompanhado do chauffeure. A sua vida passava-se da escola - casa - casa escola. Tirando as festas de aniversário, pouco convívio tinha com outros rapazes ou raparigas fora do ceio familiar até que chegou a altura de entrar no liceu onde a sua vida foi mais aberta e começou a conviver com outros colegas. O liceu, derivado ao seu estatuto social, foi para um privado.

Aquele liceu em termos de educação tinha de tudo. Para além dos estudos normais, também tinha canto-coral, religião e mural e educação física que era praticada num ginásio bastante completo para a época, pois até tinha balneários e sauna.

Foi neste colégio que o Mota começou a ter mais amigos. - A maioria frequentadores das disciplinas de Religião e Moral -. Foi nas aulas desta disciplina que se tornou mais amigo do Zeca, rapaz mais atrevidote para a sua idade e frequentador da disciplina de Educação Física para onde o aliciou a frequentar.

O Mota depois de informar em casa as intenções de frequentar a Educação Física, tanto os Pais como os avós acharam muito bem e de imediato se prontificaram a comprar-lhe roupa adequada.

Só o avô – velho sabido - fez questão de o alertar para ter cuidado nas relações que iria ter nessa disciplina pois nos balneários aquilo era tudo um pouco pecaminoso.

O Zeca que também pertencia ao mesmo extracto social, foi autorizado a frequentar a casa do Mota onde se juntavam para estudar. Com o andar dos anos foram arranjando cada um a suas namoradas até ao ponto de uma certa altura namorarem duas irmãs.

No período em que namoraram as irmãs começaram a frequentar as casas uns dos outros e todos se davam bem em sã convívio e camaradagem, até que um dia as irmãs que tinham uma casa num monte Alentejano convidaram os rapazes a irem lá passar um fim-de-semana.

 Assim que chegaram foram distribuídos os quartos que só sendo dois, As manas ficaram num e os rapazes noutro.

 Desde o convite das manas para o fim-de-semana e porque iriam sós, o Zeca não deixava de síncronar os ouvidos do amigo dizendo que desta vez é que ia comer a namorada.

Depois de arrumarem as malas, foram todos para a cozinha fazer o jantar. Uns de volta com os tachos e outros a por a mesa. Como não havia televisão a companhia musical foram uns CDs que havia até chegar a noite serrada. Foram para o alpendre tomar uns copos e admirar o céu estrelado, único no Alentejo - Ainda mais estando a casa implantada num monte não se viam luzes de outras casas por ali perto e o céu estrelado dava um ambiente de sonho e o amor andava no ar -.

Beijinhos daqui beijinhos dali entre os namorados mas nada mais. As raparigas mesmo com os atentados principalmente do Zeca, para ir por ai fora, escusavam-se sempre, até que antes que a coisa fosse mais longe resolveram ir-se deitar.

Os rapazes ficaram ainda no alpendre continuando a tomar uns copos. – Misturaram Whisky com vinho alentejano e cerveja. – Resultado… ficaram um pouco tontos –

Enquanto O Mota apreciava aquela noite escura e salpicada de estrelas sem nada mais em redor, Zeca não parava de se queixar que tinha aceitado aquele fim-de-semana com a ideia de foder com a namorada ou com a namorada do amigo não só porque eram irmãs como estava-se nas tintas para o amigo já que ele era um pouco TóTó introvertido e nunca mostrou o mesmo desejo que ele pela namorada. O seu amor era um pouco tipo amor platónico. - Talvez pela forma diferente como ambos foram educados – O Zeca embora pertencesse à mesma condição social tinha sido criado mais liberto das garras dos pais. Tratava do corpo e já frequentava discotecas e fora do liceu, ginásios e saunas. Era bastante extrovertido e namoradeiro.

 Já um pouco bebidos resolveram também irem-se deitar. A Cama era só uma – embora larga – e o Zeca comentou:

 - Já viste que temos uma cama só para nós?

- Felizmente que é grande e cada um pode dormir para seu lado. – comentou o Mota -.

- Não sei se será!.. Com a tesão que tenho por ter sigo gorado o desejo que comer uma das garinas, ainda vai calhar a ti – e riu-se –

- Porra!... Não me digas que és paneleiro!.. Vou dormir para o chão…. – Respondeu o Mota.. 

- Vá lá!.. Não sejas parvo e vem deitar-te.

 Ambos se riram, despiram-se e ficaram de Shorts e lá se deitaram na cama. Depois de darem algumas voltas o Mota acabou por adormecer.

O Zeca estava ressabiado e com o calor daqueles corpos o pau começou a levantar-se. Deu mais umas voltas. Colocou-se de barriga para baixo e o pénis começou a ficar inchado e rijo. Deu mais uma volta e encostou-se ao Mota, ficando de conchinha.

Zeca que estava já aflito e verificando que o amigo estava mesmo a dormir, com os maiores cuidados foi afastando os shorts do amigo e começou a apontar o seu pénis no ânus do amigo. Estava com tanta fúria que em vez de começar a roçar as pregas do mesmo, tentou enterra-lo com alguma ganancia.

Mota acordou ao sentir o princípio daquela penetração e gritou meio estremunhado:

 - Porra!.. Que estás a fazer!..

- Zeca com o susto, em vez de tirar o seu pau daquela posição ainda fez mais força e acabou por penetrar um pouco o seu pénis naquele cuzinho virgem com um grito do Mota.

Foi sol de pouca dura. Já lá estava… E começou a bombar ao mesmo tempo que segurando pela anca do amigo ainda o puxava mais para si. Mota deixou de gritar e começou a gemer quando o Zeca com uma das mãos foi ao seu pénis e começou a masturba-lo. Foi a vez do pénis do Mota começar a inchar. Passados alguns minutos ambos se movimentaram para que a penetração se tornasse mais gostosa.

Assim que o pénis do Zeca embora fino era um pouco comprido tocou na próstata do Mota, toda a dor que estava a sentir até aquele momento passou a sentir prazer. Tirou a mão do Zeca do seu pénis e freneticamente masturbou-se a si próprio movimentado ao mesmo tempo o seu corpo de forma a ser mais penetrado. Zeca estava doido de prazer e até se esqueceu que poderia estar a aleijar o amigo e começou a bombara cada vez com mais força até que ambos com estremeções de seus corpos se vieram ao mesmo tempo. Mota sentindo aquele líquido abundante dentro de si, encostou-se mais ainda ao amigo com uma das mãos veio a traz e puxou seu corpo ainda mais para si de forma que aquele membro rijo como pau não saísse dentro de si. Estavam ambos estafados e deixaram.se ficar até ambos o pau se tornassem flácidos. Quando o pénis do Zeca ficou totalmente murcho, normalmente saiu daquele lugar tão confortável e ambos acabaram por adormecer.

No dia seguinte

 De manhã quando acordaram, pouco se falaram. Tomaram um duche restabelecedor e dirigiram-se para o alpendre onde existia uma churrasqueira para fazerem pequeno-almoço. Depois, todos se dirigiram para piscina menos o Mota que pouco falou e quase sempre esteve andando de um lado para o outro e sem companhia.

As miúdas ainda observaram o seu alheamento mas nunca obtiveram resposta.

Mota estava desejoso que acabasse aquele sábado e que viesse o Domingo para abalarem para lisboa.

Quando lhe perguntavam o que é que ele tinha, dizia que estava com dores de cabeça – mas era mentira… O que efectivamente ainda lhe doía era o ânus, e o que mais o preocupava era o que lhe tinha acontecido na noite anterior e o que se iria passar na próxima pois sabia que iria ter que voltar a dormir com o Zeca -.

Todos resolveram ir almoçar à Vila mas o Mota mais uma vez se escusou com as tais dores de cabeça. Dizendo que ficava em casa e que iria adiantar o jantar.

- Mas tu sabes cozinhar? - Perguntou a namorada.

- Nem calculas o que ele é capas de fazer!... - Comentou o Zeca virando-se para o Mota com um sorriso sacana.

Da parte da tarde o Mota só pensava o que iria acontecer na próxima noite e estava com um certo receio.

O amigo tentaria novamente abusar de si? Como católico e temente a coisas menos próprias conforme lhe tinham ensinado os Pais estava com um certo receio. Em casa sempre tinha ouvido que relações daquelas eram anti natura. - Pode ser que não seja nada!... Pensou… e resolveu começar a tratar do jantar -.

Quando chegaram todos traziam uvas e garrafas de vinho da região.

- Então estás melhor? - Perguntaram as raparigas. 

- Estou melhor graças a Deus.

- Logo à noite depois de uns copos vai ficar melhor. – Comentou o Zeca.

Mota estremeceu e logo pensou no que iria acontecer.

O jantar estava uma delícia… - O Mota tinha-se esmerado e tinha feito uns bifes com natas, ovos estrelados e batatas fritas –

Mais uma vez depois do jantar foram para o alpendre continuar a beber o tal vinho que tinham trazido da Vila, e fazer uma conversa de circunstância até à hora de se irem deitar.

Mota e Zeca quando entraram no quarto, este último fechou a porta à chave, despiu-se e todo nu deitou-se em cima da cama comentando:

- Não vens deliciar-te com esta beleza?

- Mas o que é que tens de belo para admirar?

- Já viste a diferença entre o meu corpo todo perfeito e bíceps delineados e o teu? Falta-te trabalhar esses músculos e trabalho de ginásio.

 

Efectivamente o corpo do Mota não tinha nada a ver com o seu. Até o pirilau era mais perfeito. De cabeça descoberta enquanto o seu, era de fava coberta. E o seu corpo parecia uma tábua de engomar. E respondeu:

 

- Mas poucas vezes tenho feito ginástica.

- Mas não é só ginástica. Tens de fazer ginásio com preparação física. Queres ver alguns movimentos? – E conforme estava todo nu deitou-se na carpete e estendeu os braços pedindo ao amigo que se colocasse a seu lado.

 

Mota um pouco confuso, ainda de shorts colocou-se a seu lado.

 

- Queres ver as nossas primeiras diferenças? – Ao mesmo tempo que se punha de lado e retirava os Shorts do amigo. Apontou para os dois pirilaus. Estando o seu já a começar a levantar-se e encostou-se ao coitado do outro que estava murcho e sem graça.

 

Mota estremeceu um pouco e balbuciou:

 

- Levantas isso com muita facilidade!...

- O teu também se levanta se fizeres como eu… - E comecei a beija-lo desde o peito até aquele pirilau murcho – Arregaçou-lhe a pele da glande, meteu na boca e começou a chupa-lo.

 

Então sim!... O Mota deixou de tremer e a sentir uma certa sensação de prazer. E o seu pirilau a transformar-se num pau hirto e firme dentro da boca do amigo.

 

- Agora é a tua vez: - pediu o Zeca. – Ao fim de longos minutos -

- Mas nunca fiz isto! Afinal o que queres de mim?

- Quero comer-te como ontem à noite.

- Mas doeu-me bastante. E andei todo o dia com dores no cu.

- Vais ver que há segunda vez já não custa nada e vou ter mais cuidado. Para já vamos aos preliminares e mamar os nossos gostosos.              

 

Zeca saiu da posição que estava e colocou-se na de sessenta e nove.Com a ajuda de uma das mãos meteu o seu pénis na boca do amigo enquanto com a outra procurava o dele metendo-o novamente em sua boca.

 Mota não reclamou. A sensação que estava a ter do seu pénis ser chupado pelo amigo, fê-lo fazer o mesmo.

O Zeca quando sentiu que estava quase a vir-se agarrou no amigo que era um pouco mais fraco de corpo e colocou-o de bruços na beira da cama de costas para ele, abriu-lhe as pernas e começou a linguajar-lhe as pregas do ânus num unilingues perfeito e saboroso principalmente para o Mota, pois era uma sensação nova aquela língua massajar a entrada do seu ânus. Não lhe estava a doer como na noite anterior com a gaita do amigo. Quanto ao Zeca nada mais era que os preliminares que utilizava, para os eus intentos. Com a língua e um pouco de saliva ia lubrificando aquele ânus já sedento de prazer. Depois meteu o mais possível a língua. Mota gemia de prazer ao mesmo tempo que se masturbava. Zeca, moço sabido nestas andanças, e tendo a percepção que o amigo se estaria a vir proximamente, antes que isso acontecesse, começou lentamente a meter a sua cabecita do seu pénis. Depois mais um pouco, e mais ainda até que entrou todo e perguntou:

 

- Estou a magoar-te?

- Não!... Fode-me e deixa-te de conversas.

 

Era isto que o Zeca queria ouvir. – E enterrou tudo naquele cuzinho apertadinho até ao fim continuando ritmicamente a bombar.

Mota quando sentiu toda aquela porra dentro de si acompanhada pelo líquido abundante, gemeu um pouco e veio-se também.

 

Mota veio com as mãos atrás, segurou na ilharga do Zeca puxando mais para si e ao mesmo tempo que ia subindo cama acima e pedia para não tirar. Ficaram atravessados na cama. Mota começou a movimentar-se como quem está a foder o lençol e pediu.

 

- Quero vir-me novamente. Continua a foder-me.

 

Zeca já tinha fodido com alguns gajos mas aquele era demais e comentou:

 

- Para a primeira vez, és pior que eu…. Não sei se me consigo vir novamente.

- Não foste tu que quiseste? Agora aguenta!.. Quero vir-me novamente.

 

Sem mais objecções. Um continuou a foder o lençol e o outro fodendo aquele cu que afinal estava sedento de levar com um bom caralho que por sorte era o seu, continuou a bombar – Com tantos preliminares, estava a começar a ficar semi-murcho, mas logo começou a inchar – Eras os dezassete anos daqueles jovens a trabalhar.

Estiveram naquilo, algum tempo até que ambos se vieram novamente.

O lençol estava cheio de esporra e o cu do Mota transbordando de milhões de espermatozóides.

 

Naquela noite, em pouco tempo já tinham tido a segunda ejaculação, colocaram-se de lado e adormeceram exaustos.

 

No dia seguinte juntaram-se todos para o pequeno-almoço. Arrumaram as malas e zarparam direitos a Lisboa cada um para suas casas. Tinha ficado naquele Monte Alentejano o que o Mota pensava ser o seu grande segredo.

 

Dª Isabel mexeu-se com os tremores do marido verificando que este estava mais uma vez a ter os seus sonhos tentou acorda-lo com algumas caricias. O Mota acordou. Quis dar uma foda na mulher mas não conseguiu. Já se tinha vindo a dormir. Acabaram por adormecer. Para ela foi a paga de quando ele quis, ela se queixou que estava com dores de cabeça.  

 Não perca o (III Capitulo), pode ser que encontre aqui a sua história.

 =================?????????????==================

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

       Nelson Camacho D’Magoito

   “Contos ao sabor da imaginação”(H-090)

          Para maiores de 18 anos

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