.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Terça-feira, 18 de Junho de 2013

Santo António em minha casa

Santo Antonio Boy

     Ontem ganhou Alfama as marchas de Santo António em Lisboa.

     Hoje ganhei eu um Santo António em minha casa no Magoito.

 

     Ontem foi noite de festa para milhares de pessoas pelos bairros típicos de Lisboa. Começámos na avenida da  liberdade fomos para os nossos bairros comer sardinhas, bailar e embebedar-nos.

 

     Foi este o percurso da maioria dos festejastes do Santo. Foi esquecida a crise e lá saíram muitos milhares de euros dos bolsos das gentes, mesmo com a sardinha a Euro e meio cada uma.

 

     "O Coelho esqueceu-se de mandar a ASAE fiscalizar as condições de higiene e das facturas. AINDA BEM!"

 

     Eu pela minha parte como andava só, Quando acabaram as marchas na avenida, percorri Alfama, Madragoa, Bica e Bairro Alto. Às seis ma manhã, meti-me na IC19 e vim para casa só, conforme tinha ido.

 

     Dormi pouco! Acordei por volta das dez, tomei um duche e fui como a maioria do pessoal, aproveitando o feriado que o Coelho não cortou e fui até à praia. Estava uma seca. Nevoeiro e vento. Aqui no Magoito é sempre uma seca. Ainda me lembrei de ir até à Costa, mas como não tinha companhia voltei para casa.

 

     Passei pelo super mercado, comprei sardinhas, salada e batatas para o repasto do almoço.

 

     Fui até ao quintal acendi o fogão e pus as batatas a cozer. Acendi a churrasqueira e comecei a assar meia dúzia de sardinhas.

 

     É preciso ter pachorra para fazer isto sozinho, mas como todos nós temos um pouco de loucura, mesmo só, de vez em quando faço isto.

 

     Quando fui buscar vinagre para a salada, ele não estava lá, desci as escadas e fui até à mercearia comprar o néctar que faz sempre falta numa salada.

 

     Vinha já da mercearia com o vinagre, quando dois moços - por acaso bem-apessoados - saiam de um carro, cumprimentaram-me e um deles que depois de olhar bem para ele vi ser cá do sítio me disse:

        - Que cheirinho de sardinha assada vem do seu quintal.

        - É verdade! Só tenho pena é de não ter companhia. – Queixei-me.

        - Lá por isso nós fazemos companhia, a praia está uma seca e nós íamos à procura do almoço.

 

     Não sou de meter em casa quem não conheço, mas pelo menos um, sabia quem era. Era meu vizinho e conhecia os pais por frequentarmos o mesmo café, convidei-os para a sardinhada que estava no lume e já deviam estar prontas.

 

     O Mário e o Pedro (nomes fictícios) quando iam entrando o Pedro lembrou-se que tinham umas cervejas no carro e foi busca-las ao mesmo tempo que dizia. – Pelo menos levamos alguma coisa.

 

     Assim que entramos no quintal já as sardinhas que tinha deixado assar, estavam boas, mas eram poucas para os três.

     O Pedro que é o mais despachado perguntou: - Não tens mais?

        - Sim, comprei duas dúzias, deve chegar, estão na cozinha.

     Pedro logo as foi buscar. Na volta comentou:

        - Tens uma casa gira. Desculpa lá mas dei uma olhada aos vídeos e vi que tens uns que podemos ver?

    

     O que o Pedro tinha visto eram uns porno que estavam mesmo à mão. Concordei mas para depois das sardinhas.

 

serveja com sardinhas e kiss boy

    Aquela almoçarada estava a correu às mil maravilhas. Sardinha, batata cozida, salada de pimentos vinho e cerveja.

    Como o meu quintal está resguardado de olhares estranhos, pois está totalmente vedado e o sol estava abrasador os três fizemos uma festa com música à mistura. Até nos despirmos como se estivéssemos numa Boate livre de preconceitos.

     Fizemos umas misturas de bebidas e nem mesmo assim, quando o sol começou a ficar mais baixo lá no horizonte o tempo começou a esfriar o Mário vestiu uma t-shirt  e foi para a sala.

     O Pedro comentou:

        - O gajo é um tipo porreiro mas nunca alinhou nestas coisas.

        - Mas que coisas? Comentei.

        - Ele anda sempre a dizer que gosta muito de mulheres, mas não lhe conheço nenhuma namorada.

        - E Tu?

        - Eu gosto de curtir e ver uns filmes de gajos.

        - Desculpa lá mas não entendi bem. Criticas o Mário de andar a dizer sempre que gosta muito de mulheres e tu gostas de ver filmes de gays. Qual é a tua? Já tiveste experiencias homossexuais?

        - Não mas gostava de ter!

        - Já agora diz-me porque desabafas isso comigo?

        - Uma noite fui ao Finalmente com uns colegas e vi-te lá aos beijinhos com um gajo. Nunca disse a ninguém que te conhecia como vizinho, mas fiquei de olho em ti.

 

     “Aquele Pedro afinal sabia-a toda, só lhe faltava experiência. Lembro-me de uma vez lhe ter dado boleia da praia até aqui ao sítio. Também eu fiquei com olho nele, mas como “Santos ao pé da porta não fazem milagres” nunca me tinha metido com ele. Naquele dia ia ter a minha oportunidade. De repente lembrei-me “Porra! Mas são dois! Que se foda! Ainda os vou por a mamar-nos”

 

        - Fizeste bem. Hoje quero ver quem vai ser o Santo António, vamos atacar o Mário?

        - Como tens mais experiencia, vamos ver um filme e tu ficas no meio. Tá bem? – retorqui o Pedro.

 

     Encostei-o ao balcão do bar do quintal, segurei-o pelas ancas encostamos nossos corpos e beijei-o.

        - Foi isto que viste no Finalmente? Gostaste?

        - Ao vivo é muito melhor – disse ele, beijando-me sofregamente.

 

     “ A coisa estava a andar bem, vestimos as t-shirts e fomos para a sala. Coloquei um DVD porno Gay no vídeo e sentámo-nos, comigo ao meio como o Pedro tinha pedido. “

Encontro de rapazes

     Mal começo a rodar o filme e vendo do que se tratava o Mário, perguntou se não havia gajas.

        - Tás a ver? O gajo só pensa em gajas. – atirou o Pedro

        - Eu já vejo se é mesmo assim! Vamos lá ver! Mostra-me o teu aparelho. – disse eu metendo a mão nos boxers do Mário.

 

     O chavalo já estava de pau feito e tirei-o cá para fora.

   


Posto isto só havia uma situação a fazer. Foi nos despirmos.

 

Quando o ménage á troi começou

     Afinal estavam os dois com vontade de experimentarem o meu e lá foram lampeiros direitos ao meu pau que já se encontrava pronto para a farra de santo António.

 

     Como dono da casa e porque gosto de receber bem as visitas, ajudei a despirem-se e ficámos núzinhos como manda a tradição.

 

     Comecei por beijar o corpo de um e fui até ao Mário que ainda não tinha beijado na boca. A reacção foi de total consentimento (outra coisa não seria de esperar pois eu sou o melhor beijoqueiro que se pode encontrar). Ao mesmo tempo o Pedro friccionava-me as costas com as pontas dos dedos. Ao mesmo tempo que largava os lábios do Mário iniciando o percurso até aquela gaita linda, de fava descoberta e mordendo o prepúcio, ia-me curvando para que o Pedro percebe-se que tinha o caminho aberto para me penetrar, mas ele coitado não sabia ainda como era. Virei-me e fiz o mesmo com ele ao mesmo tempo que tentei por os dois beijando-se.

     Aquela porra não estava a dar nada a não ser umas brincadeiras de adolescentes e resolvi.

        - Vamos para cama. Sempre estamos mais à vontade.

 

     "Ali sim! Começámos por nos beijar reciprocamente"

 

     Eles já se beijavam mutuamente enquanto eu ia-me dividindo em num e noutro pénis saborosos como quem chupa num “Corneto” (nisto também sou do melhor que há. Então em virgens ainda melhor) eles já ganiam de prazer e eu há rasca para não me vir.


     A balbúrdia estava já de tal maneira que acabamos por ficar em pleno 69.

 

ménage á troi au 69

   Para outras variantes, foi um passo

 

     Um bom professor tem sempre que dar o exemplo! Então não tive outro remédio. Fiz tudo para o Pedro me penetrar. Enquanto penetrava o Mário que só falava de mulheres, depois de lubrificar o seu cuzinho, o meu aparelho lá foi delicadamente penetrando aquele cú virgem. Ao princípio ganiu um pouco mas quando comecei num vai e vem constante ao mesmo tempo que o Pedro me fazia o mesmo foi um delírio total. João estava tão louco que puxou minhas mãos até ao seu pénis para o masturbar. Quanto ao Pedro, não foi necessário levar suas mãos até ao meu. Fê-lo por sua alta recriação.

 

     Estava-me movimentado tão rapidamente que o Pedro não aguentou o movimento e o seu pénis acabou por sair de dentro de mim. Foi a oportunidade para trocarmos de posições ficando o Pedro no meio e João imitando o lhe tinha feito, lubrificou o cú do Pedro penetrando-o enquanto eu levava mais uma vez com o do Pedro.

 

ménage à troi in copula

     Desta vez foi o fim da macacada e viemo-nos ao mesmo tempo, uns dentro outros fora.

 

     Afinal. O Pedro que andava morto por experimentar outras sexualidades, fez o gosto ao dedo, como quem diz, fez o gosto a uma nova forma de fazer sexo.

 

     Quanto ao João que andava sempre a dizer gostar de mulheres, passou a gostar também de homens.

 

     E Eu? Bem eu, mais uma vez fiz um Ménage à trois com virgens na sexualidade homo-erótico.

     Eu não tive a culpa! Eles é que me dasafiaram

 

     Voltamos a tomar uns copos, combinamos repetir a dose e guardar segredo, já que éramos vizinhos.

     Ás escodidas do Pedro combinei uma noite com o Mário, pois tinha umas contas a ajustar com ele. Detesto gajos que dizem gostar muito de mulheres e na volta são os piores.

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

      Nelson Camacho D’Magoito

    “Contos ao sabor da imaginação”

           de Nelson Camacho

sinto-me: e livre sem preconceitos
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Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

My Love (It could happen to you) –Parte II

nelson camacho d'magoito escrevendo my love

Uma história de amor que podia ser a sua

(um conto longo)

(ver parte I)

 

I Capítulo

 

     O sol estava radioso e cada vez mais próximo da terra, nem uma nuvem a intercepta-lo. A temperatura estaria ai pelos 29 º centigrados. Quando ele abriu a porta do carro saio dentro dele um bafo ainda mais quente mas naquele dia nada mais importava. Sentou-se e mesmo queimando a as mãos ao segurar no volante ligou a misymarcha e arrancou.

     E agora para onde iria?

     O carro deslizou como por encanto. Quando deu por ele estava a entrar na marginal do Estoril.

     Há muito que não vinha por aquele caminho. Embora absorto nos seus pensamentos Aida deu por vária rotundas que existiam ao longo do caminho até que parou na baia de Cascais.

     Estava mesmo ali um lugar para a máquina. Parou, despiu o casaco e ficando em mangas de camisa foi até à esplanada da Marina de Cascais.

 

Esplanada marina de cascais

       “A esplanada da Marina é um espaço exterior de um requintado restaurante com bar, tendo como vista as embarcações de recreio que por ali param assim como a entrada e saída de grades cruzeiros que se movimentam Tejo a dentro e com vista ao Farol de Santa Marta.

      Como complemento esta esplanada ainda nos brinda com música ambiente o que se estivermos sós nos faz relembrar momentos do nosso passado. Depois de gozar toda aquela vista deslumbrante, basta fechar os olhos.”

 

     Foi o que aconteceu ao Carlos. Fechou os olhos e como um sonho, relembrou aquele fim-de-semana em Palma de Maiorca.

 

em Palma de maiorca aconteceu My Love

     Chegaram a Palma perto da 22 h Não estava uma noite cerrada mas um lusco-fusco. A primeira impressão ao sair das portas do avião foi surpreendente... um bafo de calor que os obrigou a retirar os casacos que traziam vestidos. João e Carlos lamentaram não saberem o que vinham encontrar, caso contrário fariam o mesmo que uns putos ingleses mais ou menos da idade deles mal entraram na gare tiraram as calças e ficaram de calções. Eles certamente já sabiam o que iriam encontrar mas eles! Nem sonhavam!

 

     Quando se meteram no autocarro que os levaria ao hotel e recordando o que se tinha passado no aeroporto em Lisboa Carlos comentou baixinho ao ouvido do pai o que seria que a Gertrudes prepararia para aquele dias e ambos se riram relembrando a cena.

 

     D. Gertrudes quando chegaram ao Aeroporto em Lisboa foi direita ao balcão da TAP antes de fazer o Check-in com uma desculpa um pouco esfarrapada pedir a alteração dos lugares do João e da Isabel colocando-os lado a lado.

     Quando entraram no avião e porque o João já tinha visto em casa os bilhetes que cada um corresponde sempre a um lugar certo, notando a alteração foi ter com o Carlos e conto-lhe a jogada da mãe. Este não esteve com meias medidas e foi junto da hospedeira chefe a dizer-lhe que certamente tinha havido engano nos lugares e que seria conveniente que a Isabel ficasse junto com a mãe pois esta tinha medo de andar de avião. A hospedeira, simpática aceitou o pedido daquele jovem que até não era nada de se deitar fora e os lugares foram distribuídos de acordo com as marcações iniciais.

     Quem não ficou lá muito satisfeita foi a casamenteira. Tinha perdido a segunda batalha mas não ia perder a guerra.

 

     Em Espanha foram todos para um hotel de 5 estrelas. Cada casal ficou num quarto, Helena e Isabel ficaram noutro assim como os dois rapazes num só.

 

Mas afinal quem é esta gente que o nosso Carlos se está lembrando?

 

II Capítulo

 

 

     D. Gertrudes nascida nas berças deste país é filha de lavradores e muito beata. Não passa um Domingo sem ir à missa e dar os bons dias ao padre lá da freguesia (como minha avó dizia “Uma Beata caralhuda”

     Os pais também beatos por uma questão de statos pois eram os mais ricos lá da terra queriam que a filha fosse doutora. Na altura certa, mandaram-na para Lisboa para casa de uma irmã.

     Gertrudes ainda na universidade enamorou-se com o Eduardo França de origem de gente rica da sociedade de Lisboa mas também não muito aberto a modernices.

Ambos se formaram e criaram o seu consultório e riqueza.

Gertrudes, derivado à sua educação familiar, embora médica, entendia os valores da sociedade à sua maneira, sempre refugiada na doutrina cristã. Chegou a ter um problema no Hospital onde prestava serviço por se recusar a atender uma mulher, porque era lésbica e tinha-se apresentado à consulta com a sua namorada.

 

     Gertrudes quando se casou com o Eduardo França procurou uma casa numa zona de abastança, pelo menos aparentemente e encontraram uma que estava nos seus planos mesmo ao lado de uma outra que ainda estava nos finais da sua construção. Antes de fazerem a escritura procuraram saber quem seria os seus futuros vizinhos (pois não queriam qualquer gente ao lado deles). Informaram que era um casal de advogados. Ficaram satisfeitos e fizeram a escritura.

 

     Como aquele condomínio fechado era tudo gente da alta finança – até tinha lá uma capelinha onde havia um padre que lá ia dar missa semanalmente nem pensaram duas vezes.

     Assim que lhes entregaram a casa de imediato a mobilaram e para lá foram.

 

     Quando construção da casa ao lado foi finalizada já D. Gertrudes se tinha metido à conversa com o casal proprietário afim de, (como dizia a minha avó – tirar nabos da púcara) e como lhe cheirava a gente de dinheiro e bem formada logo tentou criar-se de amizades.

 

     Os Casais médicos Eduardo França e advogados Manuel Marques a tornarem-se amigos de tal forma que se começaram a visitar.

 

     Era gente nova e descomplexada, talvez pelas sua profissões, embora o casal de médios fossem um pouco complexados em relação aos contactos humanos, escolhiam muito à sua maneira de ser com quem conviviam. Para eles o casamento só havia lugar pela Igreja que frequentavam com assiduidade. Nada de amancebamentos, casamentos de união de facto e muito menos dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

 

     Os Casal de advogados embora sendo um casal tradicional, também casados pela Igreja, já viam o mundo de outra forma. Eram mais liberais e diziam que cada um deve procurar a felicidade onde ela estiver embora por vezes o preço a pagar seja muito caro. Estão de acordo com todas as situações de acasalamento.

     Estas pequenas divergências (talvez porque nunca lhes tinha batido à porta qualquer situação que colidisse com a forma de ver as coisas) de pressa se tornaram amigos derivado a aproximação das habitações.

 

     O tempo foi andando. As casas foram-se finalizando as decorações de interior até foram feitas com opiniões de ambos os casais, principalmente as senhoras pois os homens dedicavam-se mais aos exteriores, jardins e piscinas. Chegaram no verão a fazerem férias juntas. Durante o ano iam frequentemente à Ópera, ao cinema e jantar fora. Nos seus quintais com piscinas era frequente passarem grandes períodos de lazer com churrascos pelo meio.

     Eram dois casais que conviviam numa saudável vizinhança.

     Quando um tinha um problema de saúde, aí estava o casal de médicos assim quando havia qualquer problema jurídico lá estavam os advogados.

 

     Quase por milagres ambas as senhoras engravidaram ao mesmo tempo, situação com que eles brincavam e até diziam que era giro, uma ter um filho e a outra, uma filha, e assim passaram mais nove meses.

 

      Porque o Destino a Deus pertence, o que saiu daquelas barrigas não foi um casal mas sim dois rapazes.

     A partir daquele momento os moçoilos foram criados juntos. Um fazia anos num dia e o outro passados oito dias de maneira que todos os anos era uma festa pegada durante uma semana. Até havia coleguinhas de escola que ficavam lá durante aquela semana.

 

     A educação de ambos foi muito idêntica tanto nos valores como na instrução.

     Frequentavam a mesma escola, o mesmo ginásio, os trabalhos de casa eram feitos umas vezes em casa de um, outras em casa do outro.

 

     Até atingirem a maior idade até férias grandes e pequenas eram feitas todas em conjunto.

     Os anos foram passando e numa noite de convívio (já os rapazes tinham feito dezoito anos) somente entre os pais de ambos veio à baila que os seus filhos ainda não tinham falado em namoradas e como estavam perto de umas pequenas férias em que todos iriam para Espanha, resolveram puxar a questão a ambos perguntando-lhes se não tinham namoradas inclusive se as apresentavam e até podiam ser convidadas para aqueles dias em Palma de Maiorca.

     Foi com aquelas ideias em mente que num dia de churrasco em que todos estavam presentes, a conversa veio à baila.

     Os rapazes ouviram as ideias e propostas dos pais e quase em uníssono responderam que esses assuntos eram com eles e ainda eram muito novos para se prenderem.

 

     Ambos os pais depois daquelas respostas não falaram mais no assunto, no entanto, o casal França (pais do João) talvez por força das suas profissões e os rapazes já tinham chegado aos 18 anos, nas sua intimidade falaram sobre o assunto e a mãe alvitrou convidar para o passeio a Espanha uma amiga de ambos. A Helena que era enfermeira no hospital onde trabalhavam, divorciada e vivia com a filha Isabel também com 18 anos, podia ser que o rebento se enamorasse da dita. Assim ficou combinado.

 

     Depois de D. França ter no hospital contado a amiga o que tinha deliberado com o marido, aquela aceitou o convite ao mesmo tempo que aceitou o convite para um jantar onde estariam todos para ser apresentada com a filha ao resto da trupe.

 

     D. França organizou o jantar em sua casa, com a presença dos Marques para lhes dar conta do que tinha combinado com o marido e apresentar a convidada dizendo logo que as despesas com elas seriam de sua conta.

      A Helena com a filha foi apresentada ao grupo. Durante os aperitivos antes do jantar D. França fez sempre questão de tentar juntar em conversa seu filho João com a Isabel.

      Quando seguiam para a sala de jantar depois das entradas o casal Marques com o filho Pedro estes foram cochichando pelo caminho.

          - Dizia a mãe do Pedro: Parece-me que a D. França está a tentar arranjar namoro com a miúda.

          - Cá para mim! Dizia o Pedro que ia entre os pais e com ar descarado e um grande sorriso, balbuciava – O raio da velha está armada em casamenteira mas não tem sorte!

          - Que queres dizer com isso do não tem sorte. - Perguntou o pai também em surdina.

          - É que nós combinamos arranjar namoradas só quando estivermos fartos da boa-vai-ela.

          - Vocês é que sabem! – comentou a mãe . Se vocês fossem raparigas ainda podíamos ter cuidado não nos aparecessem pranhas.

          - A tua Mãe tem razão. Nós só nos casámos depois de eu ter gozado a vida.

          - Pois! E não gozaste nada mal, pelo que me contam

     O trio deu uma gargalhada e acabaram por entrar na sala.

 

     O João notando que ali havia gato, atirou:

          - Mas que satisfeitos vocês estão. O Carlos deve estar com as suas dicas de humor!

          - Por acaso não! Estávamos a falar da casamenteira disse o Carlos com ar de gozo.

          - Mas quem é a casamenteira?

          - Eu depois digo-te.

     Agora já não eram os três que se riam mas os quatro, embora o João não entendesse bem do que se tratava.

 

     Naquele repasto de apresentação da Helena e sua filha Isabel e os planos de tentar juntar estas á família mas que o total intuito da Gertrudes era acasalar o filho foi um sucesso.

 

“ Isabel chegou a comentar com a mãe quando foram à casa de banho (é lá que as mulheres ratam das outras que as rodeiam em festas) que a Gertrudes tinha passado a noite a atirar-lhe o filho. Comentando a mãe que não fosse estúpida pois era um bom partido. Que conhecia bem o Dr. e seria bom para elas”

 

     Quando voltaram para o salão onde seria servido o café ficou assentes todos preliminares da viagem. Partiriam numa sexta-feira de avião para Palma de Maiorca e as despesas com elas ficariam a cargo dos pais do João.

 

     Na sexta-feira aprazada não era “Sexta-feira Santa” mas seria a sexta-feira que iria mudar a vida de toda aquela gente que se apresentaram no aeroporto na hora aprazada a fim de embarcarem com destino a Palma de Maiorca.

 

(Ir para a III Parte)

 

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

 

              Nelson Camacho D’Magoito

            “Contos ao sabor da imaginação”

                  de Nelson Camacho

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a música que estou a ouvir: my way
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Segunda-feira, 4 de Março de 2013

Surfista gostoso

 

 

    Sabendo que andam a preparar um campeonato de surf internacional em cascais e que há vários grupos que se juntam na praia aqui perto de mim, embora estivesse um pouco de frio, resolvi ir até ela a fim de ver o que se passava.

    De facto lá estava um grande grupo de surfistas enchiam a esplanada e até no terreiro havia malta.

    Era uma paisagem no geral, interessante. Carros e carrinhas com as bagageiras abertas de onde saiam algumas pranchas, algumas bastante coloridas e outras nem tanto. Pelo que se via não tinham a ideia de as levar para a água mas sim como mostragem para os amigos que entretanto lá iam trocando impressões sobre o evento que se ia realizar proximamente.

    Daquela malta toda, não conhecia nenhum até porque de água para mim, prefiro a banheira, embora goste do desporto das ondas. Quanto mais não seja para alegrar a vista com aqueles corpos atléticos e luzidios surfando as ondas do mar.

    Lá ao fundo na praia, estavam pelo menos quatro dando asas nas pequenas ondas

    Estiveram pouco tempo pois nem as ondas ajudavam nem o tempo estava propicio.

    Andei por ali deambulando, até que me meti no café, que estava mais ameno.

    Entretanto os tais rapazitos que estavam na praia vieram para cima. Saí do café e fui-me meter no meu carro que estava junto ao deles para catrapiscar seus corpos. Lá se despiram e vestiram e a única coisa que vi foi a bunda de dois e mais nada.

    Entretanto meteram-se no carro só três e lá foram à sua vida. O quarto ficou só ali agarrado ao telemóvel e com ar de zangado. Colocou a prancha às costas e lá foi ele estrada fora.

    Há dias assim, azar para uns, sorte para outros e como nunca deixo para traz uma boa oportunidade, deixei-o ir uns metros e quando começou a subida e já longe de olhares estranhos, arranquei com o carro e quando cheguei perto dele, baixei o vidro do pendura e com o ar mais natural possível perguntei:

       - Queres boleia?

       - Por acaso até quero!

       - Ok! Mete a prancha aí a traz e entra.

       - Vem mesmo a calhar pois esta subida é do caralho.

       - Pois! Ainda por cima com a prancha às costas. Porque é que os teus amigos não te deram boleia?

       - Não precisava pois os meus pais tinham ficado de me vir buscar. Só estavam à espera que eu telefonasse.

       - E Então?

       - Disseram que estavam numa reunião e que não me podiam vir buscar.

       - Então eles não sabem que não tens transporte próprio?

       - Sabem! Mas também sabem que me desenrasco sempre, o pior é que não tenho a chave de casa e não sei quando eles voltam e estava mesmo necessitado de uma duchada de água quente.

       - Então onde moras?

       - Mesmo ao pé de ti, ao lado da padaria.

       - Não digas! Então já me conhecias!

       - É verdade! Também se assim não fosse não tinha aceitado a boleia. Já tenho feito este percurso a pé, já me têm oferecido boleia e não aceito, pois não entro no carro de qualquer um.

       - Então neste caso estamos com sorte.

       - A propósito, conheço-te e ao teu carro vejo-te sempre sozinho e não sei o teu nome ou o que fazes. Eu chamo-me João Carlos

       - E eu, Nelson e informática, mas trabalho em casa como fre lencer.

    Com esta conversa toda e porque fui sempre devagar, chegámos à tal padeira onde ele tinha dito que morava.

       - Pronto! Estás em casa.

       - Pois o pior é que não tenho a chave e os meus cotas, só chegam lá para as tantas.

       - Lá por causa disso não vais ficar aqui na rua. Se quiseres vens a minha casa, tomas o tal duche e até te empresto roupa lavada.

       - É Pá, isso era porreiro pois já estou mesmo a ficar com frio.

 

2.º Episódio

    Chegámos a minha casa!

    A prancha ficou no carro e entrámos.

        - Vamos lá preparar a duchada.

        - Se não te importas e não é muito abuso da minha parte, até aceito.

        - Não vais só aceitar o duche como um hambúrguer que vou fazer para os dois. Já deves ter alguma fomeca eu pelo menos tenho.

        - É Pá! Isso não é demais? Mas se não te incomoda, aceito!

    E assim foi, dirigimo-nos para a cozinha e rapidamente ali fiz o petisco que acompanhamos com cerveja, enquanto falávamos da circunstância de morar ao pé um do outro, e nunca tínhamos falado.

    Nos entretantos, já tinha dado uma fugida e preparado a zona de chuveiro com shampoo de ervas, sabonetes de glicerina, cremes hidratantes para a pele e um toalhão de banho lavado.

    Acabou o lanche e dirigiu para o meu banheiro privado do quarto.

    Depois de ele entrar e quando comecei a ouvir a água a correr, de shorts, deitei-me em cima da cama e com o comando liguei o PC e fiquei a ver uns filmes de sacanagem porno em que havia duas gajas que mamavam um enorme pénis de um figurante enquanto outro metia sua verga no cú do primeiro.

    Perante tais imagens o meu pau começou a dar vida e não tive outro remédio que começara a alisa-lo mesmo por cima da short

    De repente, sem dar por isso tão entusiasmado estava, o João saiu do chuveiro todo nu e com o pau meio levantado.

        - É Pá! Com que então vendo um filme porno.

    De repente apanhei um pequeno susto mas respondi

        - Queres ver? Senta-te aqui! – Indicando-lhe um lugar na cama ao meu lado.

    Olhei para aquele pau pequeno mas de cabacinha rosa e gostosa e para descontrair atirei:

        - Teu pau está a ficar duro!

        - Foi a água quente que o fez levantar. Só não bati uma punheta por respeito, mas pelo que vejo o teu também está levantado.

        - Queres ver? – Baixando os shorts ele saltou todo lampeiro cá para fora.

        - Com esse vídeo aí ainda fico pior.

        - Quer dizer que queres bater uma?

        - Se não te importares!

        - Espera aí! Importar-me não me importo, mas se batermos um ao outro sempre é melhor.

        - É pá isso é esquisito! Nunca bati uma punheta a ninguém!

        - Pois eu, até te lambia essa cabecita rosada.

        - Não me digas!

        - Queres ver que sou capas? Tu bates-me uma punheta e eu meto teu pau na minha boca e vais ver que gostas.

 

    Adiantar mais este diálogo para quê.

 

    Mamei-o com toda a sofreguidão possível enquanto ele me masturbava freneticamente até uma explosão total de esperma na minha boca e no lençol que não tinha culpa alguma.

    O vídeo entretanto acabou e nós ficamos estoirados de tanto gozo, olhando-nos mutuamente até passamos por umas brasas não mais de 15 minutos.

 

Um acinho a meio da noite

    Começamos a olhar nossas pilas e a tentar medi-las manuseando-as mas não punhetando.

    Elas foram-se levantando novamente e já estavam prontas para outra sessão, mas qual?

    Começamos a nos beijar e a acariciar como já fossemos amantes de algum tempo.

        - Sabes que estou a gostar? – Disse o João.

        - Estás confortável?

       - Como nunca! Nunca pensei fazer isto. Deve ser castigo de quando gozava com os meus colegas os homossexuais lá da escola.

        - Essa é a reacção de todos enquanto não experimentam, principalmente com a pessoa certa.

        - E Pelos vistos tu és a pessoa certa.

        - Talvez! Sabes que o amor entre homens é um pouco complicado e quando acontece entre jovens da tua idade nada mais passa que uma experiência de puberdade e descobertas, sem carinhos e sem amor. Não é o nosso caso.

        - Dever ser certo pelo prazer que me estás a dar.

        - Ainda não viste tudo.

    Peguei nele e rodopiei-o de forma a ficarmos na posição de 69.

    João não tinha uma grande pica mas tinha nascido com uma cabecita lustrosa e rosada a que dava mesmo vontade de lamber todo o seu prepúcio, quiçá, mais tarde introduzi-lo dentro de mim mesmo sem lubrificação não me iria doer. Era a vantagem de ser um jovemzito sem experiência destas coisas de sexo anal, ou outras entre homens.

    Entretanto foi metendo-a em minha boca que já estava sedenta de receber o que dali sairia. Aquele liquido jovem, pastoso e com sabor a acre que seriam os milhões de espermatozóides.

    Entretanto e calmamente segurei no meu pau e porque era um pouco maior que o dele, encaminhei-o para a boca dele que sem quaisquer resistências o começou a mamar freneticamente.

    Estávamos loucos prazer e bastante excitados. De repente, deu-me um vaip e deixei de mamar nele. Eu queria senti-lo dentro de mim, encolhi meu corpo e apontei aquela coisa gostosa para o meu cú que latejava aguardando a sua penetração. Fiquei sentado na sua piroca que num movimento constante e sem qualquer dor lá foi entrando pouco a pouco ajudado por movimentos dele como se estivesse cavalgando não umas ondas mas um cavalo.

    Para um jovem como ele, talvez pela própria excitação começou a masturbar-me. Guinchámos de prazer e nossos fluidos lá foram em grande força. Os dele dentro de mim e os meus direitos ao seu peito com tanta força que acabaram até à sua boca que inesperadamente a abriu para receber as últimas gotas.

    Ainda ficámos durante algum tempo naquela posição até que o seu instrumento começou a murchar. Saímos daquela posição e nos abraçamos e nos beijamos até adormecermos.

    Tínhamos estado tão excitados que a calma, durou pouco tempo, pois eu não deixava de lhe dar alguns carinhos no pescoço, que ele correspondia da mesma forma.

A Finalização

Quando acordamos já eram 10 da noite

 

    Acordei, abri os olhos pensado que tinha estado a sonhar, mas não! Dei com aqueles olhos castanhos vivos e tês morena e com ar interrogatório olhando para mim. – Não tinha sonhado. Estava ali a olhar para mim, como prova da realidade, e acordado sussurrando-me ao ouvido –

       - E agora? Como vai ser?

       - Como vai ser o quê? – Perguntei –

       - Vou passar a ser diferente dos outros?

       - Quais outros? Ou julgas que és o único que se deita nesta ou em outras camas.

       - Não! Não sou assim tão tapado. Já tenho ouvido histórias de outros colegas que se masturbam mutuamente mas como aconteceu connosco nunca ouvi!

        - Eles também como tu, não têm necessidade de andarem a dizer o que fazem sexualmente. Já me viste andar por aí e nunca adivinhas-te que algum dia seriamos amantes, pois não.

       - De facto! Tanto lá na escola como no ginásio já notei tipos a atirarem-se a mim com gestos que se vê logo o que são, o que não é o teu caso.

       - Talvez tenha chegado a altura de verificares que somos todos homens, independentemente dos nossos gostos sexuais, embora não haja a necessidade de o demonstrar ao mundo a não ser a quem nos interessa e foi o nosso caso.

       - Vou ser desses?

       - Há qualquer coisa em ti que não está resolvida. Gostas-te ou não?

       - Gostar é dizer pouco. Adorei. Não deixei de ser o mesmo. Afinal não fui eu o penetrado.

       - Queres dizer que eu sou o maricas e tu ficaste à porta como machão?

       - Não! Não é isso que queria dizer. Não te queria ofender. Só queria perceber e nada mais.

       - A propósito de perceber ou não. Ainda não percebeste que são dez da noite e os teus pais devem ter dado pela tua falta?

       - É Pá! Agora é que me tramaste. Vou telefonar-lhes.

       - E o que lhes vais dizer?

       - Como não tinha a chave de casa, vim para casa de um amigo e janto por cá. Posso?

       - Mas é claro! Gostas de bacalhau com natas?

       - Gosto! Mas isso não dá muito trabalho?

       - Não! Tenho sempre no frigorífico aquelas cuvetes prontas a fazer no microondas para qualquer emergência.

       - Boa! Já vi que és um tipo prevenido. Posso ajudar-te?

       - Sim! Mas não digas só aos teus pais que jantas cá, diz-lhes também que se calhar ficas por cá esta noite. Se eles não se importarem. Claro.

        - Não, não se importam, já estão habituados a ficar em casa de colegas para estudar.

        - Sim! Mas o nosso estudo vai ser outro – Disse sorrindo e precavendo o que iria acontecer. Não sairia dali sem o comer.

 

    O João telefonou aos pais que concordaram com a treta que ele contou.

    Fui tomar um duche rápido sem antes lhe ter dado um robe para vestir e dizer-lhe que a seguir iria ele tomar o duche.

   Quando sai do duche ele ainda não tinha vestido o robe mas estava todo nuzinho em cima da cama. Deu-me uma vontade de me atirar e ele novamente mas aguentei. Seria bom aguardar mais umas horitas.

 

Homens na cozinha

       - Vá, agora é a tua vez, enquanto vou para a cozinha.

       - Tá bem! Eu já lá vou ter,

       - Então ficaste mais fresco?

       - Nem calculas. Estou com uma fome das caraças.

       - Pois, eu também até tenho vontade de te comer todo.

       - Novamente?

       - Mas ainda não te comi. Vai mas é por a mesa.

       - Porque não comemos aqui na cozinha?

       - Cá em casa há alguns princípios e alguns deles é o que se refere a comida.

       - Como assim!

       - É fácil! Quando se trata de comida, comida, é na casa de jantar quando se trata de outras comidas é na sala se desenho!

       - Sala de desenho?

       - Sim! O quarto é a minha sala de desenho.

       - Mas tu és mesmo incrível. Quer dizer que já estivemos a desenhar!

       - Sou assim mesmo, não gosto de misturar as coisas! Vais ou não por a mesa?

    O gajo com ar de sacaninha e com um sorriso aberto lá foi ao mesmo tempo que atirou em ar de gozo:

       - Também queres que ponha umas velinhas?

       - Se quiseres, podes por, mas para a sala de desenho levo a minha.

    Rimo-nos e até fizemos umas carícias.

    E tudo aconteceu assim! Lá fiz o petisco acompanhado de um bom vinho tinto enquanto lhe ensinava onde estavam as coisas necessárias para a mesa que ele colocou com muito apreço perguntando se podia colocar um CD a tocar. É óbvio que disse que sim e quando cheguei à sala de jantar vá estava no vídeo.

 

Pavarotti no belo tema Celeste Aida da ópera do mesmo nome

 

    Com aquele belo tema, jantamos calmamente trocando algumas impressões pela forma como nos tínhamos conhecido, ficando por vezes inebriados de olhos nos olhos e por vezes até de mãos dadas.

     A música acabou depois de ter repetido duas vezes, acabámos a refeição e ele perguntou com ar de sacaninha se podíamos ir tomar o café na sala de desenho.

       - O picante da refeição deu-te vontade de voltarmos à brincadeira? Disse eu.

       - Sempre ouvi dizer que se for logo a seguir às refeições não faz mal.

    E não fez!

    Levei um pequeno tabuleiro com o café e dois Conhaques para a cama, despimos os robes e nozinhos como nossas mães nos trouxe ao mundo deliciámo-nos com aqueles saborosos néctares sem nos entretanto nos beijarmos.

    Ambos estávamos com uns paus do caraças e inesperadamente ele perguntou se podia experimentar ser comido.

   Se naquela altura o meu pau estava em riste os meus neurónios começaram a fervilhar e sem dizer qualquer palavra coloquei-o em forma de concha e afastando uma das pernas para cima a fim de criar uma posição mais confortável lá foi a minha cabecita penetrando a pouco e pouco naquele cuzinho virgem ao mesmo tempo que o ia masturbando com a maior das calmas possíveis, natural nestas ocasiões e num mete e tira constante, lá foi entrando pouco a pouco. De repente ele movimentou-se rapidamente de forma a que entrou todo ao mesmo tempo que guinchava de prazer movimentámo-nos rapidamente ao mesmo tempo que o masturbava também freneticamente até ao clímax total. Ambos nos viemos abundantemente.

    Ele queria mais e eu também mas naquele dia já tínhamos dado todos os litros possíveis e acabamos por adormecer como dois anjos pecadores.

Dormindo de conchinha como dois anjos

Anjos pecadores, uma porra! Tínhamos feito tudo conscientemente e estávamos felizes.

 

    Dizem que Santos ao pé da porta não faz milagres ma desta vez aconteceu um com uns olhos castanhos lindos e que nunca mais nos deixamos.

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

Para maiores de 18 anos

a música que estou a ouvir: Celsesta Aida
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013

Nós e o resto do mundo - II Parte.

boy ao telefone mascando um encontro - Nelson Camacho

Estava indeciso se havia de telefonar ou não para o meu possível novo amigo ou ir para a minha sogra fazer as pazes com a mulher.

Para saber a história anterior Clik (AQUI).

 

Nós e o resto do mundo lá fora

III.º Capítulo

 

    Acabei a minha higiene e fui até à sala repensar em tudo o que me estava a acontecer. Voltei ao banheiro e peguei no tal cartão-de-visita e com ele na mão comecei por recordar a felicidade que tinha visto naqueles rapazes que nada tinha a ver com o meu estado actual.

       - Aceito o convite? Telefono? Não telefono? Já lá vai tanto tempo! -

    De repente e quase automaticamente dei por mim a pegar no telefone e marcar o número ali escrito.

    Do outro lado ouvia-se o sinal de chamada até que pouco tempo depois apareceu uma voz:

       - Está? Quem fala?

       - Desculpe mas quem está a atendendo?

       - Daqui é o João Paulo 

       - Desculpe mas certamente Você já não se lembra do meu nome mas sou aquele moço que esteve com a mulher em Palma de Maiorca em Agosto. Lembra-se?

       - Certamente que me lembro, eu estava com o meu antigo namorado e você com uma linda mulher. Tenho esperado por si no tramps às sextas-feiras e nunca o vi por lá. Não me diga que também já não está com a mesma!

       - Não! Não!.. Sim!... Ainda estou mas ela hoje foi para a Mãe.

       - É sempre assim! Quando elas vão para a Mãe quer dizer que já estão fartas de nós. O meu namorado também foi para Mãezinha.

       - Então quer dizer que fomos abandonados!

       - É verdade! O que é que você faz esta noite?

       - Se quer saber não sei! Preciso de um ombro amigo! A noite passada passei nos fados e recordar velhos tempos e por causa disso, hoje estou abandonado como um cão.

       - Normalmente só saio às sextas-feiras ma podemo-nos encontrar no trampes. Sabe onde é?

       - Sei! Já lá não vou há uns anos. Você vai lá estar?

       - Aquilo é uma grande confusão e é difícil arranjar lugar para o carro

       - Sabe onde fica o 106 é um bar bastante acolhedor para uma converse e bastante agradável e não tem problemas para o carro. Há sempre um lugarzito.

        - Não! Esse não sei!

        - É ali perto da Assembleia da Republica. Tome nota. É no 106 da Rua de São Marçal.

        - Ok! A que horas lá está?

        - Aí por volta das onze horas.

        - Tudo bem! Encontramo-nos lá.

     E assim foi. Vesti-me o mais casual possível tentando dar um pouco de juventude que já me ia fugindo e lá fui para um mundo que também já me tinha fugido como simples espectador derivado ao ambiente artístico que tinha frequentado em tempos.

    Lá num cantinho da rua onde se situava o bar, parecia que estava à minha espera um lugar para o carrito.

    No caminho até ali fui pensando o que é que estava ali a fazer. O que é que iria acontecer? Encontrar-me com um quase desconhecido embora já tenha admitido ser gay.

    Qual seria o meu papel naquilo tudo? Como não tenho problemas com a sexualidade de cada um, pelo menos iria ter um ombro para derramas as minhas queixas. Depois logo se via.

    Arrumei o carro, retirei de mim todas as coisas de valor – pelo sim pelo não – Meti na algibeira das calças cinquenta euros em notas de cinco e dez e lá fui para o que desse e viesse.

    Entrei e dei uma vista de olhos pelo ambiente que estava calmo com uma música de fundo bastante simpática e própria para se manter uma conversa de bar sem estar aos berros.

    O balcão estava quase vazio pois os clientes estavam espalhados pelos sofás em conversas ao que parecíamos, bastante animadas, por algumas rizadas. Ao canto do balcão estava um moço ao que parecia pelo corpo por traz, bem-apessoado, de cabelos louros para o comprido indo tocar na ponta do casaco calças de ganga apertadas às pernas notando-se os músculos das mesmas e uns ténis que se via de marca. Não era bem o que tinha na minha memória. O tal que tinha conhecido em Espanha, portanto não era ele. Como havia um lugar ao seu lado, dirigi-me a ele. Ao sentar-me o tal moço virou-se de lado para mim que observou:

       - Estava a ver que não vinha!

    Na altura, fiquei estupefacto. Aquele não era o João que tinha conhecido em Espanha, a cara era a mesma, olhos azuis pele macia e um largo sorriso, mas o visual no todo era diferente e também não tinha passado assim tanto tempo.

       - Qual a admiração? Estou diferente?

       - Sim! Mas para melhor até pareces mais novo.

       - Quer dizer que o meu novo visual está aprovado!

       - Certo! A que se deveu a alteração?

       - É simples. Acabei com o meu namorado que não me deixava ser eu como na realidade sou. Só me queria para ele, não me deixava ter amigos e passava os dias em casa. Ir ao cinema só com ele, passar férias, jantar fora ou vir a um bar, só com ele era um amor obsessivo e teve de acabar. Tinha ciúme de tudo e de todos.

        - Bem se isso te incomodava e te privava de fazeres a tua vida independente acho que fizeste bem.

        - Queres saber que até tinha ciúmes dos meus colegas do emprego?

        - E tinha razões para tal?

        - Não! Em dois anos de estarmos juntos nunca lhe fui infiel. Só quando te conheci em Palma com a tua mulher é que perdi a cabeça e coloquei o meu cartão na tua algibeira.

        - E não tiveste medo da minha reacção?

        - Não! Avaliei-te bem e vi que havia ali qualquer coisa. Vocês não eram completamente felizes, e tu estavas na idade das minhas preferências.

        - Desculpa lá! Que é isso de estar na idade das tuas preferência.

        - Não te quero chamar cota mas que já passaste os trinta... já passaste!

        - Sim é verdade e tu com que idade estás?

        - Estou com vinte e dois, comecei com o meu namorado aos vinte e cheguei à conclusão que seria muito mais acarinhado com um tipo mais velho e até podia sem receio conviver com ele em qualquer sítio pois passar por sobrinho.

        - Essa tua forma de veres a coisa, não há duvida que tem o seu sentido prático. E quanto ao resto?

        - O resto? Queres dizer cama? Como és casado não serás pessoa para andar a gozar com o próximo e terás mais experiência.

    Com toda aquela conversa as minhas dúvidas estavam resolvidas. O que se estava a passar ali era um engate e eu estava a ir na treta.

    Tivemos uma conversa de circunstância em que ele desabafou a sua vida tanto social como intelectual e sexual. Era informático, tinha um bom emprego perante os colegas e família ainda não se tinha assumido como gay e vivia só em Lisboa num apartamento que o pai lhe tinha dado.

    Quanto a mim, só contei o necessário para a ocasião não tocando em qualquer tendência sexual extra conjugal ou que tenha praticado em tempos, a não se o que fazia socialmente.

    Já eram para aí umas duas da manhã quando o pessoal começou a debandar aos casais e nós já com uma garrafa de whisky bebida.

    Para demonstrar que também estava na altura de irmos cada um para sua casa, chamei o barman e pedi a conta.

       - Não é preciso! – Disse o João – Estivemos a beber da minha garrafa.

       - Ah! És habitué cá do Bar! De qualquer das formas como esta ficou vazia, deixa-me pagar uma.

       - Não senhor, pagas para a próxima e vamos acabar uma que tenho aberta lá em casa e tomar um café que estes gajos aqui não têm.

       - Vamos então? Disse eu.

       - Sim! Vamos - ao mesmo tempo que punha a mão na minha perna – ou tens para onde ir a esta hora? A tua mulher não está em casa, portanto não lhes fazes falta.

       - Tá bem! Vamos lá acabar a garrafa. – Disse eu, ao mesmo tempo que me encaminhava para a porta que o porteiro abriu para dentro fiando assim um cantinho mais escuro que o João aproveitou para me dar um tremendo beijo.

 

Quando eles se beijaram

    Ao mesmo tempo que dizia:

       - Moro no Jardim Constantino. Vais atrás de mim

    Se nos perdermos, paras em cima da linha do eléctrico que a esta hora já não há.

    E assim fizemos. Fomos mostrar os nossos carros por causa das dúvidas e lá fomos.

    Se no caminho de minha casa até ao bar fui conjecturando o que iria acontecer, depois da conversa no bar e daquele beijo roubado não tive dúvidas do que iria acontecer. Seria uma situação não estranha para mim, mas que já não acontecia há uns anos. Pode mesmo dizer-se que estava virgem novamente no assunto, mas aquele rapaz dizia-me qualquer coisa que ainda não sabia o quê.

    Também pelo caminho nunca o perdi de vista até à morada indicada. Parámos, ele indicou-me um lugar mesmo atrás dele que até ficou à sua porta e entramos. Era o primeiro andar e nem foi preciso utilizar elevador.

    Logo após entrarmos em casa, como um casal normal, se só aos outros se podem chamar normais e a nós anormais nos começamos a beijar sofregamente. Não conhecia a casa mas o João não tirando os seus lábios dos meus foi-me encaminhando casa fora ao mesmo tempo que nossos blusões e camisas iam ficando espalhados pelo chão do caminho. Quando chegámos à uma porta que seria do quarto, ainda eu estava a andar para traz batendo com as costas na mesma.

     Ela abriu-se e a luz acendeu-se. – Devia ser automática – Era uma luz ténue mas tipo projectora que sobressaia das sancas da paredes se ia projectando no tecto onde se desenhavam figuras tal Capela Sistina de Miguel Ângelo.

    Naquela altura só faltava tirarmos os sapatos e as calças.

    Os sapatos foram fáceis de tirar e acabamos atirando-nos para cima da cama ainda de calças vestidas.

Quando tudo começou - Nelson Camacho

 

    Estávamos com uma fúria tão grande que até parecia que as nossas salivas se tinham transformado em cola Há muito tempo que não sentia tal prazer naquele beijo ardente em que nossas línguas que rodopiavam. Não era um beijo cinematográfico mas sim um beijo de amor.

    Sem dar por isso comecei beijando aquele bíceps salientes e sarados até ao umbigo metendo a mão por dentro das calças do João até sentir um pau hirto e já húmido como a dizer que não aguentava mais.

    De repente começou baixando as minhas calças, e fazendo eu o mesmo às dele ficamos em pelota. Trocamos de posição ficando na mesma, peito a peito mas ele por cima de mim ao mesmo tempo que nossos pénis se gladiavam. 

    Foi a vês dele me começando a beijar desde o pescoço, primeiro parando nos meus bicos mamários que mordiscou indo por ali a baixo, parando no umbigo onde com a língua fez algumas travessuras até mais a baixo meter meu pénis na sua boca com tal fúria que senti sua cabecita tocar bem lá no fundo.

    Durante algum tempo senti um aperto constante umas vezes com os dentes e outras com os lábios ao memo tempo que me fodia o pénis com movimentos constantes. Eu já guinchava de prazer tal que me estava quase a vir, Nunca jamais me tinham feito um broxe como aquele e continuava a estremecer de prazer. Meu coração começou a palpitar de tal forma que quase rebentava.

    João retirou meu pénis da sua boca e pediu: - Não te venhas ainda!

    Fiz um esforço tremendo para que isso não acontecesse.

    Então com toda a sua virilidade própria dos vinte e um anos afastou as minhas pernas, e com aquela porra de mistura da sua saliva e algum esperma meu que se encontrava na sua boca transportou num dedo até ao buraco do meu cu manuseando-o em círculos até meter um pouco.

    Eu já nem sabia o que estava ali a fazer. Olhava para o teto e quase que aquelas figuras de Miguel Ângelo me diziam – Aguenta que hoje vais ser desflorado - todo o meu corpo estremeceu de prazer quando comecei a sentir que já não era o dedo, mas sim aquele caralho gostoso que me penetrava bombando freneticamente até sentir também aquele liquido pastoso cheio de espermatozóides entrar dentro de mim. A minha virgindade anal, tinha ido para o maneta. Tal foi o prazer que nada me doeu.

    Passado pouco tempo, depois de meu cú ficar liberto, João ou eu, sem nada dizermos, passamos à posição de conchinha ficando eu por traz dele e então foi a minha vez de o penetrar sem não antes ele ter dito (Está a ver porque eu pedi há pouco para não te vires?).

    Ao mesmo tempo que elevando uma das pernas ajudou com uma mão a penetra-lo.

 

Dormir de conchinha com copula no final

    Depois apertou as nádegas movimentou-se e o meu pénis lá fez a sua obrigação naquela posição tão confortável. Foi de loucos, ainda fui masturba-lo de tal forma que se veio novamente e ao mesmo tempo que eu.

    Ao fim de tantos anos e de ter andado a gozar com a sorte e andado por outras paragens, tinha aparecido alguém com cariz e virilidade suficiente para me transformar em flex e eu gostei.

    O prazer da sexualidade tinha acontecido naquela noite e estava-me nas tintas para o resto do mundo.

    Com aqueles pensamentos, adormecemos como anjos apoiados por aquelas figuras de Miguel Ângelo desenhadas no teto daquele quarto.

    Hoje somos amantes, estou em preparação do meu divórcio, já vivo com o João Paulo e somos felizes.

Ele encontrou o cota que lhe dá carinho e compreensão e eu encontrei a liberdade que tinha estado escondida dentro de mim durante anos.

    Quando se encontra a liberdade plena dos nossos actos sem ferir os outros, devemos fazer essa escolha O resto do mundo que se lixe.

    Façam também uma óptima opção e sejam felizes.

Esta é a minha vida.

 

                Funny how a lonely day, can make a person say:
                What good is my life
                Funny how a breaking heart, can make me start to say:
                What good is my life

 

This Is My Life (1973) (Royal Albert Hall Concert)

Shirley Bassey

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

 

sinto-me: e livre sem preconceitos
a música que estou a ouvir: Esta é a minha vida
publicado por nelson camacho às 07:59
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2013

Neste Carnaval comi um gelado

Carnava à chuva

 

Diz-se que esta altura de Carnaval se deve passar sem preocupações e complicações! Foi o que eu fiz.

 

    Comer ou chupar um gelado em pleno inverno parece coisa de doidos, mas não foi.

    Ontem tive um problema com a bateria do carro, liguei para o meu mecânico habitual que tem uma oficina aqui perto a pedir-lhe ajuda. Ele disse que oficina estava fechada e que estava lá também a resolver um problema de um amigo e perguntou-me o que é que concretamente o carro tinha. Eu disse que era da bateria que não dava sinal de vida.

      - Tá bem! Não quero que fiques enrascado este carnaval e vou aí com dois amigos para tentarmos resolver o problema pois agora não tenho aqui nenhuma bateria suplente.

    Assim foi. Passado meia hora apareceu o meu amigo mecânico com os tais dois amigos. Experimentou a malvada bateria e de facto tinha pifado completamente portanto nem de empurrão ela lá ia. Resolveram fazer uma ligação directa ente dois carros e ela lá se veio. O problema agora era que não iria durar muito tal como um cota quando se vem a primeira vez a segunda é mais difícil, é preciso esperar um tempinho e à vezes só depois de muita bombada. Foi o que aconteceu com a maldita bateria, teria de dar umas voltas, desligar o sistema de alarme e no fim colocar o carro numa descida para o caso de não pegar novamente se não encontrasse uma oficina que aberta que tivesse uma nova bateria. Ainda tentei a gasolineira onde normalmente me abasteço. Estava fechada mas estava lá o filho do gerente que se prontificou a dar-me uma ajuda. Procurou no seu stock e tina uma bateria que se adaptasse ao meu carro e lá encontrou. Havia uma da Tudor de 50 amperes mas custava noventa e cinco euros que mesmo com o desconto de 30% mais o Iva de 23% iria ficar cara então ele aconselhou-me a tentar aguentar e ir a um super mercado que me custaria metade do preço, mas eu não aceitei a opção para aquela altura e iria tentar resolver o problema na segunda-feira e voltei para casa. Depois de dar umas voltas e já ter carregado um pouco a maldita coloquei o carro em frente à minha casa numa descida não fosse o diabo tece-las e no dia seguinte não tinha ninguém para me ajudar a empurrar o maldito.

    No dia seguinte era dia de carnaval. Levantei-me cedo e fui que a maldita bateria desse sinal de vida. E deu. Mal um toque e pegou logo, dei uma voltita pelas ruas cá do sitio para carregar ainda mais a maldita bateria, ficou com mais carga e pelo sim pelo não voltei a colocar o carro na tal descida.

    O meu carnaval estava feito, Voltei para casa, tomei o pequeno-almoço liguei a televisão, mas esta sem pachorra, só dava notícias do carnaval pelo mundo fora e eu ali armado em parvo sem poder embora não goste muito deste tipo de festas não podia sair de casa.

    Entretanto telefonou-me uma amiga a perguntar-me se não queria ir ter com ela para fazer um jogo de cartas e jantar, pois também estava um pouco engripada e sem pachorra para ir sair. Contei-lhe o que me tinha acontecido e não ia sair de casa.

Entretanto chegou a hora do almoço e almocei um bacalhau com natas, daqueles já pré-cozinhados que é só meter no micro-ondas e está feito.

    Depois, chegaram as quatro da tarde e estava furioso e fui novamente tentar dar mais uma carga na dita bateria. Estava um dia embora um pouco nublado mas agradável então resolvi ir até ao Magoito ver os corsos carnavalescos.

    A malta ainda se estava organizar. Lugar para estacionar foi difícil pois já lá estavam milhares de pessoas mas lá consegui encontrar um lugarzito para o meu carrito.

    Dei uma volta ao redor dos carros alegóricos e fui até ao café. Estava cheio e com um ar viciado derivado a tanta gente, nem um lugar sentado e voltei para rua.

    Foi giro porque os marchantes andavam todo com casacos vestidos por cima das vestes carnavalescas derivado ao rio que cada vez era maior e o corso nunca mais começava, em contrapartida começava a chuviscar e toda a malta e veraneantes começou a abria os chapéus-de-chuva. Então começou não o corso mas uma carga de água que una mais afoitos de chapéus-de-chuva abertos ao longo da estrada lá estavam para ver a banda passar como se não houvesse outro dia. Como para mim aquele fim-de-semana não estava a correr nada bem. Primeiro foi a bateria do carro e agora hera aquele carga de água dei corda ao sapatos e meti-me dentro do café que esta mesmo cheio. Lugar a uma mesa era mentira e as pessoas acotovelavam-se fugindo há intempérie que cada vez era maior.

    Olhei lá para o fundo da sala e mesmo ao cantinho estava um moço com a mesa ainda posta dos restos do que se adivinhava ser do almoço, saboreando um gelado. Como a tal mesa estava no caminho do WC para onde eu me dirigi para sacudir a água do fato, olhei mais atento para o moço que em pleno inverno se deliciava com o gelado, que olhou para mim também mais atento.

    Quando saí do WC um pouco mais limpo, voltei a olhar para o dito moço que retorquiu com uma lambidela no corneto, com um ar de sorriso e fez menção de me oferecer um lugar na sua mesa.

    Como não sou esquisito e o que me apetecia na altura era sentar-me, lá percorri o espaço entre a multidão que se acotovelava até à mesa do dito.

      - Posso?

    O moço deu mais uma lambidela seguida de uma chupadela no gelado e com ar de sacaninha retorquiu.

       - Estanha há vontade! Com que estão lá fora já chove! Sente-se.

       - É verdade! Já chove a cântaros e hoje já tive os meus problemas e não quero apanhar uma constipação.   

       - Pois eu também não e para ver o carnaval ainda vamos ter a terça-feira que segundo os prognósticos o tempo vai ser melhor. A propósito eu sou o Jorge.

       - E eu o Caçador!

       - Como assim Caçador?

       - Caçador é o meu último nome. Sou João Caçador mas habitualmente chamam-me assim.

    É claro que naquela altura eu menti, nem me chamo de João muito menos de Caçador. Esta é a alcunha que uma vez uma amiga me deu quando soube que andava sempre à procura de amizades gays. Embora não fosse a altura, para um desconhecido e depois de o ver chupar no Corneto, resolvi mentir quanto ao nome real.

       - Então o que você caça?

       - Há quem diga que caço bem de tudo o que me vem há mão.

       - Principalmente Coelhos, não?

       - É melhor não falar de política.

       - Pois, não era desse a que me referia embora devesse ser bem papado com as atrocidades que anda por aí a fazer.

    Como a conversa estava a caminhar para um caminho que não estava interessado em continuar tentei desviar a mesma indo por outros caminhos.

       - Estão um gelado neste tempo agreste?

       - Sim a seguir a uma boa refeição e se não tiver outra coisa quente prefiro dar uma chupada num gelado que me tira a vontade de procura uma coisa quente.

       - Não me vai dizer qual a coisa quente que preferia?

       - Não! Mas com o tempo você vai descobrir.

       - Não me diga que sou eu a pessoa indicada para lhe oferecer esse prazer? 

       - Tudo a seu tempo. Você olhou para mim insistentemente, agradou-me e talvez seja você a pessoa indicada para tanto.

    A conversa estava a ir para o caminho das bichices embora ele tirando aquela chupada no gelado não tinha nada afeminado o que o Caçador gostava.

    Entretanto a chuva lá fora caia copiosamente e aquela conversa da treta também seguia.

       - Então você não toma nada?

       - Tenha calma que os empregados já me conhecem e quando me virem, mesmo com tanta gente eles trazem o costume.

    Estava a dar as minhas explicações quando chegou junto a nós o Luís, empregado da casa com um copo com um whisky que ao mesmo tempo que o o pousava na mesa me cumprimentava atirando:

       - Estão passarinho novo?

       - Que é novo é quanto ao resto logo se vê – disse eu!

    Com a resposta dada, o luís pescou-me o olho e retirou-se.

    O Jorge notando a piada perguntou-me:

       - Qual a piada do passarinho novo?

       - São coisas entre nós, Somos amigos e pessoas descomplexadas.

       - Quer dizer! Amigos íntimos?

       - Não sei o que quer dizer com amigos íntimos mas que somos amigos para além de ele ser aqui empregado, somos visitas de nossas casas.

       - Parece que quando olhei para si não me enganei.

       - Meu caro! Sou um livro aberto até para uma cantata de um jovem como você.

       - Entendendo que tu já me entendeste, o melhor é tratarmo-nos por tu. Que achas?

       - Para mim até está melhor e deixarmo-nos de formalidades.

    Lá fora o temporal não amainava e o corso nunca mais passava.

       - Vamos ficar por aqui à espera que o tempo acalme para ver a banda passar ou vamo-nos pirar daqui para fora que já está um ambiente cada vez mais pesado com tanta gente. – Perguntei eu.

       - Nesta altura o mar deve estar lindo com ondas encapeladas, pelo menos com ar mais saudável.

       - Está com a ideia de ir ver o mar? – Perguntei.

       - Não era má ideia. Tens carro aí?

       - Tenho!

       - Então levamos cada um o seu. Tu vais atrás de mim que eu conheço um sitio onde podemos estar à vontade,

    E assim foi e saímos. O corso ainda não estava passar e lá fui atrás dele e pelo caminho vi que íamos direitos á praia da Adraga que com o tempo não devia lá estar ninguém. Ao mesmo tempo os meus neurónios fervilhavam com o que iria acontecer. O Jorge era um moço sarado como dizem os brasileiros, bem constituído com uns olhos castanhos e cabelo para o castanho, cortado de forma clássica e com um brinquinho na orelha esquerda. Há primeira vista parecia ser tipo de posses pois tinha um BMW.

    Entretanto chegámos, encostamos os carros e ele disse que seria melhor ir para o carro dele pois era maior e estávamos mais à vontade.

    Com aquela dica vi logo que ia haver fruta. Fechei o meu e lá fui para o carro dele, de facto maior e mais confortável. Também notei que ele tinha deitado um pouco as costas do banco do pendura. Mas entrei. O carro estava quente.

    Ficamos ali um pouco a ver o mar. A ondulação esta crepitante mas iam espraiar as suas espumas ao logo da praia.

    De repente sem dizer palavra o Jorge colocou uma mão na minha perna e apertou, perguntando de seguida:

       - Incomodo-te?

       - Não! - Disse eu ao memo tempo que movimentei o meu braço esquerdo até à nuca dela fazendo-lhe um carinho, como confirmação de que não me importava.

       - Sabes! Não é habitual fazer destas coisas com pessoas estranhas, mas gostei do teu aspecto e inspiraste-me confiança mais Aida quando notei que já tinha um afere com o empregado lá do café.

       - Tenho por lema ser p mais discreto possível.

       - Pois, acho que não e necessário trazermos um sinal na testo ou assumirmos as nossas tendência como parece que agora pegou moda.

    Enquanto estas explicações de conveniência ele ia metendo a mão nas minhas calças ao encontro do meu pénis que há quase se babava. Com a outra mão manuseou a alavanca das costas do se banco e ficou a par do meu. Aproximou seus lábios e começando por mordiscar s meus acabou por para uma guerra sem tréguas meteu sua língua em confronto com a minha digladiando-se mutuamente com uma mistura de salivas gostosas.

    Ao mesmo tempo eu desapertava o cinto das calças e ele baixou o fecho transportando cá para fora o meu pau hirto e firme, como diz o outro.

    Ele olhou e só disse:

       - Coisa gostosa, cabeça lustrosa e tronco apetecível.

       - Aqui tens uma coisa quentinha m contraponto ao gelado.

       - Posso?

       - Já gora que está à espera?

    Não foi preciso mais conversa. Jorge abocanhou o meu pau começando a fode-lo freneticamente dando-me um gozo tremendo. Eu movimentava-me ao mesmo tempo que ele com seus lábios me ia apertando e largando sistematicamente tentando que eu sentisse que me pénis estava entrando em uma vagina virgem, mas não meus Deus, aquilo era muito melhor.

    Quem disse que um broxe feito por uma mulher é bom, não sabe o que é feito por um homem. È de ir às nuvens. Comecei a estremecer todo e ele notando que me estava quase a vir, deitou as costas do banco mais para traz e baixou as calças, colocando as pernas para os lados, perguntou se era capas de fazer um pouco de ginástica, então coloquei-me frente a ele e com toda a habilidade e tesão possível mesmo ali no carro afastei-lhe mais as pernas e meu pau hirto como um raio lá foi à procura daquele cuzinho que já espera há por ele há muito. Penetrei-o todo até mais não e mesmo naquela posição difícil notei não ser um cuzinho com muita utilização o que me agradou bastante pois não estávamos a utilizar camisinha o que seria uma imprudência mas os santos até agora têm estado do meu lado pois gosto de tudo ao natura.  Ainda tentei masturba-lo mas ele tirou a mão: - Não,,, Não me quero vir assim.

    Mas o pior é que eu estava memo a vir-me dentro dele.

    Ele encolheu-se, olhou para mim como carneiro mal morto e entendi o que queria. No final de contas até o merecia. Peguei no seu cacete e vi que também era como o meu, lindo com uma cabeça lustrosa e rosadinha que me apeteceu trincar. Não estive com meias medidas.

    Baixei os cornos direitos aquele pénis nem grande nem pequeno mas confortável, e chupei-o todo como se não houvesse amanha. Ao mesmo tempo que misturava já a minha saliva com alguma porra que ia saindo daquela cabeça gostosa ia notando que ele gania ao mesmo tempo que me segurando na cabeça tentava que mais entrasse em minha boca até que de repente senti toda aquela langonha quente e com sabor salgadinho por ser jovem, era tanta que transbordou por fora da minha boca. Quando saiu ainda espirrou um pouco para a minha cara ficando todo lambuzado daquela coisa branca que de imediato ele puxou minha cabeça começando a beijar-me ao mesmo tempo que sugava os restos daquela porra que afinal era sua.

    Nem demos por a chuva ter parado, só um pouco de cacimba em forma de nevoeiro que nos envolvia ajudando-nos a ficar na penumbra para alguém que por ali aparecesse como é habito seja inverno ou verão pois é um local de amor.

    Compusemo-nos, trocamos números de telefone, fizemos promessas de continuar aqueles encontros de amor mas já em nossas casas.

    Tivemos mais uma conversa da treta sem mencionar o que tinha acontecido mas dissemos que como não tínhamos visto o corso iríamos lá voltar na Terça-feira.

    Cada um meteu-se em seu carro e lá fomos às nossas vidas satisfeitos e contentes como dois adolescentes que tivessem tido a primeira vez.

Sexo no carro no Carnaval

 

 

Não é bem uma música de carnaval, mas serve e a malta gosta

Alex em “Mister Gay”

 

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

Contos para maiores de 18 anos

sinto-me: e satisfeito
a música que estou a ouvir: Mister Gay
publicado por nelson camacho às 05:14
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