.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Um dia num elevador

Como o Pai soube que o filho era gay

Já tinha feito toda a mudança inclusive a empresa da especialidade já tinha levado tudo.

 

Gays no elevador

     Naquela velha casa, só restava na sala uma cama daquelas insufláveis, dois ou três copos e uma garrafa de whisky. Na casa de banho uma toalha de banho e outra pequena, chamada de bidé. Também ali ficou uma caixa de preservativos e uma bisnaga de vaselina. Na cozinha dois pratos um jogo de talheres e um pequeno micro-ondas por já ser antigo iria parar o lixo. Tudo na eventualidade de ainda por lá ficar mais um ou dois dias até entregar a chave ao comprador da minha velha casa onde morei mais de dez anos onde umas vezes fui felizes outras não tanto. Ia mudar-me para uma vivenda que tinha comprado numa zona de praia.

    Durante aqueles dez anos porque sou um pouco introvertido nunca tive grandes ou pequenos contactos com os outros condóminos, quase que não os conhecia. O Pouco relacionamento que tinha tido foram nos dias de reunião de condóminos mas não era sempre, pois durante aquele tempo e éramos dezasseis, também nem sempre eram os mesmos pois uns ou iam vendendo as casas ou alugavam a outras pessoas e eu não estava disposto a grandes convívios. – Minha avó sempre disse: - “Santos ao pé da porta não fazem milagres”!

    Já estava farto de viver em prédios que mais pareciam caixas de fósforos não me dando a liberdade que naquela altura desejava.

    Queria sair e entrar às horas que quisesse, fazer as festas que muito bem entendesse e meter em minha casa esporadicamente ou por períodos mais longos quem muito bem guise-se sem dar explicações a todos aqueles kuskas.

 

    Durante aquele tempo só tinha dado conta do crescimento de um puto que nesta altura já teria os seus dezoito anos, mas nem sabia em que andar morava. E se tinha dado conta era porque nos últimos anos nos encontrávamos muitas vezes durante a noite, e sempre entre as duas e quatro da manhã quando voltávamos para casa. Por vezes também nos encontrávamos no café mas nunca dos falávamos, ele somente me mirava dos pés à cabeça, mas atendendo à recomendação da minha saudosa avó nunca retribui os olhares, reparando no entanto, que havia qualquer coisa de especial naquele puto bem-apessoado e gostoso. Fazíamos somente uma troca de olhares até que uma noite em Lisboa por volta das cinco da manhã o encontrei no bar “Finalmente”, o mais conhecido internacionalmente bar gay da capital.

     A partir daquela noite quando eu estava já no café lá do sítio e ele, se ia a entrar sozinho, dava meia volta e saia, se ia acompanhado com a família, não tirava os olhos do chão. Chegou mesmo quando nos atravessávamos na rua, a mudava de passeio metendo os olhos no chão.

 

    Naquele fim de tarde quando ia a entrar no elevador senti uma perna a travar a porta ao mesmo tempo que ouvia alguém perguntando: - Posso apanhar a boleia?

Olhei para o espelho e quem vejo? O tal puto que até nem sabia o nome e surgiu o nosso primeiro dialogo.

 

- Então vai-se mudar?

- É verdade! E é preciso eu ir embora para nos falarmos?

- Não é que não tenha tido vontade mas desde que o vi no “Finalmente” fiquei com receio que você divulgasse a alguém cá do sítio que me tinha visto num bar daqueles.

- Mas foi uma grande parvoíce pois se tu lá estavas eu também, e não tenho nada a ver com aquilo que as pessoas fazem ou deixem de fazer. Não me meto na vida dos outros para que os outros não se metam na minha.

 

- Isso é bonito. Já tive uma má experiencia nesse sentido. Uma vez um amigo meu, também me viu no Brigue e foi dizer à minha namorada. Foi uma complicação dos diabos. Ela comentou o facto com os meus pais, acabou comigo, dizendo que eu era gay.

- E és?

- Não! Nunca me relacionei nesse sentido com rapazes! Gosto é do ambiente da música e dos espectáculos dos travestis e nada mais. A malta da minha idade não me desperta qualquer atenção e também não me compreende.

- E se for um tipo mais velho como eu?

 

    Não obtive resposta pois o elevador tinha parado naquele momento no meu andar. A porta abriu-se e não resisti mais. Segurei-lhe na cabeça e beijei-o naquela boca gostosa durante alguns segundos.

 

- Mas!.... Não achas que estás a abusar!

- Não puto! Estou a fazer aquilo que ambos esperávamos que acontecesse há muito tempo.

- Nunca tinha beijado um homem, só a minha namorada.

- Então aqui vai outro mais profundo para veres a diferença.

 

O nosso primeiro beijo gay

Voltei a segura-lhe nas faces e beijei-o novamente, desta vez um beijo à maneira com língua e tudo.

O Pedro, é esse o nome do puto, tremia por todos os lados. Então para apaziguar as hostes ao mesmo tempo que o beijava desci com uma das mãos direitas ao seu caralho que quase queria saltar para fora das calças com tanta tesão que sentia.

O Pedro deixou de tremer e foi a vez de ele me agarrar nas minhas faces e descer também com uma das mãos até o meu caralho. Eu estava de calções e senti sua mão meter por entre os ditos segurando aquele meu pau com toda a força e começando a punhetar-me.

 

- Espera!.. tem calma!... assim venho-me num instante e ainda temos muito trabalho para fazer.

- Desculpa… Nunca tinha tido tanto prazer. Nem quando beijava a minha namorada.

- É natural. O beijo entre dois homens é muito mais sensual assim como o broche. Nós sabemos o que fazemos, não podemos fingir enquanto a mulher quando fode pode fingir à vontade.

 

- Porra. Talvez tenhas razão. Nunca tinha sentido tanta tesão. E agora o que fazemos? Também me estou quase a vir.

- Agora é simples… O elevador já parou estamos no meu andar e vamos entrar.

Assim fizemos. Mal entramos agarramo-nos logo aos beijos ao mesmo tempo que o encaminhava para o quarto onde tinha a tal cama insuflável. Atirámo-nos com tal força que ao tocarmos naquele insuflável mais parecia termos entrado numa piscina. Comecei a despi-lo ao mesmo tempo que ele me tirava os calções. Continuei beijando-o da boca até aquele caralho branco e de cabeça lustrosa, dando notas que ainda não tinha sido muito usado, Tinha poucos pelo e os tintins no seu lugar certo ali mesmo frente ao meu nariz comecei logo mordiscando ora um ora outro ao mesmo tempo que metia em minha boca aquele caralho gostoso que a pouco e pouco já ia começando a expelir aquele suco que sabia a virgem.

Ele gemia de prazer ao mesmo tempo que me segurava a cabeça movimentando-a de forma que aquele pau penetrava em minha boca repetidamente num vai e vem louco.

De repente dando um pequeno guincho de prazer empurrou mais ainda aquele pénis lindo até aos confins da minha boca ao mesmo tempo que o chupava com avidez e trincava aquela glande gorda que expelia aquele leite viscoso e abundante que engolia saborosamente e transbordando até minhas faces.

Tudo isto durou vários minutos de prazer e dor pois fiz tudo para não me vir.

Pedro estafado deitou-se de costas e eu ainda lá voltei aquela gaita ainda pulsante e continuei a chupa-lo.

Toda a sua juventude passados alguns minutos estava novamente para uma nova função e deitando-se sobre mim começou a chupar no meu pénis hirto e mais que rijo. Mordisquei seus lábios e os pequenos lóbulos das orelhas e disse-lhe muito baixinho:

 

- Queres-te sentar sobra a minha verga?

 

Pedro reconhecendo o que eu queria foi dizendo:

 

- Mas não me aleijas?

- Não, vamos arranjar uma posição que não vai doer nada. Chupa-me mais um pouco e vais gozar como nunca.

 

Kamasutra homo

Peguei nele e calmamente sentei-o sobre mim, indo penetrando pouco a pouco e calmamente. Ele foi ajudando cavalgando sobre o meu caralho penetrando cada vez mais fundo ao mesmo tempo que o punhetava, naquela posição de andromache.

Encontramo-nos naquele cavalgar constante e sem tirar minha verga de dentro daquele cuzinho virgem puxei seu corpo para mim e transportei para sua boca algum do leite que ainda tinha na minha. Pedro cavalgou ainda mais e viemo-nos abundantemente. Eu a primeira vez naquele momento dentro do seu corpo perfeito e ele com toda a sua juventude, esporrando-se novamente, desta vez sobre o meu peito.

 

Estava-mos os dois exaustos. Viramo-nos ficando de lado e frente a frente acariciando nossas faces durante algum tempo.

 

- Então! Gostas-te?

- Sim! Nunca pensei fazer estas coisas e sentir-me tão bem. Afinal de contas iniciei o meu prazer sexual com um tipo que se vai embora do prédio e de quem não me quero separar.

- Mas não nos vamos separar, também não vou assim para tão longe e já perdemos muito tempo. Vamos continuar pois há muito que andava de olhos em ti e ao que parece tu em mim.

- Também é verdade que há algum tempo que sentia algo por ti mas não sabia o que era.

- Vamos festejar o momento?

- Mas como? Estou totalmente estafado. Vi-me duas vezes quase seguidas e já são horas de ir para casa. Não sei como vou encarar os meus pais depois disto.

- Mas não tens que encarar seja quem for. Tens de continuara a seres quem és, até a teres uma namorada. Este será o nosso segredo.

- Vamos ver se sou capas de fazer como tu dizes. Quanto á namorada. Nunca te trocarei por ti pois é contigo que quero continuar a praticar o sexo.

- Vais ver que não vai ser sempre assim. Eu também tenho tido as minhas namoradas coloridas embora me dê mais prazer ter sexo com tipo como tu.

- Isso logo se vê! Então como vamos festejar este nosso encontro?

 

Levantei-me e fui buscar os dois copos e a garrafa de whisky que ainda restava naquela velha casa e servimo-nos.

Estivemos por ali bebericando, beijando-nos e fazendo promessas de amor e alguma conversa da treta quando o telemóvel dele tocou.

 

Era a Mãe que perguntava! Onde estava pois já eram horas de jantar.

 

Displicentemente e sem eu esperar aquela reacção disse peremptoriamente.

 

- Estou aqui em casa do vizinho ajudando-o a arrumar as últimas coisas pois sempre se vai embora cá do prédio.

 

Perante aquela resposta. Fiquei atónito, sem jeito.

 

Ele então explicou-me que lá em casa já tinham falado de mim. Que devia ser uma pessoa como deve ser pois metia-se na sua vida sem grandes conversas com os vizinhos.

 

- Assim de repente foi o que me veio à mona ficando com uma abertura perante meus pais para continuar teu amigo e não estranharem.

 

Entretanto a Mãe telefonou novamente dizendo ao filho para me convidar para lá ir jantar, pois certamente já não tinha nada em casa.

 

Ainda fiquei mais sem jeito não sabendo o que fazer perante tal atitude.

Então resolvi!

 

- Vai tomar um duche enquanto vou ali ao café buscar um bolo e já venho.

 

Assim foi! Fui a correr buscar o bolo e comprar uma garrafa de vinho de Reguengos de reserva. Não me demorei.

O Pedro já estava pronto e lá fomos para casa dele levando o bolo para a senhora e o vinho para o pai.

 

Naquela noite verifiquei quanto tinha perdido o não ter convivido durante aqueles dez anos com os vizinhos. Afinal de contas, eles fazem-nos falta. Não podemos viver a nossa vida metidos numa concha.

Por vezes as coisas boas estão onde não esperamos.

No meu último dia naquele prédio arranjei uma família amiga e um amante.

 

Quando entrei com o bolo e com a garrafa o Pedro apresentou-me os Pais. O Sr. João e a D. Eduarda que me receberam muito bem ao mesmo tempo que iam dizendo já terem notado em mim algumas vezes. Ou seja, já tinha sido bem analisado para amigo do filho.

Aquelas pessoas eram uma família sem complicações, tendo um estatuto económico bastante confortável e sem grandes opiniões sobre os outros vizinhos. Tinham e faziam a sua vida sem grandes paventos ou imiscuírem-se na vida dos outros, o que me agradou bastante. A Mãe é secretária de administração de uma grande empresa e o pai é bancário. Soube também que desde os dezasseis anos do Pedro lhe tinham começado dar liberdade de acção recomendando somente que tivesse cuidado com alguma rapaziada da sua idade pois na vida as coisas nem sempre parecem que são e que estuda-se para vir a ser alguém aconselhando-o sempre a procurar amigos um pouco mais velhos pois tinham mais experiencia de vida.

Em toda aquela conversa deu-me a entender que o já meu amigo João a sadia toda e não era nenhum santo.

Depois de já termos bebido uns copos enquanto a mãe fazia as suas lides na cozinha o Senhor João pegou nas mãos do Pedro e disse:

 

- Sabes? Verifiquei que este ano tiveste umas excelentes notas na escola e como já és um homenzinho tenho uma prenda para ti.

 

Muito prontamente o Carlos perguntou:

 

- E qual é a surpresa pai?

- Vai ao teu quarto e tens em cima da cama um envelope. Está lá a surpresa!

- Para mim? Mas que será a surpresa?

 

Pelo canto do olho ia olhando para mim com ar comprometido ao mesmo tempo que olhava para o Pai com ar tímido.

 O Pai notou a aflição e voltou ao mesmo.

 

- Então! Vai lá ao quarto!

 

O Pedro voltando-se para mim, perguntou

 

- Queres vir comigo? Afinal hoje é o dia das minhas surpresas.

 

O Pai fazendo um aceno de cabeça:

 

- Vá lá com ele, vá lá que ainda é capas de lhe dar o badagaio – disse a mãe que entretanto entrava na sala.

 

Assim fomos… Colocando um braço por cima doa meus ombros.

 

Em cima da cama lá estava o tal envelope, grande e volumoso.

O Carlos tremia como varas verdes enquanto abria o célebre envelope.

Dentro do envelope estavam um vocher de uma escola de condução e a chave de um carro.

Tremendo ainda mais e agarrando-se a mim chorando, foi dizendo:

 

- Meu amor hoje é o dia mais feliz da minha vida. Deste-me a maior sorte do mundo.

 

Estávamos embalados por aquela surpresa quando a porta do quarto se abriu e entrou Pai e Mãe.

Ficaram um pouco olhando-nos e talvez por terem ouviram a ultimas palavras do filho o Sr. João prontamente e sem reticência disse:

 

- Eu sei que és o melhor filho do mundo e responsável. Só esperamos que não nos dês grandes desgostos. Continua a estudar e sê um homenzinho seguindo as tuas opções de vida com honestidade.

 

Enquanto ia tendo esta prosa, com a mulher foram atravessando o quarto e abraçaram-se a nós.

 

Eu estava sem coragem de dizer alguma coisa. Deixei que aquele abraço de união permanecesse como infindável.

Parecia um conto de fadas ou um sonho o que acontecera naquela noite.

 

Já eram para aí umas duas da manhã. Quando me comecei a despedir daquele casal maravilhoso quando o Carlos se agarrou aos pais e disse:

 

- Obrigados meus país! são as pessoas que mais amo na vida. Obrigado! Agora se me permitem, Aida tenho umas conversas para ter com o Nelson e vou um bocadinho ainda a casa dele.

 

O João abraçou-se à mulher e só disse:

 

- Vai mas não venhas tarde.

 

E fomos………

 

Naquela cama insuflável conversámos e fodemos quase toda a noite até que adormecemos ouvindo Jacques Brel em “Ne me quitte pás”

 

Despois da keka ouvimos Brel
 
 

Já lá vão dois anos e ainda continuamos amantes. O Pedro agora já com carro, por várias vezes tem trazido os pais a minha casa e somos todos felizes.

 

No verão vamos até à praia e no inverno ficamos em casa a ouvir musica a ver uns filmes e a foder muitooooooooo

 

Aquele elevador ficou na minha recordação para sempre. Esperando que não me deixe mais como a canção.

 

Nelson Camacho D’Magoito

        (O Caçador)

 

sinto-me: Feliz com as recordações
a música que estou a ouvir: Ne me quitte pas
publicado por nelson camacho às 08:02
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Dia de aniversário (Parte II)

 

Gays ao molho em dia de anos

Naquela noite,

o Carlos fez amor pela primeira vez

Naquele dia em que o Mário fazia anos e porque estávamos todos com falta de Euros resolvemos fazer-lhe a festa de aniversário em minha casa. Cada um levou vários alimentos, e prendas. Éramos ao todo oito rapazes sempre prontos para a “brincadeira” e como não queríamos que as nossas amigas ou namoradas nos atrapalhassem nenhuma seria convidada aliás, uma das condições propostas pelo Pedro que é sempre o mais desinibido e atrevido, a quando da reunião para marcação do evento foi logo peremptório:

 

- Na festa não há “galinhas” só “frangos” que somos nós e os outros que se irão assar!

Cá para mim! (Disse eu) Se alguém quiser comer um cru, o problema será de cada um.

 

Conforme já contei em “Dia de Aniversário (Parte I)” A festa decorreu com a maior normalidades destas ocasiões. Já eram umas oito da noite quando o Pedro foi ao carro buscar a prenda para o Mário. Conhecendo-o bem ficámos todos expectantes pois dali não iria sair coisa boa.

 

Gays do Diabo

 

Tocaram à porta, fui abrir e lá vinha o Pedro que por vezes parece que tem o Diabo no corpo, com uma grande caixa muito bem embrulhada.

Entrou dirigiu-se ao Mário beijou-o por duas vezes nas faces, entregou-lhe a caixa dizendo:

 

 - Isto é para que não te falte nada pois sei que te zangaste com a tua namorada.

 

Então se não te importas vai ser a última prenda a abrir já que de ti não espero grande coisa. - Disse o Mário –

 

Sentamo-nos todos à volta das prendas enquanto o Mário ia abrindo todos os presentes.

Desde porta-chaves, filmes porno, boxers com bonequinhos, caixas de preservativos às cores até tubos Lub xxx men’s only, havia de tudo um pouco. Depois foi há surpresa da noite e começou a abrir a tal caixa enorme que estava muito bem embrulhada. Ao abri, dentro estava outra caixa também muito bem embrulhada, depois outra, depois mais outra e outra ainda e mais ainda outra. Cada caixa que se abria existia outra. Já haviam caixas e caixinhas por toda a sala assim como papel de embrulho até mais não até que por fim, assim parecia, estava uma caixa em madeira daquelas que se compram nas lojas do chineses e devidamente fechada a cadeado.

Todos nós já não sabia-mos se havíamos de rir ou chorar a rir por tal patifaria. O Mário já estafado pegou na caixinha e com o ar mais circunspecto da vida declarou:

- Agora por castigo primeiro vamos ao bolo.

A malta não concordou e começou; Abre… abre… abre… abre… abre. e o rapas lá com a ajuda de uma faca, pois não havia chave, lá abriu a célebre caixinha. Mal a tampa se abriu, de dentro saltou impulsionado por uma forte mola - Um Caralho das Caldas.

Foi risota geral ao ponto de nos atirarmos para o chão.

Foi a grande surpresa do dia.

Passada toda aquela euforia, fomos buscar as garrafas de champanhe, cortamos o bolo, catamos os parabéns a você. Tocamos nas flûts como manda a tradição e nos beijamos todos desejando que continuássemos assim amigos sem preconceitos ou zangas para o resto da vida.

Continuámos a petiscar e a bebericar até perto da uma da noite.

Às tantas o Zeca disse para o grupo:

 

- Bem meninos! Cá por mim amanhã já tenho umas coisas combinadas para fazer de manhã com o meu pai e vou-me embora. Se alguém quiser boleias pois nem todos trouxeram carro aproveitem.

 

-Também acho que já é tarde e aproveito a boleia disse o João, já que o Jorge veio com o Mário, certamente irá com ele.

 

- Cá por mim está tudo bem. Eu e o Jorge somos capazes de ir ainda até uma sauna, daquelas que estão toda a noite aberta e pode ser que ainda façamos um cabrito. Esta coisa de fazer anos e não me estriar não dá jeito. E vocês? Pedro e Santos? Vieram os dois!

 

O Pedro com todo o a vontade que lhe é natural foi logo dizendo:

 

- Por enquanto não estou em condições de conduzir. Esta noite bebi demais e como o Santos não tem carta e o Nelson é um gajo porreiro vai deixar-me tomar um duche para passar a bebedeira e depois logo se vê.

- Espera aí! Eu também quero! Disse prontamente o Santos. – Até pode ser que ainda me venha esta noite –

- Olha o puto! Parece que está com a pila aos saltos! Então não há respeito pelo dono da casa?

- Opá! A casa é vossa. Tomem os banhos que quiserem. Têem um bom sofá onde se podem deitar desde que não queiram foder comigo, tá tudo bem.

- Olha o gajo… Já nos está a avisar que não quer nada connosco... 

- Pois não! Ele esta noite vai comer o Carlos…

- Ou vai ser comido por ele….

 

Todos se riram com aquela conversa. Ainda deram as suas graças e saíram porta fora.

 

- Como ainda vou preparar uns aperitivos para a gente, o Pedro e o Santos podem ir já tomar os vosso banhos e o Carlos vamos para a cozinha.

 

Levámos algum tempo, eu e o Carlos a preparar uns petiscos para o resto da noite que iria ser longa já que tinha-mos mais dois companheiros s quem dar de comer.

É pá aqueles gajos estão a levar tempo demais no duche, disse o Carlos:

 

Gays no duche

 

- É melhor ires ver, a casa é tua…é que eu também quero tomar um duche…

- Cá para mim, estão é a foder debaixo de água…

- Vamos espreitar?

 

Eu tinha razão……

Lá estavam eles, banhando-se como tivessem todo o tempo do mundo.

Sem mais aquelas e porque também me queria banhar a fim de ir para a cama lavadinhos e já agora queria ver a reacção do Carlos que segundo a malta dizia nunca tinha entrado nestas aventuras olhei para ele pisquei-lhe o olho e convenci-o a despir-se e entrarmos para junto deles dizendo:

 

- Estes gajos nunca mais se despacham, o melhor é entrarmos! Vai ser tudo ao molho e haja Fé em Deus.

 

O Pedro como sempre o mais atrevido, que estava tentando meter a pila no cuzinho do Santos olhou para o meu pénis do Carlos ainda flácido: - Ai filho! Vou querer chupar nessa coisa para ver se cresse.

O Carlos muito aflito encostou-se à parede exclamando:

 

Gays ao molho no duche

 - Mas vocês são gays?

- Não pá, estamos a gozar contigo, isto é como no balneário da escola, batemos umas punheta uns aos outros para ver quem tem mais comprida.

- Opá! Não baralhes o rapaz que o gajo ainda desarvora pela porta fora e eu fico sem quem me aconchegue a noite. Tu já estás aviado e servido.

 

- Pois tá bem então deixa eu chupar o teu para ele ver como é.

- Tá bem, mas só um bocadinho, não me faças vir.

- Tás a ver? Vais ver que não custa nada.

 

Não foi o Pedro mas sim o Santos que curvando-se apontou o caralho do Pedro no seu cuzinho ao mesmo tempo que metia o meu membro já todo eriçado na sua boca gostosa enquanto eu ia punhetando o caralho virgem do Carlos.

 

Todo mundo guinchava: (Eu com ao caralho na boca do Santos, O Pedro com o dele bombando todo dentro do cu do Santos e o Carlos presenteado com a punheta que eu lhe fazia. Não tardou muito que todos nos viesse-mos abundantemente. Estávamos todos esporados. Até o Carlos. O que valeu foi o estarmos debaixo daquela água quentinha do chuveiro para ao mesmo tempo que nos vínhamos nos limpávamos.

Estivemos naquelas andanças mais de meia hora. Cada um com uma toalha à cintura, fomos para a cozinha. Estava tudo cheio de fome. Abri uma garrafa de champanhe, fiz uns ovos mexidos com chapinhou e umas pequenas fatias de mão torrado com maionese.

O atrevidote do Mário enquanto ia beijando o Santos, ia dizendo para o Carlos:

- Tás a ver como o Nelson trata bem a rapaziada? Esta noite vais ter a maior prova de amor que alguém te pode dar. Digo-te com experiencia própria pois já tenho dormido com este gajo e é muita bem na cama. Está descansado que le só faz o que quiseres e eu não vos vou chatear. Já tenho o meu Santos que é um santinho na cama. Ficamos bem no sofá.

- Pois… é tudo muito bonito para vocês mas nunca dormi com um homem e o que fizemos no duche foi tudo novidade para mim. (disse o Carlos)

- Meus caros, parece que chega de conversa. Como dono da casa! Ordeno!! Vocês podem ir-se deitar pois já teem a cama feita e o Carlos vai comigo para o meu quarto.

Despedimo-nos todos e conforme ficou estipulado, cada um foi para a sua cama.

Antes de ir para o quarto ainda passei pela cozinha e fui ao frigorífico buscar uma lata de spray de chantilly.

O Pedro olhando para o que tinha ido buscar à cozinha e já sabendo do que a casa gasta piscou-me o olho e atirou para o Carlos:

 

- Vai ser bonito vai. Esta noite alguém vai ver as nuvens.  

- O que ele quer dizer com aquela?

 

 Colocando-lhe um braço pelos ombros como caminhando-o para o quarto fui dizendo:

 

 - Não ligues, já sabes como ele é. Gosta de dizer coisas e hoje deu-lhe para o ciúme mas não tem razão pois está bem acompanhado.

                                       

 - Sabes que tudo isto é novidade para mim e o que fizemos no chuveiro nunca tinha feito.

 

O nosso primeiro beijo

 Quando entrámos no quarto, deixei cair a toalha tirei a dele atirando-o para cima da cama e preguei-lhe um grande beijo.

A reacção foi como se já estivesse à espera.

 

- Nunca tinha beijado assim… Já experimentei com raparigas mas contigo há qualquer coisa de especial. Estou um pouco envergonhado… Podes apagar a luz?

Mas era aquilo que eu estava mesmo à espera.

Para apagar a luz tive de me debruçar obre ele, ficando o meu pénis já hirto roçando o reguinho dele. Mexeu-se como a confortar melhor a posição e só tive de começar a beijar-lhe as costas ao mesmo tempo que ia roçando a cabeça do meu pau naquele rego que já me estava a deixar louco mas por enquanto não queria tentar penetrá-lo. Virei-o e comecei por mordiscar seus peitos ao mesmo tempo que ia lambendo todo aquele corpo até àquele pénis descascado e de cabeça lustrosa. Aquele caralho ainda com pouca ou nada de experiencias sexuais foi penetrando em minha boca até às amígdalas. Fodi com a boca aquele saboroso pau. Ele gemia e contorcia-se. Sentindo que se estava quase a vir, mudei para a posição do 69 procurando a boca dele com o meu pau. Ele aceitou e penetrámos ambos nossos paus em nossas bocas. O Carlos chupava-me com uma sofreguidão que há muito não sentia a outro puto.

Desfiz aquela posição a voltamos à posição chamada normal. Ele já se estava a vir aos bocadinhos começando a sair daquela cadeça uns sulcos de esperma que ao saboreá-lo verifiquei que de facto o puto era virgem em tudo. Coloquei-me de frente peito a peito e nos começámos a beijar sofregamente. Acariciando-o lentamente perguntei:

 

- Já fodeste alguma vez?

- Não! É a primeira vez que tenho relações.

- E estás a gostar?

- O estar a gostar é pouco. Meu corpo e minha mente treme de satisfação.

- Vou dar-te uma prenda. Queres?

- De ti parece que vou aceitar tudo.

- Como é a primeira vez, vamos fazer sem preservativo para sentires melhor prazer. Vou tirar os três a este caralho e vais ver se não é bom.

 

Encolhi todo o meu corpo e sentei-me naquele caralho virgem sem experiência que a pouco e pouco foi penetrando em meu cu cavalgando constantemente. O Carlos parecia ser já um puto experiente pois o seu corpo movimentava-se ao sabor do meu cavalgar, penetrando cada vez mais até me fazer doer um pouco mas o que me dava goso era todo aquele movimento de vai e vem. Ele guinchava de satisfação ao mesmo tempo que ia fazendo-me uma ponheta.

Tudo aquilo durou pouco tempo pois de repente começou a punhetar-me com mais força e bombeando meu cu com mais movimento. Estremecemos os dois. Minha esporra esguichou para o seu corpo chagando a atingir sua boca ao mesmo tempo que sentia também um seu forte esguicho daquela porra a penetrar dentro do meu corpo. Estávamo-nos avir com abundância.

 

Ficámos assim durante algum tempo. Ele com seu caralho gostoso dentro de mim. E ele ainda apertando o meu com mais força como a não querer largá-lo.

 

Ditámo-nos exaustos em forma de concha ficando ele de costas para mim com aquele cuzinho encaixado na parte mais baixa do meu peito e adormecemos até de manhã.

Carinho gay durante a noite e muito mais

Já o Sol entrava pela janela do quarto quando acordei com um tesão do caralho.

Movimentei-me m pouco e com uma das mãos fui ver como se encontrava o dele. Rijo como nada tivesse acontecido. Mal lhe toquei começou a mexer-se e segurando na minha mão foi apertando-a como a pedir par lhe bater mais uma punheta ao mesmo tempo que ia mexendo aquele cuzinho como a procurar minha picha.

Estávamos prontos para reiniciar mais um momento de sexo.

 

Comecei mordiscar-lhe as orelhas ao mesmo tempo que ele ia virando só a cabeça para me beijar.

Colocando-o numa posição de elefante (a posição mais confortável) comecei a apontar minha gaita naquele cuzinho apertadinho. Ele fez por se ajeitar e com voz muito suave:

 

 - Devagar meu querido, eu nunca fiz isto.

- Calma que não te aleijo.

- Estou novamente cheio de tesão. Depois deixas meter-te novamente?

- Calma que nesta posição não vai doer nada.

- Vou penetrar-te devagarinho mas se achares que estou a doer diz, tá bem?

- Sim meu amor mas depois quero experimentar outra posição.

 

Devagar devagarinho lá fui com a maior das calmas penetrando aquele cuzinho que se movimentava num aperto e desaperto que só por isso fazia com que me viesse ainda mais depressa. Eu bombeava todo o meu cacete dentro daquele corpo por quem já estava apaixonado enquanto ele ia apertando mais as nádegas. Vi-me de repente e minha esporra lá foi seu caminho fora transbordando ainda alguma. O Carlos tremeu todo e ainda mais apertou aquele cuzinho que deixou de ser virgem naquele momento.

 Estávamos os dois loucos de satisfação. Aguentei mais uns minutos e fui fazer o prometido.

Virei-o para mim e começámo-nos a beijar. Ele descia pelo meu corpo mordiscando-me até ao meu pénis chupando-o com sofreguidão. O puto estava mesmo aflito. Beijava, mordia,

lambia meus sacos e a cabaça da gaita fazendo com que em pouco tempo voltasse a ficar com uma tesão dos diabos.
 
Kamasutra Homo na posição canina

Estava quase a vir-me novamente quando nos colocamos naquela tão saborosa posição canina. Segurei naquele pai rijo nem grosso nem fino (no tamanho normal) e ajudei-o a penetrar-me. (tive de o ajudar derivado à sua pouca experiência a penetrar-me. Era a segunda vez na sua vida que tinha penetrado num cú e o meu tinha sido o eleito naquele noite)

Agarrando-me pela cintura e socando-me com toda a força ao mesmo tempo que ia apertando as minhas nalgas começou a vir-se ao mesmo tempo que me beijava as costas em e punhetava o meu pau.

Viemo-nos mais uma vez naquela noite e mais uma vez nos atirámos para o lado exaustos mas com o dever cumprido para uma primeira noite de amos.

 

Bateram à porta!

Era o Pedro e o Santos. Nus e de mãos dadas, perguntando se ainda havia leite para o pequeno-almoço.

 Tapamo-nos de repente, e começámos a rir da veleidade do Pedro, que sem mais aquelas, afastou-nos os lençóis, e ambos meteram-se na nossa cama.

È pá para ai! Pelo menos vamos primeiro fazer o pequeno-almoço e depois logo se vê….. 

 E assim foi… Uns para o banho e outros para a cozinha.

O que aconteceu depois?

Conto mais tarde para que serve o chantilly, ou então venham a uma das minhas festas de aniversário e logo saberão como é e para que serve terem-se amigos que não sãos gays mas que gostam de brincadeiras sexuais.

 

Já agora podem comentar a história do aniversário do Mário

 

 

Nelson Camacho D’Magoito

        (O Caçador)

sinto-me: Fiquei com uma tusa dos diabos
a música que estou a ouvir: Nothing to hide
publicado por nelson camacho às 03:21
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Arrependido NUNCA (parte II)

Foi assim que ficámos no episódio anterior

 

Aqueles milhões endiabrados saltando uns por cima dos outros lá se foram alojando em nossas bocas uns percorrendo a sua via própria outros transbordando por nossas face que se vieram a juntar quando nos viramos para uma posição mais confortável e nos beijamos longamente até nossos corpos se reconfortarem de tanto prazer e adormecermos um pouco.

Gays depois de uma noitada

Acordámos, deviam ser para ai uma sete da tarde e pela janela ainda entrava alguns raios sol contrariamente à noite anterior que a única luz que pairava naquela “sala de desenho” como o João chamava ao seu quarto era aquela luz negra que dava brilho aos nossos corpos acompanhados por um clássico de Chopin. Aquela luz negra durante a noite não só delineava os nossos corpos como nos salpicava de minúsculas luzinhas. Nas paredes pintadas de marron para além de um espelho longitudinalmente postado ode reflectia nossos desenhos também havia um poster de Michael Jackson na altura em que ainda era castanho e na célebre posição num dos seus bailados onde segurava os tin. tins…

Quando a luz do sol entrou pela janela, todo aquele ambiente de sonho tinha desaparecido e nada mais restava que uma recordação do que tinha acontecido ao mesmo tempo que sentia um medo terrível de me arrepender do que tinha feito.   

Naquela noite compreendi porque um quarto de dormir se podia chamar de “sala de desenho” É que naquele quarto aconteceu poesia, amor e desenharam-se novos conceitos de sexualidade entre pares.

Tudo o que aconteceu foi livre e de comum consentimento mútuo entre pessoas crescidas num espaço de luz e som difícil de encontrar mesmo num Estúdio de qualquer pintor ou arquitecto mais moderno, não se sente o amor pelas pessoas e pelas coisas como naquela sala de desenho. Para se pintar ou desenhar um bom quadro, uma casa ou escrever uma história, um romance ou um poema é necessário estar-se envolvido por amor, muitas vezes até na solidão de um recanto de escrita é preciso a nossa alma estar liberta de preconceitos e sentir amor dentro de si. Naquela noite tinha acontecido poesia.

 

Tínhamos adormecido agarrados e sem qualquer coberta que tapasse nossos corpos.

Nossos sexos ainda se entrelaçavam como dois gémeos sem vontade de se separarem.

 

Primeiro um olho, depois outro e lá estávamos eu com um braço à volta da cintura dele e o outro à volta do seu pescoço. Ele, rodeava meu pescoço como a tentar que não fugisse enquanto com a outra mão ia fazendo um cafuné nos meus cabelos.

Olhei de soslaio para o tal espelho que na parede acompanhava toda aquela prancha de desenho e parecia estar frente a quadro de Gogol.

Olhamo-nos nos olhos beijamo-nos e o João largando minha cabeça e com os dedos foi fechando meus olhos ao mesmo tempo que perguntava. Estás bem? Eu nada disse! Em retribuição daquele carinho percorri meus dedos na sua cara da testa ao queixo, como se fosse uma lambidela de gato.

 

E agora o que fazemos? Perguntei eu.

- Para já estou com uma fome dos diabos e vou tomar um duche e de seguida vou até à cozinha fazer um petisco para nós. E tu? Não telefonas aos teus pais a dizeres que estás bem? Ou já é habitual ficares fora de casa?

- Não! Disse eu o mais pronto possível. Nunca fiquei fora de casa e o mais tarde que cheguei foi às seis da manhã na noite em que te conheci. Meu pai não deu por isso e minha mãe que me acordou à uma da tarde não ficou muito preocupada pois além de ter confiança em mim, eu disse-lhe que me tinha acontecido uma coisa muito boa e depois lhe contava. É claro que não lhe vou contar e agora também não lhe vou dizer que fiquei em casa de um homem. Seria o fim da macacado!

De qualquer das formas, vou telefonar-lhe e digo que estive numa festa e fiquei em casa de umas raparigas colegas lá da escola.

 

Assim foi, telefonei a minha mãe e disse-lhes que estava bem em casa das moças e certamente iria com elas e os pais às festas de Óbidos e por lá ficaria mais esta noite. Foi a primeira grande mentira que lhes disse.

 

Contei ao João o teor do meu telefonema e perguntei-lhe se estava zangado por esta mentira a meus pais.

Ele olhou para mim!.. Olhos nos olhos e perguntou-me – Onde aprendeste a mentir dessa maneira? Também vais arranjar mentiras para mim?

- Não credo! A ti nunca te mentirei e se fiz esta é porque estou apaixonado por um senhor chamado João.

Ele riu-se e disse que eu também o tinha feito chegar às nuvens e que podia lá ficar quando quisesse. A “sala de desenho” estará sempre pronta para nos receber, até porque o que aconteceu naquela noite tinha sido o preambulo para outras aventuras.

Com esta promessa, fiquei em suspenso sonhando acordado com o que aconteceria na próxima noite.

 

Nos entretantos enquanto eu fui ajudando a por a mesa o João foi fazer uns bifes com natas e champinhons acompanhados por batatas fritas e como bebida,.. Champanhe.

De vez enquanto ia até à cozinha enchia dois copos de vinho e íamos bebericando enquanto o João pegava numa batata já frita colocava-a na boca e vinha meter na minha a outra metade. Eu estava louco… nem aos meus pais eu tinha visto tanto carinho.

O João não é rapaz da minha idade, já se aproxima daquela idade a que chamamos de “cota” mas é um amor em todos os sentidos e talvez por isso saiba levar a água ao moinho o que um rapaz da minha idade ou muito próxima não saiba ainda os requisitos necessários para fazer amor com carinho e delicadeza.

 

Nunca tive essa experiencia mas os meus colegas da escola quando se fala nestas coisas dizem que a malta quer é vir-se à pressa e de qualquer maneira. Foi por causa destas conversas que me fez nunca ter tido qualquer experiência sexual com raparigas ou rapazes.

 Até aqueles jogos nos balneários de batermos punheta uns aos outros, eu nunca alinhei.

Sempre achei que o acto sexual deve ser feito sem imposições e com muito carinho e com a pessoa certa e isso estava a acontecer com o João. Estava pronto a perder a minha virgindade no seu todo. Naquela noite já tinha começado, o resto era só esperar conforme o João prometeu quando disse que aquela noite tinha sido o preâmbulo para outras aventuras.

 

Já eram oito e tal da noite quando começámos a refeição. Era uma mistura de pequeno-almoço, almoço e jantar. Antes de abrir a garrafa de vinho o João virou-se para mim e disse:

- Puto… Falta qualquer coisa na mesa.

Foi buscar dois castiçais com velas vermelhas acesas, colocou-as no meio da mesa e disse: Agora sim… Está tudo completo.

Mais uma vez minha memória abriu a caixinha de recordações e notei mais uma vez que nunca tinha visto tal carinho entre meus pais. Fiquei quedo de momentos nos meus pensamentos.

O João notou que havia qualquer coisa e perguntou ao mesmo tempo que segurava nas minhas mãos e me afagava o rosto:

- Está tudo bem? Estás arrependido de estares aqui comigo? É por ser um pouco mais velho que tu?

- Não!... Nada disso estava simplesmente pensando nunca ter assistido a tanto carinho que me estás a dispensar.

- Ora, Ora, tudo isto não passa da forma como eu entendo a amizade entre duas pessoas que se querem e eu quero-te muito.

Meus lábios foram direitos aos seus e beijei-o como prova de agradecimento.

Iniciámos a refeição ao mesmo tempo que íamos tendo uma conversa da treta pois o conhecimento que tínhamos um do outro não dava para mais. Ainda era cedo para nos conhecermos melhor.

A refeição foi acompanhada por uma musiquinha de fundo e nada de televisão.

Quando chegamos ao fim, fomos até ao sofá, tomamos um café um pouco de brandy e então sim, ligamos a televisão. Como não estava a dar nada de jeito o João disse:

- Olha procura ai um filme para nos entretermos enquanto vou levantar a mesa e arrumar a loiça na máquina de lavar.

- Tá bem! Eu procuro!

Procurei e também não vi um filme que me despertasse a atenção. Como o João tem no quarto outros filmes e outro leitor, fui lá à procura. E lá estava um “Refeição Nua” e coloquei-o no leitor. Logo no início vi que se tratava da história de um bar gay onde os empregados andavam a servir os clientes somente com um aventalzinho a tapar o sexo. Só via a apresentação e fui logo à cozinha dizer ao João o que tinha feito.

Ele começou a rir-se ao mesmo tempo que ia dizendo:

- Com que então refeição nua. Amanhã sirvo-te o pequeno-almoço também nu...

- Epá… desculpa mas não sabia que era um filme sobre gays.

- Não faz mal, não tem nada de especial a não ser poderes aprender algo antes de ser eu a ensinar-te. Se quiseres podes meter-te já na cama e ir vendo o filme enquanto eu termino meus afazeres domésticos, ao mesmo tempo que se ia rindo com aquele trejeito de lábios que começava e conhecer.

- Não! Disse eu - É melhor vermos o filme os dois e vou antes tomar um duche. Posso?

- Já comemos há tempo suficiente. A casa é tua, estás completamente à vontade.

Assim fiz…

Agora fresquinho e todo nu, somente com a toalha de banho enrolada à cintura, passei pela cozinha e disse: – agora sim! Vou estar à tua espera Ok? E lá fui direito à “sala de desenho”

 

Tinha-me esquecido de desligar o dvd e ainda estava a dar a “refeição nua” numa altura em que um dos empregados está a fazer um “bóbó” a um cliente que já tinha sido despido por outro e lhe estava metendo seu pau no rabiosque do outro.

Meu pénis ao olhar para aquela cena começou a levantar-se. Retirei a toalha e meti-me na cama começando a roçar-me nos lençóis.

 

Entretanto entrou o João com o seu robe de seda vermelho e foi dizendo:

- Posso entrar? Ou interrompo alguma veleidade?

- Podes entrar e desligar o vídeo pois tu sempre és melhor que qualquer filme.

 

João ao mesmo tempo que ia atravessando o quarto para desligar o dvd ia deixando cair o robe mostrando seu corpo atlético. Baixou-se para colocar um CD de Michael Jackson em: “Earth Song” ao mesmo tempo que acendia um projector sobre o poster do Michael ia dizendo:

 - Agora sim… Vamos ter todo o tempo do mundo para nos amar.

 

Michael Jackson

 

Todo aquele ambiente estava a dar comigo em maluco. Estava tudo meio-escuro. Somente aquele poster iluminado, aquela música sobre o mundo e aquele corpo que se aproximava de mim já com o pénis em riste direito a mim, esperando que o beija-se.

 João afastou os lençóis e me abraçou me beijou todo. Meu corpo foi todo mordiscado e meu caralho chupado e mordido. Ao mesmo tempo com um dedo ia friccionando o meu olho do cu. Lentamente foi-me penetrando com seu dedo indicador ao mesmo tempo que dizia: - queres fazer-me o mesmo?

- Sim! … Porra! Quero ter todo o prazer que me puderes dar. Disse eu já muito aflito e quase a vir-me.

Virámo-nos e nossos buracos foram-se preparando para serem penetrados por nossos caralhos rijos e prontos à penetração.

Às tantas, ele pegou-me por traz e lentamente começou introduzindo seu caralho naquele meu cú virgem. Em principio eu senti uma dor um pouco desconfortável, como se me estivesse rasgando mas o João ao mesmo tempo que ia penetrando devagar ia também movimentando-se e beijando minhas costas e punhetando meu caralho. Estivemos assim durante algum tempo com aquele gosto gostoso. De repente retirou seu pau do meu cú colocou-me de costas chupou um pouco o meu caralho e se sentou sobre ele cavalgando com o meu caralho dentro do seu cu ao mesmo tempo que tentava meter-me o seu em minha boca.

Agora sim… era o êxtase total. Aquela musica nos meus ouvidos meu caralho naquele cú tão apertadinho quase me estava a vir quando João pegou comigo quase ao colo e me virou para aquela posição em que só faltam entrar os tin..tins…

  Ele gemia de prazer e eu de dor misturada a prazer, mas agora a sensação era tão boa que eu não queria parar nunca mais de foder assim. 

 

 Se eu soubesse que era tão bom, teria dado meu cuzinho mais cedo. Ele começou a morder minha orelha, e a cochichar para mim, dizendo que queria gozar na minha boca. Então eu desmontei daquela posição, e voltei a chupar seu caralho gostoso.

 Logo ele começou a gemer mais alto, e eu engoli sua vara mais o mais fundo possível.

 Senti sua esporra quente pressionar minha garganta, com seu esguicho forte e volumoso, que eu engoli como um néctar. Ele continuou esporrando em bicas, e encheu toda a minha boca. Eu senti seu gosto meio ácido, meio salgado, pegajoso e apertando a língua, como banana verde assim.

Engoli tudo, e isso o deixou muito feliz. Beijamo-nos e ele sugando de mim o que restava em meus lábios. Ficámos durante algum tempo.

Naquela noite fizemos de tudo, experimentámos todas as posições do kamasutra.

Posições kamasutra gay

Há muito que tinha acabado o CD “Earth Song” .Ficámos ali entrelaçados durante mais algum tempo até que o João disse: - Vamos tomar um duche?

- Sim é para já! E lá fomos.

Não sei se era da casa se eram os nossos corpos que transpiravam calor por toda a parte que depôs do duche fui buscar uma garrafa de vinho do Porto fresquinho e dois copos e voltamos para a cama, enquanto ele foi buscar uns bombons “Ferrero Rocher” e todos descascados fomos brincando e metendo em nossas bocas aqueles deliciosos bombons.

  Entretanto ele deitou-se de barriga para baixo levantando um pouco seu corpo. Meu pénis não aguentou mais e fui penetrando aquele cuzinho malandro e gostoso ao mesmo tempo que com uma das mãos foi descendo até ao seu pénis e fui punhetando-o. João gemia ao mesmo tempo que ia dizendo: - Não me faças vir que também quero fazer o mesmo.

Perante a ideia não me aguentei mais e fui eu que me vim abundantemente naquele cú maroto. Aguentei mais um pouco e trocámos de posição.

Não aguentava mais! Disse ele começando em principio lentamente a penetrar em meu cú e depois bombeando com mais força. Ambos nos movimentamos num vai e vem de loucos sentindo aquele caralho todo metido em mim tocando ao de leve na próstata dando-me o maior prazer do mundo, ao mesmo tempo que ele me punhetava novamente. Não aguentamos mais que uns minutos e ambos nos viemos novamente.

Como se fossemos dois coelhos caímos para os lados exaustos e pusemo-nos deitados de costas. Ainda segurámos e apertamos nossos caralhos esperando quiçá que tudo voltasse ao princípio.

Meu rabito latejava de tanta penetração. O que valeu foi que o caralho dele não era muito grande. Era maneirinho com a cabecita descoberta dava vontade de o chupar novamente e à segunda estocada já não criou desconforto mas sim prazer. O meu também sendo normal não lhe criou qualquer desconforto.

 

Valeu a pena perder a virgindade com ele, foi inesquecível.

Não estou arrependido.

 

De manhã, Tomamos duches juntos e mesmo ali, fodemos novamente. A água quente escorria pelos nossos corpos limpando nossos pénis quando saiam dos buracos apertadinhos e íamos chupando um a um nossos aparelhos de penetração até nos virmos abundantemente.

Nossos espermatozóides naquela noite e naquela manhã não fizerem o trabalho a que estão destinados mas deram-nos muito prazer e é quanto basta nestas situações.

Tomamos o pequeno-almoço fui para casa prometendo voltar a casa dele, pois encontrei ali o cantinho da minha felicidade.

 

Quando cheguei a casa contei uma história plausível a meus pais, confirmando o que tinha dito pelo telefone e não estou arrependido de ter mentido. Não tenho o direito de magoar as pessoas que me querem.

Ainda sou um jovem com muitos anos à minha frente e por enquanto, até achar oportuno, vou guardar o meu segredo. Não estou arrependido pois não machuquei ninguém nem o farei.

Acho que a minha sexualidade só a mim me diz respeito desde que não falte ao respeito dos outros. Só vou ter que arranjar uma amiga que telefone lá para casa a fim de julgarem ser minha namorada. Mas isso não é difícil, pois tenho muitas.

Para já! Encontrei a minha felicidade, tenho um amigo embora seja mais velho que pode com a sua sabedoria ajudar-me nos confrontos que vou ter na vida.

Perdi a virgindade em todo o sentido mas valeu a pena. Foi inesquecível.

 

Kamasutra gay

 

 

 

Fica aqui “Earth Song” do Michael Jackson para vocês com muito carinho 

 

 

Nota: Como esta história é um pouco grande Vejam o capítulo anterior “Arrependido NUNCA (Parte I)”

 

Esta é dedicada ao meu amigo André Filipe

 

 

Nelson Camacho D’Magoito

         (O Caçador)

 

 

sinto-me: louco por outra história
a música que estou a ouvir: Remember the time
publicado por nelson camacho às 00:07
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Sábado, 22 de Março de 2008

O Dia Mundial da Poesia

     Sobre este dia, já escrevi algo no meu outro blog

 O Canto do Nelson

 

     Entretanto, sendo este um blog de características especiais podia ter contado mais uma das minhas histórias, mas não tenho pachorra para tanto, nem aconteceu algo nos últimos dias digno de nota que pudesse transformar numa história. Assim, sendo O Dia Mundial da Poesia e porque me lembrei à última hora de vos escrever algo aqui ficam dois poemas; um de Lobo Antunes, que descreve uma história de engate e outro de A. A.Manzanero que dedico a um amigo que está longe.

     Espero que gostem.

 

Bolero do coronel sensível que fez amor em Monsanto

De: Lobo Antunes

                                                                  

Eu que me comovo
Por tudo e por nada
Deixei-te parada
Na berma da estrada
Usei o teu corpo
Paguei o teu preço
Esqueci o teu nome
Limpei-me com o lenço
Olhei-te a cintura
De pé no alcatrão
Levantei-te as saias
Deitei-te no banco
Num bosque de faias
De mala na mão
Nem sequer falaste
Nem sequer beijaste
Nem sequer gemeste,
Mordeste, abraçaste
Quinhentos escudos
Foi o que disseste
Tinhas quinze anos
Dezasseis, dezassete
Cheiravas a mato
À sopa dos pobres
A infância sem quarto

A suor, a chiclete
Saíste do carro
Alisando a blusa
Espiei da janela
Rosto de aguarela
Coxa em semifusa
Soltei
o travão
Voltei para casa
De chaves na mão
Sobrancelha em asa
Disse
: fiz serão
Ao filho e à mulher
Repeti a fruta
Acabei a ceia
Larguei o talher
Estendi-me na cama
De ouvido à escuta
E perna cruzada
Que de olhos em chama
tinha na ideia
Teu corpo parado
Na berma da estrada
Eu que me comovo
Por tudo e por nada

 

In: "Eu me comovo por tudo e por nada", 1992

 

 

                                                   Dormir contigo

de: A.Manzanero

 

Dormir contigo

É o caminho mais directo ao paraíso

Sentir que sonhas quando te beijo

E as mãos te acariciam

Dormir contigo

É navegar numa estrela até ao espaço

É embriagar-me com o sussurro da tua fala

Quando te abraço

 

 Dormir contigo

É conhecer a dimensão que tem um verso

Sentir que durmo

Ao mesmo tempo que descubro o universo

  

Dormir contigo

Com o teu cabelo acomodado nos meus braços

É o veludo que me brinda o teu regaço

Que maravilha dormir contigo

Dormir contigo com o desejo de acordar quando amanheça

Com o calor de um novo dia à janela

Foi algo belo amor, dormir contigo.

       O Caçador

 

sinto-me: Bem com os poetas
a música que estou a ouvir: Amor sem limites
publicado por nelson camacho às 06:25
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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

Noite de Teatro

                          Noite de teatro

 

 

      Emanuel que nunca tem tempo para fazer algo alem do trabalho, como lhe deram um bilhete de ingresso, naquela noite, foi ao teatro.

 

 

O Emanuel é um rapaz de compleição apetitosa para qualquer mulher, tem 30 anos de idade, mede um metro e oitenta, cabelos castanhos com laivos alourados, mas naturais, os olhos penetrantes e sempre atentos a tudo o que o rodeia. Veste-se com muito bom gosto, não andando atrás da moda mas sabe conjugar uma gravata com uma camisa e um casaco com umas calças. Os sapatos, que é o sítio para onde uma mulher de bom gosto olha primeiro, estão sempre impecáveis e a condizer com o resto da farpela.

Quando num dia de calor despe o casaco e percorre os seus locais de trabalho por entre o mulherengo, estas só não assobiam por vergonha e respeito ao chefe mas muitas sonham que trocarem-no por aquele com que um dia as lavaram ao altar ou não, mas que têm que aturar todos os dias. Começam por olhar para os sapatos, e percorrem todo o corpo parando por vezes pelo rabo e pela cintura indo parar na compleição dos seus abdominais. Quanto ao resto, nada mais há para ver, pois nunca tira a gravata nem arregaça as mangas da camisa.

Emanuel, não tem tempo para nada, nem sequer para se aperceber de quanto é apetitoso para elas e até por acaso, para um deles que também existe num dos super mercados e que é expositor e como tal, tem que com ele conviver enquanto das sua visitas ao local onde este também trabalha. Por força do trabalho já almoçou com alguns colegas e por mais que se atirem, ele não dá por nada, (cá para mim, é mesmo parvo).

Já teve uma namorada, mas como é habito dizer-se, “ficou tudo em águas de bacalhau” não se sabe porquê.

Emanuel efectivamente não tem tempo para qualquer coisa a não ser para o trabalho. Não tem qualquer hobby, for a do trabalho, tem poucos amigos, a não ser em uns fins-de-semana que se encontra com um casal e um tio destes para jogarem às cartas e mesmo assim, são poucas as vezes que o apanham.

Quando se lhe pergunta em que se entretém fora das horas de trabalho é peremptório e diz: “O trabalho ocupa-me todo o tempo do mundo”.

 Efectivamente, ele percorre todo o Portugal de lés a lés, incluindo Açores e Madeira para visitar e inspeccionar os super mercados que fazem parte de um grupo implantado em Portugal e onde é um chefe muito conceituado.

Diz o povo e tem razão, “Um dia é dia de Santo António”.

O Emanuel num dos fins-de-semana de jogatina a conversa dirigiu-se para as artes, por força do conhecimento do Tio Nelson, o tal tio (emprestado) do casal onde se juntam para jogar às cartas. O rapaz, o tal tio, como ele costuma dizer já tem duzentos anos, não é bem assim, mas quase. Viveu durante muitos anos ligado às artes, tais como cinema, teatro e televisão e como é obvio as conversas deste, emanam para as agendas culturais que se fazem nesta terra, embora poucas, porque no pós 25 de Abril nenhum governo tem zelado pela cultura, mas ainda vão aparecendo uns génios, que a muito custo vão levando à cena algumas peças de teatro, principalmente teatro à portuguesa, o chamado Teatro de revista. 

Entre uma jogada e outra, às duas por três, vieram à baila vários filmes que marcaram os tempos, tais como ’Cabaré’, ‘E tudo o vento levou’, ‘Doutor Jivago’, ‘My fair Lady’ e tantos outros. É nesta entreacto de conversa que o Tio Nelson fala sobre a peça encenada por Filipe Lá Féria ‘Música no Coração’(a) que também já tinha dado no cinema, mas que em teatro era digno de se ver pois não deixava nada a dever às montagens que se fazem em Nova Iorque ou em Londres e que toda a gente devia de ir ver.

“Pois sim!” Disse o Emanuel “Eu não tenho tempo para essas coisas”.

O Tio Nelson que não é rapaz para se ficar, desafiou-o, a ir ao Politeama, ver a tal peça pois ia arranjar-lhe um bilhete de ingresso, bastava fazer um telefonema para o bilhete ficar na bilheteira em seu nome e à sua espera.

  Aqui gerou-se uma aposta, uns diziam que ele não ia e outros diziam que ia. Desta vez, para não fazer desfeita á aquela oferta tão pronta do Tio Nelson, o Emanuel lá combinou a noite que iria disponibilizar e assim ficou combinado.

O Emanuel foi ao teatro, só não sabia que iria ver efectivamente um bom espectáculo e o que lhe iria acontecer depois deste terminar.

Contrariamente ao que é habitual o nosso Emanuel, aprontou-se de uma forma diferente no vestir. Calçou uns sapatos de pele de crocodilo, umas calças de ganga de marca, uma camisa nova de dois botões, como se usa agora, e sem gravata. Para completar a indumentária, vestiu um casacão de pele e lá foi ao Politeama.

As luzes da sala ainda não tinham descido e havia ainda pessoas a entrar, sentar-se, a despir os casacos, em fim a acomodarem-se para o espectáculo.

Emanuel também tirou o casaco, colocou-o sobre os joelhos e enquanto não se ouvia as pancadinhas de Molière (b), foi lendo o programa onde consta a história da peça assim como o nome de todos os actores intervenientes, autores e compositores.

  Ao mesmo tempo, ia olhando para quem o rodeava. À direita tinha um casal jovem que olhando mais em pormenor, pareciam noivos, pela forma como vestiam e como davam as mão muito entrelaçadas, saltando de ambas o brilho de alianças novas, (dava a entender serem um jovem casal de certa condição social, pela grossura das alianças assim como um anel de brilhantes que num dos dedos da mão esquerda ela ostentava). Do lado esquerdo, um jovem também ai para os seus trinta anos, como ele, magro aparentando ter a sua altura, cabelos encaracolados e nem comprido nem curto de rosto angular de olhos castanhos e uma tez morena. Vestia-se de um blazer castanho, camisa branca, sem gravata, tendo os quatro primeiros botões abertos, vislumbrando-se uma cruz em ouro que sobressaia sobre meia dúzia de pelos pouco perceptíveis, mas que se via no seu todo ser um tipo bem tratado.

As luzes foram-se baixando após um sinal acústico e lá se ouviram as pancadinhas de Molière, as cortinas de boca de cena abriram-se e o espectáculo começou.

Veio o intervalo e todo o público aplaudiu freneticamente, porque de facto o final do primeiro acto foi um espanto.

 O parceiro do lado esquerdo até se levantou para aplaudir ao mesmo tempo que dizia “isto sim! É um espectáculo” virando-se para o nosso Emanuel e dizendo: - Que acha deste encenador?

Coitado do Emanuel que não é dado a grandes conversas principalmente com quem não conhece lá ia dizendo com a cabeça que sim!

Neste intervalo que normalmente é curto, dirigiu-se ao bar e tomou um café e um brandy ao mesmo tempo que fumava um cigarro.

O tal parceiro de plateia, também ali estava a tomar o seu café, olhou para ele fixamente e disse: - Amigo, não tenho nada a ver com a sua vida, mas no meio de tanta gente, fumar um cigarro não só lhe faz mal a si, como aos outros, desculpe o meu atrevimento, mas como sou médico sinto-me na obrigação de alertar as pessoas para o mal que o tabaco faz!

O Emanuel apagou o cigarro e como é uma pessoa educada, pediu desculpa. Ao mesmo tempo pensou lá para com ele, “era só o que me faltava, logo numa das poucas vezes que saio, tenho um tipo à perna a dar-me aconselhamentos de saúde”. Tocou a campainha de reinício da sessão e lá se foi sentar para assistir ao resto do espectáculo.

Terminou o espectáculo com um final onde entra toda a companhia cantando a canção de fundo “Música no Coração”. Todos aplaudiram de pé e durante bastante tempo sendo toda a companhia obrigada a bisar a última canção.

Já na rua, o Emanuel, pois é dele que se trata, achou que estava um pouco de frio e ao mesmo tempo que sentia o cheiro a marisco que sai da cervejaria Sol Mar, mesmo ali em frente e como dias não são dias e não tinha pago o bilhete, foi até lá, podia gastar uns trocos. Sentou-se a uma mesa, pediu uma taça de vinho verde e meia dúzia de gambas.

O Sol Mar é uma cervejaria frequentada por muitos artistas empresários, encenadores e público em geral, onde relaxam depois de terminarem os espectáculos tanto do Politeama como do Coliseu dos Recreios que é mesmo ali ao lado na rua das portas de Santo Antão (rua emblemática da nossa capital, onde não passam carros, cheia de restaurantes e onde já esteve durante muitos anos a sede do Sporting Lisboa e Benfica, felizmente que ainda existe a Casa do Alentejo, instalada num edifício soberbo emblemático e cheio de tradições).

Entre uma taça de vinho e uma gamba, vai olhando para os outros fregueses frequentes daquela casa também emblemática para a cidade de Lisboa, quando se apercebe que na mesa mesmo ao lado, está nem mais nem menos que o encenador, alguns artistas da peça que acabava de ver assim como o tal doutor que tinha estado ao seu lado na plateia e o criticou pelo facto de estar a fumar no bar do teatro.

Emanuel rapaz pacato e nada conhecedor de gente o teatro, a não ser as histórias que tem ouvido o Tio Nelson contar nas tais noites de jogo em que se juntam para uma amena cavaqueira e destresar das semanas de trabalho, ficou em pulgas e com uma vontade tremenda de falar com aquela gente que ele julgava ser diferente dos outros. Tanto olhou, que o tal doutor fixou-se nele e o convidou para a mesa dizendo:

- Agora aqui, e há pouco no teatro?! Desculpe o meu atrevimento no intervalo da peça, mas eu sou mesmo assim.

- Não faz mal eu às vezes é que me distraio, com certas alturas.

- Não quer sentar-se à mesa, connosco? Parece estar só!

- Sabe, eu de artistas conheço pouco, mas seria meu prazer juntar-me a tão ilustres figuras do nosso teatro.

Emanuel não esperou mais por outra oportunidade. Pegou no prato das gambas, na garrafa de vinho e no copo e lá foi ele sentar-se junto às “vedetas”.

A conversa entre todos foi animada. Emanuel confessou que só tinha ido ao teatro duas vezes na vida e desta, foi porque tinha um amigo que lhe chamam Tio Nelson lhe tinha arranjado um bilhete.

- Não me diga que é fulano, (para aqui não vem ao caso o nome verdadeiro do Tio Nelson) disse o tal doutor.

- É verdade, é ele mesmo.

- Pois quando estiver com ele, dê-lhe um abraço, pois esse tipo desde que julga estar velho, não aparece e só me telefona de vez em quando, mas desta vez parece que foi por uma boa causa. (se mi serrando os olhos e dando um trejeito aos lábios, riu-se)

- Há.. Há.. Há…, pois, ele é mesmo assim! (disse o Emanuel)

- É pena porque quem não aparece esquece e ele não merece estar afastado da vida artística. Sabia que é um bom cantor?

- Sim! Sei que teve uma carreira interessante, mas na altura do 25 de Abril os cantores românticos foram chamados de nacional cançonetistas e foi posto de lado como tantos outros e também se casou, afastando-se da actividade artística e hoje vive de recordações escrevendo umas coisas relacionadas com a saudade que tem desse tempo e afastou-se.

- É mesmo por essa razão que não me caso! Quem casa, quer casa, eu já tenho a minha e não estou para reparti-la com uma pessoa qualquer. Quanto a essa época, felizmente que já passou só é pena que ele não volte assim como outros cantores da altura porque isto de cantigas está muito mal.

- Pois, eu também sou da mesma opinião, sou amante da boa música e passo a vida a comprar CDs dos chamados velhos tempos. Também sou solteiro e ainda não arranjei um novo compromisso. Em relação ao último, cheguei à conclusão que não há nada para sempre. Enquanto tiver os meus pais vivos não arranjo mais ninguém.

A conversa entre os dois estava de tal forma animada que os outros notaram que estavam a mais, além disso, estavam cansados, e resolveram pagar as despesas, despediram-se e lá foram às suas vidas.

A cavaqueira continuou até que um empregado chegou à beira deles e informou que a cervejaria ia fechar pois já eram duas e trinta da manhã.

Como pessoas de bem e educadas, gerou-se aquela pequena discussão do quem paga a conta:

- Não quem paga sou eu,

- Não, desculpe eu é que sou a apagar

- Mau! Eu sou o mais velho, portanto, quem paga seu eu. Dizia o Emanuel.

O empregado já um pouco farto daquela troca de galhardetes e porque o que ele queria era ir-se embora disse:

- Os senhores desculpem mas a conta já está paga, o Senhor empresário que estava com os actores quando se foi embora pagou a conta toda e como os senhores não beberam mais nada, podem ir-se embora à vontade.

Ambos ficaram admirados pela gentileza do pagante e porque de facto já ali estavam à bastante tempo sem consumir, em uníssono, cada um tirou uma nota de cinco euros da algibeira e deram ao empregado como gorjeta, pedindo ao mesmo tempo desculpa, por terem estado a ocupar uma mesa durante uma hora sem consumirem.

Para o empregado, rapaz esperto e habituado a clientes daqueles perante tal gentileza, ”abriu-se todo” em agradecimentos dizendo espera-los de novo desejando que a conversa entre ambos não tenha sido “uma conversa da treta”.

Efectivamente aquela conversa não tinha nada de “conversa da treta”, mas sim, o início de uma forte amizade.

Saíram e como a noite estava bastante agradável e a conversa ainda não tinha acabado, resolveram continua-la avenida da liberdade a cima.

O Jorge olhou para o relógio e disse:

 - Efectivamente está uma noite espectacular, você tem carro por aqui?

- Sim tenho, está mesmo aqui em frente aos Correios, foi o único sítio que encontrei quando cheguei.

- O meu está no parque dos restauradores. Como venho cedo para o teatro, deixo-o ali, pago mais qualquer coisa, mas estou descansado. A propósito, e se fossemos tomar um copo a qualquer lado?

- Sabe, eu não sou muito de sair à noite, principalmente em Lisboa, portanto não conheço assim um lugar onde possamos conversar a esta hora. Você é que é um homem da noite e dos teatros e pode saber de um bar agradável.

O Jorge, perante esta afirmação foi logo peremptório em emendar a opinião do novo amigo:

- Bem! Não é bem assim, eu só venho a este teatro mais vezes porque sou o médico do realizador e apoio todos os actores e trabalhadores da companhia, como temos vários assuntos a tratar, às vezes dá jeito falar-mos nestas horas. No entanto sim, conheço um bar bastante simpático à entrada do Bairro Alto que por acaso, praticamente só é frequentado por tipos de negócios, do teatro e cantores.

- Pois bem! Vamos lá! Levo o meu carro que está mais à mão, e depois vimos buscar o seu! Que acha?

- Está bem! Vamos então ao Harrys Bar.

Quando chegaram, o João, mais conhecido pelo Joãozinho, e que é o dono do bar, fez uma grande festa ao Jorge com beijinhos e tudo como é seu habito tratar os seus clientes. Foi buscar dois copos, um frapé com gelo, uma garrafa de Água Castelo e uma garrafa de Whisky que tinha pendurado no gargalo uma etiqueta com o nome do Jorge.

- Afinal, você é cliente assíduo aqui do bar, até tem uma garrafa em seu nome.

- É verdade. Disse o Jorge.

- Sabe? É aqui que trago os meus amigos da noite. Tem um ambiente agradável. A música é sempre muito baixa para podermos conversar. Só é pena a música ser sempre a mesma. Normalmente, são fado da Amália Rodrigues, os clientes já estão habituados. Esta casa é como um culto a Amália. Como pode ver existem quadros da Amália por todas as paredes e autografados ao Joãozinho que era muito seu amigo e visita de sua casa.

- Sim! De facto é um bar diferente dos que conheço. Deve ser porque a sua clientela está ligada às artes!

- Sabe? As artes, principalmente o teatro, as cantigas, a televisão e o cinema na sua maioria é composta por gente sem preconceitos em que tentam levar uma vida, o mais descomplexada possível. Também há pintores e escritores. Os que menos frequentam este tipo de bares são os toureiros, os futebolistas e os fadistas. Estes enganam as mulheres e os amigos por outros sítios mais recatados.

- Sim! Também me parece ser um sítio bastante recatado! Não só pelo ambiente como pela decoração. Deve ser um local de encontro de pessoas bastante afortunadas.

- Se olhares bem atentamente para os frequentadores com o teu olhar clínico podes verificar serem pessoas bem dispostas e alegres e que deixaram à porta os preconceitos dos outros. São pessoas livres e ao mesmo tempo simples que até gostam de ouvir Amália como música de fundo das suas conversas, algumas, que são só entre elas.

Na verdade, também a conversa entre eles nada mais era que uma troca de opiniões do ambiente onde se encontravam.

Sobre o que ali estavam a fazer, parece por agora, que não sabiam. Pelo menos o Emanuel. Tinha sido atirado para aquele local cheio de mitos num ambiente carregado de não sei o quê, pela força das circunstâncias.

Enquanto conversava com o seu novo amigo, na outra parte do seu cérebro ia-se lembrando das conversas que ouvia do Tio Nelson sobre a noite de Lisboa e que seria ele o culpado da sua ida ao teatro.

A certa altura o Jorge disse: - De vez em quando parece que estás ausente! Passa-se alguma coisa contigo? Ou estás contrariado?

- Não! Não é isso! É que nunca tinha vindo a um bar deste tipo, embora me sinta bem e até alguma atracção pelas pessoas aqui presentes.

- Bem, já é alguma coisa. Ao que parece fiz bem em trazer-te ao Harrys Bar. Embora esteja no Bairro Alto não é propriamente um Bar de putas ou maricas mas sim um bar de pessoas diferentes.

- Sim! Pelo que me apercebo não há nada que não se possa ver ou atente à moral do cidadão vulgar e até me sinto bastante bem.

- Isso é falta de saíres à noite e conheceres novas gentes fora do teu dia a dia.

- De facto, a minha vida é do trabalho para casa e de casa para o trabalho.

- Então não vives com ninguém?

- Não! Vivo só com os meus pais!

- Não me digas, que não anda por ai alguém a bichanar-te o coração?

- Não! Sai há pouco de uma experiência de dois anos, mas não deu certo. Talvez por eu também não ter grande experiência de uma vida a dois.

- De facto é difícil conviver permanentemente com outra pessoa na mesma casa. Habituarmo-nos, principalmente no acordar em que parece a pessoa não ser a mesma, independentemente dos hábitos, gostos e costumes que ambos têm que conciliar.

- Por acaso não foi o caso! Simplesmente não deu certo por questões de ciúmes.

- Isso é mau! Olha eu quando gosto de uma pessoa é porque também tenho confiança nela e nesses casos não tenho ciúmes.

Entretanto com esta conversa toda já tinham a acabado com a garrafa do Scotch.

O Joãozinho que está sempre atento aos seus clientes e amigos, reparou que a garrafa já tinha acabado, aproximou-se deles com outra nova como é habito, abriu, deitou um pouco de Whisky em cada copo e enquanto ia deitando também um golo de Água de Castelo, lá foi metendo a sua colherada.

- Então os meus amigos já chegaram a alguma conclusão ou só estão nos preliminares? Já são cinco da manhã e o melhor é irem acabar a conversa noutro sítio com menos fumo e mais acolhedor para ambos.

- De facto já são horas de nos irmos embora, já bebemos uma garrafa e daqui a pouco já não consigo guiar disse o Emanuel.

- Isso não é problema, como sabes sou médico e sei parar de beber, mas de facto, o melhor é irmos embora.

Despediram-se o Joãozinho e lá foram eles.

Já na rua, a claridade do amanhecer já se vislumbrava, o Emanuel deu dois passos em falso e o Jorge de imediato agarrou-o.

- Então homem? Não me diga que é o efeito da bebida da noite?

- Não! Simplesmente coloquei um pé em falso.

- Bem, o melhor é irmos comer qualquer coisa e como o meu carro está muito bem guardado no parque, passo eu a conduzir o teu. A esta hora ainda não está café algum aberto, vamos até minha casa. Fazemos um pequeno-almoço substancial tu descansas um pouco e mais tarde levas-me até ao parque onde tenho o meu carro e vais para casa. Está bem?

- É capaz de não ser má ideie, hoje até não trabalho e podemos conhecermo-nos melhor. Não é normal deixar outra pessoa conduzir o meu carro, mas por toda a conversa que tivemos toda a noite, parece que já tenho confiança em ti! Olha, seja o que Deus quiser! 

Entraram no carro e lá foram direitinhos para casa do Jorge.

 

       Dois meses depois

 

O Jorge vendeu o seu apartamento e ambos compraram um outro que andam a mobilar aos seus gostos.

É um apartamento bonito num último andar e como tal tem uma vista espectacular, decorado com muito bom gosto e toda a casa respira felicidade.

Ainda não está totalmente decorado e mobilado mas a coisa vai.

Ambos trabalham, fazem uma vida como dizem os brasileiros “gostosa” sem complicações. Têm os seus amigos que muito os acarinham, e sabem receber em sua casa. As famílias estão unidas e basta olhar para eles para nos apercebemos de imediato “Ali há felicidade”.

Ambos estão “Á espera de um Milagre” para que este amor dure para sempre.

O Tio Nelson está feliz por ter ocasionado este encontro com um simples bilhete de teatro.

 

 

Ps: História dedicada a dois amigos que conheci nas Areia.

      As personagens intervenientes e a história são puras ficções literárias.

 

 

O Caçador

Ano de 2007

 

Notas:

(a) Música no Coração é um musical baseado no livro “The Story of the Trapp Family Singers” com música de Richard Rodgers, letra de Óscar Hammerstein II e texto de Howard  Lidsay e Russel Crouse, numa versão livre em português com encenação de Filipe La Féria.

 

(b) Molière: Pseudónimo do comediógrafo francês Jean-Baptiste Poquelin (1622-163). Advogado, cedo trocou a toga pelo teatro. Luís XIV veio a atribuir-lhe uma pensão na qualidade de «sublime comediante». Compôs obras famosas como Les Précieuses Ridicules (1659), Le Misanthrop, Le Médecin Malgré Lui (1666), Le Tartuffe (1669) e Le Malade Imaginaire (1673).

As pancadas que se ouvem no teatro antes de abrir o pano foram de sua autoria.

 

O Caçador

 

sinto-me: Com vontade de amar
a música que estou a ouvir: My Fair Lady
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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007

Aventuras na sauna ( II )

Aventuras na sauna II

 

    Conforme prometido no final da história anterior " Aventuras na sauna ( I ) aqui fica o resto da aventura passada anaquele dia (esta é uma das histórias que estava na gaveta à espera de ser publicada). Para os interessados não tenham inveja pois isto é tudo literatura do cordel do mundo gay. Para os outros, que me leem e teem inveja de não estar lá e que acham que isto não acontece, principalmente para os "Bruxos" da nossa terra, então digam como é, e saiam mas é do armário.

Um abraço a todos e aqui vai o resto da história.

     

      Quando recompostos, demos um passeio pelo espaço a fim de ver o restante das instalações.

     Ao fim de um pequeno corredor deparámo-nos com uma sala de hidromassagem que até tinha três televisões onde passavam filmes pornográficos. Numa, um filme gay, noutra com lésbicas e outro hard cor que os puritanos chamam de normal (homens e mulheres), Em termos de filmes, havia para todos os gostos.

 

     Aquela pequena sala tinha de tudo. Filmes ao gosto de cada um, grandes fotografias de homens nus, uma piscina redonda de hidromassagens saindo das suas paredes grandes jactos de água aquecida. Toda a água ali existente fervilhava como se estivéssemos na lagoa das Sete Cidades em São Miguel, chamando-nos para ali nos atirarmos e deleitar-mos na sua quentura fervilhante.

     O chamamento era grande e assim fizemos, retirámos as toalhas e lá fomos nós água dentro.

 

     Naquela água fervilhante e de fortes jactos direccionados para os nossos corpos nus e já recompostos da aventura anterior e os filmes porno que nos rodeavam, rapidamente estávamos os três a acariciar nosso corpos e nossos paus que já se encontravam em riste tal espada de qualquer combatente da idade média.

 

     Nossos paus, derivados às carícias que íamos fazendo mutuamente, tomavam proporções gigantescas, já nada os fazia tomar outra medida. Não era só as carícias mútuas, também aqueles benditos jactos de água morna nos deleitavam todos os corpos e até os “tin tins” já estavam rijos.

 

     Ali estivemos durante algum tempo, enquanto outros rapazes passavam pela sala em redor daquela pequena piscina e iam observando, com olhares de inveja. Por baixo das toalhas iam batendo umas punhetas à nossa conta mas lá se iam embora sem coragem de se meterem na confusão, graças a Deus. Aquele momento era só nosso, não queríamos penetras.


     Quando deixaram de passar, um dos rapazes agarrou-me pela cintura, sentou-me no rebordo da banheira e começou a mamar-me o pau.

 

     Rapidamente o outro rapaz meteu a cabeça dentro de água e começou a mamar o pau deste, iniciamo-nos assim a segunda ronda de sexo, mas desta vez em estilo diferente. Tínhamos a água a envolver-nos como se estivéssemos nos úteros de nossas mães.

 

     Mantivemo-nos nesta mamada, até que o rapaz que me mamava sofregamente saiu de dentro de água e decidiu que queria ser comido. Correu para aporta, fechou-a, voltou para mim, deitou-me de costa e resolveu sentar-se no meu pau. Lentamente foi descendo. Fui sentindo meu pau a penetrar aquele buraquinho que era apertadinho até que ficou todo dentro dele. Ele parou e começou a contrair o cuzinho, apertando o meu pau e pondo-me maluco.


     Quando se apercebeu da minha loucura começou então num sobe e desce lento e moroso, de forma a sentir o meu pau a roçar-lhe o buraquinho todo, sentindo-o a entrar lentamente. Começou também a ficar maluco com aquilo e começou a aumentar a velocidade de montagem a gemer ao mesmo tempo. A velocidade do vai e vem era de tal forma controlada que o meu pau nunca chegou a sair daquele buraquinho tremendo. Era um delírio total de prazer mútuo.

 

     Enquanto isto, o outro rapaz que já não conseguia fazer mais nada dentro de água, foi-se colocar frente a ele e pôs-lhe o pau mesmo frente à boca a ver no que dava, ele não perdeu a oportunidade de começar a mamar. E quanto mais mamava e me montava, mais todos nós gemia-mos de prazer infinito.

 

     De repente abriu-se a porta da sala e nenhum de nós se incomodou, pois a loucura era tanta... entrou naquele instante um outro rapaz, louro, de cabelos compridos, corpo bem definido tal modelo de passerelles, alto, olhos azuis lindos, com tudo no sítio, rapidamente tirou a toalha se sentou dentro da banheira a observar aquilo tudo.


     Continuamos assim a foder, até que o rapaz que era mamado se inclina levemente para ajudar o novo participante a acariciar o pau. Inclino a cabeça para trás de tanto prazer e quando a volto a levantar, estava o louro em pé a roçar o pau dele no cu do outro e sem muitas demoras, mete-lhe o pau todo dentro do cu, começando a fode-lo como um cavalo selvagem.


     Cansados da posição, ambos os montados se desencaixaram e resolveram mudar de posição. Puseram-se então os dois, como que combinados, inclinados para o lado de fora da banheira, oferecendo os cuzinhos para nós comermos. Assim fizemos. Rapidamente nos pusemos detrás deles e começamos a foder ao mesmo ritmo.


     Alguns minutos mais tarde, trocamos, pois eu também queria comer o outro cuzinho que era redondinho e arrebitado. Bastou fazer um sinal com a cabeça, que o louro logo entendeu e aceitou, claro.

Trocamos e reiniciamos a foda. Fodemos feitos loucos, ao som dos nossos tomates a bater nos cuzinhos deles, dos seus gemidos, que de vez em quando se beijavam misturados com os gemidos que vinham dos filmes que entretanto ninguém ligava.

 

     Depois de todo este mete e tira, chupa, agarra e acaricia disse: “vou-me vir” para o outro dizer de imediato: “eu também”. Os rapazes que estavam a ser fodidos de imediato despenetraram (é uma palavra nova) viraram-se rapidamente para que nos viéssemos nos seus peitos. Viemo-nos para as caras deles, que esfomeadamente receberam os nossos leites.

     Mergulhamos novamente na hidromassagem, demos uns saltos tal corsas desabridos de contentes pelo campo fora.

 

     Acabamos por ficar mais algum tempo a conversar, fomos até à sala de café, conversamos mais um pouco. Nunca dissemos os nossos nomes nem trocamos de números de telefone. Tinha sido um bocado de noite bem passado entre três que passaram a quatro seres sabe-se lá com que vida na sociedade, o que faziam ou quem eram.

Só eu sabia quem era!

 

O Caçadorr 1999

 

Nota: Nunca mais os voltei a encontrar infelizmente.

sinto-me: com uma pica
a música que estou a ouvir: Sonhos de amor
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

O Caçador - À espera de um milagre

Primeiro encontro

O Caçador - à espera de um milagre

 

A fim de alguns anos de sexo com pessoas interessantes, num jantar entre amigos onde pela primeira vez tive uma conversa cheia de desabafos de ambas as partes e depois de ter assumido as minhas tendências sexuais e ter contado algumas peripécias passadas ao longo destes anos todos, chamaram-me de “ O caçador”.

 Achei piada, já tinha dado por isso mas nunca me tinham chamado de tal, “ O Caçador”. Vim para casa, e ao som do bater das ondas do mar na minha “barraca”de praia, conde normalmente acontecem os meus escritos, aqui estou tentando fazer uma reflexão de todo o tempo passado e tentar justificar o nome de “O Caçador”.

Como estes escritos são para mim um desabafo que quero compartilhar contigo que me lês aqui vai um percurso de vida de “O Caçador”.

 

Ainda não entendi bem porquê. Desde muito novo, aí por volta das quinze anos de idade quando em lutas ocasionais de corpo a corpo entre rapazes, que comecei a sentir uma certa atracção por eles, principalmente quando eram bonitos, (o bonito para mim é um rapaz de corpo e porte perfeito que tenha algo de feminino sem ser afeminado). A certa altura já provocava essas lutas (de brincadeira) para os poder sentir. Foi um método que engendrei para os ter mais próximos, sentir seus corpos aliciantes e iniciarmos-nos numas “brincadeiras sexuais”.

Não me lembro de ter levado uma nega, sempre que me atirava e sempre rodeado de uma certa perspicácia levava a á gua ao moinho, como se diz na gíria corrente:- Acabava sempre com o coiso na mão e a mão na coisa, (ao principio era só assim).

 

Com o andar dos tempos, fui sentindo a obrigação de ter contactos sexuais com muitas mulheres o que era difícil, pois tinha mais facilidades com rapazes da minha idade. Fui descobrindo também que tinha permanentemente um desejo compulsivo denominado de "satíriase”. (Sátiro é uma figura da mitologia grega, meio homem, meio animal, descrita como um ser preguiçoso e sensual). Nessa variante de comportamento sexual, o homem não desenvolve uma relação duradoura sentindo-se sempre compelido a mudar de parceiro ou parceira. O que motiva a sua relação sexual é apenas um acto de conquista. Efectivamente era a conquista que me seduzia.

À tarde, acontecia no trabalho (mas sem nunca dar nas vistas), à noite era outro engate no café e às vezes acontecia outro ainda no caminho para casa (umas vezes para passar a noite outras , só pelo prazer do momento). Porque tinha um comportamento normal, não tendo tiques ou qualquer comportamento que desse nas vistas as minhas opções sexuais (ainda hoje!) sempre tive e tenho possibilidades de grandes engates.

Percorri todas as pensões de Lisboa, criei amizades fortes em algumas dessas casas chegando a ter as chaves dos quartos independentes (o que era bom, pois algumas pessoas nem davam conta que estavam a entrar numa pensão "outros tempos").

Cheguei a ter de sociedade com colegas de trabalho, apartamentos alugados para os nossos “cabritos”. Eram outros tempos em que se podia encontrar um novo amigo e levá-lo para casa sem qualquer problema, “não havia drogas nem prostitutos ou sida” havia sim, sempre um pouco de amor para trocar.

  

Buscando explicações para estes factos, procurei ler muitos livros sobre estas situações e cheguei à conclusão que há psiquiatras e outros especialistas que dizem: - O homem que actua como D.Juan busca alguém perfeito no seu imaginário com quem fazer sexo, depois da conquista sexual acabam por esquece-los: - Ai está o Caçador

 

Talvez porque sempre fui um tipo de amor-perfeito, apaixonavam-se por mim com facilidade. Eu no entanto, com é normal nos bissexuais, sempre tive dificuldade em manter esses relacionamentos por muito tempo.

 

Percorri um tempo interessante de conquistas de homens e mulheres. Estive apaixonado três vezes, uma delas foi com a mulher de quem tenho um filho, mas como um verdadeiro metrossexual, as relações não duraram muito, o máximo foi vinte anos, e já foi muito!

Depois deste escrito, fico á tua espera.

Comenta-me ou contacta-me se achares que sim! - A vida é para ser vivida no tempo que por cá andamos.

 

Se conhecerem alguém que sirva a este perfil, estou pronto a ser apresentado. O resto é com o Caçador que continua à espera de um milagre.

Este escrito é dedicado ao casal Bicho, sem tabús e sem preconceitos.

 

O Caçador

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Sábado, 13 de Outubro de 2007

FINALMENTE AQUI ESTOU....

Finalmente aqui estou!

     Não, não sou um destes, mas gostava de ser!

     Finalmente depois de andar de blog em blog com leituras parvas, anedotas e contos eróticos sem qualquer conceito literários (principalmente os brasileiros) alguns até pornográficos sobre gays, resolvi divulgar algumas histórias eróticas que estão prontas na gaveta para ir para o prelo.

     Sendo esta forma (os blogs) de divulgação do que nos vai na alma assim como outros escritos, resolvi entrar na onda dos bloguistas .

     Não tenho a veleidade de ser escritor, mas faço o melhor que sei " Quem dá o que tem. a mais não é obrigado".

     Neste blog que ainda ando a aprender como se faz (não está a sair nada do que pretendia mas a seu tempo vai melhorando) não vão estar incertos textos pornográficos mas sim eróticos e histórias do dia a dia que se passaram tanto entre gays como entre heterossexuais e bissexuais , na maioria dos casos a forma de praticar sexo é comum entre estas opções sexuais.

     Todos os textos são elaborados de forma literária, e são pura ficção. As fotografias são consideradas de arte fotográfica . Não existirão fotos pornográficas.

     Abordarei também temas sobre a saúde e conselhos para o mundo gay.

     Todo este e outros blogues de minha autoria são de minha inteira responsabilidade .

     Mais soubre quem sou, leia o post seguinte " Impressão Digital"

     Também a maioria das fotos que publicarei são retiradas da net por serem livres. Se entretanto alguém achar qua abusei é só dizerem pois de imediato a retirarei ou alterarei.

     Vão existir outra fotos minhas ou de minha autoria a essas só as têm que gramar.

      Portem-se bem se puderem e não tenham medo de serem diferentes.

      Um ganda Beijo para uns e um ganda abraço para outros. - Vou tentar dar que falar -.

 

Nelson Camacho (O Caçador)

 

 

sinto-me: com sorte
a música que estou a ouvir: Myster Gay do Alex
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