.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Arrependido NUNCA (parte II)

Foi assim que ficámos no episódio anterior

 

Aqueles milhões endiabrados saltando uns por cima dos outros lá se foram alojando em nossas bocas uns percorrendo a sua via própria outros transbordando por nossas face que se vieram a juntar quando nos viramos para uma posição mais confortável e nos beijamos longamente até nossos corpos se reconfortarem de tanto prazer e adormecermos um pouco.

Gays depois de uma noitada

Acordámos, deviam ser para ai uma sete da tarde e pela janela ainda entrava alguns raios sol contrariamente à noite anterior que a única luz que pairava naquela “sala de desenho” como o João chamava ao seu quarto era aquela luz negra que dava brilho aos nossos corpos acompanhados por um clássico de Chopin. Aquela luz negra durante a noite não só delineava os nossos corpos como nos salpicava de minúsculas luzinhas. Nas paredes pintadas de marron para além de um espelho longitudinalmente postado ode reflectia nossos desenhos também havia um poster de Michael Jackson na altura em que ainda era castanho e na célebre posição num dos seus bailados onde segurava os tin. tins…

Quando a luz do sol entrou pela janela, todo aquele ambiente de sonho tinha desaparecido e nada mais restava que uma recordação do que tinha acontecido ao mesmo tempo que sentia um medo terrível de me arrepender do que tinha feito.   

Naquela noite compreendi porque um quarto de dormir se podia chamar de “sala de desenho” É que naquele quarto aconteceu poesia, amor e desenharam-se novos conceitos de sexualidade entre pares.

Tudo o que aconteceu foi livre e de comum consentimento mútuo entre pessoas crescidas num espaço de luz e som difícil de encontrar mesmo num Estúdio de qualquer pintor ou arquitecto mais moderno, não se sente o amor pelas pessoas e pelas coisas como naquela sala de desenho. Para se pintar ou desenhar um bom quadro, uma casa ou escrever uma história, um romance ou um poema é necessário estar-se envolvido por amor, muitas vezes até na solidão de um recanto de escrita é preciso a nossa alma estar liberta de preconceitos e sentir amor dentro de si. Naquela noite tinha acontecido poesia.

 

Tínhamos adormecido agarrados e sem qualquer coberta que tapasse nossos corpos.

Nossos sexos ainda se entrelaçavam como dois gémeos sem vontade de se separarem.

 

Primeiro um olho, depois outro e lá estávamos eu com um braço à volta da cintura dele e o outro à volta do seu pescoço. Ele, rodeava meu pescoço como a tentar que não fugisse enquanto com a outra mão ia fazendo um cafuné nos meus cabelos.

Olhei de soslaio para o tal espelho que na parede acompanhava toda aquela prancha de desenho e parecia estar frente a quadro de Gogol.

Olhamo-nos nos olhos beijamo-nos e o João largando minha cabeça e com os dedos foi fechando meus olhos ao mesmo tempo que perguntava. Estás bem? Eu nada disse! Em retribuição daquele carinho percorri meus dedos na sua cara da testa ao queixo, como se fosse uma lambidela de gato.

 

E agora o que fazemos? Perguntei eu.

- Para já estou com uma fome dos diabos e vou tomar um duche e de seguida vou até à cozinha fazer um petisco para nós. E tu? Não telefonas aos teus pais a dizeres que estás bem? Ou já é habitual ficares fora de casa?

- Não! Disse eu o mais pronto possível. Nunca fiquei fora de casa e o mais tarde que cheguei foi às seis da manhã na noite em que te conheci. Meu pai não deu por isso e minha mãe que me acordou à uma da tarde não ficou muito preocupada pois além de ter confiança em mim, eu disse-lhe que me tinha acontecido uma coisa muito boa e depois lhe contava. É claro que não lhe vou contar e agora também não lhe vou dizer que fiquei em casa de um homem. Seria o fim da macacado!

De qualquer das formas, vou telefonar-lhe e digo que estive numa festa e fiquei em casa de umas raparigas colegas lá da escola.

 

Assim foi, telefonei a minha mãe e disse-lhes que estava bem em casa das moças e certamente iria com elas e os pais às festas de Óbidos e por lá ficaria mais esta noite. Foi a primeira grande mentira que lhes disse.

 

Contei ao João o teor do meu telefonema e perguntei-lhe se estava zangado por esta mentira a meus pais.

Ele olhou para mim!.. Olhos nos olhos e perguntou-me – Onde aprendeste a mentir dessa maneira? Também vais arranjar mentiras para mim?

- Não credo! A ti nunca te mentirei e se fiz esta é porque estou apaixonado por um senhor chamado João.

Ele riu-se e disse que eu também o tinha feito chegar às nuvens e que podia lá ficar quando quisesse. A “sala de desenho” estará sempre pronta para nos receber, até porque o que aconteceu naquela noite tinha sido o preambulo para outras aventuras.

Com esta promessa, fiquei em suspenso sonhando acordado com o que aconteceria na próxima noite.

 

Nos entretantos enquanto eu fui ajudando a por a mesa o João foi fazer uns bifes com natas e champinhons acompanhados por batatas fritas e como bebida,.. Champanhe.

De vez enquanto ia até à cozinha enchia dois copos de vinho e íamos bebericando enquanto o João pegava numa batata já frita colocava-a na boca e vinha meter na minha a outra metade. Eu estava louco… nem aos meus pais eu tinha visto tanto carinho.

O João não é rapaz da minha idade, já se aproxima daquela idade a que chamamos de “cota” mas é um amor em todos os sentidos e talvez por isso saiba levar a água ao moinho o que um rapaz da minha idade ou muito próxima não saiba ainda os requisitos necessários para fazer amor com carinho e delicadeza.

 

Nunca tive essa experiencia mas os meus colegas da escola quando se fala nestas coisas dizem que a malta quer é vir-se à pressa e de qualquer maneira. Foi por causa destas conversas que me fez nunca ter tido qualquer experiência sexual com raparigas ou rapazes.

 Até aqueles jogos nos balneários de batermos punheta uns aos outros, eu nunca alinhei.

Sempre achei que o acto sexual deve ser feito sem imposições e com muito carinho e com a pessoa certa e isso estava a acontecer com o João. Estava pronto a perder a minha virgindade no seu todo. Naquela noite já tinha começado, o resto era só esperar conforme o João prometeu quando disse que aquela noite tinha sido o preâmbulo para outras aventuras.

 

Já eram oito e tal da noite quando começámos a refeição. Era uma mistura de pequeno-almoço, almoço e jantar. Antes de abrir a garrafa de vinho o João virou-se para mim e disse:

- Puto… Falta qualquer coisa na mesa.

Foi buscar dois castiçais com velas vermelhas acesas, colocou-as no meio da mesa e disse: Agora sim… Está tudo completo.

Mais uma vez minha memória abriu a caixinha de recordações e notei mais uma vez que nunca tinha visto tal carinho entre meus pais. Fiquei quedo de momentos nos meus pensamentos.

O João notou que havia qualquer coisa e perguntou ao mesmo tempo que segurava nas minhas mãos e me afagava o rosto:

- Está tudo bem? Estás arrependido de estares aqui comigo? É por ser um pouco mais velho que tu?

- Não!... Nada disso estava simplesmente pensando nunca ter assistido a tanto carinho que me estás a dispensar.

- Ora, Ora, tudo isto não passa da forma como eu entendo a amizade entre duas pessoas que se querem e eu quero-te muito.

Meus lábios foram direitos aos seus e beijei-o como prova de agradecimento.

Iniciámos a refeição ao mesmo tempo que íamos tendo uma conversa da treta pois o conhecimento que tínhamos um do outro não dava para mais. Ainda era cedo para nos conhecermos melhor.

A refeição foi acompanhada por uma musiquinha de fundo e nada de televisão.

Quando chegamos ao fim, fomos até ao sofá, tomamos um café um pouco de brandy e então sim, ligamos a televisão. Como não estava a dar nada de jeito o João disse:

- Olha procura ai um filme para nos entretermos enquanto vou levantar a mesa e arrumar a loiça na máquina de lavar.

- Tá bem! Eu procuro!

Procurei e também não vi um filme que me despertasse a atenção. Como o João tem no quarto outros filmes e outro leitor, fui lá à procura. E lá estava um “Refeição Nua” e coloquei-o no leitor. Logo no início vi que se tratava da história de um bar gay onde os empregados andavam a servir os clientes somente com um aventalzinho a tapar o sexo. Só via a apresentação e fui logo à cozinha dizer ao João o que tinha feito.

Ele começou a rir-se ao mesmo tempo que ia dizendo:

- Com que então refeição nua. Amanhã sirvo-te o pequeno-almoço também nu...

- Epá… desculpa mas não sabia que era um filme sobre gays.

- Não faz mal, não tem nada de especial a não ser poderes aprender algo antes de ser eu a ensinar-te. Se quiseres podes meter-te já na cama e ir vendo o filme enquanto eu termino meus afazeres domésticos, ao mesmo tempo que se ia rindo com aquele trejeito de lábios que começava e conhecer.

- Não! Disse eu - É melhor vermos o filme os dois e vou antes tomar um duche. Posso?

- Já comemos há tempo suficiente. A casa é tua, estás completamente à vontade.

Assim fiz…

Agora fresquinho e todo nu, somente com a toalha de banho enrolada à cintura, passei pela cozinha e disse: – agora sim! Vou estar à tua espera Ok? E lá fui direito à “sala de desenho”

 

Tinha-me esquecido de desligar o dvd e ainda estava a dar a “refeição nua” numa altura em que um dos empregados está a fazer um “bóbó” a um cliente que já tinha sido despido por outro e lhe estava metendo seu pau no rabiosque do outro.

Meu pénis ao olhar para aquela cena começou a levantar-se. Retirei a toalha e meti-me na cama começando a roçar-me nos lençóis.

 

Entretanto entrou o João com o seu robe de seda vermelho e foi dizendo:

- Posso entrar? Ou interrompo alguma veleidade?

- Podes entrar e desligar o vídeo pois tu sempre és melhor que qualquer filme.

 

João ao mesmo tempo que ia atravessando o quarto para desligar o dvd ia deixando cair o robe mostrando seu corpo atlético. Baixou-se para colocar um CD de Michael Jackson em: “Earth Song” ao mesmo tempo que acendia um projector sobre o poster do Michael ia dizendo:

 - Agora sim… Vamos ter todo o tempo do mundo para nos amar.

 

Michael Jackson

 

Todo aquele ambiente estava a dar comigo em maluco. Estava tudo meio-escuro. Somente aquele poster iluminado, aquela música sobre o mundo e aquele corpo que se aproximava de mim já com o pénis em riste direito a mim, esperando que o beija-se.

 João afastou os lençóis e me abraçou me beijou todo. Meu corpo foi todo mordiscado e meu caralho chupado e mordido. Ao mesmo tempo com um dedo ia friccionando o meu olho do cu. Lentamente foi-me penetrando com seu dedo indicador ao mesmo tempo que dizia: - queres fazer-me o mesmo?

- Sim! … Porra! Quero ter todo o prazer que me puderes dar. Disse eu já muito aflito e quase a vir-me.

Virámo-nos e nossos buracos foram-se preparando para serem penetrados por nossos caralhos rijos e prontos à penetração.

Às tantas, ele pegou-me por traz e lentamente começou introduzindo seu caralho naquele meu cú virgem. Em principio eu senti uma dor um pouco desconfortável, como se me estivesse rasgando mas o João ao mesmo tempo que ia penetrando devagar ia também movimentando-se e beijando minhas costas e punhetando meu caralho. Estivemos assim durante algum tempo com aquele gosto gostoso. De repente retirou seu pau do meu cú colocou-me de costas chupou um pouco o meu caralho e se sentou sobre ele cavalgando com o meu caralho dentro do seu cu ao mesmo tempo que tentava meter-me o seu em minha boca.

Agora sim… era o êxtase total. Aquela musica nos meus ouvidos meu caralho naquele cú tão apertadinho quase me estava a vir quando João pegou comigo quase ao colo e me virou para aquela posição em que só faltam entrar os tin..tins…

  Ele gemia de prazer e eu de dor misturada a prazer, mas agora a sensação era tão boa que eu não queria parar nunca mais de foder assim. 

 

 Se eu soubesse que era tão bom, teria dado meu cuzinho mais cedo. Ele começou a morder minha orelha, e a cochichar para mim, dizendo que queria gozar na minha boca. Então eu desmontei daquela posição, e voltei a chupar seu caralho gostoso.

 Logo ele começou a gemer mais alto, e eu engoli sua vara mais o mais fundo possível.

 Senti sua esporra quente pressionar minha garganta, com seu esguicho forte e volumoso, que eu engoli como um néctar. Ele continuou esporrando em bicas, e encheu toda a minha boca. Eu senti seu gosto meio ácido, meio salgado, pegajoso e apertando a língua, como banana verde assim.

Engoli tudo, e isso o deixou muito feliz. Beijamo-nos e ele sugando de mim o que restava em meus lábios. Ficámos durante algum tempo.

Naquela noite fizemos de tudo, experimentámos todas as posições do kamasutra.

Posições kamasutra gay

Há muito que tinha acabado o CD “Earth Song” .Ficámos ali entrelaçados durante mais algum tempo até que o João disse: - Vamos tomar um duche?

- Sim é para já! E lá fomos.

Não sei se era da casa se eram os nossos corpos que transpiravam calor por toda a parte que depôs do duche fui buscar uma garrafa de vinho do Porto fresquinho e dois copos e voltamos para a cama, enquanto ele foi buscar uns bombons “Ferrero Rocher” e todos descascados fomos brincando e metendo em nossas bocas aqueles deliciosos bombons.

  Entretanto ele deitou-se de barriga para baixo levantando um pouco seu corpo. Meu pénis não aguentou mais e fui penetrando aquele cuzinho malandro e gostoso ao mesmo tempo que com uma das mãos foi descendo até ao seu pénis e fui punhetando-o. João gemia ao mesmo tempo que ia dizendo: - Não me faças vir que também quero fazer o mesmo.

Perante a ideia não me aguentei mais e fui eu que me vim abundantemente naquele cú maroto. Aguentei mais um pouco e trocámos de posição.

Não aguentava mais! Disse ele começando em principio lentamente a penetrar em meu cú e depois bombeando com mais força. Ambos nos movimentamos num vai e vem de loucos sentindo aquele caralho todo metido em mim tocando ao de leve na próstata dando-me o maior prazer do mundo, ao mesmo tempo que ele me punhetava novamente. Não aguentamos mais que uns minutos e ambos nos viemos novamente.

Como se fossemos dois coelhos caímos para os lados exaustos e pusemo-nos deitados de costas. Ainda segurámos e apertamos nossos caralhos esperando quiçá que tudo voltasse ao princípio.

Meu rabito latejava de tanta penetração. O que valeu foi que o caralho dele não era muito grande. Era maneirinho com a cabecita descoberta dava vontade de o chupar novamente e à segunda estocada já não criou desconforto mas sim prazer. O meu também sendo normal não lhe criou qualquer desconforto.

 

Valeu a pena perder a virgindade com ele, foi inesquecível.

Não estou arrependido.

 

De manhã, Tomamos duches juntos e mesmo ali, fodemos novamente. A água quente escorria pelos nossos corpos limpando nossos pénis quando saiam dos buracos apertadinhos e íamos chupando um a um nossos aparelhos de penetração até nos virmos abundantemente.

Nossos espermatozóides naquela noite e naquela manhã não fizerem o trabalho a que estão destinados mas deram-nos muito prazer e é quanto basta nestas situações.

Tomamos o pequeno-almoço fui para casa prometendo voltar a casa dele, pois encontrei ali o cantinho da minha felicidade.

 

Quando cheguei a casa contei uma história plausível a meus pais, confirmando o que tinha dito pelo telefone e não estou arrependido de ter mentido. Não tenho o direito de magoar as pessoas que me querem.

Ainda sou um jovem com muitos anos à minha frente e por enquanto, até achar oportuno, vou guardar o meu segredo. Não estou arrependido pois não machuquei ninguém nem o farei.

Acho que a minha sexualidade só a mim me diz respeito desde que não falte ao respeito dos outros. Só vou ter que arranjar uma amiga que telefone lá para casa a fim de julgarem ser minha namorada. Mas isso não é difícil, pois tenho muitas.

Para já! Encontrei a minha felicidade, tenho um amigo embora seja mais velho que pode com a sua sabedoria ajudar-me nos confrontos que vou ter na vida.

Perdi a virgindade em todo o sentido mas valeu a pena. Foi inesquecível.

 

Kamasutra gay

 

 

 

Fica aqui “Earth Song” do Michael Jackson para vocês com muito carinho 

 

 

Nota: Como esta história é um pouco grande Vejam o capítulo anterior “Arrependido NUNCA (Parte I)”

 

Esta é dedicada ao meu amigo André Filipe

 

 

Nelson Camacho D’Magoito

         (O Caçador)

 

 

sinto-me: louco por outra história
a música que estou a ouvir: Remember the time
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Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Arrependido NUNCA (parte I)

 

Há dias que não se pode sair de casa

 

Diz-se que há dias em que não se pode sair de casa.

Foi num desses dias fatídicos que encontrei o que julgava ser o meu amigo para toda a vida.

Sim! Amigo porque até à data ainda não sabia o que era a homossexualidade.

Sou um jovem do Porto e o chamado “filho da Mamã” , pai um pouco austero e por isso não vai muito à bola quando eu digo que tenho um corpo lindo e gostava de ser modelo. Minha Mãe como todas as mães até gostava de ideia e dizia com base no que via nas revistas do jet7, que talvez não fosse má ideia inscrever-me numa dessas escolas. Até às escondidas de meu pai me aumentava a mesada para o curso e ir a festas onde parava toda essa gente.

Talvez por ser um pouco tímido e introvertido nunca procurei os tais cursos de modelos nem frequentava bares por onde todos os modelos frequentavam, até porque aqui no Porto não há grande coisa.

No meu quarto à tantas da noite e no meu recato ia tirando a mim mesmo fotografias como se fosse um modelo, depôs publicava-as num saite social com outro nome e procurava saber a opinião de quem me visitava. Resumindo e concluindo: Eu até tinha razão era um rapaz bem apresentado e apessoado, ou seja, era lindo. Bem! Ainda sou, com a graça de Deus.

Um dia ou seja numa noite, no recanto do meu quarto encontrei no meu facebook um convite de um rapaz mais velho que eu para ser seu amigo, dizendo entre outras coisas que era um desperdício estar escondido com tanta beleza. Que devia sair e procurar as oportunidades de uma vida de amor.

Achei estranho tal convite e procurei saber de onde vinha o Pedro, era o nome que dava mas não apresentava a cara, só o corpo, que me despertou atenção pela sua musculatura bem delineada. Ao fim e ao cabo tal como eu. Mais tarde disse-me que ia estar numa festa só de rapazes e que não tinha nada de mal pois seria depois de uma parada contra a homofobia que se iria realizar nas avenidas do Porto.

Este filho da mamã nunca tinha ouvido tal mas procurei saber mais concretamente do que se passava e no dia aprazado lá me desloquei à avenida dos Aliados.

A festa foi linda, afinal não eram só rapazes, havia raparigas também. Novos e cotas, todo o mundo se abraçavam e beijavam. Alguns, talvez um pouco despidos, outros com mascaras empunhando bandeiras contra o racismo e a homofobia. Havia muita música cantos e bandeiras. Ouvi piropos e até alguns me tentaram beijar mas do tal Pedro, nem vê-lo.

A festa foi progredindo e a certa altura vi meia dúzia de intervenientes dirigirem-se para um bar. Curioso também lá fui. Entrei e gostei do ambiente. Gente gira e despreocupada com os outros que os rodeava dançando e alguns até beijando-se. Do tal Pedro nem vê-lo. Bebi umas cervejas e também dancei, ou seja, pulei!

A noite já ia alta e resolvi dar de “frosque”. Na rua ainda havia festa. Uns bebiam outros abraçavam-se outros beijava-se e eu ali parado a olhar para esta novidade toda que era para mim. Às tantas estava encostado a um carro e rirei um cigarro para fumar mas o sacana do isqueiro não acendia. Tentei várias vezes até que um rapaz se me dirigiu e disse: Taz com azar pá, o isqueiro já deu o que tinha a dar! Não tens um no carro? – Pela primeira vez alguém me dirigia a palavra dentro de um contexto verbal que gostei -:

- Epá tem razão! Mas o meu carro está longe e não dá jeito ir lá buscar lume.

- Desculpa! Como estavas encostado a este pensava que era teu.

- Não! Estava só encostado e se por acaso é teu, desculpa.

- Não! Não é meu. Para estas coisas mais vale andar a pé! Sempre queres lume?

- Claro! Já agora!

 

Foi assim, por causa de um isqueiro que teimava em não acender começou a conversa com o João que mais tarde viria a ser meu amigo.

 

Ambos já tínhamos os nossos cigarros acesos quando resolvemos sair daquela barafunda e caminhamos rua fora contando um ao outro o que fazíamos na vida e porque tínhamos vindo aquela manifestação.

Até à entrada do metro mantivemos uma conversa da treta sem entrarmos em grandes pormenores só achámos curioso morarmos ambos na rua da Cedofeita e sem nunca nos cruzarmos. Ele morava do lado esquerdo e eu do lado direito da rua. Acompanhei o João até à sua porta que ele abriu e entramos. O João procurou um cartão-de-visita e deu-mo procurando se no dia seguinte lhe telefonava. Entretanto a luz apagou-se, o João perguntou-me novamente se lhe telefonava no dia seguinte ao mesmo tempo que me segurava nos ombros e delicadamente juntou seus lábios aos meus. Fiquei atrapalhado. Era uma novidade para mim, mas gostei e ficámos assim um pouco trocando sabores linguísticos. A luz voltou a acender-se. Separamo-nos. Olhamos um para o outro alguns segundos, até que eu disse: Amanhã eu telefono. Sai porta fora e corri rua acima direito a casa.

Naquela noite não consegui dormir

Quando cheguei a casa nem banho tomei, despi-me pura e simplesmente e assim como Deus me deitou ao mundo atirei-me para cima da cama e tentei adormecer pensando em tudo o que me tinha acontecido.

Tudo o que me tinham ensinado na juventude ruiu como um baralho de cartas ao ser beijado por aquele tipo não tendo coragem de reagir de outra maneira a não ser o aceitar toda aquela envolvência de carinho que nunca tinha tido. Diz-se que o arrependimento mata, mas eu estava vivo e bem vivo não conseguindo retirar da minha mente aquele beijo sôfrego. Estava numa de indecisão! Arrepender-me por ter consentido que um homem me beija-se ou ter retribuído ainda com mais força aquele gesto que era uma novidade.

Já em tempos tinha tido uma pequena experiencia no género em que um primo mais novo que eu me tentou beijar na face ao mesmo tempo que dizia gostar de mim mas o que se passou naquela noite foi totalmente diferente. Foi na boca onde enrolámos nossas línguas e feito por um homem mais velho ao que vim a saber mais tarde com grande experiencia dos actos sexuais entre pares do mesmo sexo. No pouco tempo em que adormeci, aquele beijo entrou nos meus sonhos e meu pénis hirto saltou para fora das boxes e cuspiu abundantemente milhões de espermatozóides como nunca tinha acontecido e adormeci finalmente como São Sebastião.

Quando minha mãe bateu à porta do quarto para me acordar, já era uma da tarde, e lá foi dizendo: Então ontem tiveste finalmente uma grande farra! Chegaste à seis da manhã o que não é habitual! Pelo menos gozaste a noite?

- Sim mãe! Esta noite foi a minha primeira experiencia de liberdade mas não é para contar. Olha! Vai à tua vida que eu faço a cama e arrumo o quarto.

O que eu não queria era que ela descobrisse o estado em que estavam os lençóis.

Ela saiu toda satisfeita e eu fui tomar um banho depois de arrumar o quarto e fui almoçar. Meu pai como saiu cedo nem deu por nada.

Como não queria que alguém ouvisse o meu telefonema, sai por volta das três da tarde e no café mesmo em frente à casa do João e telefonei-lhe.

- Olá! - Disse ele do outro lado da linha – Já estava à espera do teu telefonema, onde estás?

- Estou mesmo aqui em frente no café.

- Ainda bem que estás perto! Eu estou sozinho em casa. Não te cheguei a contar que vivo sozinho. Não queres dar um salto até aqui? Para ouvir um pouco de musica e conversarmos?

Todo o meu corpo tremeu perante aquele convite lembrando-me do que tinha acontecido na noite anterior.

- Sim eu subo! É só acabar de tomar o café.

 

Quando sai do café olhei para o terceiro andar e lá estava ele por dentro da janela espreitando, não dando tempo a que carregasse no botão da campainha pois a porta já estava aberta.

Também quando sai do elevador a porta da casa também estava aberta e entre ela lá estava o João vestindo um robe de seda vermelho.

Mais uma vez todo o meu corpo tremeu mas desta vez de arrependimento do que estava a fazer, mas continuei e entrei.

- Este é para te descontraíres! - e novamente como na noite anterior colocando suas mãos nos meus ombros puxou minha cabeça e novamente me beijou com seus lábios macios.

João baixou sua mãos e segurando nas minhas perguntou.

- Então que tal! Dormiste bem? Sabes! Eu quase não dormi a pensar em ti.

- Sim! - Disse eu - Mas aconteceram-me coisas estranhas.

- Então puto! Não me digas que te vieste a pensar em mim!

Um pouco ainda envergonhado perguntei - Achas isso normal?

- Opá quantas vezes essa situação me tem acontecido quando conheço alguém giro assim como tu pensando em tudo o que podemos fazer.

- E o que achas que podemos fazer? Perguntei logo de rompante.

- Nada de especial que dois seres adultos não possam fazer. Para já vamos até ao meu bar, tomar qualquer coisa e ouvir um pouco de música ou ver um filme. É como quiseres.

Eu naquela altura já não sabia bem o que queria. Tanto queria sair a correr daquela alhada como seguir para uma experiência que nunca tinha tido, até porque era virgem. Nunca tinha tido qualquer relação sexual e qualquer natureza.

O João perguntou se queria ouvir música ou ver um filme e de que género.

Como naquela altura tudo o que viesse seria bem-vindo disse que deixava ao seu critério.

- Então aqui vamos ver um filme e lá dentro, vamos ouvir música.

Refastelamo-nos no sofá e o João colocou no DVD o filme “ Antes que anoiteça” é um filme biográfico de Reynaldo Arenas um escritor cubano que na sua cruzada contra Fidel de Castro conhece Pepe com quem mantém uma relação gay de amor/ódio durante anos.

Aceitei a proposta e ali ficamos vendo aquele extraordinário filme.

Durante a sessão que durou uma hora e pouco e porque estávamos embrenhados naquela história, pouco falámos íamos sim tomando uns whiskys e entrelaçando nossas mãos.

Por fim o filme acabou.

 

João levantou-se e disse: - Vou tomar um duche a correr e já venho.

 

Foi o momento do meu estar só não sabendo ainda se estava arrependido ou não por estar ali. A curiosidade era tão grande que algo dentro de mim me dizia – deixa-te estar palerma… aproveita este bem-estar que sentes.

Poucos minutos bastaram para o João aparecer novamente já sem o robe vermelho mas de boxes pretos e uns chinelos com cabeças de cão (muito giros por acaso).

Trazia numa mão dois flutes e na outra uma garrafa de champanhe.

- Agora vamos ouvir música.

Entregou-me a garrafa de champanhe perguntando-me se a sabia abrir, segurou-me numa das mãos e encaminhou-me para a sala de desenho como ele chama ao quarto.

Mal entramos naquele aposento as luzes apagaram-se e ficou somente uma luz negra ao mesmo tempo que se começava a ouvir um “nocturno” de Chopin.

Já na sala e durante o filme tinha tirado o blazer e os sapatos ficando somente com a camisa aberta fora das calças que ainda por lá estavam.

João deitou-se e perguntou: - então não abres a garrafa? É melhor tirares a camisa pois ainda se vai sujar com os espirros do champanhe.

Tirei a camisa e abri a garrafa que efectivamente espumou por cima de mim e do João.

Rimos a bandeiras despregadas e nossos corpos se enlamearam daquele suco que ia brotando da garrafa quase não dando para encher os ftutes que entretanto o João não largava.

- Agora tens de tirar as calças dizendo o João num galho fada sem términos à vista.

Calmamente coloquei a garrafa na mesa-de-cabeceira assim como os copos e comecei a tirar as calças que agarradas e estas vinham os boxes ficando todo nu. O João entretanto assim que largou os flutes também começou a tirar os seus boxes.

 

Nus, como Deus nos trouxe ao mundo ficamos ali durante momentos olhando-nos mutuamente.

Salpicados do champanhe e ainda rindo de tudo o que tinha acontecidos, juntamos nossos corpos que os começamos a lamber.

João com uma perícia incalculável foi percorrendo meu corpo dando uma suave trincadela aqui e ali até chegar quase ao meu pénis. Depois subia e vinha entrelaçar sua língua na minha ao mesmo tempo que nossos pénis se entretinham a entrelaçarem-se um no outro pois ainda não estavam tão rijos que não o pudessem fazer. Retribui todo o carinho começando também a mordiscar aquele corpo já sem pingos de champanhe mas seco esperando que minha língua despertasse seus e meus desejos mais obscuros. Quando estava junto ao pénis do João reparei que já se encontrava hirto e experimentei sugá-lo até onde mais pude.

João segurando-me na cabeça foi dizendo: - Tem calma se não venho-me.

Subi por ele acima e com algum suco do seu pénis na minha boca fui depositá-lo na boca dele.

Nossas bocas fervilhavam de paixão enquanto nossas línguas se entendiam como gente crescida e nossos pénis se metiam entre pernas um do outro procurando algo mais apertado que naquela posição não existia. Bem apertávamos as pernas, mas não passava disso.

De repente, João como um caranguejo rodopiou por cima de mim e ficamos na posição do 69 sugando freneticamente nossos pénis ao mesmo tempo que dávamos pequenas mordiscadas nos tin tins. Chegou a altura em que algo iria acontecer e aconteceu mesmo. Tentámos meter em nossas bocas o mais possível nossos pénis pois pelos seus dorsos já percorriam milhões de espermatozóides desertos de se expandirem em jacto contínuo.

Aqueles milhões endiabrados saltando uns por cima dos outros lá se foram alojando em nossas bocas uns percorrendo a sua via própria outros transbordando por nossas face que se vieram a juntar quando nos viramos para uma posição mais confortável e nos beijamos longamente até nossos corpos se reconfortarem de tanto prazer e adormecermos um pouco ainda ao som de “nocturno” de Chopin .

 

 

Nota: Como esta história é um pouco grande e não acaba aqui Vejam o próximo capítulo “Arrependido Nunca II”

 

Esta é dedicada ao meu amigo André Filipe que encontrei no Facebook

 

Nelson Camacho D’Magoito

         (O Caçador)

 

sinto-me: e com saudades daquelas noites
a música que estou a ouvir: "nocturno" de Chopin
publicado por nelson camacho às 18:42
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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

Uma Noite de Sexta-feira

Uma Noite de Sexta-feira

Um Bico no cinema

 

     Voltei a Portugal pelo menos á dois meses e tenho andado atarefado com coisas da casa e atender telefonemas dos amigos e amigas que não me largam desde que souberam estar por cá novamente.

Parece que não mas tratar de casa nova, novas decorações baseadas em conceitos que colhi na estranja, principalmente em Paris, onde a forma de estar na vida não tem nada a ver com a nossa, portuguesinho nascido à beira do Tejo, onde só temos a Alfama e o passeio entre e Cais do Sodré e a Torre de Belém. Comparado com as margens do Sena é mesmo outra coisa.

Por aquelas bandas, basta sair descomprometidamente para encontrarmos alguém para conversarmos despreocupadamente e que por vezes acabarmos a tomar um copo no Alexandrine  Opéra nos Champs Elysées, ali mesmo ao pé do Moulin Rouge.

 

Estava numa sexta-feira e desde a data da minha chegada ainda não tinha feito um engate, mesmo depois de numa só noite de ter ido ao “Labirinto” o único bar existente em Lisboa que se assemelha a muitos que existem em Paris e ao “Bar 106”. Contrariamente ao que acontecia antigamente, ou por já não me conhecerem, (estive ausente três anos) não aconteceu nada de novo.

Andava perturbado embora não tenha na minha vida um programa de horas ou dias em que se deve fazer sexo, o que se passava era que efectivamente andava rabugento e sem paciência para aturar os outros, até mesmo os amantes habituais (aqueles que estão sempre prontos e me telefonam permanentemente para fazer amor comigo).

Estava a faltar-me um carinho novo!

     Fazer sexo para mim, é um bálsamo já que a vida nada mais tem de interesse, agora, o quero é goza-la o melhor possível, pois o ‘barqueiro’ já espera, alias, até os médicos mais entendidos no assunto dizem que o sexo é o melhor remédio para o stress e outras doenças mais gravosas, e eu não quero ficar doente.

Já saí do “armário”, pelo menos para as pessoas que me estimam e não olham para mim como se fosse algo de estranho no meio da multidão, estou mais à vontade com a minha consciência, não devo a cabeça a ninguém e se descobrirem as minhas tendências sexuais estou-me nas tintas. Não quero ser vedeta da televisão, portanto, não necessito de andar por aí dizendo que sou gay ou não. O que faço na cama com eles ou com elas, só a nós diz respeito pois já somos pessoas crescidas.

      A solidão é uma chatice, até o mar que vejo da minha varanda altera o meu estado de espírito.

     Sair, por aqui, não sendo a praia, nada mais há. Na Ericeira, tirando dois bares que por lá existem, não são locais de agrado para a malta com quem gosto de conviver, muito menos para o engate, só há “cotas” e estrangeiros quanto aos outros possíveis de engate, porque têm a família junto, fogem para os centros comerciais, cinemas e bares de Lisboa.

- (No outro dia fui jantar com um dos meus meninos a um restaurante na Ericeira e deparei-me com um ‘chavalo’ que já não o via há dez anos, como cresceu, meu Deus e como está lindo, na altura era muito novo e aparentemente é bastante desinibido, trocamos alguns piropos e prometi lá voltar numa outra noite, mas sozinho.

     Também eu, quando não me apetece escrever ou ir para a praia, vou até Lisboa ou Cascais, pois já a minha avó dizia atenção filho, olha que “Santos ao pé da porta não fazem milagres”.

 

     Foi assim, com este espírito e esta falta de um carinho novo que numa sexta-feira fui até ao Choping de Cascais.

 

Já andava a dar em doido, há dois meses que não fazia sexo e já andava a entrar em paranóia.

     Já não me bastava ter o problema de ser heterossexual sem namorada, como cada vez mais gostar de pessoas do mesmo sexo para fazer amor e menos apetite para as raparigas e ainda por cima não conseguir estar mais de uma semana em jejum.

 

     Dentro do centro comercial, lá fui andando como barata tonta, mas sem dar nas vistas, pois não é o meu género, olhando, olhando e cobiçando os rapazinhos que estavam à venda, tal e qual como casacos de veludo, ou então, máquinas de lavar, sapatos de camurça, ou camisas de marca, afinal era tudo uma questão de preço, e o mercado é bem livre e concorrido por aquelas bandas!

     Troca de olhares com este e com o outro, um esgar de concordância mútua aqui e ali, uma troca de conversa de circunstância com um ou com outro a propósito da chave do carro que se deixou cair propositadamente ou utilizar açúcar em vez de adoçante no café, ou ainda o truque mais velho do mundo que é o do pedir lume para acender o cigarro, chegava-se sempre à conclusão que todos estavam à venda o que para mim, é uma situação que não serve. - Não troco sexo por dinheiro e ainda estou em condições de não precisar de utilizar prostitutos ou putas de qualquer esquina ou hotel. Só faço sexo por amor, quem quiser quer quem não quiser que vá andando, que há muito quem queira -.

 

     A coisa estava feia, embora já sabendo que pelo menos no meu caso, quando vou para o engate, nada acontece, as coisas ao longo da vida tem sempre acontecido normalmente, foi com este espírito que comprei um bilhete para o cinema (nem vi qual era o titulo do filme), o que queria era espairecer aquela ideia que me atormentava de fazer sexo naquela noite.

 

Sentei-me o mais comodamente possível, as luzes apagaram-se e lá veio o filme. Era mais uma lamechice de amor à qual não estava a ligar qualquer importância até porque comecei a sentir uma perna encostada à minha, fazendo uma certa pressão, do género encosta e não encosta.

 Olhei para o lado e lá estava aquilo que há tantas horas procurava. Não era das coisas mais lindas de morrer, mas pelo menos tinha muito bom aspecto e novo, teria ai para os vinte anos, bem vestido e sem qualquer sinal de prostituto ou bichanado. Comecei por corresponder ao ataque de perna e de repente senti uma mão a aproximar-se do meu coiso que já se encontrava bem rijo. Como naquele dia tinha vestido uns boxers o coiso estava mais à vontade e sendo as calças também um pouco largas, era possível agarra-lo com mais displicência.

     Estava a vir-me aos bocadinhos e com uma vontade tremenda de me agarrar aqueles lábios que até eram bastante sensuais quando veio o intervalo do filme.

Felizmente que a sala tinha pouca gente e nem atrás nem dos lados tinha espectadores e assim, a mão do tal rapaz permaneceu agarrada ao meu coiso.

 Agora já sem a escuridão da sala pudemo-nos contemplar mutuamente. Levantei-me e fui até á casa de banho e o tal rapaz seguiu-me. Na dita, não estava qualquer pessoa, dirigimo-nos aos mictórios, fizemos um xixi, enquanto tocava o sinal sonoro avisando que iria recomeçar a sessão, olhamos para os nossos coisos, ficámos satisfeitos com o que vimos e sem trocar qualquer palavra entramos no privado.

     Beijámo-nos roscando nossas línguas sedentas de amor, abraçamo-nos e comecei a sentir as sua mãos metidas nas minhas calças abrindo a braguilha e retirando o coiso cá para fora. O moço, baixou-se e sofregamente começou por dar uns beijos acabando por meter na sua boca gostosa aquele meu coiso que já não podia engrossar mais. Fodi aquela boca gostosa num vai e vem constante que ia apertando de acordo com o meu movimento. Alguns minutos bastaram para guinchar e vir-me como uma vaca maluca. O tal rapaz de joelhos também com uma punheta se veio estremecendo todo. Levantou-se, limpou a boca e sem dizer qualquer palavra, abriu a porta do privado e saiu.

 

     Nunca ouvi uma palavra sua, pelo que nem sei se é seu feitio ou se era mudo.

 

PARTE II

 

 

O Términos da Sexta-Feira

 

 

 

Foi assim, até de manhã

 

     Não voltei à sala de espectáculos, fui até um café, bebi o dito e um bolo e repensando em tudo o que me tinha acontecido por ali fiquei sentado olhando e cobiçando a rapaziada que àquela hora ainda iam por ali andando, simplesmente rondando ou procurando companhia.

Àquela hora já havia pouca gente e o centro quase a fechar, já poucos prostitutos por ali passavam, o mercado já não estava com interesse, de qualquer maneira e porque já estava meio satisfeito também só estava apensar ir para casa.

Dei o pensamento por concretizado, chamei o empregado para pagar a despesa.

Aparece-me à frente um moço já sem o fato de trabalho e diz: - Desculpe já não estar fardado mas como sou o filho do patrão e já estamos a fechar e os empregados já se foram embora.

 

- O rapaz tinha uma voz tão sensual e uma forma corporal tão atlética que de imediato me lembrei dos meus tempos em que quando procurava não encontrava mas noutras ocasiões, por coincidências do destino conseguia fazer dois e três cabritos num dia -. De repente, veio-me uma luz e disse:

- Não faz mal, só é pena porque me apetecia um Whisky para finalizar a noite, pois o filme foi uma estopada.

O Luís pois é esse o seu nome que vim a saber mais tarde, olhou para mim olhos nos olhos, fez um trejeito aos lábios e ripostou:

- Lá por causa disso, não lhe sirvo o Scotch aqui porque já estamos fechados, mas como quem fecha a caixa hoje é o meu pai, posso pagar-lhe o tal Whisky num bar muito simpático que existe em Fontanelas, só temos é que levar dois carros para depois cada um ir à sua vida.

Tudo dentro de mim estremeceu e só pude dizer um pouco surpreso:

- Está bem! É … é … uma boa ideia, espero por ti junto à entrada principal, o meu carro é um Audi Sport vermelho, é fácil de detectar.

 

Encontrámo-nos à porta do centro quinze minutos depois. Cada um foi para o seu carro depois de combinarmos encontrarmo-nos em Fontanelas num bar muito simpático que lá existe.

Assim ficou combinado sem antes o Luís de repente me ter dado um beijo. - Afinal o fim daquela sexta-feira prometia -.

 

Segui o Luís no seu Uno amarelo até ao tal bar de Fontanelas. Foram bons aqueles quilómetros, com as janelas abertas tomando o ar da noite lá me fui refazendo do “bico” que o ‘mudo’ me tinha feito no cinema e me tinha vindo que nem uma vaca.

Parámos os carros no largo que existe mesmo em frente do tal bar, olhamos um para o outro bem olhados e entrámos. Cada um tomou o seu J&B, eu com um pouco de água de castelo, pois queria estar em forma para o resto na noite e o Luís, simples com uma pedra de gelo, como quem quer ganhar coragem para o resto que iria acontecer.

Falámos das coisas mais triviais que na ocasião se pode tratar.

O Luís contou-me que vivia só com o pai que era um “gajo” porreiro, sabia das suas tendências da sexualidade, não se opunha e só o alertava para as companhias que fosse conhecendo.

Por incrível que pareça (embora ao longo a vida várias vezes andasse com rapazes com autorizações dos pais, o que se dever a ser um tipo discreto e bem formado) contou-me que antes de sair do café informou o pai, que tinha conhecido um tipo e que ia com ele, por traz do balcão o pai viu-me e disse que tinha bom aspecto e cara de sério (de facto ai não se enganou).

Perante esta divulgação um pouco inesperada, vi que estava a lidar com um moço de princípios e que nada tinha a ver com essas baratas tontas que andam por ai ao engate do primeiro machão que lhes aparece. Fui obrigado também a contar um pouco da minha vida, não contando claro está o que já me tinha acontecido naquela noite, mas que gostava de fazer amor com rapazes, dos 20 aos 25 e não de homens já feitos, vivia só e por coincidência ali perto, e junto ao mar.

Quanto à questão das idades, ficámos a saber que tinha-mos algo em comum, ele tinha dezanove anos, portanto dentro dos parâmetros de meu gosto, e eu já era “cota” ou seja, também era o gosto dele, ainda por cima pelo meu aspecto também tinha tido a aprovação do pai.

Falámos, falámos, tomámos mais um copo, até que o empregado nos veio pedir desculpas mas já eram três da manhã e tinham de fechar.

Conforme tinha prometido, o Luís pagou a despesa, como esta não foi um simples Whisky, fiz questão de comparticipar também na despesa mas a resposta veio pronta e rápida:

- Deixa lá, pagas noutra ocasião porque hoje, fui eu que convidei, se quiseres, (rindo-se) pagas com o corpo. (assim foi efectivamente).

 

Chegados á rua, aproximámo-nos dos carros e finalmente dissemos um ao outro onde efectivamente tínhamos nossas casas. Coincidências das coincidências, o Luís morava numa rua perto da minha e nunca nos tínhamos encontrado o que quer dizer que a minha avó não tinha total razão com o seu dito “Santos ao pé da porta não fazem milagres”, certamente a ideia era que os conhecimentos podem não dar bons resultados quando são feitos entre vizinhos, e não era o caso, pois foi uma pura coincidência e não nos tínhamos ainda conhecido na vila.

 

Como eu estava só e o Luís tinha o Pai em casa, resolvemos ir para a minha.

 

Entrámos na sala, coloquei um CD de música clássica, ele quando verificou que existia uma luz vermelha por cima da aparelhagem, apagou todas as outras e ficou somente aquela a dar-nos aquele tom suave de amor, abraçámo-nos, beijamo-nos e sofregamente fomos arrancando a roupa um ao outro, mergulhamo-nos nos corpos sedentos de amor como se fosse a última tentação e logo ali, enlouquecidos com tanta sofreguidão atingimos o clímax total.

 

Atirámo-nos para o sofá abraçados e por ali estivemos mais uns momentos saboreando-nos com beijos e ternuras como há muito não tinha. Nossos corpos suados de tantos amores iam sendo lambidos a pouco e pouco e nossos paus também muito apertados um ao outro lá iam murchando pois já tinham feito a sua obrigação.

 

Talvez uma meia hora depois, Luís, perguntou-me se podia tomar um duche, disse de imediato que sim mas se não se importa-se eu ia primeiro, fui buscar um roube que lho dei para se vestir. Enquanto eu tomava o duche, que foi rápido, a minha mente não parava de pensar no resto da noite que se adivinhava.

Quando sai do banheiro, ele entrou. Enquanto ele tomava o seu duche revigorante, fui fazer uns ovos mexidos acompanhados com cogumelos, bacon, espargos, tiras de fiambre e queijo. Tudo numa travessa onde estavam dois flûtes para o champagne que coloquei por cima do frigo-bar que tenho no quarto, acendi a luz negra, deixei a porta do quarto entreaberta e deitei-me nu, à espera do resultado.

 

Há muito que não tinha uma visão tão bela. Vestido com o meu roube de seda, com ramagens azuis reflectidas na entre abertura da porta pela luz negra que emanava de uma das paredes do quarto, Luís vinha entrando com a calma de um fantasma de sonho. O rapaz que tinha conhecido horas antes por um acaso milagroso de facto, mais parecia um sonho retirado de uma peça de teatro.

 

À medida que ia entrando quarto dentro ia-se despindo, seu corpo torneado de formas um pouco atléticas e bronzeado natural da praia, olhos azuis penetrantes, mas um pouco intrigados e todos aqueles salpicos florescentes ocasionados pela luz negra, à medida que o roube de seda lhe ia caindo suavemente pelo corpo dava-lhe a beleza de uma cena de uma qualquer ópera de Verdi.

 

Para aquele espectáculo se o tivesse adivinhado, teria colocado na aparelhagem do quarto um CD com a área “La Vergine degli Angeli” da “Ópera La force du destin”, então sim, seria o espectáculo completo, pois tudo o que estava acontecer era efectivamente “A Força do Destino”.

 

Luís em vês de se dirigir para a cama, não, deu a volta pelo quarto, foi até ao frigo-bar pegou num só flûte encheu de champanhe dirigiu-se a mim, deu-me de beber um pouco, depois bebeu também um pouco e deitou o resto pelo meu corpo.

 

(Amigo ou amiga que me lê! Que mais se pode dizer deste acto de amor que deve acontecer raramente?)

 

Entrelaçámos-mos loucamente e nos beijamos perdidamente lembrando Florbela Espanca.

 

“Só quem embala no peito

Dores amargas e secretas

É que em noites de luar

Pode entender os poetas”

 

Efectivamente, naquele momento, estava a acontecer poesia! Para se amar em toda a sua plenitude é preciso ser-se poeta e melómano, esquecermo-nos da vida do tempo e das horas!

Por graça, contei o meu pensamento sobre a sua aparição na sua entrada no quarto e qual não é o meu espanto e me diz:

- Porque razão não põe a tocar, mas baixinho, a Ópera Aida?

Fiquei ainda mais louco, e como tenho todas essas músicas em play-list no computador, em um só minuto, lá pus a tocar a tal Ópera.

“O sonho comanda a vida” diz o poeta, mas o que estava a acontecer não era um sonho, era a realidade.

Não sei se têm ou se gostam, mas experimentem fazer amor (mas só com a pessoa indicada) ouvindo muito baixinho aquela Ópera, vão ver que o orgasmo é permanente.

 

Há muito que não sentia tanto prazer, mergulhamo-nos nos nossos corpos transformando-nos numa só peça humana, depois daqueles beijos ardentes percorrendo-nos, fomos até às partes mais rijas e salientes que já estavam gotejando de espermas misturados com o champanhe que entretanto ia percorrendo nosso corpos reluzentes pela luz negra que emanava por cima da cabeceira da cama.

Virámo-nos várias vezes para que nossas pilas penetrassem alternadamente dentro dos nossos corpos.

Levámos horas nisto com pequenos orgasmos sucessivos até atingirmos o clímax sexual total.

Já não ouve pachorra para nos irmos lavar, a música já tinha acabado e a função também, eram seis da manhã, o Sol já entrava pelas janelas, adormecemos agarrados e dormimos como dois anjos.

   

(Afinal,” Os santos ao pé da porta sempre fazem milagres”!)

 

Hoje somos amantes! Luís, e porque não consigo ser fiel a uma só pessoa, faz parte da minha colecção mas é uma pessoa muito especial.

Quando ele tem tempo, fica em minha casa, ouvimos música, tomamos um copo e fazemos amor até às tantas.

 

Ele é um puto muito especial e adorável, se pudesse, casava com ele e então sim, passaria a ser fiel a uma só pessoa.

 

 

O Caçador

sinto-me: Voltei a contar histórias
a música que estou a ouvir: Passaro de fogo de Roberto Carlos
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

O Último odor

Mais uma que estava na gaveta

     Já vão passando algumas semanas que não venho aqui postar qualquer coisa. Os afazeres são muitos e não tenho tido tempo para me acalmar e colocar os neurónios a trabalhar para os meus contos eróticos. Entretanto tenho recebido alguns mails a perguntarem quando volto a contar histórias destas, assim, é para vos satisfazer o apetite que vou voltar aqui fica, não um conto erótico mas um recado a alguém que já não vejo desde 1906 mas que na altura foi muito bom e para quem, quando acabou, escrevi algo que guardei.

     São os tais textos que tenho na gaveta.

     (Na altura, ainda o Sócrates não nos tinha proibido de fumar)

Aqui vai ela!....... 

                    ---------------------------------------------------------------------------

Quando às três da manhã chego a casa, ainda sinto o meu corpo transpirar os odores de tudo o que me rodeou durante o dia!

 

Sãos os cheiros das pessoas ao fim de um dia de trabalho se acamam tal sardinhas em lata, no comboio da linha de Sintra.

Embora também fume, o ar viciado que existe nos cafés dos outros fumadores agarraram-se ao meu corpo de tal maneira que nem o cheirinho aromático das bicas que fui bebendo durante o dia, fizeram suplantar tais odores.

É o suor que transbordou por todos aqueles corpos que rodopiaram durante a noite ao som daquela música em tons estridentes que me rebentam os tímpanos, numa discoteca onde passei algumas horas.

É o cheiro a tinta de impressão dos jornais que teimo em comprar todos os dias, embora depois de os ler tenha de lavar as mãos, pois não é só o cheiro a tinta mas também a sujidade que a mesma transporta para as minhas mão.

São os odores daqueles pauzinhos chineses que os mesmos nas suas lojas teimam em ter todo o dia acesos, mas que não deixo de frequentar à procura de uma prenda para um amigo ou outra coisa qualquer para continuar a alindar a minha casa.

Quando visito minha Mãe, são os odores de flores já murchas pelo tempo que muita gente ao visitar os seus mortos por ali deixam ficar mas depois não voltam lá para as tratar. Ou o cheiro muito característico a terra daquelas covas que se encontram abertas, já foram utilizadas, mas que estão prontas a receber outro ser que terminou o seu tempo nesta vida cheia de cheiros.

É o cheiro das pipocas que tive de gramar mesmo ao meu lado e foram mastigadas por um casal que não só se beijaram durante todo o filme como mastigaram aquele o rendo acepipe (para eles). Não só fiquei com aquele cheiro agarrado ao fato como não vi o filme em condições.

É o cheiro a cocó de cão que sem dar por isso pisei numa qualquer rua de Lisboa. É o cão de uma “senhora” toda vip que em vez de ter um cão devia ter uma vaca, como ela.

É o cheiro do cloro que se fixou em toda a pele, depois de ter dado uns mergulhos na piscina do clube de que sou sócio.

Como não bastava esse odor a cloro, ainda trago o cheiro de corpos que transpiraram na sauna onde passei duas horas. (Só troce o cheiro porque não havia ninguém de jeito).

Quando me vou deitar, mesmo depois de tomar um duche e feito um pouco de hidromassagem, ainda levo para a cama o cheiro do gel de banho da espuma de barbear, do perfume com que me besuntei, das velas acesas que até ao términos de sua vida ali ficam no meu quarto dando um ambiente sepulcral que tanto gosto.

No entanto, o que mais gosto é ainda do cheirinho que teima em não sair, de ti, quando fizemos amor pela última vez.

Aguardo o Milagre de te voltar a ver.

 

O Caçador

26-10-2006

 

sinto-me: Só e triste
a música que estou a ouvir: Estou sonhando com você
publicado por nelson camacho às 03:35
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007

O Caçador - À espera de um milagre

Primeiro encontro

O Caçador - à espera de um milagre

 

A fim de alguns anos de sexo com pessoas interessantes, num jantar entre amigos onde pela primeira vez tive uma conversa cheia de desabafos de ambas as partes e depois de ter assumido as minhas tendências sexuais e ter contado algumas peripécias passadas ao longo destes anos todos, chamaram-me de “ O caçador”.

 Achei piada, já tinha dado por isso mas nunca me tinham chamado de tal, “ O Caçador”. Vim para casa, e ao som do bater das ondas do mar na minha “barraca”de praia, conde normalmente acontecem os meus escritos, aqui estou tentando fazer uma reflexão de todo o tempo passado e tentar justificar o nome de “O Caçador”.

Como estes escritos são para mim um desabafo que quero compartilhar contigo que me lês aqui vai um percurso de vida de “O Caçador”.

 

Ainda não entendi bem porquê. Desde muito novo, aí por volta das quinze anos de idade quando em lutas ocasionais de corpo a corpo entre rapazes, que comecei a sentir uma certa atracção por eles, principalmente quando eram bonitos, (o bonito para mim é um rapaz de corpo e porte perfeito que tenha algo de feminino sem ser afeminado). A certa altura já provocava essas lutas (de brincadeira) para os poder sentir. Foi um método que engendrei para os ter mais próximos, sentir seus corpos aliciantes e iniciarmos-nos numas “brincadeiras sexuais”.

Não me lembro de ter levado uma nega, sempre que me atirava e sempre rodeado de uma certa perspicácia levava a á gua ao moinho, como se diz na gíria corrente:- Acabava sempre com o coiso na mão e a mão na coisa, (ao principio era só assim).

 

Com o andar dos tempos, fui sentindo a obrigação de ter contactos sexuais com muitas mulheres o que era difícil, pois tinha mais facilidades com rapazes da minha idade. Fui descobrindo também que tinha permanentemente um desejo compulsivo denominado de "satíriase”. (Sátiro é uma figura da mitologia grega, meio homem, meio animal, descrita como um ser preguiçoso e sensual). Nessa variante de comportamento sexual, o homem não desenvolve uma relação duradoura sentindo-se sempre compelido a mudar de parceiro ou parceira. O que motiva a sua relação sexual é apenas um acto de conquista. Efectivamente era a conquista que me seduzia.

À tarde, acontecia no trabalho (mas sem nunca dar nas vistas), à noite era outro engate no café e às vezes acontecia outro ainda no caminho para casa (umas vezes para passar a noite outras , só pelo prazer do momento). Porque tinha um comportamento normal, não tendo tiques ou qualquer comportamento que desse nas vistas as minhas opções sexuais (ainda hoje!) sempre tive e tenho possibilidades de grandes engates.

Percorri todas as pensões de Lisboa, criei amizades fortes em algumas dessas casas chegando a ter as chaves dos quartos independentes (o que era bom, pois algumas pessoas nem davam conta que estavam a entrar numa pensão "outros tempos").

Cheguei a ter de sociedade com colegas de trabalho, apartamentos alugados para os nossos “cabritos”. Eram outros tempos em que se podia encontrar um novo amigo e levá-lo para casa sem qualquer problema, “não havia drogas nem prostitutos ou sida” havia sim, sempre um pouco de amor para trocar.

  

Buscando explicações para estes factos, procurei ler muitos livros sobre estas situações e cheguei à conclusão que há psiquiatras e outros especialistas que dizem: - O homem que actua como D.Juan busca alguém perfeito no seu imaginário com quem fazer sexo, depois da conquista sexual acabam por esquece-los: - Ai está o Caçador

 

Talvez porque sempre fui um tipo de amor-perfeito, apaixonavam-se por mim com facilidade. Eu no entanto, com é normal nos bissexuais, sempre tive dificuldade em manter esses relacionamentos por muito tempo.

 

Percorri um tempo interessante de conquistas de homens e mulheres. Estive apaixonado três vezes, uma delas foi com a mulher de quem tenho um filho, mas como um verdadeiro metrossexual, as relações não duraram muito, o máximo foi vinte anos, e já foi muito!

Depois deste escrito, fico á tua espera.

Comenta-me ou contacta-me se achares que sim! - A vida é para ser vivida no tempo que por cá andamos.

 

Se conhecerem alguém que sirva a este perfil, estou pronto a ser apresentado. O resto é com o Caçador que continua à espera de um milagre.

Este escrito é dedicado ao casal Bicho, sem tabús e sem preconceitos.

 

O Caçador

publicado por nelson camacho às 09:00
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Sábado, 13 de Outubro de 2007

Impressão Digital de Nelson Camacho

                       Impressão digital de

                 Nelson Camacho d’Magoito

(D'Magoito para não ser confundido com outros Nelsons que andam por ai) 

     Esta é a minha impressão digital, ou seja, quem sou, o que fui e para onde quero ir.(pode ver-me também em outro Blog)

Talvez seja melhor começar por dizer quem sou:

- Actualmente sou o Batman da vida. Vivo só e à beira mar, (ou quase) num sítio lindo e calmo. Tenho a praia do Magoito quase à porta e do quintal vejo o mar. Olho para ele, oiço as ondas e nos dias de bom tempo faço os meus churrascos para os amigos, quando me dá na gana, pego no computador portátil e é nele que vou debitando a minha raiva e os meus sonhos.

     Certamente sou diferente de algumas pessoas mas também sou igual a outras. Sou assim mesmo e ninguém tem nada com isso! Na verdade, há uns que são, outros que gostariam de ser e outros que sonham em sê-lo.

     Sou feliz! Não digo com quem durmo (quando temos tempo para dormir) ou o que faço sexualmente. Uma situação é certa: Em minha casa ninguém toma o pequeno-almoço. (É que quando isso acontece, depois querem lá ficar e já me habituei a viver sozinho, saber onde tenho as coisas e andar nu pela casa fora, até no quintal, a trabalhar para o bronze) Na casa de banho já existem escovas e pastas de dentes que não são minhas. (e esta! em….).

     Em princípio esta casa seria uma casa de verão, mas num café que frequento, conheci uma pessoa por quem me apaixonei e contrariamente ao que tenho sido ao longo da vida, desta vez senti-me “cota” e o “engate” levou mais tempo. Também acabei por fazer alguns amigos que preencheram um pouco da solidão que já se estava a agarrar e acabei por ficar por cá, praticamente como residência fixa.

 

                                                      O que fui!

     - Bem o que fui, é um pouco complicado. Fiz tudo na vida, trabalhei em várias áreas inclusive, estive ligado ao meio artístico onde conheci pessoas muito lindas por dentro e por fora. Fui radialista, actor e cantor (cheguei a gravar discos e a trabalhar no estrangeiro) Deixei este modo de vida quando me casei (ela era muito ciumenta e não me podia ver abraçado ou em companhia das minhas colegas). Tenho um filhote que já é engenheiro informático, é um belo rapaz mas já tem a sua vida organizada.

     Um dia contarei a minha história para não dizerem que só conto a dos outros.

 

                                         Para onde quero ir?

     Para lado algum! Reviver o passado, talvez. Sonhar com dias melhores, também.

     Conhecer novos amigos, sim. Mas principalmente, passar umas boas noites de amor e carinho. Há uns que dizem que não o fazem, há outros que sonham em fazê-lo, há outros ainda que o fazem às escondidas e há ainda os que por medo, complexo ou negação não o fazem simplesmente.

     “Amar e ser amado é a coisa mais bela que existe. É fazer poesia! (ainda por cima, faz bem ao coração)”

                                              Como dizia Florbela Espanca

 

“ Ser poeta é amar perdidamente

   É ser alma sangue e vida

   E dizê-lo cantando a toda a gente!”

 

     Para impressão digital ou seja para me apresentar, creio que já chega. Ao longo dos textos que vou escrevendo neste blog, você tirará as conclusões que muito bem entender, não se esqueça no entanto que nem tudo o que luz é ouro e nem sempre o que parece é!

     Os textos aqui inclusos são livres. Fico à espera dos vosso comentários, solicitando desde já a cortesia de se os utilizarem para algum efeito, de citarem a fonte.

   O Caçador

sinto-me: Com Deus e com os Santos
publicado por nelson camacho às 13:09
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