.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013

Neste temporal estava um frio do caraças.

Praia da Maçãs

          Hoje engatei um heterossexual.

    Estava um frio do caraças mas mesmo assim deu-me na mona e fui até ao bar da praia que fica mesmo em cima da areia. É todo envidraçado e até tem aquecimento. É bastante acolhedor mas por vezes têm que desligar o aquecimento pois torna-se incomodativo e quando se sai ficamos sujeitos a ficar com uma constipaçãozita que nesta altura do ano não calha nada bem. O que vale é que tem uns empregados dignos de nota 10. E sempre que eu lá entro, logo vem pelo menos dois dar-me um “Olá Nelson” com uns apertos de mão bastante comprometedores, pelo menos o Carlos moço aí para os dezanove anos, loiro de olhos azuis e de compleição física com vontade de agarra-lo todo, mas como há sempre umas “galinhas” por perto, nunca passámos de um simples aperto de mão.

    Naquele dia estava um temporal do caraças, aliás, tem estado assim toda a semana. As ondas com mais de 5 metros de altura galgavam as rochas de tal forma que até os pescadores mais afoitos não estavam lá como é costume.

    Estava a regalar a vista com aquela força da natureza quando o Carlos veio junto a mim perguntando-me o que iria beber.

      - Olha traz-me um cappuccino e um pastel de nata.

      - Só?! Retorquiu ele.

      - Sim! Só! Era capaz de querer mais qualquer coisa, mas não aqui.

      - Estão onde?

      - Talvez no vale dos lençóis ouvindo a chuva a bater na janela.

      - Tás muito romântico hoje.

      - Sim! Com uma boa companhia podíamos passar o resto do dia até a noite chegar.

      - Até parece que é um convite. Pena não seres uma gaja boa e fazia-me convidado.   

      - Mas achas que só uma gaja boa te fazia delirar de gozo?

      - Não estou a ver outra forma, embora digam que há gajos que fazem esse trabalho muito melhor.

      - Sim! De facto é verdade. Eu já experimentei e gostei.

      - Está bem! O melhor é ir buscar o cappuccino se não com esta conversa toda até começo a pensar que és gay e estas me a engatar.

 

Moda calças caidas

    Com aquela dica, o Carlos afastou-se de caminho ao balcão.

    O meu olhar fixou-se no seu andar e na bunda saliente das calças um pouco descaídas que fez os meus neurónios começarem a fervilhar ao ponto de o ver já todo nu em minha cama.

    Eu sei que é moda esta coisa da malta usar a calça descaído, até mesmo para os heterossexuais mas sabendo que esta tendência nasceu nas prisões dos Estados Unidos, em que os reclusos que estavam receptivos a manter relações sexuais com outros presos precisaram inventar um sinal que passasse despercebido aos guardas prisionais para não sofrerem consequências... Por isso, quem usasse calças descaídas abaixo da cintura, de modo a mostrar parcialmente as nádegas, demonstrava que estava disponível... Fiquei na dúvida! E com uma vontade tremenda de saber se aquilo era mesmo um sinal ou era só por ser moda.

    O vento e a chuva ia batendo com mais força nas vidraças da esplanada de tal forma que nem dava para ouvir a música ambiente, então dediquei-me a conjecturar o seria fazer um heterossexual de tal forma que já nem o jornal conseguia ler.

    O tempo foi passando e a penumbra da noite já chegava. Nem o sol no horizonte se conseguia ver derivado às nuvens fortes que o tapava.

    Absorto nas minhas conjecturas nem dei pelo Carlos se aproximar e dizer:

      - Então! Como vai o dia?

      - Tendo em atenção o tempo, não vai estando mal.

      - Pois eu estou farto de trabalhar, já acabei o meu turno e agora apetecia-me era tomar um duche e refastelar-me no sofá.

      - Então se já acabaste o trabalho porque não o fazes?

      - Ainda tenho de esperar que a minha namorada me venha buscar pois o meu carro está na oficina.

      - Onde moras?

      - Aqui no Magoito!

    Os meus neurónios deixaram de fervilhar e passaram a dar faíscas tal fogo de artifício e respondi.

      - Também podes telefonar à tua amiga e dizeres que já não precisas de boleia pois morando também no Magoito posso levar-te pois já não estou aqui a fazer nada.

      - E pá! Isso era o ideal, pois a gaja só daqui a uma hora é que está disponível.

      - Então vamos….

Cena II

 

    Saímos da esplanada, ainda chovia a potes. Como pessoa educada abri primeiro a porta do pendura para ele entrar e depois dei a volta e entrei eu.

    No tablier do carro tinha um livrinho e em que a capa adivinhava-se ser sobre surf e dois DVDs que se adivinhava serem de teor porno com mulheres e gays.

DVDs porno gays

 

    Quando entrei, já o Carlos estava desfolhando o livro sobre o surf mas que nas suas folhas interiores constavam fotografia de nus e observou:

      - És tu que escreve estes livros?

      - Sim! É um livro de aconselhamento à malta que frequenta a praia.

      - E os DVDs? “Loucas por sexo” e “Gays escaldantes”?

      - São dois DVDs porno com as temáticas “Mulheres” e “Gays escaldantes”

      - Por incrível que pareça nunca vi nenhum tipo de DVD deste teor. Uma vez tive uma namorada que queria alugar um filme destes mas nunca aconteceu.

      - Não sei mas acho que não era preciso pois mal ela se começava a despir o meu pau começava logo a levantar-se e o que me apetecia era logo foder.

      - Quer dizer que és o verdadeiro macho latino.

      - Se isso quer dizer que sou heterossexual é verdade, mas gostava de ver um filme destes para não passar por estúpido.

    O caminho para ter relações com um hetro estava a caminhar bem e então descaradamente propus.

      - Se quiseres podemos passar por minha casa, toma o duche desejado e visiono um destes filmes para veres.

      - Achas que não é incómodo?

      - Claro que não. Os amigos são para todas as ocasiões. Vai vendo os textos do livro enquanto não chegamos a casa.

Cena III

    Chegamos a minha casa, meti o carro na garagem e entrámos. Já estava louco pensando com o que iria acontecer e a forma de o levar para a cama.

    Fui ao guarda fato e retirei um robe, entregando-o ao mesmo tempo que lhe indicava a casa de banho que condizia com o quarto.

    Ele entrou e lá se foi banhar.

    Entretanto coloquei um DVD no leitor, pronto a rodar. Era um DVD especial montado por mim para estas ocasiões em que nos primeiros quinze minutos (tempo suficiente para eu também tomar um duche) é um filme normal com relações entre mulheres e homens mas pós este espaço de tempo, dá-se inicio a cenas porno entre rapazes em cenas totalmente gay.

Baixei as luzes do quarto ficando somente um projector vermelho de pouca intensidade dirigido para a cama. Preparei também dois flutues e coloquei uma garrafa de champanhe num frapê com gelo.

    O plasma de 96 cm fica estrategicamente na parede frente à cama para que só deitado se pode ver o esplendor das imagens.

    Entretanto deixei de ouvir o correr da água e despi-me vestindo um robe branco.  

    O Carlos saiu do chuveiro olhou para o ambiente mirou atentamente e atirou:

      - É pá! Isto parece um quarto de putas. Com champanhe e tudo.

      - Não é um quarto de putas mas sim o meu quarto de visitas especiais e tu és uma delas. Para seres bem recebido enquanto também tomo um duche, podes servi-te do champanhe e quando quiseres, basta carregares no botão vermelho do comando que está em cima da cama e o filme começa a rodar, entretanto vou ao duche.

Ainda vi o Carlos encher um flutue e deitar-se na cama.

Cena III

    Como tinha o tempo programado no DVD para a passagem das mulheres para os gays antes de este terminar saí do duche dei a volta à cama indo direito ao mini bar enchi um flute de champanhe e pelo caminho catrapisquei o Carlos todo entusiasmado com as cenas de sexo que estava a passar no plasma e perguntei:

      - Então estás a gostar?

    O Carlos talvez um pouco surpreendido foi de repente com as mãos tapar o caralho que já estava em riste. Bebi um pouco e deitei-me ao seu lado dizendo:

      - Já agora quero ver como isto vai acabar.

    E acabou mesmo. As cenas de sexo com as galinhas tinham acabado. Fez-se escuro e começaram as cenas de sexo gay.

    Carlos quase que dava um salto e comentou:

 

Gay iniciando hetro

      - Esta agora!!! Se o anterior era normal e bom, esta a seguir nunca tinha visto mesmo. Dois homens fazendo sexo nem nunca me passaram pela cabeça esta situação. Só tenho tido relações com mulheres.

       - Quer dizer que és heterossexual, mas nada te impede de passares a ser bissexual.

       - O que queres dizer? Que posso passar a levar no cu?

       - Não! Não é obrigatório mas com a pessoa certa podes gozar muito mais com um homem do que com uma mulher.

    Enquanto este diálogo ia olhando para aquele grande pau todo eriçado e me colocava de lado encostando o meu que também já estava em riste às nádegas dele pronto para a brincadeira.

    Como o Carlos não fez qualquer menção de desagrado, pressionei um pouco mais afastei-lhe as pernas assim como o robe e colocando-me entre as ditas, comecei a afastar a t-shirt e depois as cuecas que tinha vestido. Ele nem tossiu nem mugiu. Atirei para o chão o meu robe e fiquei todo nu. Depois acabei por tirar toda a roupa dele e calmamente avancei para cima dele. Nossos paus começaram e gladiar-se e comecei a beijar aquele corpinho virgem de homens. Começando por bar umas mordiscadas nos seus mamilos então ele começou a movimentar-se e a aceitar a situação. Subi um pouco mais e o beijei nas faces, nas orelhas no pescoço indo parar à sua boca num beijo ardente com troca de saliva que ele aceitou plenamente. Não foi um beijo técnico como se faz nos filmes, mas a sério com troca de línguas e tudo.

    A coisa estava a correr tão bem que até me começou a abraçar apertando-me cada vez mis a ele percorrendo minhas costas com alguma pressão com as unhas. Queria dizer que não só estava a gostar como a delirar com a situação.

    Comecei a beijar todo o seu corpo descendo até aquele caralho lindo e de fava descoberta começando por mordiscar e lambendo o prepúcio e por todo o seu comprimento que até não era grande, portanto não iria doer quando me penetra-se. De repente, meti-o todo da boca sofregamente enquanto ele segurando na minha cabeça a movimentava de acordo com o meu vai e vem. Durou pouco tempo pois ele estava louco.

De repente senti penetrar garganta a baixo aquele leite esbranquiçado e gostoso por ser jovem, ao mesmo tempo que também eu me vinha abundantemente. Estremecemos ambos de prazer. Os meus espermatozóides foram-se alojar no lençol enquanto os dele percorreram apressadamente para dentro de mim que engoli tal um iogurte com sabor a amoras.

    Ele virou-se para mim, deitou a cabeça no meu peito e antes de adormecer só disse:

      - Nunca me tinham feito um broche assim!

      - Eu não disse que nós somos melhores que as gajas com que andas?

      - Já tive uma namorada que me fez um mas nunca gozei tanto como agora. Foi espectacular. Mais um pouco e fico pronto a repetir a dose.

    Beijamo-nos, abraçámo-nos e adormecemos sem dizer mais nada.

Gays romanticos

 

Cena VI

    Umas duas horas depois acordámos. O Carlos que tinha adormecido com a cabeça em cima do meu peito acordou e com os olhos semi-serrados beijou-me nos lábios e perguntou:

      - E agora? Nunca tinha gozado tanto com uma mulher! Passarei a ser Gay?

      - Disparate! Eu também já fui casado e tenho filhos mas dá-me muito mais prazer fazer sexo com um moço como tu e não me considero gay.  Quanto muito serei bissexual que é o mesmo que dizer ter prazer com ambos os sexos. Simplesmente tenho uma opção sexual diferente.

      - Queres saber um segredo?

      - Sim! Qual é?

      - Tive o maior prazer com estes momentos e tenho medo.

      - Medo de quê? Já te contei o que sou e não tenho problemas com a sociedade e considero-me um tipo resolvido.

      - O que é esquisito, é que te conheço lá da esplanada pelo menos há dois anos e nunca demonstraste gostar de homens.

      - É para que vejas há quanto tempo te ando a galar. Ser Gay não é o mesmo que ser bicha. Esses são outros que se andam bambaleando com tiques afeminados e até fazem gala de o demonstrar.

       - Pois! Foi essa a razão o estar aqui. Bem me enganas-te.

       - E não gostas-te?

       - Gostei mas não fizemos tudo o que vi no filme.

       - E tens força para continuar?

       - E tu? Já dormi umas duas horas, agora com uma sandocha fico pronto para continuar esta experiência

 

Ovos mexidos com mexilhões e queijo da serra

      - Vamos fazer assim. Primeiro vou tomar um duche, depois vais tu enquanto faço uns ovos mexidos com cogumelos e queijo da Ilha, e abrir uma garrafa de vinho. Queres branco o tinto?

      - Pode ser branco fresquinho. Sabes? Não sabia que um homem pode ser mais afável que uma gaja.

      - Então fica sabendo que nem todos são assim. O meu conceito de tratar um heterossexual como tu é diferente de qualquer outro. Há vária formas de relacionamento entre homens, eu prefiro o sentir-me bem e fazer com que o meu namorado também se sinta confortável de forma em que haja amor no relacionamento.

      - É uma forma esquisita este relacionamento. Talvez por não pareceres seres Gay. Será que vou passar a ser assim?

      - Lá estás tu com o preconceito e o medo de passares a seres Gay.

Toda esta conversa da treta ainda deitados a abraçados não durou mais de meia hora até que resolvi levantar-me e ir tomar o tal duche.

Cena V

    Já tinha feito a minha higiene quando o Carlos foi fazer a dele. Entretanto fui para a cozinha preparar o petisco.

    Quando ele saiu do WC já eu tinha um carrinho de apoio junto à cama com tudo preparado. Como o quarto estava bastante quente eu estava de boxers e tive a maior das surpresas:

 

KamasutraHomo

    Carlos vinha todo nu. Aproximou-se de mim e me beijou sofregamente.

    Estava-se mesmo a ver que o petisco iria ser outro.

    É óbvio que o meu pau estava murcho mas o dele estava cheio de adrenalina como à procura de um buraco. Como bom machão, puxou os meus boxers para baixo colocou-se em cima de mim e abrindo-me as pernas ao mesmo tempo que me beijava foi tentando penetrar-me ao mesmo tempo que dizia.

      - Por favor, deixa-me penetrar. Estou louco quero sentir a sensação de comer um cu.

    Pegando numa das suas mãos levei-a a manusear o meu pau ao mesmo tempo que abrindo mais as pernas com uma das minhas mãos apontei o seu caralho no meu ânus dando o jeito necessário para a penetração e só disse:

      - Não sejas apressado e tem calma, se fosse ao contrário logo vias que é necessário uma certa disposição.

    E assim, pouco a pouco lá foi penetrando até sentir nas bebas os seus tomates.

    O Carlos guinchou de prazer ao mesmo tempo que se vinha abundantemente. Entretanto eu fazia um esforço tremendo para não me vir pois também queria desflorar aquele cuzinho.

    Voltamos à posição inicial ficando deitados de lado e de corpo a corpo. O pau dele mesmo depois de se vir continuava em riste então, desci pelo seu corpo beijando-o pelo corpo até aquele membro que me tinha penetrado. Depois de o manusear e limpo com uma toalhinha que está sempre à mão, meti-o na boca chupando algumas réstias do leite que ainda por lá andava ao mesmo tempo com a ponta de um dos meus dedos fui massajando circularmente o seu ânus até começar a penetrar aos poucos com movimentos de vai e vem e circulares para criar uma dilatação capas de receber um corpo estranho que seria o meu pénis.

    Carlos contorcia-se de prazer. Estava preparado para receber aquele meu corpo que estava quase a expulsar o meu esperma.

    Quando vi que a coisa iria dar certo com um pouco de ginástica centeio na minha piróca e de vagar devagarinho, primeiro, entrou a cabeça e depois todo o corpo acompanhado de um vai e vem de ambas as parte. Eu ia movimentando no modo entra e sai e ele ia cavalgando ao mesmo tempo que guinchava.

      - Estou a fazer doer?

      - Não! Estou a sentir algo de estranho como nunca senti.

    De repente senti um jacto de leite saindo do seu membro ao mesmo tempo que eu me vinha abundantemente dentro dele.

    Tinha transformado um heterossexual em Flex (um homem versátil. Tanto activo como passivo como eu)

    Caímos ambos para o lado e ficando frente a frente. Nos beijamos com ardor ficando assim durante algum tempo.

    Passado algum tempo e sem dizer quaisquer palavras, atirámo-nos aos ovos mexidos com cogumelos e queijo da Ilha e bebemos uma garrafa de vinho branco de reserva de reguengos fresquinho que soube que nem gingas. De vez em quando traçávamos olhares comprometeres nada mais.

    Quando ia ligar a TV para ver se estava a passar algum filme de jeito, o Carlos perguntou:

      - Não vais colocar novamente aquele filme porno!

      - Não! Vou ligar apara a RTP! Porquê, queres voltar a ver pornografia?

      - Não! Nunca mais na vida! Agora já sei tudo. – e beijou-me –

    Tinham passados algumas horas de prazer mútuo. Ainda tivemos alguma conversa da treta e fizemos promessas de continuar a nossa amizade.

     Naquele dia de temporal tinha arranjado um novo namorado, jovem, bem constituído, lindo e que me dava tudo o que eu queria. 

 

 Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

 Contos para maiores de 18 anos

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 05:32
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2012

Finalmente perdi a virgindade

Homens no balneario

Perdi a vergonha com o primo da minha mulher

 

     Estou com trinta anos e até esta data, sempre levei uma vida normal como qualquer homem. Formei-me em engenharia eletrotécnica, frequentei ginásios, pratiquei andebol e natação, namorei vária miúdas até que, por pressão da família, – dos rapazes da família eu era o mais velho que ainda não tinha casado - acabei por me casar também aos vinte cinco anos e tivemos uma filha.

    Desde muito novo que a maior parte de amigos com quem saia à noite eram tudo rapazes colegas das atividades desportivas e das escolas. As namoradas, normalmente eram raparigas conhecidas do seio familiar assim como a Isabel com quem casei.  

    Durante todos estes anos as noitadas com os meus amigos eram passadas em bares noturnos onde a frequência era na sua maioria de gays para vermos os shows de travestismo que admirávamos as suas performances. Derivado ao ambiente, discutíamos o que seria a vida sexual daqueles rapazes que no palco eram mulheres e cá fora eram homens como nós independentemente de um ou outro terem um ar a bichanado, mas nunca passava de conversa.

    Pela minha parte – com os meus colegas nunca tinha dado por isso – por várias vezes dei comigo nos balneários olhando mais atentamente para os corpos nus de alguns colegas que mostravam sem despudor algum, seus mastros, uns pendentes outros levantados principalmente quando no chuveiro a água quente caia por seus corpos, alguns, luzidios e musculados outros nem tanto.

    Havia algo em mim que me atormentava e de vez em quando depois de ficar a admirar pelo canto do olho aqueles paus grandes e grossos levantados como que à procura de algo escondia-me a um canto e sem dar nas vistas começava a masturbar-me. O tempo foi passando e passei a ir mais vezes ao ginásio não para praticar ginástica mas para apanhar a hora do banho e me deleitar com aquela mania. Chegou ao ponto de enquanto me masturbava sem saber porquê mas que me dava muito gozo ia com um dos dedos penetrando meu ânus.

    Esta situação já se ia perpetuando no tempo de tal maneira que até depois de casado não deixei de ir ao ginásio. Quando isso acontecia em casa com a Isabel tinha uma melhor relação sexual com ela. Por vezes estava a ter relações e o meu pensamento estava virado para aqueles mangalhos que vira no ginásio e à conta deles fazia aquela cena da masturbação com o dedo dentro de mim.

    Nunca dei conta desta minha mania a qualquer dos meus colegas. Pensei uma vez falar com o meu médico mas tive vergonha e o tempo foi passando.

 

    Numa Sexta-feira a Isabel foi com nossa filha para casa dos pais no Algarve passar o fim-de-semana e eu por questões de trabalho não fui.

    Logo no Sábado combinei com os meus amigos de longa data darmos uma escapadela pelo Bairro Alto e pelos bares de Lisboa. Quando estava de saída tocaram à porta. Era o João, que tinha vindo do Brasil e primo da Isabel e que vinha à sua procura. Logo lhe contei que ela estava no Algarve todo o fim-de-semana e eu ia aproveitar para dar uma escapadinha com os meus colegas até ao Bairro Alto curtir a noite.

    João aproveitou logo para perguntar se também podia ir connosco. Concordei e lá fomos ter com a malta.

    Encontramo-nos todos no café habitual e apresentei-o, dizendo quem era e que tinha vindo há pouco do Brasil. Começámos logo ali a tomar os nossos copos e fomos de bandada para a noite.

    A meio do Bairro um puto que andava a distribuir panfletos entregou um nas mãos do João. – Olha! Por cá fazem propaganda a Shows de travesti. Aqui em Portugal nunca fui a nenhum.

    Olhamos uns para os outros e para nos fazermos lorpas quase em uníssono dissemos

      - Pois! Aqui há vários e ao que dizem o melhor é o do Finalmente um bar Gay.

      - Vocês sabem onde fica?

      - Sabemos! Já lá fomos uma vez. (mentimos ao dizer que só lá tínhamos ido uma vez, pois não tínhamos ainda muita confiança com o João).

      - Então vamos! Sempre quero ver se são melhores que no Brasil. Retorqui o João ao que parecia todo entusiasmado.

    E fomos.

 

Show de travesti do Finalmente Club na Gala Abraço de 2010

    Estávamos a meio do show quando o João, disse que gostava mesmo era de transar com travestis e comer-lhes a bunda. Todos nos rimos e eu desculpei-o dizendo serem manias da sua estada durante algum tempo no Brasil.

    João logo respondeu

     - Não! Não são coisas de imaginação. É a verdade! Não há nada melhor que um cú apertadinho! É por isso que ainda não me casei. Um homem faz sexo com outro homem melhor que com uma garina qualquer. Fazem o melhor broxe do mundo o que elas não o sabem fazer assim como o cuzinho é muito mais apertadinho que uma racha de mulher. Não pensem por vos contar isto que sou Gay. Sou até muito ativo.

     - Ho pá! Disse o Pedro – Escusas de te justificar! A minha avó dizia que “ladrão é tanto o que vai roubar como o que fica à porta a visar se vem o polícia”

     - Pois! Por enquanto isso não aconteceu nem vai acontecer.

    O Mário que é outro que está sempre na brincadeira com as palavras ripostou.

     - Eu por mim não tenho nada a ver com quem leva naquilo que é seu, mas cá para mim o Carlos que anda sempre atesuado e é teu primo ou primo da mulher dele, podem entender-se nessa premissa.

    Todos achamos piada àquelas trocas de opiniões e tomamos mais uns copos. Abanamos a cabeça com aquelas músicas trepidantes e chegadas as quatro da manhã resolvemos acabar a noite e cada um ir para sua casa.

    Saímos do Finalmente e dirigimo-nos para os nossos carros que tinham ficado por ali perto. O João que tinha ido comigo assim também foi de caminho para minha casa, os outros foram conforme vieram sem antes combinarmos encontrarmo-nos nesse Domingo à tarde.

    No caminho para casa aquela conversa havida sobre os gostos do João não me saia da cabeça assim como me veio à mente os meus devaneios passados nas cabines do ginásio. Ganhei coragem e perguntei-lhe se ele saía só com travestis lá no Brasil

     - Mas quando eu expliquei lá no bar que uma bunda de homem é o melhor do mundo, era verdade. Até porque eles também gostam e não dão problemas. Não engravidam, são sensuais e também têm uma gaita como nós para podermos brincar. Alguns até são casados portanto há sempre um certo secretismo que não dá para chatices.

     - E tu serias capaz de comer um amigo?

     - Desde que ele esteja disposto porque não?

     - E nesses casos como ficaria o relacionamento futuro com ele?

     - Sabes que nesses casos a descrição é a melhor atitude a ter. Eu por exemplo vou para a cama com amigos que fazem parte de um determinado grupo e uns não sabem nem por sonhos dos outros. Mas com essas perguntas todas queres dizer-me alguma coisa?

     - Não! É só curiosidade.

     - Sim, pois! Sempre ouvi dizer que “Quem fala no barco quer embarcar”

 

    Entretanto estávamos chegando a casa. Parei o carro e tremendo por todos os sítios perguntei-lhe se queria subir para tomar mais um copo já que a Isabel não estava nem a menina. Ele olhou para mim com um ar interrogador e disse que sim ainda com ar mais malandreco. - Ao que notei!

    Entramos para a sala coloquei uma musiquinha suave e tomei dois copos e uma garrafa de whiskie, sentamo-nos num sofá e de repente perdi o controlo e perguntei-lhe

     - Eras capaz de guardar um segredo?

     - Conta lá. Certamente não será nenhuma história que já não tenha ouvido.

    Confidenciei-lhe as minhas aventuras de punhetação nos balneários e o desejo de experimentar ter relações sexuais com um homem.

    O João olhou para mim, olhos nos olhos, surrio, e perguntou se eu ainda era virgem.

     - Mas é claro que com homens nunca tive qualquer experiência! Aí sou virgem!

     - Mas porque és casado e tens uma filha ou porque nunca calhou?

     - O meu relacionamento sexual com a Isabel é melhor quando venho do ginásio e já tenho batido uma punheta à conta daqueles corpos nus que vou admirando no balneário.

     - Isso só quer dizer que estás pronto para fazermos amor!

    Se até a quele momento não sabia bem o que estava a fazer ainda fiquei pior e dei comigo com as pernas a tremer.

    João vendo a minha atrapalhação, colocou uma mão numa das minhas pernas e atirou.

     - Estamos sós este fim-de-semana e esquece a Isabel. Para já vamos tomar um duche para refrescar os corpos e as ideias.

    Começou a tirar a camisa, depois os sapatos e por fim as calças. Ao mesmo tempo que ficava em cuecas foi dizendo para me despir e deixar-me de vergonhas pois dali para a frente já não havia volta a dar. Eu assim fiz e também me despi ficando também em cuecas.

    João pegou-me numa mão como quem segura numa criança e levou-me casa fora até ao banheiro. Aí pegou em minha cueca baixou-a e tirou também as dele.

    Ficamos nus frente a frente. Eu olhando extasiado para aquele corpo jovem e modulado e um pénis já hirto e pulsante enquanto ele ia olhando para as minhas nalgas, fruto do seu desejo.

   Entramos no chuveiro e a água morna começou a atingir nossos corpos. Ele abraçou-me por trás apertando aquele mangalho já rijo entre minha nádegas, ao mesmo tempo que ia beijando meu pescoço e com uma das mãos ia ensaboado meu peito e a outra desceu até os meus tintis manuseando-os suavemente enquanto meu pito se ia levantando.

    Depois começou por beliscar meus mamilos ao mesmo tempo que mordiscava o meu pescoço.

    Embora ainda assustado e envergonhado, meus braços buscaram sua cabeça que forçava contra meu pescoço, aceitando seus carinhos que estavam me deixando zonzo.

    Ele me virou a pediu para me ajoelhar, ficando minha boca na direcção daquele pintão escarapulado e visouso que comecei a lamber sua cabeça quente. Ele segurou minha cabeça e penetrou-o em minha boca que comecei a suga-lo ao mesmo tempo que punhetava e massajava suavemente seus tintins. Já estava a ganhar experiência tentando meter seu membro o mais possivel em minha boca ao mesmo temto que o ia mordiscando.

    Ele gemia de prazer e eu cada vez mais sugava aquele membro que também se movimentada num vai e vem constante ele forçou mais um pouco e eu senti a sua cabecita tocar em minhas campainhas de tal forma que me ia sufocando.

    De repente ele gemeu apertou minha cabeça contra si e senti por minha garganta abaixo todo o esperma saido de uma ejaculação voraz a que nada mais podia fazer a não ser engolir todo aquele elixir.

    Ao prencipio foi susto mas depois prazer de tal forma que ainda me deu para com a lingua lamber todo o resto daquele suco que até era saboroso.

  

    Sem dizermos palavra terminámos o banho tapámo-nos com toalhas de banha à cintura e fomos para a sala novamente.

 

Gays fazendo amor

    Ainda sem dizer palavra sentámo-nos num sofá refastelamo-nos e perguntei se queria que coloca-se alguma música.

     - Se tiveres a musica de fundo do filme “Laranja Mecânica” podes por, ao mesmo tempo que tiras um café e se tiveres, trazes um tubo de vazelina ou outro lubrficante qualquer.

    Naquela altura não percebi aquela da Laranja Mecânica nem da vaselina mas mais tarde iria perceber. E de que maneira.

    Quando regressei com o café e o lubrificante ainda o João estava sentado no sofá mas completamente destapado, -tinha tirado a toalha que o envolvia- com o instrumento de perdição levantado ao mesmo tempo que acariciava as sua bolas.

    Olhei para aquele instrumento de prazer, larguei as chavenas do café numa mezinha ao mesmo tempo que me ajoeilhei frente a ele e meti em minha boca aquele instrumento até ao fim da minha garganta. João foi-se movimentando e eu gugando, sugando e apertando em meus lábios em sua cabecita luzidia.

    João pegou em mim, levantou-me e colocou-me de bruços no sofá ao mesmo tempo que me ia mordiscando minhas costas. Pegou no lubrificante bezuntou um dedo que por sua vez foi levemente introduzindo em meu cú virgem até àquela altura. Cada enfiada do seu dedo dentro de mim, mais me ia retrocendo de prazer. Depois de uma massagem pelo interior de mim e ao redor do meu ânus, senti seu peito em minhas costas ao mesmo tempo  que me começou a punhetar. Meu membro rijo e duro palpitava de tesão e comecei a movimentar minhas nalgas de forma a sentir o pito dele no meu rego. Estava na hora de ser desflorado como menina virgem.

    João pegou em minha cintura e apontou em meu buraquinho. Lentamente e num vai e vem começou penetrando-me. Comecei sentindo coisas que nunca tinha sentindo até então e só na minha imaginação.

    Ao prencipio da penetração em mim, aquela cabeça doeu um pouco e então ele tirou fora e lubrificou mais um pouco e lentamente e num tira e mete, lá me foi penetrando todo até sentir as suas bolas nas minha nadegas.

    Aquela invasão dentro de mim começou a dar-me um prazer inaudito. Segurei com as duas mão o meu pirilau apertando-o como estivesse envergonhado por estar a ser comido pela primeira vez por um homem. Ele sentiu a minha atrapalhação e me começou a estocar freneticamente aumentando o ritmo das estocadas. A pequena dor que tinha sentido inicialmente começou a passar e comecei a gemer de tesão e a pedir que mete-se mais e com mais força. João não se fez rogado e continuou me comendo com volúpia entrando e saindo de dentro de mim ao mesmo tempo que me abraçava. Meus ânus já fervia de quente com aquela fricção do seu membro entrando a saindo de mim, dando-me um goso infernal.

    Assim continuamos por algum quarto de hora, até que começou a por mordiscar o meu pescoço, retirou minhas mãos do meu cacete e começou me punhetando. Ambos gememos de prazer e de repente, ao mesmo tempo que senti os seus espermatozoides percorrerem meu canal também senti os meus sairem em catadupa, mas estes direitos ao sofá. O membro do João ainda ficou dentro de mim mais um pouco até começar a murchar ao mesmo tempo que o meu ânus um pouco dorido e ardente se ia também fechando.

    Estava-mos exaustos. Ele acabou por tirar fora e sentamo-nos lado a lado olhando-nos nos olhos com nossos pitos flacidos. Eu tinha gozado pela primeira vez dando azo aos meus sonhos de tantos anos. O fazer sexo com um homem afinal era bom.

    João com aquele ar de sacaninha atirou:

     - Afinal acabamos por não tomar o café!

     - Pois! Já deve estar friu. Mas valeu a pena.

     - Gostas-te? Foi aquilo com que sonhaste?

     - Foi mais do que isso! Foi um prazer enorme como nunca pensei que fosse.

     - Quando quiseres podemos experimentar novamente. Até porque vai ser giro também me comeres. O que achas?

     - Mas tu não disseste que eras só ativo?

     - Sim sou ativo quando vou com os travesti, mas quando calha um gajo como tu, também gosto de ser comido.

     - Vou certamente gostar dessa expeiência e assim já não me considero um gay passivo.

     - Tas enganado com esse conceito, sendo tu casado com a miha prima, serás como eu bissexual, além de primos e amantes.

    Rimo-nos, beijamo-nos e nos acariciamos durante algum tempo, até que eu disse:

     - E agora de aqui para afrente, o que vamos fazer?

     - Este será o nosso segredo e passarei a vir cá a casa mais vezes.  Que achas.

     - Desde que não demos bandeira tudo bem, até que da proxima prometeste ser eu a comer-te.

     - O prometido é devido. Se não tivermos oportunidade de ser aqui por causa por causa da Isabel, será em minha casa. O que achas?

     - Vou estar sempre à tua disposição, mas agora é melhor despacharmo-nos pois elas devem vir para o jantar.

   Enquanto ele foi tomar um duche, eu fiquei a arrumar a sala, e depois fui eu.

   Já eram oito horas da noite quando ouvimos a porta a abrir-se.

   Nós estavamos na cozinha a preparar o jantar quando entrou a Isabel e minha filha vindas do fim-de-semana no Algarve todas esfusiantes. Nos beijamos todos e hoje sou feliz com uma familia unida mas com um segredo pelo meio.

   Entretanto tanto lá no fundo da sala ainda se ouvia o tema do filme “Laranja Mecânica”

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

(Fotos de arquivo e sacadas na internet)

 

Nelson Camacho D’Magoito

        (O Caçador)

 

sinto-me: Grande fim-de-semana
a música que estou a ouvir: Laranja Mecânica
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Sábado, 14 de Abril de 2012

Encontro virtual

Um jovem gay na internet

Tínhamo-nos encontrado na Internet

 

   A minha alcunha de “O Caçador” das noites de lisboa foi posta por uma amiga em tempos que Deus aja, por ter sabido que era um indivíduo que passava as noites e por vezes os dias procurando rapazes na facha etária entre os 19 e vinte cinco anos para uma relação sexual.

   De facto a partir dos meus quinze anos que sempre me interessou conviver com rapazes da minha facha etária e assim há medida que fui crescendo também essa facha etária foi crescendo só que as minhas atrações pararam nos vinte cinco. Tive vários amantes, alguns duraram anos até como se diz agora, numa união de facto.

   Sempre tive profissões liberais e por essa razão bastante conhecido. Nos primeiros contactos, às vezes até diziam!

   : - “mas a sua cara não me é estranha!”

   Enquanto não nos conhecíamos bem, lá ia dizendo.

   : - “Ah dever ser pelo meu irmão que é bastante conhecido de facto!”.

   Também no outro mundo da sociedade que nada tinha a ver com “O Caçador” mantinha uma duplicação de status perante a sociedade. A chamada vida dupla.

 

   Pelo menos dois amantes que se prolongaram no tempo da minha vida um dia, resolveram por imposições familiares mudar de vida e casaram. Qualquer dos casos não deu muito resultado.

   Um, uma tarde, a mulher foi para casa mais sedo e foi apanhado na cama com um homem. O divórcio foi declarado um mês depois.

   O outro, enamorou-se de um primo da mulher dando um escândalo na família dos diabos quando mulher descobriu, pôs-lhe os tarecos à porta e pediu o divórcio.

   Tudo o que aconteceu com estes tipos foi simplesmente porque não conseguiram fazer uma vida dupla igual a um milhar de homens da nossa sociedade a que se chama de Heterossexuais.

   Eu sei que é difícil manter esta dualidade, mas desde que não se andem a pavonear como bichas tontas e não tenham tiques, leva-se a água ao moinho com uma certa facilidade. O homem, independentemente das suas tendências sexuais, porque é sempre homem, nunca o deixará de ser junto da sociedade em que está inserido.

   Quando sente necessidade de um encontro ou se quer pavonear existem tocais próprios, tal como bares Gays onde é improvável encontrar pessoas que não queremos encontrar. O mais interessante, é que às vezes se encontra nessas casas um amigo que lá fora, até púnhamos as mãos no lume e afinal são como sós, pessoas solitárias.

 

   O caçador, derivado à sua literacia, sempre soube escolher os parceiros certos olhando-os olhos nos olhos. Diz-se que os olhos são o espelho da alma. É com um olhar mais atento que se descobre a razão do estar alí, o que quer ou porque nos dá troco numa conversa da treta.

   Ninguém entra na nossa vida para nos destruir! Só se o deixarmos.

   Ninguém é dono de ninguém e logo nos primeiros diálogos devemos ter o livre arbítrio de aceitar o outro tal como é. Se é para ficar, vamos ficar! Mas se tiver de ficar por ali pois que fique e cada um que vá para seu lado.

 

   Ser-se bissexual não é ser-se gay, bicha, tricha, viado ou paneleiro, é ter-se o livre arbítrio de fazer do seu corpo aquilo que quiser nas escolhas de sexualidade.

   Gostar de ter relações sexuais com um homem ou mulher, desde que não ofenda terceiros com atitudes, gestos e formas de relacionamento tudo não passa de experiencias sexuais. Por vezes começa na puberdade e se continua ou não. Para se escolher uma das formas depende de vários fatores que não vem a propósito.

   O propósito desta lenga, lenga é para justificar a rasão porque um dia experimentei um encontro as cegas, pela Internet.

   Faltava-me esta experiência e rodeando-me de todos os cuidados conheci o João (nome fictício).

   Já tínhamos tomado o duche da praxe e dirigíamo-nos para a sala de jantar quando o João entrou na cozinha e encheu dois copos de vinho branco deu-me um e disse.

   :- Afinal ainda não vi o resto da casa.

   :- É verdade! Não há muito para ver a não ser o escritório a que eu chamo “O meu canto de escrita” e o quarto.

   Passámos de relanço pelo escritório e entramos no quarto que logo se acendeu uma luz negra e começou a tocar uma canção francesa “Feelings”.

   :- Táse memo a ver que já tens isto preparado para o amor!

   :- É!!! É o que faz andar nesta vida há um bom par de anos.

   Olhámo-nos olhos nos olhos, colocamos os copos numa mesa-de-cabeceira e deixamos cair as toalhas que trazíamos enroladas à cintura. Encostamos nossos corpos e nos beijamos. Abraçámo-nos e caímos em cima da cama beijando-nos desta vez sofregamente.

   Rolámos nossos corpos e nossos paus começaram e endireitar-se.

   No momento em que estava por cima do João beijando-o efusivamente e roçando nossas pilas que já se encontravam levantadas, aquele afastou a cabeça e começou o diálogo:

   - Nunca tinha sentido tanto prazer em beijar um homem. Disse João.

   - Quantas vezes Experimentaste? Lembras-te?

   - Não! Sou o chamado um tipo normal e nunca estive com um homem embora tenha sentido sempre uma certa atração.

   - Mas então como chegaste até aqui?

   - Foi a minha curiosidade de experimentar a sensação e como sou um pouco tímido de vez em quanto vou até aos sítios de contactos e procuro em tipo que se coadune com a minha forma de ser. Divertido e principalmente amigo e não stressado, mas nunca tinha encontrado ninguém como tu.

   - Então o que encontra-te em mim de especial para nos encontrarmos aqui?

   - Foi a forma como escreves e dizes as coisas, não seres mais novo que eu e teres uma cara que merece respeito.

   - E agora? Estás a sentir-te bem?

   - Desde que nos encontramos e a forma como nos temos relacionado que tenho sentido uma certa curiosidade em ver o final.

   - Mas achas que o final é isto? Beijarmo-nos e nossos corpos se roçarem?

   - Não! Também não sou assim tão ingénuo já tenho trinta anos e para já nunca ninguém me tinha beijado assim.

   Enquanto ia havendo este diálogo, e estando deitados de lado frente a frente fui calmamente punhetando o seu pinto que não era um pintinho mas também não era um pintão. Ainda não o tinha visto bem mas com as pontas dos meus dedos dava a perceber-se que era de fava descoberta o ideal para mamar um pouco.

   A conversa parou e mais uma vez nossos lábios se juntaram ao mesmo tempo que ia segurando em uma das suas mãos e a encaminhei para o meu pito que latejava com as suas veias palpitantes.

   Desci pouco a pouco meus lábios por aquele corpo um pouco musculado e parei em seus mamilos mordiscando suavemente um a um.

   João já se começava a retorcer como algo de novo estivesse a acontecer.

   Desci mais um pouco, levantei a roupa e verifiquei ter razão. Era um pito ideal para chupar e assim o fiz, percorrendo todo o seu prepúcio com a minha língua. João então começou movimentado aquele pito gostoso num vai e vem suave ao mesmo tempo que me ia segurando na cabeça tentando que ele entrasse cada vez mais.

   Meu dedo indicador da mão direita foi até meus lábios e meti-o na boca para o lubrificar bastante e lá foi direito ao ânus dele começando por o massajar e lentamente penetrá-lo.

   João estremecia como varas verdes, deixou de me segurar na cabeça e deitou-se de lado movimentando seu corpo de forma a meu dedo mais penetrasse naquele cú apertadinho.

   Senti que ele estava quase a vir-se e antes que isso começasse a acontecer deixei o pito e aquele cuzinho em paz e comecei a percorrer seu corpo atlético até o beijar novamente.

   Ele retribuiu sofregamente aquele beijo e assim ficamos alguns minutos. Poucos!

   Nossos pitos lá se foram manuseando por si só até que nossos corpos sem conversa alguma se foram virando para a posição dos sessenta e nove e começamos a mamar nossos pitos num vai e vem permanente.

   Gememos ambos de prazer e nossos espermatozoides lá saíram em golfadas abundantes enchendo nossas bocas.

   Diga-se a verdade que os dele não pareciam ter trinta anos mas sim dezoito ou vinte, saborosas e consistentes! Engoliu todo.

   Ficamos assim fazendo algumas caricias, até que nos voltamos para a posição de colher, ficando ele pela frente. Acabamos por adormecer um pouco.

Corpos abraçando-se depois da keka
 

Não sei quanto tempo passou mas sei que fomos acordando pouco a pouco e comecei a sentir o João mexendo-se um pouco. Como estava agarrado a ele com todo o meu corpo quase como metido no dele e abraçando-o e meu pito encaixado no rego daquelas nádegas que senti começarem a vibrar, meu pito começou a levantar-se. Estando eu com um braço debaixo da cabeça dele e o outro livre, fui-o percorrendo até o pito dele que já esta como pau rijo começando a masturbá-lo. Todo o seu corpo foi-se aninhando com movimentos e procura de algo e o meu que já estava pronto para uma penetração, lentamente assim o foi fazendo. Quanto mais o punhetava mais ele ia empurrando meu pau para dentro daquele cuzinho até que ficou todoooo lá dentro.

- Estou quase a vir-me! Disse ele.

- Não! Espera um pouco! Quero que também te venha dentro de mim.

Parei de o punhetar e em grande estremeção vi-me eu dentro daquele cuzinho maroto.

Coloquei-o deitado de barriga para cima, ri-me e disse:

- Agora é a tua vez.

Mamei um pouco o pitão dele para o lubrificar e na posição de “sentado na piloca” com a mão fui encaminhando-o para o meu ânus que lentamente e num vai e vem lento lá foi entrando todoooo. Quando puxei a cabeça dele para o beijar, mal nosso lábios se juntaram ele todo estremeceu e senti todo aquele leite que já conhecia, entrar por mim a dentro.

Caímos para o dado como dois coelhos após uma foda gostosa e ali ficámos até às tantas, sem ele dizer:

- Porra! Esta foi a maior surpresa que jamais tive na vida! Não te vou deixar mais.

Ficamos, Cansados, gozados, cheios e felizes.

Até nos esquecemos que ainda não tínhamos jantado. Mas valeu a pena ter conhecido um trintão.

 

Gays adormecidos no finalmente

    Aos putos, tenho de ensinar tudo, este já a sabe toda e não acredito que tenha sido a primeira vez.

    Adormecemos finalmente como anjos.

    E o futuro? Logo se vê!

 

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

     Nelson Camacho D’Magoito

             (O Caçador)

 
sinto-me:
a música que estou a ouvir: Feelings
publicado por nelson camacho às 20:45
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Origem do beijo

Kiss Gay homens romanticos

O beijo entre pares

 

    Acredita-se que o beijo tenha surgido 500 anos a.c.; época em que os amantes começaram a ser retratados nas esculturas e nos murais dos templos de Khajuraha, na Índia.

    Na teoria da evolução das espécies, o inglês Charles Darwin (1809-1882) afirma que a origem desta carícia é mais antiga. Segundo este naturalista, trata-se de uma sofisticação das mordidelas que os macacos trocavam nos seus ritos pré-sexuais.

    Há também a tese de que seria uma evolução das lambidelas que o homem pré-histórico dava no rosto dos companheiros para suprir a necessidade de sal no seu organismo. Ou um acto de amor das mães na época das cavernas. Sem utensílios para cortar os alimentos, as mulheres mastigavam a comida e depositavam na boca dos seus bebés.

    Na idade média era visto como uma forma de selar acordos. Com a boca fechada, os homens beijavam-se com firmeza. O toque leve dado na face, demonstrava traição. Como Judas fez a Jesus Cristo para o denunciar.

    Com o tempo, foi perdendo a força devido às pestes que dizimavam a população.

    Para Freud, tudo tem a ver com as etapas do desenvolvimento psíquico. Freud começa pelo período que dura até um ano de idade, em que a mãe dá de mamar á criança. Neste período todas as sensações de gratificação estão associadas á boca. A criança aprende que tocar com os lábios algum objecto macio, proporciona uma sensação calmante e agradável.

 

Atualmente utilizam-se vários tipos de beijo:

 

- O de cumprimento; dado na face. Existem vários países que o beijo na face entre homens nada mais é que um cumprimento.

   - O afetuoso: Dado na face. – Entre homens (entre pais e filhos ou entre irmãos) – Entre mulheres – (um beijo em cada face, por questões sociais)

   - O de respeito: Dado na testa. Normalmente dado pelo Pai ao filho. Na face, dado pelos filhos aos Pais.

   - De amor: Na boca, entre pares do mesmo sexo ou diferentes com mais ou menos intensidade de acordo com a situação do relacionamento.

   - O técnico: É um beijo na boca sem qualquer intenção amorosa, dado entre pares que na ocasião estão representando uma peça de teatro ou no cinema. Antes do século 20 este tipo de beijo era dado encostando somente os lábios. Atualmente principalmente no cinema, já se pratica um beijo mais efusivo, de boca aberta e metendo a língua. No entanto, nada mais é que uma encenação. Segundo dizem ao atores por vezes chegam a ser reais, conforme o parceiro. Alguns atores e atrizes escusam-se a faze-lo assim como se escusam em fazer cenas de sexo, embora este também seja técnico.

  

     E a ti! O que te proporciona um beijo?

     Diz algo sobre este tema ou as tuas experiências.

     Não tenhas medo de ser diferente.

 

Nelson Camacho D’Magoito

        (O Caçador)

sinto-me: Solidário
a música que estou a ouvir: Seus beijos (de Daniel)
publicado por nelson camacho às 12:22
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Arrependido NUNCA (parte II)

Foi assim que ficámos no episódio anterior

 

Aqueles milhões endiabrados saltando uns por cima dos outros lá se foram alojando em nossas bocas uns percorrendo a sua via própria outros transbordando por nossas face que se vieram a juntar quando nos viramos para uma posição mais confortável e nos beijamos longamente até nossos corpos se reconfortarem de tanto prazer e adormecermos um pouco.

Gays depois de uma noitada

Acordámos, deviam ser para ai uma sete da tarde e pela janela ainda entrava alguns raios sol contrariamente à noite anterior que a única luz que pairava naquela “sala de desenho” como o João chamava ao seu quarto era aquela luz negra que dava brilho aos nossos corpos acompanhados por um clássico de Chopin. Aquela luz negra durante a noite não só delineava os nossos corpos como nos salpicava de minúsculas luzinhas. Nas paredes pintadas de marron para além de um espelho longitudinalmente postado ode reflectia nossos desenhos também havia um poster de Michael Jackson na altura em que ainda era castanho e na célebre posição num dos seus bailados onde segurava os tin. tins…

Quando a luz do sol entrou pela janela, todo aquele ambiente de sonho tinha desaparecido e nada mais restava que uma recordação do que tinha acontecido ao mesmo tempo que sentia um medo terrível de me arrepender do que tinha feito.   

Naquela noite compreendi porque um quarto de dormir se podia chamar de “sala de desenho” É que naquele quarto aconteceu poesia, amor e desenharam-se novos conceitos de sexualidade entre pares.

Tudo o que aconteceu foi livre e de comum consentimento mútuo entre pessoas crescidas num espaço de luz e som difícil de encontrar mesmo num Estúdio de qualquer pintor ou arquitecto mais moderno, não se sente o amor pelas pessoas e pelas coisas como naquela sala de desenho. Para se pintar ou desenhar um bom quadro, uma casa ou escrever uma história, um romance ou um poema é necessário estar-se envolvido por amor, muitas vezes até na solidão de um recanto de escrita é preciso a nossa alma estar liberta de preconceitos e sentir amor dentro de si. Naquela noite tinha acontecido poesia.

 

Tínhamos adormecido agarrados e sem qualquer coberta que tapasse nossos corpos.

Nossos sexos ainda se entrelaçavam como dois gémeos sem vontade de se separarem.

 

Primeiro um olho, depois outro e lá estávamos eu com um braço à volta da cintura dele e o outro à volta do seu pescoço. Ele, rodeava meu pescoço como a tentar que não fugisse enquanto com a outra mão ia fazendo um cafuné nos meus cabelos.

Olhei de soslaio para o tal espelho que na parede acompanhava toda aquela prancha de desenho e parecia estar frente a quadro de Gogol.

Olhamo-nos nos olhos beijamo-nos e o João largando minha cabeça e com os dedos foi fechando meus olhos ao mesmo tempo que perguntava. Estás bem? Eu nada disse! Em retribuição daquele carinho percorri meus dedos na sua cara da testa ao queixo, como se fosse uma lambidela de gato.

 

E agora o que fazemos? Perguntei eu.

- Para já estou com uma fome dos diabos e vou tomar um duche e de seguida vou até à cozinha fazer um petisco para nós. E tu? Não telefonas aos teus pais a dizeres que estás bem? Ou já é habitual ficares fora de casa?

- Não! Disse eu o mais pronto possível. Nunca fiquei fora de casa e o mais tarde que cheguei foi às seis da manhã na noite em que te conheci. Meu pai não deu por isso e minha mãe que me acordou à uma da tarde não ficou muito preocupada pois além de ter confiança em mim, eu disse-lhe que me tinha acontecido uma coisa muito boa e depois lhe contava. É claro que não lhe vou contar e agora também não lhe vou dizer que fiquei em casa de um homem. Seria o fim da macacado!

De qualquer das formas, vou telefonar-lhe e digo que estive numa festa e fiquei em casa de umas raparigas colegas lá da escola.

 

Assim foi, telefonei a minha mãe e disse-lhes que estava bem em casa das moças e certamente iria com elas e os pais às festas de Óbidos e por lá ficaria mais esta noite. Foi a primeira grande mentira que lhes disse.

 

Contei ao João o teor do meu telefonema e perguntei-lhe se estava zangado por esta mentira a meus pais.

Ele olhou para mim!.. Olhos nos olhos e perguntou-me – Onde aprendeste a mentir dessa maneira? Também vais arranjar mentiras para mim?

- Não credo! A ti nunca te mentirei e se fiz esta é porque estou apaixonado por um senhor chamado João.

Ele riu-se e disse que eu também o tinha feito chegar às nuvens e que podia lá ficar quando quisesse. A “sala de desenho” estará sempre pronta para nos receber, até porque o que aconteceu naquela noite tinha sido o preambulo para outras aventuras.

Com esta promessa, fiquei em suspenso sonhando acordado com o que aconteceria na próxima noite.

 

Nos entretantos enquanto eu fui ajudando a por a mesa o João foi fazer uns bifes com natas e champinhons acompanhados por batatas fritas e como bebida,.. Champanhe.

De vez enquanto ia até à cozinha enchia dois copos de vinho e íamos bebericando enquanto o João pegava numa batata já frita colocava-a na boca e vinha meter na minha a outra metade. Eu estava louco… nem aos meus pais eu tinha visto tanto carinho.

O João não é rapaz da minha idade, já se aproxima daquela idade a que chamamos de “cota” mas é um amor em todos os sentidos e talvez por isso saiba levar a água ao moinho o que um rapaz da minha idade ou muito próxima não saiba ainda os requisitos necessários para fazer amor com carinho e delicadeza.

 

Nunca tive essa experiencia mas os meus colegas da escola quando se fala nestas coisas dizem que a malta quer é vir-se à pressa e de qualquer maneira. Foi por causa destas conversas que me fez nunca ter tido qualquer experiência sexual com raparigas ou rapazes.

 Até aqueles jogos nos balneários de batermos punheta uns aos outros, eu nunca alinhei.

Sempre achei que o acto sexual deve ser feito sem imposições e com muito carinho e com a pessoa certa e isso estava a acontecer com o João. Estava pronto a perder a minha virgindade no seu todo. Naquela noite já tinha começado, o resto era só esperar conforme o João prometeu quando disse que aquela noite tinha sido o preâmbulo para outras aventuras.

 

Já eram oito e tal da noite quando começámos a refeição. Era uma mistura de pequeno-almoço, almoço e jantar. Antes de abrir a garrafa de vinho o João virou-se para mim e disse:

- Puto… Falta qualquer coisa na mesa.

Foi buscar dois castiçais com velas vermelhas acesas, colocou-as no meio da mesa e disse: Agora sim… Está tudo completo.

Mais uma vez minha memória abriu a caixinha de recordações e notei mais uma vez que nunca tinha visto tal carinho entre meus pais. Fiquei quedo de momentos nos meus pensamentos.

O João notou que havia qualquer coisa e perguntou ao mesmo tempo que segurava nas minhas mãos e me afagava o rosto:

- Está tudo bem? Estás arrependido de estares aqui comigo? É por ser um pouco mais velho que tu?

- Não!... Nada disso estava simplesmente pensando nunca ter assistido a tanto carinho que me estás a dispensar.

- Ora, Ora, tudo isto não passa da forma como eu entendo a amizade entre duas pessoas que se querem e eu quero-te muito.

Meus lábios foram direitos aos seus e beijei-o como prova de agradecimento.

Iniciámos a refeição ao mesmo tempo que íamos tendo uma conversa da treta pois o conhecimento que tínhamos um do outro não dava para mais. Ainda era cedo para nos conhecermos melhor.

A refeição foi acompanhada por uma musiquinha de fundo e nada de televisão.

Quando chegamos ao fim, fomos até ao sofá, tomamos um café um pouco de brandy e então sim, ligamos a televisão. Como não estava a dar nada de jeito o João disse:

- Olha procura ai um filme para nos entretermos enquanto vou levantar a mesa e arrumar a loiça na máquina de lavar.

- Tá bem! Eu procuro!

Procurei e também não vi um filme que me despertasse a atenção. Como o João tem no quarto outros filmes e outro leitor, fui lá à procura. E lá estava um “Refeição Nua” e coloquei-o no leitor. Logo no início vi que se tratava da história de um bar gay onde os empregados andavam a servir os clientes somente com um aventalzinho a tapar o sexo. Só via a apresentação e fui logo à cozinha dizer ao João o que tinha feito.

Ele começou a rir-se ao mesmo tempo que ia dizendo:

- Com que então refeição nua. Amanhã sirvo-te o pequeno-almoço também nu...

- Epá… desculpa mas não sabia que era um filme sobre gays.

- Não faz mal, não tem nada de especial a não ser poderes aprender algo antes de ser eu a ensinar-te. Se quiseres podes meter-te já na cama e ir vendo o filme enquanto eu termino meus afazeres domésticos, ao mesmo tempo que se ia rindo com aquele trejeito de lábios que começava e conhecer.

- Não! Disse eu - É melhor vermos o filme os dois e vou antes tomar um duche. Posso?

- Já comemos há tempo suficiente. A casa é tua, estás completamente à vontade.

Assim fiz…

Agora fresquinho e todo nu, somente com a toalha de banho enrolada à cintura, passei pela cozinha e disse: – agora sim! Vou estar à tua espera Ok? E lá fui direito à “sala de desenho”

 

Tinha-me esquecido de desligar o dvd e ainda estava a dar a “refeição nua” numa altura em que um dos empregados está a fazer um “bóbó” a um cliente que já tinha sido despido por outro e lhe estava metendo seu pau no rabiosque do outro.

Meu pénis ao olhar para aquela cena começou a levantar-se. Retirei a toalha e meti-me na cama começando a roçar-me nos lençóis.

 

Entretanto entrou o João com o seu robe de seda vermelho e foi dizendo:

- Posso entrar? Ou interrompo alguma veleidade?

- Podes entrar e desligar o vídeo pois tu sempre és melhor que qualquer filme.

 

João ao mesmo tempo que ia atravessando o quarto para desligar o dvd ia deixando cair o robe mostrando seu corpo atlético. Baixou-se para colocar um CD de Michael Jackson em: “Earth Song” ao mesmo tempo que acendia um projector sobre o poster do Michael ia dizendo:

 - Agora sim… Vamos ter todo o tempo do mundo para nos amar.

 

Michael Jackson

 

Todo aquele ambiente estava a dar comigo em maluco. Estava tudo meio-escuro. Somente aquele poster iluminado, aquela música sobre o mundo e aquele corpo que se aproximava de mim já com o pénis em riste direito a mim, esperando que o beija-se.

 João afastou os lençóis e me abraçou me beijou todo. Meu corpo foi todo mordiscado e meu caralho chupado e mordido. Ao mesmo tempo com um dedo ia friccionando o meu olho do cu. Lentamente foi-me penetrando com seu dedo indicador ao mesmo tempo que dizia: - queres fazer-me o mesmo?

- Sim! … Porra! Quero ter todo o prazer que me puderes dar. Disse eu já muito aflito e quase a vir-me.

Virámo-nos e nossos buracos foram-se preparando para serem penetrados por nossos caralhos rijos e prontos à penetração.

Às tantas, ele pegou-me por traz e lentamente começou introduzindo seu caralho naquele meu cú virgem. Em principio eu senti uma dor um pouco desconfortável, como se me estivesse rasgando mas o João ao mesmo tempo que ia penetrando devagar ia também movimentando-se e beijando minhas costas e punhetando meu caralho. Estivemos assim durante algum tempo com aquele gosto gostoso. De repente retirou seu pau do meu cú colocou-me de costas chupou um pouco o meu caralho e se sentou sobre ele cavalgando com o meu caralho dentro do seu cu ao mesmo tempo que tentava meter-me o seu em minha boca.

Agora sim… era o êxtase total. Aquela musica nos meus ouvidos meu caralho naquele cú tão apertadinho quase me estava a vir quando João pegou comigo quase ao colo e me virou para aquela posição em que só faltam entrar os tin..tins…

  Ele gemia de prazer e eu de dor misturada a prazer, mas agora a sensação era tão boa que eu não queria parar nunca mais de foder assim. 

 

 Se eu soubesse que era tão bom, teria dado meu cuzinho mais cedo. Ele começou a morder minha orelha, e a cochichar para mim, dizendo que queria gozar na minha boca. Então eu desmontei daquela posição, e voltei a chupar seu caralho gostoso.

 Logo ele começou a gemer mais alto, e eu engoli sua vara mais o mais fundo possível.

 Senti sua esporra quente pressionar minha garganta, com seu esguicho forte e volumoso, que eu engoli como um néctar. Ele continuou esporrando em bicas, e encheu toda a minha boca. Eu senti seu gosto meio ácido, meio salgado, pegajoso e apertando a língua, como banana verde assim.

Engoli tudo, e isso o deixou muito feliz. Beijamo-nos e ele sugando de mim o que restava em meus lábios. Ficámos durante algum tempo.

Naquela noite fizemos de tudo, experimentámos todas as posições do kamasutra.

Posições kamasutra gay

Há muito que tinha acabado o CD “Earth Song” .Ficámos ali entrelaçados durante mais algum tempo até que o João disse: - Vamos tomar um duche?

- Sim é para já! E lá fomos.

Não sei se era da casa se eram os nossos corpos que transpiravam calor por toda a parte que depôs do duche fui buscar uma garrafa de vinho do Porto fresquinho e dois copos e voltamos para a cama, enquanto ele foi buscar uns bombons “Ferrero Rocher” e todos descascados fomos brincando e metendo em nossas bocas aqueles deliciosos bombons.

  Entretanto ele deitou-se de barriga para baixo levantando um pouco seu corpo. Meu pénis não aguentou mais e fui penetrando aquele cuzinho malandro e gostoso ao mesmo tempo que com uma das mãos foi descendo até ao seu pénis e fui punhetando-o. João gemia ao mesmo tempo que ia dizendo: - Não me faças vir que também quero fazer o mesmo.

Perante a ideia não me aguentei mais e fui eu que me vim abundantemente naquele cú maroto. Aguentei mais um pouco e trocámos de posição.

Não aguentava mais! Disse ele começando em principio lentamente a penetrar em meu cú e depois bombeando com mais força. Ambos nos movimentamos num vai e vem de loucos sentindo aquele caralho todo metido em mim tocando ao de leve na próstata dando-me o maior prazer do mundo, ao mesmo tempo que ele me punhetava novamente. Não aguentamos mais que uns minutos e ambos nos viemos novamente.

Como se fossemos dois coelhos caímos para os lados exaustos e pusemo-nos deitados de costas. Ainda segurámos e apertamos nossos caralhos esperando quiçá que tudo voltasse ao princípio.

Meu rabito latejava de tanta penetração. O que valeu foi que o caralho dele não era muito grande. Era maneirinho com a cabecita descoberta dava vontade de o chupar novamente e à segunda estocada já não criou desconforto mas sim prazer. O meu também sendo normal não lhe criou qualquer desconforto.

 

Valeu a pena perder a virgindade com ele, foi inesquecível.

Não estou arrependido.

 

De manhã, Tomamos duches juntos e mesmo ali, fodemos novamente. A água quente escorria pelos nossos corpos limpando nossos pénis quando saiam dos buracos apertadinhos e íamos chupando um a um nossos aparelhos de penetração até nos virmos abundantemente.

Nossos espermatozóides naquela noite e naquela manhã não fizerem o trabalho a que estão destinados mas deram-nos muito prazer e é quanto basta nestas situações.

Tomamos o pequeno-almoço fui para casa prometendo voltar a casa dele, pois encontrei ali o cantinho da minha felicidade.

 

Quando cheguei a casa contei uma história plausível a meus pais, confirmando o que tinha dito pelo telefone e não estou arrependido de ter mentido. Não tenho o direito de magoar as pessoas que me querem.

Ainda sou um jovem com muitos anos à minha frente e por enquanto, até achar oportuno, vou guardar o meu segredo. Não estou arrependido pois não machuquei ninguém nem o farei.

Acho que a minha sexualidade só a mim me diz respeito desde que não falte ao respeito dos outros. Só vou ter que arranjar uma amiga que telefone lá para casa a fim de julgarem ser minha namorada. Mas isso não é difícil, pois tenho muitas.

Para já! Encontrei a minha felicidade, tenho um amigo embora seja mais velho que pode com a sua sabedoria ajudar-me nos confrontos que vou ter na vida.

Perdi a virgindade em todo o sentido mas valeu a pena. Foi inesquecível.

 

Kamasutra gay

 

 

 

Fica aqui “Earth Song” do Michael Jackson para vocês com muito carinho 

 

 

Nota: Como esta história é um pouco grande Vejam o capítulo anterior “Arrependido NUNCA (Parte I)”

 

Esta é dedicada ao meu amigo André Filipe

 

 

Nelson Camacho D’Magoito

         (O Caçador)

 

 

sinto-me: louco por outra história
a música que estou a ouvir: Remember the time
publicado por nelson camacho às 00:07
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Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Arrependido NUNCA (parte I)

 

Há dias que não se pode sair de casa

 

Diz-se que há dias em que não se pode sair de casa.

Foi num desses dias fatídicos que encontrei o que julgava ser o meu amigo para toda a vida.

Sim! Amigo porque até à data ainda não sabia o que era a homossexualidade.

Sou um jovem do Porto e o chamado “filho da Mamã” , pai um pouco austero e por isso não vai muito à bola quando eu digo que tenho um corpo lindo e gostava de ser modelo. Minha Mãe como todas as mães até gostava de ideia e dizia com base no que via nas revistas do jet7, que talvez não fosse má ideia inscrever-me numa dessas escolas. Até às escondidas de meu pai me aumentava a mesada para o curso e ir a festas onde parava toda essa gente.

Talvez por ser um pouco tímido e introvertido nunca procurei os tais cursos de modelos nem frequentava bares por onde todos os modelos frequentavam, até porque aqui no Porto não há grande coisa.

No meu quarto à tantas da noite e no meu recato ia tirando a mim mesmo fotografias como se fosse um modelo, depôs publicava-as num saite social com outro nome e procurava saber a opinião de quem me visitava. Resumindo e concluindo: Eu até tinha razão era um rapaz bem apresentado e apessoado, ou seja, era lindo. Bem! Ainda sou, com a graça de Deus.

Um dia ou seja numa noite, no recanto do meu quarto encontrei no meu facebook um convite de um rapaz mais velho que eu para ser seu amigo, dizendo entre outras coisas que era um desperdício estar escondido com tanta beleza. Que devia sair e procurar as oportunidades de uma vida de amor.

Achei estranho tal convite e procurei saber de onde vinha o Pedro, era o nome que dava mas não apresentava a cara, só o corpo, que me despertou atenção pela sua musculatura bem delineada. Ao fim e ao cabo tal como eu. Mais tarde disse-me que ia estar numa festa só de rapazes e que não tinha nada de mal pois seria depois de uma parada contra a homofobia que se iria realizar nas avenidas do Porto.

Este filho da mamã nunca tinha ouvido tal mas procurei saber mais concretamente do que se passava e no dia aprazado lá me desloquei à avenida dos Aliados.

A festa foi linda, afinal não eram só rapazes, havia raparigas também. Novos e cotas, todo o mundo se abraçavam e beijavam. Alguns, talvez um pouco despidos, outros com mascaras empunhando bandeiras contra o racismo e a homofobia. Havia muita música cantos e bandeiras. Ouvi piropos e até alguns me tentaram beijar mas do tal Pedro, nem vê-lo.

A festa foi progredindo e a certa altura vi meia dúzia de intervenientes dirigirem-se para um bar. Curioso também lá fui. Entrei e gostei do ambiente. Gente gira e despreocupada com os outros que os rodeava dançando e alguns até beijando-se. Do tal Pedro nem vê-lo. Bebi umas cervejas e também dancei, ou seja, pulei!

A noite já ia alta e resolvi dar de “frosque”. Na rua ainda havia festa. Uns bebiam outros abraçavam-se outros beijava-se e eu ali parado a olhar para esta novidade toda que era para mim. Às tantas estava encostado a um carro e rirei um cigarro para fumar mas o sacana do isqueiro não acendia. Tentei várias vezes até que um rapaz se me dirigiu e disse: Taz com azar pá, o isqueiro já deu o que tinha a dar! Não tens um no carro? – Pela primeira vez alguém me dirigia a palavra dentro de um contexto verbal que gostei -:

- Epá tem razão! Mas o meu carro está longe e não dá jeito ir lá buscar lume.

- Desculpa! Como estavas encostado a este pensava que era teu.

- Não! Estava só encostado e se por acaso é teu, desculpa.

- Não! Não é meu. Para estas coisas mais vale andar a pé! Sempre queres lume?

- Claro! Já agora!

 

Foi assim, por causa de um isqueiro que teimava em não acender começou a conversa com o João que mais tarde viria a ser meu amigo.

 

Ambos já tínhamos os nossos cigarros acesos quando resolvemos sair daquela barafunda e caminhamos rua fora contando um ao outro o que fazíamos na vida e porque tínhamos vindo aquela manifestação.

Até à entrada do metro mantivemos uma conversa da treta sem entrarmos em grandes pormenores só achámos curioso morarmos ambos na rua da Cedofeita e sem nunca nos cruzarmos. Ele morava do lado esquerdo e eu do lado direito da rua. Acompanhei o João até à sua porta que ele abriu e entramos. O João procurou um cartão-de-visita e deu-mo procurando se no dia seguinte lhe telefonava. Entretanto a luz apagou-se, o João perguntou-me novamente se lhe telefonava no dia seguinte ao mesmo tempo que me segurava nos ombros e delicadamente juntou seus lábios aos meus. Fiquei atrapalhado. Era uma novidade para mim, mas gostei e ficámos assim um pouco trocando sabores linguísticos. A luz voltou a acender-se. Separamo-nos. Olhamos um para o outro alguns segundos, até que eu disse: Amanhã eu telefono. Sai porta fora e corri rua acima direito a casa.

Naquela noite não consegui dormir

Quando cheguei a casa nem banho tomei, despi-me pura e simplesmente e assim como Deus me deitou ao mundo atirei-me para cima da cama e tentei adormecer pensando em tudo o que me tinha acontecido.

Tudo o que me tinham ensinado na juventude ruiu como um baralho de cartas ao ser beijado por aquele tipo não tendo coragem de reagir de outra maneira a não ser o aceitar toda aquela envolvência de carinho que nunca tinha tido. Diz-se que o arrependimento mata, mas eu estava vivo e bem vivo não conseguindo retirar da minha mente aquele beijo sôfrego. Estava numa de indecisão! Arrepender-me por ter consentido que um homem me beija-se ou ter retribuído ainda com mais força aquele gesto que era uma novidade.

Já em tempos tinha tido uma pequena experiencia no género em que um primo mais novo que eu me tentou beijar na face ao mesmo tempo que dizia gostar de mim mas o que se passou naquela noite foi totalmente diferente. Foi na boca onde enrolámos nossas línguas e feito por um homem mais velho ao que vim a saber mais tarde com grande experiencia dos actos sexuais entre pares do mesmo sexo. No pouco tempo em que adormeci, aquele beijo entrou nos meus sonhos e meu pénis hirto saltou para fora das boxes e cuspiu abundantemente milhões de espermatozóides como nunca tinha acontecido e adormeci finalmente como São Sebastião.

Quando minha mãe bateu à porta do quarto para me acordar, já era uma da tarde, e lá foi dizendo: Então ontem tiveste finalmente uma grande farra! Chegaste à seis da manhã o que não é habitual! Pelo menos gozaste a noite?

- Sim mãe! Esta noite foi a minha primeira experiencia de liberdade mas não é para contar. Olha! Vai à tua vida que eu faço a cama e arrumo o quarto.

O que eu não queria era que ela descobrisse o estado em que estavam os lençóis.

Ela saiu toda satisfeita e eu fui tomar um banho depois de arrumar o quarto e fui almoçar. Meu pai como saiu cedo nem deu por nada.

Como não queria que alguém ouvisse o meu telefonema, sai por volta das três da tarde e no café mesmo em frente à casa do João e telefonei-lhe.

- Olá! - Disse ele do outro lado da linha – Já estava à espera do teu telefonema, onde estás?

- Estou mesmo aqui em frente no café.

- Ainda bem que estás perto! Eu estou sozinho em casa. Não te cheguei a contar que vivo sozinho. Não queres dar um salto até aqui? Para ouvir um pouco de musica e conversarmos?

Todo o meu corpo tremeu perante aquele convite lembrando-me do que tinha acontecido na noite anterior.

- Sim eu subo! É só acabar de tomar o café.

 

Quando sai do café olhei para o terceiro andar e lá estava ele por dentro da janela espreitando, não dando tempo a que carregasse no botão da campainha pois a porta já estava aberta.

Também quando sai do elevador a porta da casa também estava aberta e entre ela lá estava o João vestindo um robe de seda vermelho.

Mais uma vez todo o meu corpo tremeu mas desta vez de arrependimento do que estava a fazer, mas continuei e entrei.

- Este é para te descontraíres! - e novamente como na noite anterior colocando suas mãos nos meus ombros puxou minha cabeça e novamente me beijou com seus lábios macios.

João baixou sua mãos e segurando nas minhas perguntou.

- Então que tal! Dormiste bem? Sabes! Eu quase não dormi a pensar em ti.

- Sim! - Disse eu - Mas aconteceram-me coisas estranhas.

- Então puto! Não me digas que te vieste a pensar em mim!

Um pouco ainda envergonhado perguntei - Achas isso normal?

- Opá quantas vezes essa situação me tem acontecido quando conheço alguém giro assim como tu pensando em tudo o que podemos fazer.

- E o que achas que podemos fazer? Perguntei logo de rompante.

- Nada de especial que dois seres adultos não possam fazer. Para já vamos até ao meu bar, tomar qualquer coisa e ouvir um pouco de música ou ver um filme. É como quiseres.

Eu naquela altura já não sabia bem o que queria. Tanto queria sair a correr daquela alhada como seguir para uma experiência que nunca tinha tido, até porque era virgem. Nunca tinha tido qualquer relação sexual e qualquer natureza.

O João perguntou se queria ouvir música ou ver um filme e de que género.

Como naquela altura tudo o que viesse seria bem-vindo disse que deixava ao seu critério.

- Então aqui vamos ver um filme e lá dentro, vamos ouvir música.

Refastelamo-nos no sofá e o João colocou no DVD o filme “ Antes que anoiteça” é um filme biográfico de Reynaldo Arenas um escritor cubano que na sua cruzada contra Fidel de Castro conhece Pepe com quem mantém uma relação gay de amor/ódio durante anos.

Aceitei a proposta e ali ficamos vendo aquele extraordinário filme.

Durante a sessão que durou uma hora e pouco e porque estávamos embrenhados naquela história, pouco falámos íamos sim tomando uns whiskys e entrelaçando nossas mãos.

Por fim o filme acabou.

 

João levantou-se e disse: - Vou tomar um duche a correr e já venho.

 

Foi o momento do meu estar só não sabendo ainda se estava arrependido ou não por estar ali. A curiosidade era tão grande que algo dentro de mim me dizia – deixa-te estar palerma… aproveita este bem-estar que sentes.

Poucos minutos bastaram para o João aparecer novamente já sem o robe vermelho mas de boxes pretos e uns chinelos com cabeças de cão (muito giros por acaso).

Trazia numa mão dois flutes e na outra uma garrafa de champanhe.

- Agora vamos ouvir música.

Entregou-me a garrafa de champanhe perguntando-me se a sabia abrir, segurou-me numa das mãos e encaminhou-me para a sala de desenho como ele chama ao quarto.

Mal entramos naquele aposento as luzes apagaram-se e ficou somente uma luz negra ao mesmo tempo que se começava a ouvir um “nocturno” de Chopin.

Já na sala e durante o filme tinha tirado o blazer e os sapatos ficando somente com a camisa aberta fora das calças que ainda por lá estavam.

João deitou-se e perguntou: - então não abres a garrafa? É melhor tirares a camisa pois ainda se vai sujar com os espirros do champanhe.

Tirei a camisa e abri a garrafa que efectivamente espumou por cima de mim e do João.

Rimos a bandeiras despregadas e nossos corpos se enlamearam daquele suco que ia brotando da garrafa quase não dando para encher os ftutes que entretanto o João não largava.

- Agora tens de tirar as calças dizendo o João num galho fada sem términos à vista.

Calmamente coloquei a garrafa na mesa-de-cabeceira assim como os copos e comecei a tirar as calças que agarradas e estas vinham os boxes ficando todo nu. O João entretanto assim que largou os flutes também começou a tirar os seus boxes.

 

Nus, como Deus nos trouxe ao mundo ficamos ali durante momentos olhando-nos mutuamente.

Salpicados do champanhe e ainda rindo de tudo o que tinha acontecidos, juntamos nossos corpos que os começamos a lamber.

João com uma perícia incalculável foi percorrendo meu corpo dando uma suave trincadela aqui e ali até chegar quase ao meu pénis. Depois subia e vinha entrelaçar sua língua na minha ao mesmo tempo que nossos pénis se entretinham a entrelaçarem-se um no outro pois ainda não estavam tão rijos que não o pudessem fazer. Retribui todo o carinho começando também a mordiscar aquele corpo já sem pingos de champanhe mas seco esperando que minha língua despertasse seus e meus desejos mais obscuros. Quando estava junto ao pénis do João reparei que já se encontrava hirto e experimentei sugá-lo até onde mais pude.

João segurando-me na cabeça foi dizendo: - Tem calma se não venho-me.

Subi por ele acima e com algum suco do seu pénis na minha boca fui depositá-lo na boca dele.

Nossas bocas fervilhavam de paixão enquanto nossas línguas se entendiam como gente crescida e nossos pénis se metiam entre pernas um do outro procurando algo mais apertado que naquela posição não existia. Bem apertávamos as pernas, mas não passava disso.

De repente, João como um caranguejo rodopiou por cima de mim e ficamos na posição do 69 sugando freneticamente nossos pénis ao mesmo tempo que dávamos pequenas mordiscadas nos tin tins. Chegou a altura em que algo iria acontecer e aconteceu mesmo. Tentámos meter em nossas bocas o mais possível nossos pénis pois pelos seus dorsos já percorriam milhões de espermatozóides desertos de se expandirem em jacto contínuo.

Aqueles milhões endiabrados saltando uns por cima dos outros lá se foram alojando em nossas bocas uns percorrendo a sua via própria outros transbordando por nossas face que se vieram a juntar quando nos viramos para uma posição mais confortável e nos beijamos longamente até nossos corpos se reconfortarem de tanto prazer e adormecermos um pouco ainda ao som de “nocturno” de Chopin .

 

 

Nota: Como esta história é um pouco grande e não acaba aqui Vejam o próximo capítulo “Arrependido Nunca II”

 

Esta é dedicada ao meu amigo André Filipe que encontrei no Facebook

 

Nelson Camacho D’Magoito

         (O Caçador)

 

sinto-me: e com saudades daquelas noites
a música que estou a ouvir: "nocturno" de Chopin
publicado por nelson camacho às 18:42
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

Feliz Ano Novo para todos

capa calendário para 2012

Esta é para todos os amiguinhos que veem a este sitio

 

Que o ano que se aproxima seja o mais feliz de todos para vocês. Dêem azo à imaginação e mesmo com todas as troikas que entraram pelo nosso país fora tenham imaginação para poderem vencer na vida com toda a plenitude.

Trabalhem e façam amor com contenção e tenham em conta que tudo o que é bom, não é para sempre. Contenham-se nas aventuras ocasionais pois nem tudo o que parece é. Como dizia o outro “nem tudo o que luz é ouro”.

Para o novo ano volto com novas histórias fresquinhas.

 

 

Esta é só para ti

Quero esquecer-te e não posso

pedro miguel e nelson camacho em 1994

 

 

Faltam duas noites para terminar mais um ano, assim como faz catorze anos que partiste! Vou de férias por uns dias, vou meter-me na minha concha e retirar da minha caixinha de recordações aquele momento de há catorze anos. Vou estar acompanhados de amigos do peito porque:

 

Quero esquecer-te

 

Na minha agenda

Anotei para que me esqueça

Os teus beijos e carícias

O teu olhar e a voz

O teu andar e o jeito

De ajeitares o cabelo

A para da memória apagar

Todos os dias eu lembro

Aquilo que devo esquecer.

 

    Depois do prazer com alexandre pires

Nelson Camacho D'Magoito

 

sinto-me: e triste ao mesmo tempo
a música que estou a ouvir: depois do prazer (de Alexandre Pires e Alcione)
publicado por nelson camacho às 01:09
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011

O Novo Carteiro

 

O descanso dos guerreiros

Quando o carteiro toca duas vezes

 

Quando ouvimos tocar a campainha da porta, normalmente ou espreitamos ou vimos através do vídeo porteiro, (conforme o tipo de habitação que temos) quem nos vem chatear àquela hora. Se é uma miga ou um amigo, abrimos, se é um dos tipos que nos quer impingir publicidade ou alguém desconhecido, deixamos tocar e não respondemos, até se fartarem e irem-se embora. Mas há um outro tipo de pessoa que normalmente nos bate á porta, é o carteiro que por norma, só toca na campainha quando tem alguma encomenda ou carta registada para nos entregar.

O Carteiro é o fiel mensageiro da vida ou da morte. Uns o esperam com alvoroço, outros com receio, pois esta personagem, nada mais é que uma esperança ambulante. Às vezes, até sonhamos como será, pois raramente o vimos.

Onde se passou esta história é numa casa de verão e como tal pouca correspondência recebo, a não ser uma ou outra encomenda que vou fazendo acontecendo assim que os tais carteiros que não conhecemos só têm que deixar o aviso respectivo dos CTT para ir à estação levantar as encomendas.

Também pouca vida social faço na terra, pois sendo uma casa de verão, a minha vida é praia, casa, Lisboa. A cafés, só vou a um e normalmente para comprar o tabaco e ou o jornal, tomando às vezes uma bica e nada mais, se por ali fico um quarto de hora já é muito. Não conheço qualquer pessoa e como também sou um pouco introvertido, também não me dá para socializar, no entanto, no outro dia, a televisão do café estava a dar um jogo de futebol que me estava a interessar, através de um canal da TV- Cabo, como nesta casa não tenho este sistema de televisão, sentei-me, tomei uma bica a ali estive a ver o jogo.

O café estava cheio de “malta” lá do sítio, o que era normal, embora quase toda a gente tenha a TV- Cabo, sabe melhor ver estes jogos no café, pois sempre se vai dando um palpite de treinador de bancada com o colega ou fazendo criticas ao árbitro. Eu estava para ali só, feito parvo e olhando de vez em quando para um ou outro espectador, só os vendo por traz, pois estava numa mesa ao fundo do café.

De repente, um moço bem-apessoado, que estava também só e encostado ao balcão, puxou de um cigarro, e com uma mão percorreu todos os bolsos, como quem procura algo ao mesmo tempo que dava uma olhadela para a assistência, até que seus olhos depararam com os meus, que nesse preciso momento o mirava de alto a baixo.

 Deu duas lambidelas no filtro do cigarro, como estando a amolecê-lo, e fixando-me com o ar mais maldoso deste mundo dirigiu-se a mim dizendo:

- Desculpe, mas tem lume que me empreste?

Ao que lhe respondi com ar irónico depois de ter visto aquela lambidela no cigarro:

- Bem… lume não lhe poço emprestar, mas um isqueiro para acender o cigarro! Isso poço!

O moço, que ainda não tinha nome, quando lhe estendi a mão com o isqueiro, este agarrou-o, acendeu o cigarro, ao mesmo tempo que ia olhando para mim com ar terno e doce. Quando devolveu o isqueiro fê-lo de forma que os seus dedos roçaram minha mão pela parte de baixo sustentando esse gesto por alguns segundos e que eu aguentei o mais tempo possível. De repente, apertou minha mão ao de leve e com um olhar maroto perguntou:

- Você não é de cá, pois não?

- Não! Disse eu um pouco atrapalhado. Só tenho cá uma casa para passar o verão e quando cá estou, estou mais tempo na praia que andar de café em café, para isso, tenho a minha Lisboa.

- Há… de facto nunca o tinha visto por aqui. Esta terra também é uma pasmaceira. Eu também trabalho em Lisboa, mas agora vim fazer uma férias de um colega aqui na zona.

- Porque não se senta? Perguntei…

- Pois bem! Já agora! Toma mais alguma coisa?

- Não obrigado, um café por agora já chega! Mas olhe que essa atitude só lhe fica bem. Nesta terra parece haver um certo constrangimento em as pessoas sentarem-se numa mesa onde esteja uma só pessoa e muito menos oferecer uma bebida.

- Sabe… As pessoas aqui são muito metidas com elas e enquanto não nos conhecem parece que são desconfiadas, mas eu não ligo. Estou habituado ao Porto e lá não se passa assim. Quando entramos num café, este está cheio, mas há um lugar vago numa mesa que esteja ocupada por um tipo qualquer, pedimos licença e nos sentamos. Às vezes dá para conversar outras não.

- De facto é assim! As pessoas do norte são muito mais afáveis que por aqui. Você é do Porto? Não tem pronuncia!

- Sou… Sou mas há dois anos, pediram-me para vir trabalhar para Lisboa e eu aceitei. A grande cidade é sempre a grande cidade.

- De facto a grande cidade é a grande cidade mas eu gosto muito do Porto e tenho lá grandes amigos, alguns feitos nas mesmas condições em que estamos agora. Depois de um contacto no café ficamos amigos. De tal forma que quando lá vou, normalmente depois de saberem que lá estou, não me deixam ficar em hotel, tenho sempre casa onde ficar.

A conversa, de circunstância, manteve-se durante algum tempo até que acabou o jogo acabou mas que acabámos por não ver.

O tal moço, acabou por dizer chamar-se Luís, eu também me apresentei.

Olhou para o relógio e de imediato:

- Ói ói ói,.... Nem dei pelas horas, tenho de ir para o trabalho. A conversa foi muito agradável, mas tenho mesmo de ir.

Levantou-se, despediu-se com um aperto de mão bastante apertado ao mesmo tempo que disse:

- Agente vê-se por aí, foi muito agradável este bocadinho.

De facto, tinha sido agradável aquele conhecimento que me deixou um pouco perturbado, pois repetiu duas vezes que a conversa tinha sido agradável e no cumprimento, apertou a minha mão de forma não habitual para um primeiro conhecimento.

Depois daquilo, fui para casa e lá fui fazendo a minha vida normal.

Continuei a ir ao mesmo café a várias horas, de manhã, à tarde e à noite, mas nunca mais o vi.

 

Um dia tocam à campainha, insistentemente, perguntei quem era e de fora alguém respondeu:

-É o carteiro! Tenho uma encomenda para entregar!

  Normalmente neste tempo quente, (estamos em Agosto), ando sempre com uns pequenos calções, descalço e em tronco nu. Como não era ninguém de importância, desci a escada interior e fui abrir a porta. Qual não é o meu espanto, o carteiro era nem mais nem menos o tal Luís que tinha conhecido no café semanas antes.

 Escorria o suor pela cara a baixo, ficou com os olhos muito esbugalhados a olhar para mim, com uma pequena caixa na mão. Durante uns segundo ficou especado e hirto, adivinhando-se uma certa tremura interior.

Eu ainda fiquei pior, não hirto, mas não sabendo o que dizer ou fazer, até que de repente, saiu-me:

- Ó homem… parece que ficou atrapalhado, afinal já nos conhecemos, não sabia era qual a sua profissão.

- Pois… disse ele mais afoito: eu também não disse que era carteiro!

- Afinal o que me traz a esta hora?

- É… é de facto um pouco mais tarde da hora habitual da distribuição, mas já por cá tinha passado e ninguém atendeu, dei a volta e guardei esta encomenda para a última entrega. Parece que estava a adivinhar ser uma pessoa já conhecida.

Eu vendo o rapaz a transpirar por todos os lados, perguntei-lhe se não queria entrar para beber um copo de água, já que era a última encomenda a entregar.

Um pouco indeciso respondeu:

- Sabe? Nós não podemos entrar nas residências dos destinatários do correio, mas como já nos conhecemos e é aqui que acabo o serviço, agradeço.

Subi a escada e lá veio ele atrás de mim. Fomos até à cozinha e perguntei-lhe se queria antes uma cervejinha fresca, mas disse que não, agora preferia a água. Assim foi, dei-lhe um copo de água fresca, que ele bebeu sofregamente, ao mesmo tempo que não tirava os olhos do meu peito.

Quando acabou de beber, pegou na encomenda, num papel e numa caneta e deu-me dizendo que tinha de assinar em determinado lugar.

Eu peguei no papel e quando ia para segurar a caneta, esta caiu no chão. Ele foi rápido em se baixar para a apanhar e ficou assim, uns segundos olhando com um olhar guloso para o volume que se apercebia por dentro dos meus calções.

Não era preciso dizer nada ou ter qualquer atitude a não ser a minha. Movimentei-me um pouco para a frente, para que o meu coiso fosse parar à sua cara.

Ele ficou na mesma posição de agachado, olhou para cima, fixou-me nos olhos e perguntou: - Posso?

A minha pila parecia que tinha molas, começou logo a crescer e a inchar. Ele sem mais aquelas baixou meus calções, e delicadamente aquele pau que já não era um pau normal mas algo pulsante e irrequieto lá foi penetrando na sua boca.  

Estavam os amigos da fertilidade quase a expulsarem-se por aquela caverna abaixo quando lhe segurei na cabeça e disse: Calma… e fossemos até à cama? Luís acedeu, e começou a despir-se e como dois pombinhos de mãos dadas lá fomos.

Nossos paus se entrelaçaram e nossas bocas se beijaram sofregamente como não houvesse outro momento de prazer próximo.

Passado pouco tempo, luís foi descendo pelo meu corpo beijando-me todo o corpo até voltar com sua língua a circundar toda a glande ao mesmo tempo que beijava copiosamente todo o restante até aos tin-tins. De repente, virando-se num grau de noventa graus e quase sem dar por isso, estávamos numa posição de sessenta e nove. Beijamos sofregamente nossas virilidades penetrando nossos êmbolos em nossas bocas ao mesmo tempo que soltávamos milhares de miúdos ou miúdas que nunca viriam a ser. Ficamos assim durante algum tempo até que nos endireitamos e já cansados nos abraçamos e assim ficámos durante um tempo indeterminado.

Quando acordamos já era noite serrada e o quarto estava totalmente às escuras. Só no teço se viam as horas que eram direccionadas por um relógio de raios lazer que tinha na mesa-de-cabeceira.

- Olha que engraçado. Disse o Luís perante aquela perspectiva. – Nunca tinha visto umas horas projectadas.

- Pois! Disse eu. São “mariquices” que gosto de ter!

- E as mariquices que fixemos! Gostas-te? Perguntou o Luís.

Em resposta nada podia dizer, pois a felicidade naquele dia tinha entrado casa dentro e a forma de responder foi beija-lo.

Nosso corpos voltaram e encontrar-se beijando-nos mutuamente. Comecei por beijar seus mamilos hirtos, desci um pouco mais até aos lados das pernas que a pouco e pouco fui levantando até ficarem numa posição de “acrobata” e comecei a penetra-lo lentamente para que o prazer fosse maior de ambas as partes.

- Não te venhas senão acaba a festa, disse ele. – Também gostava de experimentar.

 Nunca tinha experimentado, mas o momento estava a ser tão inexplicável que disse de mim para mim! Chegou o dia!  

 Julgando ser a posição menos penosa para uma primeira vez, desembaraçámo-nos daquela posição, subi pelo seu corpo e colocando-me em posição de sentado e fui eu que lentamente fui penetrando aquela pila gostosa dentro de mim.

Ambos nos movimentamos num vai e vem frenético até que senti penetrar-me aqueles milhões de espermatozóides ao mesmo tempo que os meus esguichavam direitos aquela boca já minha conhecida horas antes.

Caímos para o lado como coelhos e ali ficámos mais umas horas.

Finalmente tinha tirado os três.

Quando acordámos, fizemos promessas de amor.

Combinámos outra farra. Uma saída ao cinema ou tomar um copo em um qualquer bar em Lisboa, pois Santos ao pé da porta não fazem milagres.

Afinal não é preciso Net para acontecerem estes encontros inesperados, só é preciso estarmos atentos aos sinais que se nos deparam no café, na praia no cinema ou em qualquer outro sítio.

Trocamos telefones e moradas.

Espero que o carteiro volte a tocar.

 

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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Homofobia na Escola

 

Educação Sexual nas Escolas

  

  Se bem me lembro a última história que escrevi neste blog foi em Setembro, vocês podem não saber mas este tipo de escrita não é tão fácil como parece.

     Se dou esta explicação é porque tenho recebido vários e-mails a protestarem, inclusive perguntando de estou de férias, ou não tem acontecido nada de nota ou ainda de tenho nova companhia e estou-me nas tintas para os leitores. Pois bem, não é nada disso, simplesmente tenho-me dedicado a escrever sobre outros temas em outros bloges que nada têm a ver com Histórias Eróticas entre gays.

     Actualmente tem havido uma guerra entre a Ministra da Cultura e os professores que por tabela quem se vai tramar é o aluno. Eles dizem que não, mas não é verdade na medida em que se os professores não tiverem condições de trabalho e não estiverem psicologicamente preparados para o ensino, a coisa sai torta.

     Há professores que se aguentam à bronca outros não acontece até que derivado à má formação de alguns – embora sejam poucos felizmente – a coisa pode descambar para também a má formação dos alunos.

     O que aqui hoje venho contar não é uma história inventada por mim, mas sim um relato sobre o procedimento de uma professora e que me foi enviado por e-mail.

 

 

 

Homofobia se aprende na escola

Felipe Luckmann


 

“No colégio aprendemos coisas úteis, deixamos de aprender outras mais úteis ainda, ou então, aprendemos o que nunca deveria ser ensinado a ninguém. O último caso é o da homofobia. Ela, infelizmente, é doutrinada em nossas instituições de ensino, que servem assim para perpetuar preconceitos já enraizados na nossa sociedade. É lamentável, já que o papel do colégio é (ou deveria ser) fazer o aluno pensar e principalmente repensar o mundo. Mas não é isso o que acontece. Ele é instigado a repetir padrões de comportamento e conduta já consagrados.

Quem é o responsável por esse quadro? Um deles é o professor, sem dúvida. Afinal, ele representa a figura de autoridade e de "sabedoria" dentro da sala de aula.

 

Vou citar um exemplo verídico, e que aconteceu comigo mesmo. No último ano do ensino médio, tive a infelicidade de ter como professora de biologia uma profissional extremamente preconceituosa e reaccionária. Dizia incontáveis absurdos contra os homossexuais. E seu falar era convicto, com uma paixão assustadora. O pior, é que ela adorava abordar a temática sexualidade nas suas aulas, apesar de não ter formação para tal e entender nada do assunto.

 

Certa vez, ela explicava o ciclo menstrual feminino. Como alguns colegas (meninos) meus conversavam e não prestavam atenção no que ela falava, a dita cuja interrompeu a aula e proferiu a pérola: "Vocês aí, prestem atenção. Eu quero que vocês entendam a mulher de vocês quando casarem. Porque eu rezo todos os dias para que vocês só tenham relacionamentos com mulheres. Infelizmente, nem sempre isso acontece...". Preciso dizer mais alguma coisa? Uóóóó!

 

          E tem mais. Em outra ocasião, ela discorria sobre vaginas, não lembro o motivo. Comentou o fato da boa visualização do órgão que certas revistas adultas eróticas propiciam. Ela se referiu a tais revistas como aquelas que "99,8 % dos meninos normais compram".

 Absurdo total! Por dois motivos: primeiro, homossexualidade é uma orientação sexual como qualquer outra, não há nada de anormal em ser gay; segundo, os gays não são 0,2 % como acha a querida professora, mas sim, pelo menos 20 %.

 

E não acabou. Como já disse, sexo era um dos assuntos predilectos dela. Não perdia oportunidade, então, para falar sobre sexo anal e oral. Falar mal. E jogava nos alunos todas as ideias mais medievais possíveis. "Eu preciso alertá-los", dizia. Sugeriu que sexo anal causaria hemorróidas (?!), incontinência fecal (?!!!), câncer... ou seja, quem desse o cu estava condenado à morte.

 

E o preconceito e as ideias erróneas, iam sendo perpetuadas dentro da sala de aula... Importante mencionar o modo como tais ideias eram ditas pela referida profissional. Falava com uma convicção, com um jeito de bem entendida no assunto, com uma eloquência, que dava a tudo um teor de verdade incontestável. E seu discurso fascizante era convincente. Na sua luta para catequizar os alunos, ela não esquecia nem de legitimar seu discurso.

 

 Prática caracterizadamente fascista: legitimar uma mentira. Para tanto, dizia outra de suas pérolas: "Não, eu não sou preconceituosa. Quero mais que as pessoas sejam felizes". Hahahahaha! E se isentava de qualquer culpa... Tudo o que dizia, assim, não era preconceito, mas verdades... Só não mencionavam que eram verdades válidas somente na Idade Média. E felizmente estamos no século XXI. Quando ela falava aquelas coisas, não estava sendo preconceituosa? E pode algum gay ser feliz, sofrendo com a discriminação da sociedade, que ela mesma contribui para aumentar, educando aqueles adolescentes para a homofobia?

 

E essa é apenas uma de tantas professoras e professores que se portam de maneira errónea.

 O correcto seria a escola educar desde cedo para a diversidade. Para tanto, é necessária uma reformulação total do sistema de ensino, em todos os níveis. Para começar, no ensino superior. A maioria dos professores está despreparada para tratar do assunto sexualidade. Então, as licenciaturas devem abordar o tema profundamente e orientar o comportamento dos professores diante da questão em sala de aula. Assim, se formariam professores que perpetuariam uma ideologia mais tolerante em relação à homossexualidade. Seus alunos, futuros professores, estariam mais preparados para lidar com o assunto na faculdade e, consequentemente, na posterior prática profissional. Gradativamente, o nosso sistema de ensino iria mudando e a mente de nossas crianças e adolescentes também. Esse é um passo importante que falta. Pois não só a homofobia se aprende na escola, mas o respeito pelo diferente também”.

          

 

     Meus amigos certamente já encontraram entre os vossos professores tipo e tipas deste género e a pergunta fica: Como calar estes paspalhões com almas perversas e que não conseguem pensar antes de soltarem tais asneiras? Onde está a disciplina de orientação sexual que a ministra prometeu? Onde estão os professores qualificados para dar tais aulas?

     Se souberem ou quiserem comentar SEM MEDOS façam-no aqui.

 


O Caçador

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Domingo, 28 de Setembro de 2008

Recordações do verão passado

UMA NOITE NO CINEMA

 

Estamos num dia de Agosto mas contrariamente ao que tem acontecido nos anos anteriores o pleno verão, parece que não quer chegar, o sol, tirando um ou outro dia de verão à séria os restantes são uma seca, o sol normalmente está encoberto e até mesmo à beira mar está normalmente vento.

Mesmo assim, como gosto muito de praia, naquele dia fui até à Ericeira, vila piscatória simpática que até tem uma praia chamada “Praia dos pescadores” que gosto muito, - até tenho lá alguns amigos - pois faz uma baia, não tem ondulação significativa e é relativamente pequena.

 

Por curiosidades, foi nesta praia na altura porto de embarque da vila, hoje praia dos pescadores que a 5 de Outubro de 1910 derivado ao genocídio em Lisboa que por efeito do mesmo, aconteceu a implantação da Republica, sendo neste porto que a Família Real, tendo à sua espera o iate “Amélia”, rumou para Gibratar.

 

Normalmente quando vou para aquelas bandas, além da roupa de banho, levo também umas calças e uma t’shirt para vestir à noite, pois faz sempre fresco mas naquele dia não sei porque, esqueci-me e só levei o calção de banho a toalha, uns calções normais, uma blusa de alças e como calçado, umas sandálias daquelas de meter o dedo. Quando verifiquei que não tinha levado outra roupa, também não me importei muito, era a forma de não ir curtir a noite em qualquer bar, dava quanto muito para curtir um esplanada ou ir ao cinema. - Como já tinha tido uma má experiência, fui mesmo assim -.

O dia na praia foi um espectáculo. Nem sol abrasador nem muita gente. O dia um pouco enevoado tinha afastado muita gente da praia, tirando um ou outro casal que se enrolavam nas toalhas, mais ninguém. Nem surfistas ou jogadores de bola na praia, mas gostei do dia.

Já eram seis da tarde quando sai, tirei os calções de banho que já estavam secos, vesti os outros de sair, mais a camisola de alças e lá fui até à vila dar uma volta.

Não tinha lanchado e para jantar também era cedo, fui até uma cervejaria, comi um prato de caracóis, bebi umas “bujecas”, finalizando com uma cassata de gelado. Para mim, já estava jantado, entretanto já eram nove horas da noite.

No largo chamado Campo da Bola, existe um Centro Comercial que tem cinema, olhei para os cartazes e nessa noite ia dar um filme que nem reparei no nome mas pelos bonecos, vi que era um daqueles de porrada. Pelo menos para passar o tempo.

Quando fui para comparar o bilhete a menina da caixa disse que espera-se pois só haveria sessão se houvesse pelo menos seis espectadores. Em vês de esperar ali à porta fui tomar um café que também existe dentro do dito Centro.

 

 

 

Estava metido com os meus botões e saboreando o café quando reparo que alguém, um rapaz ai para os seus vinte anos, me mirava de alto a baixo. (não achei estranho pois na figura com que estava vestido não liguei)

De repente a menina da caixa vem junto a mim a dizer-me que comigo já faziam os seis espectadores e podia ir comprar o bilhete. Assim fiz, e depois de entrar na sala, de facto, só lá estavam três casais muito agarradinha e nas cadeira do meio da sala para a frente. Como a sala é pequena sentei-me a meio quase nas últimas filas, podia estar mais à vontade, via o filme e não chateava ninguém, pois eu acho que quem está, está, quem vai, vai.

Passado algum tempo, senti que alguém se tinha sentado na cadeira mesmo atrás de mim, segundos depois, senti os joelhos de quem quer que fosse tocar com os joelhos nas costas da minha cadeira. Não liguei, pois julguei que se estava a ajeitar na cadeira.

 Minutos depois, sinto novamente um toque na costas… ai não gostei e virei-me para trás a fim de dar uma bronca! Quando deparo com o rapaz que me tinha estado a mirar no café, e me cumprimenta com um aceno de cabeça, ao mesmo tempo que faz um trejeito aos lábios como que manda um beijo… fiquei atónito e sem entender nada!!!

De repente ele levanta-se e vem se sentar ao meu lado. (Naquele momento, podia ter dado uma bronca, mas fiquei à espera dos acontecimentos).

 Para me roubar não podia ser, pois só estava de calções e camisola, para me dar porrada também não podia ser, pois não o conhecia de lado algum, e mesmo quando trocámos olhares no café, não correspondi de forma alguma, até porque também não era o meu género.

Passaram-se vários minutos e sem gesticular qualquer palavra nem tão pouco olhar para mim, começou a encostar a encostar a sua perna à minha, fazendo cada vez mais pressão… eu nem me mexi, não queria era arranjar bronca no meio do filme, embora não houvesse ninguém à nossa volta. Depois de várias pressões, senti sua mão pousar sobre a minha perna… eu fui deixando…

Nessa altura verifiquei que ali ias acontecer algo de estranho.

Lentamente ele começou a acariciar minha perna, foi até à coxa na parte interna, voltou a subir e foi acariciando o meu pénis que já se encontrava rijo, pulsando e babando ao ponto de já ter os calções molhados. Aos poucos, meteu a mão nos meus calções, agarrou no meu pau, com a outra mão, baixou-me os calções e delicadamente, puxou os tintins e tudo cá para fora… - eu estava quase a morrer de vergonha e com medo que alguém desse por aquilo que se estava a passar, mas a tesão já era tão grande que eu disse cá para comigo: Olha… seja o que Deus quiser! Eu quero é vir-me -.

Aquela mão quente e movimentando-se para cima e para baixo ao mesmo tempo que com o dedo grande ia acariciando o buraco da uretra, estava a deixar-me maluco de prazer, contorcendo-me de palpitações. Meu corpo foi-se levantando da cadeira mas só aquela parte dos genitais, como à procura de um buraco para meter a minha picha que naquela altura já estava numa pichona. É nesse momento que ele baixou a cabeça mete meu pénis na sua boca e começa a chupar. Comecei a contorcer-me ainda com mais de prazer, ao mesmo tempo que me segurava à cadeira para não gemer alto. A situação era de tal forma caricata que já não sabia o que havia de fazer, se aquela tesão toda era normal ou porque estava com o medo de ser descoberto, sabendo que se me viesse gritava. Tentei tirar a cabeça dele mas não deixou, pelo contrário, abocanhou ainda mais e não tive outra alternativa que morder os lábios para não gemer d’alto e deixei meu esperma sair em golfadas de prazer enchendo aquela boca gostosa.

Fiquei tão fora de mim, que não sei se ele engoliu ou deitou para o chão todo aquele esperma, só senti que continuou a chupar até o meu cacete ficar seco e começar a ficar mole.

Ele puxou-me os calções para cima tapando aquele cacete que lhe tinha dado tanto prazer e já se encontrava em repouso.

Ficámos por ali a ver o resto do filme sem dizer palavra, estiracei-me cadeira a baixo e assim fiquei até o intervalo.

 

Ai veio ele! O intervalo. Ainda mesmo das luzes se acenderem, ele levantou-se e saiu do lugar.

Eu estava como quem não acredita do que me tinha acontecido, olhei para todo o lado e lá estavam os casais mais à frente agarradinhos e mais ninguém na sala.

 

A meio do intervalo, levantei-me e fui até aos lavabos com a intenção de dar uma lavadela no meu aparelho, pois até os tintins estavam húmidos.

Quando entrei nos lavabos, já a campainha de inicio de sessão estava a tocar e também ao fundo, fumando um cigarro se encontrava o dito cujo desta história.

Como não estava mais ninguém e de vergonha pouco tenho, tirei minha pilinha de fora e lavei-a no lavatório.

O rapazote (vou chama-lo assim), aproximou-se de mim, colocou-se atrás, abraçou-me indo com suas mãos agarrar meu pau ao mesmo tempo que senti o seu rijo e grande, encostado ao meu cu. Virei-me de repente e disse: - Espera aí… não sou gay! T’á bem?

 Ele calmamente, sem dizer palavra afastou minha camisola e começo a mamar os bicos dos meus seios que por sinal até são grandes.

 

Começou outra sessão não de cinema mas de lambidela e chupadela. Como já tinha gozado há pouco, estava mais tranquilo e pude curtir mais as sensações de ter uma boca quente e húmida percorrendo meu sexo.

A sua língua desceu dos mamilos até à minha barriga dando algumas murdiscadelas. Agachando-se, a pouco e pouco foi começando com a ponta da língua a querer penetrar na minha uretra, ao mesmo tempo que com as mãos ia acariciando meus tintins.

Eu tremia todo de tanto tesão. Agarrei-lhe na cabeça e fui movimentando-a de encontro o meu corpo. Quando senti algo na ponta do meu pénis (deviam ser as carótidas), guinchei dizendo: - Estou a vir-me! Chupa mais! Ele chupou tudo com gula, ao mesmo tempo que batia uma punheta a si próprio. Viemo-nos ao mesmo tempo e guinchámos os dois de um prazer poucas vezes sentido. Meu pau saiu daquela boca linda e sensual, limpo como se o tivesse lavado. (Qual água qual carapuça, aquela lavagem foi muito melhor)

 Ele levantou-se, subiu as calças, olhou para mim com ar de riso disse:

- Sempre valeu melhor que o filme…

E saiu porta fora.

Quando voltei para o meu lugar a fim de tentar ver o resto do filme, ele não estava lá, percorri com o olhar toda a sala e nada.

Minutos depois o filme acabou. Não cheguei a saber se a história era de amor ou não, o que eu sei, é que naquela noite tinha havido amor naquela sala.   

O Rapazote! Esse! Nunca mais o vi.

 

O Caçador

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publicado por nelson camacho às 04:26
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