.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

Um encontro saboroso

     Tinha acabado de receber mais uma notificação das finanças para pagar uma coima sobre um selo de carro que já tinha pago de 2011 referente a um carro que vendi há uns anos e que o actual dono não tinha pago. É o que acontece o que vende carros a n altura o comprador não põe o dito em seu nome.

     Estava furioso. Ainda não tinha feito a barba nem tomado banho. O tempo estava também furioso. Ventania e chuva continuavam como há pelo menos quinze dias.

     Uma calças velhas (velhas para mim porque estão rotas nos joelhos mas agora dizem que é moda e visto-as para parecer um tipo mais novo) e um blusão quentinho um boné vermelho a condizer com o carro as chaves do mesmo e lá fui até ao meu canto de meditação frente ao mar.

Praia de São Julião - Sintra

 

 

Praia de São Julião - Sintra em tempo de temporal.

 

     O mar estava uma merda. Ondas pequenas mas vinham lá do horizonte espraiando-se praia dentro deixando à descoberta os calhaus que normalmente a areia encobre.

 

     Assim que entrei na explanada o Carlos (empregado do estabelecimento e meu amigo intimo em algumas ocasiões) veio todo solicito cumprimentar-me e perguntar se queria o mesmo. É obvio que não se referia a outra coisa que não fosse a bebida pois não era hora, local ou ocasião pata outra coisa. Outras coisas que vocês estão pensando fazem-se no recato de minha casa, Então disse que sim!.. e lá veio o café com um pastel de nata.

 

     Entretive-me a olhar o mar e a ler o jornal que ainda não lhe tinha posto a vista de cima e está à disposição dos clientes.

 

     De repente comecei a ouvir o relato de um jogo de futebol qualquer que estava dar na TV. Olhei e vi todo o mundo virado para o ecrã. 

     Continuei a olhar o mar e a ler o jornal, pois o futebol é desporto que não me interessa. Digo por graça que são vinte e dois tipos a correr atrás de uma bola mais salvo erro cinco árbitros a ver se está tudo bem e no fim de tantos pontapés da desgraçada bola que não teve culpa alguma vão-se todos embora e deixam-na ficar no campo esquecida e desamparada.

 

     Ora bem. Aquele barulho já me estava a incomodar quando na mesa ao lado se sentou um moço também com um café e um pastel de nata ao mesmo tempo que falava ao telemóvel e aparentemente também não estava ligando ao que se passava no ecrã.

Eu estava de costas para o dito ecrã, ou seja de frente para tal moço. Olhamo-nos nos olhos e qual não é o meu espanto quando o vejo olhar-me com mais insistência ao mesmo tempo que em vez de comer normalmente o pastel de nata metia a língua do creme do mesmo e rodopiava a parte do folhado ao mesmo tempo que esgava um sorriso maroto.

 

     Fiquei aflito com aquela situação mas como não perco uma oportunidade tentei entabular conversa.

 

- Estes pastéis de nata até parecem os de Belém.

- É verdade!.. Quando cá venho é o que como.

- Mas você é de cá? Nunca o tinha visto.

- Sou de Sintra mas às vezes quando quero ver o mar é nesta explanada que me sinto bem,

- De facto é bastante agradável até por estar totalmente coberta e envidraçada.

- Pois!.. Mesmo com vento e frio aqui não entra. E você é de cá?

- Não!.. Sou do Magoito.

- Mas o Magoito também tem uma boa praia e um bom café restaurante.

- De facto é verdade mas aqui é tudo mais agradável.

- Está isto que você não gosta de futebol. Está de costas voltada.

- Não é o meu deporto favorito. Gosto mais de surf mas agora está mau tempo para o praticar.

- Que dizer você gosta mais de desportos mais radicais.

- Sim!.. Goto de tudo o que seja radical e de outras coisas menos habituais.

- E quais são essas coisas menos habituais?

 

      Não cheguei e responder pois já estava junto a nó o Carlos que me perguntava:

- Não queres mais nada?

- Nesta altura até queria mas não sei se vou ter sorte.

- És danado!.. Não perdes uma ocasião. – ao mesmo tempo que se virava para o moço e comentava.

- Olhe que ele é bom rapaz mas não é de fiar.

 

O moço com ar intrigante perguntou:

 

- Mas não é de fiar como?

- Somos amigos e sei o que a casa gasta. Nunca perde uma boa ocasião.

 

Posto esta deixa o Carlos dando um pequeno sorriso foi-se afastando e recomeçámos a nossa conversa perguntando o moço.

 

- O que é que ele queria dizer que você não é de fiar?

- Ele tem destas coisas. É um pouco ciumento e não me pode ver em convívio. Se você fosse um velhote ele não ligava.

- Quer dizer que vocês são amigos íntimos?

- Não sei o que quer dizer com “amigos íntimos” mas se é o que estou pensando, é verdade. Curtimos uma certa amizade mas ninguém sabe.

- Eu também tenho alguns amigos de curtição mas são poucos.

- E será que me posso juntar a esses amigos?

- É natural que sim. Ao que parece estamos a falar das mesmas coisas.

 

     De facto estávamos a falar das mesmas coisas restavam saber o que é que cada um queria do outro. Então levantei-me, pedi licença dizendo que ia o WC e lá fui.

 

Boys olhando o pénis do outro

     Já estava naquela altura de sacudir o pirilau quando senti a porta abrir-se.

     Era o tal moço que se colocou a meu lado tirou de fora o seu pénis e olhando para o que estava a fazer, comentou:

        - Mais de três sacudidelas é considerado punheta.

        - Eu sei pá!.. Mas não bato a mim mesmo.

        - E se for eu a bater-te uma?

        - Por mim estás à vontade.

        - Isto aqui é um pouco perigoso.

        - Não tenhas receio. Primeiro estão todos entusiasmados com a bola e depois o Carlos viu-nos entrar e não há outra chave.

         - Então estamos há vontade.

        - Completamente.

     Posto isto, começámos a nos punhetar ao mesmo tempo que nos beijávamos ardentemente trocando salivam como se não fosse a primeira vez.

     Olhamos nossos pénis e ambos se enrolavam por fora das calças até que não podendo mais desci as minhas

 

Gays em sexo oral no WC

        - Posso? – Perguntou ele.

        - O que quiseres e te dê mais prazer.

 

     João. Pois era o nome do moço afastou-me as cuecas e foi direito ao meu pau que estava hirto e firme como diz o outro e meteu em sua boca que húmida de saliva me estava dando um prazer imenso.

 

     Aquele local não era o mais apropriado para outra qualquer relação mas mesmo assim foi a minha vez de lhe baixar as calças e as cuecas indo também eu provar aquele delicioso néctar que já começava sair do seu pirilau.

 

     Estávamos loucos e fazendo felação à vez até que nos endireitamos nos beijamos e masturbamos. Viemo-nos ao mesmo tempo em grandes golfadas de esperma branco e leitoso.

 

     Saímos um da cada vez do WC. Entreguei a chaves ao Carlos que ao recebe-la fez um rasgo sorriso e comentou.

 

        - É s um tretas do caraças não perdes uma oportunidade mesmo Há minha frente.

        - Estás com ciúmes? A que horas sais?

        - Por volta das vinte e uma. Podes ir ver a telenovela a minha casa?

        - Vou lá estar e levo uma garrafa de vinho branco de Reguengos.

        - Fico esperando.

 

     O que mais tarde aconteceu em casa do Carlos não vale a pena contar pois é sempre a mesma coisa. Fodemos até de manhã e esperamos por outra noite em minha casa ou na dele.

 

     Quanto ao meu novo amigo João encontramo-nos novamente na mesa, agora numa só. Pouco falámos a não ser coisas de ocasião. Trocamos números de telefone com a promessa de juntarmos novamente nossos corpos mas para uma relação que não tinha sido possível no WC.

 

Fim deste encontro saboroso.

oralgay saboroso

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

                  Nelson Camacho D’Magoito

                           (O Caçador)

                “Contos ao sabor da imaginação”

                       © Nelson Camacho
      2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 03:10
link do post | comentar | favorito
|
2 comentários:
De Fernando a 2 de Março de 2014 às 17:30
Mais um conto muito bom...


De nelson camacho a 3 de Março de 2014 às 03:57
Obrigado


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