.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Domingo, 8 de Janeiro de 2012

Dia de aniversário (Parte I)

convivio gay

O meu novo amigo Carlos

 

Naquele dia o Mário fazia anos e todos nós por causa da Troika estávamos tesos e não podíamos como nos outros anos fazer-lhe uma festa em qualquer bar e como era sábado não havia escola para uns e trabalho para outros e também como éramos oito, também não podíamos ir para casa dele pois éramos só rapazes e os pais festas sem raparigas e tantos não podia ser, então resolvemos ir para minha casa que era o mais velho e vivia sozinho portanto com condições para albergar tanta malta. Já todos a conheciam por várias vezes, menos o Carlos que era o mais novo daquele grupo.

Combinámos, uns levavam cervejas, outros frangos para o churrasco, e outros batatas fritas, hambúrgueres e frutas várias. Eu dava o vinho e todo o resto necessário para a festa.

O Pedro que era o mais atrevido e já lá tinha estado em outras festanças disse logo:

- Eu levo uns filmes que tenho escondidos em casa e três garrafas de champanhe para alegrar a malta.

Quando ele falou nos filmes que tinha escondidos em casa por causa dos pais, vi logo que deviam ser filmes porno e alertei-o: - Vê lá o que levas que o Carlos é novo no grupo e pode não aceitar bem a ideia.

- Ora! Ele é um puto giro e de ideia abertas e já tem dezanove anos. Só tem que se habituar à vida e se quiser vê se não quiser não vê! São filmes para vermos no teu quarto que é grande e nós fechamos a porta.

- Tá bem sim! Vê lá o que fazes, não vá o puto pensar que somos todos tarados, e estragar a festa ao Mário, mas isso é contigo.

 

Naquele sábado, por volta da uma da tarde lá foi chegando a malta. Até levaram serpentinas e confétis. Eu entretanto já tinha acendido o carvão da churrasqueira e colocado chouriços a assar. O quintal estava muito giro com Chapéus-de-sol, espreguiçadeiras e umas mesinhas também compostas com alguns aperitivos e garrafas de vinho tinto e branco. Dentro de casa, no salão também não faltavam tacinhas com bombons e uma mezinha com fluts para o champanhe e um grande bolo de aniversário com vinte e cinco velas.

A malta lá foi entrando cada um com o seu saco de compras que foram depositando umas coisas na cozinha e outras no quintal.

O Pedro como já se esperava, trazia um saco com os DVDs que foi colocar no quarto em cima da cama e uma caixa com morangos e uns pacotes de natas ao mesmo tempo que ia dizendo:

- Meus amigos!.. Para a cozinha foram os morangos e as natas para degustar nossas bocas e para o quarto foram uns filmes para alegrar os olhos de quem quiser. Como já conheço a casa e os hábitos do dono já fiz a minha primeira obrigação. Quanto à prenda do Mário está no carro e só lá vou buscar à noite pois é surpresa e vocês são uns Kuskas e não teem nada que ver antecipadamente.

Todos os outros lá se foram distribuindo pela casa começando por bebericar e petiscar aqui e ali.

O sol estava bastante quente e quando começámos a comer já toda a malta estava em tronco nu. Alguns até tiraram as calças e ficarem com os boxers.

Felizmente que não contamos a nenhuma das nossas amigas aquele evento, pois algumas que já conheciam a minha casa eram capazes de aparecerem de repente e iriam julgar que se tratava de algum bacanal entre homens e ficávamos todos mal vistos.

Naquele dia era só para curtirmos à nossa maneira sem “galinhas” como dizia o tal Pedro o mais atrevido da festa.

Conversamos e disputámos ideias sobre os mais diversos assuntos e até gozámos com o Carlos que talvez por não estar habituado às nossas festas ainda se mantinha vestido. Face a esta atitude, o Jorge, este também bastante desinibido a certa altura dirigiu-se ao Carlos com um uma taça de vinho branco, fez menção de a despejar cabeça a baixo dizendo-lhe:

- Olha Carlitos não tens calor ou não queres mostrar à malta o corpinho? Aqui só mostramos o corpo e mais nada, não tenhas medo que ninguém te come. Hoje é só a aniversário do Mário e não nenhum bacanal.

O Carlos que nunca se tinha metido numa destas andanças, ficou um pouco envergonhado e baixou a cabeça sem coragem de nada dizer.

A malta que estava a observar a situação começou a dizer:

Despe…. Despe… Despe… Despe-te maricas… Despe… Despe… Despe-te maricas…

Oh malta não é nada disso, é que eu não uso boxers como você mas sim slipes e não me sinto à vontade.

Perante a situação caricata que estava a atrapalhar o rapaz, fui em seu socorro dizendo-lhe se é por causa disso eu empresto-te uns boxers ou uns calções. Anda daí, peguei-lhe num braço e encaminhei-o ao meu quarto para lhe emprestar o que quisesse.

Enquanto atravessava o quintal o Zeca, outro atrevido que já tinha estado em outra situação idêntica, com ar de sacana lá foi dizendo:

- Pronto!... Lá vai o Caçador!..

Todos se riram pois sabiam muito bem que o Zeca tinha uns ciúmes imensos de mim.

   Diz-se que homem sério não tem ouvidos e lá levei o Carlos ponde-lhe um braço por cima dos ombros. Quando passávamos no corredor a porta do escritório estava aberta e despertou a atenção do Carlos as estantes com tantos livros. Parou, olhou e entrou e disparou:

– Mas tens tantos livros? O que fazes na realidade?

- A minha paixão é os livros e a música, Desde Fernando Namora até Aquilino Ribeiro ou uma Ópera desde Madame Buterfy de Puccini até o Barbeiro de Sevilha de Rossini ou ainda quando faço amor na penumbra do meu quarto, um concerto para piano de Chopin, devoro tudo.

- Eu também gosto de ler e ouvir uma boa música e tens esses discos? Agora fazer amor ao som de Chopin ainda não experimentei! Deve ser agradável!

- Pois é!

- Posso ver a tua colecção de livros e discos?

- Claro! Talvez não tenhamos é tempo de te mostrar tudo. Aquela malta se demorarmos mais, ainda vão gozar com a gente. Um dia destes combinamos e vens cá jantar e mostro-te tudo. Tá bem?

-Okey. Parece-me que temos os mesmos gostos embora tenhamos uma diferença de idade um pouco notória, mas gosto de conviver com mais velhos do que com putos da minha idade, sempre se aprende alguma coisa. Vamos lá então emprestaras-me uns calções.

 

A coisa ficou por ali!

Só não ficou para o resto da malta, porque demoramos um pouco e conforme eu tinha dito fartaram-se de gozar connosco quando entramos no quintal já com o Carlos com uns calções muito curtinhos. Começaram em tom de gozo cantando, alterando um pouco a canção “Os Vampiros” do José Afonso “Ele comeus todos, ele comeus todos e não deixa nada”

Foi gargalhada geral. Pois já todos, não sabendo uns dos outros, já tinham passado pelo Caçador. Contavam-se histórias mas nunca ninguém assumiu que uma delas se tivesse passado com eles. Era como uma sociedade secreta. Todos brincavam mas ninguém apontava o dedo.

 

Com todas estas andanças, bem comidos e bebidos começou-se a falar sobre que filmes iríamos ver.

Desta vez foi o Santos que alvitrou:

- Eu cá por mim ficava aqui a apanhar os restos do sol, e continuar a beber uns copos. Se quiserem também podem por um filme daqueles que não chateia ninguém.

O aniversariante que estava de amena cavaqueira com o Paulo disse logo:

- Nós vamos para o salão ouvir um pouco de música.

- Olhem meninos eu já estou com uma pica dos diabos e vou para o quarto ver uns filmes que trouxe. Quem me quiser acompanhar é sempre bem-vindo. O Nelson não se importa até se tiver de fechar a porta.

-Oh pá! Vocês estão em vossa casa e façam o que quiserem. Quando chegar a altura também alinho. Para já vou até à cozinha para preparar os morangos do Pedro e o bolo para cantar os parabéns ao nosso amigo Mário que já está meio groge e na converse ta com o Zeca.

 

Fiz o pequeno-almoço ao meu amigo gay

Estava na cozinha a preparar umas tacinhas com morangos cobertos de chantilly quando entrou o Carlos com umas garrafas de cerveja perguntando se tinha um saca-rolhas ao mesmo tempo que dizia: - E pá, há ali uns tipos que conseguem abrir as cervejas com o destes mas eu não consigo…

- É verdade! Há tipos que fazem tudo com os dentes, eu também não consigo. Tens naquela gaveta, um abre-latas que também abrem cápsulas. Vê se te ajeitas com ele que eu estou para aqui atrapalhado com o chantilly que nunca mais fica consistente.

 

   Assim fez o Carlos, abriu a gaveta indicada, pegou no abre-latas talvez por não ser o mais indicado para cápsulas de cervejas, quando tentou abrir a dita, deu um pequeno golpe num dos dedos começando logo a verter um pouco de sangue derivado ao golpe.

 

- Porra!.. - Gritou o Carlos - Isto de sangue com cerveja é capaz de se bom!.. Tens aí água oxigenada?

Olhando para a aflição do Carlos. Com a cerveja saltando da garrafa com grande fúria ao mesmo tempo que o sangue escorria esguichando do dedo do rapaz, lá fui dizendo:

- Epá! Também não é nada de aflição. Não tenho água oxigenada mas há uma coisa melhor que me ensinou minha avó. – Dirigi-me a ele, peguei na sua mão e meti seu dedo na minha boca chupando durante algum tempo todo o sangue que dele escorria até não deitar mais.

Enquanto o fazia, olhamo-nos nos olhos. Ele com ar de desconfiado e eu admirando aqueles olhos verdes que brilhavam debaixo de uns cabelos louros – tipo gaifanas – que vinham desde um pouco a baixo na nuca, tapavam as orelhas e vinham morrer por cima daqueles olhos brilhantes de pálpebras enrugadas denotando-se perplexidade pelo que estava a acontecer.

Esta situação durou um ou dois minutos. Eu continuando a sugar-lhe o sangue como fosse um vampiro e ele com um ar de espanto mas sentia-se aliviado.

Quando deixei de lhe chupar o dedo, já não havia réstia de sangue.

Foi a vez do Carlos dizer:

- Afinal a tua avó tinha razão! Foi melhor que a água oxigenada. Já não há pinga de sangue.

- É verdade! Uma chupadela em determinadas ocasiões é capaz de fazer milagres. - Disse eu –

Entretanto entrou da cozinha o João perguntando:

- Então onde estão os morangos e a cerveja?

Olhando para nós e vendo que se passava qualquer coisa nos nossos semblantes.

- Não me digam que estiveram os dois batendo o chantilly ou qualquer outra coisa.

O Carlos um pouco atrapalhado foi dizendo:

- Mas que qualquer outra coisa? Simplesmente cortei o dedo a abrir uma garrafa e o Nelson esteve a chupar-me o dedo para fazer para o sangue.

- Pois sim!.. agora tens que o chupar a ele. Olha que ele não dá ponto sem nó…

- És parvo ou quê? É verdade o que aconteceu. Não estejas para ai com ideias perversas. Isso deve ser pelos filmes que vocês estão para aí a ver…

- Pois sim!.. Tábem sim tábem!.. – E revertendo tudo o que se tinha passado, foi para a sala contar à malta que eu tinha estado a chupar o dedo do Carlos com o chantilly.

A malta que queria era galhofa quase todos em uníssono, lá foram dizendo. – Mas eu também quero!..

Ao mesmo tempo que eu e o Carlos entravamos na sala com as cervejas e uma bandeja com os célebres morangos em várias tacinhas, todos de rompante olharam para nós e lá tivemos de explicar o que tinha acontecido na realidade.

A malta estava toda espalhada pelos cantos todos de olhos postos nos filmes que estavam a ver.

Naquela altura na sala via-se o filme “O Segredo de Brokeback Mountine” no quintal “ Stree Race” e no quarto “ Beachs Boys”. Era para todos os gostos.

Gays a caminho da praia

Perante tal situação, e como não estava para me meter naquela confusão de filmes propus-lhe ir até à biblioteca para conversarmos um pouco.

Assim fomos como sabia que o Carlos nunca tinha alinhado em festas destas e como ele demonstrou interesse nos livros e nos discos, fui-lhe mostrar o que tinha e o que fazia.

Mostrei-lhe o meu canto de escrita, ou seja, onde trabalhava nos meus contos, histórias e criticas que publicava em vários sítios.

Sentei-me no cadeirão frente ao computador e como este é largo, ele sentou-se também nele ficando um pouco apertadinho com uma beba em sina de uma das minhas pernas, e assim lhe fui explicando o processo de escrita e como procurava notícias fresquinhas nos jornais portugueses e estrangeiros na internet.

As noticias sim! Eram fresquinhas mas os nosso corpos não! Ainda estávamos eu de boxers e ele de calções ocasionando que meu peito se encostou às costas dele que com o movimento dos braços que o rodeavam para teclar iam fazendo alguma fricção nas suas costas, enquanto ia sentindo algum desconforto no meu pénis pois cada vez ia estando maior e quase a saltar para fora dos boxers.

O Pedro sentiu mas não disse nada somente se mexeu um pouco.

Não aguentei mais e minhas mãos deixaram o teclado do computador e foram-se poisar no seu pénis ainda flácido.

Ele virou a cabeça para mim, olhou-me nos olhos e calmamente sem qualquer ressentimento atirou: - Não sei qual é a tua ideia mas eu não sou maricas!

Retirei minhas mãos de cima do seu pénis, agarrei sua cabeça e aproximei-a mais da minha e enquanto aproximava meus lábios dos seus, antes de o beijar respondi:

- Mas eu também não sou… mas estou com uma vontade tremenda de te beijar! E assim o fiz.

Foi um beijo como há muito não sentia resposta tão pronta e tão delicioso. Nossas línguas baralharam-se em nossos bocas nosso lábios mordiscara-se assim como nossas línguas sedentas de tanto carinho.

Ficamos assim durante algum tempo até que nos afastamos e ele disse: - E agora? O que é que eu faço? Já beijei algumas raparigas e é a primeira vez que meu corpo treme e sinto algo de especial que não entendo.

Percorrendo minhas mãos pelo seu corpo meti-as por dentro dos calções e fui encontrar um pénis grande, hirto, viçoso e latejando de tal forma que de dentro dele já começava a sair um pouco de leite branco e viscoso solicitando que o chupasse.

Agora?  Disse eu!: - Lembras-te quando na cozinha te feriste no dedo e a solução foi ter-te chupado o sangue e tu fiaste admirado eu disse que “Uma chupadela em determinadas ocasiões era capaz de fazer milagres” ! Pois aqui vai mais um milagre.

Rodopiei, ajoelhei-me frente a ele, baixei-lhe os calções e meti na minha boca aquele caralho ainda virgem nestas andanças. Ele freneticamente segurou minha cabeça e movimentou-a num vai e vem constante ao mesmo tempo que meus lábios percorriam todo aquele cacete mordiscando aquela glande e penetrando cada vez mais aquele pau gostoso até ás minhas campainhas. Meu pénis saltava de alegrias procurando algo para também penetrar mas só tinha o tecido dos boxers por onde sua cabeça roçava.

De repente, daquele caralho gostoso do Carlos saiu como um jacto da água de uma mangueira de bombeiros milhões de espermatozóides todos muito juntinhos transformados em leite viscoso tipo leite condensado que engoli todo ao mesmo tempo que sem tocar na minha gaita esta se vinha também abundantemente. Ambos trememos de satisfação continuando a chupar e absorvendo todo aquele néctar que pelo seu sabor se adivinhava virgem.

Pusemo-nos de pé e nos beijamos ardentemente transportando ainda algum daquele néctar à procedência original.

Ainda estávamos naquela de pensar no que tínhamos feito quando o Pedro bateu à porta dizendo que o filme já tinha acabado. Abriu e denotando que algo tinha acontecido com o seu ar malandreco já conhecido atirou:

- Então nós é que estivemos a ver um filme porno e vocês é que se portaram mal! Eu também queria mas não tive sorte alguma. - Piscando-me o olho – Então tiraste a virgindade ao puto?

O Carlos um pouco atrapalhado retorquiu logo: - Não aconteceu nada entre nós, mente perversa.

- Tá bem… Tá bem… Logo me dás isso! Julgas que não sei o que a casa gasta? Vá lá despachem-se que vamos abrir o bolo e cantar os parabéns ao Mário. Entretanto vou vestir-me e vou ao carro buscar a minha prenda.

 Todos nos começámos a vestir enquanto o Pedro foi ao carro.

Agora também eu vou descansar a mona e os dedos e amanhã volto aqui para contar o resto do que se passou naquele dia de anos do Mário.

 

Próximo capitulo já a seguir

 

 Nelson Camacho D’Magoito

        (O Caçador)

 

 

sinto-me: Estou a meio de uma hstória
a música que estou a ouvir: Barbeiro de Sevilha de Rossini
publicado por nelson camacho às 00:12
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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Arrependido NUNCA (parte II)

Foi assim que ficámos no episódio anterior

 

Aqueles milhões endiabrados saltando uns por cima dos outros lá se foram alojando em nossas bocas uns percorrendo a sua via própria outros transbordando por nossas face que se vieram a juntar quando nos viramos para uma posição mais confortável e nos beijamos longamente até nossos corpos se reconfortarem de tanto prazer e adormecermos um pouco.

Gays depois de uma noitada

Acordámos, deviam ser para ai uma sete da tarde e pela janela ainda entrava alguns raios sol contrariamente à noite anterior que a única luz que pairava naquela “sala de desenho” como o João chamava ao seu quarto era aquela luz negra que dava brilho aos nossos corpos acompanhados por um clássico de Chopin. Aquela luz negra durante a noite não só delineava os nossos corpos como nos salpicava de minúsculas luzinhas. Nas paredes pintadas de marron para além de um espelho longitudinalmente postado ode reflectia nossos desenhos também havia um poster de Michael Jackson na altura em que ainda era castanho e na célebre posição num dos seus bailados onde segurava os tin. tins…

Quando a luz do sol entrou pela janela, todo aquele ambiente de sonho tinha desaparecido e nada mais restava que uma recordação do que tinha acontecido ao mesmo tempo que sentia um medo terrível de me arrepender do que tinha feito.   

Naquela noite compreendi porque um quarto de dormir se podia chamar de “sala de desenho” É que naquele quarto aconteceu poesia, amor e desenharam-se novos conceitos de sexualidade entre pares.

Tudo o que aconteceu foi livre e de comum consentimento mútuo entre pessoas crescidas num espaço de luz e som difícil de encontrar mesmo num Estúdio de qualquer pintor ou arquitecto mais moderno, não se sente o amor pelas pessoas e pelas coisas como naquela sala de desenho. Para se pintar ou desenhar um bom quadro, uma casa ou escrever uma história, um romance ou um poema é necessário estar-se envolvido por amor, muitas vezes até na solidão de um recanto de escrita é preciso a nossa alma estar liberta de preconceitos e sentir amor dentro de si. Naquela noite tinha acontecido poesia.

 

Tínhamos adormecido agarrados e sem qualquer coberta que tapasse nossos corpos.

Nossos sexos ainda se entrelaçavam como dois gémeos sem vontade de se separarem.

 

Primeiro um olho, depois outro e lá estávamos eu com um braço à volta da cintura dele e o outro à volta do seu pescoço. Ele, rodeava meu pescoço como a tentar que não fugisse enquanto com a outra mão ia fazendo um cafuné nos meus cabelos.

Olhei de soslaio para o tal espelho que na parede acompanhava toda aquela prancha de desenho e parecia estar frente a quadro de Gogol.

Olhamo-nos nos olhos beijamo-nos e o João largando minha cabeça e com os dedos foi fechando meus olhos ao mesmo tempo que perguntava. Estás bem? Eu nada disse! Em retribuição daquele carinho percorri meus dedos na sua cara da testa ao queixo, como se fosse uma lambidela de gato.

 

E agora o que fazemos? Perguntei eu.

- Para já estou com uma fome dos diabos e vou tomar um duche e de seguida vou até à cozinha fazer um petisco para nós. E tu? Não telefonas aos teus pais a dizeres que estás bem? Ou já é habitual ficares fora de casa?

- Não! Disse eu o mais pronto possível. Nunca fiquei fora de casa e o mais tarde que cheguei foi às seis da manhã na noite em que te conheci. Meu pai não deu por isso e minha mãe que me acordou à uma da tarde não ficou muito preocupada pois além de ter confiança em mim, eu disse-lhe que me tinha acontecido uma coisa muito boa e depois lhe contava. É claro que não lhe vou contar e agora também não lhe vou dizer que fiquei em casa de um homem. Seria o fim da macacado!

De qualquer das formas, vou telefonar-lhe e digo que estive numa festa e fiquei em casa de umas raparigas colegas lá da escola.

 

Assim foi, telefonei a minha mãe e disse-lhes que estava bem em casa das moças e certamente iria com elas e os pais às festas de Óbidos e por lá ficaria mais esta noite. Foi a primeira grande mentira que lhes disse.

 

Contei ao João o teor do meu telefonema e perguntei-lhe se estava zangado por esta mentira a meus pais.

Ele olhou para mim!.. Olhos nos olhos e perguntou-me – Onde aprendeste a mentir dessa maneira? Também vais arranjar mentiras para mim?

- Não credo! A ti nunca te mentirei e se fiz esta é porque estou apaixonado por um senhor chamado João.

Ele riu-se e disse que eu também o tinha feito chegar às nuvens e que podia lá ficar quando quisesse. A “sala de desenho” estará sempre pronta para nos receber, até porque o que aconteceu naquela noite tinha sido o preambulo para outras aventuras.

Com esta promessa, fiquei em suspenso sonhando acordado com o que aconteceria na próxima noite.

 

Nos entretantos enquanto eu fui ajudando a por a mesa o João foi fazer uns bifes com natas e champinhons acompanhados por batatas fritas e como bebida,.. Champanhe.

De vez enquanto ia até à cozinha enchia dois copos de vinho e íamos bebericando enquanto o João pegava numa batata já frita colocava-a na boca e vinha meter na minha a outra metade. Eu estava louco… nem aos meus pais eu tinha visto tanto carinho.

O João não é rapaz da minha idade, já se aproxima daquela idade a que chamamos de “cota” mas é um amor em todos os sentidos e talvez por isso saiba levar a água ao moinho o que um rapaz da minha idade ou muito próxima não saiba ainda os requisitos necessários para fazer amor com carinho e delicadeza.

 

Nunca tive essa experiencia mas os meus colegas da escola quando se fala nestas coisas dizem que a malta quer é vir-se à pressa e de qualquer maneira. Foi por causa destas conversas que me fez nunca ter tido qualquer experiência sexual com raparigas ou rapazes.

 Até aqueles jogos nos balneários de batermos punheta uns aos outros, eu nunca alinhei.

Sempre achei que o acto sexual deve ser feito sem imposições e com muito carinho e com a pessoa certa e isso estava a acontecer com o João. Estava pronto a perder a minha virgindade no seu todo. Naquela noite já tinha começado, o resto era só esperar conforme o João prometeu quando disse que aquela noite tinha sido o preâmbulo para outras aventuras.

 

Já eram oito e tal da noite quando começámos a refeição. Era uma mistura de pequeno-almoço, almoço e jantar. Antes de abrir a garrafa de vinho o João virou-se para mim e disse:

- Puto… Falta qualquer coisa na mesa.

Foi buscar dois castiçais com velas vermelhas acesas, colocou-as no meio da mesa e disse: Agora sim… Está tudo completo.

Mais uma vez minha memória abriu a caixinha de recordações e notei mais uma vez que nunca tinha visto tal carinho entre meus pais. Fiquei quedo de momentos nos meus pensamentos.

O João notou que havia qualquer coisa e perguntou ao mesmo tempo que segurava nas minhas mãos e me afagava o rosto:

- Está tudo bem? Estás arrependido de estares aqui comigo? É por ser um pouco mais velho que tu?

- Não!... Nada disso estava simplesmente pensando nunca ter assistido a tanto carinho que me estás a dispensar.

- Ora, Ora, tudo isto não passa da forma como eu entendo a amizade entre duas pessoas que se querem e eu quero-te muito.

Meus lábios foram direitos aos seus e beijei-o como prova de agradecimento.

Iniciámos a refeição ao mesmo tempo que íamos tendo uma conversa da treta pois o conhecimento que tínhamos um do outro não dava para mais. Ainda era cedo para nos conhecermos melhor.

A refeição foi acompanhada por uma musiquinha de fundo e nada de televisão.

Quando chegamos ao fim, fomos até ao sofá, tomamos um café um pouco de brandy e então sim, ligamos a televisão. Como não estava a dar nada de jeito o João disse:

- Olha procura ai um filme para nos entretermos enquanto vou levantar a mesa e arrumar a loiça na máquina de lavar.

- Tá bem! Eu procuro!

Procurei e também não vi um filme que me despertasse a atenção. Como o João tem no quarto outros filmes e outro leitor, fui lá à procura. E lá estava um “Refeição Nua” e coloquei-o no leitor. Logo no início vi que se tratava da história de um bar gay onde os empregados andavam a servir os clientes somente com um aventalzinho a tapar o sexo. Só via a apresentação e fui logo à cozinha dizer ao João o que tinha feito.

Ele começou a rir-se ao mesmo tempo que ia dizendo:

- Com que então refeição nua. Amanhã sirvo-te o pequeno-almoço também nu...

- Epá… desculpa mas não sabia que era um filme sobre gays.

- Não faz mal, não tem nada de especial a não ser poderes aprender algo antes de ser eu a ensinar-te. Se quiseres podes meter-te já na cama e ir vendo o filme enquanto eu termino meus afazeres domésticos, ao mesmo tempo que se ia rindo com aquele trejeito de lábios que começava e conhecer.

- Não! Disse eu - É melhor vermos o filme os dois e vou antes tomar um duche. Posso?

- Já comemos há tempo suficiente. A casa é tua, estás completamente à vontade.

Assim fiz…

Agora fresquinho e todo nu, somente com a toalha de banho enrolada à cintura, passei pela cozinha e disse: – agora sim! Vou estar à tua espera Ok? E lá fui direito à “sala de desenho”

 

Tinha-me esquecido de desligar o dvd e ainda estava a dar a “refeição nua” numa altura em que um dos empregados está a fazer um “bóbó” a um cliente que já tinha sido despido por outro e lhe estava metendo seu pau no rabiosque do outro.

Meu pénis ao olhar para aquela cena começou a levantar-se. Retirei a toalha e meti-me na cama começando a roçar-me nos lençóis.

 

Entretanto entrou o João com o seu robe de seda vermelho e foi dizendo:

- Posso entrar? Ou interrompo alguma veleidade?

- Podes entrar e desligar o vídeo pois tu sempre és melhor que qualquer filme.

 

João ao mesmo tempo que ia atravessando o quarto para desligar o dvd ia deixando cair o robe mostrando seu corpo atlético. Baixou-se para colocar um CD de Michael Jackson em: “Earth Song” ao mesmo tempo que acendia um projector sobre o poster do Michael ia dizendo:

 - Agora sim… Vamos ter todo o tempo do mundo para nos amar.

 

Michael Jackson

 

Todo aquele ambiente estava a dar comigo em maluco. Estava tudo meio-escuro. Somente aquele poster iluminado, aquela música sobre o mundo e aquele corpo que se aproximava de mim já com o pénis em riste direito a mim, esperando que o beija-se.

 João afastou os lençóis e me abraçou me beijou todo. Meu corpo foi todo mordiscado e meu caralho chupado e mordido. Ao mesmo tempo com um dedo ia friccionando o meu olho do cu. Lentamente foi-me penetrando com seu dedo indicador ao mesmo tempo que dizia: - queres fazer-me o mesmo?

- Sim! … Porra! Quero ter todo o prazer que me puderes dar. Disse eu já muito aflito e quase a vir-me.

Virámo-nos e nossos buracos foram-se preparando para serem penetrados por nossos caralhos rijos e prontos à penetração.

Às tantas, ele pegou-me por traz e lentamente começou introduzindo seu caralho naquele meu cú virgem. Em principio eu senti uma dor um pouco desconfortável, como se me estivesse rasgando mas o João ao mesmo tempo que ia penetrando devagar ia também movimentando-se e beijando minhas costas e punhetando meu caralho. Estivemos assim durante algum tempo com aquele gosto gostoso. De repente retirou seu pau do meu cú colocou-me de costas chupou um pouco o meu caralho e se sentou sobre ele cavalgando com o meu caralho dentro do seu cu ao mesmo tempo que tentava meter-me o seu em minha boca.

Agora sim… era o êxtase total. Aquela musica nos meus ouvidos meu caralho naquele cú tão apertadinho quase me estava a vir quando João pegou comigo quase ao colo e me virou para aquela posição em que só faltam entrar os tin..tins…

  Ele gemia de prazer e eu de dor misturada a prazer, mas agora a sensação era tão boa que eu não queria parar nunca mais de foder assim. 

 

 Se eu soubesse que era tão bom, teria dado meu cuzinho mais cedo. Ele começou a morder minha orelha, e a cochichar para mim, dizendo que queria gozar na minha boca. Então eu desmontei daquela posição, e voltei a chupar seu caralho gostoso.

 Logo ele começou a gemer mais alto, e eu engoli sua vara mais o mais fundo possível.

 Senti sua esporra quente pressionar minha garganta, com seu esguicho forte e volumoso, que eu engoli como um néctar. Ele continuou esporrando em bicas, e encheu toda a minha boca. Eu senti seu gosto meio ácido, meio salgado, pegajoso e apertando a língua, como banana verde assim.

Engoli tudo, e isso o deixou muito feliz. Beijamo-nos e ele sugando de mim o que restava em meus lábios. Ficámos durante algum tempo.

Naquela noite fizemos de tudo, experimentámos todas as posições do kamasutra.

Posições kamasutra gay

Há muito que tinha acabado o CD “Earth Song” .Ficámos ali entrelaçados durante mais algum tempo até que o João disse: - Vamos tomar um duche?

- Sim é para já! E lá fomos.

Não sei se era da casa se eram os nossos corpos que transpiravam calor por toda a parte que depôs do duche fui buscar uma garrafa de vinho do Porto fresquinho e dois copos e voltamos para a cama, enquanto ele foi buscar uns bombons “Ferrero Rocher” e todos descascados fomos brincando e metendo em nossas bocas aqueles deliciosos bombons.

  Entretanto ele deitou-se de barriga para baixo levantando um pouco seu corpo. Meu pénis não aguentou mais e fui penetrando aquele cuzinho malandro e gostoso ao mesmo tempo que com uma das mãos foi descendo até ao seu pénis e fui punhetando-o. João gemia ao mesmo tempo que ia dizendo: - Não me faças vir que também quero fazer o mesmo.

Perante a ideia não me aguentei mais e fui eu que me vim abundantemente naquele cú maroto. Aguentei mais um pouco e trocámos de posição.

Não aguentava mais! Disse ele começando em principio lentamente a penetrar em meu cú e depois bombeando com mais força. Ambos nos movimentamos num vai e vem de loucos sentindo aquele caralho todo metido em mim tocando ao de leve na próstata dando-me o maior prazer do mundo, ao mesmo tempo que ele me punhetava novamente. Não aguentamos mais que uns minutos e ambos nos viemos novamente.

Como se fossemos dois coelhos caímos para os lados exaustos e pusemo-nos deitados de costas. Ainda segurámos e apertamos nossos caralhos esperando quiçá que tudo voltasse ao princípio.

Meu rabito latejava de tanta penetração. O que valeu foi que o caralho dele não era muito grande. Era maneirinho com a cabecita descoberta dava vontade de o chupar novamente e à segunda estocada já não criou desconforto mas sim prazer. O meu também sendo normal não lhe criou qualquer desconforto.

 

Valeu a pena perder a virgindade com ele, foi inesquecível.

Não estou arrependido.

 

De manhã, Tomamos duches juntos e mesmo ali, fodemos novamente. A água quente escorria pelos nossos corpos limpando nossos pénis quando saiam dos buracos apertadinhos e íamos chupando um a um nossos aparelhos de penetração até nos virmos abundantemente.

Nossos espermatozóides naquela noite e naquela manhã não fizerem o trabalho a que estão destinados mas deram-nos muito prazer e é quanto basta nestas situações.

Tomamos o pequeno-almoço fui para casa prometendo voltar a casa dele, pois encontrei ali o cantinho da minha felicidade.

 

Quando cheguei a casa contei uma história plausível a meus pais, confirmando o que tinha dito pelo telefone e não estou arrependido de ter mentido. Não tenho o direito de magoar as pessoas que me querem.

Ainda sou um jovem com muitos anos à minha frente e por enquanto, até achar oportuno, vou guardar o meu segredo. Não estou arrependido pois não machuquei ninguém nem o farei.

Acho que a minha sexualidade só a mim me diz respeito desde que não falte ao respeito dos outros. Só vou ter que arranjar uma amiga que telefone lá para casa a fim de julgarem ser minha namorada. Mas isso não é difícil, pois tenho muitas.

Para já! Encontrei a minha felicidade, tenho um amigo embora seja mais velho que pode com a sua sabedoria ajudar-me nos confrontos que vou ter na vida.

Perdi a virgindade em todo o sentido mas valeu a pena. Foi inesquecível.

 

Kamasutra gay

 

 

 

Fica aqui “Earth Song” do Michael Jackson para vocês com muito carinho 

 

 

Nota: Como esta história é um pouco grande Vejam o capítulo anterior “Arrependido NUNCA (Parte I)”

 

Esta é dedicada ao meu amigo André Filipe

 

 

Nelson Camacho D’Magoito

         (O Caçador)

 

 

sinto-me: louco por outra história
a música que estou a ouvir: Remember the time
publicado por nelson camacho às 00:07
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