.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

A Minha prenda de Natal – I Parte

O encontro

Estava um frio de rachar (12 º centígrados em casa). As mãos estavam engadanhadas e com o robe vestido por cima de um pijama de flanela, mesmo assim o frio entranhava-se corpo dentro. Acendi a lareira mas mesmo assim a casa estava fria. Por mais que andasse de um lado para o outro armado em tontinho em algumas arrumações a coia não abrandava. Já tinha tomado quatro cafés e comido meio bolo-rei que tinha sobrado do Natal mas mesmo assim a coisa não passava então agasalhei-me o melhor possível e fui ver o mar. – Pelo menos dentro do carro estaria quentinho. E estava –.

Quando cheguei à praia de São Julião o parque de estacionamento estava cheio de carros que se via ser de surfistas não só pelas pranchas em cima dos tejadilhos de alguns e outros de porta-bagagens abertos junto aos quais uns se despiam e outros se vestiam mesmo com aquele fio para irem surfar.

Encontrei um lugar frente ao mar e estacionei.

 

Já eram cinco da tarde e o Sol lá ao longe ia-se debruçando-se no horizonte como a dizer “Até amanhã”.

O espectáculo estava infinitamente e lindo. As nuvens abriam-se para deixar passar o vermelho do Sol-pôr.

Mais para cá, junto à praia, vários surfistas brincavam sobre as pequenas ondas que se iam espraiando na areia.

Na esplanada do café, pouca gente. Alguns agarrados aos computadores escrevendo ou lendo sabe-se lá o quê. Outros agarrados às tabletes. No passadiço, elas e eles de smartphones em punho, falando, falando, falando como não houvesse outra coisa para fazer. Não sai do carro. Liguei a minha pene com uma playlist para estas ocasiões. Liguei o aquecimento e deixei-me estar observando aqueles loucos do surfe com um ambiente a rondar os 10º Graus centígrados pareciam que não tinham frio.

Às tantas no carro que estava a meu lado entraram um casal de idade e dois putos jovens que deviam ser netos e lá foram de abalada. Mal saíram logo entrou outro carro desta vez de surfistas. Um ai para os seus cinquenta nos, pela sua compleição física e os cabelos brancos e outro que parecia, à primeira vista, ter aí os seus vinte anos - Deviam ser pai e filho.

Na altura tinha a janela do meu lado aberta por causa do fumo do cigarro. Na minha playlist estava a dar “Toda una vida” de António Machim portanto do exterior ouvia-se bem a música. Resultado o jovem surfista assomou-se à janela e perguntou:

 

- Desculpe!.. Mas é rádio ou CD?

- Não!.. É uma pene com uma playlist feita por mim.

- Você tem muito bom gosto musical

- E você deve ser louco ir para o mar com este frio e a esta hora.

- É a hora que meu pai sai do trabalho e me pode trazer e como somos ambos loucos por isto, antes do jantar quando possível vimos sempre dar uma voltinha nas ondas.

 

O moço enquanto se despia para vestir o fato próprio virou-se para o pai e comentou:

 

- Pai!... Já viste? Este amigo tem o disco que andamos há tempos à procura.

 

O dito pai, já vestido e pronto para as ondas aproximou-se e depois de me cumprimentar:

 

- Mas é CD?

- Não! É uma playlist 

- Fês um roubo na internet… não?

- Não meu amigo… Não faço cópias pois respeito muito os direitos de autor. Normalmente ou compro os discos ou oferecem-me. Depois faço as minhas próprias playlists ou CD MP3 para os amigos.

- Desculpe a intromissão mas andamos há tempos à procura deste CD e não encontramos.

- è natural, O António Machim é um cantor de boleros já bastante antigo e não deve haver no mercado. Legalmente, não o devo fazer, mas se têm assim tanto interesse, podemos arranjar maneira de lhe enviar uma cópia, se me der a morada.

- Se ainda estiver por aqui depois de irmos galgar umas ondas falamos nisso e obrigado pela sua gentileza,

 

Pai e filho lá foram de pranchas debaixo dos braços até à praia.

É preciso ter muita coragem para se meterem no mar com este frio e a esta hora em que o Sol já se foi e a escuridão já se aproxima - Pensei eu.

Lá ao longe sobre as ondas já pouco se via. Nem se delineava se eram corpos ou outra coisa qualquer, mas eles não desistiam, pelo menos creio que se viam uns aos outros.

Normalmente trago no carro uma máquina fotográfica mas desta vez, nem maquina nem binóculos. Não que julgasse obter alguma fotografias de jeito, mas ao ver algumas raparigas, que deviam ser namoradas de alguns daqueles malucos, do passadiço tirarem fotos, talvez tivesse sorte já que a minha é uma reflex com tele objectiva.

 

O tempo foi passando até que os tais chegaram. Ao que parecia não tiritavam de frio como seria normal, pelo menos para mim.

 

- Você tem de experimentar uma banhoca destas - Disse o pai

- Livra!... Creio que morria. Se fosse no verão e de dia era capaz de experimentar.

- Nunca experimentou surfar? – Retorqui-o o filho.

- O meu problema é não ter com quem.

- Temos de combinar um dia. Não precisa de comprar a prancha, nós temos umas suplentes.

- Tá bem… Quando chegar o verão logo de vê!...

 

Enquanto eles se despiam tocou um dos seus telefones que o pai atendeu.

 

- Então onde moram? – Perguntei com o intuito de lhes mandar o tal CD.

- Moramos em Sintra. O meu pai já lhe dá um cartão.

- Tem piada que também moro na zona,

 

Entretanto o pai voltou de atender o telefone e já vestido comentou:

 

- Estamos com uma chatice!...

- Então qual é o problema?

- A tua mãe como sempre, arranjou um problema com o carro e temos de a ir buscar a Lisboa.

 

 Ouvindo a conversa comentei:

 

- As mulheres para dar cabo cos carros estão ai para as curvas, Só dão chatices. Felizmente já me curei disso.

- Não me diga que a mandou bugiar? – comentou o pai.

- Não!.. Foi por ela própria e nem sabe o bem que me fez.

- Mas a minha não vai nem por meio da rolha. Se não fosse o meu filho andava sempre só.

- A minha avó dizia que “mais vale só que mal acompanhado” 

- Pois o problema são os filhos.

- Ó meu amigo. Também tenho filhos e criados. Cada um faz a vida como podem e somos todos felizes. Então vocês moram em Sintra? Se calhar podemos encontrar para lhes dar o CD prometido, moro perto.

 

Entretanto o pai entregou-me o seu cartão apresentando-se – Sou João Castro e o meu filho Jorge Castro.

- E eu, Nelson

 

Depois das apresentações o Jorge comentou virando-se para o Pai

 

- E se fosse o pai buscar a mãe e como aqui o Nelson mora perto de nós se não lhe desse muito trabalho levava-me e talvez me pudesse dar o CD.

- Não achas que já estás a abusar da gentileza do nosso amigo?

- Tu é que disseste que ele é simpático…

 

Perante tal conversa entre pai e filho. Com a minha observação clinica achei que havia qualquer coisa de entendimento entre os dois e depois de observar bem o olhar do Jorge resolvi jogar a sorte:

 

- Se permitem podemos resolver a situação. O João vai buscar e esposa e o Jorge a minha casa, fazemos a cópia do CD e depois levo-o a casa, já que moramos perto.

 

Foi assim, que mais tarde receberia “a minha prenda de natal”

 

As pranchas foram com o João e o Jorge foi comigo.

 

No caminho para minha casa o Jorge contou-me que havia um problema entre os pais. A mãe não queria entender que ele já era homem suficiente para fazer a vida que muito bem entendia e o pai dava-lhe o total apoio. A mãe era secretária de uma grande empresa e o pai era dono de uma empresa de consultoria na área de comunicação social e com uma mente muito mais aberta. O que ele queria era que o filho fosse feliz.

 

Com todas aquelas divulgações embora ele não tivesse quaisquer tiques fora do macho-latino apercebia-se que ali havia rato e eu seria o gato.

 

Falamos também dos nossos gostos musicais, teatrais e literários e todos coincidiam  

 

Chegados a casa

 

Depois de arrumar o carro na garagem que tem entrada directa para a casa Jorge comentou:

 

- Gostava de ter uma garagem assim.

- Então porquê?

- O meu pai de vez em quando empresta-me o carro e os cuscas lá do prédio vão contar a minha mãe a que horas cheguei e com quem e depois levo na cabeça, não só por o meu pai me emprestar o carro como se levo lá a casa algum amigo.

- Então é essa a guerra entre os teus pais.

- Ela quer que eu namore a filha de uma colega porque tem uma boa posição social, mas eu não gosto da rapariga. O meu pai entende-me e diz sempre que tenho tempo para me enforcar.

- E o teu pai concorda com os teus amigos?

- Ele só diz para eu não me meter em aventuras estranhas. Até me admira ter simpatizado contigo, Se calhar é por seres mais velho que eu. Normalmente só ando com malta da minha idade.

 

Entretanto já tínhamos entrado em casa propriamente dito. Passamos pela sala e perguntei-lhe se queria beber alguma coisa e tomar um duche para tirara água salgada enquanto eu iria para o computador passar as tais músicas para um CD. Ele aceitou o duche e levei-o para a suite que tem um chuveiro e entreguei-lhe um toalhão de banho.

Idealizando logo o que iria acontecer, em vez de ir para o computador fui para a cozinha e preparei umas sanduiches de fiambre com queijo e manteiga, um jarro de sumo de laranja e uma garrafa de vinho branco Reserva de Reguengos. Coloquei tudo num carrinho de apoio e levei-o para a sala junto a um dos maples. Enchi um dos copos e comecei bebendo, não sem antes ter colocado um CD com boleros de António Machim, (as musicas que eles tinha ouvido no carro).

 

Não sei quem estava com mais pressa que nossos corpos se juntassem pois mal começou a tocar o tal tema, entrou o Jorge com o toalhão enrolado à cintura.

Ai vinha “a minha prenda de Natal”

Já o tinha visto vestir-se na praia mas naquele momento o Jorge era uma assombração de bom gosto dos Olimpos. Qualquer estátua grega ficaria de inveja daquele corpo.

Ao mesmo tempo que ele ia entrando quase de propósito começava a ouvir-se “Dos Gardénias” na inconfundível voz do cantor que ambos admirávamos dando como interlúdio de uma cena de amor.

 

- Já preparas-te um petisco. Como adivinhaste que estava com fome? Comentou o Jorge ao entrar na sala.

- Com todos aqueles mergulhos e depois do duche certamente que comes qualquer coisa. Tens umas sanduiches e para beber, sumo de laranja natural ou vinho branco fresquinho do Alentejo.

- Desculpa estar assim, mas não me dava jeito vestir a mesma roupa.

- Acho que fizeste muito bem. Fica à vontade que também vou tomar um duche rápido.

 

Levantei-me e foi a minha vez de me ir reconfortar com uma duchada rápida. Quando voltei também vinha com um toalhão enrolado à cintura. – Tinha-lhe dado tempo para comer e beber e sentir-se mais à vontade pois adivinhava que alguma coisa sexual iria acontecer-.

 

- Já comeste? – Perguntei quando entrei-.

- Já e soube-me como ginjas. Para a tua idade não tens um corpo nada mau.

- Isso é a recompensa do petisco? Estares a chamar-me velho?

- Desculpa mas não foi com intenção. A malta mais velha que eu que conheço não tem o corpo que tu tens.

- Quer dizer que tens conhecido muitos cotas como eu?

- Por acaso conheci dois mais ou menos da tua idade mas jurei para nunca mais.

 

Perante mais esta declaração atirei-me de cabeça.

 

 - Porquê? Não te deram o que querias? As maltas da tua idade são mais confortáveis?

- Não esteja a pensar mal de mim. Parece que estás a enganar-te a meu respeito.

 

Para que não houvesse mais duvidas e porque estava no maple encostado a ele meti a mão debaixo do toalhão que cobria as partes íntimas fui direito ao seu pénis com uma mão e com a outra puxei-lhe a cabeça e beijei aqueles lábios carnudos.   

Nem ai nem ui. Aceitou e retorquiu abrindo a boca e nossas línguas se encontraram sofregamente.

Estivemos naquilo algum tempo. O tempo suficiente para sentir o pénis dele começar a inchar. Quanto ao meu nem se fala já estava pronto para umas estucadas.

Largamos nossos lábios e ele comentou:

 

- Nunca fui beijado assim…

- Nem os cotas que conheceste?

- Mas eles pouco me beijaram e só me bateram umas punhetas.

- E os teus colegas? Nunca foderam contigo?

- Também só batemos punhetas.

- Não me digas que nunca fodeste ou foste fodido.

- Epá!... Não sou nenhum paneleiro.

- Olha!.. Paneleiro é um homem ou mulher que faz panelas e ao que perece não é isso que estamos fazendo, mas adiante. Não queres ver se o meu pau está em condições?

 

Ele fez o mesmo que eu tinha feito e foi direito ao meu pau que estava mais rijo que uma barra de ferro e começou a masturbar-me ao mesmo tempo que nos voltamos a beijar sofregamente.

Afastei os toalhões e ficámos nus. Deitei-o de barriga para cima e fiquei em cima dele esfregando nossos corpos lentamente enquanto nosso pénis se iam entretendo a conversar.

Larguei-lhe os lábios e comecei a beijar aquele corpo de adónis até encontrar o mastro mais precioso que um rapas daquela idade pode ter. Meti-o na boca a mamei e mordisquei todo aquele pau saboroso. Ele já gemia e movimentava-se para que entrasse e saísse mais rapidamente.

 

- Não te venhas.

- Mais um bocadinho venho-me mesmo.

- Não me queres fazer o mesmo?

- Mas nunca fiz isto.

- Mas não está a gostar?

- Estou

- Pois eu também gostava de sentir os teus lábios no meu pirilau.

- Pirilau uma porra. É maior que o meu.

 

Enquanto estava na minha proposta já me tinha virado para a posição de sessenta e nove e ambos começamos chupando e mamando nosso paus atrasando o mais possível nossas ejaculações.

 

- És capaz de te aguentares?

- Vai ser difícil.

- Estás fodido. Se te vieres agora não me fodes.

- Mas queres que te foda?

 

Se aquela conversa dura-se mais tempo o gajo vinha-se então resolvi dar a volta e sentar-me em cima daquele mastro que não sendo muito grande entrou primeiro um pouco e depois cavalgando um pouco acabou por entrar todo em meu corpo. Então sim, senti dentro de mim toda aquela porra que há muito estava deserta de se expulsar. Leveis uma das suas mão ao meu mastro e enquanto ele se continuava a vir dentro de mim – Parecia que nunca mais acabava de quantidade – me masturbava sendo a minha vez de expulsar a minha porra, até ambos murcharem.

 Voltámos a nos sentar beijando-nos até que ele comentou:

 

- Porra!.. Se é isto que vocês fazem eu quero mais. Nunca pensei que fosse tão bom..

- E se fossemos para a cama? Ès capaz de te vir novamente?

- Contigo parece que faço tudo.

 

Era o que queria ouvir. Ajudei-o a levantar-se e segurando-o pelos ombros encaminhei-o para o quarto. Afastei os lençóis e deitamo-nos de conchinha ficando ele à minha frente. Tapámo-nos e sem mais conversas, acabámos por adormecer.

Siga para a II Parte

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

              Nelson Camacho D’Magoito

    “Contos ao sabor da imaginação” (H-095)

                Para maiores de 18 anos

                  © Nelson Camacho
2015 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
a música que estou a ouvir: Toda una vida
publicado por nelson camacho às 22:57
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