.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Sábado, 1 de Fevereiro de 2014

Uma Tarde no Magoito

praia do magoito sintra portugal

Esta é a Praia do Magoito na zona de Sintra em Portugal em dia de nevoeiro.

 

     Ainda não estava lá muito bom da puta da gripe que em tem atormentado desde o Natal. Desde então para cá só no fim de ano é que consegui dar uma fodas. Como foi? Bem se ainda não leu tem a oportunidade de ler agora clicando (aqui).

Ma vamos ao que interessa.

     Estava um frio dos caraças, não chovia e então resolvi ir dar uma volta às praias cá do sitio. Se uma estava uma merda, a outra quase na mesma mas pelo menos a malta que lá estava não era a habitual da primeira.

     Encostei o carro junto ao varandim e sai de máquina fotográfica em punho. Tirei algumas fotos, uma dela é a que dá inicio a este meu conto (Conto? Ou aconteceu mesmo?) vai ver.

     Voltei para o carro e como estava chuviscando e já tinha montado o Chuvento abri um pouco os vidros das portas de frente para não embaciar tudo. Peguei numa pen onde estão algumas músicas de meu gosto para viagens ou quando estou parado, como era o caso pois nem sempre o que é debitado nas rádios não são do eu gosto e liguei-a ao rádio.

     Estava nas calmas olhando o mar à espera das ondas grandes anunciadas mas elas não vinham.

     O som que estava a sair nos altifalantes era um tema de Roberto Carlos “Detalhes” Estava tão absorto na paisagem que nem dei que o som estava demasiadamente alto. Conclusão! Ouvia-se lá fora.

     O meu alheamento era tal que nem dei por um moço de chapéu-de-chuva aberto junto vidro do meu lado fazer gestos para baixar o vidro. Só depois de ter batido é que dei por isso. Então baixei o vidro.

 

        - Desculpe mas o que está a tocar é da rádio ou mp3?

 

     Abanei a cabeça surpreendido. Parei uns segundos mirei-o e o que estava a ver não era uma figura fantasmagórica do temporal, mas um jovem louro de olhos azuis e aí para os seus vinte anos, sem barba, sem piercings ou tatuagens inspirando-me confiança. Foram uns segundos suficientes para os meus neurónios me alertarem para algo que iria acontecer e respondi.

 

        - Não! Não é do rádio! É de uma pen que trago sempre comigo.

 

        - Desculpe mas ando há imenso tempo para adquirir este tema e não sei de que álbum faz parte. Copiou da Net?

 

        - Não! Eu não tenho o hábito de copiar músicas ou filmes da Net. Compro sempre os originais e depois copio-os para as penes.

 

        - Então você é contra os downloads?

        - Sim! Acho que é um atentado aos direitos de autor?

        - Eu por acaso também sou contra. Gosto mais de comprar os CDs. Às vezes também aceito cópias de amigos quando não consigo os originais.

 

     O moço, cada vez estava a apanhar mais chuva e como me despertou confiança convidei-o a entrar.

 

        - Já que podemos falar de música e coce está apanhando uma carga de água, porque não entra?

 

     O Jorge, como soube mais tarde o seu nome. Entrou!

     Depois já dentro do carro puxou do comando e fechou o seu carro que estava mesmo ali ao lado.

 

        - Está um frio das caraças.

        - Pois, Não só está frio como uma chuva miudinha e chata. Disseram que ia haver ondas de seis metros e vim até cá para as ver mas não temos sorte.

        - Pois! Eu também, mas afinal está um nevoeiro que não se vê um palmo à frente do nariz. Vi-me à rasca para chegar cá a estrada tem muitas curvas e é perigosa.

        - Quer dizer que você não é cá do sítio. - Perguntei.

        - Não! Sou de Sintra mas também vim cá para ver as ondas. E você é de cá?

        - Sim, moro aqui no Magoito mas mais lá para cima. Passo por aqui algum tempo e ali no café mas como estava só não me apeteceu ir.

        - Por acaso até era uma boa ideia irmos tomar um cafezinho. Eu pago.

        - É pá ainda agora nos conhecemos e já me queres pagar um café?

        - A sua gentileza merece. Não me conhecendo de parte alguma convidou-me para o seu carro quando sé queria uma informação.

        - Olha meu amigo como já reparas-te ou um pouco mais velho e tenho sempre defesas para quem se portar mal, mas você inspirou-me confiança.

        - Sendo assim vamos aquecer com o tal café?

        - Vamos nessa.

 

restaurante nas arribas da praia do magoito sintra portugal

     A Praia do Magoito mesmo no inverno é bastante agradável não só pelo panorama que nos dá como um restaurante-Café que fica na encosta junto ao caminho para a praia. Fica um pouco escondido mas é fácil de encontrar e de onde se é bem acolhido tanto na parte de restauração como na esplanada para o verão.

     Foi para ali que fomos tomar o tal café, falar de música e conhecer-nos melhor.

 

     Eu por mim não tinha muito a dizer pois a minha vida privada só a mim me diz respeito e senti da parte dele vontade de contar a sua então pulo à vontade e entre um café e um conhaque lá foi contando.

 

     O Jorge é um moço que resolveu a sua vida saindo do conforto da casa dos pais para fazer a sua própria vida. É empregado numa agência de viagens tendo assim a possibilidades de correr mundo e dar azo aos seus desejos em cidades que as gentes são livres de preconceitos, principalmente Paris e Madrid. 

     Foi um choque para os pais quando um dia apareceu em casa com um amigo e disse ser o seu namorado.  Os pais, retrógrados e muito temente a Deus puseram-lhe um dilema – Ou arranjava uma rapariga para namoro ou saia de casa – Jorge como a maioria dos rapazes perante estas situações e porque já não dependia monetariamente dos pais, resolveu arranjar um apartamento e sair de casa. Levou o namorado consigo mas como este era da sua idade a coisa não deu certo e durou pouco tempo. Hoje encontra-se só não se assume e dá azo aos seus desejos noutras paragens.

 

     Naquele dia tinha ido ver o mar e deparou-se comigo. Entre ambos houve um clic de confiança e ali estivemos durante algum tempo. As luzes acenderam-se e foi a altura de regressarmos ao carro.

 

        - Despedimo-nos aqui? Como sabes tenho o meu carro juntinho ao teu.

        - Já que estamos numa de ver a paisagem não queres ir mais acima junto ao farol que ai sim tem uma paisagem fabulosa e podemos estar à vontade. – Disse eu.

 

     Metemo-nos no meu carro que é maior, liguei o aquecimento e partimos ao local do farol. Quando lá chegámos já o carro estava quentinho. Não havia mais carro algum. Debrucei-me sobre ele para fechar o sistema de segurança da sua porta e ficamo-nos a olhar olhos nos olhos. Ambos demos um sorriso malicioso e nos beijamos. Um beijo longo de língua enquanto acariciávamos nossas faces.

 

        - Está confortável? – Perguntei.

        - Podes baixar o meu banco? – Foi a resposta.

 

     Baixei ambos os bancos e tal como se estivéssemos na cama nossas mãos em uníssono dirigiram-se às braguilhas que desabotoa-mos.

Nossos paus já estavam hirtos e prontos a serem aquecidos com nossas bocas o que fizemos em grande sofreguidão não deixando chegar aos finalmentes.

     Não demorou muito até nos despirmos como se estivesse-mos em casa

 

 

sexo gay no carro à beira mar

 

Os bancos deitados para traz em forma de cama. Os vidros embaciados pelo calor dos nossos corpos e o granizo que vinha do céu batendo no tejadilho do carro como uma bênção dos céus, estava a acontecer amor entre dois homens num acontecimento inesperado.

 

       Quem comeu quem? Isso não interessa, Interessa simplesmente que naquele carro aconteceu poesia sexual.

       O que aconteceu naquela tarde nada mais foi que a prova provada que a relação entre dois homens só é proveitosa quando um é mais velho. Não só pela sua experiência como o saber entender as incertezas que lhes pairam nas suas mentes.

       Por incrível que pareça mesmo no carro acabaram por adormecer.

       A bateria do carro é que ia pifando pelo gasto do aquecimento. Aquela manta vermelha que existe no banco de traz serviu de manta para aqueles corpos desnudos até de madrugada.

 

       O sol começou a despontar lá no horizonte. O granizo e a chuva tinham acabado. O sol vinha com força e o carro começou a aquecer normalmente.

       Vestimo-nos, beijamo-nos, trocamos moradas e telefones.

       Descemos novamente até ao café que já estava a abrir. Eram sete da manhã.

       Tomamos o pequeno-almoço cada um foi para o seu carro e seguimos caminhos diferentes com promessas de voltarmos até à praia do Magoito até porque lhe tinha prometido oferecer-lhe uma cópia do álbum do Roberto onde consta a canção de dor de corno “retalhos”.

 

Voltei a ligar a pen e quase por mágica o tema voltou a ouvir-se.

As fotos aqui apresentadas com excepção das da praia do Magoito que são minhas as outras são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

       Nelson Camacho D’Magoito

                  (O Caçador)

      “Contos ao sabor da imaginação”

                 © Nelson Camacho
2014 (ao abrigo do código do direito de autor)

sinto-me:
a música que estou a ouvir: Retalhos de Roberto Carlos
publicado por nelson camacho às 03:29
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Segunda-feira, 12 de Agosto de 2013

Alguém ficou de fora – Alguien se le escapó

alguien se le escapó em Madrid

     Porque andam sempre a dizer só escrevo contos fictícios, desta vez, “ porque não tenho vergonha na cara” como dizia um amigo meu e desvendando um pouco da minha vida privada aqui fica uma história verdadeira passada comigo este semana.

     São quatro da manhã de segunda-feira. Não vou contar o que se passou entre sábado e domingo, mas de terça a sábado.

Avisei toda a gente que iria fazer umas pequenas férias mas que seria também de negócios, aproveitando verificar o conforto e estabilidade do meu novo carro, Um Rover de 120 cavalos que atinge com a maior das facilidades os 200 quilómetros horários.

 
O meu Rover para as grandes viagens

     Nesta minha viagem rápida a Espanha aconteceu tudo menos o que estava previsto.

     Em princípio ia ser só de quatro dias para visitar um amigo espanhol que tinha conhecido no Bar 16 em Lisboa numa das minhas noites de caça ou de pesca como lhe queiram chamar.

     Juan, é um chavalo de 25 anos, lindo de morrer e filho de um empresário famoso. Depois de uma noite de copos e não só, convidou-me a dar um salto a Madrid para me apresentar ao pai pois tinha a possibilidade de me arranjar uns contratos. Mas tinha de ser esta semana pois no Domingo partia para Marrocos com a família, onde tem uma casa de férias.

     Há muito que não fazia um disparate destes, fazer um milhar de quilómetros para um possível contrato, mas encontrando-me já no fim de linha das cantigas e emérito, meti-me à estrada e lá fui eu de abalada, De qualquer das formas tinha de estar cá no sábado pois tinha um compromisso e como sou um tipo de palavra, tinha de ser uma rapidinha.

     Fiz uma directa a Elvas onde parei para tomar um copo e como tinha levado o portátil, dar uma volta no facebook.

     Há hora de jantar lá estava no hotel Atlántico que fica junto ao metro da Plaza e a escassos metros da Chuenca, distrito gay da cidade, portanto com a possibilidade de deixar o carro na garagem do hotel. (O bairro de Chuenca que visito todas as vezes que vou a Espanha é um bairro idêntico ao nosso Bairro Alto mas 100% melhor em tudo até na limpeza) na Chuenca é super comum ver heteros e gays frequentando as mesmas baladas.

     As ruas mais gays do bairro da Chuenca são as Calle Fuencarral e Calle Horteleza.

 

     Já no hotel telefonei ao Juan e logo passado meia hora apareceu com uns amigos. Uma rapariga por sinal muito engraçada e dois borrachos entre os dezanove e vinte e dois anos vestidos descomplexadamente com as camisas abertas por onde se vislumbrava bíceps bem tratados. Eram eles: Rian o Raffael e a Letícia. A galinha de calças e uma blusa apertada e subida mostrando o umbigo e de cabelo negro e curto. À primeira vista e pelo seu comportamento deu-me a impressão de ser “fufa”. Quanto a eles não me pareciam lá muito machos, mas lindos e prontos para a farra. Depois das devidas apresentações fomos jantar. Durante o dito muita conversa da treta misturada com grandes risos, próprios de espanhóis. Ficou também combinado encontrar-me com o pai do Juan no dia seguinte no seu escritório para o fim em vista. O jantar levou mais tempo que é normal acabando por volta das onze horas. Então Letícia alvitrou irmos tomar uns copos a um Tablau (como cá uma casa de fados mas lá onde existem bailarinos dançando musicas ciganas)

 

     Aquele convite para ir a um Tablau, embora cansado da viagem, assistir a um show de flamengo que adoro e não perco sempre que vou a Espanha, então sugeri o Tablau do Torres Bermejas que já conheço e é o mais autêntico em Madrid e se degusta um belo vinho de xerez ou uma taça de Cava  (champanhe espanhol) se não se quiser jantar e não era o caso pois já o tínhamos feito no hotel

Os bailarinos também devem ser escolhidos a dedos pois são de corpos delineados de tal forma que metem inveja a qualquer um.

 

      Assistimos ao show, bebemos um pouco e já com o grão na asa partimos para a zona gay mais in de Madrid.

Também a meu conselho, fomos ao Griffin’s.

 

Uma noite em Boate Gay em Madrid

     No Griffin’s, encontramos uma decoração não das mais modernas mas o lugar é perfeito para aqueles que estão procurando um lugar com um público mais “experiente” para ir à pesca ou ser caçado.

Tem dois andares, com a pista de dança localizada no andar de baixo onde é possível abanarmos a cabeça descomplexadamente, abraçarmo-nos e nos beijarmos. Como não ia para o engate pois estava bem acompanhado, até às cinco da manhã foi só curtir.

 

     Já o relógio batia nas cinco da matina e com os copos quando resolvemos abalar. Como estávamos todos meios bêbados mas como somos pessoas responsáveis e tínhamos ido no carro do Juan e este é bastante rico, chamamos um táxi e o carro dele ficou onde estava. - Quando chegamos ao hotel e depois de tomarmos uns cafés ele telefonou ao chauffeur do pai dando-lhe a indicação onde tinha deixado o carro e para o ir buscar. – Mais tarde vim a saber que o pai sabia da sua orientação sexual e aquela do chauffeur ir-lhe buscar o carro em noites de copos já era habitual.

 

     Depois de tomarmos os cafés no bar do hotel que estava a abrir, subimos para o quarto. Nenhum funcionário se opôs. Cenas daquela já é habitual, ou não fora um hotel recomendado à comunidade gay.

 

     A “galinha” cansada ou porque não estava interessado em homem atirou-se para o sofá. Por nossa parte, fomos os três tomar duche. Foi uma festa. Brincámos com os tamanhos dos nossos pirilaus murchos e gozamos com a pequenez dos tomates do Raffael que indignado diz que em compensação tinha depois de teso um membro enorme. Nós quisemos ver começamos a masturba-lo em uníssono. De facto o gajo tinha um instrumento fino mas enorme tipo preto. O Rian não tinha nada de se deitar fora, de cabeça lustrosa e glande saliente e pronto a ser abocanhado. Foi o que fiz aproveitando a confusão. O Juan que já conhecia de Lisboa e da minha cama e não tendo mais de 16 cm, portanto muito jeitoso e não fazia doer, ele aproveitou novamente as profundezas de mim.

     O Raffael Aproveitou uma abertura para se colocar entre nós e apontou o meu pito no seu cozinho que entrou sem quaisquer reserva. Foi o único que não se veio naquele duche dizendo que como era o mais avantajado ia guarda-lo para comer a Letícia. Ficamos agradecidos pois aquela porra iria fazer doer.

 

Fomos apanhados no chuveiro

     Aquela brincadeira já durava há mais de meia hora quando apareceu a Letícia perguntando se aquilo era só brincadeira de rapazes e ela não tinha direito a nada.

Rian mais atrevido respondeu que tínhamos guardado a sobremesa para ela e um especial do Raffael que era grande demais para nós.

 

     O Raffael que ainda não se tinha vindo e vinha de pau feito caminhamos para o sofá e foi o primeiro a comer a galinha deixando a porta aberta para nós outros. Veio-se furiosamente talvez por ser o mais novo e ainda estar com a garra toda, como os coelhos deitou-se para o lado, caindo na carpete onde acabou por adormecer, ficando de fora do resto do combate.

 

     Eu e o Juan como bissexuais começamos por beijar cada teta da Letícia enquanto esta ia masturbando nossas gaitas que estavam novamente a ganhar vida. Dali para a frente foi um ora beijas tu ora beijo eu. Para enrijar mais nossos paus ela começou fodendo-os na sua boca enquanto éramos nós que nos beijávamos. Estávamos todos loucos. Foi quando comecei a masturbar-lhe o clítoris.

 

        - E se em vez de meteres o dedo metesses a gaita?

 

      Esperar mais tempo para quê coloquei-a entre nós. Eu comi-lhe a rata e o Juan comeu-lhe o cú.

 

     Porra!.. Estava a ser demais. Com uma centena de quilómetros no bucho, uma noite extravagante de gostos e uma madrugada de prazeres deixando um na carpete, dois no sofá, atirei-me para a cama exausto pois já não tenho idade para estas coisas

 

     Afinal de contas só tinha ido numa rapidinha a Espanha para um possível contrato para umas cantigas porque por Portugal só tem trabalhos os pimba e as Lilianes Marizes. Quando acordamos já era hora de almoço. Aprontamo-nos e descemos. Na recepção estava um recado para o Juan dizendo para não se esquecer e levar o amigo (Era eu) ao escritório e a chaves do carro que já estava no parqueamento do hotel.

 

     Depois do almoço cada um dos outros foi à sua vida com a promessa de nos voltarmos a encontrar à noite. Entretanto, fui com o Juan ter com o pai.

 

     Um tipo porreiro! Atendeu-me o melhor possível mostrou-me o estúdio de gravação e ficou combinado voltar lá depois do verão a fim de fazer umas gravações ficando o Juan incumbido das nossas relações comerciais.

Para além das conversas de circunstância e depois de lhe mostrar o trabalho que fiz até hoje, ficou a promessa de trabalho em Espanha.

 

         - Nós aqui não olhamos à idade do artista mas do seu valor e pelas gravações que ouvi e pelo seu currículo artístico vamos fazer uns trabalhos interessantes. Quem vai tratar de você é o meu filho que também é um dos sonoplastas da empresa.

 

     Perante tanta gentileza nem tive coragem de dizer mais nada a não ser o agradecer.

 

        - O meu filho precisava de um amigo assim mais velho para ver se deixa de andar com rapazolas.

 

     Mais uma conversa de circunstância acompanhada de café e demos por finda a reunião.

 

     Como continuava à pendura no carro do Juan, este sem nada dizer encaminhou-se para O Parque Maria Luísa. Espanha depois das quatro horas da tarde ninguém trabalha! Encerram algumas ruas ao trânsito, abrem as esplanadas e aquilo é uma festa. Todos falam alto, cantam e dançam.

     Acabamos sentados numa dessas explanadas que aparentemente era frequentada pela comunidade gay, tal como o nosso largo do Camões mas sem as bichas frequentes do Bairro alto. As raparigas dançavam flamengo e os rapazes faziam-lhes companhia, alguns acompanhando-se à guitarra, mas sem modos afeminados. Só com o nosso olhar clínico descobria os gays e os heteros.

     Eu adoro Espanha e suas gentes, mas nunca tinha tido a oportunidade de estar em Madrid com um amigo que também não dava nas vistas e bem conhecedor do ambiente além de ser lindo e muito bom na cama.

     Não fora o meu compromisso de estar num jantar de amigos do Parque Mayer no sábado e ele ter de ir para Marrocos, pendurava-me nele e ia também.

 

     Naquela noite quisemos ficar sós sem os amigos e fomos como dois namorados antigos para o hotel.

     Juan mandou ir para o quarto uma garrafa de vinho branco e umas tapas.

 

Dois amigos preparando-se para fazerem amor

     Mal entramos agarramo-nos aos beijos e começamos a despir-nos.

     Estávamos neste Love de corpos descobertos e já de pau feito quando sentimos que alguém entrava no quarto.

     Era um empregado dos andares com um carrinho de serviço onde constava a garrafa de vinho branco metida num frafê com gelo e umas tapas.

     Naquele hotel é normal entrarem sem baterem até porque sabem quem o está a ocupar. E eles sabiam que era o Juan, pessoa já conhecida com um estrangeiro.

     O moço que vinha calmamente empurrando o carrinho se tivesse mais de vinte anos, era muito! Típico espanhol, cabelos negros e um pouco compridos, olhos negros e brilhantes que ainda ficaram mais luzidios quando reparou na nossa figura. Deu um escasso sorriso e virando-se para nós, comentou:

 

        - Quê Guapos hermosos!...

 

     Juan descaradamente respondeu:

 

        - Quieres unirte e nosotros?

 

     Logo recebeu a resposta com um sorriso lindo na ponta da língua

 

        - Sólo despuês da la medianoche, tiempo de ir fuera de servicio!

 

     Como há muito que não fazia um empleado de la sala e como era un Chico perfecto y hermoso foi a minha vez de responder ao mesmo tempo que olhava sorrindo para Juan como a sugerir seu consentimento:

 

        - Ya ahora trás algo de comer cuando regresses.

 

     Tristan pois era seu nome, rodopiou em seu próprio corpo e saiu porta fora.

 

     Como dizem os espanhóis, depois de aquele Chico sair porta fora e não sabendo se de facto iria voltar ou não, Como somos unas personas dedicada al amor y lujuria de nuestros cuerpos, continuamos nos beijando assim como a despir-nos e encaminhamo-nos até à cama sem antes termos enchido os copos! As tapas ficavam para depois.

     Juan delicadamente em vez de beber directamente o vinho do copo vazou-o em meu peito bebendo dali o néctar.

     Eu mais atrevido! O néctar do meu copo foi caindo pouco a pouco no pirilau dele que estava hirto e firme e nos intervalos das gotas fui bebendo-o acontecendo uma mistura de esperma que já ia saindo do buraquinho daquela cabecita louca com o néctar das uvas espanholas.

     Juan veio até os meus lábios a aí fizemos a mistura perfeita.

     Num rasgo de acrobacia e depois de estarmos com aquela loucura durante algum tempo acabamos na posição de 69. Aí, degustámos os nossos milhões de espermatozóides que saiam loucos dos nossos pitos.

     Acabamos por adormecer mesmo assim.

 

     Acordámos por volta da uma da manhã ao som do bater da porta.

     Era o Tristan já sem a sua farda com uns curtos calções e uma t-shirt da cava. Como outra indumentária, trazias uns chinelos de dedo.

     Trazia mais um carrinho de apoio com várias iguarias e um balde de gelo onde se via o topo de uma garrafa de champanhe.

 

     Entrando declarou com o ar mais sorridente do mundo e de modos amaneirados declarou:

 

        - Se sirven va o pronto?

             (o queria dizer” São servidos já ou daqui a pouco”) Talvez quisesse primeiro foder e depois comer.

 

     Juan ainda meio estremunhado declarou num perfeito espanhol que primeiro iríamos tomar uma duchada)

 

        - Primero tinemos que tomar una ducha que somos todos lambuzados.

 

     E assim aconteceu. Eu e Juan fomos ao duche enquanto Tristan abria a garrafa de champanhe e enchia os copos que ficaram prontos a serem servidos. Também ele despindo-se colocou-se na cama de rabo para o ar pronto a que nos servíssemos.

     Quando saímos do banheiro e reparamos naquele cenário oferecendo-se como fêmea olhamos um para o outro pois, Cuando la han venido pensamos que era un hombre pêro que era como nosotros, un hombre gay que tambén le gustaba el juego.

     Nem eu nem Juan éramos virgens em comer empregados de hotel mas naquela noite talvez quiséssemos um hombre macho mas después de que el niño era homosexual y en la.

 

Gays em triunvirato

Já que assim era o melhor era aproveitarmos.

 

     Cada um foi para seu lado da cama, Nossos pirilaus vinham murchos do duche mas logo se começaram a arrebitar quando Tristan nos puxou para a cama e ficamos lado a lado. Ficando ele ao meio que descendo por nossos corpos beijando um de cada vez foi parar ao nossos coitados descaído. Enquanto beijava um punhetava o outro. Foi a vês de nos colocarmos de lado nos beijarmos enquanto ele metia nossos coitados pirilaus na sua boca. Primeiro um de cada vês e depois os dois. Aí eles começaram a ganhar coragem e lá arrebitaram. Já estavam hirtos, como dizia o outro “como uma barra de ferro”

     Quando num intervalo daquele mamansso, Tristan olhando bem para eles e com o sorriso mais descarado do mundo atirou:

 

        - Que estos me penetrará hoy guapos!....

 

     Como ele estava já em posição e eu arregalado com aquele cuzinho arredondado fui o primeiro a penetra-lo sem dó nem piedade. Ele ganiu um pouco mas depois passou até porque abocanhando o coitado do Juan daquela boca não podia sair mais nada.

 

     Estávamos todos loucos de tal maneira sem dar por isso estava Juan comendo-me e ele comendo o Tristan.

 

     A noite acabou com umas taças de champanhe e uns lagostins grelhados. E contando anedotas.

 

     Às sete da manhã Tristan saiu pois entrava de serviço às oito e nos ficamos na cama tentando descansar. (Como isso fosse possível)

   

     Na sexta-feira, voltou tudo ao mesmo. Só não voltamos ao escritório do pai de Juan mas quanto ao resto foi mais ou menos tudo em repetição.

 

     Sábado cheguei a Lisboa por volta da uma da tarde fui a casa, tomei um duche mudei de carro e lá foi para o jantar no Parque Mayer que foi um encontro de “Marretas”. Se soubesse que ia ser um convívio da brigada do reumático, tinha aproveitado o convite do pai do Juan e tinha ido com eles para Marrocos. De qualquer das formas o Jantar até nem esteve mau. Deu para recordar velhos tempos fora das mariquices.

A vida como ela deve ser vivida para quem gosta claro-Nelson Camacho D',agoito

  Este quadro acompanha o meu pensamento

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net excepto a do Rover.

 

     Nelson Camacho D’Magoito

                (O Caçador)

            “Histórias vividas”

           de Nelson Camacho

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publicado por nelson camacho às 07:41
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