.Art.13º, n.º da Constituição

"Ninguém pode ser privilegiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça,língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual"

Quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

Pieces of life – II Cena

amigos do

Pedaços de vida

Um conto em III Actos

Ver I Acto (Aqui)

 

Procissão de pé descalço

     O tempo foi passando e já um pouco bebidos chegou a altura de definirmos quem ia dormir com quem já que só havia duas camas.

     Atirámos moeda ao ar e a mim calhou-me o Carlos.

     Após o sorteio o Jorge comentou:

 

        - Ainda bem que assim é! Vocês entretêm-se os dois e eu vou fazer uma procissão de pé descalço.

        - Explica lá melhor! – Comentou o Carlos.

        - É simples! Vocês os dois ficam a descobrirem-se e eu vou bater à porta do quarto da tua irmã.

        - Mas tu já tens coisas com a minha irmã?

 

     Perante tal conversa eu atirei:

 

         - Lá que tenhas coisas com a Isabel é uma coisa. Vocês são mais velhos que nós. Mas essa coisa de ficarmos nós a descobrirmo-nos é que não entendo.

 

         - E pá! É simples! Eu já namoro e vocês não e andam sempre agarradinhos, é altura de descobrirem o que acontece no calor da noite. E como já estão com um copito pode ser que tenham uma surpresa.

 

     Fiquei em saber o que responder. O tipo, descalço e somente com uns shorts e uma camisola de alças vestidas, abriu a porta do quarto e lá foi.

 

     Eu e o Carlos ficamos de boca aberta sem comentários. Ainda esperámos um tempo com a esperança de ele voltar mas nada.

 

          - Bem o melhor é irmos para a cama. – Disse o Carlos ao mesmo tempo que se despia e todo nu meteu-se na cama.

          - Vais dormir assim?

         - Mas é o meu hábito. Não só gosto de sentir os lençóis no meu corpo como é falta de higiene dormir vestido. Não me digas que dormes de pijama.

         - És capaz de ter razão, mas nunca dormi nu.

         - Não sabes o que perdes. Fica somente com as cuecas e vais ver como é diferente.

 

     Fiz o que ele aconselhou. Voltei a meter o pijama na mala e deitei-me somente com as cuecas vestidas.

 

     Afinal ele tinha razão sentir os lençóis envolverem-me o corpo foi uma sensação diferente daquela coisa do pijama.

 

     Coloquei-me de lado, de costas, de barriga para baixo, dei voltas e mais voltas mas não conseguia dormir. Nunca tinha dormido com alguém e aquela sensação que sentia do calor vindo de outro corpo a meu lado estava a tornar-se estranho até que o Carlos comentou ao meu ouvido ao mesmo tempo que se aproximava.

 

        - Está incomodado? Porque não consegues dormir?

        - Não sei algo de estranho se está a passar.

         - Vira-te para mim e olha-me nos olhos.

 

     Assim fiz e ficámos olhos nos olhos interrogando-nos.

     Carlos abraçou-me e todo o meu corpo estremeceu.

     Então aconteceu o que nunca esperaria.

   Carlos puxou-me ainda mais para si ficando nossos corpos agarrados como um só. Ficámos assim durante algum tempo até que naquela escuridão senti seus lábios junto aos meus e uma das suas mãos percorria meu rosto como se fossem festinhas de gato.

 

     A minha primeira reacção foi afastar-me mas quando senti sua língua entrar em minha boca senti-me mais confortável e retorqui da mesma forma.

 

      Foram uns momentos inolvidáveis até que ele baixando as minhas cuecas encostou o seu pénis ao meu e ambos se começaram a levantar,

 

      Depois tudo aconteceu inadvertidamente. Senti seu corpo debaixo dos lençóis descer pelo meu corpo indo parar no meu pénis que meteu na boca ao mesmo tempo que sentia um dedo manusear a entrada no meu ânus.

 

     Foi uma sensação tão estranha que todo o meu corpo estremeceu mais ainda quando senti a penetração daquele dedo no meu ânus ao mesmo tempo que os meus espermatozóides se foram depositar naquela boca gostosa,

 

     O corpo do Carlos elevou-se novamente, Ficámos novamente olhos nos olhos até que ele disse:

 


         - Agora é a tua vez.

felação mutua entre gays - Kamasutra

 

      E foi mesmo! Fiz a imitação. E desde os seus lábios até ao seu pénis foi um novo momento de prazer e na minha boca foi depositado também os seus bicharocos e vime novamente mas desta vez indo-se depositar nos lençóis.

 

     Colocamo-nos novamente na posição frente a frente. Olhamo-nos, acariciamo-nos e adormecemos.

 

O Segredo

 

     A bronca daquela noite poderia ter sido se o Jorge não fosse um rapaz de mente aberta e não soubesse guardar um segredo.

 

     Quando de manhã regressou da sua procissão de pé descalço e entrou no quarto e nos viu dormindo de conchinha meios destapados e todos nus.

 

     A luz da manhã já entrava janela dentro indo deparar-se suavemente em nossos corpos, desnudos e embora um pouco afastados as nossas posições davam a entender que algo se tinha passado principalmente para o Jorge que mais tarde vim a saber que embora andasse enrolado com a irmã do Pedro esta coisa da homossexualidade não era novidade.

 

o canto do nelson

     Acordamos sobressaltados com a sua entrada. Olhámos para cima e lá estava ele sobre a cabeceira da cama mirando-nos com um ar não de admiração mas de inveja

 

     Instantaneamente puxa-mos os lençóis e tentamos apagar os nossos pecados.

 

     Jorge rindo-se atirou:

 

        - Estão a ver o que aconteceu quando disse que vocês se iriam descobrir.

        - Não é nada do que estás a pensar pá. – Atalhou o Carlos.

      - Tá bem deixa! Ficamos assim! Vocês não contam que fui dormir com a tua irmã e eu não conto que vocês são gays.

      - Desculpa lá mas porque estamos nus não quer dizer que fizemos algo de errado – atalhei eu muito atrapalhado.

        - Pois! Um dia destes fico no meio para ver o que acontece.

         - Não te chega a minha irmã. Agora vens com essa de machão.

      - Mas quem te disse que eu venho com uma de machão? Já que estamos numa de segredos fica sabendo que pelo facto de foder com a tua irmã não goste também de uma boa chupadela feita por um gajo.

 

     Com aquele diálogo entre os dois ainda fiquei mais atrapalhado. Não só tinha pecado de acordo com os ensinamentos dos meus pais como estava a sentir-me metido num molho de brócolos e levantei-me e fui direito à casa de banho para tomar um duche deixando os dois a resolverem o problema de cunhados.

 

     Depois foi a vês do Pedro se ir arranjar. Vestimo-nos e não falámos mais no assunto. Descemos para o pequeno-almoço.

Já lá estava todo o mundo inclusive o padre em amena cavaqueira com nossos pais e combinando uma saída até ao santuário.

 

     Aquele dia foi bastante complicado. O Jorge agarrado à Isabel, nossos pais de mãos dadas acompanhados pelo padre e eu com o Pedro um pouco afastados lá fomos para o santuário. O Jorge de vez em quando olhava para nós e fazia um pequeno esgar de sorriso que me deixava ainda mais atrapalhado.

 

Dois meses depois.

 

     Depois daquele fim-de-semana em Fátima pouco falámos até terminarem as férias da Páscoa.

 

     Quando voltamos às aulas inscrevemo-nos num ginásio perto da escola e depois das aulas lá íamos nós.

 

     Foi um pouco complicado para mim pois quando saiamos do ginásio íamos todos tomar banho e a maioria da malta despia-se à frente de todos e comecei a olhar sem querer mais atentamente para seus corpos o que nunca tinha feito.

 

     Jorge notou os meus olhares e um dia à saída aproximou-se de mim a quase ao ouvido:

 

        - Andas a admirar os corpos da malta. Afinal passaste a gostar depois daquela noite em Fátima.

        - Não sejas parvo.

        - Não tenhas vergonha! Eu também gosto. Qualquer dia temos de combinar uma noitada.

        - Está a ser mesmo parvo. Não te chega a Isabel? Agora também queres ir para a cama comigo?

        - E porque não? Não estiveste já com o Carlos?

        - Epá… Isso foi uma coisa que aconteceu por acaso e até já me tinha esquecido.

 

     Pois!.. Mas o Carlos não se esqueceu e já me contou que gostaria de voltar a fazer o mesmo.

 

        - Não me digas que ele já voltou a falar no assunto.

        - Já e ao que parece está apaixonado por ti e como vocês têm pouca experiência já me prontifiquei em irmos para a cama os três.

 

     Entretanto chegou o Carlos e acabamos com a conversa.

 

         - De que estavam a falar?

        - Como teu futuro cunhado acho que não devemos ter segredos e estava a dizer ao João que estavas apaixonado por ele e como vocês têm pouca experiência estava prontificar-me a dar-vos algumas lições de sexo.

         - Quer dizer que já não se pode desabafar contigo que tomas logo tudo à letra.

 

     Naquele dia não ouve mais conversa sobre o assunto até porque estávamos a chegar a nossas casas.

 

Tempos depois

 

     Um dia num jantar lá em casa em que foram todos convidados falou-se das notas da escola. A Isabel que estava um ano mais adiantada que nós, era a mais sabichona e o Jorge andava um pouco atrasado em relação a nós. E alvitrou que destinássemos um ou dois dias por semana para fazermos umas aulas de estudo em casa dele pois estávamos mais à vontade na medida em que o pai andava sempre por fora e a mãe preocupava-se mais com as amigas com quem passava mais tempo e raramente estava em casa, pois era médica e tinha noites que estava de plantão no hospital pelo que tínhamos a casa Só para nós.

     Nossos pais como éramos bons meninos já com dezassete anos concordaram com a ideia e ficavam também mais livres de nós. Só os pais da Isabel é que recomendaram que ela nunca ficaria em casa do Jorge. Assim ficou combinado.

     Passamos a depois das aulas e do ginásio a irmos para casa do Jorge estudar sendo a Isabel a nossa explicadora.

     Um dia descobrimos que a Mãe do Jorge às quartas e sextas ficava de plantão no hospital, ficando a casa só para nós.

     Nós três éramos como o “cócó ranhêta e facada” Estudávamos, jogávamos às cartas e víamos alguns filmes na internet. Por vezes o Jorge e a Isabel ficavam a um canto namorando e outras coisas mais. Mas o problema era deles.

     Eu e o Pedro dávamos uma olhadela para eles e mirávamo-nos olhos nos olhos com um pouco de inveja.

 

     Um dia não estava ninguém em casa e já era tarde quando o telefone tocou

     Era a mãe da Isabel dizendo que já era tarde e que fosse para casa.

     Aquela porra do telefonema calou mesmo mal para eles. Pois estavam em tremenda marmelada. A Isabel também contrariada não teve outro remédio que se ir embora.

     Mal ela se foi embora o Jorge irritado:

 

        - Foda-se, agora que estava cheio de tesão e quase a vir-me é que esta gaja se foi embora. Vamos para o meu quarto ver um filme?

 

     Ingenuamente, perguntei:

 

     Mas não queres ver um destes que tens aqui?

 

        - O gajo tem outro tipo de filmes no quarto – disse o Carlos

        - Mas que outro tipo de filmes? – Perguntei.

        - Olha filmes de foda! Vamos lá. Não queres ver?

 

     Se a coisa não estava combinada entre eles, parecia. E lá fomos para o quarto.

     Nunca tinha lá entrado, mas porra!.. Aquilo é que era um quarto. Era mais uma suite pois tinha uma casa de banho privada, uma cama enorme um plasma também grande na parede em frente aos pés da cama e uma bicicleta de ginástica.

     Jorge ligou o aquecimento, colocou um filme porno a rodar e abaixou as luzes. Tirou a camisola e as calças ficando de shorts e atirou-se para a cama.

 

         - Vocês façam o mesmo pois daqui vê-se melhor e ficamos mais à vontade. Eu fico no meio.

 

     Não estivemos com meias medidas, também nos pusemos de shorts e deitámo-nos ao lado dele.

     O filme que estava a começar. Era um filme porno-gay onde dois gajos mamavam os pirilaus um do outro.

 

        - Aquela gaja foi-se embora e fiquei cheio de tesão. Afinal o que é que vocês fizeram naquela noite em Fátima?

        - O mesmo que está a dar no filme – disse eu.

        - E não fizeram mais nada?

        - Que querias que fizéssemos? – retorquiu o Pedro. 

        - Podem começar por uns beijinhos.


       E assim começámos. Uns de cada lado encostamos nossos corpos ao dele beijando-o cada um à sua maneira

triunvirato gay

 

     Estava-o beijando na boca quando senti uma mão levar uma minha ao seu pirilau que estava hirto e ao que parecia maior que os nossos. Até que chegou a vês de ele começar a manusear o meu que já estava também a levantar-se. Foi a vez de o Pedro deixar-lhe a orelha baixar-se até ao meu e começar a beija-lo. Jorge livre da beijoqueira foi descendo e ora metia na boca em um, ora metia no outro.

     Aqueles dois paus unidos e dentro daquela boca gostosa estava a ser o fim do mundo.

    Jorge endireitou-se e encaminhou nossas bocas para o seu peito que começámos beijando seus mamilos. Senti umas mãos na minha cabeça encaminhando-a para o pau do Carlos ao mesmo tempo que me virava ficando com o cú virado para ele no qual comecei a sentir o pau dele nas bordas do meu cú.

     Enquanto chupava vorazmente o pau do Carlos ele lentamente e depois de massajar o meu cú começou penetrando-o lentamente até que me penetrou totalmente. Dei um pequeno gemido e todo o meu corpo estremeceu de prazer enquanto continuava sofregamente chupava o pénis do Carlos.

 

     Estou a vir-me porra! Gritou o Jorge. Foi naquele momento que senti a minha boca ficar cheia daquele leite agridoce ao mesmo tempo que sentia um fluxo de esperma dentro de mim direito aos intestinos como se fosse um clister.

 

     Ficamos assim durante algum tempo até que os nossos pénis murchassem.

 

     Durante algum tempo nada dissemos, até que o Jorge disse que iria tomar duche e depois à cozinha buscar qualquer coisa para comermos e bebermos.

 

     Enquanto ele foi à cozinha buscar o aperitivo eu e o Carlos metemo-nos no duche.

 

Duas horas depois…

 

     Depois do petisco regado com um vinho branco fresquinho o filme acabou.

     Ficamos estatelados na cama nus e brincando com nossos paus que pouco a pouco se começaram a levantar como a pedir “queremos mais”.

     Nossos corpos tremiam como a pedir para a noite não acabar assim. Então o Jorge alvitrou fazer ao contrário como ele estava no meio iria comer o Carlos e eu comia-o a ele.

 


Com tanto manuseamento dos nossos pirilaus Estávamos os três com uma tesão dos diabos.

 

kamasutra satisfação total

      Como se nada tivesse acontecido antes. Jorge no meio colocou cuspo num dedo abundantemente e começou a pouco e pouco manuseando o cu do Pedro. Perante o que estava a ver fiz o mesmo no buraco dele segurei no meu pénis apontei-o na direcção certa e entrou sem grande sacrifício o que deu a entender que já estava habituado. O mesmo não aconteceu com o Carlos que quando se sentiu penetrado tal como eu na primeira vez guinchou com uma pequena dor mas aguentou. Jorge movimentou-se corporalmente dando prazer a ambos e ter o seu prazer próprio. Depois foi até ao pénis do Carlos punhetando-o com força e assim nos viemos os três ao mesmo tempo.

 

     Eram estas as recordações que estava a ter sentado naquelas escadas ao mesmo tempo que as lágrimas me escorriam cara a baixo.

Para ler o resto deste conto clique (aqui)

 

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência, ou não! O geral ultrapassa a ficção

 

       Nelson Camacho D’Magoito

                  (O Caçador)

      “Contos ao sabor da imaginação”

            Para maiores de 18 anos

                 © Nelson Camacho
2013 (ao abrigo do código do direito de autor)

 

sinto-me:
publicado por nelson camacho às 20:35
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013

Nós e o resto do mundo - II Parte.

boy ao telefone mascando um encontro - Nelson Camacho

Estava indeciso se havia de telefonar ou não para o meu possível novo amigo ou ir para a minha sogra fazer as pazes com a mulher.

Para saber a história anterior Clik (AQUI).

 

Nós e o resto do mundo lá fora

III.º Capítulo

 

    Acabei a minha higiene e fui até à sala repensar em tudo o que me estava a acontecer. Voltei ao banheiro e peguei no tal cartão-de-visita e com ele na mão comecei por recordar a felicidade que tinha visto naqueles rapazes que nada tinha a ver com o meu estado actual.

       - Aceito o convite? Telefono? Não telefono? Já lá vai tanto tempo! -

    De repente e quase automaticamente dei por mim a pegar no telefone e marcar o número ali escrito.

    Do outro lado ouvia-se o sinal de chamada até que pouco tempo depois apareceu uma voz:

       - Está? Quem fala?

       - Desculpe mas quem está a atendendo?

       - Daqui é o João Paulo 

       - Desculpe mas certamente Você já não se lembra do meu nome mas sou aquele moço que esteve com a mulher em Palma de Maiorca em Agosto. Lembra-se?

       - Certamente que me lembro, eu estava com o meu antigo namorado e você com uma linda mulher. Tenho esperado por si no tramps às sextas-feiras e nunca o vi por lá. Não me diga que também já não está com a mesma!

       - Não! Não!.. Sim!... Ainda estou mas ela hoje foi para a Mãe.

       - É sempre assim! Quando elas vão para a Mãe quer dizer que já estão fartas de nós. O meu namorado também foi para Mãezinha.

       - Então quer dizer que fomos abandonados!

       - É verdade! O que é que você faz esta noite?

       - Se quer saber não sei! Preciso de um ombro amigo! A noite passada passei nos fados e recordar velhos tempos e por causa disso, hoje estou abandonado como um cão.

       - Normalmente só saio às sextas-feiras ma podemo-nos encontrar no trampes. Sabe onde é?

       - Sei! Já lá não vou há uns anos. Você vai lá estar?

       - Aquilo é uma grande confusão e é difícil arranjar lugar para o carro

       - Sabe onde fica o 106 é um bar bastante acolhedor para uma converse e bastante agradável e não tem problemas para o carro. Há sempre um lugarzito.

        - Não! Esse não sei!

        - É ali perto da Assembleia da Republica. Tome nota. É no 106 da Rua de São Marçal.

        - Ok! A que horas lá está?

        - Aí por volta das onze horas.

        - Tudo bem! Encontramo-nos lá.

     E assim foi. Vesti-me o mais casual possível tentando dar um pouco de juventude que já me ia fugindo e lá fui para um mundo que também já me tinha fugido como simples espectador derivado ao ambiente artístico que tinha frequentado em tempos.

    Lá num cantinho da rua onde se situava o bar, parecia que estava à minha espera um lugar para o carrito.

    No caminho até ali fui pensando o que é que estava ali a fazer. O que é que iria acontecer? Encontrar-me com um quase desconhecido embora já tenha admitido ser gay.

    Qual seria o meu papel naquilo tudo? Como não tenho problemas com a sexualidade de cada um, pelo menos iria ter um ombro para derramas as minhas queixas. Depois logo se via.

    Arrumei o carro, retirei de mim todas as coisas de valor – pelo sim pelo não – Meti na algibeira das calças cinquenta euros em notas de cinco e dez e lá fui para o que desse e viesse.

    Entrei e dei uma vista de olhos pelo ambiente que estava calmo com uma música de fundo bastante simpática e própria para se manter uma conversa de bar sem estar aos berros.

    O balcão estava quase vazio pois os clientes estavam espalhados pelos sofás em conversas ao que parecíamos, bastante animadas, por algumas rizadas. Ao canto do balcão estava um moço ao que parecia pelo corpo por traz, bem-apessoado, de cabelos louros para o comprido indo tocar na ponta do casaco calças de ganga apertadas às pernas notando-se os músculos das mesmas e uns ténis que se via de marca. Não era bem o que tinha na minha memória. O tal que tinha conhecido em Espanha, portanto não era ele. Como havia um lugar ao seu lado, dirigi-me a ele. Ao sentar-me o tal moço virou-se de lado para mim que observou:

       - Estava a ver que não vinha!

    Na altura, fiquei estupefacto. Aquele não era o João que tinha conhecido em Espanha, a cara era a mesma, olhos azuis pele macia e um largo sorriso, mas o visual no todo era diferente e também não tinha passado assim tanto tempo.

       - Qual a admiração? Estou diferente?

       - Sim! Mas para melhor até pareces mais novo.

       - Quer dizer que o meu novo visual está aprovado!

       - Certo! A que se deveu a alteração?

       - É simples. Acabei com o meu namorado que não me deixava ser eu como na realidade sou. Só me queria para ele, não me deixava ter amigos e passava os dias em casa. Ir ao cinema só com ele, passar férias, jantar fora ou vir a um bar, só com ele era um amor obsessivo e teve de acabar. Tinha ciúme de tudo e de todos.

        - Bem se isso te incomodava e te privava de fazeres a tua vida independente acho que fizeste bem.

        - Queres saber que até tinha ciúmes dos meus colegas do emprego?

        - E tinha razões para tal?

        - Não! Em dois anos de estarmos juntos nunca lhe fui infiel. Só quando te conheci em Palma com a tua mulher é que perdi a cabeça e coloquei o meu cartão na tua algibeira.

        - E não tiveste medo da minha reacção?

        - Não! Avaliei-te bem e vi que havia ali qualquer coisa. Vocês não eram completamente felizes, e tu estavas na idade das minhas preferências.

        - Desculpa lá! Que é isso de estar na idade das tuas preferência.

        - Não te quero chamar cota mas que já passaste os trinta... já passaste!

        - Sim é verdade e tu com que idade estás?

        - Estou com vinte e dois, comecei com o meu namorado aos vinte e cheguei à conclusão que seria muito mais acarinhado com um tipo mais velho e até podia sem receio conviver com ele em qualquer sítio pois passar por sobrinho.

        - Essa tua forma de veres a coisa, não há duvida que tem o seu sentido prático. E quanto ao resto?

        - O resto? Queres dizer cama? Como és casado não serás pessoa para andar a gozar com o próximo e terás mais experiência.

    Com toda aquela conversa as minhas dúvidas estavam resolvidas. O que se estava a passar ali era um engate e eu estava a ir na treta.

    Tivemos uma conversa de circunstância em que ele desabafou a sua vida tanto social como intelectual e sexual. Era informático, tinha um bom emprego perante os colegas e família ainda não se tinha assumido como gay e vivia só em Lisboa num apartamento que o pai lhe tinha dado.

    Quanto a mim, só contei o necessário para a ocasião não tocando em qualquer tendência sexual extra conjugal ou que tenha praticado em tempos, a não se o que fazia socialmente.

    Já eram para aí umas duas da manhã quando o pessoal começou a debandar aos casais e nós já com uma garrafa de whisky bebida.

    Para demonstrar que também estava na altura de irmos cada um para sua casa, chamei o barman e pedi a conta.

       - Não é preciso! – Disse o João – Estivemos a beber da minha garrafa.

       - Ah! És habitué cá do Bar! De qualquer das formas como esta ficou vazia, deixa-me pagar uma.

       - Não senhor, pagas para a próxima e vamos acabar uma que tenho aberta lá em casa e tomar um café que estes gajos aqui não têm.

       - Vamos então? Disse eu.

       - Sim! Vamos - ao mesmo tempo que punha a mão na minha perna – ou tens para onde ir a esta hora? A tua mulher não está em casa, portanto não lhes fazes falta.

       - Tá bem! Vamos lá acabar a garrafa. – Disse eu, ao mesmo tempo que me encaminhava para a porta que o porteiro abriu para dentro fiando assim um cantinho mais escuro que o João aproveitou para me dar um tremendo beijo.

 

Quando eles se beijaram

    Ao mesmo tempo que dizia:

       - Moro no Jardim Constantino. Vais atrás de mim

    Se nos perdermos, paras em cima da linha do eléctrico que a esta hora já não há.

    E assim fizemos. Fomos mostrar os nossos carros por causa das dúvidas e lá fomos.

    Se no caminho de minha casa até ao bar fui conjecturando o que iria acontecer, depois da conversa no bar e daquele beijo roubado não tive dúvidas do que iria acontecer. Seria uma situação não estranha para mim, mas que já não acontecia há uns anos. Pode mesmo dizer-se que estava virgem novamente no assunto, mas aquele rapaz dizia-me qualquer coisa que ainda não sabia o quê.

    Também pelo caminho nunca o perdi de vista até à morada indicada. Parámos, ele indicou-me um lugar mesmo atrás dele que até ficou à sua porta e entramos. Era o primeiro andar e nem foi preciso utilizar elevador.

    Logo após entrarmos em casa, como um casal normal, se só aos outros se podem chamar normais e a nós anormais nos começamos a beijar sofregamente. Não conhecia a casa mas o João não tirando os seus lábios dos meus foi-me encaminhando casa fora ao mesmo tempo que nossos blusões e camisas iam ficando espalhados pelo chão do caminho. Quando chegámos à uma porta que seria do quarto, ainda eu estava a andar para traz batendo com as costas na mesma.

     Ela abriu-se e a luz acendeu-se. – Devia ser automática – Era uma luz ténue mas tipo projectora que sobressaia das sancas da paredes se ia projectando no tecto onde se desenhavam figuras tal Capela Sistina de Miguel Ângelo.

    Naquela altura só faltava tirarmos os sapatos e as calças.

    Os sapatos foram fáceis de tirar e acabamos atirando-nos para cima da cama ainda de calças vestidas.

Quando tudo começou - Nelson Camacho

 

    Estávamos com uma fúria tão grande que até parecia que as nossas salivas se tinham transformado em cola Há muito tempo que não sentia tal prazer naquele beijo ardente em que nossas línguas que rodopiavam. Não era um beijo cinematográfico mas sim um beijo de amor.

    Sem dar por isso comecei beijando aquele bíceps salientes e sarados até ao umbigo metendo a mão por dentro das calças do João até sentir um pau hirto e já húmido como a dizer que não aguentava mais.

    De repente começou baixando as minhas calças, e fazendo eu o mesmo às dele ficamos em pelota. Trocamos de posição ficando na mesma, peito a peito mas ele por cima de mim ao mesmo tempo que nossos pénis se gladiavam. 

    Foi a vês dele me começando a beijar desde o pescoço, primeiro parando nos meus bicos mamários que mordiscou indo por ali a baixo, parando no umbigo onde com a língua fez algumas travessuras até mais a baixo meter meu pénis na sua boca com tal fúria que senti sua cabecita tocar bem lá no fundo.

    Durante algum tempo senti um aperto constante umas vezes com os dentes e outras com os lábios ao memo tempo que me fodia o pénis com movimentos constantes. Eu já guinchava de prazer tal que me estava quase a vir, Nunca jamais me tinham feito um broxe como aquele e continuava a estremecer de prazer. Meu coração começou a palpitar de tal forma que quase rebentava.

    João retirou meu pénis da sua boca e pediu: - Não te venhas ainda!

    Fiz um esforço tremendo para que isso não acontecesse.

    Então com toda a sua virilidade própria dos vinte e um anos afastou as minhas pernas, e com aquela porra de mistura da sua saliva e algum esperma meu que se encontrava na sua boca transportou num dedo até ao buraco do meu cu manuseando-o em círculos até meter um pouco.

    Eu já nem sabia o que estava ali a fazer. Olhava para o teto e quase que aquelas figuras de Miguel Ângelo me diziam – Aguenta que hoje vais ser desflorado - todo o meu corpo estremeceu de prazer quando comecei a sentir que já não era o dedo, mas sim aquele caralho gostoso que me penetrava bombando freneticamente até sentir também aquele liquido pastoso cheio de espermatozóides entrar dentro de mim. A minha virgindade anal, tinha ido para o maneta. Tal foi o prazer que nada me doeu.

    Passado pouco tempo, depois de meu cú ficar liberto, João ou eu, sem nada dizermos, passamos à posição de conchinha ficando eu por traz dele e então foi a minha vez de o penetrar sem não antes ele ter dito (Está a ver porque eu pedi há pouco para não te vires?).

    Ao mesmo tempo que elevando uma das pernas ajudou com uma mão a penetra-lo.

 

Dormir de conchinha com copula no final

    Depois apertou as nádegas movimentou-se e o meu pénis lá fez a sua obrigação naquela posição tão confortável. Foi de loucos, ainda fui masturba-lo de tal forma que se veio novamente e ao mesmo tempo que eu.

    Ao fim de tantos anos e de ter andado a gozar com a sorte e andado por outras paragens, tinha aparecido alguém com cariz e virilidade suficiente para me transformar em flex e eu gostei.

    O prazer da sexualidade tinha acontecido naquela noite e estava-me nas tintas para o resto do mundo.

    Com aqueles pensamentos, adormecemos como anjos apoiados por aquelas figuras de Miguel Ângelo desenhadas no teto daquele quarto.

    Hoje somos amantes, estou em preparação do meu divórcio, já vivo com o João Paulo e somos felizes.

Ele encontrou o cota que lhe dá carinho e compreensão e eu encontrei a liberdade que tinha estado escondida dentro de mim durante anos.

    Quando se encontra a liberdade plena dos nossos actos sem ferir os outros, devemos fazer essa escolha O resto do mundo que se lixe.

    Façam também uma óptima opção e sejam felizes.

Esta é a minha vida.

 

                Funny how a lonely day, can make a person say:
                What good is my life
                Funny how a breaking heart, can make me start to say:
                What good is my life

 

This Is My Life (1973) (Royal Albert Hall Concert)

Shirley Bassey

Qualquer semelhança com factos reais é mera coincidência. O geral ultrapassa a ficção.

As fotos aqui apresentadas são livres de copyright e retiradas da Net.

 

Nelson Camacho D’Magoito

           (O Caçador)

“Contos ao sabor da imaginação”

        de Nelson Camacho

 

sinto-me: e livre sem preconceitos
a música que estou a ouvir: Esta é a minha vida
publicado por nelson camacho às 07:59
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